Dia da Proclamação da República
Desde 1949, 15 de Novembro é um feriado nacional, regulamentado pela Lei Federal 662, do presidente Eurico Gaspar Dutra. A Proclamação da República ocorreu um ano e meio após a abolição da escravatura (13 de maio de 1888). A Proclamação da República foi resultado de um processo político que se estendeu desde a década de 1870. A insatisfação com a monarquia ganhou força ao final da Guerra do Paraguai, tanto nos meios militares quantos nos civis, principalmente após a criação do Manifesto Republicano e do Partido Republicano Paulista (PRP). Breve contexto histórico As forças armadas consideravam-se pouco reconhecidas depois de terem conduzido todo o esforço da Guerra do Paraguai. Os militares estavam insatisfeitos com suas remunerações, queriam melhorias no sistema de promoção de carreira e a permissão para opinar suas posições políticas, algo proibido na época. O descontentamento com a monarquia não era uma exclusividade dos militares, abarcava também outros setores da sociedade, principalmente os cafeicultores paulistas e a Igreja Católica. Com a sanção da lei Áurea, os proprietários rurais, embora em sua maioria conservadores e monarquistas, não resistiram à adesão ao movimento, após o grande prejuízo financeiro acarretado pela libertação dos mais de 700 mil escravos que existiam no país. Como foi a Proclamação da República? Em novembro de 1889, com a crise política bastante avançada, nomes do republicanismo – Aristides Lobo, Sólon Ribeiro, Quintino Bocaiuva, Ruy Barbosa, Silva Jardim, Lopes Trovão, José do Patrocínio – convenceram o marechal Deodoro da Fonseca, um militar bastante influente na época, a aderir ao movimento. Assim, em 15 de novembro, ele liderou um levante militar, que cercou o Gabinete Ministerial, destituiu o visconde de Ouro Preto dos cargos de presidente do Conselho de Ministros e ministro da Fazenda e prendeu-o. Ao longo daquele dia, uma série de acontecimentos levaram à Proclamação da República, oficialmente, após anúncio feito por José do Patrocínio, então vereador do Rio de Janeiro. O Artigo 1º do Decreto nº 1, de 15 de novembro de 1889, diz “Fica proclamada provisoriamente e decretada como a forma de governo da Nação brasileira – a República Federativa”. Assim, foi instaurada no Brasil a nova forma de governo e determinada a expulsão da família real, que foi exilada em Portugal. Atualmente, historiadores que estudam esse momento do país tratam esse acontecimento como um golpe, por ter sido uma transição de regime forçada e sem a participação popular. O Brasão de Armas do Brasil O Brasão de Armas do Brasil foi concebido pelo engenheiro Artur Zauer, a pedido do Presidente Manuel Deodoro da Fonseca. Johann Peter Franz Arthur Sauer (1840 – 1920) foi um militar e engenheiro civil prussiano, naturalizado brasileiro, que idealizou a heráldica do brasão de armas para o regime republicano nascente. Ele fez a composição e pediu ao desenhista Luís Gruder que a executasse. A Casa Gráfica Laemmert apresentou a imagem ao governo do Marechal, aprovando-a como brasão nacional. O desenho foi oficializado pelo decreto nº 04, de 19 de novembro de 1889, o chamado decreto dos Símbolos Nacionais do Brasil. Por dentro do brasão* O desenho do Brasão de Armas do Brasil obedece à proporção de 15 de altura por 14 de largura, e compõe-se de: “I – o escudo redondo será constituído em campo azul-celeste, contendo cinco estrelas de prata, dispostas na forma da constelação Cruzeiro do sul, com a bordadura do campo perfilada de ouro, carregada de estrelas de prata em número igual ao das estrelas existentes na Bandeira Nacional; (Redação dada pela Lei nº 8.421, de 1992)II – o escudo ficará pousado numa estrela partida-gironada, de 10 (dez) peças de sinopla e ouro, bordada de 2 (duas) tiras, a interior de goles e a exterior de ouro. III – o todo brocante sobre uma espada, em pala, empunhada de ouro, guardas de blau, salvo a parte do centro, que é de goles e contendo uma estrela de prata, figurará sobre uma coroa formada de um ramo de café frutificado, à destra, e de outro de fumo florido, à sinistra, ambos da própria cor, atados de blau, ficando o conjunto sobre um resplendor de ouro, cujos contornos formam uma estrêla de 20 (vinte) pontas.IV – em listel de blau, brocante sobre os punhos da espada, inscrever-se-á, em ouro, a legenda República Federativa do Brasil, no centro, e ainda as expressões “15 de novembro”, na extremidade destra, e as expressões “de 1889”, na sinistra” *Fonte: Senado Nacional No Dia da Proclamação da República, o Crea-RJ celebra essa data histórica que marcou a transição do Brasil para um regime republicano, consolidando os ideais de liberdade, cidadania e igualdade. Mudança que abriu caminhos para o desenvolvimento político, social e econômico, criando bases para a construção de uma sociedade mais participativa, princípio da democracia e do desenvolvimento.
