Theatro Municipal do Rio de Janeiro celebra 115 anos

Um dos mais imponentes e belos prédios do Rio de Janeiro, o Theatro Municipal, inaugurado em 14 de julho de 1909, é considerado a principal casa de espetáculos do Brasil e uma das mais importantes da América do Sul. Sua história mistura-se com a trajetória da cultura do País. Ao longo de pouco mais de um século de existência, o Theatro tem recebido os maiores artistas internacionais, assim como os principais nomes brasileiros, da dança, da música e da ópera.

A ideia de um teatro nacional com uma companhia artística estatal já existia desde meados do século XIX e teve em João Caetano (1808-1863), entusiasta do teatro brasileiro, além empresário e ator de grande mérito, um de seus mais contundentes apoiadores. O projeto, no entanto, só começou a ganhar consistência no final daquele século, com o empenho do ilustre dramaturgo Arthur Azevedo (1855-1908). 

Reforma Urbano do Rio de Janeiro

O Prefeito Pereira Passos – cuja reforma urbana iniciada em 1902 mudou radicalmente o aspecto do Centro do Rio de Janeiro – retomou a ideia e, em 15 de outubro de 1903, abriu uma concorrência pública para a escolha do projeto arquitetônico. Encerrado o prazo de inscrições, em março de 1904, foram recebidas sete propostas. Os dois primeiros colocados ficaram empatados: o projeto denominado Áquila, em que o autor “secreto” seria o engenheiro Francisco de Oliveira Passos, filho do prefeito, e o projeto Isadora, do arquiteto francês Albert Guilbert, vice-presidente da Associação dos Arquitetos Franceses.

O resultado do concurso causou uma forte polêmica na Câmara Municipal, acompanhada pelos principais jornais da época, em torno da verdadeira autoria do projeto Áquila, suspeito de ter sido elaborado pela seção de arquitetura da Prefeitura, e do suposto favoritismo de Oliveira Passos. O projeto final foi o resultado da fusão dos dois premiados, uma vez que ambos correspondiam a uma mesma tipologia, inspirada na Ópera de Paris.

Após as alterações, o prédio começou a ser erguido em 2 de janeiro de 1905, com a colocação da primeira das 1.180 estacas de madeira de lei sobre as quais está assentado. Em 20 de maio daquele ano foi disposta a pedra fundamental.

 

Um edifício obra de arte

Para participar da decoração, foram convocados alguns dos mais ilustres e consagrados artistas da época, como Eliseu Visconti, Rodolfo Amoedo e os irmãos Bernardelli. Também foram recrutados artesãos europeus para a criação dos vitrais e mosaicos. As obras começaram em ritmo acelerado, com 280 operários revezando-se em dois turnos. Em pouco mais de um ano, já era possível visualizar a suntuosidade aliada à elegância e beleza da construção do futuro teatro.

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com capacidade para 1.739 espectadores, foi inaugurado pelo Presidente Nilo Peçanha e pelo Prefeito Sousa Aguiar no dia 14 de julho de 1909, quatro anos e meio após o início das obras.

No início, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro recebia, principalmente, companhias de ópera e dança vindas em sua maioria da Itália e da França. A partir da década de 30, passa a contar com seus próprios corpos artísticos: Orquestra Sinfônica, Coro e Ballet, que permanecem até hoje responsáveis pela realização das temporadas artísticas oficiais.

Reformas e restaurações

Desde sua inauguração, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro teve quatro grandes reformas: 1934, 1975, 1996 e 2008. A primeira delas aumentou a capacidade da sala para 2.205 lugares e, apesar da complexidade da obra, foi realizada em três meses – atualmente, o Theatro conta com 2.252 lugares. Em 1975, foram realizadas obras de restauração e modernização e, no mesmo ano, foi criada a Central Técnica de Produção. 

Em 1996, iniciou-se a construção do edifício Anexo com salas de ensaios para o Coro, Orquestra Sinfônica e Ballet. A reforma iniciada em 2008 e concluída em 2010 concentrou-se na restauração e modernização das instalações.

Hoje, o Crea-RJ parabeniza o Theatro Municipal do Rio de Janeiro por seus 115 anos a esse templo que se mantém como uma das principais casas de espetáculo do país, prestando continuamente serviços da mais alta qualidade e importância para a cultura nacional.

Fonte: theatromunicipal.rj.gov.br

Dia do(a) Engenheiro(a) de Aquicultura

A Engenharia de Aquicultura é um ramo da Engenharia que desempenha atividades referentes ao cultivo de organismos aquáticos, principalmente peixes, crustáceos, moluscos, algas e outros recursos naturais aquáticos com objetivo de produção de alimentos e utilização da riqueza biológica dos mares, ambientes estuarinos, lagos e cursos d’água, visando à mitigação de impactos ambientais e preservação dos estoques pesqueiros, assim como da própria fauna aquática. 

O engenheiro de aquicultura desempenha um papel econômico e social de extrema importância para a produção de alimentos de alta qualidade nutricional, além de fomentar a indústria gerando emprego, renda e potencial promoção de equiparação social em atividades de baixo impacto ambiental.  Com o aumento da demanda por proteína animal no Brasil, especificamente pescado que excede 14,50 quilos por pessoa, aumentar a produção de alimentos respeitando os limites de sustentabilidade se tornou um dos maiores desafios da aquicultura, pois demanda profissionais que possuam conhecimento tecnológico e biológico específico para proporcionar um melhor desempenho produtivo nas atividades de produção de organismos aquáticos. 

O curso de Engenharia de Aquicultura foi regulamentado pelo Ministério da Educação - MEC e as atividades desempenhadas pelos profissionais formados na área foram normatizadas pela Resolução Nº 218, publicada em 29 de junho de 1973 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). 

Em 14 de julho, comemora-se o Dia do(a) Engenheiro(a0 de Aquicultura. 

