Petrobras e Marinha do Brasil contribuem para ampliação da plataforma continental do Brasil

A Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC) da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma proposta do Brasil que pedia pela ampliação da plataforma continental (extensão submersa da massa terrestre do continente) na costa do litoral norte. A área se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e excede as 200 milhas náuticas (370 quilômetros) da Zona Econômica Exclusiva, faixa de mar sobre a qual o país já possui direitos reconhecidos internacionalmente. A decisão, publicada na semana passada, reconheceu o direito do Brasil de explorar a Margem Equatorial, em uma área de cerca de 360 mil quilômetros quadrados — equivalente ao território da Alemanha. Com isso, o Brasil conquistou o direito de explorar os recursos naturais presentes no assoalho e subfundo marinho nesta nova região. “Para a Petrobras é motivo de imensa satisfação e honra ter pesquisadores que atuaram com as equipes da Marinha do Brasil nesse processo junto à ONU. Sabemos da importância para o Brasil da decisão de ampliação da área marítima.  Além de fortalecer a soberania do país, permite o acesso aos recursos ali presentes. A parceria entre a Petrobras e a Marinha vem de longa data, e este é mais um resultado histórico desse trabalho conjunto”, afirma a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos. A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM) reconhece que os países ampliem seus limites marítimos para além das 200 milhas náuticas, desde que apresentem estudos técnicos e científicos que comprovem a extensão da sua plataforma continental para além deste limite, respeitando-se os critérios previstos na Convenção. A regra técnica consiste em determinar, a partir de parâmetros geomorfológicos do assoalho marinho e de espessura de sedimento, até onde há o prolongamento natural da massa continental que está submersa. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) destaca a participação decisiva dos profissionais da Geologia e da Geofísica na conquista diplomática e econômica que expandiu os limites da plataforma continental brasileira. Eles foram peças-chave no trabalho de aquisição e interpretação de dados que embasaram a ampliação da soberania do país sobre uma área de aproximadamente 360 mil quilômetros quadrados. “Para a Petrobras é motivo de imensa satisfação e honra ter pesquisadores que atuaram com as equipes da Marinha do Brasil nesse processo junto à ONU. Sabemos da importância para o Brasil da decisão de ampliação da área marítima.  Além de fortalecer a soberania do país, permite o acesso aos recursos ali presentes. A parceria entre a Petrobras e a Marinha vem de longa data, e este é mais um resultado histórico desse trabalho conjunto”, afirma a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos. Destaque para a atuação dos profissionais do Sistema Levantamento e Análise de Dados: profissionais de Geologia e Geofísica, por meio da Petrobras e da Marinha do Brasil, dedicaram décadas à coleta, processamento e análise de dados geológicos e geofísicos da margem continental brasileira. A expertise desses profissionais foi fundamental para a elaboração de estudos técnicos e científicos que comprovaram a extensão natural da plataforma continental além das 200 milhas náuticas, em conformidade com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM). A atuação dos profissionais fortaleceu a soberania do Brasil sobre uma vasta área marítima, garantindo o direito de explorar os recursos naturais presentes no assoalho e subsolo marinho. Essa conquista representa um legado para as futuras gerações de brasileiros, abrindo novas perspectivas para o desenvolvimento econômico e tecnológico do país. Histórico da Conquista: A decisão da ONU representa um marco histórico para o Brasil, consolidando a atuação dos profissionais da Geologia e das Geofísica, por meio da Petrobras e da Marinha do Brasil, como agentes transformadores do desenvolvimento nacional. Fonte: Agência Petrobras

CREA-RJ realiza 3ª Reunião Ordinária da Câmara Especializada de Engenharia de Segurança do Trabalho

