Participação nas Eleições do Sistema CONFEA/CREA 2026
Todos os profissionais adimplentes junto ao CREA-RJ e com a anuidade paga até 03/06/2026, estão aptos para votar nas Eleições 2026 do Sistema CONFEA/CREA, que serão realizadas no dia 3 de julho de 2026. O processo de regularidade assegura a legitimidade e a transparência do processo eleitoral, onde o profissional garante não apenas o direito ao voto, mas também contribui para o fortalecimento institucional do Sistema. A condição de eleitor pode ser consultada clicando aqui. Em caso de dúvidas, entre em contato pelo e-mail: [email protected]
CREA-RJ e ABEA-RJ comemoram o Dia Internacional das Mulheres na Engenharia em mesa redonda realizada na sede do Conselho

Com o objetivo de celebrar o Dia Internacional das Mulheres na Engenharia, promovendo a valorização do protagonismo das mulheres na profissão e nas demais áreas tecnológicas, a Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas do Rio de Janeiro – ABEA-RJ, com apoio do CREA-RJ e do Programa Mulher, realizou no dia 22 de junho de 2026 o evento “Mesa Redonda: Dia Internacional das Mulheres na Engenharia”. O encontro aconteceu na sede do Conselho, no Centro do Rio, e reuniu profissionais do Sistema CONFEA/CREA e MÚTUA, bem como professores, estudantes e o público em geral interessados nos debates sobre diversidade, inclusão e desenvolvimento profissional das mulheres. A mesa de abertura foi composta pelo 1º vice-presidente no exercício da presidência do CREA-RJ, engenheiro civil Luiz Carneiro; a presidente da ABEA-RJ, engenheira civil Suzana Sattamini; a diretora da ABEA-RJ e conselheira do CREA-RJ, engenheira civil Iara Nagle; a 2ª diretora das Regionais e conselheira do CREA-RJ, engenheira de produção Gisele Saleiro; e a representante do Programa Mulher e conselheira do CREA-RJ, engenheira de operação-construção civil Teneuza Cavalcanti. O 1º vice-presidente no exercício da presidência do CREA-RJ, engenheiro civil Luiz Carneiro, deu as boas-vindas ao público do evento. “Hoje estamos comemorando no CREA-RJ o Dia Internacional das Mulheres na Engenharia. Essa é uma homenagem merecida para as profissionais femininas, que vêm ganhando cada vez mais espaço.” A presidente da ABEA-RJ, engenheira civil Suzana Sattamini, reforçou o papel da entidade de classe. “Esse é um dia muito importante para a ABEA-RJ, que tem como objetivo incentivar e celebrar o trabalho realizado por engenheiras. É uma iniciativa difícil, pois sabemos o quanto as mulheres ainda sofrem preconceito na Engenharia, que é uma área ocupada majoritariamente por homens.” A diretora da ABEA-RJ, engenheira civil Iara Nagle, apresentou o panorama histórico sobre a origem da comemoração. “O Dia Internacional das Mulheres na Engenharia é comemorado anualmente em 23 de junho. É uma data que foi criada no Reino Unido, e a partir de 2017 passou-se a celebrá-la no mundo inteiro. No Brasil, ela ganhou uma maior notoriedade com o Sistema CONFEA/CREA, que a abarcou no seu calendário.” A 2ª diretora das Regionais do CREA-RJ, engenheira de produção Gisele Saleiro, reforçou o protagonismo feminino no setor. “Ser mulher na Engenharia é mostrar que elas podem ocupar diversos espaços, e além disso, se tornarem aquilo que almejam para suas carreiras. Parabenizo a todas as mulheres pela data.” A representante do Programa Mulher do CREA-RJ, engenheira de operação-construção civil, Teneuza Cavalcanti, falou sobre o papel do Programa Mulher. “O Programa Mulher do CREA-RJ possui uma importância muito grande para as profissionais. Ele vem avançando cada vez mais em suas iniciativas, com a sociedade reconhecendo a preocupação do Conselho na atuação das mulheres, onde realizamos o trabalho de trazê-las para um lugar de destaque.” Após a introdução do evento, a programação seguiu com a mesa redonda “Experiências e Desafios da Atuação das Mulheres na Área Tecnológica”, que trouxe quatro engenheiras para compartilharem a história de suas carreiras, obstáculos enfrentados e conquistas, com o objetivo de fortalecer o protagonismo feminino e inspirar novas profissionais a trilharem caminhos de sucesso nas áreas da Engenharia. A mesa foi dividida em quatro blocos de conversa. O primeiro painel foi mediado pela presidente da ABEA-RJ, engenheira civil Suzana Sattamini, tendo como convidada a consultora de patrimônio e diretora técnica da empresa Resgate, engenheira civil e arqueóloga Silvia Puccioni, onde ela pontuou a importância do empenho na área. “Para trabalhar na Engenharia, as mulheres precisam