Dia Internacional de Luta pelo Fim da Violência Contra a Mulher

Uma vida sem violência é direito das mulheres A data de 25 de novembro é marcada como o Dia Internacional de Luta pelo Fim da Violência Contra a Mulher. A data foi escolhida para lembrar as irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa), assassinadas pela ditadura de Leônidas Trujillo na República Dominicana. Em março de 1999, o 25 de novembro foi reconhecido pelas Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher.  A violência doméstica é “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial” Lei Maria da Penha, artigo 5º. A violência doméstica afeta significativamente a vida das mulheres em todo o mundo. No Brasil, a cada 7.2 segundos uma mulher é vítima DE VIOLÊNCIA FÍSICA. (Fonte: Relógios da Violência, do Instituto Maria da Penha). Em 2013, 13 mulheres morreram todos os dias vítimas de feminicídio. Cerca de 30% foram mortas por parceiro ou ex. (Fonte: Mapa da Violência 2015). O assassinato de mulheres negras aumentou (54%) enquanto o de brancas diminuiu (9,8%). (Fonte: Mapa da Violência 2015).  A expressão máxima da violência contra a mulher é o óbito. As mortes de mulheres decorrentes de conflitos de gênero, ou seja, pelo fato de serem mulheres, são denominados feminicídios. Estes crimes são geralmente perpetrados por homens, principalmente parceiros ou ex-parceiros, e decorrem de situações de abusos no domicílio, ameaças ou intimidação, violência sexual, ou situações nas quais a mulher tem menos poder ou menos recursos do que o homem.  O que é feminicídio? Feminicídio é um crime de ódio baseado no gênero, amplamente definido como o assassinato de mulheres. Intenção ou propósito do ato que está sendo dirigido às mulheres especificamente porque são mulheres. Tipos de violência  I – a violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal;  II – a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional, diminuição da autoestima, que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação; III – a violência sexual, entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos;  IV – a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades;  V – a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria. (Art. 7º Lei Maria da Penha). Violência de Gênero: violência em que o sexo da vítima é determinante As mulheres representam a grande maioria das usuárias dos serviços socioassistenciais, sendo as mulheres negras o público majoritário atendido pela Assistência Social (IPEA, 2011). Sobre o total geral de beneficiários titulares do Programa Bolsa Família, 93% dos beneficiários titulares são mulheres, o que denota quem são os que da política de assistência social necessitam. (DATA SOCIAL, 2015).  A Proteção Social Básica, em seu caráter preventivo, protetivo e proativo, qualifica a oferta de seus serviços trabalhando na lógica da matricialidade familiar no território. É a partir da escuta qualificada no atendimento às mulheres, seja nos grupos do Serviço de Proteção e Atendimento Integral a Famílias (PAIF) e do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), que é possível trabalhar a prevenção à todas as formas de violência contra elas, contribuindo para o fortalecimento de sua autonomia e protagonismo na família, na comunidade, formando uma rede de cuidado e apoio entre elas.  Tanto o fortalecimento de vínculos entre as mulheres da comunidade quanto o desenvolvimento e fortalecimento de autonomia feminina contribui para a prevenção a situações de violência. Os temas de violência contra as mulheres e direitos das mulheres podem ser regularmente abordados nos grupos do PAIF e do SCFV.  Censo SUAS 2016 – CREAS Conforme os dados do Censo SUAS de 2016, 92,5% dos Centros de Referência Especializado de Assistência Social – CREAS atendem mulheres adultas em situação de violência física, no âmbito do Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI). Para comparar, apenas 53,5% atendem homens adultos na mesma situação;  76,7% dos CREAS atendem mulheres adultas em situação de abuso sexual, no âmbito do PAEFI. Somente 38% atendem homens adultos na mesma situação.  56,2% dos CREAS atendem mulheres adultas em situação de exploração sexual, no âmbito do PAEFI. Apenas 34% atendem homens adultos na mesma situação.  32,5% dos CREAS atendem mulheres adultas em situação de tráfico de pessoas, no âmbito do PAEFI.  59,7% dos CREAS atendem mulheres adultas em situação de discriminação em decorrência da orientação sexual, no âmbito do PAEFI.  57,6% dos CREAS atendem mulheres adultas em situação de discriminação em decorrência da raça/etnia, no âmbito do PAEFI. Registro Mensal de Atendimento (RMA) 2016 – CREAS Do total de pessoas vítimas de violência ou violações de direitos que ingressaram na PAEFI, 54% são mulheres, correspondendo à média da população brasileira. Se detalharmos por situações de violações, evidencia-se que em casos de violência sexual (abuso e exploração sexual) contra crianças e adolescentes, a maioria das vítimas são as meninas (77%).  Foram registrados 27.967 atendimentos no PAEFI a mulheres adultas (18 a 59 anos) vítimas de violência intrafamiliar (física, psicológica ou sexual).  No Brasil, em média, a cada 11 minutos uma mulher é estuprada. (Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2015). 70% de todas