A Câmara Especializada de Engenharia de Segurança do Trabalho do CREA-RJ realizou, no dia 25 de março, a 3ª Reunião Ordinária de 2025, na sede do Conselho, no Centro do Rio de Janeiro. Desta vez, com a presença de membros da CAPA – Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes. De acordo com o coordenador da CEEST, engenheiro eletricista e de segurança do trabalho, Neilson Marino Ceia, a pauta em destaque, neste momento no contexto da segurança do trabalho é a saúde mental, abordada pela Norma Regulamentadora 1 NR1, a partir da revisão de 2024. “Este assunto é muito importante. O próprio Ministério do Trabalho e Emprego também está preocupado com relação a isso. Além disso, a gente tem assuntos relacionados à segurança do trabalho que são recorrentes, como problemas com elevadores, por exemplo. Então as engenharias, elas acabam sendo perpassadas pelas questões do nosso trabalho”, afirma Neilson Ceia. Ceia acrescenta que “o objetivo da Câmara esse ano é fazer dois eventos. Um evento em parceria com a CAPA, abordando a parte de acidente de trabalho, a gente tem um dia previsto para isso, e em novembro a gente também tem um dia específico, o Dia do Engenheiro de Segurança do Trabalho e do Técnico em Segurança do Trabalho, onde a gente tem mais tempo e tem a expectativa de fazer um evento grande com esse tema ao longo de 2025. Atualização da Norma Regulamentadora 1 (NR-1) A NR-1 é uma norma que estabelece medidas gerais sobre riscos no trabalho. Ela  foi atualizada em 2024 e entrará em vigor em 2025. As alterações visam aprimorar a gestão de riscos e promover um ambiente laboral mais seguro e saudável.  As principais mudanças são:  Entre os riscos psicossociais que devem ser considerados estão: estresse, ansiedade, depressão, assédio moral e sexual, ambiente tóxico de trabalho.  Função da Câmara Especializada A câmara especializada é o órgão decisório da estrutura básica do CREA-RJ que tem por finalidade apreciar e decidir os assuntos relacionados à fiscalização do exercício profissional e sugerir medidas para o aperfeiçoamento das atividades do conselho regional, constituindo a primeira instância de julgamento no âmbito de sua jurisdição.  A próxima reunião da CEEST está prevista para o dia 29 de abril.

