Veículos Elétricos: Qual a melhor forma de instalação elétrica para ponto de carregamento?

O número de consumidores comprometidos com a sustentabilidade cresceu 18% na América Latina no ano passado, conforme aponta a quinta edição da pesquisa “Sustentar para Ganhar: desvendando práticas ecológicas para alcançar o crescimento da marca”, da Kantar. No Brasil, os números confirmam a tendência: a venda de carros elétricos não pára de crescer. Somente no primeiro trimestre deste ano, foi registrado um aumento de 145% nas vendas de veículos leves eletrificados no país, de acordo com dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).  No entanto, o que não fica muito claro para os consumidores na hora da compra do carro elétrico é qual a forma correta de abastecimento. Como ainda são relativamente poucos os entrepostos de carregamento espalhados pelo Rio de Janeiro, terceiro estado que mais emplaca carros elétricos no país, uma saída tem sido a instalação de carregadores residenciais. Segundo o engenheiro eletricista e de Segurança do Trabalho Márcio Silva – profissional responsável técnico por uma empresa especializada no assunto, que já realizou mais de 300 instalações elétricas – na hora da venda, os concessionários deveriam explicar melhor como deve ser feito o abastecimento do carro elétrico. “Muitos clientes compram os veículos com a ideia de que é só chegar em casa e ligar numa tomadinha que vai funcionar. Até funciona, mas a gente só não sabe quanto tempo aquela tomada foi dimensionada para receber esse tipo de carga e o tempo que leva essa carga. Os consumidores não recebem a informação correta na hora da compra”, afirma .  Márcio conta que muitas vezes chega na casa dos clientes para fazer a pré-vistoria antes da instalação e condena a instalação elétrica encontrada, não tendo como instalar o ponto de carregamento, a não ser que se faça uma readequação do sistema. Ele ressalta que muitas vezes as pessoas já estão com os carros comprados. Recentemente, quando foi fazer um atendimento, viu uma cena inusitada. O dono do carro plugou uma extensão na tomada de casa e a jogou pela janela do segundo andar para abastecer o veículo, que estava na rua. Ele alerta: “a Norma ABNT NBR 17019, que trata da alimentação de veículos elétricos,  é bem clara ao afirmar que tem que  ser circuito único, exclusivo para o carregamento, não pode ter derivação, ou seja, não pode ter extensão”. Autor da palestra “Instalação Elétrica para Ponto de Carregamento de Veículo Elétrico”, Márcio Silva afirma que a instalação elétrica, sendo realizada segundo as normas vigentes de instalação e segurança  e por mão de obra técnica qualificada, tende a ser eficaz e sem problemas, sem colocar em riscos o usuário,  o bem material ou o meio ambiente. “Consideramos um estudo inicial,  que chamamos de Vistoria Técnica Prévia,  onde verificamos a possibilidade dessa instalação ser executada imediatamente ou após uma readequação do sistema”, esclarece o engenheiro.  Assista à palestra na íntegra e saiba mais sobre o assunto: https://www.youtube.com/webtvcrearj/live Normas ABNT A Norma ABNT NBR 17019 de 04/2022 versa sobre instalações elétricas de baixa tensão, requisitos para instalações em locais especiais e alimentação de veículos elétricos, trazendo as diretrizes técnicas sobre o assunto. Profissionais do Sistema Confea/Crea e Mútua, que estejam adimplentes, podem consultar de forma ilimitada as normas técnicas da ABNT. Acesse: https://www.abntcatalogo.com.br/confea/ Campeões de Vendas De acordo com dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), no acumulado do 1º trimestre de 2024, as cinco montadoras que mais emplacaram veículos eletrificados, foram: 1º – BYD (14.939) 2º – GWM (5.735) 3º – Toyota (5.049) 4º – Caoa Chery (2.127) 5º – Volvo (1.606) Os cinco modelos eletrificados mais emplacados no 1º trimestre de 2024 1º – Song Plus GS DM / BYD (PHEV) 2º – Dolphin GS 180 EV / BYD (BEV) 3º – Dolphin Mini GS EV / BYD (BEV) 4º – Haval H6 PREM / GWM (HEV) 5º – Seal AWD GS 590 EV / BYD (BEV) Siglas: Estados que mais emplacaram São Paulo segue na liderança dos emplacamentos no primeiro trimestre (12.143 veículos), com 33,6% das vendas de eletrificados no país, seguido pelo Distrito Federal, com 8,23% (2.972), e pelo Rio de Janeiro, com 7,5% (2.717). Orientação do Crea-RJ O Crea-RJ orienta os consumidores a procurarem profissionais e empresas registrados no Conselho, com a devida habilitação técnica, para a realização do serviço. Para conferir se um profissional ou empresa é registrado no Crea-RJ acesse nosso portal de serviços, na opção “Consultas”: https://portalservicos.crea-rj.org.br/#/app/home

