Evento Progredir AgroTech – A Engenharia que Sustenta o Brasil reúne autoridades do setor na sede do CREA-RJ

Na última sexta-feira, dia 26 de setembro, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro, por meio da Câmara Especializada de Agronomia e do Programa Progredir, realizou o evento Progredir AgroTech – A Engenharia que Sustenta o Brasil. O encontro aconteceu na sede do Crea-RJ, no Centro do Rio, das 9h às 19h, reunindo autoridades e especialistas do setor para apresentar e discutir inovações e tecnologias aplicadas na agricultura, pesca, florestas e agronegócio.

O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, abriu o evento ao lado de lideranças da Engenharia Agronômica do estado. A mesa contou com a coordenadora da Câmara Especializada de Agronomia (CEAgro), engenheira agrônoma Débora Candeias; o subsecretário de Agricultura do estado do Rio de Janeiro, engenheiro agrônomo Felipe Brasil; e com os engenheiros agrônomos Guilherme Strauch, da Emater-RJ, Leonardo Lopes, presidente da Aearj, e Carlos Favoreto, presidente do Rio+Agro e CEO da ECP Environmental Solutions.

Fernández começou destacando a presença e a importância da Agronomia no estado, pontuando o quão imprescindível é valorizar a área, que acaba abrangendo diversas profissões.

“No estado do Rio de Janeiro, muitas vezes a gente não enxerga com tanta clareza a presença e a força da Agronomia. Mas quando você sai da centralidade e começa a rodar um pouco mais o estado, ou seja, 92 municípios dessas diferentes regiões, a gente começa a ver a relevância e a força que isso representa. E o estado do Rio é plural, é grande, a gente tem que enxergar isso, tem que trabalhar. É um setor que emprega, que desenvolve economicamente, socialmente e ambientalmente. Uma Agronomia feita sem profissionais devidamente registrados, habilitados e qualificados, muitas vezes é uma Agronomia que representa graves impactos ambientais.”

A coordenadora da CEAgro, Débora Candeias, reforçou os avanços tecnológicos da área, os efeitos causados pela pandemia e a necessidade de adaptação dos profissionais a um novo contexto.

“A gente vem falando de uma Agronomia tech, uma Agronomia tecnológica muito forte, e que já vinha acontecendo isso há muitos anos. Entretanto, a gente teve um evento no mundo que nos impactou de forma significativa, que foi a pandemia. E mais do que nunca a gente teve que se reinventar e nos adaptar de forma muito rápida às tecnologias e às coisas que já vinham acontecendo. E isso só fez com que acelerasse, foi um acelerador de tudo que nós hoje estamos vivendo. A gente já fala do engenheiro agrônomo 5.0 e Agronomia 4.0, e que nós hoje estamos vivendo e respirando a tecnologia. Então, no meu entendimento, os profissionais têm que se adaptar a essa nova realidade.”

Ao final do primeiro encontro, todos os presentes na mesa e os demais palestrantes do dia receberam um certificado de participação no evento.

Às 14h, iniciando a programação da parte da tarde, o engenheiro ambiental e de segurança do trabalho Vinícius Barão apresentou a palestra “Agricultura de Precisão e Sustentabilidade: como os drones aeroagrícolas estão transformando a economia rural”. Trazendo consigo o drone R2S, o profissional demonstrou, por meio de filmagens aéreas, as funcionalidades do equipamento e da tecnologia em si, além de pontuar a eficiência de todo o processo.

“É o que tem de mais tecnológico no campo hoje em dia, se chama drone aeroagrícola. Aqui nós temos agricultura de precisão real. A gente sai de uma taxa de 80, 100, 120 litros por hectare no trator, por exemplo, para 15 litros por hectare. São pequenas gotas depositadas no alvo. Não importa a gota que sai do drone, importa as gotas que chegam no alvo. Toda aplicação nasce de uma necessidade, então nosso trabalho começa indo lá no produtor, ajudando-o a identificar as espécies, por exemplo de erva daninha, para poder fazer o mapeamento com ele.”

O tema gerou curiosidade e perguntas por parte do auditório, especialmente sobre as condições em que o drone é operado e na especificação das suas funções.

Na última palestra do dia, o engenheiro agrônomo Fabiano de Carvalho Balieiro, da Embrapa Solos, trouxe como tema “O papel da Integração Lavoura Pecuária Floresta para o desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro”. Apresentando um gráfico do IBGE ilustrando a agricultura do estado, Balieiro demonstrou o impacto que o campo e que os produtores rurais acabam tendo nas vidas urbanas.

“Existem pelo menos quase 200.000 pessoas que estão no campo produzindo alimentos para gente, porque a gente produz pouco e isso gera renda. Então se a gente tem uma ligação muito forte desses produtores, porque eles não estão produzindo só alimentos. A água que a gente consome nas cidades vem exatamente de quais mananciais, de quais microbacias? São todas essas que estão ocupadas.”

Finalizando a programação, Débora Candeias retornou para agradecer o engajamento de todos e exaltar o dia de aprendizados e troca de experiências entre autoridades, profissionais, conselheiros e estudantes sobre o universo do agro tech.

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