Fiscalização do Crea-RJ dá atenção especial ao parque de diversões do Rock in Rio

Depois de ter atuado no período da montagem da Cidade do Rock, a equipe de fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ) permanece atuando todos os dias na realização do Rock in Rio, que começa hoje, celebrando os 40 anos de lançamento do que se tornou o maior festival de música e entretenimento do mundo. O gerente da fiscalização do Crea-RJ, engenheiro Cosme Chiniara, informou que os fiscais vão atuar diariamente na Cidade do Rock, com atenção especial para as instalações do parque de diversões, que conta com cinco brinquedos. A Roda Gigante é o brinquedo previsto para funcionar até mais tarde, às 2h da manhã. A fiscalização do Crea-RJ atualizou os números da presença dos profissionais de engenharia no evento. São 158 profissionais de 74 empresas e responsáveis por 428 ARTs, a  Anotação de Responsabilidade Técnica. Com a ART, as autoridades podem ser imediatamente informadas da responsabilidade pelos eventos. Isso facilita o rastreamento dos profissionais envolvidos em eventuais falhas, que podem resultar em inquéritos policiais e processos na Comissão de Ética do Conselho. Outros dois conselhos profissionais também atuam na fiscalização do Rock in Rio: o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio (CAU/RJ), com 180 Registros de Responsabilidade Técnica; e o Conselho Regional de Técnicos Industriais do Rio (CRT/RJ), que tem quatro Termos de Responsabilidade Técnica registrados.  O superintendente técnico do Crea-RJ, engenheiro Leonardo Dutra, manifestou satisfação com todo o trabalho realizado pelos fiscais, assim como a colaboração dos profissionais do Rock in Rio.   “A fiscalização do Rock in Rio está muito positiva. O evento é muito organizado. Eles ajudam a gente com bastante informação. A gente consegue fazer uma fiscalização ativa em que se consegue proteger o exercício legal da profissão. Todas as instalações têm responsáveis técnicos. O Rock in Rio está de parabéns junto com a Engenharia”, afirmou Dutra. Os profissionais do Crea-RJ estão divididos em engenheiros civis (193), eletricistas (126), de segurança do trabalho (106), mecânicos (75) e químicos (10). Os engenheiros mecânicos e eletricistas são os responsáveis pelas instalações do parque de diversões, que faz a festa do público no festival. Além da roda gigante, a maior transportável da América Latina, com 36 metros de altura, há também a montanha russa, o mega download – que se sobe e desce a 30 metros de altura –, o discovery – que faz movimentos a 20 metros do solo – e a tirolesa, a grande sensação do festival. Quem nunca se emocionou ao ver a tirolesa passar diante do Palco Mundo, enquanto acontecem os shows? A tirolesa tem capacidade para cerca de 1.500 pessoas/dia, percorre uma distância de 200 metros e chega a atingir uma altura de 22 metros. Para a fiscalização do Crea-RJ, a grande novidade no evento é o emprego de QR-Codes, que permitem a qualquer um com um smartphone o acesso às informações dos responsáveis técnicos pelas instalações da Cidade do Rock. Até o início do festival, foram instalados 95 QR-Codes, que funcionam como placas virtuais com as informações sobre os profissionais responsáveis, suas empresas e as ARTs (Anotações de Responsabilidade Técnica). O QR-Code foi lançado e testado pelo presidente do Crea-RJ, engenheiro Miguel Fernández, em visita técnica à Cidade do Rock, no dia 3 passado. Na ocasião, o responsável técnico pela montagem da Cidade do Rock, o engenheiro Jackson Pessanha, destacou que a presença do Crea-RJ é “um selo de garantia para a obra”. O presidente do Crea-RJ afirmou esperar que a novidade facilite o acesso aos responsáveis técnicos pelas instalações do evento, contribuindo para dar maior segurança a todos. “Desde o início do mandato, em janeiro, a gente vem com uma comissão de fiscalização de megaeventos e evoluindo a cada ação. E dessa vez a gente traz uma novidade, que é fazer a verificação de responsável técnico por QR-Code. Aquele profissional ou cidadão que quiser saber quem é o responsável técnico por uma obra ou serviço pode com seu próprio celular acessar as informações”, afirmou o presidente, explicando que “dessa forma, vamos garantir que sempre se tenha acesso aos responsáveis técnicos e segurança para esse grande evento que é o Rock in Rio. São milhares de profissionais trabalhando, centenas de empresas envolvidas e é uma alegria estar fazendo parte disso, mostrando um pouquinho do antes, durante e depois desse grande espetáculo no Rio de Janeiro”.

