29º Congresso da Confederação Pan-Americana de Engenharia Mecânica, Elétrica e Ramos Afins (COPIMERA)

[vc_row][vc_column][vc_column_text]29º Congresso da Confederação Pan-Americana de Engenharia Mecânica, Elétrica e Ramos Afins (COPIMERA), realizado entre os dias 5 e 7 de junho de 2023, reuniu autoridades e lideranças do setor em Maceió, Alagoas.

Conversamos com o Presidente da COPIMERA e membro do Conselho Consultivo da Federação Nacional de Engenharia Mecânica e Industrial (FENEMI), Mestre, Doutor e Pós-Doutor em Engenharia Mecânica, Professor do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSJ, Jorge Nei Brito. 

O que representa a COPIMERA para a Engenharia Pan-americana?

A COPIMERA (Confederación Panamericana de Ingeniería Mecánica, Eléctrica, Industrial y Ramas Afines), é uma organização que representa a Engenharia Pan-americana nas áreas de Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica, Engenharia Industrial e outras áreas afins. A  COPIMERA  tem como objetivo promover o desenvolvimento profissional, científico e técnico dessas disciplinas em todo o continente americano.

A COPIMERA atua como uma plataforma para a cooperação e o intercâmbio de conhecimento entre os profissionais, acadêmicos, pesquisadores e instituições relacionadas às áreas abrangidas pela confederação. Ela busca promover o avanço da engenharia, estimular a inovação, fortalecer os laços entre os engenheiros das diferentes regiões e impulsionar o progresso tecnológico no âmbito pan-americano.

 Além disso, a COPIMERA organiza conferências, congressos, seminários e outros eventos acadêmicos e científicos, nos quais os profissionais e estudantes podem compartilhar seus conhecimentos, apresentar pesquisas e discutir os avanços e desafios nas áreas da engenharia mecânica, elétrica, industrial e afins.

Em resumo, a COPIMERA desempenha um papel importante ao promover a colaboração e o avanço da Engenharia Pan-americana, reunindo profissionais e instituições para impulsionar o desenvolvimento dessas disciplinas em toda a região.

O tema deste congresso foi “Eficiência Energética: países pan-americanos e Agenda 2030”. Que análise o senhor faz deste assunto?

A escolha do tema “Eficiência Energética: países pan-americanos e Agenda 2030” para o Congresso COPIMERA é altamente relevante e oportuna devido a importância da Eficiência Energética, por se tratar de uma abordagem pan-americana, por estar alinhado com a Agenda 2030 e por envolver os Engenheiros Mecânicos, Eletricistas, Industriais e afins.

Portanto, a escolha do tema “Eficiência Energética: países pan-americanos e Agenda 2030” para o “29º Congresso Internacional COPIMERA” reflete a importância estratégica desse assunto, a necessidade de cooperação regional e o compromisso com os objetivos de desenvolvimento sustentável. Ao promover a discussão e a troca de conhecimentos nessa área, o congresso contribui para impulsionar a transição energética e fortalecer a engenharia como um agente de transformação em direção a um futuro mais sustentável.

Como está a eficiência energética dos países pan-americanos?

A Eficiência Energética dos países pan-americanos, incluindo o Brasil, varia significativamente de acordo com o nível de desenvolvimento econômico, políticas governamentais, infraestrutura e conscientização da sociedade em relação ao tema.

Alguns países pan-americanos têm implementado medidas eficazes para melhorar a Eficiência Energética. Por exemplo, Canadá, Estados Unidos e alguns países da União Europeia têm políticas e regulamentações rigorosas, além de programas de incentivo, para promover o uso eficiente da energia em diferentes setores, como indústria, transporte e construção. Esses países também têm avançado na adoção de tecnologias mais eficientes, como iluminação LED, e na melhoria da eficiência energética de edifícios e equipamentos.

