Parabéns ao município de Campos dos Goytacazes, por seus 190 anos!

Com a mais vasta área do estado do Rio de Janeiro, os campos dos índios goitacases (termo que, trazido para o português, pode significar “corredores da mata” para uns ou “índios nadadores” para outros) faziam parte da capitania de Pero de Góis da Silveira, conforme consta da carta de doação de 28 de agosto de 1536.  Com o objetivo de ocupar a área, foi implantado um núcleo populacional, à margem direita do rio Itabapoana, chamado vila da Rainha, que não prosperou devido aos constantes ataques dos índios. Mais tarde, o rei de Portugal determinou que o governador do Rio de Janeiro dividisse as terras da capitania e distribuísse sesmarias entre os colonos. Assim, divididos os quinhões, foram erguidos dois currais: um no Campo Limpo, à margem da lagoa Feia, e outro na ponta de São Tomé.  Posteriormente, Salvador Corrêa de Sá e Benevides, governador do Rio de Janeiro, conseguiu a doação das terras da capitania de São Tomé para seus filhos, Martim Corrêa de Sá e Benevides e João Corrêa de Sá. Em poucos anos, a povoação prosperou, a área foi emancipada e instalada a vila de São Salvador.  Grande parte do município foi ocupada, a princípio, por criadores de gado. Posteriormente, a região progrediu com a cultura da cana-de-açúcar, e o vilarejo foi elevado à categoria de cidade em 1835, com o nome Campos dos Goytacazes. O aparecimento da ferrovia, em 1837, facilitou a circulação, transformando o município em centro ferroviário da região.  A grande riqueza de Campos no século XIX pode ser creditada à expansão da produção açucareira, inicialmente apoiada nos engenhos a vapor, mais tarde substituídos por usinas. Em 1875, a região contava com 245 engenhos de açúcar e, por volta do ano de 1879, foi construída a primeira usina, batizada como Usina Central do Limão. Entretanto, várias dessas antigas usinas fecharam ou foram absorvidas pelas maiores em anos recentes, concentrando-se a produção em menor número de estabelecimentos.  A pecuária sempre manteve papel importante na economia da região e o café foi responsável pela prosperidade dos antigos distritos de Cardoso Moreira e Italva, atualmente desmembrados de Campos. No nordeste do município, hoje predomina o gado leiteiro. A descoberta de petróleo e gás natural na plataforma continental da bacia de Campos tem propiciado o aumento significativo da receita municipal, por meio do recebimento de royalties e participações especiais. O Crea-RJ parabeniza Campos dos Goytacazes por seus 190 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região!  Fonte: TCE/RJ – Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro

CREA-RJ estará presente no evento FITS ENERGIA em Macaé

O FITS ENERGIA 2025 – Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade será realizado no dia 3 de Abril no Salão Nobre da Câmara Municipal de Macaé, em Macaé, no Rio de Janeiro. Em consonância principal ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 7 (Energia Limpa e Acessível), da Agenda 2030 da ONU, o Fórum visa a ser um ambiente de fomento à inovação e à tecnologia, com atenção ao processo produtivo, à competitividade e ao desenvolvimento sustentável do setor de energia, em suas três dimensões: ambiental, econômica e social. Espaço de diálogo, de avaliação de cenários e de construção de rumos a partir da interface de atores que pensam e fazem o setor de energia, o FITS ENERGIA 2025 pauta o potencial do Gás Natural na integração energética, a vocação e perspectivas do setor. Pela abordagem, além do ODS 7, o Fórum também promoverá o ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura) e o ODS 17 (Parcerias e Meios de Implementação). O CREA-RJ estará representado no evento por meio do Conselheiro Hugo Karam de Lima, engenheiro eletricista graduado em Engenheira Elétrica pela Universidade Federal Fluminense (UFF), pós-graduado em Engenharia de Manutenção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e com MBA Engenharia de Planejamento pela COPPE/UFRJ.  O FITS é realizado desde 2018, sempre em formato aberto. Conta com o apoio de instituições do Brasil e do exterior, todas representativas em seus segmentos e atuantes em prol dos seus três eixos de atuação. Aborda os desafios e oportunidades à luz do cenário global relacionados à sustentabilidade, tecnologia e inovação e possibilita amplo debate com agentes nacionais e do exterior. Contribui para a cadeia de negócios por meio da disseminação de conceitos, processos e tendências. Promove o diálogo, a integração e cooperação dos stakeholders das áreas afins à sua temática e propicia troca de informações, experiências e conhecimento, através de debates, interfaces e apresentações, ao longo de sua realização. Inscrições pelo link: http://www.fitsglobal.com.br/energia/2025