Presidente do Crea-RJ em entrevista ao vivo ao Jornal da Tupi: ‘A ação da fiscalização salva vidas’

Em entrevista ao vivo ao jornalista Sidney Rezende, âncora do Jornal da Tupi, na quinta-feira, dia 12 de setembro, o presidente do Crea-RJ, o engenheiro Miguel Fernández, afirmou que tem investido na comunicação dos trabalhos de fiscalização do Conselho porque “a ação da fiscalização salva vidas”. Indagado por Sidney se a fiscalização do exercício legal das profissões do Sistema Confea/Crea é mesmo rigorosa, Fernández explicou que a primeira tarefa do Conselho, nesse aspecto, é educar os profissionais e a sociedade. “Em primeiro lugar, a gente quer instruir os profissionais. Quer trazer à ciência a importância de uma obra ou serviço ter profissionais registrados. Por isso, a gente faz uma ação muito forte de comunicação e aí eu agradeço a Tupi pelo apoio a essa estratégia de informar os profissionais e à sociedade porque essa ação salva vidas, evita acidentes”, disse Fernández, acrescentando que, apesar de atuar educativamente, o Conselho também conta dispositivos legais para agir com todo o rigor em defesa da sociedade. “A gente sabe da importância de termos empresas e profissionais devidamente qualificados, habilitados e registrados. Se permanecer a negligência, a imprudência, aí a gente tem os dispositivos legais, como a multa, podemos ajuizar. Se representar risco à sociedade, podemos até paralisar algum serviço ou obra, por meio das parcerias que temos com a Defesa Civil estadual e a Polícia Militar”, lembrou o presidente do Crea-RJ. Os jornalistas da Tupi – Sidney Rezende, Chico Otávio e Maurício Bastos – manifestaram bastante curiosidade com a nova tecnologia empregada pelo Crea-RJ para a fiscalização do exercício legal da profissão, que foi lançada na Cidade do Rock, onde hoje começa o maior festival de música e entretenimento do mundo. O presidente do Crea-RJ explicou que a iniciativa é resultado da implantação de uma Equipe de Trabalho para Grandes Eventos, que desde janeiro já fiscalizou mais de cem eventos em todo o estado, incluindo o desfile das escolas de samba na Sapucaí e o show da Madonna, em Copacabana. Fernández lembrou que no dia seguinte após vencer a eleição para presidente do Crea-RJ, em novembro passado, houve um show da americana Taylor Swift, em que morreu uma menina  devido ao intenso calor e a falta de água para o público. Na ocasião, Fernández foi indagado sobre como seria a ação da fiscalização do Crea. Aí surgiu a ideia de fiscalizar grandes eventos. Para isso, a equipe de fiscalização do Crea faz ações de inteligência e de campo, em que o objetivo principal é coibir o exercício ilegal da profissão para minimizar os riscos de acidentes para os próprios profissionais e para o público. “Infelizmente existem, sim, muitos acidentes porque são estruturas montadas de forma transitória e exigem uma operação de acompanhamento antes, durante e depois. O nosso trabalho é garantir que essas empresas tenham responsáveis técnicos pelas obras e serviços, e estejam habilitadas para prestar aquele tipo de serviço e não uma de fundo de quintal. Para o profissional desempenhar esse serviço ele precisa preencher um documento chamado ART, que é a Anotação de Responsabilidade Técnica. Só um profissional devidamente habilitado e registrado no Conselho profissional pode fazer esse documento. É um documento de inteligência, onde levantamos todos os dados dos serviços de engenharia que estão ocorrendo formalmente no Rio de Janeiro”, explicou o presidente do Crea-RJ. Na entrevista ao Jornal da Tupi, transmitido diariamente às 18h pela Super Rádio Tupi (FM 96,5), o presidente do Crea-RJ explicou que “historicamente a ART era apresentada em placas de obras de construção civil”. “Só que isso não se aplica à nossa nova realidade. Muito menos num evento, que é passageiro. A placa agora é virtual. Através de um QR-Code qualquer pessoa com seu celular consegue ver todas as informações técnicas da empresa e do profissional. A Cidade do Rock tem cerca de cem QR-Codes indicando todas as ARTs dos profissionais. Estive lá e fui o primeiro a instalar a primeira placa virtual. Isso traz mais garantias que tem um serviço profissional prestado por uma empresa com responsabilidade”, assegurou Fernández. Indagado pelo jornalista Chico Otávio sobre o que é priorizado em termos de fiscalização, o presidente do Crea-RJ explicou que a ação deve ser levada em conta antes, durante e depois. Segundo ele, no período anterior ao início do evento se foca na segurança do trabalho dos profissionais do nosso setor.  “São várias as questões a serem observadas nesse quesito. Uma delas são os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), que envolvem todos os equipamentos de segurança. Verificamos também se as empresas têm o profissional qualificado para determinado tipo de serviço, como a parte elétrica, de estruturas, de ignifugação, para prevenção contra incêndios, quando há shows pirotécnicos, tem o combate a incêndios e pânico. O Corpo de Bombeiros faz a avaliação do projeto, mas o Crea verifica se tem um profissional devidamente habilitado e responsável pelo serviço”, explicou Miguel Fernández. Fernández lembrou ainda que o Crea-RJ terá fiscais durante todos os dias de realização do Rock in Rio.  “São muitas as intervenções que acontecem durante um evento e é importante que a gente esteja sempre atento e acompanhando. Depois tem toda a parte da desmobilização, que também representa um risco aos profissionais, além da questão do meio ambiente. Para onde vão os resíduos gerados? O Conselho vem trabalhando fortemente nisso”, disse o presidente do Crea. Também participou da entrevista o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio (CAU/RJ), Sydney Meneses, que falou sobre o Plano Diretor do Rio e a importância de os candidatos nas eleições municipais estarem atentos às leis de ordenamento do território urbano. Sydney destacou que entre as questões mais importantes relativas à desordem urbana estão “a ocupação inadequada de calçadas e praças, a população de rua que ocupa todas as áreas da cidade e o problema da criminalidade”, o que inclui a ação nefasta das milícias. “Você tem hoje em áreas dominadas pelo crime organizado uma produção de construções sem controle e sem cumprir as leis”, observou Meneses. O presidente do Crea-RJ, Miguel Fernández, lembrou também que firmou um