CREA-RJ celebra o Dia Meteorológico Mundial e o Dia Internacional da Água

O CREA-RJ, por meio de sua Câmara Especializada de Agronomia – CEAgro, em parceria com o Departamento de Meteorologia da UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro e a SBMET – Sociedade Brasileira de Meteorologia núcleo Rio de Janeiro, realiza em sua sede, no Centro do Rio, evento em comemoração ao Dia Meteorológico Mundial e ao Dia Internacional da Água. O tema deste ano: “Juntos, fechando a lacuna nos sistemas de alerta precoce”.  A iniciativa tem como objetivo celebrar as duas datas e promover o debate sobre os desafios e avanços na área da Meteorologia e da gestão de recursos hídricos. “Esse evento faz parte da ONU, e hoje em dia não tem como a gente não discutir o clima no país e no mundo. É de muita importância o profissional da Meteorologia para o Sistema, ajudando tanto na prevenção quanto na mitigação de catástrofes, protegendo vidas e a sociedade”, analisa a engenheira agrônoma Débora Candeias, coordenadora da Câmara Especializada de Agronomia, da qual faz parte a Meteorologia. Evitando catástrofes O presidente do Crea-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, abriu o evento. “Temos aqui uma oportunidade de discutir a importância dos alertas prévios para as grandes questões climáticas. Sabemos que, infelizmente, isso vem se acentuando cada vez mais, impactando a população devido ao adensamento urbano. Com isso, a população se torna mais vulnerável e cresce a necessidade de tecnologia avançada para evitar catástrofes, especialmente as que causam vítimas fatais. O CREA-RJ, aliado a todo esse corpo profissional, incentiva e apoia o desenvolvimento de tecnologias que possam defender a sociedade e salvar vidas”, afirma o presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández. Os conselheiros do CREA-RJ, meteorologistas Ana Cristina Palmeira e Anselmo Pontes,  organizaram o evento. “Todo ano, nós trazemos para o CREA-RJ o evento do Dia Meteorológico Mundial, que este ano a ONU escolheu como tema ‘Juntos, preenchendo a lacuna dos sistemas de alerta precoce’. E para nós, enquanto meteorologistas atuando principalmente na escala de tempo, não só na escala de clima, trazemos como palestrantes dois representantes que estão atuando nessa área e trazendo informes de que maneira as instituições vão conseguir orquestrar e trazer respostas em conjunto para minimizar os desastres que tanto nos incomodam”, diz a conselheira regional e professora da UFRJ, meteorologista Ana Cristina Palmeira.   Visibilidade da Meteorologia Conselheiro regional pelo Núcleo Regional de Meteorologia da Sociedade Brasileira de Meteorologia, o meteorologista Anselmo Pontes acredita que “eventos como este têm uma função muito importante: dar visibilidade à Meteorologia no Dia Meteorológico Mundial, com o tema ‘Juntos, fechando a lacuna dos sistemas de alerta precoce’. A principal necessidade desses alertas está na proteção da população e dos bens da sociedade. E o mais importante de tudo: meteorologia a serviço do povo e de cada um de nós”. Unindo forças Ex-Conselheiro do CREA-RJ, professor da UFRJ  e presidente do núcleo do Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira de Meteorologia, o meteorologista Ivan Abreu, compôs a mesa de abertura. “Dentro desse sistema de alerta precoce, a gente está também trabalhando com a reformulação do Instituto Nacional de Meteorologia. Para o Governo, o sistema de estações meteorológicas é muito caro. E se a gente não tiver esses dados meteorológicos funcionando na sua totalidade, essa lacuna vai continuar. Então a gente quer mobilizar e sensibilizar para ver se as Defesas Civis estaduais também colaboram com essa participação, para a gente ter o maior número possível de instrumentos e, automaticamente, os dados que são necessários para prevenir”.   