Parabéns ao município de Tanguá, por seus 29 anos!
Inicialmente habitada pelos índios Tamoios, a região passou a pertencer à Capitania de São Vicente que, desmembrada, constituiu a Capitania do Rio de Janeiro. Na metade do século XVI, essas terras foram divididas em sesmarias, posteriormente cedidas aos jesuítas que visavam a catequizar os índios. Por volta de 1670, uma sesmaria de aproximadamente 9 mil léguas foi doada ao Alferes Henrique Duque Estrada,onde foi construído um casarão intitulado Solar dos Duques. Hoje é o bairro de Duques, onde em 1969 foi instalada a estação terrena de comunicações internacionais via satélite da EMBRATEL. No dia 17 de março de 1878 foi inaugurada a Estação Ferroviária de Tanguá, com a chegada da primeira composição de trens vinda da Estação de Porto das Caixas, distante 18 km. Já no período entre 1920 e 1923 foi construída a Usina Tanguá, seguindo-se a constituição de Tanguá como quinto distrito de Itaboraí. A usina operava em sistema de moagens anuais, em que a maioria da população trabalhava no plantio e no corte da cana. A estação ferroviária teve grande importância nas décadas de 20 a 60 do século passado, quando dela era transportada a produção de açúcar e também de álcool produzida na Usina Tanguá. Esses produtos seguiam para Niterói – então capital do Estado do Rio de Janeiro – e também para o Estado da Guanabara, atual município do Rio de Janeiro, onde eram comercializados. Em 1970, devido a dificuldades financeiras, a usina fechou. Instalou-se no mesmo prédio a Companhia Brasileira de Antibióticos, considerada, enquanto em operação, a maior indústria farmacêutica da América do Sul na produção de antibióticos. Na mesma década de 70 é descoberta em Tanguá uma das maiores reservas de fluorita do Brasil. Este mineral, como o calcário, representa atualmente uma das maiores riquezas minerais do Estado do Rio de Janeiro. O Crea-RJ parabeniza Tanguá por seus 29 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Fonte: TCE/RJ – Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro
Fanny Rachel Davidovich e Pedro Pinchas Geiger serão os homenageados na primeira edição do Prêmio Orlando Valverde do Mérito da Geografia Crea-RJ
O Crea-RJ, por meio de sua Câmara Especializada de Agrimensura, criou em 2024 o Prêmio Orlando Valverde do Mérito da Geografia, com o objetivo de expressar reconhecimento a pessoas, instituições, entidades ou empresas que tenham se destacado por suas posições, ações, trabalhos, estudos e projetos na área. A premiação, que leva o nome do geógrafo fluminense Orlando Valverde – referência de profissional que dedicou sua vida à pesquisa geográfica, homenageará, em sua primeira edição, a geógrafa Fany Rachel Davidovich e o geógrafo Pedro Pinchas Geiger, ambos centenários, em atividade e focados na produção de conhecimento e no desenvolvimento da Geografia no Brasil. Os profissionais trabalharam juntos por décadas no IBGE, concentrados, especialmente, na área da Geografia Urbana. Além de suas contribuições acadêmicas, envolveram-se ativamente em iniciativas de divulgação científica e de promoção do diálogo entre a academia, o setor público e a sociedade civil. O evento será dia 12 de dezembro, às 16h, no auditório do 4º andar da sede do Crea-RJ. Conheça Fanny Rachel Davidovich