Presidente do Crea-RJ faz diagnóstico da crise hídrica no Sistema Imunana-Laranjal e propõe soluções

O presidente do Crea-RJ, engenheiro Miguel Fernández, especialista em recursos hídricos, faz um diagnóstico da crise hídrica pela qual passa o Sistema Imunana-Laranjal, que abastece 2 milhões de pessoas que vivem na Grande Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, parte de Maricá e Paquetá. Ele defende que uma das soluções seria a realização de grande obra de infraestrutura, como uma nova transposição do Rio Paraíba do Sul e a construção do chamado Túnel do Taquaril para ampliar a capacidade de abastecimento do Sistema Imunana-Laranjal.  Fernández informou que, pela primeira vez, o Crea-RJ ganhou assento no Conselho Estadual de Recursos Hídricos, onde vai levar o debate sobre a necessidade dessa grande obra. “O novo problema que está sendo alardeado por indisponibilidade hídrica na região do sistema Imunana-Laranjal é um velho conhecido dos profissionais do setor, já diagnosticado no plano de segurança hídrica do Estado do Rio de Janeiro há muitos anos”, afirmou o presidente do Crea-RJ. “A verdade é que, em anos de escassez hídrica, esse sistema sempre operou no seu limite e estamos vivendo agora no momento um ano de escassez hídrica em virtude dos eventos climáticos extremos. Se não chover nos próximos dias, faltará água na região da grande Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, parte de Maricá, Paquetá”, prevê o engenheiro Miguel Fernández. Ele lembra que o problema é grave devido à ausência de investimentos em décadas. “É um sistema que opera da mesma forma desde 1950, em que aproveitou obras de dragagem, do antigo DNOS, para transpor uma água para aquela região e que nunca foi ampliada sua capacidade. As intervenções que estão sendo realizadas agora são paliativas; o que é necessário ser feito é uma grande intervenção para trazer uma nova fonte de água para região”, afirma Fernández. Segundo o presidente do Crea-RJ, para lidar com o problema “existem diversas opções como, por exemplo, a dessalinização ou transpor água de outras fontes”. Para ele, a mais barata e viável já estudada é uma nova transposição do Rio Paraíba do Sul através de um túnel de aproximadamente 40 quilômetros que, além de resolver o problema de abastecimento de água da região resolveria também o problema do Polo Gaslub Itaboraí, que está sendo inaugurado agora e que também é um grande consumidor de água, o que agrava ainda mais a situação da região”. O presidente do Crea-RJ assinala que o projeto do Túnel do Taquaril funcionaria também como fonte de energia renovável e sustentável “porque tem um desnível de cerca de 250 metros que pode também estar trazendo esse ganho efetivo para toda a região.” Miguel Fernández destaca que a solução do Taquaril é a mais viável. “É um projeto de Engenharia importante, que o Estado do Rio precisa, e que pode ser visto como uma espécie de novo Guandu, mas dessa vez para abastecer o outro lado da Baía de Guanabara”, afirma. Fernández informou que, pela primeira vez, o Crea-RJ  ganhou assento no Conselho estadual de recursos hídricos, “o que vai poder levar esse debate para os tomadores de decisão e instituições com capacidade de investimento para realização desse tipo de projeto.”