Brasil mira em minerais críticos para impulsionar PIB da mineração e liderar transição energética

O governo brasileiro vislumbra um futuro promissor para o setor de mineração, impulsionado pela crescente demanda global por minerais críticos. Estes minerais, essenciais para tecnologias de energia limpa, como baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas e paineis solares, podem dobrar o Produto Interno Bruto (PIB) da mineração no país. Com vastas reservas de minerais como lítio, níquel, cobalto, grafite e terras raras, o Brasil busca se posicionar como um fornecedor estratégico global. O foco em minerais críticos não apenas representa uma oportunidade econômica, mas também um papel importante na transição energética global. O governo federal pretende implementar em 2025 a Política Nacional de Minerais Críticos, ou programa Mineração para Energia Limpa, com ações voltadas para a atração de investimentos e fomento da produção sustentável desses minerais. Isso inclui o aprimoramento da legislação, a promoção de pesquisa e desenvolvimento, e o incentivo a práticas de mineração responsáveis que minimizem o impacto ambiental e social. A exploração e o beneficiamento de minerais críticos, segundo o governo, podem gerar milhares de empregos qualificados, além de impulsionar o desenvolvimento tecnológico e a inovação no país. O objetivo é transformar o Brasil em um centro de excelência na produção e processamento desses materiais, agregando valor à cadeia produtiva e aumentando a competitividade do setor. A iniciativa alinha o Brasil com as tendências globais de descarbonização e economia verde, posicionando o país como um ator relevante na construção de um futuro mais sustentável e com energias renováveis. A exploração responsável e estratégica dos minerais críticos pode trazer benefícios econômicos, sociais e ambientais significativos para o Brasil, consolidando sua posição como líder na transição energética. Em evento recente realizado no BNDES, sobre investimentos na cadeia de minerais críticos, o secretário nacional de Mineração do Ministério de Minas e Energia (MME), Vitor Saback, destacou o potencial inexplorado do Brasil, lembrando que a mineração representa 10% do PIB do Canadá e entre 12% e 14% na Austrália, enquanto no Brasil o setor equivale a apenas 4%. “O Brasil tem reservas de todos os minerais críticos. Temos 4,9% das reservas mundiais de lítio respondemos por 2,7% da produção. No caso do grafite, temos 26,4% das reservas e apenas 4,5% de produção. Em terras raras, temos 20% das reservas e quase zero de produção”, disse.

