Dia do Ferroviário e os 170 Anos de Ferrovias no Brasil

O Dia do Ferroviário é comemorado em 30 de abril. A escolha da data está ligada a um importante momento histórico brasileiro. Na mesma data, em 1854, a locomotiva “Baroneza” inaugurou a primeira ferrovia brasileira, ligando Guia de Pacobaíba, em Porto Mauá, a Fragoso, em Magé, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. A locomotiva possuía sete metros e meio de comprimento, 2,5 metros de largura e 3,40 de altura, pesando cerca de 17 toneladas. Possuía duas chaminés, um farol e dois estribos. A viagem inaugural, que teve um percurso de 14,5 km e contou com a presença do Imperador Dom Pedro II, representou o início de uma jornada que ajudaria a moldar o Brasil.  A estação de Fragoso foi escolhida como terminal após estudos do engenheiro inglês William Bagge. Por conta de sua proximidade da Raiz da Serra, era o local mais adequado para receber as mercadorias e embarcá-las nos trens que seguiam até o Porto de Mauá, onde eram transferidas para navios a vapor e exportados para vários países. A chegada da ferrovia à cidade de Petrópolis, transpondo a Serra do Mar, aconteceu somente 29 anos depois, em 1883.  Inspirado por suas viagens à Europa, onde presenciou o desenvolvimento das ferrovias, Irineu Evangelista de Sousa, um importante industrial, banqueiro e político brasileiro – o Barão de Mauá, idealizou uma linha férrea que, inicialmente, transportaria a Família Imperial ao clima ameno de Petrópolis. A malha ferroviária rapidamente se expandiu, principalmente no Sudeste, para facilitar o escoamento da produção cafeeira da Região Serrana fluminense para o Porto do Rio, impulsionando a urbanização e a integração das regiões produtoras. A ideia na prática A construção da Estrada de Ferro Mauá enfrentou diversos desafios, desde a importação de materiais e locomotivas da Inglaterra até a necessidade de escavação de túneis e construção de pontes em terrenos acidentados da Serra dos Órgãos. Para financiar a obra, Mauá utilizou recursos próprios e contraiu empréstimos com bancos ingleses. A mão de obra era composta por cerca de 2 mil trabalhadores, divididos entre escravos, libertos e imigrantes europeus, principalmente alemães e italianos. As condições de trabalho eram precárias, com longas jornadas e altos índices de acidentes. A ferrovia foi construída com tecnologia de ponta para a época, utilizando trilhos de bitola larga (1,676m) e locomotivas a vapor importadas inglesas. A linha férrea contava com 14,5 km de extensão, incluindo 4 túneis e 17 pontes, algumas com estruturas metálicas inovadoras para a época. Breve histórico Durante a República Velha (1889-1930), a expansão da malha ferroviária continuou, impulsionada pela política de “encilhamento”. O governo concedia subsídios para a construção de ferrovias, visando a integrar o país e estimular o desenvolvimento econômico. Ferrovias como a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, construída em meio à selva amazônica, marcaram esse período. Já durante a era Vargas (1930-1945), o Estado assume um papel central na economia e as ferrovias são nacionalizadas e integradas na Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA). O foco se volta para o transporte de cargas, impulsionando a industrialização e a integração nacional. A partir da década de 1960, as ferrovias brasileiras entraram em declínio. A priorização do transporte rodoviário e a falta de investimentos públicos resultaram na descapitalização e sucateamento da malha ferroviária. Nos últimos anos, o financiamento da recuperação das ferrovias brasileiras tem marcado o debate sobre o transporte e o desenvolvimento nacional. Novas tecnologias e investimentos em infraestrutura visam a modernizar o setor e aumentar sua eficiência. O papel da Engenharia  O desenvolvimento das ferrovias no Brasil está diretamente ligado às áreas abrangidas pelo Sistema Confea/Crea e Mútua.  Desde a idealização e planejamento até a construção e operação, os profissionais dessas áreas tiveram papel preponderante para a implementação desse modal no país. No século XIX, a infraestrutura de locomoção pela vasta extensão territorial brasileira era precária. Para a implantação das ferrovias, foi necessário superar desafios geográficos, por meio de mapeamento e topografia, já que conhecer o terreno era essencial para definir o traçado ideal das ferrovias, levando em conta fatores como declives, cursos d’água e obstáculos naturais. Além disso, a construção de pontes, túneis para transpor rios, montanhas e outras barreiras naturais e a terraplenagem e os cortes de terra para a instalação dos trilhos foram fundamentais para a viabilidade das ferrovias. Da mesma forma, as condições climáticas do Brasil, como chuvas intensas e temperaturas elevadas, e planejamento dos traçados em território tão específico exigiram soluções inovadoras para garantir sua segurança e a durabilidade. Crea-RJ comemora e alerta Desde o século XIX, engenheiros dedicaram seu talento e conhecimento para a concepção, planejamento e construção das ferrovias, conectando cidades, estados e regiões, encurtando distâncias e impulsionando o transporte de pessoas e mercadorias. Esse modal desempenhou um papel crucial no fortalecimento da economia, na expansão do comércio e na formação de um país cada vez mais integrado. Na celebração dos 170 anos, o Crea-RJ parabeniza todos os Engenheiros Ferroviários que, ao longo da história, contribuíram para o desenvolvimento das ferrovias no Brasil. Que esse possa ser um momento de reflexão sobre a importância de valorizar e incentivar investimentos nesse significativo meio de transporte para o progresso e a unificação do país. Aenfer mobiliza setor nos 170 anos A Associação de Engenheiros Ferroviários – Aenfer e o Trem do Corcovado, em parceria com a Abifer, realizarão eventos para comemorar os 170 anos da Primeira Ferrovia do Brasil, dia 30 de abril, às 10 horas, na sede da Aenfer e dia 10 de maio, no Centro Cultural do Trem do Corcovado. Na ocasião, os convidados conhecerão um pouco da história, contada pelo vice-presidente da Aenfer, engenheiro Helio Suêvo. Também haverá a apresentação do Coral “Som Bonde Carioca”, o lançamento de selo comemorativo e o descerramento de uma placa em alusão aos 170 anos de ferrovias no Brasil. Além dessa programação, a Aenfer juntou-se às empresas Supervia, Metrô, VLT e Central (Bonde de Santa Teresa) para promover um apitaço, onde os maquinistas irão apitar os trens no mesmo horário, às 13 horas.