Tudo pronto para o show de Madonna: fiscais do Crea-RJ retornam ao local da montagem; bombeiros fiscalizam as estruturas do megaevento

Fiscais do Crea-RJ retornam ao local da montagem do show de Madonna em Copacabana Dois dias depois de ter participado de fiscalização conjunta com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/RJ) e o Conselho Regional de Técnicos do Rio (CRT-RJ), uma equipe de fiscais do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ) retornou hoje, sexta-feira, dia 3 de maio, ao local da montagem do show de Madonna, na Praia de Copacabana. Coordenada pelo supervisor técnico do Crea, Leonardo Dutra, a equipe de fiscais foi recebida por técnicos da Bônus Track entretenimento. – Foi nossa última inspeção antes do show. Não foi verificada nenhuma inconsistência até o momento – afirmou o gerente de fiscalização do Crea-RJ, Cosme Chiniara, acrescentando que está quase tudo pronto para o show que deverá levar pelo menos 1 milhão de pessoas à Copacabana, neste sábado, dia 4 de maio. Cosme observa que foram registradas 23 ARTs (Anotação de Responsabilidade Técnica), de 19 engenheiros. Com as ARTs, o Crea pode acompanhar, em caso de necessidade, os responsáveis técnicos pelo evento. Há 13 empresas de engenharia atuando no local. Na terça-feira, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ), o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) e o Conselho Regional de Técnicos do Rio (CRT) enviaram ao local do show fiscais para verificar a atuação de engenheiros, arquitetos e técnicos industriais na montagem da infraestrutura de um dos maiores megaeventos do país. Durante uma hora e meia, os fiscais percorreram as instalações da montagem e não constataram qualquer problema com os profissionais empenhados no megaevento. Os conselhos profissionais são encarregados de fiscalizar somente o exercício legal da profissão. As estruturas do show foram fiscalizadas pelo Corpo de Bombeiros que, na quinta-feira (2/05 estiveram no local da montagem. Segundo informou o Governo do Estado do Rio, por meio de sua assessoria de imprensa, os militares conferiram de perto as condições referentes à segurança contra possíveis incêndios e pânico nas áreas VIP, os espaços comuns, os acessos internos do backstage, cozinhas, passarelas, áreas administrativas, o palco, os camarins da cantora, bailarinos e toda a estrutura provisória em áreas externas do show. Além do palco principal montado no Posto 2 de Copacabana, a vistoria do Corpo de Bombeiros também analisou as condições de estruturas provisórias como a passarela sobre a Avenida Atlântica – por onde Madonna vai passar num carrinho – uma área externa do Hotel Copacabana Palace e o segundo palco que está em montagem final para o show de abertura do DJ Pedro Sampaio. Distribuídos por terra, água e ar, cerca de 800 militares foram mobilizados para atuar no fim de semana do evento. O destaque da força-tarefa é a presença de médicos que farão o resgate às vítimas de afogamento por meio de motos aquáticas, otimizando o tempo de atendimento em 50 a 80% a menos em comparação às ambulâncias. – O Governo do Estado está pronto para receber os fãs da Madonna. Investimos em reforços nos efetivos, aparatos e tecnologia de ponta para garantir a segurança e o lazer de todos. Mais de 5 mil profissionais, envolvendo bombeiros, policiais civis e militares, além de agentes de saúde e os aguadeiros da Cedae, estarão a postos durante o show – destacou o governador Cláudio Castro. O Corpo de Bombeiros também vai contar com duas aeronaves, que estarão à disposição para realizar atendimentos a ocorrências mais graves, além de um posto médico militar avançado, que será montado exclusivamente para o evento nas imediações do posto 6. A força-tarefa tem ainda o apoio de embarcações, quadriciclos, ambulâncias, motos de resgate para deslocamento rápido em meio ao público, viaturas de salvamento e caminhões-tanque, nos principais pontos de acesso ao evento. – Nossas equipes vão monitorar toda a orla de Copacabana, por meio de quadriciclos nas areias, nos postos de observação, além das viaturas terrestres e de combate a incêndio, que estarão em pontos estratégicos. E a presença dos médicos nas motos aquáticas é a nossa nova estratégia, que foi consolidada depois de um grande estudo interno da corporação – explicou o porta-voz do Corpo de Bombeiros, major Fabio Contreiras.