ter muita vontade de demonstrar a sua capacidade, que é equivalente a de outras pessoas, seja do sexo feminino ou masculino. Esse processo envolve muito trabalho, estudo e dedicação, mas é possível.” O segundo painel foi conduzido pela 2ª diretora das Regionais do CREA-RJ, engenheira de produção Gisele Saleiro, que conversou com a capitão de corveta da Diretoria de Engenharia Naval da Marinha do Brasil, engenheira química Idalba Souza dos Santos. Ela destacou a valorização profissional nas Forças Armadas. “A inclusão vem trazendo mais riqueza para as Forças Armadas, onde hoje se vê uma valorização cada vez maior da competência e do profissionalismo, independente de fatores como a etnia e o gênero. Isso destrava barreiras e permite à pessoa almejar o patamar que ela quiser.” A terceira convidada foi a decana do Centro de Tecnologia da UFRJ, engenheira civil e de segurança do trabalho Claudia Morgado, com a mediação feita pela representante do Programa Mulher e conselheira do CREA-RJ, engenheira de operação-construção civil Teneuza Cavalcanti. Claudia reforçou a influência positiva sobre a nova geração de engenheiras. “Quando se envolve poder e prestígio, o processo para afastar as mulheres da profissão é real, mesmo que velado. Já enfrentei casos envolvendo misoginia que chegaram a mim como diretora na UFRJ. Com isso, o nosso papel é incentivar e fortalecer nas jovens estudantes o sonho de trabalhar com Engenharia.” O quarto e último painel foi mediado pela diretora da ABEA-RJ, engenheira civil Iara Nagle, que recebeu a gerente executiva de Reservas, Reservatórios, Elevação e Escoamento da Petrobras, engenheira civil e de petróleo Maria Assunção Dória. Ela falou como as mulheres podem lidar frente aos desafios na profissão. “Em muitos casos, as mulheres na área da Engenharia precisam se impor de um jeito que mostre que você está de igual para igual com qualquer um. Felizmente, na Petrobras, eu sempre fui tratada como uma profissional, independente se eu sou mulher ou nordestina. O que me ajudou bastante nessa caminhada foram colegas homens que acreditaram na minha competência e dedicação.” Ao final de cada depoimento, foi aberto o espaço para perguntas da plateia.
Consulta pública para o Plano Nacional de Mobilidade Urbana recebe contribuições até 3 de julho
O Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, recebe até o dia 3 de julho as contribuições da sociedade civil para a elaboração do Plano Nacional de Mobilidade Urbana, o PlanMob-Brasil. A participação ocorre por meio da plataforma digital Brasil Participativo e integra a primeira etapa consultiva do projeto, que foi retomado em 2023 com o objetivo de construir uma estratégia nacional de longo prazo para a organização e o investimento no setor. Nesta fase, o foco das contribuições está direcionado ao diagnóstico da mobilidade urbana brasileira, à formulação de uma visão de futuro para a área e à definição das diretrizes estratégicas que nortearão as políticas públicas federais, estaduais e municipais. A construção do PlanMob-Brasil possui alinhamento direto com as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, estabelecida pela Lei nº 12.587/2012, e busca estruturar mecanismos para tornar os deslocamentos nas cidades mais acessíveis, seguros, eficientes e sustentáveis. O plano visa a mitigar problemas estruturais recorrentes nos municípios, como os congestionamentos, os longos tempos de viagem, a perda de qualidade no transporte público coletivo e os sinistros de trânsito. Para o alcance desses objetivos, as discussões abrangem a integração entre os diferentes modos de transporte, o fortalecimento da mobilidade ativa, que compreende os deslocamentos a pé e por bicicleta, a regulação da micromobilidade e o planejamento territorial integrado ao uso do solo. O plano estratégico servirá como balizador para os futuros investimentos públicos e privados em infraestrutura urbana em todo o país, reforçando a importância do planejamento técnico e da governança na gestão pública do setor de transportes. Fonte: Ministério das Cidades
Museu Nacional celebra 208 anos com exposições que destacam ciência, memória e reconstrução
O Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) celebra o aniversário de seus 208 anos com a inauguração de duas exposições que apresentam ao público aspectos do trabalho científico desenvolvido pela instituição e refletem sobre o processo de reconstrução do edifício histórico, após o incêndio de 2018. As mostras foram abertas no Paço de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista, ocupando seis galerias do palácio que abriga o museu. A exposição Bastidores da Ciência reúne atividades que normalmente permanecem fora do olhar dos visitantes, destacando etapas de pesquisa, conservação, restauração e formação de acervos. O percurso apresenta diferentes técnicas e áreas de atuação relacionadas à produção científica, incluindo paleoarte, taxidermia, modelagem digital, ilustração científica e restauração arqueológica. A mostra também ressalta o trabalho realizado por pesquisadores, técnicos e especialistas envolvidos na preservação e no estudo das coleções do museu. Entre os elementos expostos estão instrumentos musicais produzidos a partir de madeiras recuperadas dos escombros do incêndio, transformando materiais remanescentes da tragédia em objetos que simbolizam o processo de reconstrução. Já a exposição Rescaldo das Memórias foi instalada na sala onde o incêndio teve início. O espaço reúne fotografias e esculturas produzidas pelo artista Vik Muniz a partir de cinzas e fragmentos resgatados após a destruição provocada pelo fogo. A proposta é promover reflexões sobre memória, perda e permanência, preservando também vestígios materiais do incêndio, como estruturas deformadas pelas altas temperaturas. As exposições integram um amplo processo de recuperação do Museu Nacional, considerado uma das mais importantes instituições científicas e culturais do país. A reconstrução, que já teve investimento de R$ 100 milhões do BNDES, envolve a participação de universidades, órgãos públicos, organismos internacionais e instituições parceiras, em uma mobilização voltada à recuperação do patrimônio histórico e científico da instituição. Além das exposições, a programação comemorativa dos 208 anos do Museu Nacional conta com mais de 40 atividades gratuitas voltadas ao público. Oficinas, visitas educativas, exibição de documentários, apresentações culturais, atividades científicas e uma feira gastronômica integraram as ações realizadas sob o tema “Ciência, Cultura e Memória”. As visitas são gratuitas, de terça a domingo, das 10h às 16h, com última entrada às 15h30, sujeito à lotação! Clique aqui para ingressos e mais informações. Fonte: Museu Nacional
Dia Internacional das Mulheres na Engenharia
O Dia Internacional das Mulheres na Engenharia é comemorado anualmente em 23 de junho. A data foi instituída em 2014 pela Sociedade de Mulheres Engenheiras do Reino Unido (Women’s Engineering Society) e tem como objetivo celebrar a presença feminina na área, bem como incentivar o protagonismo no mercado de trabalho. Mesmo o Brasil carregando uma história de obstáculos para o crescimento das mulheres na Engenharia, elas vêm conseguindo conquistar aos poucos cada vez mais espaço na profissão. Segundo dados do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia — CONFEA, compilados por meio do Sistema CONFEA/CREA e MÚTUA, em 2025, 26% dos novos profissionais que se registraram no Sistema eram mulheres, um aumento de 6% em relação ao ano anterior. Embora os números representem progresso, os homens ainda dominam majoritariamente a profissão. De acordo com a mesma pesquisa divulgada pelo CONFEA, continuando no recorte do ano passado, dos 1,2 milhão de profissionais com registro ativo nas áreas da Engenharia no Brasil, pouco mais de 244 mil são mulheres, ou seja, cerca de 20,2%. Na área acadêmica, a formação de novas engenheiras em escala global também apresenta desafios de incentivo e valorização para essas profissões. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura — UNESCO, apenas 30% das mulheres na educação superior optam por cursos relacionados à Engenharia. Os motivos para a maior evasão feminina das universidades envolvem fatores financeiros, profissionais, questões pessoais associadas à saúde ou à maternidade e a insatisfação com o curso e o convívio com professores ou colegas. Pioneiras na Engenharia brasileira Edwiges Maria Becker Hom’meil: foi a primeira engenheira a se formar no Brasil, em 1917, na instituição que depois se tornaria a Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro — Poli/UFRJ. A carioca abriu caminho para que outras mulheres também pudessem trilhar suas próprias rotas no setor. Enedina Alves Marques: neta de escravizados, Enedina foi a primeira mulher negra a tornar-se engenheira no Brasil. Ela se graduou em Engenharia Civil na Universidade Federal do Paraná (UFPR, rompendo padrões acadêmicos e sociais impostos à época. Depois de formada, tornou-se