Rio festeja aniversário com sol e céu azul

O Rio de Janeiro amanheceu ensolarado! Nada mais “a cara do Rio” do que comemorar o 459º aniversário assim: uma sexta-feira cheia de sol!

A cidade foi fundada em 1º de março de 1565, por Estácio de Sá, sobrinho do governador-geral do Brasil, Mem de Sá, data que marca o início da ocupação portuguesa na região. Inicialmente, o Rio de Janeiro serviu como uma base estratégica para defender o território contra invasões estrangeiras, principalmente de corsários franceses. Com o tempo, a cidade cresceu e se tornou uma importante porta de entrada para o comércio de ouro e diamantes, que eram enviados para Portugal.

Mas foi no início do século XIX, com a chegada da família real portuguesa em 1808, fugindo das tropas napoleônicas, que a cidade ganhou real destaque. A presença da corte real impulsionou seu desenvolvimento, tornando-a a capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, e mais tarde, do Império do Brasil.

Outro feriado?

Embora o dia 1º de março seja a data oficial de origem da cidade, não é considerado um feriado municipal. É em 20 de janeiro - Dia de São Sebastião, que os cariocas podem curtir seu feriado comemorativo. Padroeiro da cidade, o dia do santo é marcado por manifestações culturais em diversos pontos da cidade, que celebram a tradição e a identidade cultural do Rio de Janeiro.

Cidade mais que maravilhosa

Conhecida por sua beleza natural e importância histórica, a Cidade Maravilhosa é também berço de inovação e avanços tecnológicos. Desde a grandiosidade de obras, como o Cristo Redentor e a Ponte Rio-Niterói, a centros de referência de produção de conhecimento, como a Fiocruz e o Observatório Nacional, o Rio de Janeiro pulsa o Brasil com técnica, ciência e empreendedorismo. 

 

Maravilhas do Rio de Janeiro

Cristo Redentor

O Cristo Redentor, localizado no topo do Morro do Corcovado, é mais do que uma simples estátua monumental no Rio de Janeiro - é um feito extraordinário da engenharia que se tornou um ícone mundial. Com seus 38 metros de altura, erguido sobre um pedestal de 8 metros, e uma envergadura de 28 metros, sua construção, concluída em 1931, demandou técnicas avançadas para enfrentar os desafios da topografia acidentada e das condições climáticas adversas. Além disso, sua estrutura de concreto armado, projetada pelo engenheiro Heitor da Silva Costa e construída pelo engenheiro Albert Caquot, foi uma façanha impressionante para a época, garantindo não apenas a estabilidade da estátua, mas também sua resistência a fenômenos naturais como ventos fortes e tempestades. Como um marco tanto da engenharia quanto da fé, o Cristo Redentor continua a inspirar admiradores de todo o mundo, demonstrando o poder da técnica aliada à beleza e ao simbolismo.

Ponte Rio-Niterói 

A Ponte Rio-Niterói é uma das estruturas mais emblemáticas e importantes do Rio de Janeiro, desempenhando um papel fundamental na integração e no desenvolvimento da região metropolitana. Além de ser uma conexão vital entre a capital fluminense e a cidade de Niterói, a ponte é uma proeza da engenharia, com seus 13,29 quilômetros de extensão sobre as águas da Baía de Guanabara. Sua construção exigiu tecnologias avançadas e rigorosos padrões de segurança, tornando-a não apenas uma via de transporte eficiente, mas também um símbolo da capacidade técnica e da inovação da engenharia brasileira. Ao longo dos anos, a Ponte Rio-Niterói tem desempenhado um papel vital no desenvolvimento econômico e social da região, facilitando o transporte de pessoas e mercadorias, além de contribuir para a integração urbana e o crescimento sustentável.