Parabéns ao município de Miracema por seus 88 anos!

A colonização de Miracema é atribuída à Ermelinda Rodrigues Pereira, que, na primeira metade do século XIX, por volta de 1846, no local onde atualmente existe a praça que tem seu nome, construiu uma capela dedicada ao culto de Santo Antônio. Seu objetivo era transformar suas propriedades em bens de uma paróquia, para entregar a um de seus filhos, que estudara em um seminário de Mariana – MG. Foram doados 25 alqueires de terra para a formação da futura freguesia de Santo Antônio, posteriormente, Santo Antônio dos Brotos. Em 1883, atendendo à solicitação da comunidade através da Câmara de Pádua, o governo provincial mudou a denominação de Santo Antônio dos Brotos para o de MIRACEMA, que, no idioma tupi guarani significa ybira – pau, madeira e cema. No século XIX, a região teve intensa vida econômica e social e um grande surto progressista, tornando-se importante zona produtora de café, algodão e cana-de-açúcar, com indústria e comércio prósperos. Devido ao seu crescente progresso, Miracema foi elevada à categoria de município em 7 de novembro de 1935. A comemoração de seu aniversário é pela data de 3 de maio de 1936. O Crea-RJ parabeniza Miracema por seus 88 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Fonte: Prefeitura Municipal de Miracema

Nota de solidariedade ao Rio Grande do Sul

Diante de mais uma tragédia climática que atinge o estado do Rio Grande do Sul – resultando, até o momento, em 32 mortos e mais de 70 desaparecidos – o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ) vem a público se unir às entidades de todo país para manifestar o mais profundo pesar e total solidariedade às vítimas das chuvas.  A Defesa Civil do Rio Grande do Sul estima em 14,8 mil o número de pessoas fora de casa, sendo que 4.645 delas em abrigos e 10.242 desalojadas. Ao todo, 154 dos 496 municípios do RS registraram algum tipo de problema, afetando cerca de 71,3 mil pessoas. Após decretar estado de calamidade pública, o governo do Rio Grande do Sul reativou o canal de doações para a conta SOS Rio Grande do Sul, por meio da chave PIX (CNPJ 92.958.800/00001-38), pelo Banrisul.

Engenharia de Produção é o tema de maio do ‘Encontros com Tecnologia’ do Clube de Engenharia