e Pedro Pinchas Geiger Fanny Rachel Davidovich graduou-se e licenciou-se em Geografia e História, em 1942, pela Faculdade Nacional de Filosofia, da então Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Diplomou-se também em cursos de Especialização, destacando-se o de Geografia Urbana pela UFRJ e o de Estatística, pela Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE. Seu primeiro ingresso no IBGE deu-se em 1941, onde permaneceu até 1942. Retornou somente em 1960, como estagiária, tendo sido efetivada em 1962. No Departamento de Geografia teve expressiva atuação até aposentar-se em outubro de 1992. Fanny participou da elaboração do pensamento geográfico regional, atuando na definição e delimitação dos espaços homogêneos e espaços polarizados. Como relatora da excursão ao Vale do Rio Doce, organizada por Francis Ruellan, construiu o aprendizado da disciplina para o desempenho das atividades de campo. Dedicou-se aos estudos de Geografia da Indústria, tema recorrente em suas pesquisas, e que incluem, entre outros estudos, o de Geografia Urbana. A geógrafa produziu Tipos e Cidades Brasileiras, apresentado no Congresso Internacional de Londres, além de trabalhos inovadores sobre aglomerações urbanas e escala de urbanização. Após sua aposentadoria em 1992, Fanny continuou produzindo e participando de agências e programas de governo, congressos e parcerias com universidades. Atuou como Consultora ad hoc no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano Regional/UFRJ (1995-2006), e como bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq (1994-2005). Reconhecida nacional e internacionalmente, sua contribuição à Geografia Urbana transcende o campo geográfico. Foi professora em diversas instituições acadêmicas no Brasil, onde colaborou na formação de novas gerações de geógrafos. Além da docência, desempenhou um papel importante em projetos de mapeamento e análise espacial, contribuindo para a elaboração de políticas públicas e para o planejamento territorial no Brasil. Sua atuação inclui participação em conferências e congressos, onde apresentou trabalhos que contribuíram para o debate sobre desenvolvimento urbano sustentável, conservação ambiental e os desafios da urbanização. Em reconhecimento ao seu trabalho, foi homenageada por diversas instituições acadêmicas e profissionais no Brasil. Aos 102 anos, Fanny Rachel Davidovich é considerada uma das principais especialistas no campo da Geografia Urbana no país. Ao longo de sua carreira, manteve uma abordagem interdisciplinar, integrando a Geografia com outras áreas do conhecimento para propor soluções inovadoras para problemas ambientais e urbanos. Pedro Pinchas Geiger graduou-se em Geografia pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, atual UFRJ, em 1943. Aprofundou seus conhecimentos, ingressando no programa de mestrado na Universidade de Oxford, no Reino Unido, onde concentrou suas pesquisas na área de Geografia Urbana e Planejamento Territorial. Em 1970, concluiu seu doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Considerado um dos principais pesquisadores da segunda geração do Conselho Nacional de Geografia do IBGE, onde ingressou em 1942, Geiger especializou-se em Geografia Urbana e Industrial. Inicialmente, trabalhou na área de Geografia