4 de junho, Dia do Engenheiro Agrimensor e da Engenheira Agrimensora
A Engenharia de Agrimensura é responsável pelo levantamento e medição de terrenos para obras urbanas e rurais. O engenheiro agrimensor trabalha com as descrições dos espaços físicos a serem utilizados na infraestrutura sanitária, hidráulica e de transportes. Esse profissional está apto para administrar, prever, distinguir e mapear possíveis problemas com o decorrer de uma obra, usando dados observados na área a ser construída. Através de fotografias aéreas, posicionamento global (GPS) e satélites é possível fazer a medição, entender as características e estudar o relevo de um terreno. O engenheiro agrimensor realiza esse trabalho para que o engenheiro civil idealize a construção de casas, prédios, ruas e usinas. Vale destacar que um agrimensor é responsável por delimitar os limites legais de propriedades, tanto rurais quanto urbanas. Sua principal função consiste em coletar, organizar e fornecer informações para documentos legais, como laudos técnicos para construção civil ou projetos de mineração e energia, entre outras áreas específicas. Descubra como um agrimensor pode garantir a precisão e legalidade em seus empreendimentos. O engenheiro agrimensor também pode apontar as áreas, após análise das características da localização, que são passíveis de habitação. A viabilidade de ocupação pode ser ampliada para outros setores, como os imóveis com o propósito comercial, indústrias ou, até mesmo, com o trabalho relacionado às áreas da agricultura e pecuária. O profissional possui conhecimento sobre topografia, geodésia e batimetria, além de estar apto ao trabalho com o cálculo de pontos topográficos e geodésicos. É provável que este profissional seja protagonista no desenvolvimento de planos diretores de municípios e trabalhe com outros profissionais da área da Engenharia na elaboração deste documento. Com o progresso tecnológico, o profissional poderá contar com o auxílio de ferramentas como GPS e satélites para auxiliar no processo produtivo. Por outro lado, o engenheiro agrimensor poderá encontrar dificuldades de trabalho em algumas localidades. Principalmente por questões geográficas e de topografia irregular para acesso e desempenho de funções da área profissional. O curso superior de Engenharia de Agrimensura é uma formação considerada nova no país. A Lei nº 3.144, de 20 de maio de 1957, é a responsável pela instituição e pelas diretrizes sobre a área. Em 4 de junho, comemora-se o Dia do Engenheiro Agrimensor. Formação Acadêmica O curso de graduação em Engenharia de Agrimensura tem duração de cinco anos e oferece uma base sólida em matemática, física, química, computação, topografia, cartografia, geodésia e legislação. Já o programa de mestrado visa a aprofundar os conhecimentos do profissional em áreas específicas, como geotecnologia, sensoriamento remoto, fotogrametria e sistemas de informação geográfica (SIG). O doutorado em Engenharia de Agrimensura prepara o profissional para a pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias na área. Há diversos cursos de especialização em Engenharia de Agrimensura disponíveis para o profissional que deseja se aperfeiçoar em áreas específicas, como geoprocessamento, cadastramento territorial e gestão de recursos hídricos. Áreas de Atuação O Engenheiro Agrimensor possui um amplo campo de atuação, podendo trabalhar em diversas áreas. Setor público: órgãos governamentais federais, estaduais e municipais que atuam nas áreas de planejamento urbano, desenvolvimento rural, meio ambiente e infraestrutura. Empresas privadas: empresas de consultoria, geoprocessamento, cartografia, mineração, construção civil e agronegócio. Instituições de ensino e pesquisa: universidades, centros de pesquisa e institutos de tecnologia. Autônomo: prestação de serviços de consultoria e assessoria em Engenharia de Agrimensura. Mercado de Trabalho O mercado de trabalho para Engenheiros Agrimensores é promissor, com alta demanda por profissionais qualificados em diversos setores da economia. A expectativa é que a demanda continue crescendo nos próximos anos, impulsionada pelo desenvolvimento tecnológico, pela urbanização crescente e pela necessidade de soluções sustentáveis para a gestão dos recursos naturais. O Crea-RJ parabeniza os engenheiros agrimensores por seu dia, 4 de junho, reconhecendo sua importante contribuição, por meio de seus conhecimentos de medição, mapeamento, georreferenciamento e registro de propriedades, para o desenvolvimento urbano, rural e ambiental do nosso estado.