Graduação

O curso de Engenharia de Aquicultura, confere o título de bacharelado e possui duração média de quatro a cinco anos. Trata-se de uma jornada que prepara os estudantes para se tornarem especialistas na criação, produção e conservação de organismos aquáticos, com disciplinas como botânica aquática, zoologia dos invertebrados aquáticos e citologia, em especial como masterizar matérias básicas como matemática, física e química. Os alunos também têm a oportunidade de realizar estágios em empresas do setor, onde podem aplicar seus conhecimentos em situações reais, desenvolvendo habilidades práticas e adquirindo uma visão aprofundada das operações diárias da indústria de Engenharia de Pesca. 

Pós-graduação

A pós-graduação em Engenharia de Aquicultura, assim como o mestrado e doutorado, oferece diversas oportunidades para que o profissional possa se desenvolver profissionalmente, colocando em prática habilidades e competências que serão usadas futuramente, além de aprofundar sua compreensão dos princípios fundamentais da indústria, como maricultura, hidrologia e manejo de bacias hidrográficas, ciência do solo e ecologia assim como bioquímica, histologia, produção de alimento vivo, qualidade de água e tecnologia do pescado. 

O Brasil é um dos principais produtores globais de peixes em cativeiro, sendo as regiões costeiras, especialmente o Nordeste e o Sul, as mais ativas na busca por profissionais desse setor. Esses especialistas têm oportunidades de trabalho em universidades, institutos de pesquisa científica, empresas especializadas em aquicultura e melhoramento genético, órgãos públicos, além de construtoras envolvidas em projetos de conservação e impacto ambiental.

A Engenharia de Aquicultura possui uma gama de especializações que podem ser focadas em diferentes aspectos da indústria de pesca, podendo esse profissional se especializar nas seguintes áreas:

  • Biotecnologia: área focada nos estudos relacionados à Engenharia genética, produção de organismos aquáticos em sistema multitrófico, avaliação de compostos antioxidantes na aquicultura, processamento e bioprodutos extraídos de organismos aquáticos. 
  • Gestão em Aquicultura: focada nas áreas de aquicultura e pesca, com ênfase no planejamento e implementação de práticas sustentáveis para minimizar os impactos ambientais da indústria e promover a conservação desses ecossistemas. Essa especialização inclui temas como biotecnologia na reprodução e manejo de gametas, gestão de pessoas e processos, licenciamento ambiental e monitoramento ambiental (municipal, estadual e federal). 
  • Nutrição e Alimentação Aquática: estuda os requisitos nutricionais de organismos aquáticos, assim como o desenvolvimento de dietas eficientes para otimizar o crescimento e a saúde dos animais. 
  • Engenharia de Sistemas Aquáticos: foca no design, construção e gestão de sistemas aquáticos para a produção de peixes, crustáceos e plantas aquáticas, incluindo tanques de cultivo, sistemas de recirculação de água e infraestrutura para controle ambiental. 

Crea-RJ terá parceria com a prefeitura de Volta Redonda; presidente visita universidades do Sul Fluminense

O presidente do Crea-RJ Miguel Fernández sela parceria com o prefeito Francisco Neto de Volta Redonda

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) e a prefeitura de Volta Redonda vão assinar um Termo de Cooperação Técnica com o objetivo de aprimorar a fiscalização do exercício legal da profissão de engenheiro, agrônomo e das geociências naquela cidade do Sul Fluminense. A informação foi dada pelo presidente do Crea-RJ, o engenheiro civil Miguel Fernández, e pelo prefeito de Volta Redonda, Antônio Francisco Neto.

“Use a gente como referência em tudo o que precisarem”, afirmou Neto, ao receber o presidente do Crea-RJ na sede da prefeitura de Volta Redonda, o Palácio 17 de julho, na quarta-feira, dia 10 de julho. “A nossa realidade é de um setor fundamental, o setor das engenharias, para o desenvolvimento de Volta Redonda, da região do Sul Fluminense, do estado do Rio e do país”, afirmou o presidente do Crea-RJ, agradecendo a presteza do prefeito Francisco Neto, em seu quinto mandato à frente do poder executivo municipal. 

Com uma população de cerca de 260 mil habitantes, Volta Redonda tem o quarto maior IDH do estado (0,771) e é considerado um dos municípios mais importantes por sua colaboração com o desenvolvimento industrial do país. Desde 1941, o município abriga a maior siderúrgica da América Latina, a CSN.  Por isso, a região é um grande ponto de concentração de engenheiros. Atualmente há cerca de dez mil engenheiros atuando na região do médio do Paraíba. Durante dois dias, o presidente do Crea-RJ e sua comitiva percorreram a região, visitando entidades profissionais e universidades que formam grande quantidade de engenheiros.

 

A comitiva do Crea-RJ em visita ao presidente do Senge-VR Fernando Jogaibe

O presidente do Sindicato dos Engenheiros de Volta Redonda (Senge-VR), Fernando Jogaib, recebeu o presidente do Crea-RJ na sede da entidade, e manifestou sua satisfação pela visita e pela parceria com o Conselho. O sindicato reúne cerca de mil engenheiros da região. 

“Acho muito importante as instituições estarem trabalhando juntas com os mesmos objetivos, que são sobretudo a valorização profissional. Por isso, temos políticas públicas sociais, que são importantíssimas para a sociedade e para os engenheiros e engenheiras”, afirmou Jogaib, ressaltando que tem buscado permanentemente a parceria entre as entidades sindicais e as universidades para apoiar o profissional desde os bancos escolares.

A reunião entre o presidente do Senge-VR e o presidente do Crea-RJ ocorreu na sede do sindicato que divide o mesmo prédio com o Conselho, que tem ali a Inspetoria de Volta Redonda, que atua nos municípios de Volta Redonda, Barra Mansa e Pinheiral.

