Dia das Telecomunicações

No dia 5 de abril, é celebrado no Brasil, o Dia das Telecomunicações. Essencial para o contato entre as pessoas em longas distâncias e ao acesso à informação em qualquer parte do mundo, a implantação das telecomunicações revolucionou as formas de conexão. Da criação do telégrafo até a chegada da internet móvel, o desenvolvimento dessas tecnologias atravessou fronteiras geográficas e as relações interpessoais, culturais  e geopolíticas, criando um mundo globalizado.  Com o objetivo de acabar com a exclusão digital, este dia marca a criação de iniciativas para promover o acesso democrático às Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs). Pode ocorrer de diferentes formas e níveis, como a relação com a pobreza, o nível cognitivo, instrumental e linguístico, envolvendo mais que o acesso aos dispositivos. De acordo com um estudo da União Internacional de Telecomunicações (UIT), organismo especializado da Organização das Nações Unidas (ONU), 33% da população mundial — 2,6 bilhões de pessoas — não têm acesso à Internet ou nunca a utilizaram. Segundo dados de 2023, 70% dos homens utilizam Internet, em comparação com 65% das mulheres. Além disso, o número de mulheres desconectadas em todo o mundo é 17% superior ao dos homens, segundo o relatório da UIT. Este fosso se torna ainda maior quando falamos de regiões: em janeiro de 2024, na Índia 47,6 % de seus habitantes vivem desconectados, com relação a 10 % dos europeus, da Comunidade dos Estados Independentes e das Américas. A União Internacional de Telecomunicações (UIT) está sediada em Genebra, Suíça, e pertence à Organização das Nações Unidas (ONU), fundada em Paris em 1865. Sua finalidade é garantir que o acesso à informação esteja ao alcance de todas as pessoas e, assim, ela determine a padronização e regulamentação de estruturas que são usadas para a comunicação, como promover a cooperação internacional na atribuição de órbitas de satélites e estabelecer padrões mundiais que promovam a interconexão.  Engenharia Elétrica e as Telecomunicações A Engenharia Elétrica é a área encarregada pela geração, desenvolvimento, transmissão e distribuição da energia elétrica e seus sistemas. Os engenheiros desse setor são importantes nas atividades ligadas à geração da eletricidade; inspecionar o funcionamento de usinas e redes de alta tensão, mantendo o fornecimento de energia para as cidades;  atuar no desenvolvimento sustentável ao utilizar energias renováveis e, claro, implementar as redes de telecomunicações, desde a transmissão de sinal de televisão, ondas de rádio, a instalação de fibras ópticas e até satélites para a circulação desses dados de maneira eficiente e ágil para uma maior número de pessoas. O Crea-RJ celebra a importância dos profissionais que dedicam seu talento e conhecimento para manter o mundo conectado: eles desempenham um papel essencial no desenvolvimento de infraestruturas que garantem a comunicação instantânea, a inovação tecnológica e a integração global, ações fundamentais para o progresso da sociedade.