Maracanã

O Estádio Mário Filho, conhecido como Maracanã, é uma obra da engenharia que simboliza a paixão do povo brasileiro pelo futebol. Inaugurado em 1950 para sediar a Copa do Mundo daquele ano, o Maracanã foi um marco de inovação e grandiosidade, com capacidade para mais de 78 mil espectadores na época. Sua estrutura arrojada, com uma cobertura que se estende por mais de 95% dos assentos, e sua pista de atletismo, que possibilita a realização de eventos esportivos além do futebol, demonstram a habilidade técnica dos engenheiros Miguel Feldman e Waldir Ramos, responsáveis pelo seu projeto. Ao longo das décadas, o Maracanã passou por diversas reformas e modernizações, mantendo-se como um dos estádios mais emblemáticos do mundo e um exemplo de excelência técnica no campo da engenharia esportiva.

Sambódromo

Projetado para abrigar um dos maiores espetáculos culturais do mundo, o desfile das escolas de samba durante o Carnaval carioca, o Sambódromo do Rio de Janeiro é uma importante marca da engenharia no Rio de Janeiro. Projetado pelo engenheiro-arquiteto Oscar Niemeyer e inaugurado em 1984, o Sambódromo é uma estrutura monumental, com uma pista de 700 metros de comprimento, arquibancadas que comportam milhares de espectadores, e uma avenida central, conhecida como "passarela do samba". Sua concepção levou em consideração não apenas a estética, mas também a acústica, iluminação e logística. 

Arcos da Lapa 

O Aqueduto da Lapa, também conhecido como "Arcos da Lapa", localizado no bairro da Lapa,representa um marco importante na engenharia civil. A impressionante estrutura foi construída no século XVIII, entre os anos de 1725 e 1750, e foi projetada pelo engenheiro militar português José Fernandes Pinto Alpoim. Com 42 arcos de pedra e uma extensão de cerca de 270 metros, o aqueduto foi uma obra de engenharia monumental para a época, sendo responsável por transportar água do rio Carioca até o centro da cidade. Além de sua função prática na distribuição de água, o Aqueduto da Lapa é um testemunho da habilidade técnica e do legado histórico deixado pelos engenheiros e construtores que o ergueram, sendo hoje um dos cartões-postais mais icônicos do Rio de Janeiro.

Antiga Estação Elevatória

A Antiga Estação Elevatória e de Tratamento de Esgoto, localizada no bairro da Glória, representa um marco na história da engenharia sanitária do Rio de Janeiro. Construída no final do século XIX, foi uma das primeiras instalações dedicadas ao tratamento de esgoto na cidade. Projetada para lidar com o crescente problema de saneamento básico, a estação foi uma realização técnica impressionante para a época. A estrutura robusta e inovadora permitia a elevação e o tratamento do esgoto, contribuindo significativamente para a melhoria da saúde pública e da qualidade de vida dos habitantes da cidade. Além disso, a estação foi um exemplo pioneiro de como a engenharia pode ser aplicada para resolver desafios complexos relacionados ao meio ambiente e à saúde da população. Atualmente o espaço é sede da Seaerj -Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro.

Observatório Nacional

O Observatório Nacional, fundado em 1827, é uma instituição de grande importância técnica e científica no Brasil, dedicada ao estudo e monitoramento do universo. O observatório tem sido pioneiro em pesquisas astronômicas, geofísicas e de metrologia. Equipado com telescópios de última geração e instrumentos de precisão, o Observatório Nacional desempenha um papel vital na observação e análise de fenômenos astronômicos, na determinação da hora oficial brasileira e na realização de estudos geodésicos e geofísicos. Além disso, a instituição desempenha um papel fundamental na formação de profissionais qualificados e na divulgação científica, promovendo o interesse pela ciência e contribuindo para o desenvolvimento tecnológico do Brasil.