A conselheira Nilza Sabioni; a diretora da Mútua/RJ Ana Paula Masiero; a presidente da AEVR, Laura Jane; e o presidente do Crea-RJ Miguel Fernández

O presidente do Crea-RJ, Miguel Fernández, visitou também a sede da Associação de Arquitetos e Engenheiros de Volta Redonda (AEVR), que fica na Vila Santa Cecília e é presidida pela arquiteta Laura Jane Lopes Barbosa. A AEVR tem 500 associados ativos e 40 empresas conveniadas. 

Acompanhada da conselheira Nilza Sabioni, a presidente da AEVR, arquiteta Laura Jane, afirmou a relevância da visita do presidente do Crea.

“Estamos muito felizes com a presença do Miguel aqui em Volta Redonda porque precisamos cada vez mais agregar forças para valorizar todo o setor”, afirmou Laura Jane.

Acompanhado da engenheira Denise Baptista, que é diretora de interior do Crea-RJ; da diretora administradora da Mútua (a caixa assistencial do Sistema Confea/Crea), Ana Paula Masiero, e de assessores, o presidente do Crea-RJ foi recebido por reitores de três grandes universidades da região –  o Centro Universitário de Barra Mansa (UBM), onde foram empossados 24 inspetores do Crea-RJ, na segunda, dia 8 de julho – a Universidade Geraldo Di Biase e o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA). A comitiva visitou as instalações e laboratórios dos cursos de engenharia das instituições.

O reitor da Universidade de Barra Mansa, Bruno Lemos – que foi o anfitrião na posse dos inspetores do Crea – ressaltou a importância da parceria com o Crea-RJ:

“Essas parcerias são fundamentais para o desenvolvimento da cidade e do Centro Universitário de Barra Mansa, que vem melhorando cada vez mais os processos e a qualidade do ensino e, portanto, o resultado final que é a qualidade do profissional que a gente forma lá na ponta”, afirmou o reitor Bruno Lemos. 

 

A pró-reitora Elisa de Alcântara recebe a comitiva do Crea-RJ na Universidade Geraldo Di Biasi em Volta Redonda

Na Universidade Geraldo Di Biase, em Volta Redonda, a comitiva do Crea-RJ foi recebida pela pró-reitora de Assuntos Acadêmicos, Elisa de Alcântara, e pelo diretor das faculdades de engenharia e coordenador do curso de engenharia mecânica, Gustavo de Paiva Silva, que também é inspetor do Crea-RJ na região. A universidade tem 1.200 alunos de Engenharia, de um total de 4.500 estudantes. O presidente do Crea-RJ e a pró-reitora e professora Elisa anunciaram a intenção de criar um curso para alunos a partir do segundo ano sobre como fazer uma ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), o instrumento fundamental para se estabelecer responsabilidades em obras e serviços de engenharia.

O presidente do Crea-RJ, Miguel Fernández, reforçou a importância de a profissão investir em comunicação e também como as instituições devem se aperfeiçoar no diálogo com o público jovem.

“É um desafio das Engenharias, que deveriam pensar em promover o diálogo com os jovens já no ensino médio, por meio de feiras de Engenharia”, destacou Fernández, lembrando que a Mútua (a caixa de assistência) agora permite o ingresso dos estudantes que podem desfrutar de clubes de vantagens e cursos gratuitos.

A pró-reitora da Universidade Geraldo Di Biase, Elisa de Alcântara, disse que a universidade está aberta à parceria com o Crea-RJ e aproveitou para criticar a proliferação de cursos de Ensino À Distância (EAD) na área das Engenharias, o que está, segundo ela, criando uma concorrência desleal com os cursos presenciais, onde em geral se verifica maiores investimentos em laboratórios e instalações para os estudantes.

As equipes da UniFOA e do Crea-RJ durante visita ao campus em Volta Redonda

No Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), a comitiva do Crea-RJ foi recebida pela reitora, professora Ivanete Oliveira, e pelo pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento, Márcio Lins, que também é conselheiro do Crea. Ao longo do encontro, realizado na quarta-feira, dia 9 de julho, no campus Universitário Olezio Galotti, em Três Poços, eles conversaram sobre uma aproximação entre a instituição e o Conselho, a fim de reforçar o compromisso de ambos com a formação profissional e o fortalecimento da imagem da Engenharia como força motriz de desenvolvimento econômico e social da região Sul Fluminense.

Durante a visita, o presidente do Crea-RJ conheceu algumas das estruturas do campus e ficou encantado com o Centro Universitário. Fernández acenou com a possibilidade de uma parceria colaborativa entre o UniFOA e a entidade de classe, pela disponibilização de recursos do Conselho e da Mútua – Caixa de Assistência dos Profissionais do órgão.

A reitora do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), Ivanete Oliveira, reuniu os coordenadores dos cursos de engenharia, entre os quais há três mulheres – Camila Hosken, Samantha Grisol e Izabel Mota. A pró-reitora de Extensão, Ana Carolina Callegario Pereira, também foi coordenadora dos cursos de Engenharia Ambiental e Engenharia de Produção. Na reunião, Ana Carolina conseguiu de Fernández o apoio para renovar sua participação no Programa Mulher do Crea-RJ.

“Também na Engenharia temos um grupo forte; pensamos muito na formação dos engenheiros e temos plena consciência da importância que é formar bons profissionais pois nossos clientes também são as empresas da região”, afirmou a reitora da UniFOA, Ivanete Oliveira.

“Existe uma grande afinidade entre o CREA e as Instituições Educacionais que têm o curso de Engenharia em seu portfólio, que está principalmente na necessidade de valorização e crescimento do plantel de profissionais em atividade. O UniFOA tem muito a ganhar se empenhando numa parceria com o conselho nesta missão” destacou o conselheiro Márcio Lins.

O presidente do Crea-RJ, Miguel Fernández, antecipou que o Conselho vai experimentar uma “revolução digital”, a partir do segundo ano da gestão. Essa mudança vai levar o Crea a um novo patamar. 

“Aí poderemos estreitar nossas relações com as universidades e instituições de todo o estado”, afirmou Fernández.