Minicurso Preparatório para atuação na Construção Civil 

A Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas do Rio de Janeiro – ABEA-RJ vai promover, com apoio do Crea-RJ, o Minicurso Preparatório para atuação na Construção Civil, que tem como objetivo apresentar para estagiários e engenheiros recém-formados, que nunca tiveram a oportunidade de estagiar ou trabalhar em incorporadoras/construtoras, como atuar e como trabalhar nessas empresas. O minicurso, que se destina a estudantes de Engenharia Civil a partir do 6º semestre e engenheiros recém-formados, será realizado no formato presencial, na sede do Crea-RJ (Rua Buenos Aires, 40), no dia 10 de maio (sexta-feira), das 14h às 20h, com carga horária total de 6 horas.  O investimento é de R$350,00 (R$150,00 no ato da inscrição + R$200,00 no dia do curso). O pagamento é via PIX: 21 99979-5839 (Ricardo Luiz Souza Correa). Mais informações e inscrições pelo email [email protected]. Docente Ricardo Corrêa – engenheiro civil, diretor técnico da Concal por 10 anos; gerente geral de obras da CYRELA/Living por 5 anos; mais de 35 anos de formado; experiente em obras civis; diretor da empresa de consultorias R.L.S-CORREA; perito judicial no TJRJ; MBA em Planejamento e Orçamento; Execução de Laudos Técnicos e Consultivos; Professor do Curso de Autovistorias Prediais.  Ementa Orientações sobre os setores mais importantes das construtoras, áreas técnicas, noções sobre incorporações, aspectos jurídicos de obras e outras informações relevantes de interesse do profissional.  Conteúdo Programático Noções recentes do mercado imobiliário, sua importância na economia e o que o mercado exige atualmente para os estagiários e recém-formados; Organograma das construtoras, aspectos jurídicos, novos negócios, cadeia de suprimentos, projetos executivos, dicas gerais, providências para execução das obras do início ao fim; Oportunidades de desenvolvimento dentro dos vários setores das empresas.

