Dia do(a) Engenheiro(a) Mecânico(a)

Com o objetivo de celebrar os(as) profissionais que se dedicam a projetar, analisar, fabricar e cuidar da manutenção de sistemas mecânicos, máquinas e dispositivos, no dia 5 de junho é comemorado o Dia do(a) Engenheiro(a) Mecânico(a).  A data foi instituída pelo Sistema CONFEA/CREA, em homenagem ao nascimento de Delmiro Gouveia (1863), um dos pioneiros da industrialização no Brasil. Gouveia se destacou por inaugurar a primeira hidrelétrica do Nordeste e a segunda na história do país, a Usina de Angiquinho em 1913. Também foi notório pela construção do primeiro shopping do Brasil, o Mercado do Derby em Recife-PE, em 1899.  Os(as) engenheiros(as) mecânicos(as) são essenciais em setores diversos, abrangendo indústrias como a automobilística e aeroespacial; energia e petróleo; manufatura e automação; e tecnologia e inovação. Esses(as) profissionais possuem o papel de projetar peças e sistemas mecânicos, supervisionar processos industriais, analisar o desempenho de máquinas, desenvolver produtos e tecnologias sustentáveis, e gerir equipes técnicas. Além de todas essas atribuições, com o avanço da Indústria 4.0, o(a) engenheiro mecânico(a) ganha cada vez mais espaço em áreas como automação inteligente, impressão 3D e energias renováveis.  Formação A graduação de Engenharia Mecânica possui um foco na formação técnica e científica para atuação no mercado e na indústria, ou seja, é do tipo bacharelado. Com uma duração de cinco anos, a grade curricular oferece uma base sólida em Matemática, Física e Computação, além de disciplinas específicas da área, como Desenho Técnico, Cálculo, Mecânica dos Fluidos, Resistência dos Materiais e Processos de Fabricação. Durante a pós-graduação, os estudantes aprendem conhecimentos técnico-científicos avançados, onde buscam se capacitar para atuarem em atividades de ensino e pesquisa, especializados na aplicação de técnicas e métodos aprimorados da Engenharia Mecânica. O curso de Mestrado é previsto para terminar em dois anos, enquanto o de Doutorado se prolonga por quatro anos. Atuação no mercado de trabalho Indústria Automotiva: o(a) engenheiro(a) mecânico(a) atua na área de veículos, onde trabalha com os aparatos técnicos e mecânicos de automóveis, podendo atuar em montadoras de carros, motos, ônibus, caminhões, entre outras. Geralmente, foca-se mais no desenvolvimento de sistemas de propulsão, chassis, suspensões e sistemas de segurança. Indústria Alimentícia: o(a) engenheiro(a) mecânico(a) exerce um papel importante nos projetos de máquinas de processamento de alimentos, envasamento de bebidas, embalagens, entre outras. A automação das fábricas também é outro processo em que suas atribuições se tornam significativas. Tecnologia Médica: aqui há uma contribuição do(a) profissional para desenvolver equipamentos voltados para a área de medicina, como dispositivos de diagnóstico por imagem, próteses e equipamentos de reabilitação.   Setor Agropecuário: o(a) profissional realiza trabalhos no segmento de máquinas e equipamentos agrícolas, principalmente implementando sistemas de irrigação, além de aplicar tecnologias mecânicas e de automação na lavoura.   Fonte: Gov.br, Educa+Brasil e Unisuam Confira o vídeo

Renato Machado Cotta, professor da Coppe/UFRJ, é eleito para a Academia Europeia

O professor Renato Machado Cotta, do Programa de Engenharia Mecânica do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), foi eleito para a Academia Europeia, uma das mais relevantes instituições científicas internacionais. A eleição, anunciada no último dia 2 de abril, decorre de um processo seletivo rigoroso, que inclui indicação por especialistas, avaliação da produção acadêmica e validação pelo conselho da entidade. A Academia Europeia reúne cerca de 5,5 mil membros, entre eles diversos laureados com o Prêmio Nobel, e atua na promoção do conhecimento em áreas como Ciências, Engenharia, Humanidades e Economia. Com a nomeação, o professor passa a integrar a seção de Engenharia da instituição, composta por um grupo restrito de especialistas, incluindo membros de fora da Europa, o que evidencia o caráter seletivo e internacional da academia. Renato Cotta torna-se o primeiro nascido no Brasil a alcançar essa posição. Com trajetória profissional desenvolvida na Coppe desde 1988, o professor também integra instituições como a Academia Brasileira de Ciências, a Academia Nacional de Engenharia e a The World Academy of Sciences, além de atuar em projetos estratégicos, com destaque para contribuições ao programa nuclear brasileiro e à Marinha do Brasil. O CREA-RJ parabeniza o professor Renato Machado Cotta pela eleição para a Academia Europeia.

