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Dia do Engenheiro de Custos

Os engenheiros de custo atuam em todas as etapas do ciclo de vida de um projeto, desde sua concepção até a sua conclusão, sendo eles responsáveis por gerenciar e controlar os custos de projetos de construção e de Engenharia, estimando os custos iniciais, analisando propostas de fornecedores e empreiteiros, monitorando e controlando os gastos durante a execução do projeto, além de fornecer relatórios financeiros detalhados aos clientes e partes envolvidas. 

Esses profissionais são fundamentais para assegurar a viabilidade operacional e econômica de um projeto, além de garantir que esses projetos sejam concluídos dentro do orçamento previsto e com eficiência financeira. Eles também atuam em uma ampla variedade de projetos desenvolvidos pela área civil, como transporte, comunicação, construção e outras possibilidades, podendo trabalhar para empresas públicas ou privadas. 

O curso de Engenharia de Custos foi regulamentado pelo Ministério da Educação - MEC, e as atividades desempenhadas pelos profissionais formados na área foram normatizadas pela Resolução Nº 2018, publicada em 29 de junho de 1973 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).

Em 27 de maio, comemora-se o Dia do Engenheiro de Custos.

Graduação

O curso de Engenharia de Custos confere o título de bacharelado e possui uma duração média de quatro a cinco anos. Trata-se de uma jornada que prepara os estudantes para se tornarem especialistas em gestão financeira e produção de um projeto. Neste processo, os alunos mergulham em disciplinas como Matemática, Avaliação Econômica e Financeira, Licitações, Contratos e Negociação, Informática Aplicada,  Precificação de serviços e entre outras disciplinas que servem como base para o conhecimento prático do engenheiro de custos. 

Pós-Graduação

A pós-graduação em Engenharia de Custos, assim como o mestrado e doutorado, oferece uma gama de oportunidades para que o profissional possa aprofundar sua compreensão dos princípios fundamentais da gestão de custos, bem como técnicas avançadas utilizadas para estimativa, controle e análise financeira em projetos complexos. Podendo o engenheiro de custos se especializar nas seguintes áreas:

  • Infraestrutura: Esta especialização foca na gestão de custos específicos de projetos de infraestrutura, como estradas, pontes, túneis, sistemas de transporte, entre outros. Os engenheiros aprendem técnicas e métodos específicos para lidar com os desafios financeiros apresentados somente por projetos de grande escala e longa duração.

  • Construção Civil: Esta especialização concentra-se nos aspectos financeiros relacionados à construção de edifícios comerciais, residenciais, industriais e institucionais. Se aprofundando em métodos de estimativa de custos de construção, gestão de subcontratados, controle de custos e análise financeira exclusiva para o setor da construção civil.

  • Energia e Recursos Naturais: Esta especialização aborda os projetos relacionados à energia, como instalações de geração de energia, infraestrutura de petróleo e gás, projetos de mineração e energia renovável. Os engenheiros desta área aprendem a avaliar os custos associados a tecnologias específicas, analisar o retorno sobre o investimento em projetos de energia e gerenciar os riscos financeiros destes setores.

  • Tecnologia da Informação e Telecomunicação: Essa especialização concentra-se na gestão financeira em projetos relacionados a tecnologia da informação (TI) e telecomunicações, como implantações de redes de comunicação, desenvolvimento de software e infraestrutura de “data centers”. Os profissionais especializados nesta área exploram métodos para estimar e controlar os custos de hardware, software, serviços e infraestrutura de TI, além de analisar os benefícios financeiros associados a estes investimentos.

  • Sustentabilidade Ambiental: Essa especialização visa entender e gerenciar os custos associados a projetos de sustentabilidade ambiental, como construção ecológica, eficiência energética, gestão de resíduos e conservação de recursos naturais. Os profissionais desta área aprendem a avaliar o custo-benefício de iniciativas sustentáveis, a identificar oportunidades para reduzir os custos operacionais por meio de práticas ambientalmente responsáveis e garantir o cumprimento das regulamentações ambientais. 

O Crea-RJ parabeniza todos esses profissionais, que com seus conhecimentos e competências técnicas transformam, de forma positiva e inovadora, o desenvolvimento da sociedade.

Parabéns ao município de Maricá por seus 210 anos!