Parabéns ao município de Itatiaia por seus 35 anos!
Foi somente no início do século XIX que surgiu o povoado de Campo Belo, atual Itatiaia, com a instalação do Distrito de Paz e Tabelionato, em 13 de maio de 1832, para, inclusive, o registro de terras e de escravos. Em 31 de dezembro de 1943, o Decreto-Lei nº 1056 deu ao quarto distrito de Resende e Vila de Campo Belo o expressivo nome de Itatiaia que, em tupi guarani, segundo Afonso de Taunay, quer dizer “pedras cheias de pontas”. No século XVII, toda a região compreendida entre Queluz/SP e Barra Mansa/RJ era originalmente ocupada pelos índios Puris e servia de rota do escoamento do ouro das Minas Gerais para os portos de Angra dos Reis e Paraty, seja por onde hoje existe Mauá, ou pela Serra do Picu, passando por onde hoje é Itatiaia. É da época do Ciclo do Café a formação das maiores fazendas da região, como a de Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, onde é a atual área do Parque Nacional do Itatiaia, com suas matas preservadas graças a seu proprietário não ter aderido à monocultura cafeeira. Foi no século XX que cientistas naturalistas, geólogos e botânicos visitaram e estudaram o Maciço do Itatiaia. O Maciço do Itatiaia com suas elevações, picos, cascatas, rios, matas e vales é um convite permanente para os turistas ocuparem a região, seja no próprio Parque Nacional do Itatiaia, seja em Penedo, antiga colônia finlandesa, ou ainda nas Vilas de Maringá e Maromba, na região de Visconde de Mauá. O Crea-RJ parabeniza Itatiaia por seus 35 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Fonte: Prefeitura Municipal de Itatiaia
Dia do Geólogo

Os geólogos são profissionais que se dedicam ao estudo da Terra, bem como a matéria que a compõe, o seu mecanismo de formação, as alterações que ocorrem desde sua origem e a estrutura que a superfície possui atualmente. Eles também são responsáveis por garantir a disponibilidade de materiais essenciais para a economia e o desenvolvimento, assim como avaliar riscos e desenvolver estratégias para minimizar os impactos de terremotos, vulcões e outros eventos geológicos. Esses profissionais desempenham um papel fundamental na sociedade, pois atuam, principalmente, na exploração e gestão de recursos naturais, como minerais, petróleo, gás e água subterrânea, além de serem essenciais no estudo da contingência de desastres naturais, como terremotos e deslizamentos de terra. O curso de Geologia foi regulamentado pelo Ministério da Educação – MEC e as atividades desempenhadas pelos profissionais formados na área foram normatizadas pela Resolução Nº 1.010, pela Lei Federal Nº 4.076, publicada em 23 de junho de 1962 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). Em 30 de maio, comemora-se o Dia do Geólogo. Graduação O curso confere o título de bacharelado e licenciatura, possuindo cerca de quatro a cinco anos de duração. Trata-se de uma jornada que prepara os alunos para se tornarem especialistas no que se diz respeito ao planeta Terra, suas composições, estrutura e processos. Neste caminho, os estudantes são introduzidos a disciplinas como mineralogia, petrologia, paleontologia, estratigrafia, geofísica, entre outras matérias que servem como base para o conhecimento prático do geólogo. Pós-Graduação A pós-graduação em Geologia, assim como o mestrado e doutorado, oferece oportunidades para que o profissional possa entender os processos geológicos e aplicar seus conhecimentos em contexto prático e em pesquisa, bem como técnicas avançadas utilizadas para a análise da superfície terrestre, classificação de rochas e solos, batimetria e geodésia, análise de laboratório e modelagem teórica, assim como realizar exames químicos e físicos de materiais. O geólogo pode se especializar nas seguintes áreas: O Crea-RJ reconhece e valoriza o papel dos geólogos na mitigação e adaptação às mudanças climáticas, nas boas práticas ambientais e nas perspectivas futuras que garantem a segurança e o bem-estar da população. Parabenizamos todos esses profissionais por sua incansável busca pelo conhecimento e pela verdade científica.
