Único passageiro sobrevivente do Voo Varig 820, Ricardo Trajano inspira profissionais do Sistema na 80ª SOEA

Durante a 80ª SOEA, o engenheiro Ricardo Trajano, único passageiro sobrevivente do trágico Voo 820 da Varig, ocorrido em 11 de julho de 1973, compartilhou uma história de superação e perseverança com os engenheiros, agrônomos e geocientistas presentes. Ele tinha 21 anos, estudava engenharia na Universidade Católica de Petrópolis e, baixista, sonhava em conhecer a terra do rock’n roll: Londres. “Era minha primeira viagem para o exterior, era a década de 1970, quando era um evento viajar, os caras iam de terno e gravata, era muito caro”, lembra. Ricardo economizou seu “rico dinheirinho”, como disse, entrou na agência Varig de Copacabana e comprou seu sonho. Partiria do Galeão às 23h, em um Boeing 707. Chegou às 17h para ser o primeiro a escolher o lugar. Pegou a traseira do avião, pois diziam ser o lugar mais seguro. A tragédia O Voo 820 da Varig fazia a rota do Rio de Janeiro a Londres com escala em Paris, quando, pouco antes do pouso na capital francesa, um incêndio na parte traseira da aeronave gerou fumaça tóxica, levando à tragédia com 123 mortes entre passageiros e tripulação.  Dentre os 117 passageiros, Ricardo Trajano foi o único sobrevivente, escapando da morte por uma decisão instintiva: ele levantou-se do seu assento e foi até próximo à cabine, onde a densidade da fumaça era menor — contrariando orientações da tripulação.  Inicialmente, Trajano ficou 30 horas em coma. Seu corpo foi reconhecido como sendo de um comissário que havia falecido, e o hospital informou sua família sobre sua morte. Seu pai encomendou seu sepultamento, a Universidade fez comunicado oficial e sua mãe dizia: “meu filho não morreu!”.  No hospital Quando ele saiu do coma, a primeira coisa que pensou foi: “não estou em Londres”. “Aos poucos você vai se lembrando de pedaços das coisas, como quebra-cabeça”, comentou. Então, ele pediu papel e, com muita dificuldade, escreveu: “Meu nome é Ricardo Trajano”, papel que guarda até hoje. “Aí o hospital ligou para minha casa para informar que eu estava vivo. O velório virou uma festa”,lembra. Ricardo ficou dois meses internado em uma UTI em Paris, e outro mês no Rio de Janeiro, tratando queimaduras graves nas costas. Esse episódio o marcou profundamente, e ao longo da vida ele se tornou palestrante, levando sua experiência de resiliência, esperança e responsabilidade pessoal para públicos diversos.  Durante sua participação na SOEA, Ricardo Trajano foi convidado a contar sua história de superação para os profissionais que atuam no Sistema Confea/CREA e Mútua. Sua presença emocionou muitos dos presentes, pela simbologia da vida diante de adversidades extremas e a lição implícita de disciplina, foco, responsabilidade, perseverança e coragem. “Uma coisa que aprendi passando tanto tempo em uma UTI, vendo o trabalho dos médicos, das enfermeiras, daquela equipe complexa, e o esforço dos próprios pacientes, é que ninguém faz nada sozinho, e a engenharia sabe muito bem disso. E precisa fazer com sintonia, sinergia e simpatia”, disse, entre os diversos ensinamentos de vida que compartilhou. Depois de curado, Trajano ganhou da Varig passagens de primeira classe para ir conhecer a tão sonhada Londres. “As pessoas perguntam se eu não tenho medo de avião, mas a verdade é que há um acidente a cada três milhões de voos. Precisa ter 8100 anos para que aconteça um acidente a uma pessoa. Calhou de acontecer para mim aquela vez. Eu sinto gratidão. Um amigo me diz: ‘aquela coisa que você sentiu te segurando não era a morte te abraçando, era a vida te protegendo’. Não acho que a gente tem que se vitimizar”, e tocou no violão um trecho da Balada do Louco, dos Mutantes. Na ocasião, ele enfatizou pontos centrais: Valorização da vida e responsabilidade ética — Trajano lembrou que, em momentos críticos, as escolhas feitas podem alterar destinos. Ele citou que “sobreviver foi um chamado à responsabilidade” — traçando relação com a missão dos engenheiros e agrônomos de projetar com segurança, humanismo e respeito à sociedade.Superação e propósito — Ele convidou os profissionais a enxergarem nos obstáculos oportunidades de crescimento. Disse que “quem enfrenta o impossível não teme o futuro”, e que cada projeto, cada obra, carrega em si uma potencial transformação social.Compromisso com a ética e a proteção da sociedade — Trajano enfatizou que o dever dos profissionais não é apenas técnico, mas moral: “Não basta construir, é preciso fazer com segurança, sustentabilidade e em benefício coletivo.” Inspirar com exemplo pessoal — Ele compartilhou breves fragmentos de sua trajetória: os anos de recuperação física, os desafios emocionais, os momentos em que foi dado como morto — e como persistiu. Por meio de seu depoimento, ele falou da importância de manter integridade e esperança mesmo diante da tragédia. Impacto e repercussão Aos 73 anos de idade, Ricardo vive hoje em Belo Horizonte. Após o acidente, voltou a viajar de avião, conheceu Londres, formou-se em Engenharia, teve duas filhas — Júlia e Marina — e passou a compartilhar sua história pelo Brasil, inspirando outras pessoas com sua trajetória de superação. No contexto da SOEA — que reúne milhares de estudantes, profissionais e lideranças do Sistema — sua participação reforçou a conexão entre experiência humana e compromisso profissional. Foi uma palestra emocionante e inspiradora. *Com informações do Confea Assista à palestra na íntegra (a partir da minutagem 1:39:03)