Crea-RJ vai entregar Prêmio de Trabalhos Científicos e Tecnológicos para 115 autores do estado do Rio de Janeiro

O Crea-RJ realiza no próximo dia 3 de dezembro, terça-feira, às 15h, a cerimônia de entrega do XII Prêmio de Trabalhos Científicos e Tecnológicos 2024. Na ocasião, serão contemplados 81 trabalhos e/ou projetos de conclusão de curso, de 115 autores, de 15 instituições de ensino, referentes ao ano de 2023. São monografias, dissertações e teses apresentadas em instituições de nível superior – na graduação, mestrado e doutorado, com valor acadêmico e/ou potencial mercadológico, nas áreas de Engenharia, Agronomia, Geologia, Geografia e Meteorologia.   O objetivo é valorizar estudantes e seus professores e/ou orientadores, reconhecendo os esforços daqueles que contribuem para a construção do acervo científico e tecnológico dessas áreas, em espaços de referência para a produção de novos conhecimentos. Já foram premiados, até esta 12ª edição, 1.406 autores, nos níveis de doutorado, mestrado, superior e nível médio, e mais de 110 instituições de ensino. É importante salientar que a seleção dos trabalhos foi feita pelas próprias instituições de ensino.    O evento será presencial, no Clube de Engenharia (Av. Rio Branco, 124, auditório – 25º andar) e contará com a presença do presidente do Crea-RJ, Miguel Fernandez e autoridades acadêmicas, além de professores, coordenadores de curso e Conselheiros e diretores do Conselho. Haverá também transmissão ao vivo pelo canal YouTube da WebTV do Crea-RJ. Os autores dos trabalhos e/ou projetos premiados, assim como os professores, orientadores, coorientadores e avaliadores dos trabalhos receberão certificado de menção honrosa, durante a solenidade de premiação. As instituições de ensino participantes receberão troféu e certificado de reconhecimento.  O tema da edição deste ano é O Desafio da Mudança Climática para o Futuro da Engenharia. Neste momento de questões urgentes relacionadas às mudanças climáticas, é imperativo a criação e a busca de soluções para um desenvolvimento mais sustentável. Assim, o Prêmio Crea-RJ de Trabalhos Científicos e Tecnológicos 2024 teve como objetivo premiar enfoques de inovação aliados à sustentabilidade, a fim de promover o progresso duradouro em equilíbrio com o planeta e voltado para o bem-estar das gerações futuras.  O evento é exclusivo para os premiados, convidados e os integrantes do corpo docente dos trabalhos que foram indicados pelas instituições de ensino.

