Seminário promovido pelo CREA-RJ proporciona troca experiências sobre princípios éticos e profissionais

No dia 3 de outubro, sexta-feira, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro – CREA-RJ, por meio da Comissão de Ética Profissional, realizou o Seminário “Ética para Todos – Repercussões do Código de Ética na Vida Profissional”, no Hotel Windsor Flórida, no Flamengo, das 8h30 às 18h30. O objetivo do encontro foi abordar o Código de Ética Profissional nos aspectos teóricos e práticos, dando exemplos de aplicação no mercado e na vida, além de reforçar valores, responsabilidades e compromissos com a sociedade. Na plateia, autoridades, conselheiros, profissionais, estudantes e demais interessados. O evento contou com a participação de outros conselhos profissionais: Administração (CRA), Arquitetura e Urbanismo (CAU), Técnicos Industriais (CRT) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, reforçou a importância do tema para o entendimento da ética para todos os profissionais. “Esse é um tema fundamental para os nossos profissionais, porque muitas vezes eles não entendem a relevância desse pacto que nós criamos dentro do nosso sistema da forma como entendemos que os nossos profissionais devem atuar dentro do mercado. O Código de Ética é pré-requisito básico para qualquer um que vai trabalhar nas áreas da Engenharia, Agronomia e Geociências. É a forma que a gente garante que nós, colegas profissionais, vamos respeitar o código daquilo que a gente entende como fundamental para garantir a segurança da sociedade.” O coordenador da Comissão de Ética Profissional, engenheiro mecânico Jonatha Mello, falou sobre as pretensões do encontro e como a união profissional fortalece a comunidade e a troca de experiências. “O nosso objetivo é, além de fazer uma interação com os profissionais, estudantes e interessados no tema, trazer as outras entidades e conselhos para a gente conseguir debater como está sendo tratada a ética no nosso estado, e outros colegas de outros estados do Brasil para que a gente consiga unificar as ações, e entregar para a sociedade uma comissão de ética, procedimentos éticos e formas de tratar a ética profissional de uma melhor maneira possível.” A conselheira federal, engenheira civil Carmen Lúcia Petraglia, compareceu ao evento representando o presidente do Confea, engenheiro de telecomunicações Vinicius Marchese, e contextualizou o cenário atual, reforçando o papel da ética nesse meio. “Hoje em dia nós temos as profissões em evolução, a sociedade também está evoluindo, a tecnologia avança rapidamente, e a ética vai ser cada vez mais importante na nossa sociedade e principalmente nos nossos sistemas. Os nossos profissionais cada vez mais vão ter que atuar com a ética e com a sua capacidade técnica profissional.” Na mesa de abertura, ao lado de Miguel Fernández, Jonatha Mello e Carmen Lúcia Petraglia, estiveram presentes: o coordenador nacional das Comissões de Ética – CNCE, geólogo Danilo Costa Monteiro; e o diretor financeiro da Mútua-RJ, engenheiro civil Pietro Valdo Rostanho. Na sequência, o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro – TJRJ, advogado Fernando Marques de Campos Cabral Filho, e a subprocuradora consultiva do CREA-RJ, advogada Karen Campello, apresentaram as palestras “Responsabilização Ética na Engenharia” e “Ética Profissional no Sistema Confea/CREA: Um Compromisso com a Sociedade e o Futuro”, respectivamente. A programação da tarde foi iniciada com a mesa redonda “Ética nos Conselhos de Classe”, trazendo representantes de diferentes conselhos profissionais para abordar os procedimentos éticos dentro de cada sistema, destacando particularidades e o que aplicar de melhorias nos próximos anos. Participaram desse bloco o conselheiro do CREA-RJ Paulo Tadeu Costa; a coordenadora adjunta da Comissão de Ética Profissional do CREA-RJ, engenheira eletricista Regina Moniz Ribeiro; o procurador-chefe do CRT-RJ Marcelo Franco; e o membro da comissão de direito administrativo da OAB, advogado Bruno Miguel Drude. Marcelo Franco chegou a destacar os principais desafios do Conselho, pontuando sobre sanções e regulamentações dos processos éticos. “Eu vejo que a nossa grande preocupação é como conduzir o processo ético com seriedade, e que a gente entregue