Evento Progredir AgroTech – A Engenharia que Sustenta o Brasil reúne autoridades do setor na sede do CREA-RJ

Na última sexta-feira, dia 26 de setembro, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro, por meio da Câmara Especializada de Agronomia e do Programa Progredir, realizou o evento Progredir AgroTech – A Engenharia que Sustenta o Brasil. O encontro aconteceu na sede do Crea-RJ, no Centro do Rio, das 9h às 19h, reunindo autoridades e especialistas do setor para apresentar e discutir inovações e tecnologias aplicadas na agricultura, pesca, florestas e agronegócio. O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, abriu o evento ao lado de lideranças da Engenharia Agronômica do estado. A mesa contou com a coordenadora da Câmara Especializada de Agronomia (CEAgro), engenheira agrônoma Débora Candeias; o subsecretário de Agricultura do estado do Rio de Janeiro, engenheiro agrônomo Felipe Brasil; e com os engenheiros agrônomos Guilherme Strauch, da Emater-RJ, Leonardo Lopes, presidente da Aearj, e Carlos Favoreto, presidente do Rio+Agro e CEO da ECP Environmental Solutions. Fernández começou destacando a presença e a importância da Agronomia no estado, pontuando o quão imprescindível é valorizar a área, que acaba abrangendo diversas profissões. “No estado do Rio de Janeiro, muitas vezes a gente não enxerga com tanta clareza a presença e a força da Agronomia. Mas quando você sai da centralidade e começa a rodar um pouco mais o estado, ou seja, 92 municípios dessas diferentes regiões, a gente começa a ver a relevância e a força que isso representa. E o estado do Rio é plural, é grande, a gente tem que enxergar isso, tem que trabalhar. É um setor que emprega, que desenvolve economicamente, socialmente e ambientalmente. Uma Agronomia feita sem profissionais devidamente registrados, habilitados e qualificados, muitas vezes é uma Agronomia que representa graves impactos ambientais.” A coordenadora da CEAgro, Débora Candeias, reforçou os avanços tecnológicos da área, os efeitos causados pela pandemia e a necessidade de adaptação dos profissionais a um novo contexto. “A gente vem falando de uma Agronomia tech, uma Agronomia tecnológica muito forte, e que já vinha acontecendo isso há muitos anos. Entretanto, a gente teve um evento no mundo que nos impactou de forma significativa, que foi a pandemia. E mais do que nunca a gente teve que se reinventar e nos adaptar de forma muito rápida às tecnologias e às coisas que já vinham acontecendo. E isso só fez com que acelerasse, foi um acelerador de tudo que nós hoje estamos vivendo. A gente já fala do engenheiro agrônomo 5.0 e Agronomia 4.0, e que nós hoje estamos vivendo e respirando a tecnologia. Então, no meu entendimento, os profissionais têm que se adaptar a essa nova realidade.” Ao final do primeiro encontro, todos os presentes na mesa e os demais palestrantes do dia receberam um certificado de participação no evento. Às 14h, iniciando a programação da parte da tarde, o engenheiro ambiental e de segurança do trabalho Vinícius Barão apresentou a palestra “Agricultura de Precisão e Sustentabilidade: como os drones aeroagrícolas estão transformando a economia rural”. Trazendo consigo o drone R2S, o profissional demonstrou, por meio de filmagens aéreas, as funcionalidades do equipamento e da tecnologia em si, além de pontuar a eficiência de todo o processo. “É o que tem de mais tecnológico no campo hoje em dia, se chama drone aeroagrícola. Aqui nós temos agricultura de precisão real. A gente sai de uma taxa de 80, 100, 120 litros por hectare no trator, por exemplo, para 15 litros por hectare. São pequenas gotas depositadas no alvo. Não importa a gota que sai do drone, importa as gotas que chegam no alvo. Toda aplicação nasce de uma necessidade, então nosso trabalho começa indo lá no produtor, ajudando-o a identificar as espécies, por exemplo de erva daninha, para poder fazer o mapeamento com ele.” O tema gerou curiosidade e perguntas por parte do auditório, especialmente sobre as condições em que o drone é operado e na especificação das suas funções. Na última palestra do dia, o engenheiro agrônomo Fabiano de Carvalho Balieiro, da Embrapa Solos, trouxe como tema “O papel da Integração Lavoura Pecuária Floresta para o desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro”. Apresentando um gráfico do IBGE ilustrando a agricultura do estado, Balieiro demonstrou o impacto que o campo e que os produtores rurais acabam tendo nas vidas urbanas. “Existem pelo menos quase 200.000 pessoas que estão no campo produzindo alimentos para gente, porque a gente produz pouco e isso gera renda. Então se a gente tem uma ligação muito forte desses produtores, porque eles não estão produzindo só alimentos. A água que a gente consome nas cidades vem exatamente de quais mananciais, de quais microbacias? São todas essas que estão ocupadas.” Finalizando a programação, Débora Candeias retornou para agradecer o engajamento de todos e exaltar o dia de aprendizados e troca de experiências entre autoridades, profissionais, conselheiros e estudantes sobre o universo do agro tech.