COMUNICADO – Ponto facultativo

Em virtude do feriado de Corpus Christi, não haverá expediente na sede, inspetorias e postos de relacionamento do Crea-RJ nos dias 30 e 31 de maio. O Conselho volta às atividades normais na segunda-feira, dia 3 de junho.
88 anos de fundação do IBGE

Em 29 de maio de 1936, o Brasil testemunhou um marco histórico: a fundação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Nascido sob o nome de Instituto Nacional de Estatística (INE), o órgão federal viria a se tornar um pilar fundamental para o desenvolvimento do país, fornecendo dados precisos e confiáveis sobre o território e a população brasileira. A criação do IBGE não foi um evento isolado. Desde o período imperial, o Brasil já reconhecia a importância de coletar e analisar dados estatísticos. Em 1871, a Diretoria Geral de Estatística foi fundada, mas a necessidade de um órgão mais abrangente e coordenado se tornou cada vez mais latente, especialmente após a implantação do registro civil em 1888. Em 1934, o então presidente Getúlio Vargas assinou o Decreto nº 24.609, instituindo o INE. Essa data marca o início oficial da história do IBGE, que viria a ser oficializado em 1940. A partir de então, o órgão se dedicou a realizar pesquisas e levantamentos abrangentes sobre o Brasil, abrangendo desde a demografia e economia até a Geografia e Cartografia. O Censo Demográfico Um dos primeiros grandes projetos do IBGE foi o Censo Demográfico de 1940, o primeiro realizado em todo o território nacional. Esse censo forneceu dados importantes sobre a população brasileira, como tamanho, distribuição espacial, composição racial e etnia, nível educacional e condições de vida. As informações coletadas se tornaram essenciais para o planejamento de políticas públicas e investimentos em áreas estratégicas. Ao longo dos anos, o IBGE se consolidou como uma instituição de referência no cenário nacional e internacional. O órgão expandiu seu escopo de atuação, realizando pesquisas e levantamentos cada vez mais complexos e abrangentes. Entre os principais trabalhos do IBGE estão: A Importância do IBGE para o Brasil O IBGE é peça fundamental para o desenvolvimento do Brasil. Seus dados subsidiam a formulação de políticas públicas em diversas áreas, como educação, saúde, infraestrutura, segurança e desenvolvimento social. As informações coletadas pelo órgão também são utilizadas por empresas, instituições de pesquisa e a sociedade civil para embasar decisões estratégicas e promover o bem-estar da população. Ao longo de sua história, o IBGE se consolidou como um símbolo de conhecimento e transparência. Seus dados são essenciais para o planejamento do futuro do Brasil e para a construção de uma sociedade mais justa e próspera. A instituição se dedica a garantir a qualidade e a confiabilidade de suas informações, utilizando metodologias rigorosas e tecnologias de ponta. O Crea-RJ homenageia o IBGE por seu papel de referência nacional e internacional na produção de conhecimento, fornecendo dados cruciais para o desenvolvimento brasileiro. Nosso reconhecimento extensivo ao notável quadro técnico de geógrafas e geógrafos, cujas dedicação e proeminência têm sido imprescindíveis para esse processo de disseminação e valorização da Geografia no país.