No entanto, em muitos países pan-americanos, incluindo alguns da América Central, Caribe e América do Sul, a Eficiência Energética ainda é um desafio. A falta de investimentos, infraestrutura adequada e conscientização pública são alguns dos obstáculos enfrentados. Além disso, em muitos casos, os preços baixos da energia e a falta de incentivos econômicos desencorajam investimentos em eficiência energética.

E no Brasil, especificamente, como está a eficiência energética?

No caso do Brasil, a Eficiência Energética tem sido uma preocupação crescente nas últimas décadas. O país possui um potencial significativo para melhorar a eficiência energética em vários setores, como transporte, indústria e edifícios.

O governo brasileiro tem adotado medidas para promover a eficiência energética, como a criação de programas e regulamentações específicas. O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (PROCEL), por exemplo, busca promover o uso eficiente da energia elétrica por meio de etiquetagem de equipamentos, incentivos fiscais e campanhas de conscientização.

No entanto, apesar dos esforços, há desafios significativos a serem enfrentados. O setor de transporte é um exemplo, onde a Eficiência Energética ainda é relativamente baixa, com uma frota de veículos com baixo índice de eficiência e uma dependência considerável de combustíveis fósseis. A indústria também precisa de mais investimentos em tecnologias eficientes e processos produtivos de baixo consumo energético. Além disso, o setor residencial e comercial pode se beneficiar de maior conscientização sobre a importância da eficiência energética na redução do consumo.

É importante ressaltar que, embora haja desafios, também existem oportunidades significativas para melhorar a eficiência energética nos países pan-americanos, incluindo o Brasil. A conscientização crescente sobre as questões climáticas, o desenvolvimento de tecnologias mais eficientes e a necessidade de reduzir os custos de energia podem impulsionar iniciativas e investimentos nessa área. O engajamento de governos, setor privado, academia e sociedade civil é essencial para avançar na eficiência energética e alcançar os objetivos estabelecidos na Agenda 2030.

 Que balanço o senhor faz do 29º Congresso da Confederação Pan-Americana de Engenharia Mecânica, Elétrica e Ramos Afins? 

O “29º Congresso Internacional COPIMERA”, com certeza absoluta, está sendo um grande sucesso em todos os sentidos. Inicialmente foram abertas 300 inscrições. Posteriormente, devido a demandas passaram para 350 e posteriormente 452 inscritos. Tivemos doze minicursos (todos com as 50 vagas preenchidas), 14 palestras (6 nacionais e 8 internacionais) e 4 Visitas Técnicas. 

Além do “29º Congresso Internacional COPIMERA”, aconteceu paralelamente a “XXXIII Assembleia Geral da COPIMERA”, onde destaco as eleições para Presidente da COPIMERA (Jorge Nei Brito | BRASIL), 1º Vice-Presidente COPIMERA (Eduardo Mario Flores | ARGENTINA) e 2º Vice-Presidente COPIMERA (Peter Celedon |COSTA RICA). De acordo com o Regimento COPIMERA, o Presidente eleito pode indicar dois cargos. Minhas indicações foram: Michele Costa | BRASIL como Tesoureira da COPIMERA e da Fundação COPIMERA e Edwin Ochoas | GUATEMALA (Secretário).

Quais as perspectivas para o futuro das Engenharias Mecânica, Elétrica e Ramos Afins?

As perspectivas para as Engenharias Mecânica, Elétrica, Industrial e Ramos Afins nos países das Américas são bastante promissoras. Essas áreas desempenham um papel fundamental no desenvolvimento econômico, na inovação tecnológica e na busca por soluções sustentáveis. Algumas das principais perspectivas para o futuro incluem: Transição para Energias Renováveis; Eficiência Energética e Conservação; Indústria 4.0 e Automação; Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável e Digitalização e Tecnologias Emergentes.

Neste contexto, não há dúvidas de que os ENGENHEIROS terão um papel central na condução dessas transformações e na busca por soluções que contribuam para o desenvolvimento sustentável e o bem-estar das sociedades.

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29º Congresso da Confederação Pan-Americana de Engenharia Mecânica, Elétrica e Ramos Afins (COPIMERA)