Dia da Constituição

No dia 25 de março é celebrado o Dia da Constituição. A data marca a primeira Constituição que o Brasil teve, instituída em 25 de março de 1824 pelo imperador Dom Pedro I, sendo a primeira Carta de sete que o país dispôs.   A Constituição é um documento fundamental para o funcionamento de um país. É a norma que trata da elaboração de outras leis e o conteúdo que cada uma deve exercer, garantindo deveres e direitos dos cidadãos. Em países democráticos, a elaboração da Constituição é feita pela Assembleia Constituinte e todos os participantes são escolhidos por meio de eleição popular. A primeira Constituição (1824) A primeira Carta Magna centralizava o poder do Estado no imperador. O documento introduziu a separação dos Poderes em Judiciário, Legislativo, Executivo e Moderador. Este último permitia ao monarca controlar os outros poderes, nomeando juízes, escolhendo senadores, vetando leis e dissolvendo assembleias legislativas. O poder moderador foi extinto com a Proclamação da República, em 1889. E as eleições eram indiretas, o mandato dos senadores era vitalício e voto censitário. Menores de 25 anos também não podiam votar, com exceção dos casados, oficiais militares, bacharéis e membros da Igreja Católica. Mas apesar dessas regras, apenas quem detinha uma renda anual mínima de 100 mil réis poderia estar de fato apto a votar.  Evolução ao longo dos anos  Após a Proclamação da República, a segunda Constituição brasileira é consolidada em 1891. Ela foi inspirada no modelo norte-americano e o país passou a ter três poderes: Executivo, Judiciário e Legislativo. O Estado se tornou laico e com voto universal, não mais baseado na renda, mas ainda excluía os analfabetos, menores de 21 anos, mendigos, padres e soldados. O voto secreto era também um direito apenas dos homens.  Já em 1934, em sua terceira Constituição, o voto feminino passou a ser direito para todas as mulheres. O país também conquistou a jornada de oito horas de trabalho e os direitos trabalhistas como férias remuneradas e previdência social. Porém, esse documento durou até 1935, sendo abolido no fim do governo provisório do presidente Getúlio Vargas, estabelecendo o Estado Novo, em 1937. Nesse ano, foi implantada a quarta Constituição Federal, conhecida como “polaca”, porque incluía vários recursos parecidos aos regimes autoritários como o da Alemanha. A Constituição da Era Vargas restringia direitos e liberdades individuais, concentrando poderes na figura do presidente. O momento aboliu os partidos políticos e censurou a imprensa. Em 1945, com a queda de Getúlio Vargas, uma nova Carta Magna foi promulgada em 1946. Nesta, foi garantida a autonomia de estados e municípios, direito de greve e associação sindical, liberdade de imprensa e mandato presidencial de cinco anos. A quinta Constituição Federal do Brasil trouxe a restauração dos direitos civis e políticos e o retorno ao regime democrático. No golpe de 1964, mais uma vez a constituição foi modificada. A sexta Carta Constitucional ocorreu quando começou o regime militar e em 1967, uma nova Constituição foi aprovada. O texto caracterizava-se por medidas autoritárias e restrições à liberdade de expressão e organização política, como a cassação e suspensão de direitos políticos pelo Poder Executivo, restringia o direito de greves, estabelecia a pena de morte para crimes contra a segurança nacional e censurava os meios de comunicação.  A Constituição Cidadã (1988) A atual Constituição, que entrou em vigor no Brasil após o fim da Ditadura Militar, estabeleceu o sufrágio universal, ou seja, a possibilidade de qualquer brasileiro que esteja civilmente capaz e habilitado pela Justiça Eleitoral, pode votar. Ela é conhecida como Constituição Cidadã, que assegura os direitos dos cidadãos, confirma a liberdade de pensamento e impede abusos de autoridade. Entre os avanços alcançados pelo documento, estão a educação como dever do Estado, a defesa do consumidor, o combate ao racismo, o voto de analfabetos e pessoas acima de 16 anos e a garantia da posse de terras para os povos indígenas. Segundo a Constituição de 1988, o voto é secreto, direto, universal e periódico. A afirmação está como cláusula pétrea, o que significa que não pode ser retirada do texto nem mesmo por emenda constitucional. A obrigatoriedade do voto é para as pessoas que têm entre 18 e 70 anos e facultativo aos analfabetos, maiores de 70 anos e jovens entre maiores de 16 e menores de 18 anos. A Assembleia Nacional Constituinte, composta por deputados e senadores eleitos pelo povo em 1986 para elaborar a nova Carta Constitucional, trabalhou durante 20 meses até a promulgação do texto. A elaboração contou com a participação de 559 parlamentares (72 senadores e 487 deputados federais), além de participação da sociedade. Hoje, estão em vigor estatutos como o da Criança e do Adolescente, o do Idoso, além das leis especiais referentes aos deficientes físicos e à cota eleitoral que incentiva a inclusão de mulheres no Legislativo. Além disso, as políticas públicas desenvolvidas para tratar das questões de gênero, da população indígena, da igualdade racial, do meio ambiente, entre outras. O Crea-RJ celebra o Dia da Constituição e a democracia, destacando a relevância para a construção de novos horizontes onde a sociedade seja mais igualitária, justa e diversa.  Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Brasil terá primeiro túnel subaquático ligando os municípios de Santos e Guarujá, em São Paulo