CURSO INTENSIVO DE AUTOVISTORIA PREDIAL DE GÁS
Dia do Engenheiro de Custos
A Engenharia de Custos tem ganhado destaque no mercado de trabalho brasileiro, refletindo a crescente demanda por profissionais especializados na gestão financeira de projetos de engenharia. Esses profissionais são responsáveis por atividades como estimativa e previsão de custos, controle de gastos, avaliação de investimentos e análise de riscos, garantindo o equilíbrio ideal entre despesas, qualidade e prazos dos empreendimentos. O mercado de trabalho para engenheiros de custos é amplo, sendo requisitados em setores como construção civil, petróleo e gás, energia, infraestrutura e indústrias farmacêutica e química. Além disso, há oportunidades em empresas de serviços ligados à educação, finanças, saúde e transportes, bem como em órgãos públicos e instituições de ensino. A versatilidade do engenheiro de custos permite sua atuação em diversas engenharias, incluindo civil, elétrica, mecânica, ambiental e naval. A remuneração para engenheiros de custos é considerada atrativa. De acordo com dados do site vagas.com.br, a média salarial é de aproximadamente R$ 8.656,00, podendo variar conforme a experiência, localização e porte da empresa. Profissionais em início de carreira têm salários em torno de R$ 7.286,00, enquanto aqueles com maior experiência podem alcançar remunerações de até R$ 11.145,00. Formação e Capacitação Até recentemente, não havia cursos de graduação específicos em Engenharia de Custos no Brasil. Contudo, algumas instituições, como o Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos (IBEC), passaram a oferecer essa formação, visando suprir a carência de profissionais especializados na área. O curso de Engenharia de Custos tem carga horária de 3.680 horas/aula, podendo ser concluído em cinco anos, e prepara o aluno para atuar em diversas etapas de projetos de engenharia, desde a concepção até a execução e controle financeiro. Alguns dos setores que mais contratam são: – Construção Civil: responsável por grandes obras de infraestrutura, como edifícios, rodovias, pontes e aeroportos, esse setor exige profissionais para elaborar orçamentos e analisar a viabilidade econômica dos projetos. – Petróleo e Gás: empresas desse ramo lidam com investimentos milionários, tornando essencial o trabalho de um engenheiro de custos para mitigar riscos financeiros. – Energia: seja em usinas hidrelétricas, solares ou eólicas, o planejamento detalhado de custos é fundamental para o sucesso dos empreendimentos. – Indústrias: setores como automotivo, farmacêutico, químico e naval precisam de engenheiros de custos para otimizar processos e reduzir desperdícios. – Órgãos Públicos: governos e prefeituras necessitam desses profissionais para elaborar orçamentos de obras públicas, garantindo o uso eficiente do dinheiro público. – Consultorias e Auditorias: muitas empresas especializadas em engenharia oferecem serviços de consultoria em custos, auxiliando clientes na tomada de decisões estratégicas. Expansão e novas oportunidades O avanço da tecnologia também tem impulsionado novas oportunidades para engenheiros de custos. Ferramentas de inteligência artificial, modelagem BIM (Building Information Modeling) e softwares de gestão financeira têm aumentado a precisão na previsão de custos, tornando o setor ainda mais técnico e especializado. Além disso, com a crescente preocupação com sustentabilidade, a engenharia de custos tem um papel fundamental na busca por alternativas que reduzam desperdícios e tornem os projetos mais viáveis economicamente sem comprometer o meio ambiente. A demanda pelo profissional também é crescente em concursos públicos, onde engenheiros de custos são requisitados para atuar em departamentos de orçamento e fiscalização de obras públicas, garantindo transparência e eficiência nos gastos do governo. Confira o vídeo aqui
Parabéns ao município de Maricá por seus 210 anos!