Foram apresentadas duas palestras “A Situação Atual da Meteorologia Nacional e a Representação dos Meteorologistas no Sistema CONFEA” e “Cell Broadcast: Uma Ferramenta de Alarme Para a População”, ministradas, respectivamente pelos meteorologista Lúcio Souza e Michele Ribeiro. Professor associado do Departamento de Oceanografia Física e Meteorologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), o meteorologista Lucio Souza apresentou a primeira palestra.  Profissionais habilitados “A ação do meteorologista na emissão desses avisos de tempo severo e alertas precoces é fundamental no processo de salvaguarda da vida humana e ninguém contesta que um aviso meteorológico bem dado salva vidas e protege propriedades, salva uma má safra agrícola e tem um impacto muito positivo, não só no sentido de preservar a vida, mas também na economia.  E falar sobre a presença dos meteorologistas dentro do Sistema Confea/CREA é muito importante porque há muitos profissionais não habilitados falando de Meteorologia. Então, temos uma série de discussões a abordar, sendo o aviso precoce e o alerta precoce um dos principais temas, como isso salva vidas e gera crescimento econômico”, analisa Lucio Souza. O que é Cell Broadcast? Especialista em Inteligência em Defesa Civil e meteorologista do Sistema, Michele de Lima Ribeiro falou sobre o Cell Broadcast, sistema de alerta e alarme para a população.  “O Cell Broadcast é utilizado pela Defesa Civil Nacional por meio da plataforma IDAP. Com o Cell Broadcast, é possível delimitar, por meio de polígonos, quais regiões devem receber os avisos. As mensagens chegam aos celulares das pessoas, independentemente de estarem cadastradas ou não no sistema”, explica Michele Robeiro. O evento teve o apoio das empresas Hobeco, Nimbus, Atmosmarine e Simtech, cujos representantes fizeram apresentações técnicas Novidades tecnológicas na Meteorologia Mestre em Meteorologia, graduado pela UFRJ, o meteorologista Rodrigo Mello atua como gerente comercial da Hobeco, representante no Brasil da marca finlandesa Vaisala, líder mundial na fabricação de equipamentos meteorológicos e falou sobre o assunto. “Tudo o que é solução para medição meteorológica em todos os nichos, seja para a Defesa Civil, Ministério da Defesa, Marinha, Aeronáutica, envolve medições meteorológicas de maneira geral. A Vaisala tem um produtos com tecnologia de ponta, dedicado para garantir que as medições tenham qualidade, ou seja, que os dados sejam precisos, permitindo melhores resultados. A modelagem terá melhor precisão e as decisões tomadas pelos meteorologistas terão maior acurácia”, pondera. CEO da Nimbus Meteorologia, mestre em Engenharia Civil e Recursos Hídricos e meteorologista graduado e pós-graduado pela UFRJ, o meteorologista Luiz Felippe Silva conta que seu trabalho é auxiliar empresas a estarem mais preparadas para os impactos do tempo e

Embrapa clona araucária de 700 anos que tombou e dá novas raízes para a conservação da espécie