Aniversário de Guapimirim, Varre-sai, Quatis e Queimados

Parabéns ao município de Guapimirim, por seus 34 anos! Até o século XVII, Guapimirim era habitada por índios timbiras e tamoios que, com a chegada dos portugueses, subiram a serra e descobriram o rio Guapi-Mirim. Os primeiros vestígios de colonização deram-se com a concessão de sesmarias logo após a expulsão dos franceses do Rio de Janeiro.  Fundada em 1674, Nossa Senhora D’Ajuda de Aguapei-Mirim foi seu primeiro nome e era passagem obrigatória para quem se dirigisse à serra dos Órgãos. A história de Guapimirim está relacionada à de Magé, município do qual se emancipou, recentemente, e que teve seu desbravamento, já nos primeiros tempos coloniais.  A povoação de Magepe-Mirim foi elevada à categoria de freguesia em 1696. Próximo dali também se desenvolveu, a partir de 1643, a localidade de Nossa Senhora da Guia de Pacobaíba, reconhecida como freguesia em 1755. Tanto numa quanto noutra, pessoas escravizadas, introduzidas em grande número, contribuíram para o desenvolvimento da agricultura e a elevação do nível econômico local. Para que se avalie a importância desse município, durante o segundo império foi construída em suas terras a primeira estrada de ferro da América do Sul. Inaugurada em 1854, a estrada de ferro Mauá ligava as localidades de Guia de Pacobaíba e Fragoso, numa extensão de 14,5 quilômetros.  Pedro II ficou tão impressionado com sua beleza natural que criou um pedágio a ser cobrado de todo visitante que desejasse ver o local hoje conhecido como Barreira. A inauguração da estrada de ferro Teresópolis, ocorrida em 19 de setembro de 1908, dá impulso econômico à região, que passa a ter condições de transportar para grandes centros toda a sua produção agrícola, culminando com a construção, em 1926, da estação ferroviária de Guapimirim e, a partir dela, das primeiras edificações urbanas.  O Crea-RJ parabeniza Guapimirim por seus 34 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região!  Parabéns ao município de Varre-sai, por seus 34 anos! A história de Varre-Sai é vinculada à de Natividade, município do qual era sede distrital. A região fazia parte da capitania do Espírito Santo e sua evolução está atrelada à de Itaperuna, que teve início por volta de 1831.  Em 1853 foi criada a freguesia de Nossa Senhora de Natividade do Carangola e, com o advento da ferrovia a partir do final do século XIX, sua colonização se processou de forma rápida e contínua. A freguesia de Carangola chegou a tornar-se vila e sede de Itaperuna, em 1885.  O surgimento da cidade de Varre-Sai teve um personagem de fundamental importância: Felicíssimo Faria Salgado, doador das terras do povoado nos idos de 1850. Ele o fez devido a uma promessa a São Sebastião, dando origem ao vilarejo de São Sebastião do Varre-Sai.  Em 1920, foi construída a atual igreja de São Sebastião, hoje um dos pontos turísticos do município. O nome Varre-Sai vem da história da sitiante Dona Inácia, proprietária de um rancho no percurso de uma trilha de tropeiros, por onde passava o café colhido da Zona da Mata mineira em direção ao litoral, para ser embarcado rumo ao Rio de Janeiro.  Dona Inácia emprestava esse rancho para as tropas pernoitarem e pedia para manterem o rancho sempre limpo. Ela dizia “varre e sai”. Com o passar do tempo, o local ficou conhecido como Varre-Sai. Figura não menos importante é a do fazendeiro Bambino Rodrigues França, que chegou a possuir oito fazendas na região e decidiu importar mão-de-obra europeia para substituir o trabalho escravo em suas propriedades.  A localidade teve sua consolidação com a chegada de cem famílias italianas a partir de 1897, as quais a colonizaram e a tornaram famosa por seu tradicional vinho de jabuticaba. Em 1947, foi promulgado o desmembramento, a partir do território de Itaperuna, dos distritos de Natividade do Carangola, Varre-Sai e Ourânia, a fim de constituírem o novo município de Natividade do Carangola.  O Crea-RJ parabeniza Varre-sai por seus 34 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Parabéns ao município de Quatis, por seus 33 anos! Originalmente habitada pelos índios puris, a região levou muito tempo para ser desbravada devido à barreira geográfica da Serra do Mar. Em 1724, iniciou-se a abertura de um novo caminho para São Paulo sem os inconvenientes da travessia marítima até Paraty. Quatis passou a ser o caminho natural dos bandeirantes e tropeiros, além daqueles que recebiam concessões de sesmarias e se encaminhavam para a região das atuais cidades de Volta Redonda e Barra Mansa.  Foram concedidas inúmeras sesmarias e, devido ao incremento do cultivo do café na área do atual município, há registro de duas importantes fazendas por volta de 1820: Fazenda do Cedro e Fazenda Nossa Senhora do Rosário de Quatis. A formação do primeiro povoado data de 1832, quando se iniciou a construção de uma capela em homenagem a Nossa Senhora do Rosário. A cultura da região, particularmente impregnada de manifestações religiosas, reflete o fato de o distrito ter sido formado ao redor dessa igreja.  Em 1897, houve a fundação do primeiro colégio, o Ateneu Quatiense. A conclusão, em 1915, do trecho da estrada de ferro Oeste de Minas, atravessando quase todo o distrito em direção a Minas Gerais, resultou na vinda de muitos colonos e fazendeiros daquela província para a aquisição de fazendas de café, trocando muitas vezes a atividade da lavoura pela pecuária.  Por volta de 1950, surge a primeira linha de ônibus que ligava Falcão, localidade na fronteira com Minas Gerais, até Barra Mansa, passando por Quatis. Ainda naquele ano foi inaugurado o primeiro hospital pela Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Quatis.  Somente em 1958 foi feito o calçamento da via principal do distrito, a rua Nossa Senhora do Rosário. Em 1963, registra-se o auge do “trem mineiro”, que ligava Quatis a Andrelândia com viagens diárias. Era muito procurado por estudantes de Resende, Porto Real, Quatis, Barra Mansa e Volta Redonda, que iam passar o final de semana nas cidades do

