Nova ART inteligente revela que Estado do Rio já contratou R$ 40 bi em obras e serviços de engenharia

Para uma plateia lotada na abertura da segunda edição do CREA AQUI 2026, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, anunciou o lançamento da nova Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). O sistema, agora inteligente, promete otimizar o cruzamento de dados e coibir fraudes no setor. ”Neste dia de celebração da engenharia, agronomia e geociências, trazemos uma inovação tecnológica aguardada. Em 2025, apresentamos o novo sistema; agora, mostramos a nova ART inteligente e sua importância estratégica para o setor”, afirmou o presidente, lembrando que o Conselho registra hoje cerca de 360 mil ARTs por ano. Segundo Fernández, a iniciativa aprimora os três eixos fundamentais do CREA: fiscalização do exercício profissional, desenvolvimento econômico e segurança da sociedade. Radiografia da Economia Fluminense A ART é o documento que rastreia a responsabilidade técnica de qualquer obra ou serviço, permitindo a identificação do profissional em caso de problemas. Com o novo modelo — georreferenciado e parametrizado — o CREA-RJ já consegue mapear números precisos da economia do estado: Combate ao Exercício Ilegal A nova tecnologia exige que, futuramente, todo contratante possua um perfil no sistema do CREA. “Isso garantirá que quem contrata também esteja sob nossa supervisão. Teremos o mapeamento real de um setor que responde por dois terços da economia do país”, explicou Fernández. O sistema utiliza o CEP para gerar o georreferenciamento, essencial para impedir a venda ilegal de ARTs — prática onde pessoas sem registro “compram” a assinatura de maus profissionais para validar obras irregulares, colocando a sociedade em risco. Além de expor essas condutas, a nova ART facilitará o acesso a dados por parte da Polícia Civil e do Ministério Público em investigações de incidentes. Facilidade para o Profissional O Rio de Janeiro é o único estado do país a trabalhar com a questão da localidade de forma tão detalhada, permitindo inserir mais de um endereço em uma mesma ART. O novo modelo também possibilita a avaliação imediata do serviço pelo contratante, o que gera automaticamente a Certidão de Acervo Técnico (CAT), documento indispensável para a participação de engenheiros em concursos públicos. O CREA AQUI 2026 segue no Armazém 3 do Píer Mauá, reunindo 6 mil participantes em uma plataforma de tecnologia e visão estratégica para o futuro das profissões. Confira a apresentação na íntegra do presidente do CREA-RJ Miguel Fernández:
CREA AQUI 2026: Novo sistema inteligente do CREA-RJ promete acabar com fraudes na ART

No CREA AQUI, maior encontro estadual da Engenharia, Agronomia e Geociências, marcado para o dia 19 de março, no Armazém 3 do Píer Mauá, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), engenheiro civil Miguel Fernández, vai apresentar uma medida inovadora que promete acabar com fraudes no sistema: a implantação da nova Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), que agora será georreferenciada, parametrizada e integrada a um banco de dados, permitindo uma atuação mais inteligente e eficiente da fiscalização do Conselho. Com isso, será banida do sistema ou sensivelmente reduzida a ação dos fraudadores de ART. A fraude funciona assim: uma pessoa que não tem registro para atuar como engenheiro compra uma ART produzida por um mau profissional que tem registro e vive apenas de comercializar autorizações para serviços e obras. Essa conduta favorece o exercício ilegal da profissão de engenheiro e põe em risco toda a sociedade porque, sobretudo no caso de acontecer um acidente, é praticamente impossível descobrir quem são os verdadeiros responsáveis pela obra ou serviço. Com a nova ART do CREA-RJ, os maus profissionais serão expostos. Com a organização do banco de dados, o acesso à informação agora será mais rápido e fácil, inclusive para órgãos públicos e autoridades encarregadas de investigação de incidentes, como a Polícia Civil e o Ministério Público estadual. “Então você consegue destacar facilmente se tem alguma coisa ali que esteja acontecendo de modo inadequado”, explica o presidente do CREA-RJ, entidade que reúne mais de 120 mil profissionais e 20 mil empresas. O sistema exige agora a prova de onde o serviço está sendo feito, dificultando que um engenheiro no Rio assine uma obra em outro extremo do estado sem ir até lá. Além disso, permite que o Conselho tenha maior controle e receba alertas se um único CPF emitir, por exemplo, várias ARTs em um único dia em locais distantes um do outro. Ao cruzar com dados de licitações ou órgãos de saúde, por exemplo, o sistema identifica “vazios” de responsabilidade técnica real. Será o fim da “engenharia fantasma”. O presidente do CREA-RJ destaca que a iniciativa é revolucionária e segue a tendência da modernidade de empresas de informação com maior valor acionário no mundo, como Google, Meta e Amazon, que têm grande base de dados no seu background: “A Anotação