Fiocruz

A Fundação Oswaldo Cruz é uma instituição de referência internacional no campo da saúde pública e da pesquisa científica, voltada para a criação e implementação de políticas de saúde no Brasil. Fundada em 1900 pelo médico sanitarista Oswaldo Cruz, a Fiocruz possui uma infraestrutura de ponta, composta por laboratórios de alta tecnologia e uma equipe multidisciplinar de pesquisadores e profissionais da saúde. Além de desempenhar importante papel na produção de imunobiológicos e medicamentos essenciais para o Sistema Único de Saúde (SUS), a instituição tem sido fundamental no combate a diversas doenças, no desenvolvimento de vacinas, medicamentos e tecnologias diagnósticas, bem como na formação de recursos humanos qualificados.

Bondinho Pão de Açúcar

A ideia de construir um sistema de transporte por cabo para ligar a Praia Vermelha ao topo do morro do Pão de Açúcar surgiu no início do século XX. O projeto foi concebido pelo engenheiro brasileiro Augusto Ferreira Ramos, que se inspirou em sistemas semelhantes na Suíça e nos Estados Unidos. A construção do bondinho envolveu a instalação de torres de sustentação, cabos de aço e cabines especialmente projetadas para transportar passageiros. Apesar dos desafios técnicos e logísticos, o bondinho foi inaugurado em 1912, tornando-se um símbolo do Rio de Janeiro. Desde então, passou por diversas atualizações e melhorias, mantendo-se como uma das atrações turísticas mais populares e queridas da cidade.

Orgulho do Crea-RJ 

Ao longo dos anos, os profissionais do Sistema Confea/Crea e Mútua têm sido pilares fundamentais na construção e manutenção da infraestrutura urbana, na preservação ambiental e na inovação tecnológica que impulsionam o progresso da cidade. Estar sediado aqui é mais que um orgulho para o Crea-RJ. É saber ser representação fundamental das áreas que movimentam, desenvolvem e trazem o crescimento para todo o estado e para o país. Parabéns, Rio de Janeiro, por seus 459 anos!

Curso gratuito sobre Laudo de Marquise/ DSEM

Com o apoio do Crea-RJ, a Sociedade Brasileira de Engenharia de Segurança (SOBES) e a Sociedade Brasileira de Engenharia de Segurança do Estado do Rio de Janeiro (SOBES-Rio) vão promover o curso LAUDO DE MARQUISE / DSEM. 

Realizado de forma online e gratuita, o objetivo é capacitar os profissionais da Engenharia Civil a elaborar laudos de marquise. 

Programa do curso: 

  • Conceito geral de segurança estrutural das marquises;
  • Diferença entre marquises e piso contínuo e quando é necessário apresentação da DSEM;
  • Método de inspeção para elaborar a DSEM;
  • Apresentação da legislação pertinente referente à obrigatoriedade da apresentação da DSEM;
  • Diferença entre laudo de marquise e a DSEM;
  • Procedimento junto à prefeitura para apresentação da DSEM;
  • Como elaborar o orçamento e valorar o serviço para fazer a DSEM e o laudo da marquise;
  • Documentos necessários para o envio da DSEM e a tratativa com a prefeitura.

A formação é voltada para profissionais da Engenharia Civil, Engenheiros de Segurança e demais profissionais do Sistema Confea/Crea e Mútua, desde que sejam registrados e estejam em situação regular. 

Ministrado pelo engenheiro Kleber Norbert Dáquer, o curso inclui todo o material didático (digital) e o certificado de conclusão de curso para os participantes que tenham cumprido, pelo menos, 80% da carga horária, que é de 15 horas. 

As vagas são limitadas a 50 alunos e as aulas ocorrerão ao vivo via plataforma Zoom, no período de 11 a 15 de março de 2024, das 18h às 21h.