um processo justo para que a gente possa aplicar uma sanção a quem realmente deva ser sancionado.” “Qual a razão de existir nos conselhos profissionais das profissões regulamentadas se não fiscalizar, se não separar os bons profissionais dos maus profissionais. Eu acho que é desse dilema que vem nossos maiores desafios.” Na última mesa, os coordenadores das comissões de ética dos Creas de diferentes estados do Brasil se reuniram para discutir casos específicos e procedimentos do código nas mais diversas situações profissionais. Jonatha Mello e Danilo Costa Monteiro retornaram ao lado do engenheiro civil Francisco Sobrinho (CREA-RN); do engenheiro químico e de segurança do trabalho Marino Greco (CREA-RS); do engenheiro mecânico Reginaldo Ribeiro de Souza (CREA-MS); da engenheira ambiental Janeth Fernandes da Silva (CREA-AM); e a diretora do Coletivo de Mulheres do SENGE-SE, engenheira civil Cynthia Freitas (CREA-SE). Ao longo de toda a programação, certificados de participação no evento foram entregues para os palestrantes e integrantes das mesas, além do congraçamento ocorrido no encerramento do dia.
Dia do Petróleo Brasileiro
No dia 3 de outubro, é comemorado o Dia do Petróleo Brasileiro. Nessa data, em 1953, o então presidente Getúlio Vargas sancionou a Lei nº 2004, criando a Petróleo Brasileiro SA (Petrobras), empresa que cuidaria da gestão do recurso no país. Desde o final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), havia uma intensa discussão sobre como fazer a exploração do petróleo no país. Em meados de 1946, existia um projeto de lei no Congresso que permitia que empresas estrangeiras explorassem o subsolo brasileiro. Se fosse encontrado o petróleo, elas pagariam royalties pela exploração do recurso. Um grupo nacionalista, formado por militares e militantes do Partido Comunista Brasileiro, defendia que o petróleo era estratégico e de extrema importância para o desenvolvimento do país e, por isso, não deveria ser explorado por empresas estrangeiras. A polêmica se estendeu até 1953. Quando a Petrobras foi criada, ficou responsável pela exploração, produção, refino e transporte do petróleo. Esse monopólio durou até 1997, quando uma lei federal permitiu que empresas estrangeiras participassem desse processo. Formação, Extração e Refino do Petróleo (conforme SGB) O petróleo se formou a partir da decomposição de matéria orgânica (principalmente algas) depositada no fundo de lagos e mares, em condições de pouca oxigenação, com ação de bactérias. Com o peso dos sedimentos sobre essa matéria orgânica, ao longo de milhões de anos, houve compactação e aquecimento que provocaram as transformações químicas necessárias para a formação do petróleo. Esse processo se inicia a partir de cerca de 49°C e pode ocorrer até aproximadamente 177°C, equivalendo a profundidades entre 1.500 e 6.400 metros abaixo da superfície. Caso a matéria orgânica seja submetida a temperaturas maiores que 177°C, ela pode se transformar em gás ou grafita, em vez de gerar petróleo. A rocha onde o petróleo se origina é chamada de rocha geradora, sendo que a mais comum entre elas são os folhelhos negros. Depois de formada, o petróleo pode migrar para cima (movimento natural) até ficar aprisionado em rochas porosas chamadas de rochas reservatório, caso encontre uma rocha impermeável (“rocha capeadora”), como folhelho ou camada de sal, impedindo sua ascensão até a superfície. Em jazidas, o óleo encontra-se disperso entre poros ou interstícios de rochas sedimentares porosas/permeáveis, como arenitos, ou em cavidades interconectadas de rochas tipo calcário. Além disso, dentro da jazida costuma haver água salgada, abaixo disso óleo, e acima do óleo pode haver gás natural. Se não houver rocha capeadora, o petróleo migra até a superfície, onde perde partes voláteis e pode se transformar em asfalto natural. A extração do petróleo envolve dois tipos de poços, os exploratórios – feitos na fase de pesquisa, para verificar a existência de petróleo; e os de desenvolvimento – feitos após a descoberta, para produzir de fato. Se houver bastante gás acumulado na jazida, esse gás pode exercer pressão suficiente para empurrar o óleo até a superfície, pelo menos no início da produção, dispensando bombas. Caso contrário, usa-se bombeamento. Mesmo