Parabéns ao município de Niterói, por seus 451 anos!

Niterói, palavra que em tupi significa “água escondida”, era primitivamente habitada pelos índios tamoios. Após a chegada dos portugueses, a região tornou-se alvo dos que se aventuravam pelo Atlântico Sul, sendo os franceses os primeiros a instalar-se nos domínios da baía de Guanabara, nas ilhas e mesmo em terras do continente.  Os tamoios deram apoio aos franceses. Em 1564, os temiminós catequizados pelos jesuítas e comandados por Araribóia vieram do Espírito Santo, na frota de Estácio de Sá, para combater franceses e tamoios. Com a vitória sobre os invasores, Mem de Sá, governador-geral, em 1568, atendeu à petição de Arariboia, cedendo terras que iam das praias da Boa Viagem e do Gragoatá até a região do Maruí.  A aldeia, chamada de São Lourenço dos Índios, foi instalada no morro de São Lourenço. Uma ermida foi construída e dedicada ao santo. Com o tempo, a aldeia cresceu, mantendo os indígenas pequenas roças de milho e de mandioca, ao lado de uma incipiente indústria de cerâmica.  Com a morte de Araribóia, a região continuou a crescer, mas longe da aldeia de São Lourenço. A ocupação dos espaços deu-se por regiões mais facilmente alcançadas por mar (Icaraí, São Domingos, Itaipu).  A primeira freguesia, São João Batista de Icaraí, data de 1669. Depois, vieram as de São Lourenço dos Índios, em 1752, e São Sebastião de Itaipu, em 1755. Em 1819, foi instalada a vila real da Praia Grande, tornando a região emancipada pelo alvará de 10 de maio, com a instalação dada em 11 de agosto do mesmo ano, trazendo nova era de desenvolvimento para a região.  Em 1834, foi alcançada a autonomia da província do Rio de Janeiro, tendo sido escolhida Niterói como sua capital, elevada à categoria de cidade, em 1835.  Atualmente, Niterói vive um novo período de desenvolvimento, tendo sido eleita como moradia de muitos cariocas, passando por muitos melhoramentos urbanísticos e sociais.  O Crea-RJ parabeniza Niterói por seus 451 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Fonte: TCE/RJ – Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro

Presidente do Crea-RJ faz visita técnica a centros de controle da distribuição de gás da Naturgy