O Brasil está prestes a dar um passo histórico na mobilidade urbana com a construção do seu primeiro túnel subaquático. A estrutura, que terá 870 metros de extensão submersa sob o mar, conectará as cidades de Santos e Guarujá, no litoral do estado de São Paulo. O projeto, aguardado há quase cem anos pelos moradores da Baixada Santista, promete reduzir drasticamente o tempo de travessia entre os dois municípios para cerca de dois minutos. Atualmente, a travessia entre Santos e Guarujá é feita por balsas ou pela rodovia Cônego Domenico Rangoni (SP-055), que possui 43 km de extensão. A distância entre as duas cidades é de apenas 400 metros pelo canal do estuário, mas o trajeto pode levar de 15 minutos a mais de uma hora, dependendo das condições da maré. Em média, mais de 21 mil carros utilizam diariamente as balsas para atravessar, além de 7.700 ciclistas e 7.600 pedestres. Leilão e expectativa para a construção O governo federal prevê a realização do leilão para a escolha da empresa responsável pela obra em 1º de agosto. A concessionária vencedora será encarregada da construção, operação e manutenção do túnel. Caso a obra saia do papel, este será o maior túnel submerso da América Latina. O projeto faz parte do Programa de Parcerias de Investimentos do governo de São Paulo e tem como objetivo oferecer mais segurança, agilidade e eficiência no transporte de pessoas e mercadorias, além de minimizar os impactos operacionais do Porto de Santos, um dos mais importantes do país. Projeto e infraestrutura do túnel O túnel submerso terá um total de 1,5 km de extensão, sendo 870 metros localizados abaixo do leito do mar. A estrutura contará com três faixas de rolamento em cada sentido, incluindo uma faixa exclusiva para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Também haverá espaço destinado a pedestres e ciclistas, garantindo um transporte mais seguro e eficiente para todos. A conexão subterrânea será feita entre o cais de Outeirinhos, no bairro do Macuco, em Santos, e o Linhão da Codesp, no bairro de Vicente de Carvalho, no Guarujá. Com isso, a nova ligação reduzirá significativamente o tempo de deslocamento entre as cidades para aproximadamente dois minutos. Saiba mais sobre as etapas da construção Preparação do solo A primeira etapa é a preparação do fundo do canal onde o túnel será instalado. Uma trincheira é cavada no local para abrigar os módulos que formarão a estrutura. Também serão instaladas placas de concreto na vala para suportar os elementos de túnel. Construção Os elementos de túnel são peças de concreto construídas em uma doca seca, de preferência próxima ao local onde ficará o túnel. Os elementos contam com piscinas provisórias no seu interior. Os reservatórios fazem com que a estrutura não afunde na água em um primeiro momento. Transporte Quando as peças ficam prontas, elas passam por testes de vedação e impermeabilidade. Na sequência, a doca seca é inundada. Por conta das piscinas provisórias, os elementos flutuam para, desta forma, serem transportados por rebocadores para o local onde o túnel vai ficar. Posicionamento Os elementos são fixados em pontes flutuantes e posicionados por sistemas eletrônicos no ponto exato onde devem ser imersos. Imersão A água presente nas piscinas provisórias do interior dos módulos é bombeada, fazendo submergir lentamente os elementos do túnel. Esse processo é monitorado por sensores. Ligação dos elementos Por meio de guinchos hidráulicos, os elementos são aproximados, até o contato entre eles. Acoplagem A união final dos módulos de túnel contíguos é feita pela diferença de pressão atmosférica no interior do elemento já posicionado e a pressão que a água exerce no novo elemento. Nivelamento Em uma das extremidades do elemento, são ancorados macacos hidráulicos, que movimentam pinos de aço para nivelar o módulo. Os pinos são soldados e os macacos hidráulicos, retirados. Em seguida, é injetada areia na base, formando uma “cama” para assentar o elemento de túnel. Proteção Por fim, uma camada de pedras é utilizada para recobrir e proteger o túnel contra impactos de embarcações e o enganchamento de âncoras soltas.