A colônia Maricá começou a ser povoada no início do século XVI, devido à necessidade da Coroa Portuguesa de defender o litoral de ataques dos corsários franceses. A partir de 1574, as terras foram doadas a colonizadores portugueses, divididas em sesmarias (lotes de terras distribuídos em nome do rei de Portugal, com intenção de incentivar o cultivo em terras virgens).

O primeiro centro efetivo de população, fundado por monges beneditinos em 1635, surgiu junto à Fazenda de São Bento, em São José do Imbassaí, onde foi construída a primeira capela dedicada à Nossa Senhora do Amparo. Em 1814, o local passou a se chamar Vila de Santa Maria de Maricá e, em 1889, o recém-criado governo republicano elevou a vila à categoria de cidade. O nome Maricá vem de uma árvore denominada Mimosa sepiaria Benth, popularmente conhecida como espinheiro-maricá, muito comum e abundante na região.

O naturalista britânico Charles Darwin incluiu Itaipuaçu em seu roteiro de pesquisas sobre fauna e flora da Mata Atlântica, em 1832. Os estudos resultaram em observações escritas no livro “A Origem das Espécies”, que tornou o cientista famoso no mundo todo. O circuito de trilhas por onde andou ficou conhecido como “Caminhos de Darwin” e é hoje uma atração turística de Maricá.

O Crea-RJ parabeniza Maricá por seus 210 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região!

Fonte: Prefeitura Municipal de Maricá

Seminário vai debater na PUC-Rio a questão da transição energética nas cidades

A transição dos sistemas energéticos mundiais para fontes de energia de baixo carbono é crucial para evitar impactos catastróficos do aquecimento global, que está na origem das mudanças climáticas que atingem todo o planeta. Para alcançar emissões líquidas zero antes do final deste século, é necessário promover uma mudança radical na forma como a energia é produzida e consumida. A maior parte da procura de energia acontece nas áreas urbanas. Portanto, sem envolver as cidades no processo de transição energética os esforços de descarbonização serão praticamente nulos.

Com essa visão, a Prefeitura do Rio, o Instituto de Energia da PUC-Rio e a ONU Habitat – o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos – se uniram para organizar o Seminário “ENERCITY - Rio: Capital da Transição Energética em Cidades”, que será realizado no próximo dia 28, terça-feira, das 9h às 13h, no auditório RDC da PUC-Rio, na Gávea, Zona Sul do Rio.

O seminário será aberto pelo prefeito Eduardo Paes; pelo reitor da PUC-Rio, padre Anderson Pedroso; pelo representante da ONU Habitat, Elkin Velasquez Monsalve; e pelo representante do Instituto de Energia da PUC-Rio, David Zylbersztajn.

“Com esse seminário, pretendemos fazer do Rio um projeto-piloto de transição energética para ser replicado por toda a América Latina “, destaca Zylbersztajn, um dos professores do Instituto de Energia da PUC-Rio, que vem promovendo estudos, cursos e seminários, com o objetivo de identificar desafios e oportunidades no setor.

Com os professores Edmar de Almeida e Eloi Fernández y Fernández, David Zylbersztajn publicou no jornal “O Globo artigo no qual adverte que para acelerar a transição energética no país é fundamental mobilizar as cidades, enquanto o debate e os estudos sobre política e regulamentação energética concentram-se no nível nacional.

“A transição energética tornou-se um dos assuntos mais debatidos nos círculos académicos, no governo e em foros empresariais, centralizado essencialmente na descarbonização pela substituição de combustíveis fósseis. No entanto, existe um ponto cego no debate sobre o assunto no Brasil: o papel das cidades. Aqui, política energética é considerada assunto federal, em menor grau estadual, menos ainda municipal. Vê-se pouco ou nenhum envolvimento das cidades no tema. Trata-se de um paradoxo, pois cerca de 70% das emissões energéticas acontecem nas cidades”, escreveram os professores do Instituto de Energia da PUC-Rio, um dos parceiros na realização do seminário.

“O ambiente urbano é o ponto cego na transição energética. O tema da energia está submetido a questões nacionais. Temos que fazer o foco no território urbano, já que as cidades são as grandes consumidoras de energia”, observa o diretor do Instituto de Energia da PUC-Rio, o professor Eloi Fernández y Fernández, que será um dos mediadores do seminário.