responsável pelo planejamento para a construção da Usina Hidrelétrica Capivari-Cachoeira, obra que ampliou a oferta de água e luz para a capital, Curitiba. Maria Luiza Soares Fontes: foi a primeira mulher a se formar em Engenharia Elétrica e Engenharia Mecânica no Brasil, pelo antigo Instituto Eletrotécnico de Itajubá, no estado de Minas Gerais, no ano de 1950. Ela recebeu o diploma diretamente de Juscelino Kubitscheck. Seu principal feito foi a padronização do Plano Postal dos Correios e Telégrafos, no Rio de Janeiro. Evelyna Bloem Souto: foi a única mulher da primeira turma do curso de Engenharia Civil da Universidade de São Paulo — USP, no campus de São Carlos, em 1957. Evelyna enfrentou diversas barreiras do preconceito contra a presença feminina na profissão em episódios por toda sua carreira. Um deles aconteceu durante sua bolsa de estudos em Paris, na França, quando fez uma visita a um túnel que estava sendo feito para ligar a França à Itália, e foi obrigada a se vestir com roupas masculinas e pintar um bigode em seu rosto. Programa Mulher O Programa Mulher do CREA-RJ busca promover a equidade, aumentar a representatividade feminina e combater a violência contra a mulher nas áreas de Engenharia, Agronomia e Geociências. Por meio de campanhas, cursos técnicos e eventos de networking para o aprimoramento na área tecnológica, o Programa Mulher contribui diariamente para a inspiração, visibilidade e valorização da presença feminina nas Engenharias. A iniciativa foi criada pelo Sistema CONFEA/CREA e MÚTUA em 2019 e segue as diretrizes dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS, especialmente o ODS nº 5 da Organização das Nações Unidas – ONU, que visa a alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas até 2030. Confira o vídeo. Fonte: CONFEA, IT Forum, ONU
CREA-RJ participa do lançamento da edição de 20 anos do projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento
O CREA-RJ esteve presente no lançamento da edição comemorativa de 20 anos do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, promovido pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE). O evento foi realizado no dia 15 de junho, na capital paulista, reunindo lideranças da engenharia, representantes de entidades de classe, especialistas e autoridades públicas. Representando o 1º vice-presidente no exercício da presidência do CREA-RJ, engenheiro civil Luiz Carneiro de Oliveira, a diretora administrativa do Conselho, engenheira naval Cládice Nóbile Diniz participou da solenidade. “Destaco, na comemoração dos 20 anos do projeto, a demonstração da capacidade das organizações profissionais de Engenharia em contribuir com ideias para políticas públicas de desenvolvimento, como ocorreu com sua incorporação ao PAC. Essa constatação é estimulante ao se pensar nas contribuições que poderão ser apresentadas à 1ª Conferência Nacional da Engenharia, a ser realizada pelo governo federal, com o apoio das entidades de classe, ainda este ano.”, afirma Cládice. Também esteve presente o conselheiro do CREA-RJ e diretor da FNE, Antonio Carlos Soares Pereira. Com o tema “Rumo a um ciclo de expansão econômica sustentável”, a nova edição do projeto reafirma a importância da Engenharia como instrumento fundamental para o crescimento econômico, o aumento da competitividade nacional e a melhoria da qualidade de vida da população. A publicação propõe reflexões e soluções para os desafios contemporâneos do país, considerando especialmente as transformações tecnológicas e os impactos da crise climática. Ao completar duas décadas de existência, o projeto Cresce Brasil volta seu olhar para as potencialidades e os desafios do século XXI. A obra está estruturada em três grandes eixos, indústria, soberania e valorização profissional, e reúne 12 artigos assinados por especialistas de referência nacional. Entre os temas abordados estão a engenharia no novo ciclo industrial; economia verde; inovação e P&D; indústria aeronáutica; matriz energética; recursos hídricos; agricultura e segurança alimentar; autonomia digital; terras raras; ensino de engenharia e formação tecnológica; carreira pública de Estado para engenheiros e combate à precarização. Criado pela Federação Nacional dos Engenheiros, o projeto Cresce Brasil consolidou-se ao longo das últimas duas décadas como uma importante plataforma de formulação de propostas para o desenvolvimento do país, reunindo conhecimento técnico e visão estratégica para fortalecer a infraestrutura, a inovação e a sustentabilidade.