Dia Meteorológico Mundial

O Dia Meteorológico Mundial é celebrado todo dia 23 de março em comemoração à Convenção que instituiu a Organização Meteorológica Mundial (OMM), na mesma  data, no ano de 1950. A Meteorologia é um dos ramos da ciência mais importantes no estudo das mudanças climáticas, principalmente relacionado ao entendimento da base física e científica de tais alterações. Em outras palavras, o Meteorologista procura responder a seguinte pergunta: o que está acontecendo com o sistema climático terrestre e o que está sendo projetado para o futuro? Ademais, estamos preocupados com os impactos dessas mudanças e as medidas que podem ser tomadas no presente a fim de reduzir o problema para as gerações futuras.  A Meteorologia domina o conhecimento da dinâmica e da termodinâmica dos sistemas atmosféricos que compõem o clima do planeta e de suas interações com os outros componentes do sistema climático terrestre, como a biosfera, a criosfera, a hidrosfera e a litosfera. Um dos maiores impactos das mudanças climáticas é a modificação na frequência e na intensidade de eventos meteorológicos extremos, tais como ondas de calor, secas prolongadas e chuvas intensas. Além disso, eventos compostos, que são uma combinação de dois ou mais eventos, não necessariamente extremos, quando ocorrem ao mesmo tempo, podem levar a impactos extremos que são muito maiores do que a soma dos impactos individuais de cada um deles.  No sexto relatório de avaliação (AR6) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) foi quantificado pela primeira vez a contribuição humana no aumento de temperatura do ar média global. Por exemplo, entre 2010 e 2019, o aumento de +1,06°C na temperatura do ar (em relação ao período 1850-1900) foi todo atribuído a fatores antropogênicos, especialmente em função da emissão de gases de efeito estufa e mudanças no uso do solo. A atribuição humana na ocorrência de eventos meteorológicos extremos também foi avaliada no AR6, verificando-se que alguns eventos extremos quentes recentes seriam improváveis de ocorrer sem a influência do ser humano no sistema climático terrestre. As alterações no ciclo hidrológico regional e os impactos diretos na qualidade e na quantidade dos recursos hídricos locais também são relevantes efeitos decorrentes das mudanças climáticas. Pesquisas hidroclimáticas mostram que a magnitude e o tempo do escoamento superficial e da umidade do solo em algumas regiões do globo vêm sendo modificados em função das mudanças climáticas. Consequentemente, tais alterações refletem diretamente nos níveis de lagos e rios e na disponibilidade de água potável. Desse modo, futuras gerações de países em desenvolvimento poderão enfrentar um maior estresse hídrico nas próximas décadas.  Em regiões como o Norte e o Nordeste do Brasil, eventos de seca agrícola e hidrológica que hoje ocorrem 1,7 vezes a cada 10 anos, são projetadas para ocorrer 4,1 vezes no final deste século. Por outro lado, chuvas intensas que hoje ocorrem 1 vez a cada 10 anos, são projetadas para ocorrer 2,7 vezes até o ano de 2100 e com aumento de 30% na intensidade. Portanto, a Meteorologia possui um papel importante na identificação de quais eventos extremos podem se tornar mais frequentes e intensos, analisando quais seriam as alterações na circulação geral e regional da atmosfera associadas a tais eventos do ponto de vista da física do planeta, e não somente de estatísticas e/ou “coincidências” climáticas.  Além disso, os pesquisadores precisam aprimorar técnicas de avaliação e quantificação de como condições meteorológicas extremas poderiam agravar a deterioração dos recursos hídricos de uma região. Em resumo, a celebração do Dia Meteorológico Mundial neste 23 de março representa a comemoração da ciência base para o estudo do clima em mudança e de seus efeitos em toda a humanidade. O Crea-RJ celebra o Dia Meteorológico Mundial, homenageando todos os meteorologistas que por meio de seus conhecimentos técnicos desempenham papel essencial na proteção da vida, do meio ambiente e no planejamento estratégico de diversas atividades econômicas. Sua atuação é fundamental para enfrentar desafios da sociedade, como as mudanças climáticas, desastres naturais e a gestão sustentável de recursos. Neste dia, reafirmamos nosso compromisso de valorização e apoio aos profissionais da Meteorologia, destacando sua contribuição para o desenvolvimento de uma sociedade mais preparada para o futuro. Confira o vídeo!