Crea-RJ já começou a fiscalizar exercício legal da profissão no show da Madonna

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ) já começou a fiscalizar o exercício da profissão de engenheiro no show da Madonna, que deverá reunir cerca de um milhão de pessoas no próximo dia 4, em Copacabana. Fiscais do Crea estiveram na semana passada no local do megaevento e enviaram ofício aos organizadores, pedindo os nomes dos engenheiros e das empresas prestadoras de serviço. – É importante ressaltar que o trabalho de fiscalização do Crea tem a função principal de garantir o exercício legal da profissão. Com isso, rastreamos os responsáveis técnicos por todo tipo de serviço executado por eles no evento – observa o superintendente técnico do Crea-RJ, o engenheiro Leonardo Dutra. Dutra lembrou que na próxima terça-feira, dia 30, fiscais do Crea-RJ, do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio (CAU/RJ) e do Conselho Regional dos Técnicos Industriais (CRT) vão ao local do megaevento fiscalizar o exercício legal da profissão de cada conselho. É a primeira vez que acontece uma fiscalização em conjunto, o que é resultado de uma parceria também inédita firmada pelos presidentes dos três conselhos.  – Esse trabalho em conjunto dá maior agilidade e rapidez na apuração se há responsável técnico por uma atividade e qual o conselho ao qual esse profissional pertence – explica Leonardo Dutra. Na atual gestão do presidente do Crea-RJ, o engenheiro Miguel Fernández, foi criado um grupo de trabalho para a fiscalização de megaeventos, com o objetivo de coibir o exercício ilegal das profissões ligadas ao conselho por leigos, fato que ainda hoje acontece. Esta ação tem o objetivo de proteger preventivamente o público usuário de equipamentos culturais e de entretenimento, na medida em que se garante que apenas profissionais e empresas habilitadas atuem nessas atividades. A experiência já foi bem-sucedida no desfile das escolas de samba do carnaval deste ano, quando fiscais do Crea-RJ montaram uma base no Sambódromo, e puderam acompanhar de perto a execução dos serviços por 300 engenheiros de cerca de cem empresas.  No carnaval, o Crea atuou em conjunto com o CAU.

Valorização profissional: Crea-RJ promove lançamento de livro de professor de Engenharia