Comunicado: Jogo do Brasil na Copa do Mundo
Informamos que, em razão da partida da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, no dia 24 de junho (quarta-feira), o expediente da sede e das inspetorias será encerrado às 15h. Orientamos que as solicitações sejam encaminhadas para o e-mail [email protected] Agradecemos a sua compreensão.
Abertas as inscrições para o curso de Orçamento de Obras Civis
Estão abertas as inscrições para o curso de Orçamento de Obras Civis, realizado pelo Instituto Bramante de Educação. O curso acontece nos dias 15, 16, 20, 21 e 22 de julho, das 19h30 às 22h30, no formato online e ao vivo, totalizando uma carga horária de 14 horas. O objetivo das aulas é apresentar o processo de desenvolvimento de orçamentos detalhados e cronogramas físico-financeiros destinados à Construção Civil. O corpo docente é formado pela coordenadora e consultora, arquiteta e mestre em Engenharia pela UFRJ Maria Izabel Ribeiro. O curso também oferece 10% de desconto para engenheiros e engenheiras com anuidade do CREA-RJ em dia. Inscrições e mais informações: clique aqui
Erupção submarina em Tonga revelou mecanismo natural de destruição de metano na atmosfera
A erupção do vulcão submarino Hunga Tonga-Hunga Ha’apai, ocorrida em 15 de janeiro de 2022 no Pacífico Sul, produziu uma das explosões mais intensas registradas na era moderna. Audível a centenas de quilômetros de distância, o evento gerou ondas superiores a um metro na costa de Tonga e lançou uma nuvem gigantesca de cinzas, vapor e gases até aproximadamente 55 quilômetros de altitude, injetando cerca de 146 teragramas de vapor d’água diretamente na estratosfera. Agora, anos depois do evento, um estudo publicado em maio de 2026 na revista científica Nature Communications revelou um efeito inesperado daquela erupção: a própria nuvem vulcânica destruiu parte do metano que havia liberado na atmosfera. A pesquisa foi conduzida por uma equipe internacional composta por pesquisadores de instituições dos Países Baixos, Bélgica, Dinamarca, Espanha e Reino Unido, com financiamento da organização Spark Climate Solutions. O trabalho foi publicado com o título “Satellite quantification of enhanced methane oxidation applied to the stratospheric plume following Hunga Tonga-Hunga Ha’apai eruption”, na edição de maio de 2026 da Nature Communications. A descoberta partiu da análise de dados do satélite Sentinel-5P, da Agência Espacial Europeia. Ao examinar as imagens da nuvem vulcânica, os pesquisadores identificaram concentrações excepcionalmente elevadas de formaldeído – composto que se forma como subproduto da decomposição do metano na atmosfera e que serve como indicador químico desse processo. A nuvem de formaldeído foi rastreada por dez dias consecutivos, até alcançar a América do Sul. Como o formaldeído tem vida útil de apenas algumas horas, a presença contínua do composto ao longo de todo esse trajeto indicou que a destruição de metano ocorreu de forma ininterrupta por mais de uma semana. O mecanismo responsável pelo fenômeno envolveu uma combinação de elementos lançados pela erupção. A explosão projetou para a estratosfera uma quantidade de vapor d’água salgado equivalente ao volume de cerca de 58 mil piscinas olímpicas, além de grandes quantidades de cinzas vulcânicas e partículas minerais. Quando a luz solar atingiu essa mistura, formaram-se radicais de cloro altamente reativos, que interagiram com as moléculas de metano presentes, acelerando sua decomposição. Os pesquisadores estimam que a erupção liberou aproximadamente 300 gigagramas de metano, volume comparável às emissões anuais de mais de dois milhões de bovinos, e que a nuvem removeu cerca de 900 megagramas desse gás por dia durante o evento. Os autores do estudo destacaram que um processo químico semelhante já havia sido identificado anteriormente sobre o Oceano Atlântico, envolvendo poeira do Saara e sal marinho, mas nunca havia sido observado na alta estratosfera, onde as condições físicas são substancialmente distintas. O contexto climático que torna a descoberta relevante está ligado às propriedades do metano