Todos os mecanismos a serem discutidos e acertados seriam destinados aos programas de aperfeiçoamento profissional e extensão que a instituição acadêmica possa oferecer ao público de mais de 100 mil profissionais credenciados pelo Conselho em todo o estado – sendo mais de 3 mil no Sul Fluminense.

O objetivo geral da reunião para ações futuras na capacitação técnica e acadêmica de milhares de pessoas é erguer pontes para um relacionamento mais próximo e motivado por propostas relacionadas à formação profissional. Todos os frutos que ainda vão ser gerados pela união entre UniFOA e Crea-RJ são direcionados à sociedade, que ganha profissionais de Engenharia cada vez mais especializados para construir um futuro melhor para todos:

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Presidente do Crea-RJ faz balanço de seis meses em entrevista ao vivo ao programa Dário de Paula, em Volta Redonda

 

Em entrevista ao programa Dário de Paula, da Rádio Sintonia só Vale (FM 98,9), transmitido também por canal do YouTube, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), engenheiro civil Miguel Fernández, falou sobre os seus primeiros seis meses à frente do Conselho e sobre a posse de 24 Inspetores nas regiões Sul Fluminense e Costa Verde.

Fernández também conversou com Dário de Paula sobre temas fundamentais para o setor de Engenharia e Agronomia no estado e sobre a importância das universidades e profissionais da região, que defendem o setor produtivo. Durante a conversa, Fernández destacou as principais iniciativas do Crea-RJ para aprimorar a fiscalização e regulamentação das atividades profissionais, enfatizando a importância de garantir a segurança e a qualidade dos serviços prestados à população. Dário de Paula é considerado um dos grandes comunicadores da Região Sul Fluminense.

Fernández enfatizou a relevância de parcerias estratégicas com outras instituições para promover eventos e ações que incentivem a troca de conhecimentos e a inovação tecnológica no setor e sobre a importância de um diálogo aberto com a sociedade e os profissionais, buscando sempre a valorização e o reconhecimento da Engenharia e da Agronomia como pilares essenciais para o desenvolvimento sustentável do estado.

Ele reiterou o compromisso do Crea-RJ com a proteção da sociedade, garantindo que todos os serviços de Engenharia sejam realizados de acordo com as melhores práticas e normas vigentes.

Para mais detalhes sobre a entrevista, acesse o canal do YouTube (https://www.youtube.com/live/1oyiWKyyn2M) e o site da Rádio FM 98,9 (https://www.sintoniadovale.com.br/).

Presidente do Crea-RJ empossa inspetores em Barra Mansa e destaca que está aberto a ouvir demandas regionais

O presidente do Crea-RJ participa da solenidade na qual empossou 20 inspetores

Pela primeira vez em sua gestão, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), engenheiro civil Miguel Fernández, empossou ontem (09/07), à tarde, 20 inspetores das regiões do Sul Fluminense e da Costa Verde, em solenidade na Universidade de Barra Mansa. Com uma comitiva formada, entre outros, pela diretora Denise Baptista; pela diretora administrativa da Mútua/RJ (a caixa assistencial dos profissionais do Crea), Ana Paula Masiero; e pelo chefe de gabinete, Rodrigo Machado, o presidente do Crea-RJ destacou a importância dos inspetores nas atividades do Conselho em suas regiões.

“Cada um dos senhores e senhoras estão inseridos dentro da nova estratégia do Conselho, com uma visão diferenciada, menos cartorial e burocrática e mais parceira dos profissionais, das empresas e das instituições. Mesmo que eu não esteja fisicamente aqui, estarei acompanhando vocês”, afirmou Fernández, ressaltando que sua gestão está aberta a ouvir as demandas regionais.

Na solenidade, o presidente do Crea-RJ anunciou que a partir de agosto começa o processo de informatização que dará nova dinâmica ao Conselho, “fundamental para o desenvolvimento da região, do estado e do país”.

A diretora do Crea-RJ, Denise Baptista, que atua em contato com os representantes do Crea-RJ no interior do estado, também fez parte da comitiva, e parabenizou todos os inspetores pela nomeação. Também participaram da mesa a diretora administrativa da Mútua/RJ, Ana Paula Masiero; o secretário de Obras de Resende, Thomas Elson Landim Pereira; e o reitor da Universidade de Barra Mansa (UBM), Bruno Lemos, anfitrião do evento.

“É uma felicidade estar recebendo o presidente do Crea-RJ e todos vocês, pois sou engenheiro de formação e tenho doutorado em Engenharia; como sabemos da importância da Engenharia, buscamos maior aproximação com o Crea-RJ e as grandes empresas de Engenharia da nossa região”, afirmou Lemos, reitor da mais antiga universidade da região, a UBM, fundada em 1961.

A diretora administrativa da Mútua/RJ, Ana Paula Masiero, lembrou que a entidade oferece diversos benefícios aos profissionais do Crea-RJ e agora também aos estudantes. Ela anunciou que a Mútua fechou parceria com o Sebrae-RJ para oferecer aos profissionais cursos e workshops para os profissionais interessados em empreender. Masiero informou que já no próximo dia 26 deste mês o Sebrae vai realizar evento para as mulheres, em Volta Redonda, cidade vizinha a Barra Mansa.

A região concentra engenheiros por causa da CSN, a maior indústria siderúrgica da América Latina, fundada pelo presidente Vargas, em 1941. Também participam da comitiva do Crea-RJ os assessores Itamar Lima, Tiago Amorim, Danielle Andrade e Ronaldo Kampel, que é gerente regional.

 

Os inspetores do Crea-RJ vão atuar como representantes da entidade junto a entidades públicas e privadas de suas regiões, colaborando também com a fiscalização do Conselho. A nomeação é publicada em portaria do Crea-RJ, mas os inspetores atuam como voluntários, sem remuneração.

Um dos inspetores mais antigos, reempossado no cargo, é o engenheiro Antônio Otávio Espíndola, formado na Universidade Santa Úrsula há 38 anos.