Presidente do CREA-RJ anuncia parceria com a Prefeitura de São Pedro da Aldeia

Em visita a São Pedro da Aldeia (RJ), nesta quinta-feira, dia 4 de abril, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, anunciou que vai firmar parceria com a Prefeitura daquele município e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio (CAU/RJ) para realizar uma ação conjunta de fiscalização naquela cidade da Região dos Lagos. O objetivo da medida é combater as obras irregulares e o exercício ilegal das profissões de engenheiro e arquiteto. “Queremos estar mais presentes nessa importante região do estado, onde tem se dado grande expansão da indústria da construção civil”, afirmou Fernández, que se reuniu com o prefeito de São Pedro da Aldeia, Fábio do Pastel, e o presidente do CAU/RJ, Sydnei Menezes, na sede da prefeitura daquele município.  “Estamos dando um passo concreto para esta parceria, agora com o CREA, para uma ação conjunta que vai coibir todo tipo de obras irregulares”, disse o presidente do CAU, acrescentando que o exercício ilegal da profissão “coloca em risco a vida das pessoas”. O prefeito de São Pedro da Aldeia, Fábio do Pastel, destacou a importância da parceria com as entidades profissionais para o desenvolvimento urbano e a segurança da cidade.  “Estamos trabalhando para tornar São Pedro da Aldeia uma cidade cada vez mais organizada e preparada para o futuro. Essa parceria será fundamental para garantir que as obras e projetos sigam padrões técnicos de qualidade e segurança, além de oferecer oportunidades de capacitação para os profissionais do setor”, destacou o prefeito. Também participaram da reunião na prefeitura o secretário de Obras e Desenvolvimento Urbano de São Pedro da Aldeia, Hildegardo Milagres; o secretário adjunto de Urbanismo, Wallace Camilo; o chefe de gabinete da presidência do CREA-RJ, Rodrigo Machado; o gerente de fiscalização do CREA-RJ, Cosme Chiniara; e integrantes da Associação de Arquitetos e Engenheiros da Reunião dos Lagos (Asaerla), que intermediou o encontro. O presidente da Asaerla, o engenheiro eletricista Marco Antonio Pereira lembrou que a entidade foi fundada há 48 anos e reúne 206 profissionais.  Em solenidade realizada no Hotel Malibu, em Cabo Frio, a Asaerla homenageou quatro profissionais que participaram da criação e fundação da entidade, em 1977: os engenheiros José Airton de Almeida Lima e Mário Márcio Saab; e os arquitetos Luiz Fernando Lobo e Aristarco Acioli de Oliveira, que exerceu a profissão por mais de 50 anos. Os profissionais receberam diplomas de homenagem das mãos dos presidentes da Asaerla, do CREA-RJ e do CAU/RJ.  Em São Pedro da Aldeia, os presidentes do CREA-RJ, do CAU/RJ e profissionais da Asaerla visitaram a recém-inaugurada e mais nova unidade da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) que tem 3 mil e 200 metros quadrados de área construída e recebe cerca de mil alunos por dia, naquela cidade da Região dos Lagos. A visita foi guiada pelo gerente executivo regional da Firjan/Senai, Anderson Carolo. Ele lembrou que a unidade oferece cursos técnicos de construção civil, sistemas de refrigeração, energia fotovoltaica e energia elétrica, mas a maior demanda é na área da construção civil, que tem atraído muitos alunos.  O presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, parabenizou a Firjan pela iniciativa, mas observou que é preciso também alertar os alunos que eles precisam sempre receber supervisão técnica de profissionais registrados e habilitados no Conselho para garantir a segurança das obras e, com isso, reduzir os riscos à sociedade. 

Comunicado Importante

Devido à previsão de chuvas muito fortes com raios e rajadas de vento no estado do Rio de Janeiro na tarde desta sexta-feira, 4 de abril, visando à segurança de todos, o expediente do Conselho será interrompido às 15h na Sede, Inspetorias e Postos de Relacionamento.  O atendimento voltará ao normal na segunda-feira, 7 de abril, das 9h às 17h. 

Nova geração de modelos de linguagem de código aberto impulsiona a democratização da inteligência artificial