com bombeamento, grande parte do petróleo presente na jazida não é extraída; estima-se que quase 50% fique retida. Após ser extraído do poço, o petróleo é transportado para refinarias ou para locais de embarque (como portos). Isso pode ser feito por oleodutos (com diâmetros que variam de cerca de 5 cm a 1,22 m) ou por navios-petroleiros em viagens marítimas. Refino O petróleo bruto como sai do poço não pode ser usado diretamente; precisa ser fracionado em seus componentes (destilação fracionada) com base nos diferentes pontos de ebulição. Etapas do refino segundo: Os produtos finais do refino incluem carburantes, solventes, gasolinas especiais, combustíveis diversos, além de óleos lubrificantes. O gás natural também é beneficiado de forma simples para uso como combustível. Fonte: Serviço Geológico do Brasil e Globo Cidadania
Dia do(a) Engenheiro(a) de Energia
No dia 3 de outubro, é comemorado o Dia do(a) Engenheiro(a) de Energia, área voltada para a geração, distribuição e transmissão de energia. Esses profissionais também possuem conhecimentos sobre materiais e tecnologias que aumentam a eficiência dos processos de condução energética, contribuindo para a aplicação e promoção de energias renováveis no contexto das mudanças climáticas. A formação do(a) engenheiro(a) de Energia combina conhecimentos de Engenharia Elétrica, Mecânica, Térmica e Ambiental, além de economia e gestão. Esses profissionais podem atuar em concessões de distribuição de energia e em empresas do setor. Além das atividades técnicas, lidam com questões regulatórias e de conformidade com normas ambientais e de segurança. A relevância da Engenharia de Energia é cada vez mais evidente no cotidiano moderno, impactando diretamente sobre a disponibilidade de eletricidade, o funcionamento de transportes e sistemas logísticos, bem como a operação de infraestruturas como hospitais e serviços de comunicação. Essa área também tem papel fundamental na transição para uma economia de baixo carbono, promovendo inovações que reduzem as emissões de gases de efeito estufa e estimulam a sustentabilidade ambiental global. Conforme a Resolução nº 1.076/2016 do Confea, que criou o título de Engenheiro(a) de Energia, as atribuições dispostas no artigo 2º incluem atividades “referentes à geração e conversão de energia, equipamentos, dispositivos e componentes para geração e conversão de energia, gestão em recursos energéticos, eficiência energética e desenvolvimento e aplicação de tecnologias relativas aos processos de transformação, de conversão e de armazenamento de energia”. Mercado de Trabalho O aumento da demanda e o desenvolvimento de novas tecnologias prometem movimentar o mercado de Engenharia de Energia. Alguns fatores representam um futuro promissor na área, caracterizados pela inovação, como é o caso da Indústria 4.0. A Quarta Revolução Industrial resulta no surgimento de novas tecnologias e, nesse cenário, a energia terá papel fundamental em um mundo cada vez mais conectado e tecnológico. Prover eletricidade para todos esses equipamentos e desenvolver novas formas de captação energética, utilizando até mesmo recursos alternativos, poderá abrir portas e ampliar as oportunidades de atuação. Tecnologias como o carro elétrico já movimentam de forma significativa o setor. Outro destaque é a geração distribuída, que consiste na descentralização da produção de energia elétrica, historicamente concentrada em usinas de grande porte. Esse modelo permite adiar a construção dessas usinas, que demandam grandes investimentos e recursos naturais, ao passo que a energia passa a ser gerada em unidades de menor porte, geralmente instaladas em centros urbanos. O crescimento desse setor tem impulsionado empreendimentos que demandam profissionais qualificados. O mercado de trabalho também exige que esses profissionais conheçam não apenas a parte técnica, mas que sejam capazes de orientar clientes e instituições sobre diversos aspectos, desde o custo-benefício e o funcionamento das energias limpas até tendências mais amplas de mercado e modelos de negócios essenciais. Atualmente, um(a) Engenheiro(a) de Energia ganha em média R$ 11.442,63 para uma jornada de 42 horas semanais, segundo pesquisa do Portal Salário baseada em dados do CAGED, com informações