A colônia Maricá começou a ser povoada no início do século XVI, devido à necessidade da Coroa Portuguesa de defender o litoral de ataques dos corsários franceses. A partir de 1574, as terras foram doadas a colonizadores portugueses, divididas em sesmarias (lotes de terras distribuídos em nome do rei de Portugal, com intenção de incentivar o cultivo em terras virgens). O primeiro centro efetivo de população, fundado por monges beneditinos em 1635, surgiu junto à Fazenda de São Bento, em São José do Imbassaí, onde foi construída a primeira capela dedicada à Nossa Senhora do Amparo. Em 1814, o local passou a se chamar Vila de Santa Maria de Maricá e, em 1889, o recém-criado governo republicano elevou a vila à categoria de cidade. O nome Maricá vem de uma árvore denominada Mimosa sepiaria Benth, popularmente conhecida como espinheiro-maricá, muito comum e abundante na região. O naturalista britânico Charles Darwin incluiu Itaipuaçu em seu roteiro de pesquisas sobre fauna e flora da Mata Atlântica, em 1832. Os estudos resultaram em observações escritas no livro “A Origem das Espécies”, que tornou o cientista famoso no mundo todo. O circuito de trilhas por onde andou ficou conhecido como “Caminhos de Darwin” e é hoje uma atração turística de Maricá. O Crea-RJ parabeniza Maricá por seus 210 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Fonte: Prefeitura Municipal de Maricá
Seminário vai debater na PUC-Rio a questão da transição energética nas cidades

A transição dos sistemas energéticos mundiais para fontes de energia de baixo carbono é crucial para evitar impactos catastróficos do aquecimento global, que está na origem das mudanças climáticas que atingem todo o planeta. Para alcançar emissões líquidas zero antes do final deste século, é necessário promover uma mudança radical na forma como a energia é produzida e consumida. A maior parte da procura de energia acontece nas áreas urbanas. Portanto, sem envolver as cidades no processo de transição energética os esforços de descarbonização serão praticamente nulos. Com essa visão, a Prefeitura do Rio, o Instituto de Energia da PUC-Rio e a ONU Habitat – o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos – se uniram para organizar o Seminário “ENERCITY – Rio: Capital da Transição Energética em Cidades”, que será realizado no próximo dia 28, terça-feira, das 9h às 13h, no auditório RDC da PUC-Rio, na Gávea, Zona Sul do Rio. O seminário será aberto pelo prefeito Eduardo Paes; pelo reitor da PUC-Rio, padre Anderson Pedroso; pelo representante da ONU Habitat, Elkin Velasquez Monsalve; e pelo representante do Instituto de Energia da PUC-Rio, David Zylbersztajn. “Com esse seminário, pretendemos fazer do Rio um projeto-piloto de transição energética para ser replicado por toda a América Latina “, destaca Zylbersztajn, um dos professores do Instituto de Energia da PUC-Rio, que vem promovendo estudos, cursos e seminários, com o objetivo de identificar desafios e oportunidades no setor. Com os professores Edmar de Almeida e Eloi Fernández y Fernández, David Zylbersztajn publicou no jornal “O Globo artigo no qual adverte que para acelerar a transição energética no país é fundamental mobilizar as cidades, enquanto o debate e os estudos sobre política e regulamentação energética concentram-se no nível nacional. “A transição energética tornou-se um dos assuntos mais debatidos nos círculos académicos, no governo e em foros empresariais, centralizado essencialmente na descarbonização pela substituição de combustíveis fósseis. No entanto, existe um ponto cego no debate sobre o assunto no Brasil: o papel das cidades. Aqui, política energética é considerada assunto federal, em menor grau estadual, menos ainda municipal. Vê-se pouco ou nenhum envolvimento das cidades no tema. Trata-se de um paradoxo, pois cerca de 70% das emissões energéticas acontecem nas cidades”, escreveram os professores do Instituto de Energia