Dia Mundial dos Rios
Celebrado no último domingo de setembro, o Dia Mundial dos Rios é uma data dedicada a conscientizar a população sobre a importância da preservação dos rios, necessários para o abastecimento das cidades, o desenvolvimento sustentável e a sobrevivência de milhares de espécies. A iniciativa busca promover o uso responsável da água doce, a preservação das bacias hidrográficas e a proteção dos ecossistemas fluviais, que estão entre os mais ameaçados do mundo. Todos os anos, mais de 60 países se unem para celebrar os rios e sua importância para a vida no planeta. Os rios desempenham um papel essencial no ciclo da água, no abastecimento das populações, na irrigação agrícola, na geração de energia e na manutenção da fauna e da flora. No entanto, vêm sendo constantemente impactados por ações humanas, como o despejo de resíduos, a poluição por agrotóxicos, o desmatamento de matas ciliares, o assoreamento e a construção de grandes empreendimentos que alteram seus cursos naturais. Governança participativa da água A governança participativa da água é um modelo de gestão que reconhece que as decisões sobre o uso, a proteção e o acesso aos recursos hídricos não devem ser tomadas apenas por autoridades ou setores técnicos, mas com a participação ativa da sociedade, especialmente das populações diretamente afetadas, como comunidades ribeirinhas, povos tradicionais, agricultores e usuários urbanos. Esse modelo propõe que os rios não sejam tratados apenas como recursos econômicos, mas como bens comuns que exigem transparência, controle social e corresponsabilidade na sua administração. A ideia central é que, quanto mais diversos forem os atores envolvidos nas decisões – incluindo instituições públicas, universidades, movimentos sociais, ONGs e setor privado – maior será a legitimidade e a eficácia das políticas adotadas. No Brasil, instrumentos como os Comitês de Bacia Hidrográfica são exemplos práticos de governança participativa. Os comitês são fóruns colegiados em que representantes do poder público, da sociedade civil e dos usuários da água debatem e deliberam sobre ações para o planejamento e a gestão integrada dos recursos hídricos de uma bacia. Conselho atuante O CREA-RJ tem se envolvido ativamente em questões relacionadas à gestão hídrica no estado do Rio de Janeiro. Recentemente, o presidente Miguel Fernández, especialista em recursos hídricos, identificou a crise hídrica no Sistema Imunana-Laranjal, que abastece cerca de 2 milhões de pessoas na região metropolitana do Rio de Janeiro. Ele alertou para o risco de escassez de água e destacou que o problema já havia sido identificado anteriormente no plano de segurança hídrica do estado. Além disso, Fernández anunciou que o CREA-RJ conquistou um assento no Conselho Estadual de Recursos Hídricos, o que permitirá a contribuição direta do CREA-RJ na discussão e implementação de soluções para a crise hídrica na região. Essa participação do CREA-RJ no Conselho Estadual de Recursos Hídricos representa um avanço significativo na atuação do Conselho em questões ambientais e de gestão de recursos hídricos. Essa posição pode influenciar decisões importantes relacionadas à gestão da água no estado, contribuindo para o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes e sustentáveis.