Evento paralelo oficial do “Rio, capital do G20”, o seminário Enercity vai contar também com a participação dos seguintes palestrantes: o secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico, Chico Bulhões; Edmar de Almeida, do Núcleo KPMG/IEPUC de Transição Energética; a secretária municipal de Transporte, Maina Celidonio; Ernesto Pousada, presidente da Vibra Energia; Rafael Quaresma, presidente da Rio Trilhos; Guilherme Ramalho, presidente do Metrô Rio; Thiago Dias, subsecretário executivo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico; André Paro, diretor da Promon Engenharia; Flávio Lopes, presidente da Comlurb: Marilene Ramos, diretora da Águas do Brasil; Maurício Carvalho, presidente da Urca Energia; Nelmara Arbex, sócia líder ESG Alat; Lucas Padilha, presidente do Comitê Rio G20; e Marcelo Gattass, vice-reitor de Desenvolvimento da PUC-Rio.

O seminário vai abordar os seguintes temas: Transição energética e o marco conceitual e Transição Energética e o Rio de Janeiro (Mobilidade Urbana: Eficiência, Edificação e Território Urbano; e Água e Resíduos Urbanos).

O evento é também resultado de uma parceria entre Prefeitura do Rio, PUC-Rio e ONU Habitat, que assinaram uma carta de intenções com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento urbano sustentável nas cidades da América Latina. O acordo prevê atividades que possam ampliar a promoção de alianças e parcerias para implementação da Nova Agenda Urbana para o Desenvolvimento Sustentável e impactar positivamente o progresso, a prosperidade e a integração regional, particularmente com foco no setor de energia.

Nesta quinta-feira, a Prefeitura do Rio apresentou cinco iniciativas de eficiência e transição energética que estão sendo implantadas na cidade, durante a assinatura do Acordo de Cooperação Energética para compartilhar soluções sustentáveis e integradas com três municípios do estado: Maricá, Mesquita e Niterói.

O pacto foi assinado no Seminário de Boas Práticas – Cidades Eficientes e Transição Energética, no Palácio da Cidade, em Botafogo. O objetivo do “Transição Rio” é promover a transição energética na região metropolitana para estimular a geração de energias renováveis e a criação de empregos verdes nas cidades.

As iniciativas da Prefeitura do Rio para eficiência e transição energética na cidade são o Solário Carioca, uma PPP para implantação, manutenção e operação de uma Usina Solar Fotovoltaica; o Circo Solar, primeiro espaço cultural do Rio de Janeiro a gerar 100% da energia que consome; o programa Cidades Eficientes, um mapeamento dos consumos de energia e água das escolas municipais da cidade do Rio; o Centro de Energia e Finanças do Amanhã; e o projeto de aquisição de energia verde e renovável no mercado livre de energia, vencedor da categoria “Inovação e Sustentabilidade Ambiental”, no Prêmio InovaCidade 2023, realizado pelo Instituto Smart City America Business.

O Rio foi o primeiro município do Brasil a comprar energia no mercado livre, sem intermediação de concessionária. O projeto foi centrado no uso das energias eólica e solar para abastecimento do Centro Administrativo São Sebastião (CASS), na Cidade Nova. Na primeira etapa do projeto, foi realizado um pregão para aquisição de mais de 76 mil MWh em um contrato de cinco anos, que resultou na economia de mais de R$ 30 milhões nas despesas de energia na sede administrativa municipal. Além disso, o projeto evita 40 mil toneladas de CO2 e zera as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE).

DIA DA GEÓGRAFA E DO GEÓGRAFO MOVIMENTA O CREA DO RIO

O Crea-RJ vai realizar um evento em comemoração ao Dia da Geógrafa e do Geógrafo, 29 de maio. Ciclo de palestras com debate, uma homenagem aos 88 anos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o lançamento oficial do Prêmio Orlando Valverde do Mérito da Geografia fazem parte da programação do encontro, que ocorrerá na sede do Conselho no dia 28 de maio – um dia antecipado por conta do feriado de Corpus Christi na quinta-feira.

A Geografia desempenha um papel fundamental no desenvolvimento da sociedade, pois proporciona uma compreensão abrangente do mundo em que vivemos. Seu estudo e aplicação, por meio das geógrafas e dos geógrafos, possibilita analisar e compreender as interações entre as pessoas e o meio ambiente, a distribuição de recursos naturais, as características físicas da terra e os padrões de assentamento humano.