de 129 profissionais admitidos e desligados em todo o Brasil nos últimos 12 meses. Esse valor pode variar de acordo com a função exercida e a experiência adquirida. Área de Atuação O(A) Engenheiro(a) de Energia pode atuar em instituições públicas, privadas e do terceiro setor, além de centros de pesquisa, empresas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica e empresas de engenharia em geral. Entre os principais setores, destacam-se concessionárias de energia elétrica, empresas de telecomunicações, indústrias de fabricação de equipamentos, empresas de serviços e consultoria, empresas de automação, setor de petróleo, usinas de energia e montadoras de veículos. Com sua formação técnica e princípios éticos, esses profissionais estão aptos a elaborar, executar e coordenar projetos de geração de energia, visando ao desenvolvimento sustentável e à redução de impactos ambientais e sociais. Também podem aplicar métodos de engenharia para o dimensionamento e o projeto de equipamentos de conversão de energia, além de elaborar diagnósticos energéticos em instalações ou regiões. Energia Renovável no Brasil O Brasil consolidou sua posição como líder mundial no uso de fontes renováveis em sua matriz elétrica, com 89% da eletricidade gerada por empreendimentos que não utilizam combustíveis fósseis. Esse índice coloca o país 23 pontos percentuais à frente do segundo colocado, o Canadá, que registra 66% de fontes renováveis, segundo dados da organização Ember. A principal fonte de energia elétrica no Brasil é a hidrelétrica, responsável por 61% da produção nacional, em 2024. Além disso, o país tem investido significativamente em outras fontes limpas, como a solar e a eólica, que juntas representaram 22% da geração elétrica em 2024. Esse crescimento reflete a diversificação da matriz energética brasileira, reduzindo a dependência das hidrelétricas e ampliando a participação de outras fontes renováveis. O avanço das energias renováveis no Brasil também tem impulsionado a economia. A energia solar, por exemplo, tornou-se a segunda maior fonte elétrica do país, com 17,4% de participação na matriz em 2024, gerando mais de R$ 195 bilhões em investimentos e cerca de 1,2 milhão de empregos verdes.
CREA-RJ prestigia o Rio+Agro 2025 e fortalece o Agro Fluminense

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) prestigiou o Rio+Agro 2025 – Fórum Internacional do Desenvolvimento Agroambiental Sustentável, realizado entre os dias 1º e 3 de outubro, no Riocentro. A comitiva do CREA-RJ liderada pelo presidente, Engenheiro Civil Miguel Fernández, contou com a presença de agentes de fiscalização, chefias do Conselho e representantes de programas do CREA-RJ, enfatizando a importância da Engenharia, da Agronomia e das Geociências para a inovação e a sustentabilidade do setor. “Participamos do Rio+Agro 2025, evento que reuniu delegações de 23 países e mais de 120 especialistas para tratar dos principais desafios e soluções voltados ao agronegócio brasileiro no contexto da COP 30. A participação do Conselho reforça que engenheiras e engenheiros estão diretamente envolvidos em cada etapa da cadeia produtiva sustentável, do planejamento e execução de tecnologias até a formulação de soluções estruturantes para o campo.”, afirma Miguel Fernández. A presença no fórum permitiu ao CREA-RJ estreitar laços com lideranças, especialistas e empresas nacionais e internacionais, alinhando as pautas do Sistema com as últimas tendências globais. O Rio+Agro 2025 se consolidou como um ambiente de excelência para a troca de conhecimentos sobre tecnologias de ponta, políticas de descarbonização e aumento da produtividade com responsabilidade ecológica. “O RIO+AGRO é um sonho realizado pela força da parceria. Quero agradecer a cada patrocinador, a cada apoiador institucional e a cada um dos 24.000 participantes. Esta edição provou que o Rio de Janeiro é o palco ideal para unirmos o agronegócio à urgência climática. Com o anúncio do BRASIL+AGRO e do Fórum Bienal, estamos elevando o Brasil ao lugar de potência agroambiental que ele merece no cenário global”, disse o presidente do Rio + Agro, engenheiro agrônomo Carlos Favoreto. O CREA-RJ segue acompanhando o desdobramento das agendas debatidas no Rio+Agro e reforça seu compromisso com