Dia Internacional do Acesso Universal à Informação
O Dia Internacional do Acesso Universal à Informação é comemorado anualmente em 28 de setembro. Essa data foi proclamada pela UNESCO em 2015, com o objetivo de destacar o acesso à informação como um direito fundamental essencial para a transparência, participação cidadã e fortalecimento da democracia. Em 2019, a Assembleia Geral das Nações Unidas reconheceu oficialmente essa data no âmbito da ONU. Para marcar o 10º aniversário da data, será realizada uma conferência global nos dias 29 e 30 de setembro, em Manila, nas Filipinas. O evento será organizado pela UNESCO em parceria com o governo filipino e contará com o apoio de organizações internacionais como a International Conference on Information Commissioners (ICIC), Open Government Partnership (OGP) e Freedom of Information Advocates Network (FOIAnet). O tema central do encontro será “Garantindo o Acesso à Informação Ambiental na Era Digital”. A discussão focará em como as tecnologias digitais e plataformas de dados abertos podem melhorar o acesso público a informações ambientais, promovendo transparência, engajamento cidadão e governança sustentável. Entre os principais objetivos estão a promoção do acesso universal à informação ambiental como direito humano, a facilitação do acesso a dados sobre mudanças climáticas, poluição e biodiversidade, e o reforço do compromisso global com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente o ODS 16.10.2, indicativo do progresso legal/institucional quanto ao direito de acesso à informação, ligado à meta do ODS 16 de assegurar o acesso à informação e proteger liberdades fundamentais. O evento reunirá especialistas, formuladores de políticas, jornalistas, ativistas e representantes da sociedade civil para compartilhar experiências, melhores práticas e soluções inovadoras que ampliem o acesso à informação ambiental na era digital. A conferência encerrará com uma declaração global reafirmando o compromisso com o acesso à informação como ferramenta essencial para o desenvolvimento sustentável e a democracia. Informação de qualidade O acesso à informação é um pilar fundamental da democracia e do desenvolvimento social, econômico e cultural. Quando cidadãos têm a possibilidade de obter informações claras, precisas e atualizadas, eles podem tomar decisões mais conscientes, participar ativamente das políticas públicas e exercer controle sobre as ações governamentais e institucionais. Além disso, o acesso à informação é essencial para garantir transparência e responsabilidade, prevenindo abusos, corrupção e a má gestão de recursos. Ele também fortalece a educação e o conhecimento, permitindo que estudantes, pesquisadores e profissionais tenham dados confiáveis para inovar, criar soluções e promover o progresso em diversas áreas. No entanto, a disseminação de informações falsas representa um grande desafio na sociedade atual. Notícias incorretas ou enganosas podem gerar desinformação, prejudicar a tomada de decisões e minar a confiança nas instituições, além de dificultar o enfrentamento de problemas sociais e ambientais. Por isso, o acesso à informação deve estar sempre aliado a mecanismos de verificação, educação midiática e conscientização, garantindo que os cidadãos recebam dados confiáveis e possam agir de forma informada e responsável.
Prorrogado o período de indicações ao XIII Prêmio CREA-RJ de Trabalhos Científicos e Tecnológicos
O período de indicações ao XIII Prêmio CREA-RJ de Trabalhos Científicos e Tecnológicos foi prorrogado até o dia 10 de outubro. A premiação tem por objetivo estimular e valorizar o esforço e a dedicação de profissionais, professores e estudantes que estão contribuindo para a criação tecnológica e inovadora de produtos, processos e serviços para a sociedade brasileira e, ao mesmo tempo, aproximar o Conselho de Engenharia das instituições de ensino do estado do Rio de Janeiro. São candidatos à premiação projetos e/ou trabalhos de conclusão de curso – referentes ao ano anterior da edição – de nível médio e superior (TCC)/monografias, dissertações ou teses de mestrado e de doutorado. Ao longo das edições, já foram premiados 1.508 autores – nos níveis de doutorado, mestrado, superior e médio – e cerca de 120 instituições de ensino. Mais informações: [email protected] Indicações: https://www.crea-rj.org.br/premiocrea/