Dia Mundial da Água

No dia 22 de março de 1992, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Dia Mundial da Água. A data é um esforço da comunidade internacional para colocar em pauta questões essenciais que envolvem os recursos hídricos. O tema em 2025 é “Preservação das Geleiras”. O objetivo é conscientizar sobre o papel fundamental das geleiras para a vida e o ciclo da água.  O privilégio do domínio da ciência e da tecnologia acarreta a contrapartida do compromisso com os anseios e necessidades da sociedade, que se traduz na segurança, durabilidade, confiabilidade, funcionalidade, proteção ao meio ambiente, ao patrimônio artístico, cultural e natural. O Crea do Rio de Janeiro defende a sociedade, na medida em que assegura os serviços por ela contratados, executados por profissionais com capacidade técnica e habilitação para desenvolver as atividades a que se propõem. Assim, o Conselho assume o papel de conscientizar e trabalhar ao lados dos profissionais para que sejam empreendidas iniciativas em defesa de uma política nacional de recursos hídricos, preocupada com a preservação da vida e com a manutenção deste bem social para as atuais e futuras gerações. Embora as águas ocupem cerca de 71% da superfície do planeta, apenas 0,63% deste volume encontra-se na forma em que pode ser utilizada para o consumo humano (água potável). Dessa ínfima parcela, boa parte não é aproveitada, por inviabilidade técnica, econômica ou financeira (geleiras e águas subterrâneas, por exemplo). A estimativa de água doce disponível e de fácil aproveitamento é de aproximadamente 14 mil km3/ano. A demanda mundial já representa 43% deste total e vem crescendo exponencialmente. Considerando o crescimento populacional, em 50 anos experimentaremos o esgotamento da potencialidade. Ao discutirmos água, estamos falando das chances de, tecnicamente, alterarmos esse quadro e consolidarmos um padrão de consumo e distribuição. Em alguns estados brasileiros, o potencial hídrico renovável per capita já se aproxima do sinal de alerta de escassez hídrica. Enquanto falamos de consumo, é preciso lembrar que boa parte dos municípios brasileiros não dispõe de água tratada. O Ranking do Saneamento, apresentado na pesquisa do Instituto Trata Brasil, em 2019, demonstrou que 35 milhões de habitantes, sendo 5,5 milhões nas 100 maiores cidades do Brasil, permanecem sem serviços de água tratada. A pobreza combinada com os baixos índices de saneamento básico é responsável pela morte de uma criança a cada 10 segundos. Todos os 100 mil cursos hídricos brasileiros – entre rios, lagos, córregos e lagoas – encontram-se de alguma forma poluídos. Estima-se que 25% das águas subterrâneas já estejam contaminadas. O cenário moderno impõe às organizações a disputa por fatias do pensamento. Temos obrigações perante a sociedade e estamos canalizando esforços em prol da sustentabilidade, da qualidade de vida e pelo fim da exclusão social, tanto por uma nova política de conscientização da população, quanto pela preservação, por meio da adoção de programas alternativos. O papel do Crea-RJ em firmar ações de cooperação integrada pode sinalizar para um novo horizonte ético e de adequação à realidade. Estamos falando da técnica funcionando como intervenção positiva. Confira o vídeo!