Física, mas, pouco a pouco, orientou suas pesquisas para os campos da urbanização e da industrialização, inaugurando uma nova linha de pesquisa, que se preocupou com as transformações econômico-sociais ocorridas nas áreas rurais periféricas aos grandes centros urbanos. Os estudos sobre os processos de ocupação rural-urbana desenvolvidos na Baixada Fluminense (RJ), entre 1951 e 1953, são os exemplos mais característicos. Possui uma valiosa produção com mais de 70 títulos, entre livros e artigos em revistas especializadas. Na década de 1970, engajou-se no movimento chamado Geografia Quantitativa, que vigorou fortemente no IBGE e no Departamento de Geografia da Universidade Estadual Paulista – UNESP de Rio Claro. Após aposentar-se, em 1984, intensificou suas atividades acadêmicas como Professor Visitante na Universidade Federal do Rio de Janeiro (1994-1995). Além de suas contribuições acadêmicas, o professor Geiger também se envolveu ativamente em iniciativas de divulgação científica e promoção do diálogo entre a academia, o setor público e a sociedade civil. Ministrou palestras em conferências internacionais, participou de debates em programas de televisão e publicou artigos em revistas científicas renomadas. Aos 101 anos, Pedro Pinchas Geiger segue como defensor incansável de uma abordagem interdisciplinar, destacando a necessidade de integrar diferentes áreas do conhecimento para uma compreensão mais completa dos desafios socioespaciais. Seu trabalho tem ajudado a expandir as fronteiras da Geografia, mostrando como a disciplina pode ser aplicada em diferentes contextos e contribuir para a compreensão da sociedade.
Presidente do Crea-RJ palestra no G20 Social
No dia 15 de novembro, o Crea-RJ marcará presença no G-20 Social, um ambiente projetado para ampliar a participação de atores não-governamentais nos processos decisórios e atividades do G20. Este espaço reconhece e promove o diálogo entre diferentes setores, fomentando a colaboração em questões fundamentais para o desenvolvimento global. O presidente Miguel Fernández realizará a palestra “Crea-RJ: 90 anos a serviço da sociedade, construindo pontes para o futuro”, apresentando como o Conselho desde a sua fundação, há 90 anos, atua na defesa do fortalecimento do tecido social e no suporte ao desenvolvimento da sociedade, por meio do trabalho dos profissionais da Engenharia, Agronomia e das Geociências. Os profissionais do Sistema Confea/Crea e Mútua trabalham diariamente em benefício da população, por meio de suas ações voltadas para a segurança, a qualidade e a sustentabilidade de obras, projetos e serviços: seja na construção de infraestrutura resiliente, no desenvolvimento de soluções inovadoras, nos desafios ambientais ou na promoção de práticas responsáveis que visam a um futuro mais sustentável e justo para todos. Esta participação é uma oportunidade importante para refletir sobre a trajetória do Crea-RJ, evidenciando como ele tem adaptado suas ações para responder aos desafios contemporâneos, sempre buscando garantir que os interesses coletivos sejam considerados nas tomadas de decisão que impactam todas as pessoas. Faça sua inscrição e participe da agenda por um futuro resiliente e sustentável!
Expediente excepcional
Parabéns ao município de Cabo Frio, por seus 409 anos!