CREA-RJ lança cartilha para síndicos com boas práticas para a manutenção de elevadores

A capa da cartilha para orientar síndicos a verificarem manutenção mais segura dos elevadores. Lembra daquela mensagem afixada na entrada de todo elevador, alertando que é preciso ter certeza de que o equipamento está naquele andar? Isso ajuda a salvar vidas. Além disso, todo elevador do Estado do Rio agora poderá ter um QR Code com as informações sobre o responsável técnico pela manutenção para que se tome rápidas providências no caso de algum problema. Com um celular na mão, qualquer um poderá saber o nome do engenheiro mecânico e da empresa que cuida da manutenção daquele elevador. O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, anunciou que está em conversa com o deputado estadual Luiz Paulo, que é engenheiro, para a criação de projeto de lei que vai obrigar todos os elevadores do Estado do Rio a ter um QR Code exibindo informações sobre os responsáveis técnicos pela manutenção do equipamento. A medida visa a segurança do uso dos elevadores para toda a sociedade. “Quando ocorreu no Rio uma série de acidentes com elevadores, que resultaram em três mortes, no ano passado, percebemos a necessidade de maior segurança no uso de elevadores”, lembrou Fernández, que criou um Grupo de Trabalho para Elevadores, comandado pelo engenheiro mecânico Jaques Sherique. Durante painel na 80a Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (SOEA), em Vitória (ES), o presidente do CREA lançou esta tarde uma cartilha de orientação a síndicos para a gestão segura dos elevadores. Em linguagem simples e acessível, o documento produzido pela Superintendência Estratégica do CREA-RJ apresenta “boas práticas para manutenção, inspeção e modernização de elevadores”.   A cartilha reforça o fato de que o síndico responderá pessoalmente por eventuais danos a usuários dos elevadores, no caso de comprovação da culpa por negligência ou imprudência na manutenção dos equipamentos. “Estamos lançando a cartilha que vai servir de orientação para que os responsáveis por essas edificações possam fazer a adequada verificação se a manutenção dos elevadores está sendo realizada de forma correta”, afirmou o presidente do CREA-RJ, acrescentando que a medida mostra “a preocupação do Conselho com a segurança e a qualidade dos serviços de engenharia prestados à sociedade”. A cartilha será distribuída também pelo Secovi Rio, o sindicato da habitação. Fernández explicou que agora o Grupo de Trabalho para Elevadores, do CREA-RJ, vai prosseguir os entendimentos com o deputado Luiz Paulo para a criação do projeto de lei na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Confira a Cartilha dos Síndicos na íntegra aqui!