Presidente do CREA-RJ Miguel Fernández apresenta no Rio Construção Summit o maior censo profissional já realizado das áreas da Engenharia, Agronomia e Geociências
O Presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, apresentou, nesta quinta-feira, 25 de setembro de 2025, durante o painel “Do Campus ao Canteiro: Ensino Superior da Engenharia Civil e a Indústria da Construção”, no Rio Construção Summit, o maior censo profissional já realizado nas áreas da Engenharia, Agronomia e Geociências pelo Sistema Confea/Crea. Fernández representou o presidente do Confea, engenheiro de telecomunicações Vinicius Marchese, que estava presidindo a sessão plenária do Conselho Federal e não pôde comparecer ao evento. Foi a primeira vez que a pesquisa foi apresentada em um evento no estado do Rio de Janeiro. O censo, realizado pela Quaest, entrevistou 48 mil profissionais registrados, das áreas de Engenharia, Agronomia e Geociências, com uma confiabilidade de 95% para a amostra geral. A coleta dos dados foi realizada em todos os Estados brasileiros, entre 23 de setembro de 2024 e 2 de fevereiro de 2025. “A construção civil é o maior setor das engenharias, infelizmente, nos últimos anos, vem caindo cada vez mais o interesse dos jovens em ingressar na área. A gente precisa reverter esse quadro não só por uma questão corporativista, mas pensando como uma estratégia para o país e para o nosso estado do Rio de Janeiro. O setor das engenharias é o que desenvolve a economia, que oferece à sociedade as suas oportunidades e que defende o meio ambiente. Então, é fundamental que a gente tenha engenheiros e engenheiras qualificados e habilitados para poder trabalhar na área. A mão de obra irregular, ilegal, é que normalmente vai gerar problema ambiental e vai botar a sociedade em risco. Então, a gente precisa buscar que o jovem volte a se interessar pela Engenharia para que a gente possa cada vez mais avançar com o mercado. Com esta pesquisa e a partir destes dados, a gente consegue nortear estratégias para avançar no nosso setor profissional”, afirmou Miguel Fernández. O painel foi mediado pelo engenheiro civil Vinicius Benevides, diretor operacional da Dimensional Engenharia e vice-presidente do Sinduscon Rio e contou com a participação do Professor Doutor da Escola Politécnica da USP, engenheiro civil Claudio Tavares de Alencar, e com o Reitor da Universidade Estácio de Sá, economista Flávio Murilo Oliveira de Gouvêa. “O debate foi riquíssimo. A gente debateu não só os números apresentados pelo presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, mas também o protagonismo da Engenharia, o desenvolvimento brasileiro e a grade curricular. E como a academia, o setor produtivo e os governos devem interagir para a inovação e o futuro do país”, disse Benevides. Benevides acrescentou: “o Rio Construção Summit é o maior evento de conteúdo da construção civil na América Latina, com um público de mais de 10 mil pessoas. Este evento está pautando não só as dores do mercado hoje e os debates sobre as suas soluções, como também o futuro da Engenharia Civil e da construção civil no Rio de Janeiro nos próximos 5 a 10 anos. A construção civil no Rio de Janeiro hoje está iniciando um novo ciclo de retomada de investimentos e aumento de trabalho. A gente está com um novo ciclo de grandes obras, tanto por parte de infraestrutura, do setor público, quanto das concessionárias, do setor privado e também do mercado da construção civil e do desenvolvimento imobiliário. Com o novo plano diretor, o mercado de desenvolvimento imobiliário aqui no Rio de Janeiro cresceu 50% no último ano e a gente tem a expectativa de um crescimento ainda maior em 2025”. O Sistema Confea/Crea O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – Confea e os Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia – Creas são autarquias que surgiram a partir do Decreto nº 23.569, de 11 de dezembro de 1933, e são responsáveis pela verificação, fiscalização e aperfeiçoamento do exercício e das atividades das áreas profissionais da Engenharia, Agronomia e Geociências. O Sistema Confea/Crea é o conjunto formado pelo Confea e pelos Creas atuando de forma associada e coesa em prol da defesa da sociedade e do desenvolvimento sustentável do país, observados os princípios éticos profissionais. Hoje são cerca de 1,2 milhão de profissionais da Engenharia, Agronomia e Geociências registrados em todo país. A pesquisa do Confea pode ser acessada no link: https://www.confea.org.br/midias/uploads-imce/Pesquisa_Quaest_Confea_0.pdf