A convite da diretoria da Naturgy, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio  de Janeiro (Crea-RJ), engenheiro Miguel Fernández, fez uma visita técnica nesta quinta-feira, dia 21, à sede da concessionária responsável pelos serviços de abastecimento de gás natural do Estado do Rio, que fica na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. A Naturgy é uma empresa espanhola que atua na comercialização e distribuição de gás natural no Brasil, sendo uma das principais concorrentes da Petrobras. No Rio, a empresa tem 1 milhão e 100 mil clientes, entre residências e empresas. Recebido por diretores da empresa, o presidente do Crea-RJ visitou instalações da sede da Naturgy, como o Centro de Controle de Atendimento de Urgência e o Centro de Controle de Operação de Rede, que funcionam 24 horas por dia, oferecendo todas as condições de monitoramento do sistema de abastecimento de gás natural de todo o estado. O responsável técnico pela distribuição de gás da Naturgy, engenheiro Diogo Ribeiro Franco, explicou que o Centro de Controle de Atendimento de Urgência dispõe de plataforma da Oracle que permite identificar rapidamente qualquer problema de vazamento de gás a partir de informações dadas pela central telefônica da empresa. “A partir de palavras-chave descritas num script, o técnico vai categorizar as prioridades de atendimento; uma equipe é enviada imediatamente ao local para as providências necessárias; esse sistema funciona até num smartphone”, explica Diogo Franco, acrescentando que anualmente são registradas até 300 ocorrências de avarias em todo o sistema de gestão de distribuição no estado. O responsável técnico da Naturgy mostrou também como funciona o monitoramento feito no Centro de Controle de Operação de Rede, que exibe, entre outros, o mapa de toda a rede, com linhas de alta, média e baixa pressão – a que chega nos usuários finais. O engenheiro Diogo mostrou que o sistema dispõe até de visualização das estações de distribuição do gás, por meio de tecnologia semelhante ao Google Street View. O presidente do Crea-RJ, Miguel Fernández, disse ter ficado impressionado com os avanços tecnológicos da Naturgy na gestão da distribuição de gás. “Tivemos a oportunidade de visitar hoje a Naturgy, que é a concessionária responsável pelos serviços de abastecimento de gás natural do Estado do Rio, com o responsável técnico e outros membros da diretoria, falando sobre essa grande empresa de Engenharia de nosso estado, conhecendo os avanços tecnológicos em sua central de operação, como se faz toda essa gestão. É Engenharia na veia. Vocês da Naturgy estão de parabéns. É o Crea cada vez mais próximo das empresas e dos profissionais, trabalhando a favor do nosso estado e da Engenharia”, afirmou Fernández.

34ª Corrida e Caminhada dos Engenheiros e Arquitetos da SEAERJ conta com apoio do Crea-RJ

O Crea-RJ apoia a realização de mais uma Corrida e Caminhada dos Engenheiros e Arquitetos da SEAERJ, um evento já tradicional no calendário dos profissionais e corredores do Rio de Janeiro. A 34ª edição vai acontecer no dia 8 de dezembro e terá um trajeto de 5 km, realizado no Boulevard Olímpico. Criada no verão de 1981, com um percurso inicial de 6 km, a corrida se consolidou como um marco esportivo da Engenharia e Arquitetura, carregando o espírito de superação e comunidade a cada edição. Em 2024, o tema será uma homenagem aos 50 anos da Ponte Rio-Niterói. Participe e viva essa experiência ao lado de atletas e profissionais, em uma grande festa! Clique aqui para mais informações e inscrições!

2024 marca primeiro ano de celebração do Dia Nacional da Consciência Negra como feriado nacional