Nesse sentido, as palestras técnicas sobre “Geotecnologia”, “Dimensões Físicas do Espaço Geográfico” e “Indicação Geográfica”, seguidas de debate, proporcionarão perspectivas de conhecimento e possibilidades de discussão sobre os assuntos abordados. Na ocasião, também haverá uma palestra sobre o IBGE e sua trajetória desde sua fundação, 29 de maio de 1936, além da homenagem do Crea-RJ.

Por meio de sua Câmara Especializada de Engenharia de Agrimensura – CEAgri, o Crea-RJ instituiu o Prêmio Orlando Valverde do Mérito da Geografia, que tem como objetivo expressar reconhecimento a pessoas, instituições, entidades ou empresas que tenham se destacado por suas posições, ações, trabalhos, estudos e projetos na área. O lançamento oficial da premiação ocorrerá na solenidade, que homenageará a família de Valverde, morto em 2006.

Clique aqui e inscreva-se para participar!

Sobre os palestrantes

Geógrafa Adma Hamam de Figueiredo

Doutora em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia Política, atuando principalmente em zoneamento ecológico e econômico, desenvolvimento sustentável, diagnóstico ambiental, gestão do espaço e desenvolvimento regional. Atua na Coordenação de Geografia (CGEO/DGC) do IBGE.

Geógrafo Fábio Amaral

Geógrafo formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. Experiência em EIA-RIMA, Diagnóstico de Riscos Sociais e Ambientais, Diagnósticos Sociais e Territoriais, Reurbanização de favelas, Planos de Manejo, Licenciamento e Ambiental, Gestão Ambiental de Empreendimentos, Avaliação ambiental e Social de Empreendimentos e Dutovias. Ex-conselheiro do Crea-RJ e membro da Associação Profissional de Geógrafos   (APROGEO-RJ).

Geógrafo Marcelo Motta de Freitas

Doutor em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Pesquisador da PUC-Rio na área de Geomorfologia e professor dos cursos de Mestrado em Geografia, graduação em Geografia e Arquitetura na mesma universidade.

Geógrafo Maurício Crespo

Geógrafo formado pela Geografia Universidade Federal Fluminense – UFF e especialista em Engenharia Ambiental pelo Instituto Alberto Luís Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ). Diretor Geral da Planisphere Estudos Geográficos e Ambientais e membro da Associação Profissional de Geógrafos (APROGEO-RJ).

Geógrafo Paulo Cesar da Costa Gomes

Pós-doutor em Geografia pela Universidade Université de Paris III. Professor convidado em diversas Universidades da França (La Rochelle, Pau, Lyon e Reims). Atualmente é professor titular no Departamento de Geografia da UFRJ. Tem experiência nas áreas de Teoria e Métodos em Geografia, com ênfase em História do Pensamento Geográfico, Epistemologia da Geografia e Geografia Política. Membro da Associação Profissional de Geógrafos (APROGEO-RJ).

Geógrafo Raúl Sánchez Vicens

Doutor em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Atualmente é professor associado da Universidade Federal Fluminense – UFF e pesquisador do CNPq. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Sensoriamento Remoto, atuando principalmente em monitoramento da cobertura vegetal e uso da terra; dinâmica, evolução e estabilidade das paisagens; classificação e cartografia das paisagens.

Geógrafa Regina Cohen Barros

Pós-doutora em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp.

Atualmente é professora aposentada do curso de Graduação em Geografia do Departamento de Geografia/IA da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Atuou no Colégio e no Departamento de Geografia.Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia Agrária. Membro da Associação Profissional de Geógrafos (APROGEO-RJ).

CIRCUITO DE PALESTRAS TÉCNICAS CELEBRA DIA DO GEÓLOGO

Em 30 de maio comemora-se o Dia do Geólogo. Para celebrar a ocasião, o Crea-RJ, em parceria com a Sociedade Brasileira de Geologia – SBG; a Associação Profissional dos Geólogos do Estado do Rio de Janeiro – APG-RJ; a Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental – ABGE (Núcleo RJ e ES); a Associação Brasileira de Mulheres nas Geociências – ABM Geo; e o Clube de Engenharia, vai realizar a Mesa Redonda “O Papel do Geólogos na Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas: Boas Práticas e Perspectivas Futuras”.

O evento, que contará com debate após palestras técnicas de nomes importantes da área, será realizado no dia 28 de maio, às 17h, no 22° andar do Clube de Engenharia (Avenida Rio Branco, 124).