Conheça o grafeno: ‘material do futuro’ que já transforma a tecnologia hoje

O grafeno é uma forma de carbono que consiste em uma única camada de átomos dispostos em uma estrutura bidimensional de favo de mel. É o material mais fino já descoberto, mas também é incrivelmente forte, sendo cerca de 100 vezes mais resistente que o aço. Além disso, o grafeno é um excelente condutor de calor e eletricidade e tem propriedades ópticas únicas, o que o torna transparente. Devido a essas características, tem potencial para ser usado em uma ampla gama de aplicações, desde eletrônicos até materiais compósitos e energia. Produzido através de várias técnicas, cada uma com características distintas, a esfoliação mecânica, que é a remoção de camadas de grafite com fita adesiva, foi o primeiro método utilizado para isolar o grafeno, mas que não é adequado para produção em massa. A deposição química de vapor (CVD) é um processo no qual um ou mais precursores gasosos são introduzidos em uma câmara de reação, onde ocorrem reações químicas na superfície do substrato aquecido, resultando na deposição de um material sólido. Esse é considerado promissor para a fabricação em larga escala de grafeno de alta qualidade. Outro método é a intercalação, que separa as camadas de grafite ao inserir moléculas ou íons entre elas. Por fim, a esfoliação química usa ácidos e oxidantes para esfoliar o grafite em camadas mais finas. Cada um desses métodos enfrenta desafios relacionados à qualidade do grafeno, eficiência do processo e escalabilidade para produção industrial. Aplicações do grafeno O grafeno é um material versátil com ampla possibilidade de aplicações potenciais. Na eletrônica, é utilizado em dispositivos como telas sensíveis ao toque e componentes eletrônicos flexíveis, aproveitando sua alta condutividade elétrica e transparência. No campo da energia, pode melhorar a eficiência de células solares e baterias e é usado em supercapacitores para armazenamento de energia rápido. Como aditivo em materiais compósitos, aumenta a resistência e a condutividade térmica e elétrica, ao mesmo tempo que reduz o peso dos materiais.  Na biomedicina, sua biocompatibilidade está sendo explorada para uso em dispositivos médicos e sensores. Além disso, é utilizado em membranas de filtragem para a purificação de água e outras aplicações de separação. O grafeno traz diversas vantagens para a indústria eletrônica: sua alta condutividade elétrica, que permite a criação de dispositivos mais eficientes e com maior velocidade de processamento; sua flexibilidade abre caminho para eletrônicos dobráveis e dispositivos vestíveis; sua transparência quase total o torna ideal para telas sensíveis ao toque e displays; por ser extremamente leve e resistente, pode levar à produção de dispositivos eletrônicos mais leves e duráveis; sua capacidade de dissipar calor eficientemente pode melhorar a vida útil e o desempenho dos eletrônicos. Grafeno e nanotubos de carbono Os nanotubos de carbono são estruturas cilíndricas formadas por átomos de carbono dispostos em uma rede hexagonal, semelhante à estrutura do grafeno. Eles podem ser classificados como de parede única (SWNTs) ou de parede múltipla (MWNTs), dependendo do número de camadas de grafeno enroladas para formar o tubo. Os nanotubos são conhecidos por suas propriedades de alta resistência à tração, condutividade elétrica e térmica e têm potencial para uso em diversas aplicações, incluindo eletrônicos, materiais compósitos e tecnologias emergentes. Embora possuam semelhanças, as estruturas distintas do grafeno e dos nanotubos de carbono conferem a cada um propriedades únicas. O grafeno é uma única camada de átomos de carbono arranjados em uma estrutura hexagonal bidimensional. Já os nanotubos de carbono são formados por folhas de grafeno enroladas em forma de cilindros ocos, que podem ser de parede única ou múltipla. Eles possuem propriedades mecânicas impressionantes e uma resistência à tração muito alta, com condutividade elétrica que varia conforme a estrutura do nanotubo, podendo ser metálica ou semicondutora. Essas diferenças estruturais resultam em uma variedade de aplicações potenciais para cada material no campo da tecnologia e dos materiais compósitos. O Crea-RJ é o Conselho Profissional que regulamenta o exercício tecnicamente habilitado dos profissionais da área tecnológica e entende que são as competências dos profissionais que o compõem as ferramentas para o avanço e o desenvolvimento. Técnica, ciência e pesquisa formam o tripé que mantêm a sociedade ativa, rumo ao futuro. Confira o vídeo e saiba mais

Confira a gravação da palestra técnica “Os desafios e avanços da meteorologia na agricultura”

O setor agrícola é extremamente vulnerável às alterações climáticas, já que depende das condições ambientais favoráveis para garantir uma produção de excelência. Desta forma, a aplicação de conhecimentos e tecnologias meteorológicas podem minimizar os impactos negativos causados pelas mudanças climáticas. Diante disso, por meio de uma palestra técnica, foram abordados os desafios provindos das mudanças climáticas no setor agrícola brasileiro. Quem ministra a palestra técnica “Os desafios e avanços da meteorologia na agricultura” é o meteorologista Luiz Felipe Rodrigues do Carmo, A mediação é do coordenador adjunto da Câmara Especializada de Agronomia, meteorologista Anselmo Pontes. Confira a gravação na íntegra