CREA-RJ QUESTIONA ELETROBRAS SOBRE NOMEAÇÃO DE ADVOGADO PARA CARGO QUE DEVERIA SER EXERCIDO POR ENGENHEIRO

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro está comprando uma briga boa para os cerca de um milhão de engenheiros registrados no país. O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, informou que o Conselho oficiou a Eletrobras (Centrais Elétricas Brasileiras S.A.) para saber que critérios a empresa usou para nomear um advogado para o cargo de vice-presidente de engenharia de expansão. A medida está sendo considerada um evidente desrespeito às próprias diretrizes da Eletrobras, que manifesta em seu site compromisso com a ética em suas práticas de governança corporativa.

– Não vamos tolerar o exercício ilegal da engenharia institucionalizado dessa maneira – afirmou Miguel Fernández, que apoia o movimento espontâneo de outros CREA contra a nomeação de um advogado para um cargo que deve ser exercido por um engenheiro.

No ofício enviado ao presidente da Eletrobras, o presidente do CREA, Miguel Fernández, informa que a Lei 5.194 de 1966 regulamenta as profissões da engenharia, agronomia e geociências, e no seu artigo 7º trata das atribuições profissionais: "As atividades e atribuições profissionais do engenheiro, do arquiteto e do engenheiro-agrônomo consistem em: a) desempenho de cargos, funções e comissões em entidades estatais, paraestatais, autárquicas, de economia mista e privada".

O ofício enviado pelo CREA-RJ pede à Eletrobras pede “esclarecimentos sobre a nomeação de administrador não habilitado para exercer o cargo de diretor de Engenharia de Expansão, caso flagrante de exercício ilegal de atividades privativas dos engenheiros”.
Quinze Conselhos de Engenharia e outras entidades de classe manifestaram, por meio de seus sites e redes sociais, protesto contra a nomeação do advogado para cargo exercido por engenheiro. Publicaram notas de repúdio os seguintes Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia: Acre, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Os Conselhos do Rio de Janeiro e de São Paulo estão entre os maiores do sistema Confederação de Engenharia e Agronomia (Confea).

O Conselho de Engenharia de Santa Catarina foi um dos primeiros a divulgar nota de repúdio à nomeação do advogado.

– Junto à Associação de Conselhos Profissionais de Santa Catarina (Ascop) defendemos que todos os cargos técnicos devem ser ocupados por profissionais dentro de sua área de atuação e atribuições. Por isso, publicamos a nota de repúdio e faremos sempre quando houver a necessidade da defesa das nossas profissões – destaca o engenheiro Kita Xavier, presidente do CREA-SC.

Os Conselhos – cuja missão principal é combater o exercício ilegal da profissão de engenheiro – estão afirmando que a escolha de um profissional sem formação técnica em engenharia para aquele cargo evidencia uma flagrante falta de compromisso com as atividades essenciais da empresa e representa um claro menosprezo aos engenheiros do país.

A Eletrobras anunciou em 8 de dezembro do ano passado que o Conselho de Administração da Eletrobras elegeu o advogado para o cargo de vice-presidente de engenharia de expansão da empresa.

Profissionais do Sistema Confea/Crea e Mútua terão acesso ilimitado à visualização das normas ABNT

O Sistema Confea/Crea e Mútua assinou acordo histórico com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para permitir aos profissionais registrados e adimplentes com o Sistema o acesso ilimitado ao conteúdo normativo. O entendimento anterior permitia 60 minutos livres para pré-acesso das normas. 

A renovação do acordo, que também  abrange as normas da Associação Mercosul de Normalização (ANM),  aconteceu no dia 28 de fevereiro, após a adesão de todos os Creas do Brasil.

A ação vem reforçar o apoio que o Sistema quer proporcionar aos profissionais, já que estes trabalham constantemente com as normas da ABNT. Em 2023, por exemplo, o site da Associação contabilizou 242.193 horas de pré-visualização de normas. Foi um aumento de 544% em relação a 2022.