“As Cinco Décadas da Engenharia de Produção no Estado do Rio de Janeiro” é o tema de maio do “Encontros com Tecnologia” do Clube de Engenharia, que será realizado no próximo dia 8 de maio, quarta-feira, às 18h, na sede da entidade. Os preletores convidados são os professores José Rodrigues de Farias Filho, diretor da Escola Engenharia da UFF e Celso Francisco Moraes, professor da Engenharia de Produção da UERJ. O Clube de Engenharia realiza a 34ª edição do evento “Encontros com Tecnologia”, que reúne profissionais de diversas áreas, sempre com o objetivo de trocar informações e experiências sobre o universo tecnológico. Durante a primeira quarta-feira do mês, exceto feriados, a entidade realiza o evento, levando especialistas para conversar sobre temas que interessam a todos que lidam com ciência, tecnologia e inovação e empreendedorismo de base tecnológica. O encontro também propicia a oportunidade de networking temático, estimulando a interação entre os participantes, que enriquecem o evento com seus conhecimentos e experiências. No tema de maio será abordada a importância da Engenharia de Produção. A necessidade de aprimoramento da gestão, tanto em processos industriais quanto nos demais setores, exigiu a criação de uma especialidade na Engenharia capaz de melhorar a eficiência e a eficácia de pessoas e máquinas. É uma área do conhecimento de vital importância para o Estado do Rio de Janeiro, que conta com a formação de novos engenheiros de produção há cerca de 50 anos, bem como para o Brasil. Num momento em que o país busca trilhar o caminho da neo-industrialização, cabe também ser evidenciado o quanto esse ramo é capaz de contribuir com a realização das ideias na prática. Para melhor conhecer como as universidades vivenciam os desafios da formação de qualidade e de atender às necessidades socioeconômicas regionais e nacionais. Mais informações e inscrições https://portalclubedeengenharia.org.br/event/as-cinco-decadas-da-engenharia-de-producao-no-estado-do-rio-de-janeiro

MAIO AMARELO: mês é dedicado à conscientização no trânsito

Maio é reconhecido internacionalmente como o Mês da Conscientização no Trânsito, também conhecido como Maio Amarelo. Este mês é dedicado a ações que promovem a segurança viária e chamam a atenção para o alto índice de mortes e feridos em acidentes de trânsito em todo o mundo. A Engenharia de Tráfego desempenha um papel fundamental na conscientização sobre segurança no trânsito, pois envolve o planejamento, projeto e operação de sistemas viários para garantir a movimentação segura e eficiente de pessoas e bens. Ela utiliza princípios técnicos e científicos para resolver problemas de fluxo de tráfego, congestionamento, segurança de pedestres e motoristas, e muito mais. Entre as formas de atuação da Engenharia de Tráfego estão a análise de dados sobre acidentes, para identificar áreas de risco e desenvolver soluções; melhorias de infraestruturas, com projetos de trânsito e reorganização e redesenho de vias, faixas de pedestres, redutores de velocidade e sinalização; uso de tecnologias avançadas, como semáforos inteligentes e sistemas de monitoramento, para melhorar o fluxo de tráfego e a segurança; e orientação em campanhas educativas sobre leis de trânsito, sinais e comportamentos seguros. Conheça alguns dos principais desafios enfrentados pela Engenharia de Tráfego: O Maio Amarelo nos lembra que cada indivíduo tem um papel a desempenhar na redução dos acidentes de trânsito e na preservação de vidas. Assim, o Crea-RJ, como Conselho Profissional dos engenheiros de tráfego, acredita que a conscientização seja um passo fundamental para a mudança de comportamento e estes profissionais podem ajudar a fornecer as ferramentas necessárias para tornar o ir e vir mais seguro para todos. Esses desafios exigem uma abordagem multidisciplinar, combinando planejamento urbano, tecnologia e políticas públicas para criar sistemas de tráfego que sejam seguros, eficientes e sustentáveis.

COMUNICADO IMPORTANTE: Certidão de Acervo Técnico

Em virtude do concurso da Caixa Econômica Federal, previsto no Edital 01/2024/NS, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ) informa que houve um aumento de mais de 300% nos pedidos de Certidões de Acervo Técnico junto ao Conselho, nos últimos dias. Essa demanda excepcional resultou em dificuldades na liberação dos documentos. Entretanto, mais de 80% dos pedidos já foram atendidos pelo Crea-RJ, que está empenhado em responder a todas as solicitações o mais brevemente possível. Além da enorme demanda – que surgiu por causa do concurso – esta gestão do Crea-RJ já constatou a defasagem tecnológica dos Sistemas de Informação da Autarquia. Com isso a área de Tecnologia da Informação já está planejando a evolução dos processos de tecnologia internos, visando alcançar maior disponibilidade, estabilidade e segurança das informações. Em contrapartida, o Crea-RJ está oficiando a Caixa Econômica, solicitando a ampliação do prazo do edital do concurso e que a estatal aceite também o protocolo de solicitação de certidões, feito pelo candidato, para que o certame possa atender o maior número possível de profissionais.