da PUC-Rio, um dos parceiros na realização do seminário. “O ambiente urbano é o ponto cego na transição energética. O tema da energia está submetido a questões nacionais. Temos que fazer o foco no território urbano, já que as cidades são as grandes consumidoras de energia”, observa o diretor do Instituto de Energia da PUC-Rio, o professor Eloi Fernández y Fernández, que será um dos mediadores do seminário. Evento paralelo oficial do “Rio, capital do G20”, o seminário Enercity vai contar também com a participação dos seguintes palestrantes: o secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico, Chico Bulhões; Edmar de Almeida, do Núcleo KPMG/IEPUC de Transição Energética; a secretária municipal de Transporte, Maina Celidonio; Ernesto Pousada, presidente da Vibra Energia; Rafael Quaresma, presidente da Rio Trilhos; Guilherme Ramalho, presidente do Metrô Rio; Thiago Dias, subsecretário executivo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico; André Paro, diretor da Promon Engenharia; Flávio Lopes, presidente da Comlurb: Marilene Ramos, diretora da Águas do Brasil; Maurício Carvalho, presidente da Urca Energia; Nelmara Arbex, sócia líder ESG Alat; Lucas Padilha, presidente do Comitê Rio G20; e Marcelo Gattass, vice-reitor de Desenvolvimento da PUC-Rio. O seminário vai abordar os seguintes temas: Transição energética e o marco conceitual e Transição Energética e o Rio de Janeiro (Mobilidade Urbana: Eficiência, Edificação e Território Urbano; e Água e Resíduos Urbanos). O evento é também resultado de uma parceria entre Prefeitura do Rio, PUC-Rio e ONU Habitat, que assinaram uma carta de intenções com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento urbano sustentável nas cidades da América Latina. O acordo prevê atividades que possam ampliar a promoção de alianças e parcerias para implementação da Nova Agenda Urbana para o Desenvolvimento Sustentável e impactar positivamente o progresso, a prosperidade e a integração regional, particularmente com foco no setor de energia. Nesta quinta-feira, a Prefeitura do Rio apresentou cinco iniciativas de eficiência e transição energética que estão sendo implantadas na cidade, durante a assinatura do Acordo de Cooperação Energética para compartilhar soluções sustentáveis e integradas com três municípios do estado: Maricá, Mesquita e Niterói. O pacto foi assinado no Seminário de Boas Práticas – Cidades Eficientes e Transição Energética, no Palácio da Cidade, em Botafogo. O objetivo do “Transição Rio” é promover a transição energética na região metropolitana para estimular a geração de energias renováveis e a criação de empregos verdes nas cidades. As iniciativas da Prefeitura do Rio para eficiência e transição energética na cidade são o Solário Carioca, uma PPP para implantação, manutenção e operação de uma Usina Solar Fotovoltaica; o Circo Solar, primeiro espaço cultural do Rio de Janeiro a gerar 100% da energia que consome; o programa Cidades Eficientes, um mapeamento dos consumos de energia e água das escolas municipais da cidade do Rio; o Centro de Energia e Finanças do Amanhã; e o projeto de aquisição de energia verde e renovável no mercado livre de energia, vencedor da categoria “Inovação e Sustentabilidade Ambiental”, no Prêmio InovaCidade 2023, realizado pelo Instituto Smart City America Business. O Rio foi o primeiro município do Brasil a comprar energia no mercado livre, sem intermediação de concessionária. O projeto foi centrado no uso das energias eólica e solar para abastecimento do Centro Administrativo São Sebastião (CASS), na Cidade Nova. Na primeira etapa do projeto, foi realizado um pregão para aquisição de mais de 76 mil MWh em um contrato de cinco anos, que resultou na economia de mais de R$ 30 milhões nas despesas de energia na sede administrativa municipal. Além disso, o projeto evita 40 mil toneladas de CO2 e zera as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE).