Venda de veículos eletrificados cresceu 26% no Brasil em 2025

A transição para a eletromobilidade no Brasil continuou acelerada em 2025, abrindo caminho para um 2026 com potencial ainda maior de expansão. Especialmente à medida que cresce a oferta de modelos, a presença de fabricantes e a demanda por tecnologia sustentável. Vendas em 2025: um ano histórico Em 2025, a venda de veículos elétricos e híbridos cresceu 26% em relação ao número de emplacamentos registrados em 2024. Os dados foram divulgados na terça-feira, 6 de janeiro, pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Segundo a entidade, foram vendidos 223.912 veículos eletrificados em 2025, ante 177.358 em 2024. “Ultrapassamos o marco simbólico dos 200 mil veículos eletrificados vendidos num único ano. Em 2016, tínhamos ficado felizes quando atingimos 1.091 unidades e agora, em 2025, chegamos a 223.912. O mercado aumentou 20.423% em apenas 10 anos!”, apontou Ricardo Bastos, presidente da ABVE. Novas fábricas, novos modelos De acordo com a ABVE, outro ponto importante foi o início da produção de veículos 100% elétricos e elétricos plug-in no Brasil, com a inauguração das fábricas da GWM em Iracemápolis (SP), da BYD em Camaçari (BA) e da Comexport no novo polo multimarcas de Horizonte (CE), com produção iniciada de modelos da GM. Além disso, o presidente da ABVE destacou o aumento da oferta de eletrificados, com preços mais acessíveis ao consumidor brasileiro. Foram 400 modelos diferentes só em 2025, ou 26% acima dos 317 de 2024. Eletromobilidade por regiões O Sudeste segue como o principal polo da eletromobilidade no país, concentrando 46,4% das vendas de veículos eletrificados em 2025 (103.964). Na sequência, o Sul mantém a segunda colocação, com 18% do mercado (40.085). No balanço final de 2025, o Nordeste consolidou-se como a terceira maior região em participação, com 16% das vendas (36.596 unidades). Vendas de veículos leves eletrificados por regiões brasileiras em 2025: Os 5 estados que mais venderam veículos eletrificados leves em 2025: Os 5 municípios que mais venderam veículos eletrificados leves em 2025: Veículos mais vendidos em 2025 Infraestrutura de recarga: crescimento e desafios O avanço das vendas de carros elétricos depende diretamente de uma infraestrutura de recarga robusta e bem distribuída — ainda um dos principais desafios para a eletromobilidade no Brasil. Eletropostos Importância dos carregadores rápidos Os carregadores rápidos (DC) reduzem o tempo de recarga de várias horas para algo entre 30 minutos e 1 hora, dependendo da potência do ponto e da bateria do veículo. Esses eletropostos são cruciais para a popularização dos veículos elétricos e para transformar viagens interestaduais em experiências viáveis para os motoristas elétricos. Entretanto, a expansão desses pontos ainda é desigual: a maioria dos eletropostos rápidos está localizada em capitais e grandes rodovias, criando um desafio para quem planeja viagens entre estados. Produção local e perspectivas futuras Enquanto a oferta de modelos cresce com importações, há avanços importantes na produção local de veículos elétricos. A fábrica da BYD em Camaçari (BA), que enfrentou atrasos, deve estar em pleno funcionamento até o final de 2026, com potencial para produzir até 150 mil veículos por ano. O investimento de R$ 5,5 bilhões gerou 1,5 mil postos de trabalho imediatos, superando 2 mil funcionários em dezembro de 2025, e a expectativa é de milhares de novos postos diretos e indiretos quando a produção estiver em pleno vapor, podendo chegar a 20 mil empregos na cadeia.  Essa produção nacional pode reduzir custos, incentivar fornecedores locais e estimular uma cadeia de valor brasileira para veículos elétricos, beneficiando setores como engenharia elétrica, eletrônica e infraestrutura energética.