Além do acesso ilimitado à pré-visualização, os profissionais que estão adimplentes com o Crea têm desconto de 66,6% para ter acesso às normas para impressão. Eles também têm direito a adquirir cursos da ABNT com 50% de desconto. O site do convênio é abntcatalogo.com.br/confea/

Curso gratuito sobre Inspeções periódicas de gás e Instrução Normativa 073 da Agenersa

Com o apoio do Crea-RJ, a Sociedade Brasileira de Engenharia de Segurança (SOBES) e a Sociedade Brasileira de Engenharia de Segurança do Estado do Rio de Janeiro (SOBES-Rio) vão promover o curso INSPEÇÕES PERIÓDICAS DE GÁS (IPG) OBRIGATÓRIAS PELA LEI RJ 6890/14 E INSTRUÇÃO NORMATIVA 073 DA AGENERSA. 

Realizado de forma online e gratuita, o objetivo é qualificar os profissionais da Engenharia na compreensão da legislação e dos pontos técnicos fundamentais, necessários ao acompanhamento e gestão dos itens normativos estabelecidos pela Instrução Normativa 073 da Agência Reguladora Estadual - AGENERSA. A NI é em atendimento à Lei Estadual 6890/14, que determina a Inspeção Periódica Quinquenal obrigatória das instalações internas e equipamentos dos usuários residenciais e comerciais, supridos por gás combustível. 

Programa do curso:                   

  • Obrigatoriedade de Inspeção pela Lei 6.890/2014 - O que é um Organismo de Inspeção Acreditado pelo Cgcre/INMETRO;
  • Inspeção Técnica de Instalações prediais de Gás/ Equipamentos e materiais/ Aparelhos a gás/ Adequação de ambientes/ Volume/ Ventilações permanentes/ Instalação dos aparelhos a gás/ Dimensionamento de chaminé para produtos da combustão/ Ligação dos aparelhos a gás com o sistema de exaustão/ Higiene da combustão/ Estanqueidade;
  • Passo a passo de uma IPG/Não Conformidades e Laudo Técnico;
  • Padrão de qualidade KNM;
  • Estudo Pontual das Instruções Normativas 048 e 073/Regulamento de Instalações Prediais (RIP) e normas pertinentes à inspeção: ABNT NBR 13103/20 /ABNT/NBR 15526/16 e ABNT/NBR 15923/11;

A formação é voltada para profissionais da Engenharia atuantes nos segmentos de perícias técnicas, autovistoria predial, Engenharia de Segurança e instalações prediais do Sistema Confea/Crea e Mútua, desde que sejam registrados e estejam em situação regular. 

O curso será ministrado pelo engenheiro Jorge Olmar Marialva Copello e profissionais da Engenharia, integrantes do Núcleo de Gestão da Qualidade e Núcleo de Operações da KNM ESTUDOS E PESQUISAS - OIA/ 0014. Está incluído todo o material didático (digital) e o certificado de conclusão de curso para os participantes que tenham cumprido, pelo menos, 80% da carga horária, que é de 15 horas. 

As vagas são limitadas a 50 alunos e as aulas ocorrerão ao vivo via plataforma Zoom, no período de 11 a 15 de março de 2024, das 14h às 17h.

Acesse o forms e se inscreva.

Ouvidoria do Crea-RJ: canal de diálogo com os profissionais e a sociedade

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro oferece um canal direto de comunicação com os profissionais e a sociedade: a Ouvidoria. Pioneira no Sistema Confea/Crea e Mútua, a Ouvidoria do Crea-RJ completa 25 anos e quer consolidar cada vez mais a sua atuação.

Ouvidor do Crea-RJ, o Engenheiro Civil Lúcio Bandeira, responde às dúvidas dos profissionais numa série de vídeos que estão sendo postados em nossas redes sociais e em nosso canal no YouTube.  Desta vez, ele responde quais são as principais funções da Ouvidoria do Crea-RJ.