Dia do Trabalho é marco histórico na luta por direitos

O 1º de maio é um feriado pelo Dia Internacional do Trabalhado. Ele é celebrado anualmente em quase todos os países do mundo, sendo feriado em muitos deles. A origem dessa data tem origem no episódio conhecido como a Revolta de Haymarket, que ocorreu em Chicago, nos Estados Unidos, no dia 1º de maio de 1886. Naquele dia, milhares de trabalhadores fizeram greve e foram às ruas reivindicando a redução da jornada de trabalho para oito horas diárias e melhores condições de trabalho. Na época, a jornada diária dos trabalhadores chegava a 17 horas de atividades,  enfrentando salários baixos, falta de segurança e más condições de saúde. Durante a manifestação em Chicago, houve confrontos com a polícia, resultando em prisões e mortes de trabalhadores. Esse evento inspirou e deflagrou uma sequência de muitas outras manifestações em diversas regiões, não só nos Estados Unidos, mas também em outros países. As manifestações operárias culminaram em uma série de direitos, previstos em leis e sancionados por constituições. No período entreguerras, a duração máxima da jornada de trabalho foi fixada em oito horas, na maioria dos países industrializados. Entretanto, mesmo após mais de um século desde os eventos de Chicago, ainda existem desafios enfrentados pelos trabalhadores em todo o mundo. Questões como salários mínimos condizentes, segurança no trabalho, igualdade de gênero e condições dignas de emprego continuam a ser relevantes. O 1° de Maio não é uma data festiva, mas um dia para lembrar a importância do trabalho e dos direitos dos trabalhadores, em reconhecimento às suas contribuições para o desenvolvimento e manutenção da sociedade, destacando a necessidade contínua de proteger seus interesses. Na ocasião, trabalhadores de diferentes países, refletem, compartilham experiências e buscam por melhores condições de trabalho. Por meio de manifestações, protestos e reivindicações, os sindicatos, movimentos sociais e outras formas de representação aproveitam o momento para pressionar por mudanças e conscientizar a população sobre os direitos trabalhistas. Salário Mínimo Profissional  O Crea-RJ compõe a Frente de Valorização Profissional das Áreas Tecnológicas, um projeto do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, lançado em 2024. Uma das ações efetivas vem ao encontro a um antigo anseio dos profissionais do Sistema Confea/Crea e Mútua: o cumprimento do Salário Mínimo Profissional em editais de concursos públicos. Por meio do site confeavaloriza.com.br é possível denunciar oportunidades e editais de concursos que não cumprem o salário mínimo profissional ou até mesmo exorbitam as atribuições técnicas das vagas. Regulamentado pela Lei Federal nº 4950-A, o Salário Mínimo Profissional é a remuneração mínima obrigatória devida por serviços prestados pelos profissionais diplomados com relação a empregos, cargos, funções, atividades e tarefas abrangidas pelo Sistema Confea/Crea e Mútua. Participe da Frente de Valorização Profissional das Áreas Tecnológicas. Quem valoriza, denuncia!

Muito além do backstage: CREA, CAU e CRT estreiam fiscalização em conjunto nos preparativos para o show da Madonna, em Copacabana