a sustentabilidade e o desenvolvimento técnico do setor agroambiental. Balanço do Rio + Agro 2025 Público Total: 24 mil pessoas Alcance Global: Delegações de 25 países (além do Brasil) estiveram presentes. A presença internacional incluiu: Itália, Egito, Tanzânia, Alemanha, Argentina, Áustria, Uruguai, Quênia, Dinamarca, Kuwait, China, Espanha, Peru, Nigéria, Países Baixos, Bélgica, Gana, Etiópia, Panamá, Angola, Guiné, Botsuana, Colômbia e Suriname. Estrutura: 120 palestrantes, 350 jornalistas credenciados, 350 equipes de produção, e 150 marcas em exposição. Negócios e Inovação: O Fórum contou com 25 empresas e startups ativas e registrou uma estimativa de R$50 milhões em prospecção de novos negócios. Redes Sociais: 5 milhões de visualizações e 1,5 milhão de interações durante a semana do evento.
Feira de Condomínios & Encontro de Síndicos chega à sua 5ª edição em 2025
A Feira de Condomínios & Encontro de Síndicos chega à sua 5ª edição em 2025, nos dias 9 e 10 de outubro, a partir das 9h, no Expo Rio Cidade Nova. Realizado em conjunto pelas duas maiores entidades do setor, Secovi Rio e ABADI, com patrocínio do CREA-RJ, o evento reúne síndicos, funcionários de condomínios, administradoras, construtoras, empresários, condôminos e todos os interessados em se aprofundar no universo da administração condominial. São dois dias de palestras com especialistas em temas como jurídico, inovação, sustentabilidade, liderança e gestão, abordando as melhores práticas e inovações do setor. O evento conta com mais de 80 estandes de empresas prestadoras de serviços e produtos para condomínios. Destaques da programação: Palestras: Especialistas do setor abordando temas fundamentais. Com mais de 2 mil participantes na última edição, o evento é referência no mercado condominial, oferecendo um ambiente dinâmico e inovador para atualização e troca de conhecimentos. Confira a programação: https://www.feiraeencontro.com.br/programacao Inscreva-se!
Mútua e CREAs juntos para garantir ampla participação na 80ª SOEA e no 12º CNP, em Vitória (ES)

A 80ª Semana Oficial da Engenharia e Agronomia (SOEA), marcada para acontecer entre os dias 6 e 9 de outubro e o 12º Congresso Nacional de Profissionais (CNP), nos dias 10 e 11, em Vitória (ES), prometem reunir profissionais de todo o país com o apoio renovado da Mútua aos Creas. Por meio de patrocínios firmados, as instituições trabalham juntas para promover a maior integração e participação possível nos eventos que são referência nas áreas de Engenharia, Agronomia e Geociências. Esse esforço conjunto, além de fortalecer o Sistema Confea/Crea e Mútua, facilita o compartilhamento da atuação da Mútua, seus benefícios e o conceito de mutualismo para um número ainda maior de profissionais. Para os já mutualistas, a SOEA também será palco para apresentar novidades e ampliar a fidelização. “Nossa Caixa de Assistência continua a desempenhar um papel fundamental dentro do Sistema. A parceria reforça nosso compromisso com os Creas e com os profissionais que representam. Estar ao lado dos Conselhos no apoio à realização dos CEPs e no custeio de suas delegações para a SOEA e o CNP é mais do que uma obrigação — é uma prioridade para nós”, destaca o presidente da Mútua, engenheiro civil Joel Krüger. O patrocínio estabelece que a Mútua destinará recursos aos Conselhos Regionais para cobrir despesas de deslocamento e estadia das delegações, compostas por profissionais indicados pelos Conselhos que sejam mutualistas e estejam adimplentes com a Caixa de Assistência. Em contrapartida, os Creas se comprometem a promover ações de divulgação da Mútua em suas regiões e em seus estandes na Semana Oficial. Em 2025 o valor repassado aos Creas ficou em R$ 70 mil por Regional, mas, para aqueles que não solicitaram patrocínio para a realização dos Congressos Estaduais de Profissionais (CEPs), a Mútua reservou um repasse que pode chegar a R$ 200 mil, ampliando o suporte aos Conselhos para a participação nos eventos de outubro. Dos 27 Regionais, 22 solicitaram o aporte da Caixa de Assistência. Com essas parcerias e investimentos, a expectativa é que a edição deste ano da SOEA alcance um patamar ainda maior de excelência e representatividade, promovendo conexão e inovação para toda a comunidade profissional.