“As principais funções da Ouvidoria do Crea-RJ são: primeiro, promover a participação efetiva dos profissionais do Sistema; garantir que os serviços sejam prestados com efetividade e ouvir de perto o profissional para ele se sentir acolhido pelo seu Conselho. Assim nós vamos tornar o Crea-RJ eficaz e participativo e estaremos mais junto ao nosso profissional e à nossa sociedade”, explica.

A Ouvidoria tem como objetivo garantir que os serviços prestados pelo Crea-RJ sejam eficientes e atendam às necessidades dos profissionais. A Ouvidoria acompanha as demandas e encaminha para os setores responsáveis para que sejam tomadas as medidas cabíveis.

Para fazer uma crítica, tirar dúvidas ou dar sugestões, envie um e-mail para ouvidoria@crea-rj.org.br

Não fale do Crea-RJ, fale com o Crea-RJ!

Curso gratuito sobre técnicas de Análises de Risco

Com o apoio do Crea-RJ, a Sociedade Brasileira de Engenharia de Segurança (SOBES) e a Sociedade Brasileira de Engenharia de Segurança do Estado do Rio de Janeiro (SOBES-Rio) vão promover o curso
METODOLOGIAS E TÉCNICAS DE ANÁLISE DE RISCOS

Realizado de forma online e gratuita, o objetivo é apresentar aos profissionais de Segurança do Trabalho técnicas de Análises de Risco, com abordagens consolidadas por meio de normas em diversos segmentos relativos ao gerenciamento de riscos em atividades e elaboração de projetos.

Programa do curso: 

  • APR - Análise Preliminar de Risco - levantamento que visa a antecipar possíveis ameaças ao negócio e à saúde do trabalho, determinando as medidas de prevenção necessárias; 
  • FMEA (Failure Mode and Effect Analysis) ou Análise de Modos de Falhas e Efeitos - empregada para identificar causas de falha de um produto atuando para superá-los;
  • HAZOP (Hazard and Operability Study) ou Estudo de Perigos e Operabilidade - metodologia qualitativa para a identificação de risco ligado ao processo. Estes riscos podem, de fato, afetar pessoas, equipamentos, ambiente e demais elementos contidos. 
  • FTA (Fault-Tree Analysis) ou Árvore De Falhas - abordagem sistemática que permite identificar a causa raiz de uma falha através de um diagrama. 

A formação é voltada para profissionais da Engenharia e técnicos de Segurança do Trabalho do Sistema Confea/Crea e Mútua, desde que sejam registrados e estejam em situação regular. 

Ministrado pela engenheira Celeste Maria de Freitas França, o curso inclui todo o material didático (digital) e oferece certificado de conclusão de curso aos participantes que tenham cumprido, pelo menos, 80% da carga horária, que é de 15 horas. 

As vagas são limitadas a 50 alunos e as aulas ocorrerão ao vivo via plataforma Zoom, no período de 4 a 8 de março de 2024, das 18h às 21h.

Acesse o forms para inscrição.

 

Crea-RJ recebe a primeira reunião do CDER-RJ de 2024

O CDER-RJ -  Colégio de Entidades Regionais do Rio de Janeiro realiza a primeira reunião do ano na sede do Crea-RJ, no Centro do Rio. Em pauta, a elaboração do calendário 2024 e a divulgação das ações das entidades para este ano.

O encontro, em formato híbrido, foi conduzido pelo Coordenador do CDER-RJ, Engenheiro Eletricista e de Segurança do Trabalho, Fernando Lima, Presidente da SOBES-Rio, Sociedade Brasileira de Engenharia de Segurança do Trabalho do Estado do Rio de Janeiro.

“Um dos nossos primeiros projetos é valorizar as entidades de classe e promover o crescimento dessas entidades, através de cursos de capacitação. Temos também pretensões de fazer um bom congresso, confraternizando com entidades de Portugal e de países de língua portuguesa, como nós já fizemos. Além disso, queremos trazer melhorias para a Engenharia do Rio de Janeiro, voltando a ser uma referência de CDER para os outros estados”, destaca Fernando Lima.