Setembro Amarelo 2024: se precisar, peça ajuda! Ligue 188

O dia 10 de setembro é oficialmente o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria, em parceria com o Conselho Federal de Medicina, trouxe a data para o calendário nacional, divulgando e conquistando parceiros em todo o Brasil. Em 2024, o tema é “Se precisar, peça ajuda!”, mas as diversas ações que já estão sendo desenvolvidas, seguem durante todos os outros meses. Ao longo dos anos, tem sido possível observar uma evolução na conscientização da sociedade como um todo em relação ao assunto, com quebra de tabus e a abertura para se conversar abertamente sobre suicídio em diferentes ambientes sociais, como dentro da família, nas empresas, imprensa e poder público. No mundo, uma em cada cem mortes é por suicídio! Dados da Organização Mundial da Saúde – OMS mostram que, embora os números de suicídio estejam diminuindo em todo o mundo, os países das Américas estão na contramão dessa tendência, com índices que não param de aumentar. No Brasil, os registros se aproximam de 14 mil casos por ano, ou seja, em média 38 pessoas cometem suicídio por dia.  Segundo dados da Secretaria de Vigilância em Saúde divulgado pelo Ministério da Saúde, em setembro de 2022, entre 2016 e 2021 houve um aumento de 49,3% nas taxas de mortalidade de adolescentes de 15 a 19 anos, chegando a 6,6 por 100 mil, e de 45% entre adolescentes de 10 a 14 anos, chegando a 1,33 por 100 mil. 12,6% por cada 100 mil homens em comparação com 5,4% por cada 100 mil mulheres, morrem devido ao suicídio, no país.  As taxas entre os homens são geralmente mais altas em países de alta renda (16,6% por 100 mil). Para as mulheres, as taxas de suicídio mais altas são encontradas em países de baixa-média renda (7,1% por 100 mil). Atualmente, apenas 38 países são conhecidos por terem uma estratégia nacional de prevenção do suicídio.  Esteja aberto a ajudar O tema ainda é visto como tabu. É importante falar sobre o assunto para que as pessoas que estejam passando por momentos difíceis e de crise busquem ajuda.  Se informar para aprender e ajudar o próximo é a melhor saída para lutar contra esse problema tão grave. É muito importante que as pessoas próximas saibam identificar que alguém está pensando em se matar e a ajude, tendo uma escuta ativa e sem julgamentos, mostrar que está disponível para ajudar e demonstrar empatia, mas principalmente levando-a ao médico psiquiatra, que vai saber como manejar a situação e salvar esse paciente. Movimento no Brasil O Centro de Valorização da Vida – CVV é parte fundamental desse processo. Uma das ONGs mais antigas do país, fundada em São Paulo em 1962, atua no apoio emocional e na prevenção do suicídio por meio do telefone 188, e também por chat, e-mail e pessoalmente.  Hoje, 3,5 mil voluntários, em cerca de cem postos, prestam serviço voluntário e gratuito 24 horas por dia, nos 365 dias do ano, aos que querem e precisam conversar sobre seus sentimentos, dores e descobertas, dificuldades e alegrias. De forma sigilosa e sem julgamentos, o voluntário do CVV busca ouvir aquele que liga com profundo respeito, aceitação, confiança e compreensão, valorizando a vida e, consequentemente, prevenindo o suicídio Após a implantação do telefone 188, em 2015, por meio de acordo com o Ministério da Saúde que garante gratuidade da tarifação telefônica, já foram registrados cerca de 3 milhões de atendimentos por ano. Todas as formas de acesso podem ser conferidas no site www.cvv.org.br, onde também é possível se informar sobre o Posto CVV mais próximo e como se tornar voluntário.

“Não deixe de contratar profissionais registrados”. Alerta para quem planeja construir ou fazer reformas é feito na Tupi pelo presidente do Crea-RJ