Uma nova família de modelos de linguagem de grande porte (LLMs), lançada pela Google em abril de 2024, segue gerando impacto e avanços significativos na acessibilidade e no desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA). Desenvolvidos por uma equipe de pesquisa, os modelos, conhecidos como Gemma 3, representam um passo importante na evolução da IA generativa, com foco em desempenho aprimorado e flexibilidade para desenvolvedores e pesquisadores. Modelos de linguagem como o Gemma 3 são construídos com base em redes neurais artificiais, treinadas em vastos conjuntos de dados de texto e código. Através desse processo, eles aprendem a identificar padrões na linguagem, permitindo-lhes gerar texto, traduzir idiomas, responder a perguntas e realizar diversas outras tarefas. A arquitetura desses modelos permite que eles compreendam o contexto e a nuance da linguagem humana, tornando as interações mais naturais e eficazes. Avanços e diferenciais da nova geração A nova geração de modelos apresenta melhorias em diversas áreas. Uma das principais é a capacidade de lidar com instruções mais complexas e gerar respostas mais coerentes e relevantes. Além disso, os modelos demonstram um desempenho aprimorado em tarefas que exigem raciocínio e compreensão de contexto. Um aspecto importante é a disponibilidade em código aberto. Isso significa que o código-fonte dos modelos é publicamente acessível, permitindo que desenvolvedores e pesquisadores de todo o mundo o examinem, modifiquem e aprimorem. Essa abordagem colaborativa acelera a inovação e garante que os benefícios da IA sejam amplamente distribuídos. Outro diferencial reside na otimização para diferentes plataformas e dispositivos. Os modelos foram projetados para serem executados em uma variedade de ambientes, desde servidores de alta performance até dispositivos com recursos limitados, como laptops e smartphones. Essa flexibilidade abre novas possibilidades para a aplicação da IA em diversos setores. Impacto na sociedade e desafios futuros O avanço dos modelos de linguagem tem o potencial de transformar diversos aspectos da sociedade. Na área da educação, podem ser utilizados para personalizar o aprendizado e fornecer suporte individualizado aos alunos. No setor de saúde, podem auxiliar no diagnóstico de doenças e no desenvolvimento de novos tratamentos. Na indústria, podem automatizar tarefas repetitivas e otimizar processos. No entanto, o desenvolvimento e a implantação de modelos de linguagem também apresentam desafios importantes. É fundamental garantir que esses modelos sejam utilizados de forma ética e responsável, evitando a disseminação de informações falsas, a discriminação e outros impactos negativos. Além disso, é preciso investir em pesquisa para mitigar os riscos associados à IA, como a perda de empregos e a concentração de poder. Guia rápido para começar a usar o Gemma 3 Escolha a versão Gemma 3 está disponível em diferentes tamanhos (2B e 7B parâmetros) e formatos. A versão 2B é mais leve e rápida, ideal para dispositivos com recursos limitados. A versão 7B oferece maior precisão, mas exige mais poder de processamento. Acesso Os modelos Gemma 3 estão disponíveis em plataformas como Kaggle, Hugging Face e Google Cloud Marketplace. É preciso criar uma conta nessas plataformas para acessar os modelos. Configuração do ambiente Para utilizar os modelos, é necessário um ambiente de desenvolvimento Python com as bibliotecas necessárias instaladas, como TensorFlow ou PyTorch. As plataformas de acesso geralmente fornecem instruções detalhadas sobre como configurar o ambiente. Carregamento do modelo É preciso utilizar as bibliotecas apropriadas para carregar o modelo escolhido em seu ambiente de desenvolvimento. Interação com o modelo Uma vez carregado, é possível interagir com o modelo fornecendo um prompt de texto. O modelo irá gerar uma resposta com base em seu treinamento e no prompt fornecido. Fonte: Google

UFSJ realiza pesquisa nacional “Profissão Geógrafo(a): quais lugares ocupamos na sociedade?”

O Departamento de Geociências (DEGEO) da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ), de Minas Gerais, está realizando, em todo o Brasil, a pesquisa “Profissão Geógrafo(a): quais lugares ocupamos na sociedade? I Contribua com elementos para compreender a profissão no cenário atual, seus desafios e oportunidades”.  A pesquisa está sob a responsabilidade das pesquisadoras geógrafas Dra. Patrícia Martinelli  e  Dra. Adelaine Ellis Carbonar dos Santos,  da Universidade Federal de São João Del Rei .  “Esta pesquisa tem por objetivo explorar o panorama de atuação profissional do Geógrafo no Brasil. Queremos compreender um pouco mais sobre a profissão no cenário atual e a partir deste panorama atuarmos de forma mais articulada para compreender as oportunidades e ações de fortalecimento na formação e carreira deste profissional”, afirma a pesquisadora Patricia Martinelli, coordenadora dos cursos de Geografia em Licenciatura e Bacharelado da UFSJ. Os resultados serão divulgados sem exposição individual dos participantes, que podem desistir ou descontinuar a participação na pesquisa a qualquer momento. Os(as) geógrafos(as) que quiserem participar da pesquisa devem acessar o link  https://forms.gle/3kCGprqoychzRhss6 Em caso de dúvidas  envie e-mail para [email protected] identificando o e-mail com o assunto “Pesquisa Profissão Geógrafa/o”.  Conheça as pesquisadoras Patricia Martinelli Docente do Departamento de Geociências da Universidade Federal de São João Del Rey/MG (2023). Possui graduação em Geografia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1999), onde também cursou mestrado em Geografia (2004) e doutorado em Geografia (2017), na Área de Concentração de Organização do Espaço. Atualmente é coordenadora dos Cursos de Geografia em Licenciatura e bacharelado da UFSJ, integra o Núcleo Docente Estruturante e Colegiado e participa do Fórum das Licenciaturas UFSJ. No campo técnico/aplicado, possui diversos trabalhos realizados com participação, elaboração e consultoria em planos municipais, auditorias e projetos ambientais, especialmente na área de diagnóstico, práticas participativas do processo e atuação em coordenação de equipes multidisciplinares em Gerenciamento de áreas Contaminadas (diagnóstico água e solo e impactos à saúde humana e populações de entorno). Adelaine Ellis Carbonar dos Santos Doutora em Geografia (Programa de Pós-Graduação em Geografia/UEPG – 2020), Mestra em Gestão do Território (Programa de Pós-Graduação em Geografia/UEPG – 2015), Especialista em Ensino de Biologia (Universidade de Londrina/UEL – 2019), Licenciada em Ciências Biológicas (UEPG), Licenciada em Geografia (UNINTER). Pesquisadora do Grupo de Estudos Territoriais (GETE/UEPG), desenvolve pesquisas relacionadas aos Espaço Geográfico, Educação, Sexualidades, Gênero, LGBTfobia, Políticas Públicas e Produção Científica. Atualmente é professora adjunta da Universidade Federal de São João del Rei – Departamento de Geociências (UFSJ/DEGEO).