O presidente do Crea-RJ, Miguel Fernández, participará da mesa de abertura ao lado dos representantes das associações que promovem o encontro.

Confira a programação:

17h30– Palestra Geóloga Aline Pimentel –  Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais – CEMADEN-RJ

  • Graduada em Geologia pela UERJ, mestre em Geociências pela UFRJ e  MBA (em andamento) de Geotecnologias e Análises de Dados Espaciais, pela AmbGeo/Anhanguera. Possui experiência em Geotecnia, com ênfase em Obras Subterrâneas, Riscos Geológico-geotécnicos, Monitoramento de Desastres, Sistema de Alerta e Alarme Sonoro, Análise Chuva x Escorregamento e Impactos de Desastres Geológicos. Atualmente atua como geóloga no CEMADEN-RJ e é diretora secretária na ABGE núcleo-RJ-ES e secretária na ABMGeo-RJ.

17h45 – Palestra Geóloga Ingrid Araujo – SEEQUENT

  • Geóloga formada pela UERJ, com experiência em Modelagem Geológica 3D. Atualmente é geóloga de projetos na Seequent onde atua apoiando clientes da América Latina com suporte técnico, assistência em projetos e treinamentos de softwares.

18h – Palestra Geóloga Patrícia Laier – Petrobras

  • Geóloga formada pela UERJ e mestre em Ciências da Terra Aplicadas/Engenharia de Petróleo/Geologia de Reservatório, na Delft University of Tecnology (TUDelft) nos Países Baixos. Concursada da Petrobras, já atuou em diversas frentes na empresa, como Aquisição Geológica da Exploração; Perfis de Imagem de Poço; Controle de Qualidade; Processamento e Interpretação de Perfis de Imagem nos setores de Aquisição Geológica e Avaliação de Formações e Petrofísica. Desde 2016 atua na AEPET e no Sindipetro-RJ, ministrando palestras de Geopolítica do Petróleo com foco no Brasil e no Pré-sal.

18h15 – Palestra Geóloga Pamela Vilela – Empresa de Pesquisa Energética – EPE

  • Geóloga formada pela UNICAMP, especialista em Petróleo e Gás Natural pelas Faculdades Integradas de Jacarepaguá, mestre em Ciências (Geologia) pela UFRJ e possui MBA em Gestão Pública pelo Instituto UniDoctum. Atualmente, está envolvida em projetos técnicos e pesquisas na área de Planejamento Energético, ocupando o cargo de Analista de Pesquisa Energética E&P, na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), uma instituição pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME).

Após a mesa redonda, será realizado um congraçamento entre os participantes, cujos ingressos, no valor de R$ 60,00, podem ser adquiridos com a APG-RJ pelo email  secretaria@apgrj.org.br ou pelo telefone (21)99249-9355 (Carol).

Seaerj tem proposta de alternativa ao Sistema Imunana-Laranjal: obra duraria quatro anos e custaria cerca de R$ 1 bilhão

Em seminário a ser realizado hoje, a Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio (Seaerj) vai apresentar a proposta de uma alternativa ao Sistema Imunana-Laranjal – que abastece dois milhões de pessoas em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, parte de Maricá e a Ilha de Paquetá, e sofreu uma paralisação no mês passado por causa de uma tragédia ambiental no Rio Guapiaçu. Criado em 1954, portanto há 70 anos, esse sistema opera em sua capacidade máxima.

– Até agora ninguém conseguiu descobrir a origem da poluição por tolueno e caso isso volte a acontecer o abastecimento de água será novamente afetado. É preciso que haja uma alternativa, que seja feita uma grande obra, com a construção de um túnel-adutor de 48 quilômetros, ligando o Rio Paraíba do Sul a Guapimirim – afirma o vice-presidente da Seaerj, o engenheiro Francisco Filardi, que será o mediador do seminário “Reforço e garantia de abastecimento de água para a Região Metropolitana da Grande Rio e Grande Niterói”, que vai acontecer às 17h30m desta quarta-feira, dia 22, na sede da entidade, na Glória. 