DIA DA GEÓGRAFA E DO GEÓGRAFO MOVIMENTA O CREA DO RIO
O Crea-RJ vai realizar um evento em comemoração ao Dia da Geógrafa e do Geógrafo, 29 de maio. Ciclo de palestras com debate, uma homenagem aos 88 anos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o lançamento oficial do Prêmio Orlando Valverde do Mérito da Geografia fazem parte da programação do encontro, que ocorrerá na sede do Conselho no dia 28 de maio – um dia antecipado por conta do feriado de Corpus Christi na quinta-feira. A Geografia desempenha um papel fundamental no desenvolvimento da sociedade, pois proporciona uma compreensão abrangente do mundo em que vivemos. Seu estudo e aplicação, por meio das geógrafas e dos geógrafos, possibilita analisar e compreender as interações entre as pessoas e o meio ambiente, a distribuição de recursos naturais, as características físicas da terra e os padrões de assentamento humano. Nesse sentido, as palestras técnicas sobre “Geotecnologia”, “Dimensões Físicas do Espaço Geográfico” e “Indicação Geográfica”, seguidas de debate, proporcionarão perspectivas de conhecimento e possibilidades de discussão sobre os assuntos abordados. Na ocasião, também haverá uma palestra sobre o IBGE e sua trajetória desde sua fundação, 29 de maio de 1936, além da homenagem do Crea-RJ. Por meio de sua Câmara Especializada de Engenharia de Agrimensura – CEAgri, o Crea-RJ instituiu o Prêmio Orlando Valverde do Mérito da Geografia, que tem como objetivo expressar reconhecimento a pessoas, instituições, entidades ou empresas que tenham se destacado por suas posições, ações, trabalhos, estudos e projetos na área. O lançamento oficial da premiação ocorrerá na solenidade, que homenageará a família de Valverde, morto em 2006. Clique aqui e inscreva-se para participar! Sobre os palestrantes Geógrafa Adma Hamam de Figueiredo Doutora em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia Política, atuando principalmente em zoneamento ecológico e econômico, desenvolvimento sustentável, diagnóstico ambiental, gestão do espaço e desenvolvimento regional. Atua na Coordenação de Geografia (CGEO/DGC) do IBGE. Geógrafo Fábio Amaral Geógrafo formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. Experiência em EIA-RIMA, Diagnóstico de Riscos Sociais e Ambientais, Diagnósticos Sociais e Territoriais, Reurbanização de favelas, Planos de Manejo, Licenciamento e Ambiental, Gestão Ambiental de Empreendimentos, Avaliação ambiental e Social de Empreendimentos e Dutovias. Ex-conselheiro do Crea-RJ e membro da Associação Profissional de Geógrafos (APROGEO-RJ). Geógrafo Marcelo Motta de Freitas Doutor em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Pesquisador da PUC-Rio na área de Geomorfologia e professor dos cursos de Mestrado em Geografia, graduação em Geografia e Arquitetura na mesma universidade. Geógrafo Maurício Crespo Geógrafo formado pela Geografia Universidade Federal Fluminense – UFF e especialista em Engenharia Ambiental pelo Instituto Alberto Luís Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ). Diretor Geral da Planisphere Estudos Geográficos e Ambientais e membro da Associação Profissional de Geógrafos (APROGEO-RJ). Geógrafo Paulo Cesar da Costa Gomes Pós-doutor em Geografia pela Universidade Université de Paris III. Professor convidado em diversas Universidades da França (La Rochelle, Pau, Lyon e Reims). Atualmente é professor titular no Departamento de Geografia da UFRJ. Tem experiência nas áreas de Teoria e Métodos em Geografia, com ênfase em História do Pensamento Geográfico, Epistemologia da Geografia e Geografia Política. Membro da Associação Profissional de Geógrafos (APROGEO-RJ). Geógrafo Raúl Sánchez Vicens Doutor em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Atualmente é professor associado da Universidade Federal Fluminense – UFF e pesquisador do CNPq. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Sensoriamento Remoto, atuando principalmente em monitoramento da cobertura vegetal e uso da terra; dinâmica, evolução e estabilidade das paisagens; classificação e cartografia das paisagens. Geógrafa Regina Cohen Barros Pós-doutora em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp. Atualmente é professora aposentada do curso de Graduação em Geografia do Departamento de Geografia/IA da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Atuou no Colégio e no Departamento de Geografia.Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia Agrária. Membro da Associação Profissional de Geógrafos (APROGEO-RJ).