 

“Contribuímos para a fiscalização do exercício da profissão, orientando os profissionais que ainda não conhecem o Crea-RJ”, explicou Espíndola, que atua há seis anos como inspetor no Sul Fluminense.

Outro inspetor é o engenheiro Edilson Carlos Catete, que já atua como voluntário há quatro gestões. Edilson, engenheiro desde 1991, saudou a atual gestão.

“A vitória do presidente Miguel para mim foi muito significativa porque traz um sopro de inovação e a vinda dele sinaliza a importância da nossa região para as engenharias”, afirmou Edilson, sem esconder a motivação.

O presidente do Crea-RJ entrega o certificado ao inspetor Fernando Santos,

que é professor e coordenador do curso de Engenharia Mecânica da UBM

 

Um representante do meio acadêmico é o inspetor Fernando da Silva Santos, que entrou para o Crea-RJ ainda como estudante, em 1997. Depois de trabalhar por 27 anos na CSN, Santos tornou-se professor e coordenador do Curso de Engenharia Mecânica da UBM.

“Os engenheiros precisam do Crea para atuar na profissão de forma correta”, defende Fernando Santos.

O reitor da Universidade de Barra Mansa, Bruno Lemos,

entrega o certificado à inspetora Valentina Rocha

 

A engenheira ambiental Valentina Rocha, profissional há 11 anos, sete dos quais atuando como inspetora do Crea no Sul Fluminense, também deu seu depoimento. 

“A presença das mulheres como inspetoras tende a aumentar a partir de gestões como a atual, que fomenta isso”, diz Valentina, integrante do Programa Crea Mulher do Crea-RJ.

Nesta terça, dia 9, a comitiva do Crea-RJ terá encontros com autoridades, como o prefeito de Volta Redonda, Francisco Netto, e representantes da comunidade científica na Universidade Geraldo di Biase e na UniFoa. A UniFoa tem curso de Engenharia Civil desde 1970. O presidente do Crea-RJ será recebido também pelo presidente do Sindicato dos Engenheiros de Volta Redonda – entidade que tem assento na plenária do Crea-RJ – e pela presidente da Associação de Arquitetos e Engenheiros de Volta Redonda (AEVR), Laura Jane. 

Fundado em 5 de junho de 1934, o Crea-RJ reúne cerca de 110 mil profissionais de Engenharia, Agronomia e Geociências, além de cerca de 20 mil empresas. O papel principal do Conselho é fiscalizar o exercício legal da profissão, reduzindo os riscos das atividades, na proteção da sociedade. 

Diálogo e formação de parcerias são principais marcas da atual gestão do Crea-RJ, que completa seis meses

Equipe da Fiscalização do Crea-RJ em ação no Sambódromo do Rio de Janeiro

 

Com mestrado em Engenharia Urbana pela UFRJ, o engenheiro civil Miguel Fernández tem estabelecido à frente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ) uma estratégia de construção de “pontes” – muito diálogo e parcerias – com o principal objetivo de inserir a entidade no contexto político e socioeconômico do Rio de Janeiro, valorizando os profissionais de Engenharia, Agronomia e Geociências onde quer que eles estejam. A gestão de Miguel Fernández, iniciada em janeiro deste ano, completou seis meses esta semana, marcada pela renovação e a criação de mecanismos que incentivam o exercício legal da profissão. 

Eleito com 3.643 votos na primeira eleição on-line do Sistema Confea/Crea e Mútua, Miguel Fernández reuniu uma equipe multidisciplinar de profissionais que estão dedicados à inovação no momento em que o Crea-RJ completa 90 anos de prestação de serviços aos profissionais e à sociedade. Empenhado em projetos inéditos como a digitalização dos processos do Crea-RJ, a gestão de Miguel Fernández já se destaca com uma lista de realizações, baseada nas propostas que fez durante a eleição para o Conselho.

Acordos de Cooperação Técnica

Fernández começou o ano dando o tom de sua administração, quebrando tabus, ao levar o Crea-RJ a se reaproximar dos arquitetos que criaram seu próprio Conselho em 2010. Em janeiro, ele assinou um Acordo de Cooperação Técnica com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio (CAU/RJ), alinhado com o presidente Sydnei Menezes, com o principal objetivo de aprimorar práticas de fiscalização conjunta, que obtêm resultados mais efetivos. Os dois conselhos também firmaram acordo com o Conselho Regional dos Técnicos (CRT). Essa parceria resultou num trabalho inédito de fiscalização conjunta, que atuou no show da Madonna, que reuniu mais de 1 milhão de pessoas na Praia de Copacabana.

Os acordos de cooperação estão também produzindo resultados com o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio (Cremerj), o Ministério Público Estadual e a prefeitura de Casimiro de Abreu. Está em andamento a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica com a Secretaria Estadual de Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros.

Em reunião no Quartel Central do Corpo de Bombeiros, no dia 7 de maio, Miguel Fernández, e o secretário estadual de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Leandro Monteiro, concordaram em fazer uma parceria por meio de um termo de cooperação técnica entre as duas entidades para atuarem na fiscalização de forma conjunta. O secretário Leandro Monteiro colocou à disposição do Crea-RJ a estrutura do Corpo de Bombeiros, que inclui até helicópteros, para o Conselho fiscalizar o exercício ilegal da profissão de engenheiro.

 

Representantes do Crea-RJ recebem a mãe do jovem que morreu eletrocutado num festival de música na Barra da Tijuca, em março deste ano

 

Fiscalização de megaeventos

A parceria com os bombeiros será essencial para outra iniciativa já bem-sucedida, que foi a criação da Equipe de Megaeventos. Com 55 agentes, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ) atuou na fiscalização de 103 eventos este ano, entre os quais o desfile das escolas de samba do Grupo Especial e o show de Madonna. A função principal da fiscalização do Crea é coibir o exercício ilegal da profissão. Com isso, o Crea-RJ contribui com a sociedade ao reduzir os riscos nos eventos. Ao levantar as empresas e profissionais encarregados dos serviços de Engenharia, o Crea permite que as autoridades possam rastrear mais facilmente os responsáveis técnicos pelos eventos e, desse modo, estabelecer a responsabilidade por eventuais falhas.