Uma equipe da Embrapa Florestas (PR) alcançou um feito inédito na pesquisa florestal brasileira ao clonar uma araucária (Araucaria angustifolia) de aproximadamente 700 anos que tombou durante um temporal no Paraná. A árvore, com 42 metros de altura, era considerada a maior da espécie no estado e um símbolo da paisagem local. Clonar uma planta de idade tão avançada apresentou desafios consideráveis, devido à reduzida capacidade de regeneração dos tecidos em árvores idosas. Contudo, os pesquisadores conseguiram produzir quatro mudas a partir de brotos do tronco, preservando o material genético da árvore original.  Originárias de tecidos adultos, as mudas clonadas tendem a desenvolver árvores de porte menor, mas com a vantagem de iniciarem a produção de pinhão mais cedo em comparação às árvores convencionais. O pinhão, além de ser um alimento tradicional, possui um valor comercial crescente, podendo representar uma fonte adicional de renda para agricultores. De acordo com os pesquisadores da Embrapa, as mudas ainda são delicadas e exigem cuidados especiais nos primeiros anos, incluindo irrigação e controle de competidores naturais, requerendo atenção para seu crescimento saudável. Técnica e plantio  A clonagem foi realizada por meio da técnica de enxertia, que consiste em unir um fragmento da planta original a uma muda jovem. Logo após a queda da árvore, foram coletados brotos que foram enxertados em mudas já estabelecidas, garantindo que o novo indivíduo possuísse o mesmo material genético da planta original. Esse processo permite a regeneração da árvore a partir de suas próprias células, mantendo características como resistência e produtividade. As mudas clonadas foram plantadas em locais de importância simbólica. Uma delas foi levada de volta à propriedade rural onde a araucária original estava. Outra muda foi plantada no Colégio Agrícola de Cruz Machado, em um evento que contou com a participação de estudantes, professores e  autoridades locais. A presença da araucária servirá como ferramenta didática para os alunos, incentivando o cultivo da espécie e destacando sua importância para a conservação da biodiversidade e o potencial econômico para a agricultura familiar. Perspectivas futuras e conservação da espécie O projeto também prevê a doação de uma das mudas clonadas para o Governo do Estado do Paraná e a preservação de outra na coleção genética de araucária da Embrapa Florestas, garantindo a continuidade das pesquisas sobre a espécie. Segundo a Embrapa, a necessidade de estudar o DNA único da árvore original é fundamental para compreender sua resistência e longevidade, visando a conservação genética de outras árvores centenárias e a promoção do uso sustentável da araucária. Essa iniciativa destaca a importância da conservação da araucária, uma espécie que já cobriu grandes extensões do Sul do país e que atualmente está ameaçada pela exploração descontrolada no passado. Projetos como este buscam preservar a espécie e torná-la economicamente viável para os produtores, equilibrando conservação ambiental e desenvolvimento econômico. Fonte: Embrapa