A condução dos trabalhos teve o apoio da Engenheira Civil Mickaela Midon, Assessora do Gabinete da Presidência do Crea-RJ.

O Presidente do Crea-RJ, Engenheiro Civil Miguel Fernández, participou do início da reunião, ressaltando a importância do fortalecimento das entidades de classe para o Conselho.

“As instituições ficam, isso é o mais importante. O fortalecimento  institucional é a parte prioritária e o que o setor necessita, os profissionais necessitam. O CDER-RJ é o espaço onde as entidades podem se encontrar, debater,  propor e a gente quer fortalecer muito esse trabalho”, afirma Miguel Fernández.

Além de Mickaela Midon e Fernando Lima compareceram à reunião presencial, o engenheiro agrônomo Osvaldo Neves, Diretor do IBAPE-RJ, Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia do Estado do Rio de Janeiro e o Geólogo Renato Ramos, Diretor da APG, Associação Profissional dos Geólogos do Estado do Rio de Janeiro, .

Também participaram, virtualmente, representantes das seguintes entidades: ABES; AEVR; ADAE; ABEE; AENF; ABEA; APENF; SENGE-RJ; SENGE-VR; AERO e SEANI.

É o Crea-RJ cada vez mais perto das entidades de classe do estado do Rio de Janeiro.

CREA-RJ APURA O QUE ACONTECEU EM OBRA NA AVENIDA PRESIDENTE VARGAS

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do Rio (CREA-RJ) vai convidar os responsáveis pelas empresas Vivena Engenharia Ltda e Nova Arte Equipamentos e Construções Ltda para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido na construção de um prédio na Avenida Presidente Vargas, cuja obra foi embargada pela prefeitura do Rio, na quinta-feira passada, na Cidade Nova, no Centro do Rio. Em fase de construção, a edificação tem dois pavimentos de subsolo e mais quatro pavimentos. Segundo técnicos da prefeitura, a última laje cedeu consideravelmente, havendo risco de desabamento. A área foi parcialmente interditada ao trânsito.

O CREA-RJ constatou que a obra está legalizada e que é possível rastrear qualquer responsabilidade técnica. A fiscalização do CREA verificou no local que a construção tem profissionais qualificados e registrados, assim como as empresas responsáveis pela obra.

26 anos do desabamento do Palace II – CREA-RJ AGIU COM RAPIDEZ E EFICIÊNCIA

O desabamento do Edifício Palace II, que resultou na morte de oito pessoas em 22 de fevereiro de 1998, foi uma das maiores tragédias do Rio de Janeiro. Na ocasião, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) deu rápida e eficiente resposta à sociedade. O caso foi capa da revista “Crea RJ”, na edição do mês seguinte ao episódio, apresentando os seguintes resultados de uma rigorosa apuração. 

  • O engenheiro Sérgio Augusto Naya, proprietário da Construtora Sersan, teve cancelado o registro em regime de “visto”, tornando-se imediatamente impedido de exercer atividades profissionais como engenheiro no Estado do Rio de Janeiro.
  • O engenheiro Sérgio Murilo Domingues teve ampliada a suspensão de seu registro profissional de seis meses para dois anos.
  • Ambos eram responsáveis técnicos, respectivamente, pela execução da obra e pela parte das instalações do Edifício Palace II.
  • A construtora Sersan teve cancelado seu registro no CREA-RJ, com base no artigo 64 da Lei 5.194, de 24 de dezembro de 1966.
  • As decisões foram tomadas em caráter definitivo pela Plenária do CREA-RJ, em reunião ocorrida no dia 2 de março de 1998.
  • As medidas punitivas foram propostas pela Comissão Extraordinária instituída pelo então presidente do CREA-RJ, José Chacon, e por oito conselheiros. 
  • A apuração foi feita pela fiscalização do CREA-RJ que atuou nas primeiras horas depois de ocorrida a tragédia, já no local do sinistro.
  • A Comissão Extraordinária concluiu que houve, por parte dos profissionais acima citados, postura negligente e má conduta profissional, envergonhando a engenharia brasileira.
  • A Comissão Extraordinária entrou em contato com outros CREA e o Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia) a fim de levantar o conjunto de obras e serviços prestados pela construtora Sersan.
  • A Comissão Extraordinária teve como Orientador o engenheiro civil José Schipper, atual coordenador da Câmara de Engenharia Civil do CREA-RJ.