O projeto de construção do sistema alternativo de abastecimento de água prevê quatro anos de obras a um custo aproximado de R$ 1 bilhão e 100 mil. Filardi observa que esses recursos poderiam ser obtidos por meio de financiamento do BNDES e do BID, o Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Formado pela Universidade Federal Fluminense em 1961, Francisco Filardi ingressou em 1963 como engenheiro no Departamento de Estradas de Rodagem da Guanabara (DER-GB), responsável por soluções para o tráfego rodoviário que crescia na época, como resultado da expansão da indústria automobilística nacional. O engenheiro lembra ter trabalhado com o governador Carlos Lacerda, que construiu o sistema Guandu, prometendo água para o Rio até o ano 2000. Com a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, o sistema passou a atender também a Baixada Fluminense. Vinte e quatro anos depois, o sistema Guandu já dá sinais de 

O evento contará com a presença dos engenheiros Carlos Eduardo Siqueira Nascimento, Flávio Miguez de Mello e Isaac Volschan Junior. O seminário tem o apoio de diversas entidades, como o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), a  Associação Brasileira de Consultores de Engenharia (ABCE), a Associação dos Antigos Alunos da Politécnica (A3P); a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES-RJ), a Academia Nacional de Engenharia (ANE), e o IE – Instituto de Engenharia. (IE)

O evento é aberto ao público e será transmitido ao vivo no Canal da Seaerj no Youtube:

https://www.youtube.com/@seaerjoficial4648

MAIS INFORMAÇÕES 

Engenheiro Francisco Filardi cel (21) 99985-4835

Saiba mais sobre os palestrantes:

Carlos Eduardo Siqueira Nascimento foi engenheiro do Setor de Hidrologia da Eletrosul, de 1976 a 1997. Também atuou nas disciplinas: Hidrologia, Hidráulica I e Obras Hidráulicas, 2000/2001 na Escola de Engenharia na Universidade Federal de Santa Catarina. É consultor em hidrologia.

Flavio Miguez é engenheiro civil com especialização em hidráulica, pela UFRJ, e mestre em Ciência em Geologia pela mesma instituição. Flávio é referência em Engenharia de barragens e hidrelétricas. Atuou em projetos hidroelétricos em países da América do Sul, África e Europa. Atuou como professor visitante ou convidado em diversas universidades, dirigiu associações técnicas no Brasil e no exterior. 

Isaac Volschan é o professor Titular do Depto. de Recursos Hídricos e Meio Ambiente – Escola Politécnica da UFRJ, também já foi coordenador em cursos da UFRJ, coordenador em pesquisas no âmbito de programas da FINEP, CNPq, CAPES, FAPERJ, CYTED e Fundação COPPETEC. É atualmente Diretor de Engenharia da Aquacon Consultoria e Projetos de Engenharia Ltda.

Parabéns ao município de Itaboraí por seus 191 anos!

Itaboraí é o resultado da união de três importantes vilas do passado colonial e imperial do Brasil: Santo Antônio de Sá, São João de Itaboraí e São José Del Rey. Os engenhos de açúcar foram os responsáveis pelo desenvolvimento econômico de Itaboraí, sendo a principal atividade econômica do vale do Macacu-Caceribu durante todo o período colonial, perpetuando até o séc. XX.

Porto das Caixas, surgido no início do século XVIII,  foi importante entreposto comercial, responsável por todo o escoamento da produção agrícola da região e do interior fluminense que chegava pelo rio Aldeia, tendo a produção encaixotada para transporte até a Baía da Guanabara e de lá seguir rumo à Europa. 

Com a decadência do transporte fluvial e a posterior inauguração da Estrada de Ferro ligando P. Caixas a Cantagalo em 1860, e a da Carril Niteroiense, em 1874, ligando Niterói (então capital da Província do Rio de Janeiro) diretamente ao interior fluminense, viabilizando o escoamento mais vantajoso da produção cafeeira da região serrana, o antigo entreposto de Porto das Caixas da Vila de São João de Itaboraí entrou em declínio. Durante o século XX, o município teve destaque na produção de laranja e na indústria ceramista. O cultivo se  extinguiu, mas alguma produção cerâmica ainda permanece. 

A construção da ponte Rio-Niterói acelerou o processo de urbanização, tornando o município em uma “cidade-dormitório”, o que gerou sérios problemas ambientais e de infraestrutura. Ainda hoje, boa parte de sua população é empregada na capital, na região metropolitana e em alguns municípios da Baixada Fluminense.

O Crea-RJ parabeniza Itaboraí por seus 191 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região!

Fonte: Prefeitura Municipal de Itaboraí