A Inspetoria de Niterói do Crea-RJ foi palco para o lançamento oficial do livro “Diretrizes de Logística Urbana para as Cidades Brasileiras: Fundamentos e Proposições”, do professor da Escola de Engenharia da Universidade Federal Fluminense (UFF), engenheiro eletricista Antônio Carlos Sá de Gusmão.  O evento ocorreu no dia 25 de abril e contou com a presença de professores e alunos da universidade, e também de outros profissionais da área. A tarde de autógrafos, além de prestigiar o autor, foi uma oportunidade para conversar sobre a operação logística de carga urbana, que deve ser considerada uma questão de relevância no planejamento das cidades. Segundo a Editora Dialética, responsável pela publicação do livro, a pesquisa é relevante para a área de logística e oferece soluções concretas para os desafios enfrentados nos centros urbanos brasileiros, pois aborda de forma clara e embasada as diretrizes de carga urbana, considerando aspectos como sustentabilidade e eficiência. Presente ao evento, representando o presidente do Crea-RJ, Miguel Fernandez, a Terceira Diretora-financeira Denise Baptista Alves ressaltou a importância de ações do Crea, como o apoio ao lançamento do livro, para a valorização profissional. “É um compromisso do Crea-RJ o apoio e incentivo à divulgação da produção acadêmica”, afirmou. A obra é resultado da tese de doutorado do professor Antônio Gusmão, apresentada para obtenção do título de Doutor em Engenharia de Transportes no Programa de Engenharia de Transportes do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro – COPPE/UFRJ.  Com mais de 40 anos de experiência, o autor vem se dedicando à pesquisa e estudos em Logística Urbana (City Logistics), tendo sido professor colaborador no Laboratório de Sistemas Inteligentes de Transportes na COPPE/UFRJ, no período de março de 2016 a março de 2021, quando aperfeiçoou sua expertise no assunto. Para o professor Gusmão, o livro é sua forma de colaborar com o setor. “O objetivo foi trazer uma contribuição, por meio da proposição das diretrizes, e preencher uma lacuna, ainda existente, de publicações específicas na área de Logística Urbana, especialmente no Brasil, no que concerne a diretrizes para a eficiência da distribuição de mercadorias nas cidades, sejam elas, de grande ou médio porte. Sobre a obra Os impactos causados por meio do transporte rodoviário na distribuição de mercadorias sobre o sistema viário e de transportes em área urbana merecem uma análise mais apropriada, pois ainda existe a problemática da eficiente distribuição da carga nos diversos centros urbanos, em especial, no Brasil. A concepção Logística Urbana, que vem sendo empregada em diversas cidades ao redor do mundo com sucesso, é um campo de conhecimento que tem como objetivo a otimização global das operações logísticas em áreas urbanas e que pode trazer benefícios relevantes na sua prática para as cidades brasileiras. Neste contexto, em que as políticas públicas atuais praticadas no planejamento urbano ainda requerem diretrizes que possibilitem a eficiência da distribuição de mercadorias nas cidades, o presente livro tem por objetivo contemplar um conjunto de diretrizes, com base na pesquisa com profissionais da área de transportes, e que contribuirão para o desenvolvimento da movimentação de carga na área urbana, levando a um desenvolvimento sustentável das cidades. Para adquirir o livro, acesse aqui o site da editora.

Conheça os lagos atmosféricos

Em tempos de mudanças climáticas extremas, é interessante conhecer e entender o que são os lagos atmosféricos. Essas vastas reservas de vapor de água, suspensas em altitudes elevadas, podem gerar chuvas torrenciais, inundações repentinas e diversos outros impactos socioambientais. Compreender os mecanismos, prever sua trajetória e minimizar seus efeitos é importante para a segurança da população e a gestão eficaz dos recursos hídricos. Rios voadores Também conhecidos como rios voadores ou rios no céu, os lagos atmosféricos são sistemas complexos formados por grandes concentrações de vapor de água em altitudes elevadas, geralmente acima de cinco mil metros. Essas reservas de água podem ter centenas ou milhares de quilômetros de extensão e transportar volumes consideráveis de água, equivalentes a um rio caudaloso. A formação dos lagos atmosféricos está relacionada a diversos fatores, incluindo a convergência de ventos úmidos e quentes de diferentes regiões da atmosfera, a presença de montanhas e cordilheiras que forçam a elevação do ar úmido, favorecendo a condensação do vapor e a influência da circulação atmosférica global, incluindo sistemas de alta e baixa pressão. Impactos positivos e negativos Os lagos atmosféricos podem trazer diversos impactos, tanto positivos quanto negativos. Em algumas regiões, podem desencadear chuvas torrenciais e inundações repentinas, causando danos materiais, perdas agrícolas e até mesmo mortes.  Em outras regiões, podem contribuir para o aumento da disponibilidade hídrica, especialmente em áreas áridas e semiáridas, e influenciar o clima regional, impactando a temperatura, a umidade e a pluviosidade. No Brasil Embora os estudos específicos sobre lagos atmosféricos no Brasil sejam limitados em comparação com outras regiões do mundo, sabe-se que o país experimenta fenômenos atmosféricos semelhantes, especialmente nas regiões costeiras e na Amazônia. Nas regiões litorâneas do Brasil, como a costa leste e nordeste, as condições climáticas e a topografia propiciam a formação de lagos atmosféricos. A convergência de ventos úmidos do Oceano Atlântico com massas de ar quente e a presença de serras e montanhas ao longo da costa podem favorecer a condensação do vapor da água e a formação desses lagos. Já na Amazônia, a evapotranspiração intensa da floresta tropical contribui para a umidade atmosférica regional. A convergência de massas de ar úmido, combinada com o relevo montanhoso da região, pode levar à formação de lagos atmosféricos que transportam umidade para áreas remotas do interior. Assim como em outras partes do mundo, os lagos atmosféricos no Brasil podem ter impactos significativos no clima regional, influenciando os padrões de chuva, a temperatura e a umidade do ar. Além disso, esses fenômenos podem contribuir para a ocorrência de eventos extremos, como chuvas intensas e inundações, mas também podem fornecer umidade essencial para ecossistemas locais e atividades agrícolas. Desafios Prever a trajetória e a intensidade dos lagos atmosféricos é um desafio para a ciência climática. Diversos modelos numéricos e técnicas de monitoramento estão sendo desenvolvidos para aprimorar a previsão desses eventos e minimizar seus impactos, incluindo modelos numéricos que simulam a dinâmica da atmosfera, monitoramento por satélite para observar a presença e evolução dos lagos, e redes de observação que monitoram parâmetros atmosféricos essenciais. Embora a ciência climática esteja avançando na compreensão dos lagos atmosféricos, diversos desafios ainda precisam ser superados, como o aprimoramento dos modelos de previsão, a melhoria da comunicação e do alerta para a população, o investimento em infraestrutura resiliente e a cooperação internacional para compartilhamento de dados e conhecimentos. Os lagos atmosféricos desempenham um papel importante no ciclo hidrológico e climático do Brasil e no mundo, afetando as condições meteorológicas e a disponibilidade de água em diferentes regiões do país. O estudo e monitoramento desses fenômenos são essenciais para uma gestão eficaz dos recursos hídricos e a adaptação às mudanças climáticas. O Crea-RJ é o Conselho profissional dos meteorologistas, profissionais que trabalham para entender e prever os caminhos do tempo e do clima e valoriza a importância vital desta ciência e seu conhecimento para a preservação do planeta e para a continuação da vida!