Dia internacional do Lixo Zero

No dia 30 de março, é comemorado o Dia Internacional do Lixo Zero. A data tem como objetivo promover padrões de consumo e produção sustentáveis e aumentar a conscientização sobre como as iniciativas de resíduo zero contribuem para o avanço da Agenda 2030, com seus 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), em destaque para dois Objetivos: o ODS 11, de tornar as cidades e assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis, e o ODS 12, de garantir padrões de consumo e produção sustentáveis.  A Assembleia Geral das Nações Unidas, em 14 de dezembro de 2022, reconheceu formalmente a importância das iniciativas de resíduo zero e proclamou 30 de março como o Dia Internacional do Resíduo Zero, a ser observado anualmente a partir de 2023. Com isso, pretende-se trazer a atenção do mundo aos diversos impactos dos resíduos, como a poluição de mares e a destruição de ecossistemas, e incentivar a participação global em todos os níveis para reduzir a contaminação por resíduos sólidos e o desperdício, o que contribui também para aumentar a segurança alimentar, conservar a biodiversidade e melhorar a saúde humana.  Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), todos os anos, a humanidade gera entre 2,1 bilhões e 2,3 bilhões de toneladas de resíduos sólidos municipais. Cerca de 2,7 bilhões de pessoas não têm acesso à coleta de lixo, das quais 2 bilhões vivem em áreas rurais. A poluição do lixo ameaça significativamente o bem-estar humano, a prosperidade econômica e a tripla crise planetária de mudanças climáticas, perda da natureza e da biodiversidade e poluição. Sem uma ação urgente, a geração anual de resíduos sólidos municipais atingirá 3,8 bilhões de toneladas até 2050.  No Brasil, são produzidas por ano cerca de 80 milhões de toneladas de resíduos, uma quantidade que seria suficiente para encher 2.000 estádios do tamanho do Maracanã. E apenas 4% de todo esse descarte é reciclado, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Espaciais. A cobrança de impostos em cima desses produtos reciclados são altos, já que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), pago na produção ao ser vendido, é pago mais uma vez quando esse material volta do pós-consumo para o processo de reciclagem e volta para ser comercializado.  Além disso, 40% de todos resíduos gerados é direcionado a aterros controlados ou lixões a céu aberto, locais inapropriados para o descarte, podendo gerar a proliferação de bactérias, alastramento de doenças, contaminação de águas subterrâneas, causando mais danos ambientais ao planeta. Mas medidas como encerrar lixões e aumentar o índice de reciclagem para 50%, que constam no Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Planares), de 2022, possuem a competência de reduzir em 80% os custos totais de gestão de resíduos em 2040, de R$ 120,6 bilhões para $ 22,6 bilhões.  O Crea-RJ celebra a importância do Dia internacional do Lixo Zero para um futuro sustentável e destaca que é necessário a participação de toda a sociedade para contribuir com a redução de descartes e o fim do desperdício de alimentos. Confira o vídeo!

Presidente do CREA-RJ abre a primeira reunião do Colégio de Entidades Regionais do Rio de Janeiro de 2025

O CDER-RJ –  Colégio de Entidades Regionais do Rio de Janeiro realiza a primeira reunião do ano na sede do Crea-RJ, no Centro do Rio. Em pauta, a criação do Grupo de Trabalho sobre Engenharia Hospitalar; a definição do calendário anual de reuniões; e a definição do plano de trabalho do GT para 2025. Foi o início dos trabalhos do novo coordenador do CDER-RJ, engenheiro eletricista Antônio Carlos Soutelinho da Costa, presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Eletricistas filial Rio de Janeiro (ABEE-RJ), e do coordenador adjunto, Marco Pereira, presidente da Associação de Arquitetos e Engenheiros da Região dos Lagos (Asaerla). Para Soutelinho, o Colégio de Entidades Regionais do Estado do Rio de Janeiro é importante por ser um órgão diretamente ligado à Presidência, e onde os representantes das entidades de classe podem solicitar apoio para temas que interessam à sociedade do Rio de Janeiro.  “No momento, estamos trabalhando na montagem de um grupo de trabalho para auxiliar a fiscalização do exercício profissional na área da saúde. Nosso objetivo é melhorar a infraestrutura e o atendimento em hospitais, UPAs e demais postos de serviços de saúde no estado. Outras pautas serão desenvolvidas durante o ano, principalmente no Congresso Estadual de Profissionais. Temas como eletromobilidade, geração distribuída e outras questões relevantes”, avalia o novo coordenador do CDER-RJ. O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, abriu a primeira reunião do Colégio de Entidades Regionais (CDER) de 2025 que aconteceu na sede do CREA-RJ, no Centro do Rio, na quinta, dia 27 de março. Compareceram representantes de 19 entidades de classe da Engenharia, Agronomia e Geociências, que lotaram o auditório do Conselho. “É um prazer receber todas as entidades aqui no CREA-RJ. A gente está com uma política de toda a entidade do setor, estando ou não registrada no Conselho, mas que atua no setor, como os geofísicos, que estão chegando, da área hospitalar laboratorial, tem do design de interiores, e outras entidades que atuam desta forma, a gente está trazendo para o CDER porque é a forma da gente estar escutando o setor e o setor estar escutando também o CREA-RJ. Nessa mão de via dupla é fundamental que a gente trabalhe nesta direção. Tem outras entidades que estão há mais tempo, como a Aero e a Abes. Da nossa parte, achamos uma política muito positiva e vai estar sempre ampliando”, afirma o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández. Engenheiro eletricista com atuação na área da Telefonia, o coordenador adjunto Marco Antônio Pereira afirma que a expectativa para o trabalho do CDER este ano é de inovação. “A iniciativa do Grupo de Trabalho de Engenharia Hospitalar é uma novidade importante, pois visa a salvar vidas não por meio de cirurgias, mas pela melhoria da infraestrutura dos hospitais. Estaremos comprometidos com essa pauta ao longo do ano e, com certeza, teremos bons resultados. O CDER-RJ é essencial para congregar as entidades. Essa união fortalece as instituições e oferece um suporte importante aos profissionais vinculados a elas, promovendo conhecimento, qualificação e apoio dentro do CREA-RJ”, avalia. Participaram da reunião representantes das seguintes entidades de classe: AEVR; ABEE-RJ; Asaerla; Anfea; Abea-RJ; ABD-RJ; SBGF; ABDEH-RJ; Aenfer; Senge-RJ; Aero; Clube de Engenharia; Aearj; Aeanf; AEEFL; APG-RJ; Arjeas; Apeferj; Abenc-RJ; Seani. 