Em 1971, um grupo de jovens negros se encontrou no centro de Porto Alegre, capital gaúcha, com o objetivo de estudar a história de seus ancestrais e refletir sobre o 13 de maio, data da abolição da escravatura. Decidiram, então, instituir o dia 20 de novembro, data da morte de Zumbi dos Palmares, como um marco de resistência e luta pela liberdade do povo negro.  Após uma longa luta, o Dia da Consciência Negra foi incorporado ao calendário escolar em 2003, com a sanção pelo então presidente Lula da lei 10639, que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas, fortalecendo o reconhecimento da contribuição negra para a formação da sociedade brasileira. Alguns anos depois, em 2011, a ex-presidente Dilma Rousseff oficializou o 20 de novembro como Dia Nacional de Zumbi dos Palmares e da Consciência Negra. Contudo, a data só era feriado em locais onde havia leis municipais ou estaduais com essa finalidade. Somente, em 2024, entretanto, pela primeira vez, o dia será celebrado como feriado nacional. A data é dedicada de modo especial à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira e sobre a influência do povo africano na formação cultural do país. Desde o Brasil colônia até a atualidade, a influência dos negros africanos foram muitas, sobretudo nos aspectos religiosos, políticos, sociais linguistico e gastronômicos: ao longo da história, as crenças, as danças, o vocabulário, a culinária, o folclore e tantas outras coisas, ajudaram a forjar a cultura nacional. Buscando valorizar a cultura afro-brasileira, comemora-se essa data nas escolas, entidades, espaços culturais e em outros locais. Há ainda entidades que organizam eventos educativos, palestras e atividades culturais visando principalmente às crianças negras. De diversas formas, procura-se trabalhar a auto-estima e o senso de valorização pessoal, evitando o desenvolvimento do auto preconceito, que faz com que muitos se sintam inferiores perante a sociedade. Outros temas ganham evidência e são levados a debate, como a inserção do negro no mercado de trabalho, a questão das cotas universitárias, o preconceito racial e a questão da diferenciação salarial. Mas qual é a situação dos negros no Brasil atualmente? Ainda é possível ver os reflexos da história de desigualdade e exploração da população negra. A maioria dos negros no Brasil pertence à classe média baixa. Eles sofrem com o racismo e com frequência são vítimas de humilhações de várias formas na sociedade. Segundo pesquisas do IBGE (ano 2000) os afrodescendentes têm menos acesso à Previdência Social e consequentemente menor esperança de sobrevida no país, vivem em média 15 anos menos que os brancos. Em todo o país, a expectativa de vida dos negros de ambos os sexos é de 67,03 anos. As famílias brancas têm a renumeração com o salário médio de 5,25/h e as famílias de negros 2,43/h, ou seja, os brancos ganham mais que o dobro do salário da família negra. Hoje o programa Bolsa Família é um dos principais responsáveis pela redução nas desigualdades sociais, sendo que 24% das famílias chefiadas por afrodescendentes (7,3 milhões) estão cadastradas no programa do governo federal. A lei obriga que as escolas ensinem temas relativos à história dos povos africanos em seu currículo e, nas últimas décadas, houve muitos avanços na área da educação, com o declínio do analfabetismo e aumento da escolarização e da escolaridade média, mas há muito que ser feito para alcançar níveis melhores de qualidade, eficiência e rendimento do ensino compatível com as necessidades atuais e futuras para o mercado de trabalho e o exercício da cidadania para a população jovem negra. No ensino fundamental, a escolaridade dos brancos é de 6,7 anos e dos negros é de 4,5 anos, ou seja, os negros saem da escola antes do tempo para ajudar a família na renda familiar. No ensino superior, nem as cotas raciais fizeram crescer de forma significativa o acesso de negros e pardos às universidades brasileiras. O Crea-RJ entende que há ainda muito que se fazer para oferecer aos afro-brasileiros pleno acesso aos seus direitos humanos fundamentais, à liberdade de expressão e à igualdade racial. Para que ocorram significativas mudanças é necessário um esforço em conjunto das esferas federais, estaduais e municipais, assim como dos movimentos sociais e da sociedade civil como um todo. Fonte:  Rádio Senado e Portal Geledés

Criador do Festival Rock the Mountain garante: “Eu me sinto muito mais seguro em ter a fiscalização do Crea-RJ aqui”