de Responsabilidade Técnica, a lógica dela anterior, era essencialmente uma taxa de recolhimento do CREA para que o profissional pudesse lidar com processos burocráticos exigidos pelos órgãos públicos, concessionárias, de habilitações existentes. Essa lógica permanece; ela é importante porque é um instrumento de controle da garantia de que um profissional devidamente registrado e habilitado esteja realizando o serviço. Mas com a nova ART, o sistema agora vai informar onde e como estão acontecendo as obras, qual o valor médio, quem está trabalhando, quanto tempo tem durado cada serviço, como é a distribuição georreferenciada disso, quais são os municípios mais pujantes, que mais contratam, que menos contratam, a revelação de serviços que deveriam acontecer, mas não estão ocorrendo; isso vai mudar o comportamento de todo o mercado da engenharia no Estado do Rio de Janeiro”, explica Miguel Fernández. Segundo o presidente do CREA-RJ, o novo sistema vai permitir um controle maior dos serviços e obras de engenharia no Estado do Rio, que registra por ano 360 mil ARTs: ”A nova ART vai permitir a parametrização do que acontece, junto com o georreferenciamento. Esse banco de dados de inteligência vai servir para uma fiscalização muito mais efetiva, uma correção também sobre processos licitatórios, se existir alguma tentativa de fraude. E quando a gente cruzar os dados dessa base com outras bases existentes, nós poderemos obter ainda mais benefícios para a sociedade, como por exemplo fazer um cruzamento de dados sobre manutenção de serviço de ar-condicionado em hospitais. A gente consegue descobrir se existem hospitais e clínicas que não possuem a manutenção periódica e adequada de equipamentos como o ar-condicionado, que podem impactar, por exemplo, em contaminação e prejuízo ao paciente que está ali internado. Portanto, ações como essas vão salvar vidas, gerar mais empregos, melhorar os serviços e aumentar a segurança de todos”, pontua Fernández. Para Fernández, a nova ART deixará de ser apenas um instrumento burocrático arrecadatório para se transformar na base de inteligência de toda a ação do conselho, desde a fiscalização até a informação para gestores públicos que possam querer atuar de forma mais eficaz na área de infraestrutura, agronomia e “nas áreas que o nosso conselho dá suporte”. Miguel Fernández explica que o sistema já em funcionamento está sendo implantado por etapas e aperfeiçoado com seu uso contínuo. “Então hoje nós temos o sistema gerando aí uma média de mais de 30 mil ARTs mês, com georreferenciamento e parametrização, mas a gente ainda quer evoluir transformando essas informações num banco de dados através de dashboards para que isso possa ser de fácil consulta até pelo público”, afirma Fernández, lembrando que a mudança disruptiva vai beneficiar não só os profissionais do sistema, mas as empresas, os gestores públicos e até mesmo a academia que poderá usar esses dados para o desenvolvimento de pesquisas na área. Prestes a completar 92 anos de fundação, no dia 5 de junho, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) projeta seu olhar para o futuro e reforça seu papel como agente de transformação das profissões que constroem o desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro. Esse movimento ganha forma na segunda edição do CREA AQUI, um encontro criado para antecipar tendências, estimular conexões e gerar impacto nas Engenharias, na Agronomia e nas Geociências.
CREA-RJ realiza o Seminário de Fiscalização 2025

A bucólica cidade de Bom Jardim, na Região Serrana do Rio de Janeiro, famosa pela produção de cafés especiais e de flores de corte, recebeu o CREA-RJ nos dias 17 e 18 de novembro para o Seminário de Fiscalização 2025. Na programação, estudos de casos técnicos, palestras, debates e dinâmica corporativa, entre outras atividades. O balanço do ano identificou os erros e acertos, ponderando onde é possível melhorar em 2026. “Este foi um ano de muito trabalho e muitas realizações. Tivemos números muito positivos, conseguimos fiscalizar grandes empresas, participar de grandes eventos e manter a fiscalização sempre presente, protegendo a sociedade. A Fiscalização 2026 vai ser ainda mais ativa, mais presente e, graças a Deus, a equipe está 100% focada. Neste seminário trocamos muitas experiências, onde os mais experientes apoiaram os mais novos, todos participando, todos dando um pouquinho para que a gente possa passar uma impressão ainda melhor para a sociedade e para todos”, resumiu o engenheiro Leonardo Dutra, Superintendente Técnico do CREA-RJ Para o gerente de Fiscalização, engenheiro Cosme Chiniara, é um momento de união. “Esse foi um ano muito desafiador, pois avançamos em áreas que a gente não tinha entrado antes. Por exemplo, os portos e aeroportos, fizemos mais interações com colegas de outros Creas do Brasil, fomos a Campinas, integramos a Força-Tarefa da Fiscalização do Confea no Maranhão. E essas trocas foram muito importantes. A gente consegue ver as boas práticas de outros Creas e queremos