A equipe de fiscais do Crea, CAU e CRT se reúne na entrada do canteiro de obras-300 funcionários e 270 toneladas de equipamentos O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ), o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) e o Conselho Regional de Técnicos do Rio (CRT) enviaram nesta terça-feira, dia 30 de abril, fiscais para verificar a atuação de engenheiros, arquitetos e técnicos industriais na montagem da infraestrutura de um dos maiores megaeventos do país, o show da cantora Madonna, que deve levar pelo menos 1 milhão de pessoas à Praia de Copacabana, no dia 4 de maio. – Essa parceria inédita é uma demonstração da unidade entre os conselhos em resguardar e garantir aos profissionais a fiscalização em todas as áreas de atuação — afirmou Cosme Chiniara, gerente de fiscalização do Crea-RJ, que percorreu durante uma hora e meia as instalações da “infraestrutura de um show do tamanho que Madonna merece”. Na atual gestão do presidente do Crea-RJ, o engenheiro Miguel Fernández, foi criado um grupo de trabalho para a fiscalização de megaeventos, com o objetivo de coibir o exercício ilegal das profissões ligadas ao conselho por leigos, fato que ainda hoje acontece. Esta ação tem o objetivo de proteger preventivamente o público usuário de equipamentos culturais e de entretenimento, na medida em que se garante que apenas profissionais e empresas habilitadas atuem nessas atividades. A experiência já foi bem-sucedida no desfile das escolas de samba do carnaval deste ano, quando fiscais do Crea-RJ montaram uma base no Sambódromo, e puderam acompanhar de perto a execução dos serviços por 300 engenheiros de cerca de cem empresas. No carnaval, o Crea atuou em conjunto com o CAU. Todo grande show tem uma área importante, chamada de backstage, onde ficam os camarins dos artistas. A infraestrutura da montagem de um megaevento como o da Madonna é um show à parte, com muita gente trabalhando sem parar, muita tecnologia e equipamentos de altíssima precisão. Tem até estação meteorológica, onde deve atuar um profissional com registro no Crea. No show de Madonna, são nada menos que 270 toneladas de equipamentos, que incluem quilômetros de cabos e centenas de “cases” (aquelas caixas enormes que levam todo tipo de apetrecho), além de oito telões de led e 12 geradores de energia (com um total de 4.400 Kva, potência suficiente para gerar energia para meio Barrashopping). Durante hora e meia, os fiscais dos três conselhos percorreram as instalações do show de Madonna numa área de cerca de 2.200 metros quadrados à beira-mar. No local trabalham cerca de 300 funcionários e desde o dia 14, quando começaram os trabalhos, não há registro de acidente, afirmam os técnicos de segurança do trabalho. – O grande desafio de montar uma estrutura dessas aqui é o solo de areia – explica o coordenador da montagem, Leonardo Gontijo, a serviço da empresa Bônus Track, que recebeu os fiscais do Crea, CAU e CRT. Gontijo tem experiência na produção de outros dois shows de Madonna, além de dez réveillons da orla de Copacabana. Sem parar um minuto, Gontijo delegou a Douglas dos Santos a tarefa de ciceronear os fiscais dos conselhos. Eles percorreram praticamente todas as áreas do show, incluindo os setores VIP da prefeitura e do Itaú, que patrocina o evento. No total, cerca de 10 mil VIPs deverão assistir ao show. Eles estarão acomodados diante do palco, onde há também visão para a passarela que liga o centro do show ao Copacabana Palace. Pela passarela sobre a Avenida Atlântica, Madonna vai passar de carrinho e desembarcar, para pegar um elevador que a levará até a parte traseira do palco. O gerente de fiscalização do Crea, Cosme Chiniara, comentou que a coordenação da montagem do evento demonstrou boa vontade, fornecendo as informações solicitadas pelo Conselho. Cosme observa que foram registradas 23 ARTs (Anotação de Responsabilidade Técnica), de 19 engenheiros. Com as ARTs, o Crea pode acompanhar, em caso de necessidade, os responsáveis técnicos pelo evento. Há 13 empresas de engenharia atuando no local. Um dos responsáveis pela infraestrutura do show, Douglas dos Santos e o gerente de Fiscalização do Crea-RJ, Cosme Chiniara ( à direita) diante do palco onde Madonna vai cantar O diretor de fiscalização e normas do CRT, Luiz Antônio Rocha, afirmou que é histórico o momento em que os fiscais atuam em conjunto para se fazer um trabalho de segurança para quem estiver no evento. – É o primeiro trabalho de vários que virão. Estamos de parabéns em firmar essa parceria entre os conselhos – afirmou Luiz Antônio Rocha, que estimou em 150 a 200 técnicos atuando na montagem do show. Rocha lembrou que os técnicos atuam principalmente na parte elétrica e na edificação para instalação do piso. “É um trabalho de uma responsabilidade tremenda”, observou Rocha., acompanhado do coordenador de fiscalização, Silair Cabral, e uma equipe de fiscais do CRT. O Conselho de Arquitetura e Urbanismo enviou como representante o fiscal José Roberto Freire, que participou da visita técnica. Ele teve contato com uma das duas arquitetas que estão atuando no local. Freire destacou a importância que é a parceria inédita firmada pelos três conselhos profissionais. – É importantíssima essa fiscalização em conjunto porque ajuda a garantir a segurança do evento, não somente para o público, como o próprio staff do evento – afirmou.