‘Eu me sinto muito mais seguro em ter a fiscalização do Crea-RJ aqui’. A afirmação é do empresário Ricardo Bräutigam, designer gráfico, sócio fundador e diretor-geral, artístico e criativo do Festival de Música Rock The Mountain, que, todo ano, desde 2013, para o distrito de Itaipava, em Petrópolis, na Região Serrana do Estado do Rio. As instalações do festival que reúne por noite 15 mil a 20 mil pessoas (pouco menos da população total de Itaipava) receberam visita técnica da fiscalização da Equipe de Trabalho de Grandes Eventos, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ), nesta sexta-feira, dia 14 de novembro. “A gente vê o evento sendo montado e tenta fazer tudo conforme as regras. Sempre tem uma coisinha ou outra para ajustar. Então sempre passa alguém na fiscalização (do Crea-RJ), que dá um toque, isso aqui precisa ser assim, aquilo ali precisa daquele tipo de alvará, de acertar detalhes. E eu acho que tudo isso faz com que a gente se sinta mais seguro e que receba com mais segurança o público ao longo dos dias de festival”, destacou o empresário Ricardo Bräutigam, que se inspirou no festival de música Coachella Valley Music and Arts, que já visitou 11 vezes na Califórnia (EUA), sem contar outros festivais de música pelo mundo todo. Com a apresentação de mais de cem artistas – que vão de Zeca Pagodinho a Anitta, o Rock The Mountain tem uma estética psicodélica dos anos 1960 e 1970, com obras de pop arte e um público ímpar, que vem de todo canto do país. No rastro do movimento ESG (Meio Ambiente, Social e Governança), o festival acabou de alcançar uma grande conquista: deu início ao processo de certificação ISO 20121, que é um selo de garantia de gestão de sustentabilidade de eventos.  A pegada sustentável do Rock The Mountain se verifica em números. Primeiro festival de música no Brasil a não permitir circulação de latas de alumínio, garrafas de vidro ou garrafas plásticas descartáveis, a gestão de resíduos do evento tem coleta seletiva e compostagem, que recicla mais de 90% do lixo. A cenografia reutiliza 80% dos materiais de anos anteriores. Com a oferta de alimentação 100% vegana, o festival economiza 100 milhões de litros de água. Apesar de estar incrustado numa área de 80 mil metros quadrados do Parque Municipal Paulo Rattes, em Itaipava, o festival promete total acessibilidade, tem canais de denúncias contra assédio sexual e apoio a cinco grandes projetos socioambientais da região. Com quatro dias de shows em dois fins de semana em 11 palcos, além de brinquedos como roda-gigante e tirolesa, o festival dá uma contribuição pujante à economia de Petrópolis, cidade imperial da Região Serrana. O diretor de produção, Daniel Scatena, informa que o evento injeta cerca de R$ 100 milhões por ano na economia local, gerando mil empregos diretos e outros cinco mil indiretos. Segundo ele, a taxa de ocupação hoteleira atingiu 99% com o feriado e o megaevento. “O Crea-RJ nos ajudou muito esse ano com os processos que a gente precisava. Fiz visitas constantes à Inspetoria do Crea-RJ em Petrópolis. Temos 21 adesivos com QR codes colados nos equipamentos, em que a gente pode ver a documentação da ART, com todos os dados dos responsáveis técnicos”, explicou Scatena. A compreensão do trabalho da fiscalização do Crea-RJ pelos organizadores do festival, confirmando que o trabalho dos fiscais é acima de tudo pedagógico, serviu de grande estímulo à Equipe de Trabalho de Grandes Eventos, do Crea-RJ. “A engenharia está presente aqui, com mais de 30 profissionais de cinco empresas, mais de 50 ARTs e 21 tags de QR-Code com informações técnicas, neste grande evento. É uma mostra de que a engenharia está presente nos grandes eventos de toda a nossa sociedade, garantindo emprego e todas as condições de trabalho necessárias, ajudando a garantir a segurança da população”, afirmou o superintendente técnico do Crea-RJ, engenheiro Leonardo Dutra. “Esse evento tem uma grande pegada de sustentabilidade, dentro do que se exige das empresas e da sociedade hoje, com cuidados raros na gestão de resíduos”, observou Cosme Chiniara, gerente de fiscalização do Crea-RJ. Os fiscais da Inspetoria do Crea-RJ em Petrópolis lembraram que atuaram no festival bem antes do início dos trabalhos no local.  “Estamos muito felizes que os organizadores do festival compreenderam muito bem nosso trabalho na fiscalização dos profissionais e das empresas. O trabalho da fiscalização do Crea-RJ se revela cada vez mais importante em grandes eventos como o festival Rock The Mountain, que dão bastante visibilidade à nossa região”, afirmou o fiscal Carlos Henrique Durce, que é geógrafo. 

Presidente do Crea-RJ destaca protagonismo das engenharias em palestra no G20 Social