CREA-RJ promove palestra e workshop sobre a influência e o poder das cores

Na quinta-feira, dia 2 de outubro de 2025, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro – CREA-RJ recebeu o evento “O Poder das Cores, uma Imersão Profissional sobre o Domínio do Uso das Cores na Criatividade”. Realizada pela Associação Brasileira de Design de Interiores (ABD), em parceria com o CREA-RJ por meio do Programa Progredir, as atividades se estenderam das 9h às 17h, na sede do Conselho, no Centro do Rio. Ana Lúcia Adriano, consultora em design de interiores e diretora da ABD-RJ, comentou sobre a importância do domínio das cores no ambiente profissional e os impactos que elas causam nas pessoas, além de agradecer o espaço e a recepção por parte do CREA-RJ. “É muito importante o conhecimento das cores para o profissional, porque você vê por aí em muitas mostras e revistas o ambiente branco e bege. E a gente sabe que a cor influencia muito na sua saúde, no seu humor, a cor funciona no nosso corpo como uma captação de energia, e te deixa feliz e triste. Então ensinar para o profissional usar isso para conseguir fazer que os ambientes sejam mais acolhedores e que tenham até função terapêutica, para gente foi o que motivou esse workshop. E a gente só tem a agradecer essa parceria com o Crea e espero que todo mundo aproveite bastante.” Pela manhã, a designer de moda e de ambientes Bete Branco apresentou a palestra “Psicologia das Cores Através dos Ambientes”. Bete falou um pouco sobre suas experiências e destacou a relevância do tema abordado no entendimento geral do significado das cores. “Eu me especializei, eu posso considerar isso pelos resultados que eu já vi em projetos, tanto de residência quanto principalmente de empresas, em números mesmo, com a aplicação das cores estudadas estrategicamente. Então é uma paixão para mim, e eu acho importantíssimo e é o que eu vim fazer aqui hoje, falar um pouco de tudo que eu aprendi com esse tempo e ajudar tanto os profissionais da área como as pessoas, os indivíduos em si, conhecerem um pouco mais do poder das cores, fora de qualquer modismo, fora de qualquer tendência.” Abrangendo os detalhes e os significados de cada tonalidade, e dissertando sobre suas aplicações nos mais diversos cenários, a palestra também contou com uma participação engajadora do auditório nos debates. A programação retornou na parte da tarde com um workshop gratuito, trazendo uma dinâmica focada em design de interiores. A atividade consistiu em cada participante pegar uma cartela contendo um pedido específico de decoração por parte de um cliente imaginário, e baseado nisso, montar o cômodo com as cartolinas coloridas e imagens espalhadas pela mesa. No final da dinâmica, Bete Branco comentou os designs criados, destacando as particularidades de cada um. Ao final do dia, o presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, compareceu no workshop, agradecendo a realização do evento e valorizando a importância dos designers de interiores, e por fim, destacando o quão fundamental é a comunidade trabalhar na ampliação dos profissionais que ela atinge. “Eu vou fazer uma sugestão: não falem só para dentro. Busquem fazer eventos que falem para fora, não falem só para profissionais de design de interiores, mas com as outras profissões também. Então minha sugestão é que vocês ampliem essa visão, e isso vai fortalecer o próprio desenvolvimento do segmento.”