Brasil e Peru firmam termo de reciprocidade para engenheiros

O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) assinará um Termo de Reciprocidade com o Colégio de Engenheiros do Peru. O acordo, que será oficializado no dia 10 de abril, em Lima, permitirá o registro de engenheiros brasileiros no país vizinho, facilitando sua atuação profissional e promovendo a mobilidade profissional e a troca de conhecimentos entre os dois mercados. A iniciativa segue o modelo de cooperação já estabelecido pelo Confea com a Ordem dos Engenheiros de Portugal, que permite o registro simplificado de profissionais brasileiros no país europeu. A cerimônia de assinatura ocorrerá durante uma visita técnica ao megaporto de Chancay, um ambicioso projeto financiado por investidores chineses. Considerado estratégico, o porto tem potencial para se tornar o maior centro comercial marítimo da América Latina, impulsionando as relações econômicas entre o Peru e o restante do continente. Além da parceria com o Peru, o Confea também trabalha para expandir o reconhecimento internacional dos engenheiros brasileiros. Um dos projetos em andamento é a certificação Certified Professional Agronomist Engineer – Brazil, em colaboração com a American Society of Agronomy (ASA). A primeira prova avaliadora para a certificação está prevista para agosto deste ano, representando um avanço na valorização e no reconhecimento internacional dos agrônomos brasileiros. Com a assinatura do Termo de Reciprocidade, engenheiros brasileiros terão mais oportunidades de atuação no Peru, um país que vive uma fase de crescimento em setores como infraestrutura, energia e logística. O acordo reforça a importância da cooperação entre entidades de classe e abre caminho para futuras parcerias que beneficiem profissionais e empresas de engenharia dos dois países. Fonte: Confea

Parabéns ao município de Belford Roxo, por seus 35 anos!

Belford Roxo, antigo Engenho do Brejo, pertenceu à cidade do Rio de Janeiro até 15 de janeiro de 1833, quando passou a fazer parte do município de Iguaçu, atual Nova Iguaçu.  Habitadas anteriormente pelos índios jacutingas, suas terras foram assinaladas pela primeira vez no mapa elaborado por João Teixeira Albernaz II, em 1566, entre os rios “Merith, Simpuiy e Agoassu”.  Com a chegada dos portugueses ao Brasil e a posterior implantação de sistema de capitanias hereditárias, a região coube a Martim Afonso, o donatário de São Vicente. Como o estabelecimento da sede da capitania ficou ao sul, as costas setentrionais foram abandonadas à cobiça dos franceses. Somente a partir de meados do século XVIII é que se registram seus primeiros colonizadores.  Cortado pelo rio Sarapuí e, como quase toda a Baixada Fluminense, cercado por pântanos e brejais, o território onde está situado o atual município de Belford Roxo possuía em sua margem um porto para escoamento da produção de açúcar, arroz, feijão, milho e aguardente, cujo engenho fazia parte da freguesia de Santo Antônio de Jacutinga. O povoado sempre refletiu prosperidade. Somente pela metade do século XIX começou seu período de decadência. A construção da estrada de ferro Rio do Ouro, inaugurada em 20 de janeiro de 1883, provocou o surgimento de povoações, vilas e cidades às suas margens, enquanto, paradoxalmente, localidades mais antigas desapareciam rapidamente.  Após uma sucessão de proprietários, a fazenda do Brejo, que pertenceu ao barão de Jacutinga e ao visconde de Barbacena, foi o núcleo inicial de uma pequena vila que, depois de se chamar de Ipueras e Calhamaço Brejo, passa a ter a denominação atual em homenagem ao engenheiro maranhense Raimundo Teixeira Belford Roxo, colaborador de Paulo de Frontin na solução dos problemas de abastecimento de água da capital no final do século XIX.  Belford Roxo emancipou-se pela Lei Estadual nº 1.640, de 3 de abril de 1990, com instalação em 1º de janeiro de 1993. O Crea-RJ parabeniza Belford Roxo por seus 35 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região!  Fonte: TCE/RJ – Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro

Nota Oficial: Confea repudia PL 4069/2024 e a atuação de advogados em perícia imobiliária

O Sistema Confea/Crea/Mutua reafirma seu compromisso com a segurança e a qualidade das avaliações imobiliárias e manifesta repúdio ao PL 4069/2024, que propõe a atuação de advogados como peritos no setor. A legislação brasileira já define que perícias, avaliações e laudos técnicos são atribuições exclusivas de engenheiros e agrônomos, profissionais devidamente habilitados para garantir análises precisas e fundamentadas. O presidente do Confea, Vinicius Marchese, enfatiza que o PL 4069/2024 afronta diretamente o marco regulatório das profissões de Engenharia, Agronomia e Geociências ao conceder a advogados atribuições que exigem conhecimentos técnicos especializados e que são resguardados por legislação própria.  Segundo Marchese, a normatização do setor imobiliário deve respeitar os limites da atuação de cada profissão, garantindo a qualidade e a segurança dos serviços prestados. “Em consonância com as atribuições profissionais conferidas pela Lei 5.194/1966 aos engenheiros e agrônomos e de modo a primar pela responsabilidade técnica efetiva e lastro formativo nos laudos de avaliação de imóveis, manifestamo-nos pela rejeição total do Projeto de Lei 4069/2024”, afirma o presidente do Confea em ofício enviado recentemente a deputados federais.  A Engenharia de Avaliações segue normas técnicas rigorosas, como a NBR 14.653, que asseguram metodologia científica na formação de valor dos imóveis. Permitir que profissionais sem formação técnica atuem nessa área coloca em risco a confiabilidade desses serviços e compromete a segurança da sociedade. Por isso, o Confea conclama profissionais e parlamentares a rejeitarem o PL 4069/2024, garantindo que as perícias imobiliárias continuem sendo conduzidas por quem tem conhecimento técnico e legal para exercer essa função. Seguimos mobilizados na defesa da valorização profissional e da responsabilidade técnica!

Oceano escondido nas profundezas da Terra desafia o que se sabe sobre água no planeta

Uma descoberta surpreendente está desafiando a compreensão sobre a distribuição de água na Terra: um gigantesco reservatório, comparável ao volume de todos os oceanos da superfície, foi identificado a cerca de 700 quilômetros de profundidade, no manto terrestre. Ao contrário do que a imagem de um “oceano” pode sugerir, essa água não existe em estado líquido. Ela está armazenada na estrutura cristalina de um mineral azul chamado ringwoodita, atuando como uma espécie de “esponja” que retém grandes quantidades de hidroxila (OH), um componente da água. Cientistas da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, chegaram a essa conclusão analisando dados de ondas sísmicas. Foi espalhada uma rede de dois mil sismógrafos por todos os Estados Unidos para analisar as ondas sísmicas geradas por mais de 500 terremotos, que conseguem chegar ao núcleo do planeta e, então, ao serem detectadas na superfície, revelam segredos da sua estrutura interna. As ondas se propagavam mais lentamente através da zona de transição do manto, indicando a presença de rochas contendo água.  A existência desse reservatório subterrâneo tem implicações significativas para a compreensão do ciclo da água e da atividade tectônica de placas. A água armazenada no manto pode influenciar a atividade vulcânica, a formação de terremotos e a dinâmica do manto terrestre como um todo. É possível que a água tenha, ao longo das eras geológicas, viajado da superfície para o interior e vice-versa, processo ligado ao movimento do manto e seu derretimento.  Os cientistas planejam expandir a pesquisa para outras regiões do planeta. A ideia é coletar mais dados sismológicos que possam revelar novos “oceanos” subterrâneos. Este esforço pode fornecer informações adicionais sobre o ciclo da água em profundidade e ajudar a entender melhor a dinâmica interna da Terra. Com a continuação dos estudos, espera-se que novas descobertas possam esclarecer ainda mais o papel da água no interior do planeta e sua influência na formação dos oceanos e na geologia terrestre. Fonte: Science