A ‘descoberta’ do território de Cabo Frio, terra habitada pelos índios Tamoio, é atribuída ao navegador Américo Vespúcio, que, por volta do ano de 1503, teria aportado no local e o denominado como Praia do Cabo da Rama (atual Praia dos Anjos), situada em Arraial do Cabo. Lá foi estabelecida a primeira feitoria no Brasil, uma casa de barro coberta de palha e 24 homens para guarnecer o litoral, controlar a costa brasileira e combater a exploração extrativista do pau-brasil por outras nações europeias. Os franceses se instalaram na região e foram expulsos pelo português Constantino Menelau que, em 1615, ajudado por Mem de Sá, Salvador de Sá e o índio Araribóia, após várias batalhas, retomaram o território para Portugal. A partir de então, ocorreu a imigração de portugueses que se fixaram em Santa Helena (atual Cabo Frio), fundada logo após a expulsão dos franceses.O primeiro núcleo de ocupação começou a surgir em 1616, quando os portugueses começaram a ocupar a região e ergueram o Forte de Santo Inácio (no mesmo local onde havia uma fortificação francesa) e fundaram a Vila de Santa Helena de Cabo Frio. As terras arenosas da restinga não eram propícias para a agricultura e, durante muitos anos, a produção de sal e a exploração de pau-brasil foram proibidas pelo monopólio real. Porém, com a crise do sal português, em meados do século XVII, houve o desabastecimento do mercado brasileiro e a Vila de Santa Helena começou a despontar como produtora de sal, e cresceu margeando o canal, local de pesca e produção salineira, e eixo de escoamento desta produção. Em 1841, com o aparecimento de outros prédios públicos e particulares consolidou-se o centro urbano sobre a restinga. A região era chamada de “celeiro da Baixada Fluminense”, até a libertação dos escravos (1888), quando sofreu um colapso em sua situação econômica. Em 1892, foi criado o distrito com a denominação de Cabo Frio. No início do século XX, o crescimento urbano recebeu impulso adicional com a produção de sal na região, incentivada pela escassez do produto no mercado mundial devido à 1ª Guerra Mundial. Nas décadas seguintes, a recuperação econômica foi possível graças ao turismo e às indústrias extrativas do sal e da pesca que são a base da economia local. O Crea-RJ parabeniza Cabo Frio por seus 409 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Fonte: IPHAN
Parabéns ao município de Armação dos Búzios, por seus 29 anos!
O pioneiro nome de batismo português da península foi “ponta dos búzios”, devido à presença de numerosas conchas de moluscos gastrópodes em suas praias. Com a construção da Armação das Baleias de Búzios, o estabelecimento comercial passou a ser o topônimo substituto do original, incorporando o vocábulo composto “Armação dos Búzios”. A precária presença portuguesa em Búzios favoreceu a estadia episódica de embarcações francesas e inglesas no porto da península. O ancoradouro fronteiro à Ilha do Caboclo serviu como apoio terrestre às longas viagens transoceânicas, base naval de pirataria contra a navegação portuguesa e espanhola, e tráfico de pau-brasil que se fazia com a ajuda de jesuítas e índios catequizados. Durante a década de 1950, a praia da Armação foi o sítio preferencial das primeiras residências de veraneio, visto que algumas famílias da burguesia brasileira e francesa – atraídas pela geografia paradisíaca, exuberância da caça submarina e proximidade relativa da cidade do Rio de Janeiro – herdaram ou compraram e reformaram os antigos imóveis senhoriais da enseada portuária. A praia de Manguinhos foi o local preferido das primeiras construções de veraneio. No entanto, a transformação do povoado começou em 1964, com a temporada de férias da atriz Brigitte Bardot e seu namorado brasileiro. A presença em Búzios da mais famosa estrela do cinema francês foi noticiada exaustivamente pelos meios de comunicação nacionais e internacionais, dando impulso definitivo àquele que seria considerado um dos balneários mais charmosos do mundo, que passou a ser frequentado, especialmente por franceses e argentinos. O Crea-RJ parabeniza Armação dos Búzios por seus 29 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Fonte: IBGE
Dia Nacional do(a) Inventor(a)