Presidente do CREA-RJ defende intervenção da Prefeitura em imóveis abandonados que ofereçam risco à sociedade

Da esquerda pra direita: Fernando Costa, presidente da Asbea; Claudio Hermolin, presidente do Sinduscon; o jornalista Carlos Andreazza; o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández; e o vice-presidente do Secovi Rio, Leonardo Schneider Ao participar do Fórum O Futuro da Cidade do Rio de Janeiro, promovido pelo Sinduscon-Rio, e transmitido pela rádio Bandnews FM, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, defendeu que a prefeitura do Rio deveria intervir nos imóveis em que “há risco real de desabamento” e agir por meio da Defesa Civil municipal, na proteção de toda a sociedade. “Há imóveis antigos com árvores crescendo dentro deles. Em algum momento a tragédia vai acontecer. Não dá para se omitir, quando a sociedade está em risco. Em outros casos, os moradores não têm condições de manter um imóvel tombado pelo patrimônio. O interesse da preservação do imóvel é da coletividade e não da individualidade. A responsabilidade também passa a ser da coletividade e não apenas do indivíduo. Temos que ter uma estratégia nesse sentido. Até que ponto a coletividade quer assumir esse custo todo? Tem uma diferença entre o que é um imóvel com características para ser protegido, mas outros que estão apenas velhos, travando a nova lógica do local”, afirmou Miguel Fernández, ao ser questionado pelo jornalista Carlos Andreazza, mediador do programa, sobre o problema do desabamento de imóveis antigos no Centro do Rio. O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio), Claudio Hermolin, é favorável que haja flexibilização da legislação para que se encontre “um equilíbrio entre preservação e crescimento”. “A gente vai tomar conta de um bem nosso sem ter valor? O que deu certo no Reviver Centro que precisa ser melhorado? Foram criados gatilhos na legislação que tornaram viáveis a execução de projetos em várias áreas do Centro. O empresário e empreendedor só vão investir quando tiver retorno. Grande parte desses imóveis antigos está em áreas desvalorizadas. Não têm potencial construtivo. Não tem uma legislação que permita que a pessoa compre um casarão e depois o reforme para ser vendido. O Centro tem áreas que precisam ser revisitadas”, afirmou Hermolin. O presidente do Sinduscon-Rio citou como exemplo a região da Praça da Cruz Vermelha, que está totalmente degradada. “Todos os estacionamentos em torno da Cruz Vermelha deveriam estar virando habitação com interesse social. Há na Área de Proteção do Ambiente Cultural (Apac) da Cruz Vermelha uma trava que só permite imóveis de até três ou quatro andares. Existe alguma lógica para isso? Não estou dizendo para não preservarmos, mas temos que encontrar um equilíbrio entre preservação e crescimento. Com isso, grande parte do problema será resolvido”, disse Claudio Hermolin. O presidente da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (Asbea), Fernando Costa, que também participou do debate, defende que a prefeitura precisa intervir nesses imóveis abandonados por meio de desapropriação. “Muitos imóveis na região central já não têm mais donos. E há outros casos de proprietários que não têm condições de fazer a manutenção desses imóveis. A prefeitura precisa intervir por meio de desapropriação. Isso abre uma janela para empreendimentos de habitação de interesse social e a prefeitura precisa tomar a iniciativa para revitalizar esses imóveis para uso de interesse social”, observou Costa. O vice-presidente do Secovi Rio (Sindicato da Habitação), Leonardo Schneider, foi outro participante do debate que discutiu também as mudanças nas características dos imóveis da cidade, os benefícios trazidos pelo projeto Reviver Centro – o plano de recuperação urbanística, cultural, social e econômica da região central do Rio – e as tendências do mercado imobiliário carioca. Schneider destacou a importância de novas propostas para moradia, com apartamentos menores, tipo estúdio, na região central do Rio, que no passado não tinha essa vocação. “O turismo é uma vocação natural do Rio e o mercado imobiliário entendeu isso. O Centro do Rio faz parte da história do Brasil. O Centro está sendo ocupado de uma maneira muito positiva. Há desafios na parte econômica, mas faz parte dessa caminhada. Vivemos um momento muito favorável”, assinalou o vice-presidente do Secovi Rio. Indagado por Carlos Andreazza, o presidente do Sinduscon-Rio, Claudio Hermolin, apontou as áreas de expansão da cidade em relação ao mercado imobiliário. “Temos vários indicativos para onde a cidade vai crescer. As leis aprovadas mostram que a Zona Norte será muito privilegiada. O Reviver Centro vai mais do que dobrar, além do Porto Maravilha, áreas que já têm a infraestrutura já instalada”, disse Hermolin, destacando que o principal fator que atrai o mercado é a mobilidade urbana. “As pessoas não querem mais perder tempo se deslocando do trabalho para casa e da casa para o trabalho”, observou. O presidente da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura, Fernando Costa, ressaltou que, com a demanda pós-pandemia, os projetos arquitetônicos estão cada vez mais empenhados em tornar ainda melhores os ambientes de moradia. Declarando-se apaixonado pelo Centro do Rio, Costa observou que nos próximos cinco anos a região central do Rio vai assistir uma grande migração para lá, com as pessoas morando e trabalhando no mesmo local. “A gente mora numa cidade que é patrimônio mundial da arquitetura pela Unesco. O Centro é extremamente qualificado em termos arquitetônicos. A gente precisa olhar para o Centro com a mesma paixão que as pessoas olham para os centros de grandes cidades europeias”, afirmou Costa. O presidente do CREA-RJ também considera importante projetos como o do Porto Maravilha, mas ponderou que “os projetos urbanísticos no Rio carecem de pensar também nas áreas de favelas”. “O Porto Maravilha tem ali a primeira favela do Brasil (o Morro da Providência), mas não resolve o problema da favela. É preciso que haja toda uma lógica para criar soluções em escala adequada que abarque aquelas áreas. Desde a década de 1980, a solução apresentada tem sido a mesma, enquanto as favelas crescem, assim como os problemas sociais. Chegou a hora de se repensar isso. Para mudar a realidade, temos que começar pensando na habitação social. Está faltando visão estratégica