Diretora do CREA-RJ participa da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres em Brasília

A diretora do CREA-RJ, engenheira naval Cládice Nobile Diniz participa da 5a Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, como convidada do Ministério das Mulheres (CNPM). O evento acontece entre os dias 29 de setembro e 1 de outubro, em Brasília. O Ministério das Mulheres aprovou o nome de Cládice por ter sido eleita na 1ª Conferência Livre de Políticas para as Mulheres da Engenharia, Agronomia, Arquitetura e Tecnológicas, que aconteceu dia 5 de agosto no formato virtual. Cládice Diniz, do Rio de Janeiro, juntamente com a engenheira ambiental Maria Alessandra Azevedo Pereira, do Maranhão, representaram diversas entidades que se uniram para realizar a 1a Conferência Livre de Políticas para as Mulheres da Engenharia, Agronomia, Arquitetura e Tecnológicas, como a Engenharia pela Democracia, a ABEA, o Clube de Engenharia do Brasil, a FNA, a FNE, a FISENGE, o SENGE-BA e o SAASP, entre outras, com o apoio do CREA-RJ. O primeiro dia da 5a Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres reuniu 4 mil mulheres em Brasília para debater políticas de igualdade de gênero e democracia participativa. A mesa de abertura contou com a presença do presidente Lula, da primeira dama Janja, e de diversas ministras, como a ministra da Mulher, Márcia Lopes. “Esse é um evento fundamental para os próximos anos e ditará as diretrizes que o governo federal e os governos estaduais e municipais seguirão quanto aos direitos das mulheres. Espero que tenhamos um trabalho muito bom e que possamos trazer novos avanços para as mulheres”, afirma a diretora Cládice Nobile Diniz.
35ª Corrida e Caminhada dos Engenheiros e Arquitetos está com inscrições abertas

A tradicional Corrida e Caminhada dos Engenheiros e Arquitetos chega à sua 35ª edição no dia 7 de dezembro, às 8h, no Parque Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, Rio de Janeiro. O evento, que já faz parte do calendário do setor, e tem patrocínio do CREA-RJ, promete reunir profissionais, estudantes e a sociedade em geral para uma manhã de integração, saúde e celebração. As inscrições estão abertas no site corridaseaerj.com.br, com o primeiro lote disponível até o dia 3 de outubro. Sócios da SEAERJ, profissionais do CREA/CAU e associados da Mútua contam com valores diferenciados. Também há descontos garantidos por lei para studantes, pessoas com deficiência (PCD) e participantes com mais de 60 anos. Neste ano, a corrida ganha um significado especial ao celebrar os 90 anos da Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro (SEAERJ). Mais uma vez, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) apoia e patrocina a iniciativa, reforçando seu compromisso com a valorização dos profissionais e com ações que incentivam a qualidade de vida. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site oficial da corrida: corridaseaerj.com.br
Evento Progredir AgroTech – A Engenharia que Sustenta o Brasil reúne autoridades do setor na sede do CREA-RJ

Na última sexta-feira, dia 26 de setembro, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro, por meio da Câmara Especializada de Agronomia e do Programa Progredir, realizou o evento Progredir AgroTech – A Engenharia que Sustenta o Brasil. O encontro aconteceu na sede do Crea-RJ, no Centro do Rio, das 9h às 19h, reunindo autoridades e especialistas do setor para apresentar e discutir inovações e tecnologias aplicadas na agricultura, pesca, florestas e agronegócio. O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, abriu o evento ao lado de lideranças da Engenharia Agronômica do estado. A mesa contou com a coordenadora da Câmara Especializada de Agronomia (CEAgro), engenheira agrônoma Débora Candeias; o subsecretário de Agricultura do estado do Rio de Janeiro, engenheiro agrônomo Felipe Brasil; e com os engenheiros agrônomos Guilherme Strauch, da Emater-RJ, Leonardo Lopes, presidente da Aearj, e Carlos Favoreto, presidente do Rio+Agro e CEO da