O trabalho da fiscalização foi reconhecido também por uma mulher que perdeu o filho, João Vinícius Ferreira Simões, de 25 anos, vítima de um choque elétrico ao tocar num trailer sem aterramento no festival de música “I Wanna Be tour”, no Riocentro, na Barra da Tijuca, na madrugada de 10 de março. Roberta Isaac Ferreira, a mãe da vítima, procurou a Ouvidoria do Crea-RJ e conseguiu se reunir com representantes da Presidência do Crea-RJ, que prestou a ela os esclarecimentos do trabalho da fiscalização e as etapas que seguem para que o profissional seja eventualmente submetido a julgamento pela Câmara de Engenharia Elétrica. 

“A atuação rápida e eficiente de todos os envolvidos foi crucial para assegurar que os padrões éticos e profissionais da Engenharia fossem mantidos. Agradeço pelo compromisso do Crea em zelar pela integridade e pela qualidade dos serviços prestados à sociedade. A fiscalização e a subsequente apuração dos fatos não só reforçaram a confiança na profissão, mas também serviram como um lembrete importante da responsabilidade que cada profissional de Engenharia tem perante a sociedade”, afirmou Roberta Isaac, por meio de um e-mail enviado à Ouvidoria do Crea-RJ.

Melhoria dos serviços

A Central de Relacionamento Crea-RJ unificou todos os canais de atendimento (telefone, WhatsApp, chat e e-mail), ampliando o horário em duas horas de segunda a sexta. O horário de atendimento agora é realizado das 9h às 17h. Em seis meses, houve um total de atendimentos de 23.045 (presencial), 19.002 (telefone) e 10.512 (chat/WhatsApp). Só em atendimento telefônico houve crescimento de 31,25% em relação ao mesmo período do ano passado. A Central conseguiu também reduzir de 48 horas para 24 horas o prazo de resposta por e-mail. Até maio deste ano, a nota do Crea-RJ no Reclame Aqui passou de 7,1 para 7,8.

A emissão de CAT (Certidão de Acervo Técnico) também registrou aumento no primeiro semestre deste ano, superando em 60% o número no mesmo período do ano passado. Houve também acréscimo de 15% de pedidos em relação a 2023. 

A Ouvidoria do Crea-RJ registrou, de janeiro a junho deste ano, um total de 1.551 atendimentos, dos quais a grande maioria (1.186) das demandas tem origem profissional. A terça parte do total de demandas foi concluída na hora e 324 levaram pelo menos 15 dias, por serem mais complexas.

“A Ouvidoria do Crea-RJ funciona como a última instância de atendimento ao usuário. A porta de entrada é o Atendimento do Crea-RJ. Depois, não sendo atendido na sua demanda naquele momento, o usuário recorre à Ouvidoria para que nós atendamos o mais rápido possível. Nós recebemos a demanda, a analisamos e encaminhamos para a área correspondente a fim de que eles sejam atendidos o mais rápido possível”, afirma o ouvidor do Crea-RJ, engenheiro civil Lucio Bandeira.

Comunicação 

Desde a campanha eleitoral, o presidente do Crea-RJ, Miguel Fernández, destacou que o Conselho precisa se comunicar de modo mais eficaz com os associados e com a sociedade. Autor do podcast Inova Rio, Fernández observa que as engenharias sempre foram pouco eficientes na comunicação. Por isso, ele considera importante investir na melhoria da comunicação com os profissionais e a sociedade. Dentro dessa estratégia, Fernández conseguiu espaço nas mídias impressa e eletrônica para apresentar seus planos e também contribuir para uma fiscalização mais ativa do exercício ilegal da profissão. 

“Em apenas seis meses, o Crea-RJ ganhou uma visibilidade maior do que a obtida nos últimos  anos”, afirmou Miguel Fernández, ressaltando que a comunicação é essencial para construir o diálogo entre o Crea-RJ, seus parceiros e toda a sociedade.

Por meio da Assessoria de Marketing e Comunicação (Amac), o Crea-RJ desenvolveu várias campanhas bem-sucedidas, entre as quais a inserção na televisão aberta de vídeo institucional anunciando as comemorações dos 90 anos do Conselho. Outra campanha que deu certo, em parceria com o Confea, foi a apresentação da oferta aos profissionais de acesso gratuito e ilimitado à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que acontece desde maio. Com essa campanha, o link da ABNT já teve mais de 4.100 acessos. 

Denúncia de poluição ambiental

O presidente do Crea-RJ participou de inspeções técnicas como a do local onde houve vazamento de tolueno, em Guapimirim, denunciando o desastre ambiental que acabou prejudicando o abastecimento de água de cerca de 2 milhões de pessoas, no Sistema Imunana-Laranjal.

Uma semana depois que o presidente do Crea esteve no ponto zero de contaminação, no Rio Guapiaçu, conforme foi publicado na coluna de Ancelmo Gois e no site do Crea-RJ, a reportagem da TV Globo foi ao local, acompanhando técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). A reportagem teve grande repercussão, com depoimento de Fernández.

A convite da Fundação Getúlio Vargas, o presidente do Crea-RJ participou, ao lado de autoridades estaduais, do seminário  “Cidades Resilientes: Gestão de Riscos e Sustentabilidade”, realizado no dia 24/06. Após agradecer o  convite feito pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade e Gestão de Riscos (CESGRi), da FGV, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ), engenheiro Miguel Fernández, defendeu um plano de ação com equipes treinadas, da ponta até a recuperação emergencial, para os governos e sociedade lidarem com os eventos climáticos extremos.