Com criações que podem revolucionar a forma de viver, no dia 12 de novembro é celebrado o Dia Nacional do(a) Inventor(a), instituído pela Lei 12.070 de 29 de outubro de 2009. A invenção se caracteriza por desenvolver uma ideia que surge e, a partir dela, de forma intencional, concretizá-la para solucionar determinado problema ou facilitar alguma atividade que envolve repetição. No desenvolvimento do Jornalismo, por exemplo, até ele ser da forma como é, atualmente, com notícias que chegam cada vez mais rapidamente nas mais diversas mídias, a invenção da Prensa de Gutemberg, no século XV, revolucionou a forma de distribuir textos ao mecanizar a impressão por meio de um molde em que as letras não eram fixas, os chamados tipos móveis. Houve o aceleramento do processo de distribuição de informação, como a publicação de livros para um maior número de pessoas, otimizando a comunicação em larga escala. Ao se pensar em um inventor brasileiro, Alberto Santos Dumont é, certamente, um dos primeiros nomes a ser lembrado. Um desenvolvedor nato de ideias, Alberto Santos Dumont é considerado o Pai da Aviação, um reconhecimento pelo pioneirismo de ter conseguido voar com um aparelho mais pesado que o ar e com propulsão própria. O feito foi realizado no Campo de Bagatelle, em Paris, em 23 de outubro de 1906. Acompanhado da imprensa e de um grande público, ele marcou a história da aviação ao fazer o 14-Bis voar dois metros acima do chão, realizando um voo planado. Dumont também foi responsável pela invenção do motor a combustão para aviões, patenteado por ele em 1898. Santos Dumont no 14-Bis As patentes A patente, segundo o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), é “um título de propriedade temporária sobre uma invenção ou modelo de utilidade, outorgado pelo Estado aos inventores ou autores ou outras pessoas físicas ou jurídicas detentoras de direitos sobre a criação”. Assim, o(a) inventor(a) tem o direito para que outras pessoas não copiem sua criação ou conteúdo sem autorização, além de ter seu reconhecimento. Porém as patentes são válidas apenas no país em que se realiza o pedido, não havendo proteção em nível mundial para que sua invenção não seja apoderada por terceiros. Como os países são independentes, cada um terá seu processo burocrático para conceder o pedido. Para que seja reconhecida internacionalmente, existem duas formas: através da Convenção da União de Paris (CUP) ao escolher dentre os 179 países membros ou do sistema da Patent Cooperation Treaty (PCT) dentre 156 países participantes. No Brasil, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) atua como um órgão receptor do PCT. Assim, pode-se depositar o pedido de patente internacional através do próprio INPI, sendo melhor em relação aos prazos e benefícios. Ao depositar um único pedido de patente internacional, depois a pessoa pode entrar com o pedido em fase nacional para outras regiões que forem melhores para sua criação. O prazo é de 12 meses após o depósito no Brasil, para que ainda seja aceito como novidade e não em estado de técnica, ou seja, quando já é de conhecimento público, mas não se enquadra como algo novo. E esta será a data que o país estrangeiro usa para buscar no seu escritório de patentes se existe alguma referência anterior. Mulheres inventoras Dados da Organização Mundial da Propriedade Intelectual apontam que 17% dos pedidos de patente internacionais são de mulheres. A baixa porcentagem reforça a questão da desigualdade de gênero que ainda persiste na sociedade atual, principalmente na área da educação e da presença delas na ciência, já que, segundo dados da UNESCO, o número global de pesquisadoras é de apenas 33,3% em relação ao total. No Brasil, entre 2017 e 2022, houve um aumento de 56% de patentes concedidas às invenções de mulheres, passando de 107 para 167, e na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 87% dos pedidos possuem algum nome feminino. Os avanços, entretanto, não diminuem a necessidade da defesa e da luta por espaço igualitário. O país da América Latina com mais pedidos de patentes por mulheres é Cuba, com o total de 84%, contra o Brasil com somente 18,4% de toda sua extensão. Inspirações femininas Chu Ming Silveira Chinesa e naturalizada