Helio Suêvo, o engenheiro ferroviário que se apaixonou pela ferrovia aos 5 anos de idade

Aos cinco anos de idade, em 1948, o pequeno Helio Suêvo pegava o trem para passear na casa da família, em Muriqui, na Costa Verde fluminense. Essas viagens de trem acabaram entrando na memória afetiva de Helio, que menos de três décadas depois se formava em Engenharia e começava a trabalhar na Rede Ferroviária Federal, como engenheiro estagiário. O ano em que concluiu o curso na Escola Nacional de Engenharia também o marcou por causa de um dos maiores acidentes ferroviários do Rio, o da estação de Magno, perto do subúrbio de Madureira, que matou mais de 30 pessoas e deixou duas centenas de feridos. – Com o acidente, o então presidente Geisel demitiu toda a diretoria da Rede Ferroviária, colocando um general como interventor – lembra Helio Suêvo, que hoje é vice-presidente da Associação de Engenheiros Ferroviários (Aenfer). A Aenfer comemora nesta terça os 170 anos da ferrovia no Brasil. Autor do livro “A Formação das Estradas Ferro no Rio”, Helio Suêvo é uma espécie de guardião da memória das ferrovias no Brasil. Ele está escrevendo um novo livro, agora sobre o ramal de Mangaratiba, o trem de sua infância. O primeiro emprego de Helio foi na Estrada de Ferro Leopoldina. Depois de formado, ele fez um curso de especialização em Engenharia Ferroviária. Trabalhava de dia como engenheiro estagiário e estudava à noite. Um ano depois, passou a exercer o cargo de engenheiro ferroviário residente em Mangaratiba, a 105 quilômetros do Rio. – Eu comecei a andar de trem para aquela região com apenas cinco anos de idade. Alguns trens ainda tinham locomotiva a vapor. Nunca poderia imaginar que anos depois trabalharia na Rede Ferroviária Federal (estatal que foi privatizada em 1999) – conta Helio Suêvo. Com a família, ele andou até de Macaquinho, o trem de madeira que saía da Estação de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, em direção à Costa Verde. Mais tarde, Suêvo foi o responsável pela interdição da ponte do Canal de São Francisco, que acabou resultando na extinção do Macaquinho, por pressão das empresas de trens de carga. Aposentado desde 2004, Helio Suêvo é hoje consultor de Engenharia Ferroviária. Por 29 anos, ele acompanhou boa parte da história das ferrovias no Brasil. – A ferrovia é um brinquedo muito caro e no Brasil deixou de ser uma política de estado para ser uma política de governos – observa o engenheiro. Enquanto Estados Unidos, Rússia e China mantêm ativa sua rede ferroviária, o Brasil passou de 38 mil quilômetros de ferrovia, em 1957, para, no máximo, 31 mil hoje, dos quais 29 mil quilômetros estão sob concessão de seis empresas de carga. Suêvo lembra que a redução das ferrovias começou por volta de 1957 no governo Juscelino Kubitschek, sob a pressão da indústria automobilística americana. Os Estados Unidos, entretanto, investiu nas rodovias, mas ainda mantêm 280 mil quilômetros de ferrovias. Enquanto isso, a China – a segunda economia do mundo – lidera o segmento de trens de alta velocidade (350 Km/hora) com uma rede ferroviária de 40 mil quilômetros, de um total de 150 mil quilômetros de ferrovias.