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), engenheiro Miguel Fernández, participou neste dia 15 de novembro de 2024 – feriado nacional em homenagem à fundação da República – do fórum Conexão 2030, dentro do inédito G20 Social. Criado pelo governo federal, quando o Brasil assumiu simbolicamente a presidência do G20, o G20 Social tem o objetivo de ampliar a participação dos atores não-governamentais nas atividades e processos decisórios do G20 que, durante a presidência brasileira tem por lema “Construindo um Mundo justo e um planeta sustentável”. Pela primeira vez realizado no Brasil, o G20 foi ampliado também de forma inédita pelo G20 Social. Nada mais justo que a sociedade civil, quase sempre a mais impactada pelas políticas públicas, participe de alguma forma das decisões dos grandes líderes mundiais. Em sua palestra intitulada “Crea-RJ: 90 anos a serviço da sociedade, construindo pontes para o futuro”, no Armazém 1b, na Zona Portuária, Miguel Fernández destacou o protagonismo das engenharias ao fazer um retrospecto do Conselho desde a sua fundação, há 90 anos, atuando cada vez mais em defesa da sociedade, por meio por meio do trabalho dos profissionais de Engenharia, Agronomia e das Geociências. Um dos maiores do país, o Crea-RJ reúne cerca de 110 mil profissionais de 20 mil empresas. “Pela primeira vez, o Brasil está sediando este que é o maior encontro mundial, onde reúne os grandes líderes das 20 maiores economias do mundo. O Crea do Rio de Janeiro não poderia estar de fora dessa inovação que o Brasil trouxe, que é o G20 social, a fim ampliar a participação deste grande evento, deste grande encontro, não só para suas lideranças, mas também para sua população”, afirmou o presidente do Crea-RJ, num palestra que reuniu de estudantes de engenharia a profissionais do setor. Realizado pelo governo do estado e pela Secretaria estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade em parceria com a ONU-Habitat e GreenNova Hub, o fórum Conexão 2030 reúne no G20 Social representantes da sociedade civil, do poder público local, do mundo acadêmico e de hubs internacionais de inovação para debater estratégias de aceleração da implantação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nos países.  Fernández lembrou que “diversos eventos estão acontecendo em paralelo, debatendo variados temas e nós estamos aqui apresentando a importância do nosso conceito, nosso sistema profissional, nos últimos 90 anos da evolução e desenvolvimento dos setores das Engenharias, Agronomia e Geociências no estado do Rio de Janeiro”.  “Parabéns aos organizadores. Que contem conosco e que eles tenham aqui o fruto de muito debate para o avanço do nosso planeta, do nosso país, do nosso estado e da nossa cidade”, afirmou o presidente do Crea-RJ. Em sua palestra, Fernández ressaltou a importância da fiscalização do Crea-RJ, que defende o exercício legal da profissão, reduzindo os riscos das atividades profissionais das engenharias e, com isso, defendendo a sociedade. Os profissionais do Sistema Confea/Crea e Mútua trabalham diariamente em benefício da população, por meio de suas ações voltadas para a segurança, a qualidade e a sustentabilidade de obras, projetos e serviços: seja na construção de infraestrutura resiliente, no desenvolvimento de soluções inovadoras, nos desafios ambientais ou na promoção de práticas responsáveis que visam a um futuro mais sustentável e justo para todos. Perguntado pelo engenheiro Wallace Ronda sobre os projetos tecnológicos em desenvolvimento no Crea-RJ, o presidente do Conselho reforçou que está “investindo pesado na parte tecnológica” e que o setor de fiscalização será um dos mais afetados positivamente. Miguel Fernández lembrou, por exemplo, que estão funcionando muito bem as tags que informam, por meio de QR Codes, todas as informações sobre as Anotações de Responsabilidade Técnica (ART), que ajudam a rastrear os responsáveis técnicos por obras e serviços de engenharia em todo o estado. A tecnologia fez sucesso no Rock in Rio. “Estamos usando a ART como instrumento de inteligência”, disse Fernández, lembrando que está sendo aperfeiçoado o sistema de cruzamento de dados com o Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj), que vai permitir a identificação de todos os responsáveis técnicos por equipamentos de manutenção de hospitais e clínicas.  “Isso vai salvar vidas”, observou Fernández. Confira o vídeo! Em seu palestra, o presidente do Crea-RJ destacou a importância do Rio de Janeiro como berço do ensino das engenharias no país, além de polo de atividades econômicas que têm a Engenharia como protagonista, como a extração de petróleo e gás e a produção de energia nuclear. Miguel Fernández ressaltou também a atuação decisiva da Engenharia na construção de grandes obras que alteraram de modo positivo a paisagem urbana do estado, como a Floresta da Tijuca, o Edifício A Noite, o Sistema Guandu, o Maracanã – que já sediou duas copas mundiais – a Ponte Rio-Niterói, o interceptor oceânico, o Sambódromo, o Porto do Açu e as usinas nucleares. A Ponte, que completou 50 anos em março, o Bondinho do Pão de Açúcar e o monumento do Cristo Redentor são algumas das grandes obras que compõem a logo dos 90 anos do Crea-RJ, com o lema “Construindo pontes para o futuro”