trazer para o nosso. Para 2026, a gente vai tentar ainda mais equalizar as informações, lembrando que a Fiscalização Interna e Externa formam uma Fiscalização só. Vamos nos fortalecer para melhorar ainda mais o nosso trabalho.” Na Fiscalização Interna, de janeiro a outubro, foram trabalhados 6.028 contratos e emitidos 646 Autos de Infração, sendo 36,2% por falta de ART – Anotação de Responsabilidade Técnica; 22,2% por falta de registro PJ; 11,5%por falta de placa e 9,6% por exercício ilegal da profissão. “Diante das adversidades, 2025 foi um ano muito bom, muito importante e super expressivo para nós da fiscalização interna, com a emissão dos autos e as análises dos contratos julgados. É importante esse momento de confraternização, de conhecimento e aprendizado para gente poder cada vez mais aprimorar os nossos processos internos e trazer números cada vez melhores. O ano de 2026 vai ser um ano desafiador, mas que com certeza, diante da nossa capacidade interna da equipe, a gente vai conseguir entregar o melhor possível”, afirma a engenheira Ana Tavares, Coordenadora de Fiscalização Interna do CREA-RJ. Com 38 anos de casa, a profissional da área técnica Cristiane da Silveira Sampaio Veras, ficou feliz ao rever colegas antigos que não encontrava há muito tempo. “Eu trabalho com a parte diretamente dos autos de infração, muitos prazos para recurso, defesa, para transpor os processos para arquivo. Neste seminário, foram dias de muito aprendizado, porque a gente vê pessoas com visões diferentes da nossa, que faz com que a gente faça uma revisão nos nossos próprios procedimentos. O evento foi muito bom, tanto do lado profissional, quanto do lado pessoal. Eu estou muito feliz de ter participado” Na Fiscalização Externa, no mesmo período, foram lavrados 1.975 Autos de Infração e realizados 23.108 Relatórios de Fiscalização,sendo as principais áreas: Engenharia Civil (12.845); Engenharia Elétrica (2.474); e Engenharia Mecânica (2.230). Para o Coordenador de Fiscalização Externa do CREA-RJ, Leonardo Canário, o seminário foi muito importante para toda equipe de Fiscalização. “Estamos com novos paradigmas da nossa Fiscalização. A participação de todos foi excelente. Muito importante também a integração da fiscalização externa e interna. Com relação aos indicadores, apresentamos todos os relatórios, todas as quantitativo de relatórios de fiscalização. A visão da fiscalização este ano foi focada na regularização. Então o nosso objetivo é realmente diminuir os autos de infração e focar mais na regularização das pequenas infrações. É muito importante divulgar essa informação, que a fiscalização tem um caráter orientativo muito importante esse ano, realmente estamos focados nisso. E no ano que vem vai ser ainda melhor” O agente de fiscalização Carlos Henrique Durce da Cruz considerou o seminário positivo e contou sobre o seu trabalho em campo. “Trabalhando na Região Serrana, que tem uma característica econômica mais voltada para a produção de verduras e hortaliças, fazendo esse diferencial, a gente procura fazer a ação de fiscalização voltada um pouco mais para a agronomia. Quando eu entrei no Conselho, foi justamente para fiscalização do exercício profissional da Engenharia Agronômica e as atividades correlatas. O seminário foi bom para trocarmos experiências sobre áreas diferentes de atuação no dia a dia.” A recém-criada Coordenação de Planejamento Fiscalizatório emitiu 92 ofícios para empresas que estão realizando projetos de festas de fim de ano; contabilizou 49 empresas canceladas e iniciou a estruturação da fiscalização de meios de transporte ferroviário, marítimo e rodoviário. “Foi uma experiência enriquecedora, em que eu tive a oportunidade de conhecer todos os fiscais, conhecer as particularidades de cada região, saber o que os fiscais estão fazendo, querendo propor uma melhoria da fiscalização, porque o planejamento vem com essa ideia da reorganização das ações mais assertivas e mais eficiente para todos”, avalia a engenheira Maira Araujo de Mendonça Lima, Coordenadora de Planejamento Fiscalizatório. Na ocasião, o ex-agente de fiscalização Joaquim Reis Ramos, que trabalhou quase cinco décadas no Conselho, recebeu uma homenagem especial. “Trabalhei como agente de fiscalização do CREA-RJ durante 47 anos, entre 1968 e 2015. Formei a minha família, com minha esposa e meus quatro filhos. Aprendi muito dentro do Conselho. Sempre trabalhando dentro da ética profissional, com respeito, como agente de fiscalização e dentro dos princípios legais também. Fiquei muito feliz com esta homenagem de reconhecimento pelo meu trabalho. Espero que os novos agentes de fiscalização sigam esta trajetória de honestidade e ética profissional.”, avaliou Joaquim. A Fiscalização do CREA-RJ tem como premissa para 2026, realizar as metas do CONFEA. 1. Saneamento (até novembro/2026) Realizar ações de fiscalização nos sistemas de captação, tratamento, distribuição de água e esgotamento sanitário em no mínimo 50% dos municípios. 2. Armazenagem de Grãos (até novembro/2027)