Sociedade Chinesa de Engenharia assina Memorando de Entendimento (MoU) com CREA-RJ e FEBRAE

No dia 23 de setembro, a Federação Brasileira de Associações de Engenheiros – FEBRAE, promoveu, em parceria com o CREA-RJ, uma reunião com representantes da Chinese Society of Engineers (CSE), a Sociedade Chinesa de Engenharia. O encontro ocorreu na sede do Conselho e teve como objetivo a assinatura do Memorando de Entendimento (MoU), visando a fortalecer a cooperação técnica, intercâmbio de conhecimento e a abertura de novas oportunidades e parcerias entre engenheiros brasileiros e chineses. Além disso, foram discutidas pautas importantes das áreas de tecnologia, infraestrutura e inovação, com um maior destaque em projetos de Engenharia naval, industrial e de petróleo e gás. O presidente da FEBRAE, engenheiro civil e de segurança do trabalho Hideraldo Gomes, agradeceu ao presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández. “Desde já agradeço ao presidente do CREA por estar nos recebendo, juntamente com as entidades daqui do Rio e os chineses. Esse evento é de suma importância para a Engenharia Nacional, que proporcionará pontos positivos entre as indústrias brasileiras e chinesas, tanto para a tecnologia quanto para os profissionais”, afirma. Hideraldo também apontou as principais experiências proporcionadas pela reunião. “Há muito o que aprender com eles, mas também podemos auxiliar em alguns processos industriais, porque possuímos profissionais capacitados para o desenvolvimento tecnológico e para a inteligência artificial. No encontro de hoje, é muito importante dar início ao relacionamento que teremos com a China nesse processo de intercâmbio cultural, educacional e também profissional, principalmente por meio da tecnologia”, disse. Também marcaram presença no encontro autoridades como o presidente da Sociedade Brasileira de Engenharia de Segurança – SOBES, Fernando Correia Lima, e o vice-presidente da Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro – SEAERJ, Alvaro Milano Moraes.
Dia Mundial do Mar
No dia 26 de setembro é celebrado o Dia Mundial do Mar. A data tem como objetivo conscientizar sobre a importância dos oceanos e mares para a manutenção da vida no planeta, assim como a segurança e proteção do ambiente marinho, da navegação e das indústrias marítimas para o comércio em escala mundial. O tema escolhido pela Organização Marítima Internacional (OMI) para os anos de 2024 e 2025 é “Nosso Oceano, Nossa Obrigação, Nossa Oportunidade”, o que destaca o papel essencial que o oceano desempenha na sustentação da vida, dos meios de subsistência e da economia global. Ele fornece metade do oxigênio que respiramos, alimenta bilhões de pessoas, regula o clima e possibilita mais de 80% do comércio global por meio do transporte marítimo. O oceano também abriga inúmeras espécies marinhas e é uma fonte vital de empregos, alimentos e oportunidades econômicas para milhões de pessoas, mas enfrenta uma pressão crescente, desde a poluição e o uso excessivo até os efeitos acelerados das mudanças climáticas. Assim, protegê-lo não se trata apenas de salvar a natureza, é uma responsabilidade global que afeta todos os aspectos da vida humana. Sendo o maior setor a operar no espaço oceânico, a indústria naval desempenha um papel de grande relevância tanto na facilitação do comércio global como no avanço da proteção dos oceanos. Trabalha em conjunto com setores como o turismo, a pesca e a investigação marinha para gerir o oceano de forma sustentável. A OMI, por meio do seu quadro regulamentar global e dos seus programas de assistência técnica para os seus 176 Estados-Membros, continua a liderar os esforços em prol de mares mais limpos