Pesquisadoras da UniFOA desenvolvem biossorvente sustentável

Com a crescente conscientização acerca das práticas sustentáveis para a manter e preservar o planeta, pesquisas que trazem soluções alternativas para meios tradicionais tornam-se cada vez mais importantes na realidade atual. Assim, alunas de Engenharia Ambiental do Centro Universitário de Volta Redonda Fundação Oswaldo Aranha (UniFOA) desenvolveram um biossorvente inovador utilizando fibra de côco. O material, criado durante a pesquisa acadêmica de Karine de Paula, Giovana Ribeiro e Aryele Azevedo, tem grande potencial para a descontaminação de efluentes industriais, remoção de metais pesados e tratamento de poluentes, que também resultou na sua patente. O biossorvente é um material biológico capaz de remover contaminantes de soluções aquosas, como metais pesados e corantes, por meio do processo de biossorção. Essa técnica se apresenta como uma alternativa promissora e sustentável para o tratamento de águas residuais, utilizando materiais de baixo custo, abundantes e de fácil obtenção, como resíduos agroindustriais e biomassa microbiana.  Além de eficiente na remoção de poluentes, os biossorventes oferecem vantagens como sustentabilidade, possibilidade de regeneração e reutilização, além da redução de resíduos sólidos, pois são produzidos a partir de materiais que seriam descartados.  A inspiração para a pesquisa surgiu da necessidade de desenvolver um produto sustentável e reaproveitável, aliado à preocupação com a contaminação de corpos d’água por substâncias químicas nocivas. Assim, surgiu o conceito do biossorvente feito de fibra de côco, um material biodegradável e amplamente disponível no Brasil. O côco é um fruto versátil, consumido no Brasil e de fácil de se encontrar. Suas fibras possuem propriedades que favorecem a adsorção de poluentes (fenômeno físico-químico onde o componente em uma fase gasosa ou líquida é transferido para a superfície de uma fase sólida), já o tornando um material eficiente para a biossorção.  “Nós queríamos criar um produto que pudesse ser reaproveitado a partir de um resíduo agroindustrial. Depois começamos a questionar onde ele poderia ser aplicado e pensamos nos diversos incidentes ambientais causados por contaminação em águas. Juntamos essas ideias e chegamos ao biossorvente, feito de fibra de côco, que absorve substâncias químicas prejudiciais ao meio ambiente”, explica Karine.  Etapas da pesquisa:  Durante dois meses, a equipe se dedicou à pesquisa, utilizando a estrutura dos laboratórios do Centro Universitário. “O sentimento de ver esse trabalho patenteado é indescritível. Foram dias e dias de dedicação, pesquisa, escrita e ajustes. Saber que todo esse esforço valeu a pena e que nosso trabalho pode contribuir para a sociedade é o maior e melhor reconhecimento que um pesquisador pode ter”, celebra Karine.  Aplicações:  O biossorvente pode ser utilizado em diversas aplicações ambientais, como:  A equipe também estuda formas de comercializar o biossorvente e expandir sua aplicação para indústrias que necessitam de soluções ecológicas no tratamento de resíduos.  Fonte: UniFOA

Níveis alarmantes de gelo marinho nas regiões polares atingem a menor extensão já registrada

Um estudo divulgado recentemente pelo Serviço Copernicus para Mudanças Climáticas, da União Europeia, soou um alarme urgente ao revelar que a extensão do gelo marinho nas regiões polares atingiu mínimas históricas. Essa descoberta, baseada em dados de satélite e medições in situ de diversas instituições de pesquisa climática, incluindo o National Snow and Ice Data Center (NSIDC) e a NASA, intensifica as preocupações sobre as mudanças climáticas e seus impactos globais. Os dados apontam para um derretimento acelerado tanto no Ártico quanto na Antártida, rompendo limites previamente estabelecidos e sinalizando um futuro incerto para o clima e a vida selvagem. De acordo com os dados, o Ártico continua a ser o epicentro do derretimento, com a extensão de gelo marinho atingindo níveis historicamente baixos durante o verão. Em particular, a extensão de gelo ficou abaixo de 16 milhões de quilômetros quadrados, um limiar que já era considerado preocupante e que agora foi superado negativamente. Essa diminuição drástica expõe vastas áreas oceânicas escuras que, ao absorverem mais radiação solar do que o gelo, criam um ciclo de feedback positivo que acelera o aquecimento local e global. A sobrevivência de espécies como ursos polares, morsas e focas, que dependem do gelo para caçar, se reproduzir e descansar, está cada vez mais ameaçada. As comunidades indígenas que vivem no Ártico e dependem dos recursos marinhos também enfrentam desafios sem precedentes. Antártida surpreende com derretimento recorde A Antártida, tradicionalmente mais estável em termos de gelo marinho, surpreendeu negativamente os cientistas, conforme detalha o estudo. A extensão de gelo ao redor do continente branco atingiu uma mínima histórica de menos de 17 milhões de quilômetros quadrados, um número preocupante que desafia as projeções anteriores. Esse derretimento recorde pode estar ligado a uma combinação complexa de fatores, incluindo mudanças nos padrões de vento, aquecimento das águas oceânicas e o aumento da frequência de eventos climáticos extremos.  A perda de gelo marinho na Antártida contribui diretamente para o aumento do nível do mar, ameaçando cidades costeiras e ecossistemas vulneráveis em todo o mundo. A instabilidade da plataforma de gelo antártica também levanta preocupações sobre o futuro das geleiras continentais, cujo derretimento em larga escala poderia ter impactos catastróficos no nível do mar. Além de contribuir para o aumento do nível do mar, o derretimento do gelo afeta as correntes oceânicas, a regulação da temperatura global e a liberação de gases de efeito estufa aprisionados no permafrost, como o metano.