Dia do(a) Engenheiro(a) Hídrico e Hidrogeólogo(a)

A Engenharia Hídrica e a Hidrologia são áreas que atuam na análise e monitoramento dos recursos hídricos como as águas subterrâneas, sua formação, circulação, as propriedades físicas e químicas e a interação com o meio. Esses profissionais são responsáveis pela gestão sustentável da água.  O curso de Engenharia Hídrica foi regulamentado pelo Ministério da Educação – MEC e as atividades desempenhadas pelos profissionais na área foram normatizadas pela Resolução Nº 429, de 30 de junho de 2006, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). Já Hidrologia, como ciência interdisciplinar, não possui um curso específico, podendo a formação se dar por meio de uma graduação em Geologia, Engenharia Geológica, Engenharia Ambiental e até mesmo Geografia e Física.  No dia 22 de março, é comemorado o Dia do(a) Engenheiro(a) Hídrico(a) e Hidrogeólogo(a). A data foi escolhida por ser também o Dia Mundial da Água, instituído em 1992 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para lembrar da importância da defesa dos recursos hídricos e da preservação da água, com destaque para a doce, essencial para a vida.  A gestão sustentável da água proporciona uma infinidade de benefícios para indivíduos e comunidades, incluindo saúde, segurança alimentar e energética, proteção contra riscos naturais, educação, melhores padrões de vida e emprego, desenvolvimento econômico e uma variedade de serviços ecossistêmicos. Engenharia Hídrica  O(A) Engenheiro(a) Hídrico(a) é o(a) profissional que possui capacitação para se dedicar ao desenvolvimento de projetos, à gestão e supervisão de atividades que fazem uso de recursos hídricos no cotidiano. A principal função dessa engenharia é planejar e orientar a utilização de águas de bacias hidrográficas, prevenindo os impactos negativos que elas possam sofrer em consequência de atividades industriais, agrícolas e urbanas. No setor de energia, atua na operação de reservatórios e no planejamento da água disponível. Ao lado dos Engenheiros Sanitaristas e Ambientais, trabalha com a recuperação e a manutenção dessas áreas hídricas, como os sistemas de abastecimento de água, sistemas de drenagem de água e de irrigação e o tratamento da água e do esgoto. Com os Engenheiros Civis, projetam canais, portos e barragens e obras de controle  de cheia.  Segundo o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), esse profissional está preparado para realizar avaliação, quantificação, projeção, montagem, construção, fiscalização e gestão de empreendimentos ligados aos recursos hídricos, sistemas de circuitos hídricos, sistemas de informações hidrológicas e gestão de recursos hídricos.  Graduação  O curso de Engenharia Hídrica confere o título de bacharelado e possui duração média de cinco anos. É uma graduação que os alunos possuem a oportunidade de estudar disciplinas que envolvem conhecimentos das Ciências Exatas, Biológicas e até Sociais como Matemática, Física, Química, Economia, Fenômenos de Transporte, Mecânica dos Sólidos, Mecânica Aplicada, Geoprocessamento, Topografia e Geodésia; Microbiologia Sanitária, Bioquímica, Controle da Poluição Ambiental e Segurança no Trabalho.  O setor mais abrangente é o de projetos de sistemas de irrigação e bombeamento, que visam garantir o abastecimento de água no meio rural e em centros urbanos. O bacharel ainda pode trabalhar no monitoramento, diagnóstico, manejo e gestão dos recursos hídricos, em condições naturais ou em estruturas artificiais. Ele também encontra vagas na área de desenvolvimento tecnológico de ferramentas para avaliação dos recursos hídricos e processos envolvidos com a a água. Sua atuação vai desde o planejamento até a execução de projetos na área ambiental e na de infraestrutura hídrica. Os setores elétrico, de saneamento básico, de portos e hidrovias também abrem vagas para o graduado. E o Brasil ainda guarda mais de 12% do total de água potável superficial do planeta e precisa preservar seus mananciais hídricos, como o Aquífero Guarani, um dos maiores depósitos de água do mundo.  Pós-graduação A pós-graduação em Engenharia Hídrica, assim como mestrado e doutorado, oferece diversas oportunidades, tanto na área de pesquisas quanto na atuação no mercado de trabalho. Ao inovar  – Saneamento Ambiental: ao se especializar nesta seção, o(a) engenheiro(a) irá se voltar para o tratamento de água e esgoto, drenagem urbana, assim como também atuar no controle da poluição hídrica e na gestão de resíduos sólidos. Também podem colaborar com a Engenharia Química, a Engenharia Ambiental e a Engenharia Sanitária.  – Hidráulica: fundamental para o desenvolvimento da Engenharia Hídrica, é a ciência que estuda o comportamento dos fluidos como os líquidos em tubulações, rios e canais, tornando viável que as cidades desempenhem os suprimentos de água e os fluxos das linhas de distribuição. Assim, os profissionais especializados nessa área podem operar em escoamento de rios e canais, obras hidráulicas como barragens, vertedouros e tomadas d’água, na hidrometria e modelagem hidráulica.  – Irrigação e Drenagem: esses engenheiros(as) irão estudar as técnicas de irrigação, que consiste em aplicar a quantidade de água necessária nos solos e de drenagem, que controla o excesso de água  presente no solo para o processo de aeração e evitar a salinização. Logo, podem exercer o planejamento de sistemas de irrigação e drenagem, otimização do uso planejado da água na agricultura e na redução dos impactos dessa prática.  – Recursos Hídricos: são fontes de água disponíveis na natureza e que podem ser empregadas num determinado uso ou atividade, como na agricultura. Logo, ao se especificar neste ramo, os(as) engenheiros(as) podem fazer a gestão integrada de bacias hidrográficas, modelagem hidrológica, a própria qualidade da água e como fazer que a água potável seja acessível a toda população.  Hidrogeologia Apesar de serem áreas complementares, a Hidrologia é a ciência que estuda o ciclo da água na natureza, assim como seus processos e interações com o meio ambiente, fornecendo como base para a Engenharia Hídrica. Esta aplica os conhecimentos da Hidrologia para projetar, avaliar e construir sistemas que utilizam os recursos hídricos.  A função principal da Hidrologia é também proteger os depósitos subterrâneos de água e é necessário entender que as características dos aquíferos são influenciados por vários aspectos, incluindo o tipo de rocha, e isso determina a forma como a água que armazenam se comporta. Logo, é preciso adequar as técnicas de perfuração para cada tipo de material ao capturar as águas.  Assim, o Hidrogeólogo pode atuar em várias vertentes desta ciência que também se preocupa