e seguros. O transporte marítimo é o método mais eficiente e econômico de transporte internacional para a maioria das mercadorias, fornecendo um meio confiável e de baixo custo para transportar produtos globalmente. Isso contribui para o comércio e ajuda a criar prosperidade entre nações e povos. Transporte marítimo brasileiro O Brasil depende fortemente do transporte por via marítima para o envio de suas mercadorias ao exterior. É por meio dos navios que o país escoa a maior parte de suas exportações, como soja, minério de ferro e petróleo. O setor responde por cerca de 95% do volume exportado e gera centenas de milhares de empregos, além de ter grande participação no PIB e na matriz de transportes nacional. A movimentação aquaviária de soja e milho do Arco Norte do país superou a do restante do Brasil. De acordo com os dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), a movimentação dos portos e terminais do Arco Norte foi de 100,8 milhões de toneladas em 2023, contra 88,5 milhões no ano anterior. Já a movimentação do restante do país, abaixo do paralelo 16°S, alcançou a marca de 100,2 milhões de toneladas, contra 73,4 milhões em 2022. O Arco Norte tem se tornado uma alternativa fundamental para o escoamento da produção de soja e milho do país, duas mercadorias que, nos últimos 13 anos, viram suas exportações triplicarem e quintuplicarem, respectivamente, tornando o Brasil o maior exportador dessas commodities. Hoje, o país responde por 58% das exportações mundiais de soja e 27% das exportações de milho, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Ainda segundo a ANTAQ, a expectativa de movimentação portuária para os próximos anos indica que o volume alcançará 1,313 bilhão de toneladas em 2024, um crescimento de 2,3% em relação a 2023. A Agência também projeta que a tendência de alta na movimentação portuária continue pelos próximos quatro anos. Em 2027, estima-se que o setor portuário nacional movimente 1,415 bilhão de toneladas, em comparação com 1,391 bilhão em 2026. Para 2025, a previsão é de 1,333 bilhão de toneladas. Os portos públicos que apresentaram melhor desempenho foram os de Santos, Paranaguá e Itaguaí, que cresceram 7,7%, 12,1% e 10,2%, respectivamente. Já entre os Terminais de Uso Privado, destacaram-se o Terminal de Petróleo Tpet/Toil – Açu (RJ), com alta de 32,9%; o Terminal Porto Sudeste do Brasil S/A (RJ), com crescimento de 47,9%; e o Terminal de Tubarão (ES), com 11,8%. Impactos ambientais no Brasil Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Zona Costeira Marinha do Brasil se estende, em sua porção terrestre, por mais de 8.500 km, abrangendo 17 estados e mais de 400 municípios, distribuídos do Norte equatorial ao Sul temperado. Vai da foz do rio Oiapoque, no Amapá, ao Chuí, no Rio Grande do Sul. Essa região é extraordinariamente diversa, composta por águas frias no Sul e Sudeste e águas quentes no Norte e Nordeste, sustentando uma grande variedade de ecossistemas: manguezais, recifes de corais, dunas, restingas, praias arenosas, costões rochosos, lagoas, estuários e marismas. Essas áreas abrigam inúmeras espécies de flora e fauna, algumas endêmicas e ameaçadas de extinção. Os manguezais, considerados berçários de diversas espécies marinhas e de água doce, e os recifes de coral, reconhecidos como os mais diversos habitats marinhos do mundo, têm destaque. No entanto, o chamado “bioma marinho” sofre forte pressão do crescimento urbano litorâneo e das atividades humanas realizadas no mar, em especial a pesca industrial. Avaliações feitas pelo MMA constataram um quadro preocupante quanto aos impactos ambientais, ressaltando a necessidade urgente de unidades de conservação (UCs) nessas áreas. A meta de conservação da biodiversidade para a Zona Costeira e Marinha, fixada pela Resolução nº 03/2006 do Conselho Nacional de Biodiversidade (Conabio), com base nas decisões da Convenção da Diversidade Biológica (CDB) da ONU, é de proteger ao menos 10% da área dos ecossistemas marinhos por meio de UCs. Atualmente, esse índice está em pouco mais de 1%. Fontes: Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Organização Marítima Internacional (OMI) e Ministério do Meio Ambiente (MMA).