IBGE produz Geoinformação para ampla consulta

O Portal de Mapas do IBGE é um recurso valioso para quem busca informações geoespaciais no Brasil. A plataforma gratuita oferece cerca de 33 mil mapas, onde é possível buscá-los de várias maneiras, podendo ser por tema, publicação, extensão de arquivo/serviço ou palavra-chave. Além disso, fornece diversas formas de navegação e uma ferramenta de busca para facilitar a experiência. Os mapas podem ser visualizados online ou baixados para uso posterior. Ao criar uma conta no portal, você pode salvar e classificar os mapas, compartilhá-los via rede e contribuir para sua melhoria contínua. Além da base cartográfica do Brasil, há ainda a seção de Atlas Escolar de mapas do Brasil, dos Estados e do Mundo, também liberada para consultas, downloads e impressões.  O Crea-RJ é o órgão responsável por regulamentar e fiscalizar o exercício das profissões de geógrafos, engenheiros cartográficos, agrônomos e geólogos e outros profissionais que constroem os conhecimentos relacionados à produção dos mapas disponibilizados pelo IBGE. Assim, o Conselho deseja colaborar com o IBGE na divulgação desses recursos, a fim de promover e disseminar o trabalho dos profissionais que atuam na Cartografia, Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto, por exemplo.