Em entrevista ao radialista Francisco Barbosa, da Super Rádio Tupi, nesta quinta-feira, dia 6 de setembro, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ), engenheiro Miguel Fernández, reforçou a importância de que quem precisa fazer uma construção ou obra de reforma em casa deve contratar profissionais e empresas registrados no Crea para prevenir-se de qualquer problema. “Aquele cidadão que quer contratar profissional e empresa para fazer sua obra tem que buscar contratar profissional ou empresa registrados, com Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), pois isso é a garantia de segurança para ele. Às vezes, ele bota na obra um dinheiro muito significativo que pode depois se tornar num problema permanente na edificação. Quem não enfrenta, por exemplo, problemas de umidade porque a obra foi mal executada? A própria ART pode servir como modelo de contrato desse profissional ou empresa. Não deixe de contratar profissionais registrados”, destacou o presidente do Crea-RJ, acrescentando que o profissional registrado pode ser localizado com a ajuda do Conselho, por meio de agendamento feito no setor de atendimento do Crea, que funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h30m, na sede da entidade (Rua Buenos Aires 40, no Centro) ou pelo site (https://homologacao.crea-rj.org.br/atendimento/). Fernández deu entrevista de dez minutos no estúdio do Programa Francisco Barbosa, veterano radialista e um dos líderes de audiência da Super Rádio Tupi (96.5 FM), que desde 2022 funciona na Rua Santa Luzia, no Centro do Rio. O programa de debates é apresentado de segunda a sexta, das 11h às 12h e, aos sábados, das 10h às 12h. Fundada pelo jornalista Assis Chateaubriand em 25 de setembro de 1935, a Tupi completa este mês 89 anos, um a menos que o Crea-RJ, fundado por Getúlio Vargas, em 1934.  Durante a entrevista, Miguel Fernández explicou aos ouvintes o que é e como funciona o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio, que reúne cerca de 110 mil profissionais do Sistema Confea/Crea e 20 mil empresas em todo o estado. “O Crea-RJ é um conselho pluriprofissional, que reúne engenheiros, agrônomos e profissionais das geociências, com o objetivo de fortalecer essas profissões e garantir o exercício legal, dando, assim, segurança à sociedade de que haverá profissionais registrados e qualificados para executar obras e serviços”, afirmou Fernández, que é um dos presidentes mais novos eleitos para o cargo que ocupa desde janeiro deste ano. “O cargo de presidente do Crea é honorífico e voluntário. Normalmente os presidentes são profissionais mais seniores. Mas aceitei o desafio com a proposta de trazer o Crea para o século XXI, deixando de ter uma lógica apenas cartorial para passar a ser um ente pujante na defesa desses profissionais, ajudando assim no desenvolvimento do nosso estado porque é um setor produtivo que gera riquezas”, destacou o presidente do Conselho. Indagado por Barbosa como o Crea pode contribuir para que o Rio “cresça de forma segura e ordenada”, Miguel Fernández respondeu que o Conselho está envolvido na discussão de propostas para a execução de políticas habitacionais que contribuam para conter o crescimento desordenado das favelas. Fernández lembrou que no dia 20 de agosto o Crea-RJ e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio (CAU/RJ) se associaram na realização de um seminário sobre urbanismo que foi organizado pelo Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade, no Rio. “Há mais de 40 anos, sai governo, entra governo, e é sempre o mesmo modelo cujo resultado tem sido o aumento das construções irregulares. Nossa proposta é semelhante a que  foi aplicada em Singapura e defendemos o case de sucesso que foi o conjunto habitacional da Cruzada São Sebastião. Essas propostas precisam ganhar projeção para que possamos dar um novo norte nessa questão”, afirmou Fernández.

Crea-RJ comemora o Dia do Estudante na sede do Conselho

Com o objetivo de comemorar o Dia do Estudante, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro, por meio de sua Comissão de Educação e do Crea Júnior RJ, realiza evento, na sede do Conselho, no Centro do Rio. Na mesa de abertura, a coordenadora da Comissão de Educação do Crea-RJ, engenheira de produção e de segurança do trabalho Gisele Saleiro; a coordenadora adjunta da Comissão de Educação, engenheira agrônoma Débora Candeias; e o assessor do Gabinete da Presidência do Crea-RJ e coordenador estadual do Crea Júnior RJ, Eduardo Santos. “A Comissão de Educação vem realizando, ao longo de 2024, um trabalho de aproximação entre a Academia e o Conselho. Nós estamos buscando, através de reuniões e eventos, trazer temas de relevância não só para os docentes quanto para os estudantes das áreas de Engenharia, Agronomia e Geociências”, afirma Gisele Saleiro. Gestão do Estudante O coordenador do Crea Júnior RJ continua: “além de tentar se aproximar das universidades e instituições de ensino, esta nova gestão vem, também, tentando fazer a gestão do estudante desde o seu início até a sua formatura. A partir de agora, a gente cria um ambiente estudantil dentro do nosso Sistema e também a gente vem usando esse nosso novo slogan, que é “orgulho de pertencer e a responsabilidade de construir o futuro”. Então, os estudantes devem estar prontos para construir o futuro desse país.” Para Débora Candeias, “a comemoração do Dia do Estudante é muito importante para que os estudantes comecem a se integrar ao Conselho do qual eles irão fazer parte na vida profissional. Saber quais são os seus direitos, quais são os seus deveres, as suas funções e, principalmente, a sua responsabilidade com a sociedade”. Na ocasião, foram ministradas palestras sobre ética profissional e gestão energética.  Ética Profissional “Do ponto de vista da Comissão de Ética Profissional, estar presente na comemoração do Dia do Estudante é fundamental. Nós precisamos que os alunos, os futuros profissionais, saiam das universidades, das faculdades, cientes de que eles têm um código a seguir. Na colação de grau, nós fazemos um juramento e ali naquele juramento nós dizemos que iremos ter uma conduta ética diante da sociedade e é isso que eu quero trazer para os alunos”, ressalta o coordenador da Comissão de Ética do Crea-RJ, engenheiro sanitarista e ambiental Davidson Ferreira.   Gestão energética “Nós estamos aqui no estado que tem as duas únicas usinas nucleares do país e a terceira em fase de construção. A UFRJ, que é a Universidade Federal do Rio de Janeiro, é a única no país que tem um curso de Engenharia Nuclear. É possível que este seja um mercado em expansão nos próximos anos, em que haja interesse e com certeza existe necessidade de mão de obra especializada, porque não é só a CNEN – Comissão Nacional de Engenharia Nuclear que precisa desse engenheiro. Existem outras empresas que também precisam e a gente tem projetos interessantes, importantes no setor, como, por exemplo, o submarino nuclear”, avaliou o conselheiro do Crea-RJ, engenheiro eletricista e de segurança do trabalho Neilson Marino Ceia. O conselheiro do Crea-RJ, engenheiro eletricista Hugo Karam, pondera: “nós queremos fazer uma reflexão e apresentar um desafio a respeito da capacitação técnica nesses momentos de transição energética e também na área de obras que estão paralisadas para que nós possamos juntos trazer uma solução mais de Engenharia possível e de sustentabilidade”, disse  Fala, estudante! “Eu me sinto muito honrado por ter participado desse evento, por ter sido lembrado pelo Crea-RJ no evento o qual eles fizeram para parabenizar os estudantes. E eu queria muito que acontecesse mais vezes para que nós sejamos orientados com palestras e seminários sobre qual caminho devemos seguir”, avalia o estudante de Engenharia Mecânica da Unesa, Lucas Esteves. Confira o vídeo