Dia Nacional do Rádio
No Brasil, o Dia Nacional do Rádio é celebrado em 25 de setembro, data que homenageia o nascimento de Edgar Roquette-Pinto (1884–1954), considerado o pai da radiodifusão brasileira. A escolha foi oficializada pela Lei nº 15.101, de 13 de janeiro de 2025, sancionada sem vetos e publicada no Diário Oficial da União em 14 de janeiro do mesmo ano. O rádio chegou oficialmente ao Brasil em 7 de setembro de 1922, durante as comemorações do Centenário da Independência. A transmissão da fala do presidente Epitácio Pessoa e da ópera O Guarani de Carlos Gomes foi realizada com equipamentos trazidos pela empresa norte-americana Westinghouse e marcou o nascimento do meio no país. Na época, poucas pessoas tinham receptores, e muitos acompanharam as transmissões em clubes ou espaços públicos. Pouco depois, em 1923, foi fundada a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, por iniciativa de Edgar Roquette-Pinto e Henrique Morize. A emissora tinha caráter educativo e cultural, sem fins comerciais, e transmitia palestras científicas, aulas de literatura e música erudita. Roquette-Pinto acreditava que o rádio poderia ser “a escola dos que não têm escola”, utilizando-o como ferramenta de transformação social. Apesar do entusiasmo, o acesso era restrito, já que os aparelhos eram caros e o alcance das transmissões limitado. A década de 1930 marcou a grande transformação do rádio. Com o decreto do governo de Getúlio Vargas em 1932, autorizando a propaganda comercial, o rádio passou a se financiar com publicidade e se tornou mais acessível. O veículo deixou de ser restrito à elite e passou a atingir um público muito maior, consolidando-se como meio de entretenimento popular. Surgiram as radionovelas, programas de auditório, humorísticos e musicais, impulsionando a carreira de artistas como Carmen Miranda, Francisco Alves e Ary Barroso. Além do aspecto cultural, o rádio tornou-se ferramenta política estratégica. Durante o governo Vargas, o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) controlava e orientava as mensagens transmitidas, e programas como os discursos presidenciais alcançavam diretamente a população, fortalecendo a imagem do presidente. Entre as décadas de 1930 e 1950, o rádio viveu a chamada Era de Ouro, consolidando-se como o principal meio de comunicação e entretenimento do país. A programação se diversificou, incluindo novelas, programas de auditório, música popular e erudita, humor e esportes. O rádio tornou-se presença constante na vida dos brasileiros, tanto nas grandes cidades quanto em regiões mais remotas, sendo responsável por difundir cultura, gêneros musicais nacionais e o sentimento de identidade nacional. Essa fase também foi marcada pelo surgimento de grandes ídolos da música e do teatro radiofônico, que atingiram projeção nacional graças ao alcance do veículo. O rádio brasileiro evoluiu de um instrumento educativo e elitizado para um meio de comunicação de massa, culturalmente relevante, comercialmente viável e politicamente estratégico, estabelecendo as bases para sua importância duradoura na sociedade brasileira. Mesmo com o surgimento da televisão e o avanço das mídias digitais, o rádio continua sendo um canal acessível, confiável e de grande alcance. Pesquisa da Kantar IBOPE Media aponta que o rádio alcança cerca de 83% da população brasileira. Além disso, a expansão do rádio digital e o crescimento dos podcasts demonstram sua capacidade de adaptação e renovação frente às novas tecnologias e formatos de consumo. Roquette-Pinto Nascido em 25 de setembro de 1884, no Rio de Janeiro, Edgar Roquette-Pinto formou-se em Medicina, mas destacou-se principalmente como antropólogo, educador e comunicador. Participou da Missão Rondon, em 1912, que percorreu regiões do interior do Brasil. Dessa experiência nasceu sua obra mais conhecida, Rondônia (1916), um estudo pioneiro sobre os povos indígenas e a realidade amazônica. Entre 1926 e 1935, foi diretor do Museu Nacional, onde modernizou a instituição, estimulou pesquisas científicas e defendeu a preservação da memória e da cultura brasileiras. Em 1927, ingressou na Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira nº 17, e reforçou sua produção intelectual com ensaios e estudos que transitavam entre ciência, cultura e educação. Visionário, acreditava que a ciência e a educação deveriam ser acessíveis a todos. Foi responsável por introduzir o cinema educativo no país e deixou um legado de obras importantes, como Rondônia (1916), registro pioneiro sobre a vida indígena. Faleceu em 18 de outubro de 1954, sendo lembrado como um dos grandes intelectuais brasileiros e símbolo do compromisso entre ciência, cultura e educação.