Milton Jacob Mandelblatt: um ícone da Engenharia Brasileira

Milton Jacob Mandelblatt formou-se em Engenharia Civil pela antiga Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, em 1960, e em Engenharia de Segurança do Trabalho pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – Puc-Rio, em 1975. Com mais de cinco décadas de experiência, tem atuação destacada na área de Perícias Judiciais, sendo uma das principais referências em Engenharia Legal e de Avaliações no Estado do Rio de Janeiro e no Brasil. Ao lado do também Engenheiro Civil Sérgio Antônio Abunahman, desenvolveu o consagrado “Modelo Mandelbatt”, amplamente utilizado em diversos países da América Latina. Esse modelo recebeu merecido destaque no livro “Curso Básico de Engenharia Legal e de Avaliações” de Abunahman, demonstrando a influência significativa de Mandelblatt no campo. É reconhecido não apenas por sua expertise técnica, mas também por suas qualidades éticas e morais. Sua contribuição relevante estende-se à sua participação ativa no Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia do Rio de Janeiro (IBAPE-RJ) e no Crea-RJ. Destacou-se em obras hidráulicas pela Escola Nacional de Engenharia e pela Empresa Brasileira de Engenharia S/A. Também prestou serviços à Caixa Econômica Federal, TELERJ, Empresa PROJEM, SERVENCO, CRONUS, KREIMER Engenharia, Indústrias Reunidas CANECO e ao Estado do Rio de Janeiro, onde desempenhou o cargo de Chefe do Departamento de Engenharia no Departamento Imobiliário do Estado. Trabalha como Perito Judicial junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) e sua expertise se estende como Assistente Técnico em diversos escritórios de advocacia e órgãos governamentais em todas as esferas. Realizou trabalhos técnicos em instituições de ensino, como a Universidade Federal Fluminense (UFF), a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (Puc-Rio), a Universidade Santa Úrsula (USU) e o Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ). Como reconhecimento de sua trajetória, recebeu a Medalha Pedro Ernesto, considerada a principal honraria concedida pelos vereadores do município do Rio de Janeiro e entregue a pessoas e entidades que possuem atuação destacada na sociedade brasileira ou internacional. Em 2023, recebeu o Prêmio Láurea ao Mérito do Crea-RJ por reconhecimento ao trabalho desempenhado em prol da Engenharia Nacional. Sua carreira continua a ser fonte de inspiração para as diversas gerações na área da Engenharia Civil e Perícias Judiciais.

Em entrevista à TV Alerj, presidente do Crea-RJ informa que vai digitalizar processos no Conselho

A convite da TV Alerj, o presidente do Crea-RJ, o engenheiro Miguel Fernández, deu entrevista ao vivo, nesta quarta-feira, dia 24, na Avenida Rio Branco, em frente ao Edifício da Avenida Central. Miguel informou que pretende implementar a digitalização de todos os processos no Crea, ainda este ano. – A ideia é que nosso banco de dados seja acessível no celular – afirmou Miguel, que falou ao vivo durante cinco minutos. O presidente do Crea-RJ informou também que já criou um grupo de trabalho para a fiscalização de megaeventos, que já atuou no carnaval, com a participação direta de 300 profissionais, indireta de outros mil e cerca de cem empresas de engenharia. “Queremos fazer uma fiscalização diferenciada; traçamos uma estratégia para isso”. Indagado pelo repórter Paulo Victor Viviani, da TV Alerj, Miguel Fernández voltou a alertar que uma chuva forte pode prejudicar novamente o abastecimento de água do sistema Imunana-Laranjal em consequência da contaminação por tolueno do Rio Guapiaçu. Esse sistema atende cerca de dois milhões de pessoas em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, parte de Maricá e a Ilha de Paquetá. A entrevista foi exibida pelo programa Bom Dia Alerj, que vai ao ar ao vivo de segunda a sexta-feira pelo canal 12 da Claro TV, pelo canal 10.2 UHF e pelo canal da TV Alerj no YouTube. Fundada em 2000, a TV Alerj prioriza a transmissão ao vivo de sessões do Poder Legislativo, audiências públicas de comissões e CPIs, além de entrevistas e documentários.

Visita técnica do Crea-RJ leva TV Globo a fazer longa reportagem no local de contaminação por tolueno no Rio Guapiaçu