Crea-RJ lança plano de recuperação de créditos em dívida ativa

Pela primeira vez, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ) vai implantar um programa integral de recuperação de créditos com a finalidade de fomentar a regularização de milhares de empresas e profissionais inadimplentes junto ao Crea. É o Plano de Aceleração da Recuperação de Créditos em Dívida Ativa, coordenado pelo advogado e procurador jurídico do Crea-SC e, desde agosto deste ano, subprocurador-adjunto da Dívida Ativa do Crea-RJ, Rodrigo Steinmann Bayer. “A grande importância desse plano é a de resgatar profissionais inadimplentes e trazê-los de volta ao mercado de trabalho regularizados, potencializando as oportunidades de trabalho e de desenvolvimento profissional”, afirma Bayer. Atualmente o Crea-RJ tem a receber 211 mil anuidades de profissionais e empresas por falta de pagamento, que são créditos na Dívida Ativa, além de aproximadamente oito mil multas por infração. A Lei 12.716, de 2012, passou a permitir o protesto extrajudicial para cobranças da Dívida Ativa e, este ano, a Resolução 547, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tornou obrigatório o protesto antes do ajuizamento de execução fiscal. Assim, o Crea-RJ passará a enviar ao cartório extrajudicial toda a lista de inadimplentes para protesto. Ao ser informado, o inadimplente poderá quitar o débito à vista no cartório ou procurar o Crea-RJ para negociar o parcelamento da dívida. Rodrigo Bayer ressalta que, a partir da implantação das novas medidas, as pessoas físicas e/ou jurídicas sofrerão restrição de crédito, que afetará operações como contratos de aluguéis e contratação de empréstimos junto a instituições financeiras. O subprocurador-adjunto da Dívida Ativa do Crea-RJ destaca que os novos instrumentos legais trazem enfoque na cobrança extrajudicial dos créditos. Com a Lei 12.716, de 2012, a União conseguiu aumentar a recuperação de créditos em Dívida Ativa, de 1% a 2% para até 19%. Isso equivale a um aumento de R$ 15 bilhões para R$ 40 bilhões de arrecadação anual. Estados como Mato Grosso, Acre e Rio Grande do Sul também conseguiram entre 30% a 38% de recuperação dos créditos com a utilização do protesto extrajudicial. Caso o profissional do Sistema Confea/Crea não tenha recebido informações sobre a dívida, pode consultar sua situação na aba da Dívida Ativa do site do Crea-RJ (https://portalservicos.crea-rj.org.br/#/app/boleto/debito) ou pedir informações pelo e-mail [email protected] ou também pelos telefones (21) 2179-2016 e (21) 2719-2018, de segunda a sexta-feira, de 9h às 17h.