Programa Mulher Crea-RJ realiza live sobre liderança

O Programa Mulher CREA-RJ promoverá em 2025 debates e reflexões importantes para a valorização das mulheres profissionais da Engenharia, Agronomia e Geociências. Assim, no próximo dia 24, às 18h, será realizada mais uma edição das Lives Programa Mulher Convida, abordando o tema “Quer saber mais sobre liderança?”, com a engenheira civil Marilene Ramos.  O evento será realizado de forma virtual, com transmissão feita pelo canal do YouTube do Crea-RJ. Para participar, basta acessar o link www.youtube.com/webtvcrearj/live.

CREA-RJ promove evento sobre Meteorologia e Gestão da Água em 2025

No dia 28 de março, o Crea-RJ, por meio de sua Câmara Especializada de Agronomia (CEAGRO), realizará o encontro “Dia Meteorológico Mundial e Dia Internacional da Água 2025: Juntos, fechando a lacuna nos sistemas de alerta precoce”. A iniciativa tem como objetivo celebrar as duas datas e promover o debate sobre os desafios e avanços na área da Meteorologia e da gestão de recursos hídricos. O evento, que tem apoio da Atmosmarine, Hobeco, Nimbus, Simtech, Sociedade Brasileira de Meteorologia (SBMET), Núcleo Regional-RJ da SBMET e do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ocorrerá na sede do Conselho e contará com a participação de profissionais, estudantes, empresas, entidades de classe, instituições de ensino e demais interessados na área. A programação inclui palestras com especialistas, apresentações técnicas de empresas do setor e uma sessão de perguntas e respostas para fomentar o diálogo sobre o tema.  Haverá transmissão ao vivo pelo canal do Crea-RJ no YouTube. Para mais informações e inscrições, acesse aqui.