Em entrevista ao telejornal RJ-TV, exibido hoje pela TV Globo, o presidente do Crea-RJ, Miguel Fernández, voltou a alertar que o problema da contaminação do Rio Guapiaçu por tolueno ainda não foi totalmente resolvido. – Estamos numa situação de risco caso tenhamos uma chuva intensa que possa vir a romper os diques de contenção. Isso representa um grave risco à população e pode ter que paralisar novamente a distribuição de água do sistema Imunana-Laranjal – disse Miguel. Uma semana depois que o presidente do Crea esteve no ponto zero de contaminação, no Rio Guapiaçu, conforme foi publicado na coluna de Ancelmo Gois e no site do Crea-RJ, a reportagem da Globo foi ao local, acompanhando técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). A reportagem tem 12 minutos. A paralisação do sistema Imunana-Laranjal durou três dias, prejudicando cerca de dois milhões de pessoas. O RJ-TV concluiu que o problema verificado no sistema que abastece a região de Niterói e São Gonçalo demonstra a fragilidade de todo o sistema de abastecimento de água no Rio de Janeiro. O comentarista Edmilson Ávila disse que o mesmo problema pode ocorrer no sistema Guandu. Em artigo publicado no site do Globo, esta semana, o presidente do Crea-RJ já advertiu para os riscos da ausência de redundância (uma espécie de back-up) no sistema de abastecimento da Região Metropolitana do Rio. – Sistemas fundamentais de infraestrutura, como o de abastecimento de água coletivo, devem ser projetados com redundâncias, em virtude do alto impacto social e econômico que geram quando são interrompidos. A redundância, nesse caso, significa manter sistemas duplicados ou triplicados para garantir a disponibilidade de processos e equipamentos críticos – escreveu Miguel, no artigo publicado no jornal O Globo. O tolueno é altamente tóxico e já se passaram duas semanas que foi descoberta a contaminação sem que se tenha descoberto a origem do produto, informou a repórter Mônica Teixeira, que sobrevoou a área alagada onde ainda há concentrações de tolueno. Ela disse que o episódio levanta questões sobre como são feitas as análises da água. Por isso, a reportagem ouviu também o presidente do Conselho Regional de Químicos que criou uma comissão para analisar o problema. A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente já fiscalizou 26 empresas na região e que 15 responsáveis técnicos prestaram depoimentos, sem chegar à origem do vazamento. Segundo a apresentadora do telejornal, Mariana Gross, “todas as hipóteses estão sendo avaliadas” para chegar aos responsáveis pelo vazamento. Ricardo Marcelo, do Inea, lembrou que foram instalados diques e barreiras de contenção em 12 pontos. A Cedae informou que realiza testes de hora em hora na captação da água do Rio Guapiaçu e a contaminação da água foi controlada. Está nos planos da Cedae a ampliação do laboratório de análise de águas, informou o técnico Robson Campos.

Amazul faz parte do programa nuclear da Marinha do Brasil

A Amazul – Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. foi inaugurada em 2013 com o objetivo de absorver, promover, desenvolver, transferir e manter atividades sensíveis ao Programa Nuclear da Marinha (PNM), do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) e do Programa Nuclear Brasileiro (PNB). De acordo com o Gerente de Gestão de Conhecimento da Amazul, o cientista naval com habilitação em engenharia mecânica e aperfeiçoamento em submarinos e mergulho, Tomé Machado, a Amazul visa o domínio do ciclo do combustível, a fim de promover a  autonomia nacional e o potencial da energia atômica no contexto brasileiro. “O Brasil é um país continental, que tem uma influência geopolítica enorme na região. São muito importantes os derivados dessa tecnologia que nós já temos e já desenvolvemos, como, por exemplo, o reator multipropósito brasileiro no sentido da produção de radioisótopos. Os derivados disso seriam a parte de saúde como a produção de um dos nossos produtos que nós chamamos de Coração de Jatene, que é um dispositivo ventricular baseado na tecnologia das centrífugas que foram desenvolvidas pela Marinha em parceria com a Amazul. Isso facilitaria muito a questão do tratamento desses doentes cardíacos tanto que o lema da da Amazul é: tecnologia nacional em benefício da sociedade.” A Amazul atua nos projetos para construir, comissionar e operar uma planta nuclear de geração de energia elétrica, totalmente nacional, e para produção em escala industrial do combustível nuclear. Em relação ao desenvolvimento da planta nuclear, a Amazul compartilha com a Marinha a gestão contratual da construção do Laboratório de Geração Nucleoelétrica (LABGENE), protótipo, em terra, do sistema de propulsão do futuro submarino convencionalmente armado com propulsão nuclear.