brasileira, viveu no país desde os 10 anos de idade. Arquiteta, projetou o orelhão em 1971, quando trabalhava na Companhia Telefônica Brasileira (CTB), onde assumiu a responsabilidade de criar um protetor para telefones públicos. Sua criação foi protegida como modelo industrial e como modelo de utilidade pela CTB e os primeiros modelos produzidos levavam o nome de Chu I e Chu II, em homenagem à inventora. Ester Sabino e Jaqueline Goes de Jesus Cientistas da USP – Ester, Faculdade de Medicina, e Jaqueline, Instituto de Medicina Tropical, coordenaram o projeto de sequenciamento genético do primeiro genoma do Coronavírus identificado no Brasil, após 48 horas da confirmação do primeiro caso no país. Tal feito impressionou pela rapidez em comparação ao tempo levado para a realização dos primeiros sequenciamentos por equipes de outros países. Ester é membro titular da Academia Brasileira de Ciências e tem, ainda, pesquisas na área de HIV e doença de Chagas. Jaqueline também fez parte da equipe que pesquisou o sequenciamento genético do vírus Zika. Marie Curie A polonesa Marie Curie, não somente descobriu os elementos químicos Rádio e Polônio em 1898 na Academia Francesa de Ciências, mas revolucionou os estudos da radioatividade, contribuindo para o tratamento contra o câncer. Curie também foi a primeira mulher a ser contemplada com o Prêmio Nobel duas vezes. O primeiro foi o de Física pela sua contribuição na radioatividade, descobrindo que as radiações emitidas pelo urânio eram de dentro do átomo, e o segundo de Química pela descoberta dos dois elementos químicos. Johanna Döbereiner Nascida na Tchecoslováquia e naturalizada brasileira, era engenheira agrônoma e foi pesquisadora do Departamento Nacional de Pesquisa Agropecuária, do Ministério da Agricultura e do CNPq. Especializada em biologia do solo, revolucionou a agricultura nacional, por meio do estudo da fixação biológica de nitrogênio em leguminosas tropicais, suas pesquisas ajudaram a tornar o Brasil
Presidente do Crea-RJ participa de reunião inaugural do Grupo de Trabalho de Mobilidade Urbana

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ), engenheiro Miguel Fernández, participou da primeira reunião do Grupo de Trabalho de Mobilidade Urbana criado por ele, para apresentar propostas e soluções para a questão da mobilidade no estado do Rio. Coordenado pelo engenheiro Alexandre Vacchiano de Almeida, que também faz parte da diretoria do Crea-RJ, o GT reúne conselheiros do Crea-RJ e representantes da Semove, a federação das empresas de mobilidade do Estado do Rio, e da Agetransp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro). Na reunião ocorrida na sede do Crea-RJ, na sexta-feira, 8 de novembro, o presidente do Crea-RJ defendeu a importância de o GT focar nesse momento na SuperVia, que está em recuperação judicial e é responsável pelo transporte de cerca de 300 mil pessoas por dia. “O tema da mobilidade urbana é pujante de demandas relacionadas ao setor das engenharias. Sem diminuir as outras questões, pediria que o Grupo de Trabalho desse prioridade à questão da SuperVia, em virtude da conjuntura atual”, afirmou Miguel, obtendo a concordância do coordenador do GT, Alexandre Vacchiano e de seus pares. O representante da Agetransp no Grupo de Trabalho, Rafael Poubel,também considerou importante a apresentação de propostas e busca de soluções para a questão da SuperVia. “Acho que é sempre importante a gente vir falar sobre esse transporte tão importante na vida do cidadão fluminense, cuja concessionária vem passando por problemas, seja de recuperação judicial, seja do seu entorno. É um sistema importante na vida do fluminense, que transporta hoje em torno de 300 mil pessoas por dia, abrange 11 municípios e vem sofrendo com questões relacionadas à violência, à depredação do sistema”, afirmou Poubel, gerente da Câmara Técnica de Transportes e Rodovias da Agetransp, ressaltando a importância do Grupo de Trabalho “debater formas de mitigar os problemas nos transportes de massa”. O coordenador do Grupo de Trabalho de Mobilidade urbana do Crea-RJ, Alexandre Vacchiano, destacou a relevância dos debates que serão feitos com “o objetivo principal de focar nos problemas de mobilidade e trazer