Crea-RJ: supervisão de serviços de instalação, manutenção e modernização de elevadores deve ser de competência de engenheiros mecânicos; atuação da fiscalização do Crea-RJ repercute nas mídias

Após o trabalho da fiscalização que apura a responsabilidade técnica dos três elevadores onde ocorreram acidentes em menos de 24 horas, entre domingo e segunda-feira passada, o Crea-RJ destaca que a supervisão dos serviços de instalação, manutenção e modernização dos equipamentos deve ser de competência de engenheiros mecânicos. Técnicos do Conselho observam também que a manutenção deve ser realizada mensalmente. No caso do Hospital Salgado Filho, os fiscais do Crea-RJ apuraram que o elevador travou e ficou parado por 16 minutos. O Crea-RJ oficiou o Hospital Salgado Filho para obter mais informações. A fiscalização do Conselho também pediu oficialmente à 23ª Delegacia Policial, do Méier, o laudo pericial do local do acidente. O documento será anexado ao relatório da Fiscalização, que será encaminhado à Câmara Especializada de Engenharia Mecânica, do Crea-RJ. Elevador da Secretaria de Fazenda do Estado, onde ocorreu acidente na segunda-feira; local foi inspecionado por fiscais do Crea-RJ No acidente com o elevador da Secretaria Estadual de Fazenda, na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio, a empresa que faz a manutenção dos elevadores está regularizada. Também foi verificada a contratação de uma empresa de consultoria. A Fiscalização do Crea está apurando o teor do contrato e sua real atuação técnica na prestação dos serviços.  Na queda do elevador num prédio residencial na Rua Barão de Ipanema, em Copacabana, os fiscais do Crea-RJ constataram que a empresa que faz a manutenção do equipamento está regularizada. No acidente, a vítima foi o funcionário que fazia o reparo no elevador. Todos os documentos serão anexados a cada relatório de Fiscalização e posteriormente serão encaminhados à Câmara Especializada de Engenharia Mecânica do Crea. Cabe esclarecer que a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) é um documento instituído pela Lei nº 6496, de 7 de dezembro de 1977, que define, para efeitos legais, os responsáveis técnicos pelos empreendimentos de atividade técnica no âmbito das profissões abrangidas pelo Sistema Confea/Crea e Mútua e documenta as principais características do serviço, beneficiando tanto o profissional contratado quanto o contratante.  A apresentação das ARTs pelas empresas ou profissionais prestadores de serviços/executores de obras para as instituições públicas assegura que as atividades são desenvolvidas por profissionais habilitados, trazendo, assim, segurança jurídica para os gestores públicos. O presidente do Crea-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, faz um alerta para que a manutenção dos elevadores seja feita dentro dos prazos estabelecidos e dentro da legalidade. “É importante ressaltar que síndicos, responsáveis por prédio, têm que exigir das companhias que contratam profissionais devidamente habilitados, que recolham a ART, um instrumento que dá ao síndico e ao administrador a garantia de que ele não esteja cometendo alguma ilegalidade, mas também, caso ocorra algum acidente, ele consegue mostrar que ele fez todo possível para que nada de errado acontecesse, trazendo profissionais que tenham a qualidade adequada para a prestação daquele serviço. Fica o apelo aos órgãos de imprensa para que síndicos e gestores de edifícios não deixem de contratar empresas registradas no Crea-RJ, com as devidas ARTs, para realizar a manutenção de elevadores”, afirmou Miguel. A ação da fiscalização do Crea-RJ no caso dos elevadores repercutiu bastante nas mídias impressa, eletrônica e digital. O presidente do Crea-RJ deu entrevista para vários veículos de comunicação, entre os quais a TV Globo e o Jornal da Record. A atuação do Crea-RJ foi divulgada em mais de dez sites da capital e do interior.  “A comunicação é muito importante não só porque mantém a sociedade informada, mas ajuda as empresas e pessoas a contratarem profissionais registrados e habilitados para o serviço seguro e eficiente. Isso também inibe aqueles que tentam burlar as regras que ajudam a reduzir os riscos e a proteger toda a sociedade”, destaca o presidente do Crea-RJ.