Novo Crea Júnior: o futuro é agora

A atual gestão do Crea-RJ reformulou o Crea Júnior, que tem a missão de preparar os estudantes para o mercado de trabalho. No Crea-RJ, o programa foi criado há 19 anos pelos então estudantes de Engenharia da UFRJ, Miguel Fernández, e da Uerj, Guilherme Neto. Dezenove anos depois, eles se reencontram no Crea-RJ para apresentar um novo Crea Júnior.

“Quando participamos da criação do Crea Júnior, naquela época chamado de Crea Estudante, profetizaram que daquele grupo sairia um presidente do Crea-RJ. Agora, quem profetiza sou eu: desse grupo de estudantes vai sair um presidente do Crea; espero que daqui saiam também as propostas mais loucas da nossa gestão. Vocês vão oxigenar o Sistema”, afirmou Miguel Fernández, entusiasmado em ver a participação dos jovens em reunião no auditório da sede do Crea-RJ, no dia 26 de junho.

Diálogo aberto com os empresários

Pela primeira vez em sua história, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) criou um canal de comunicação com o segmento empresarial. Fernández liderou no dia 25 de junho o café empresarial que reuniu representantes de entidades e empresas de Engenharia. O Crea-RJ reúne cerca de 110 mil profissionais do setor das engenharias e geociências, além de 20 mil empresas.

“Essa aproximação do Crea-RJ com o setor empresarial é muito importante. Nós dependemos do Crea, o Crea depende da gente. A gente tem que unir forças. Esse é o primeiro encontro; vários outros vão acontecer, a gente assim espera, para melhorar a situação das empresas e do Crea também”, afirmou o presidente do Fórum Setorial da Construção Civil da Firjan, empresário Marcelo Dias Kaiuca.

Crea-RJ abre diálogo inédito com empresários do setor

Pela primeira vez em sua história, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) criou um canal de comunicação com o segmento empresarial. O engenheiro Miguel Fernández, desde janeiro na presidência do Conselho, liderou nesta terça-feira, dia 25 de junho, o café empresarial que reuniu representantes de entidades e empresas de Engenharia, no Salão Pão de Açúcar do Edifício Argentina, na Praia de Botafogo, Zona Sul do Rio.

Diante da bela vista do Pão de Açúcar e do Morro Cara de Cão, onde foi fundada a cidade do Rio de Janeiro em 1565, o presidente do Crea-RJ se reuniu com os empresários que saudaram os 90 anos do Conselho e a iniciativa inédita de diálogo com empresas de Engenharia, entre as quais aquelas que pertencem ao setor da Construção Civil, que é responsável por 4,3% do PIB do Estado do Rio, por meio da atuação de cerca de mil empresas. O Crea-RJ reúne cerca de 110 mil profissionais do setor das engenharias e geociências, além de 20 mil empresas.

“Essa aproximação do Crea-RJ com o setor empresarial é muito importante. Nós dependemos do Crea, o Crea depende da gente. A gente tem que unir forças. Esse é o primeiro encontro; vários outros vão acontecer, a gente assim espera, para melhorar a situação das empresas e do Crea também”, afirmou o presidente do Fórum Setorial da Construção Civil da Firjan, empresário Marcelo Dias Kaiuca.

A iniciativa do café empresarial do Crea-RJ foi anunciada por Miguel Fernández em reunião no Fórum Setorial da Construção Civil da Firjan em 30 de abril deste ano. Ao abrir a reunião hoje, o presidente do Crea-RJ voltou a destacar a importância do diálogo com o segmento empresarial, criando um canal de comunicação entre o Conselho e as empresas de Engenharia com a finalidade de aprimorar a prestação de serviços do Crea-RJ.

“Queremos estar atentos às necessidades do mercado, institucionalizando dentro do Conselho um canal de comunicação com as empresas do setor das engenharias”, destacou o presidente do Crea-RJ, Miguel Fernández, anunciando a criação de um Grupo de Trabalho para discutir e aprimorar a prestação de serviços do Conselho às empresas. Ele apresentou aos empresários o engenheiro Leonardo Dutra, que é superintendente técnico do Crea e vai fazer a mediação entre o Conselho e os representantes das empresas.

“Nosso principal objetivo é diminuir as exigências e mudar a cultura a fim de se reduzir os entraves”, afirmou Leonardo Dutra.

A iniciativa do café empresarial do Crea-RJ foi aplaudida por vários empresários, entre os quais o vice-presidente da Associação das Empresas de Engenharia do Estado do Rio de Janeiro, Carlos Alberto Brizzi Benevides, que é sócio-administrador da Dimensional.

“É muito importante essa iniciativa de união. Queremos o desenvolvimento do Rio de Janeiro. A velocidade de deterioração do Rio está cada vez maior. O estado precisa de obras estruturantes. As empresas de Engenharia só querem o cumprimento da lei”, disse Brizzi.

Outro entusiasmado com a ideia do café empresarial foi o engenheiro Áureo Salles de Barros, da A. Salles Engenharia, fundada em 1938 e especializada na climatização de ambientes.

“Quero parabenizar a iniciativa do presidente do Crea-RJ de propor um Grupo de Trabalho, pois de fato temos encontrado dificuldades para obter a Anotação de Registro Técnico (ART) para as empresas”, afirmou Áureo, que tem mais de 400 ART em nome dele. O empresário levou uma placa comemorando os 90 anos do Crea, entregue ao presidente do Conselho, que agradeceu e disse que vai incluir a homenagem na agenda do aniversário da entidade.

Além de responsáveis por empresas privadas, participaram da reunião representantes de entidades como a Associação das Empresas de Engenharia do Estado do Rio de Janeiro, a Associação Brasileira de Telecomunicações, o Sindicato da Indústria de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento do Ar do Rio de Janeiro (Sindratar-RJ), o Sindicato Nacional das Empresas de Navegação, o Sindicato da Indústria de Instalações Elétricas, Gás, Hidráulicas e Sanitárias do Rio de Janeiro e o Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva.