 

(Imagem: Capa Revista CREA-RJ - Ed 14 / Fevereiro - Março / 1998)

Profissional de engenharia desde 1962, Schipper foi testemunha ocular dos desdobramentos daquela tragédia. Nomeado coordenador da Comissão Extraordinária do CREA-RJ, Schipper foi um dos representantes do Conselho que se empenhou na rigorosa apuração do episódio.

– Foi muito difícil obter os projetos. Eles não queriam dar as plantas. Com uma ordem judicial, consegui entrar no apartamento de Naya (700 metros quadrados) na Avenida Vieira Souto (no Leblon, área nobre do Rio) e pegar as plantas. Descobri que havia um erro de cálculo estrutural – lembra José Schipper, acrescentando que a Comissão do CREA corria contra o tempo porque havia outro prédio da construtora Sersan, o Palace I, que tinha o mesmo risco de desmoronamento.

Schipper lembra também que em função do erro de cálculo, descoberto pelo CREA, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) mudou a legislação, determinando que todo projeto de construção seja submetido a uma revisão do cálculo estrutural. A medida pode ter evitado outras tragédias pelo país.

O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, destaca a importância da atuação do Conselho no esclarecimento das causas da tragédia. Para ele, o episódio confirma a necessidade de o CREA tornar-se cada vez mais referência no setor.

– Entendemos que a principal expectativa dos profissionais do setor é que o Conselho seja o principal órgão de defesa dos interesses e demandas da categoria e das empresas. Tal eixo implica desde atuação junto à imprensa para pautar temas de interesse da categoria até a criação de um comitê de crise permanente para eventual ação do Conselho em defesa dos profissionais e empresas do sistema em caso de acidentes ou fatalidades – afirma Miguel.

Os engenheiros responsáveis pela obra do Palace II foram condenados pela Justiça. O proprietário da Sersan, Sérgio Naya, chegou a ter a prisão decretada em 1999, mas a decisão foi revogada em seguida. A absolvição veio em maio de 2001, mas o empresário teve cassados o mandato de deputado federal e o registro profissional de engenheiro. Ele morreu de infarto em 2009, o que dificultou ainda mais o pagamento de indenização das famílias das vítimas. Em 2021, a dívida estava em R$ 30 milhões, segundo decisão do Superior Tribunal de Justiça.

O edifício Palace II foi implodido em 28 de fevereiro. No seu lugar foi construído um novo prédio de 180 apartamentos e respeitou a arquitetura do vizinho, Palace I.

O desabamento do edifício Palace II aconteceu devido a uma falha no detalhamento da armação de dois pilares, e não pela utilização de material de má qualidade, como se disse à época. A realização da planta de um edifício é dividida em três etapas: o cálculo, o dimensionamento e o detalhamento. A falha que causou o desabamento ocorreu nessa última etapa, quando o calculista transforma o projeto em desenhos, para facilitar o trabalho do mestre-de-obras.

A conclusão foi feita pelo laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli sobre as causas do desabamento. O engenheiro civil Gilberto Menezes Moraes, um dos consultores de estruturas que trabalharam na realização do laudo, disse que os pilares P4 e P44 - que causaram o desabamento por estarem subdimensionados - foram projetados para suportar 480 toneladas, mas, por uma falha de detalhamento, foram executados para suportar somente 230 toneladas.