ECP Environmental Solutions. Fernández começou destacando a presença e a importância da Agronomia no estado, pontuando o quão imprescindível é valorizar a área, que acaba abrangendo diversas profissões. “No estado do Rio de Janeiro, muitas vezes a gente não enxerga com tanta clareza a presença e a força da Agronomia. Mas quando você sai da centralidade e começa a rodar um pouco mais o estado, ou seja, 92 municípios dessas diferentes regiões, a gente começa a ver a relevância e a força que isso representa. E o estado do Rio é plural, é grande, a gente tem que enxergar isso, tem que trabalhar. É um setor que emprega, que desenvolve economicamente, socialmente e ambientalmente. Uma Agronomia feita sem profissionais devidamente registrados, habilitados e qualificados, muitas vezes é uma Agronomia que representa graves impactos ambientais.” A coordenadora da CEAgro, Débora Candeias, reforçou os avanços tecnológicos da área, os efeitos causados pela pandemia e a necessidade de adaptação dos profissionais a um novo contexto. “A gente vem falando de uma Agronomia tech, uma Agronomia tecnológica muito forte, e que já vinha acontecendo isso há muitos anos. Entretanto, a gente teve um evento no mundo que nos impactou de forma significativa, que foi a pandemia. E mais do que nunca a gente teve que se reinventar e nos adaptar de forma muito rápida às tecnologias e às coisas que já vinham acontecendo. E isso só fez com que acelerasse, foi um acelerador de tudo que nós hoje estamos vivendo. A gente já fala do engenheiro agrônomo 5.0 e Agronomia 4.0, e que nós hoje estamos vivendo e respirando a tecnologia. Então, no meu entendimento, os profissionais têm que se adaptar a essa nova realidade.” Ao final do primeiro encontro, todos os presentes na mesa e os demais palestrantes do dia receberam um certificado de participação no evento. Às 14h, iniciando a programação da parte da tarde, o engenheiro ambiental e de segurança do trabalho Vinícius Barão apresentou a palestra “Agricultura de Precisão e Sustentabilidade: como os drones aeroagrícolas estão transformando a economia rural”. Trazendo consigo o drone R2S, o profissional demonstrou, por meio de filmagens aéreas, as funcionalidades do equipamento e da tecnologia em si, além de pontuar a eficiência de todo o processo. “É o que tem de mais tecnológico no campo hoje em dia, se chama drone aeroagrícola. Aqui nós temos agricultura de precisão real. A gente sai de uma taxa de 80, 100, 120 litros por hectare no trator, por exemplo, para 15 litros por hectare. São pequenas gotas depositadas no alvo. Não importa a gota que sai do drone, importa as gotas que chegam no alvo. Toda aplicação nasce de uma necessidade, então nosso trabalho começa indo lá no produtor, ajudando-o a identificar as espécies, por exemplo de erva daninha, para poder fazer o mapeamento com ele.” O tema gerou curiosidade e perguntas por parte do auditório, especialmente sobre as condições em que o drone é operado e na especificação das suas funções. Na última palestra do dia, o engenheiro agrônomo Fabiano de Carvalho Balieiro, da Embrapa Solos, trouxe como tema “O papel da Integração Lavoura Pecuária Floresta para o desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro”. Apresentando um gráfico do IBGE ilustrando a agricultura do estado, Balieiro demonstrou o impacto que o campo e que os produtores rurais acabam tendo nas vidas urbanas. “Existem pelo menos quase 200.000 pessoas que estão no campo produzindo alimentos para gente, porque a gente produz pouco e isso gera renda. Então se a gente tem uma ligação muito forte desses produtores, porque eles não estão produzindo só alimentos. A água que a gente consome nas cidades vem exatamente de quais mananciais, de quais microbacias? São todas essas que estão ocupadas.” Finalizando a programação, Débora Candeias retornou para agradecer o engajamento de todos e exaltar o dia de aprendizados e troca de experiências entre autoridades, profissionais, conselheiros e estudantes sobre o universo do agro tech.