Live sobre Urbanismo no Rio de Janeiro

Durante a reunião, a diretora executiva do Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade (FITS), Lucia Martins, anunciou que vai realizar em agosto o FITS Urbanismo 2024, um seminário que contará com a participação do Crea-RJ e do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/RJ). Entre outros temas, o Fórum vai discutir urbanização em favelas, macrodrenagem em centros urbanos, soluções voltadas à urbanização, experiências de inovação, políticas públicas e apresentações sobre o G20, que vai acontecer no Rio em novembro, e a COP 30, que será realizada em Belém (PA) no próximo ano. Nesta sexta-feira, 28, às 11h, o FITS vai exibir uma live sobre urbanismo no Rio de Janeiro com a participação dos presidentes do Crea-RJ e do CAU/RJ, além do presidente do Instituto Municipal Pereira Passos, Manoel Vieira Gomes Júnior, e do vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, George Neder.

Você sabe o que é energia nuclear? Confira!

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O que é Energia Nuclear?

A energia nuclear sempre foi um tema envolto em controvérsias e mitos. As preocupações com a segurança e os impactos ambientais associados a essa fonte energética frequentemente geram debates acalorados. No entanto, é essencial compreender que a ciência nuclear é uma área avançada, com tecnologias complexas e necessidade de alta capacitação técnica, possuindo, desta forma, regulamentações rigorosas que visam a garantir a segurança nos seus processos e aplicações diversas.

Alguns dos principais questionamentos à energia nuclear estão relacionados ao receio de acidentes e ao material nuclear residual, equivocadamente chamado de lixo atômico. É compreensível esse tipo de preocupação, especialmente após os acidentes nas centrais nucleares de Chernobyl, Ucrânia, em 1986, e Fukushima, Japão, em 2011. No entanto, é importante destacar que esses foram eventos isolados e que as lições aprendidas a partir deles foram incorporadas ao desenvolvimento de novas tecnologias e à melhoria dos critérios de projeto e protocolos de segurança em todo mundo. Os setores nuclear e o da aviação são reconhecidos por implementarem melhorias em suas instalações e processos a cada ciclo de aprendizado e/ou inovações, visando sempre ao aumento da segurança operacional, sem detrimento de aumentos de custos.

A maior parte dos reatores que operam nas centrais nucleares do mundo são da chamada segunda geração, com até 60 anos de operação. Estão gradativamente sendo substituídos por outros das terceira e quarta gerações, onde os avanços dos critérios de projeto, de materiais e da forma de construção ampliam sobremaneira a segurança intrínseca (também chamada de sistemas passivos), baseado no aprendizado da experiência operacional mundial desde seu início nos anos 1950.

O mesmo acontece para a disposição provisória dos combustíveis e materiais usados na produção de energia, na medicina e nas demais áreas de aplicações da tecnologia nuclear, onde modernas técnicas de estocagem, controles e monitoração garantem a segurança e adequada disposição dos resíduos do setor, que devem ser chamados de rejeito radioativo, e não de lixo atômico. Afinal, o lixo é enviado para os aterros sanitários e/ou descartado sem controle. O rejeito radioativo é controlado por normas nacionais e internacionais, e por toda a sua existência. Até que venha a ser reciclado, através das tecnologias ora em desenvolvimento, deve ser adequadamente condicionado, armazenado e controlado, sendo submetido às inspeções de conformidade por especialistas e autoridades nacionais e internacionais.

É importante destacar que a quantidade de resíduos radioativos produzidos nas usinas nucleares é relativamente pequena se comparada com outras fontes de energia. O custo-benefício para o meio ambiente pode ser facilmente comprovado quando avaliamos a capacidade do átomo de prover grandes blocos de energia com mínimo impacto ao meio ambiente, em especial quanto ao efeito estufa e o consequente aquecimento global. Em termos de energia que pode ser gerada, uma única pastilha de dióxido de urânio (cerca de 6g) é equivalente a uma tonelada de carvão, ou 21.000 litros de óleo ou 482.000 litros de gás, sendo que no caso do combustível urânio praticamente não há geração de gases contribuintes para o efeito estufa.

Além de serem construídas com múltiplas camadas de proteção, as usinas que geram energia através da fonte nuclear possuem medidas de segurança que incluem sistemas de refrigeração de emergência, sistemas de contenção de radioatividade, redundância de equipamentos, capacitação contínua do pessoal e protocolos de emergência bem definidos. No caso do Brasil, as atividades dos reatores nucleares nacionais são reguladas, inspecionadas e auditadas por órgãos competentes, como a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

 

 

Elemento Combustível

O Brasil figura entre os dez países com mais recursos de urânio no mundo, com apenas 30% do seu território prospectado, elemento com alta densidade energética, o que pode possibilitar a geração de grandes quantidades de eletricidade em um espaço reduzido. Isso demonstra que a energia nuclear é uma opção altamente estratégica para o desenvolvimento sustentável do país e uma enorme oportunidade para se reduzir a dependência de combustíveis fósseis, desempenhando papel importante para ampliação da diversificação da matriz energética brasileira de forma ainda mais limpa.

A energia nuclear não é a única solução para os desafios energéticos do Brasil. O Crea-RJ defende a adoção de fontes renováveis diversificadas, cuidadosamente planejadas, integradas e sustentáveis, a fim de alcançarmos a melhor eficiência energética possível. O progresso tecnológico e a busca por soluções sustentáveis são caminhos que devem ser percorridos com responsabilidade, conhecimento e correção científica. Neste sentido, a energia nuclear pode e deve desempenhar um papel importante para a sociedade e o futuro do Brasil, desde que sejam adotados uma visão e um programa estratégico para o setor e seja mantida a sua identidade característica de transparência e compromisso contínuo com a segurança operacional e a preservação do meio ambiente.

Com informações do artigo ‘Energia Nuclear no Brasil’, do engenheiro químico João da Silva Gonçalves, superintendente de Engenharia do Combustível da INB - Indústrias Nucleares do Brasil.