Dia Nacional do Trânsito
No dia 25 de setembro é celebrado o Dia Nacional do Trânsito, data instituída pelo Código de Trânsito Brasileiro, com o objetivo de promover a conscientização sobre a segurança nas vias e a responsabilidade de todos os cidadãos no cotidiano do tráfego urbano e rodoviário. A data integra a Semana Nacional de Trânsito, que ocorre, anualmente, entre 18 e 25 de setembro, com ações educativas em todo o país. Em 2025, o tema da campanha é “Desacelere. Seu bem maior é a vida”, escolhido por votação popular, organizada pelo Ministério dos Transportes, por meio da Secretaria Nacional de Trânsito. Escolhido por meio de uma enquete popular chamada “Vote pelo Trânsito”, o tema busca chamar a atenção para os riscos do excesso de velocidade, uma das principais causas de acidentes graves e fatais no Brasil. O objetivo é estimular uma mudança de atitude, reforçando que cada escolha no trânsito pode salvar ou tirar vidas. A campanha é coordenada pelo Conselho Nacional de Trânsito e desenvolvida em parceria com os órgãos de trânsito estaduais e municipais. Durante a semana, são promovidas atividades em escolas, empresas, praças públicas e veículos de mídia, com foco na educação, prevenção e respeito às leis. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil registra, em média, mais de 30 mil mortes por ano no trânsito. A maioria desses acidentes está relacionada a excesso de velocidade, consumo de álcool e desrespeito às regras de circulação, evidenciando a necessidade de campanhas permanentes de conscientização e educação sobre o assunto. A Semana Nacional do Trânsito mobiliza diferentes setores da sociedade. Departamentos Estaduais de Trânsito (DETRANs), polícias rodoviárias, instituições de ensino, empresas e órgãos públicos realizam ações como blitzes educativas, palestras, atividades lúdicas e campanhas digitais para reforçar o compromisso coletivo com a segurança viária. Resultados lentos, mas positivos Desde a criação do Código de Trânsito Brasileiro, em 1997, a educação passou a ser reconhecida como um dos pilares para a redução da violência nas vias. A partir daí, campanhas nacionais passaram a ser realizadas de forma contínua, com destaque para a Semana Nacional de Trânsito e, mais recentemente, para o movimento Maio Amarelo, lançado em 2014. Essas iniciativas, somadas a medidas de fiscalização, legislação mais rigorosa — como a Lei Seca — e melhorias na frota e na infraestrutura viária, contribuíram para uma mudança gradual no comportamento dos condutores e pedestres. Os resultados já podem ser observados em números: enquanto em 2010 o Brasil registrava cerca de 42 mil mortes no trânsito, em 2022 esse número caiu para aproximadamente 34,5 mil, o menor patamar em mais de duas décadas, segundo dados do Ministério da Saúde, uma redução próxima a 20%, em pouco mais de dez anos. As campanhas cumprem um papel essencial de sensibilizar a sociedade, reforçando a necessidade de comportamentos seguros e de engajamento coletivo para que o Brasil avance rumo à meta da ONU de reduzir pela metade as mortes no trânsito até 2030.
2º Congresso Internacional de Resíduos e Saneamento acontece de 6 a 10 de outubro em Búzios

De 6 a 10 de outubro de 2025, das 8h às 18h, Búzios receberá o 2º Congresso Internacional de Resíduos e Saneamento – CIRS. O objetivo é conectar governo, empresas e pesquisadores em busca de soluções inovadoras para resíduos sólidos e saneamento. Em 2023, foram 570 participantes e 52 palestrantes, organizados em nove mesas de debate e mais de 30 horas de conteúdo, culminando na elaboração de um Relatório Técnico que orientou a organização do 2º CIRS Búzios. Este ano, o escopo foi ampliado para os quatro pilares do saneamento: Resíduos Sólidos, Abastecimento de Água, Sistemas de Esgoto e Drenagem Urbana. Com o tema “Sistemas Resilientes para um Mundo em Transformação”, o Congresso de 2025 irá explorar como esses elementos interagem com a mudança do clima e as metas globais de sustentabilidade. O público contará com painéis com especialistas globais; cases inovadores e tecnologias emergentes e networking estratégico com líderes do setor. Inscreva-se!