como gás de efeito estufa. Em um período de 20 anos, o metano tem capacidade de aquecer o planeta cerca de 80 vezes mais do que o dióxido de carbono, sendo atualmente responsável por aproximadamente um terço do aquecimento global. Ao contrário do CO₂, porém, o metano se decompõe na atmosfera em cerca de uma década, o que significa que reduções nas suas emissões podem produzir efeitos climáticos mensuráveis em prazo relativamente curto. Por essa razão, cientistas da área climática frequentemente descrevem o controle do metano como um “freio de emergência” para o aquecimento global. Os pesquisadores avaliam que a compreensão desse mecanismo natural pode orientar o desenvolvimento de métodos artificiais para a remoção de metano diretamente na atmosfera, abrindo uma linha de investigação com potencial aplicação no combate às mudanças climáticas.
Rede de Cidades + Inteligentes apoiará municípios na transformação digital urbana

O Ministério das Cidades lançou, em 11 de junho, a Rede de Cidades + Inteligentes, iniciativa voltada ao fortalecimento da transformação digital nos municípios brasileiros. O programa tem como objetivo apoiar cidades na elaboração de estratégias de desenvolvimento urbano que integrem tecnologia, inovação, sustentabilidade e aprimoramento dos serviços públicos. O lançamento ocorreu em Brasília, nas dependências do CONFEA, reunindo representantes do governo federal, instituições de ensino e pesquisa e gestores municipais selecionados para participar da iniciativa. A Rede de Cidades + Inteligentes foi estruturada para oferecer suporte técnico e metodológico a municípios escolhidos por edital público da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano. Ao todo, 22 cidades das cinco regiões do país participarão do programa, recebendo acompanhamento especializado para a construção de estratégias locais de transformação digital. A iniciativa busca ampliar a capacidade de planejamento das administrações municipais e estimular o uso de ferramentas tecnológicas na gestão urbana. Entre os objetivos estão a melhoria da eficiência dos serviços públicos, o incentivo à inovação, a promoção da inclusão digital e a implementação de soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável. Os municípios participantes contarão com o apoio de uma Rede de Suporte Acadêmico formada por universidades e instituições de pesquisa de diferentes regiões do país. O trabalho prevê a realização de diagnósticos, a identificação de desafios locais, a elaboração de planos de ação e a definição de estratégias para implantação de projetos voltados à modernização da gestão urbana. O conceito de cidade inteligente está associado ao uso integrado de tecnologias digitais, sistemas de informação, conectividade e análise de dados para apoiar a tomada de decisões e qualificar a gestão dos territórios. A aplicação dessas ferramentas pode contribuir para o aprimoramento de áreas como mobilidade urbana, infraestrutura, saneamento, gestão ambiental, planejamento territorial e prestação de serviços públicos. Nesse contexto, a transformação digital das cidades tem sido apontada como um instrumento para enfrentar desafios decorrentes do crescimento urbano, da necessidade de otimização dos recursos públicos e da busca por maior eficiência na operação dos sistemas urbanos. A utilização de dados e tecnologias de monitoramento também pode ampliar a capacidade de planejamento e de resposta das administrações municipais diante de demandas cada vez mais complexas. De acordo com o Ministério das Cidades, a Rede pretende contribuir para a construção de cidades mais inclusivas, resilientes e sustentáveis, capazes de utilizar recursos tecnológicos para promover desenvolvimento urbano e melhoria da qualidade de vida da população. Entre os municípios selecionados está Saquarema, representante do estado do Rio de Janeiro. A expectativa é que as experiências desenvolvidas pelas cidades participantes contribuam para a disseminação de boas práticas e para o fortalecimento de políticas públicas voltadas à transformação digital em diferentes contextos urbanos do país.