soluções para serem apresentadas às diversas entidades que possam, de alguma forma, estar contribuindo para a melhoria da mobilidade aqui no nosso estado”. “Mobilidade é um tema fundamental para o nosso estado. Então, o Crea-RJ está muito empenhado em promover essas discussões, principalmente agora, com esse período de transição que nós estamos enfrentando com a SuperVia”, observou Vacchiano. A representante da Semove no Grupo de Trabalho, a engenheira Eunice Horácio, afirmou estar disposta a dar toda a contribuição ao Crea-RJ na discussão dos temas de mobilidade urbana. “Estou muito feliz de estar aqui nesse grupo de trabalho porque a gente vai poder trazer um pouquinho do universo do sistema de ônibus para a mobilidade urbana. O sistema de ônibus representa mais de 70% dos deslocamentos das pessoas. Então ele é um modo presente em todas as cidades do estado”, afirmou Eunice, que é gerente de mobilidade urbana da Semov, entidade que representa mais de 170 empresas de ônibus do estado, tanto municipais como intermunicipais. Eunice Horário destacou a importância da integração dos transportes para ampliar a qualidade do serviço para a grande maioria dos usuários. “A gente fala muito em infraestrutura. Como é que eu vou falar para uma pessoa para ela vir para o sistema de transporte público por ônibus? Ela vai ficar presa no congestionamento. Então, eu preciso priorizar o sistema de transporte público. Eu preciso dar, por exemplo, faixas preferenciais para que eu ganhe velocidade e tenha tempo de viagem. Assim, eu atraio a minha demanda de volta. Eu preciso qualificar os pontos de parada, as calçadas. É preciso ter iluminação pública, abrigos, cuidar da segurança pública”, destaca Eunice. Confira o vídeo!
Engenharia Ambiental realiza sua conferência nacional e conta com participação do presidente do Crea-RJ na programação

Entre os dias 12 e 14 de novembro, será realizada em Vitória (ES) mais uma edição da CONEAS, Conferência Nacional de Engenharia Ambiental e Sanitária, um evento de grande relevância para estudantes e profissionais da área. Originalmente chamada de Simpósio Brasileiro de Engenharia Ambiental (SBEA), a conferência teve início em 2002 e, desde então, tem se consolidado como um importante encontro para troca de conhecimentos, atualização profissional, inovação e networking do setor. Em 2024, os principais eixos temáticos da CONEAS serão Saneamento (abastecimento de água, esgotamento sanitário, gestão de resíduos sólidos, política de resíduos zero, infraestrutura verde e drenagem urbana), Mudanças Climáticas (mitigação, adaptação, políticas climáticas, educação e conscientização, energias renováveis, planejamento urbano e adaptativo) e Cidades Inteligentes (Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial, mobilidade urbana, sustentabilidade, gestão de recursos urbanos e governança e participação). O presidente do Crea-RJ, engenheiro civil e mestre em Engenharia Urbana, Miguel Fernández será o moderador do Painel “Políticas Públicas e Inovações Tecnológicas no Saneamento Ambiental: Promovendo Soluções Inteligentes”, que será realizado no segundo dia do evento (13/11), das 9h às 10h30. A CONEAS reúne especialistas, pesquisadores e profissionais para discutir as tendências mais recentes, compartilhar pesquisas e práticas inovadoras, além de proporcionar oportunidades de capacitação e desenvolvimento de contatos profissionais. Os palestrantes da programação são selecionados através de um processo de submissão de trabalhos, que são avaliados por um comitê científico especializado pela originalidade e a qualidade. Os melhores trabalhos são escolhidos para apresentação durante o evento. Durante o CONEAS, que contará com transmissão online, ocorrerá o XVII ENEEAmb – Encontro Nacional do Estudantes de Engenharia Ambiental, um dos maiores encontros de integração estudantil da área, que reúne alunos de todo o Brasil. O objetivo é promover a discussão a respeito de problemas relacionados ao meio ambiente, colaborando para o desenvolvimento intelectual e de tecnologias ligadas à gestão dos recursos naturais, bem como trocar experiências e conhecimentos vividos durante suas formações profissionais. Clique aqui e saiba mais sobre o evento.