Crea-RJ inaugura na Cidade do Rock nova tecnologia de fiscalização

Três mil homens e mulheres trabalham em ritmo frenético para transformar o Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, na sede do maior festival de música e entretenimento do mundo, o Rock in Rio, que está celebrando 40 anos. A dez dias da estreia, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), engenheiro Miguel Fernández, e uma equipe de fiscalização do Conselho fizeram nesta terça-feira, dia 3, uma visita técnica ao canteiro de obras que está fervilhando, na Avenida Salvador Allende s/nº, que liga Jacarepaguá ao Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio.  Todo mundo de equipamento de proteção individual circulando de um lado para o outro, transportando material em empilhadeiras, soldando estruturas de ferro e serrando madeiras para montar os 84 estandes. Os palcos já estão prontos. A visita do Crea-RJ ao Rock in Rio faz parte de uma iniciativa da Equipe de Trabalho para Grandes Eventos, criada pelo presidente, que já atuou na fiscalização de 103 eventos este ano, entre os quais o desfile das escolas de samba do Grupo Especial e o show de Madonna, em Copacabana. A função principal da fiscalização do Crea é o exercício legal da profissão. Com isso, o Crea-RJ contribui com a sociedade ao reduzir os riscos nos eventos. Ao levantar as empresas e profissionais encarregados dos serviços de Engenharia, o Crea permite que as autoridades possam rastrear mais facilmente os responsáveis técnicos pelos eventos e, desse modo, estabelecer a responsabilidade por eventuais falhas. Entusiasmado com o que viu nos bastidores do festival, o presidente do Crea-RJ, Miguel Fernández, testou pela primeira vez a nova tecnologia do Crea para verificação dos responsáveis técnicos por obras e serviços: o emprego de QR-Code. “Desde o início do mandato, em janeiro, a gente vem com uma comissão de fiscalização de megaeventos e evoluindo a cada ação. E dessa vez a gente vem com uma novidade, que é fazer a verificação de responsável técnico por QR-Code. Aquele profissional ou cidadão que quiser saber quem é o responsável técnico por uma obra ou serviço pode com seu próprio celular acessar as informações”, afirmou o presidente, explicando que “dessa forma, vamos garantir que sempre se tenha acesso aos responsáveis técnicos e segurança para esse grande evento que é o Rock in Rio. São milhares de profissionais trabalhando, centenas de empresas envolvidas e é uma alegria estar fazendo parte disso, mostrando um pouquinho do antes, durante e depois desse grande espetáculo no Rio de Janeiro”. O responsável técnico pela montagem da Cidade do Rock, o engenheiro Jackson Pessanha, destacou que a presença do Crea-RJ é “um selo de garantia para a obra”: “Estamos há seis meses montando a Cidade do Rock. Hoje (terça-feira, dia 3) estamos recebendo a visita do Crea. O Crea é super importante no contexto da Engenharia nacional e na fiscalização do exercício profissional e das várias empresas que atuam aqui. A presença do Crea-RJ aqui é um selo de garantia para a obra. Isso dá uma tranquilidade para todos nós”, afirmou Pessanha, que está à frente de um time de engenheiros civis, eletricistas, mecânicos, hidráulicos, além de arquitetos.  A fiscalização do Crea-RJ já constatou até o momento a atuação de 152 engenheiros de 75 empresas que já registraram no Crea cerca de 500 Anotações de Responsabilidade Técnica (ART). Obras como a da tirolesa, uma das maiores sensações da Cidade do Rock, exibem placas com os números da ART para facilitar o trabalho da fiscalização.  O superintendente técnico do Crea-RJ, o engenheiro civil Leonardo Dutra, coordena os trabalhos de fiscalização do Crea na Cidade do Rock. “Neste megaevento, que gera 25 mil empregos, extremamente importante para os nossos profissionais, estamos presentes com uma equipe de oito pessoas da fiscalização para garantir o exercício profissional e construir uma engenharia mais forte”, afirma Dutra, lembrando que a novidade tecnológica do QR-Code é um avanço para dar ainda mais transparência e contribuir para a segurança do evento.  A equipe do Crea-RJ foi recebida pela gerente de legalizações do Rock in Rio, a advogada Mayana Figueiredo, que forneceu todas as informações pedidas pelos fiscais. Para apresentar 500 horas de shows, a Cidade do Rock tem dez torres de delay e uma estrutura de fornecimento de energia elétrica capaz de manter acesa uma cidade com população equivalente a de Nilópolis, na Baixada Fluminense, que tem cerca de 146 mil habitantes. Os palcos Mundo, Sunset, Global Village, Espaço Favela, New Dance Order e Supernova têm geradores com 2.500 Kwa, cada. As 11 subestações de energia fornecem cada uma 1.200 Kwa.  “Aqui temos estruturas de aço, fundações superficiais, instalações hidráulicas ficam por trás dos estandes. Tudo aqui funciona à base de eletricidade. Você imagina uma cidade com  145 mil habitantes (120 mil pessoas do público e mais 25 mil pessoas trabalhando). Tem muito município brasileiro que não tem esse número de habitantes. Todo mundo consumindo energia, água…É um grande desafio manter isso aqui funcionando”, explica Jackson Pessanha.  O engenheiro eletricista da TV Globo, Derick Correa, pela terceira vez no megaevento, é o encarregado de montar os geradores e distribuir a energia para os pontos da emissora oficial responsável pela transmissão dos shows. Ele comanda uma equipe de 50 profissionais cuja principal tarefa é oferecer “energia garantida”, aquela que funciona 24 horas por dia e não pode falhar nunca.  À parte todo o entretenimento, a Cidade do Rock dá também um show de tecnologia de ponta em obras, na qual a Engenharia é protagonista. Este ano foram instalados, por exemplo, sensores de presença nos banheiros para fazer a fila andar mais rápido. São oito ilhas de sanitários, com um total de 1.200 vasos sanitários e 600 mictórios. Para prevenir incêndios, o Rock in Rio vai usar a tecnologia de ignifugação, que dá aos materiais maior resistência ao fogo. O tratamento ignifugante foi feito principalmente na cidade cenográfica da Global Village, que tem, entre outras, reproduções da Casa Branca, de um iglu e de um pagode chinês. O recurso é um investimento seguro, que beneficia os ambientes e