Confea lança índice nacional de infraestrutura

Os gestores públicos brasileiros poderão planejar com segurança o destino do orçamento público e ter a informação do retorno desses investimentos, a partir do acesso a dados concretos sobre infraestrutura no país. Criado pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) , o Infra-BR reunirá taxas que focarão energia, mobilidade, água e saneamento, social, ambiental e sustentabilidade e governo e eficiência. O Infra-BR foi lançado na noite desta segunda-feira (6/10) durante a abertura da 80ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia – Soea, em Vitória/Serra, ES. Durante o lançamento, o presidente do Confea, Vinicius Marchese, explicou sobre a parceria feita com o IPS-Brasil para o desenvolvimento do índice.  “O IPS oferece uma metodologia sólida, também realizamos uma série de pesquisas capazes de orientar as decisões”, contou.  Outro projeto utilizado como base para o desenvolvimento do Infra-BR foi um da American Society of Civil Engineering (Asce).  “Poderemos disponibilizar aos governadores dados precisos que sirvam de subsídio para políticas públicas e ações práticas de desenvolvimento. A infraestrutura é um desafio, mas o maior desafio é identificar onde aplicar os recursos — em qual estado, em qual segmento”. “A infraestrutura é historicamente o motor do desenvolvimento – foi assim nos Estados Unidos, na Europa, agora mais recentemente na Ásia. No Brasil, é preocupante: investimos 1,8% do PIB em infraestrutura, quando deveríamos investir 6,5% (o equivalente a R$ 650 bi)”, a análise é de Ricardo Chaves Lima, professor e pesquisador na Universidade Federal de Pernambuco, especialista em economia agrícola. Segundo ele, hoje é impossível o Brasil crescer mais do que 2,5% ao ano com a infraestrutura que tem. “Mas você só vai conseguir saber quais investimentos deverão ser prioritários se você tiver índices. A partir do Infra-BR, o gestor público saberá onde alocar os recursos, e qual investimento trará que tipo de retorno. Vai ser uma grande contribuição do Confea para a sociedade brasileira. Esses R$ 650 bi não vão ser jogados de qualquer jeito, serão retornados para a sociedade da melhor maneira possível”. Com informações da Comunicação do Confea

Philip Yang na SOEA: modelos de desenvolvimento devem se amparar nos problemas reais

O engenheiro e diplomata de ascendência chinesa Philip Yang fez a palestra de abertura da 80a Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (SOEA), em Vitória (ES), na noite de segunda-feira, dia 6. O tema “O lugar do Brasil no mundo: a demanda de infraestuturação do país ante o deslocamento do  poder para a Ásia”  atraiu a atenção do público, no fechamento do primeiro dia do evento que ocorre até amanhã no Pavilhão de Carapina, em Vitória (ES). Mestre em Administração Pública pela Harvard Kennedy Scholl, o criador do Instituto de Urbanismo e Estudos para a Metrópole – URBEM saudou o fato de haver desejado ser engenheiro e a qualidade da programação do evento.  Ao início da sua apresentação, ele considerou que o URBEM parte do pressuposto de que os projetos urbanos e de infraestrutura “são bons na medida em que eles são  fundamentados no equilíbrio entre forças de governo, forças de mercado e forças da sociedade civil”.  As escolhas dos modelos de desenvolvimento do Brasil, em torno de projetos chamados por ele como “de construção ou consolidação nacional”, devem ser feitas com base nos problemas reais que a gente enfrenta enquanto sociedade, considerou.  “Tomo como pressuposto que o Brasil como nação é uma obra inacabada. A gente tem que usar a infraestrutura como ferramenta para a conclusão dessa obra. A sua inconclusão apresenta riscos ao Estado, à soberania, à democracia e ao desenvolvimento econômico e social”, afirmou ao final da sua apresentação, em que valorizou “parâmetros de escolha de desenvolvimento para o país”. Em seguida, ele apresentou projetos de construção nacional, como Itaipu. “Um símbolo de engenharia e de construção soberana, bilateral”. O PIX, o Sistema Interligado Nacional (SIN), o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Programa Minha Casa, Minha Vida foram outros projetos desse nível apontados pelo estudioso. “Já o SIVAM, concebido nos anos 1990, como uma infraestrutura integrada de vigilância da Amazônia Legal, na ordem de 1.4 bilhão de dólares, com grande financiamento internacional, foi envolvido em um escândalo. O resultado disso foi uma implementação incompleta. E não tem nada mais urgente do que a retomada do controle soberano da Amazônia”, lamentou Yang. Enviado especial da COP 30 para assuntos urbanos, ele apontou que “não existe política global climática sem envolvimento das autoridades e das sociedades locais”. Assim, a política urbana também passa por esse equilíbrio. “O pressuposto de pegar o lugar do Brasil no mundo depende de bons projetos de infraestrutura, como apontou o presidente Vinicius. E todo projeto de infraestrutura depende de interações, de políticas industriais e de uma política externa, em muitos casos”. Philip Yang afirmou que as demandas do Brasil são caracterizadas pelos projetos autofinanciáveis, capazes de remunerar integralmente o capital investido, como as concessões de rodovias, aeroportos e as linhas de transmissão de energia; e também por projetos com retornos mistos, que combinam as receitas de tarifas, receitas acessórias e, eventualmente, as contrapartidas oferecidas sob a forma de subsídios governamentais. “Os projetos que apresentam retorno estratégico de longo prazo, são os projetos de consolidação nacional, e que não são realizados no Brasil, praticamente. Precisamos deles para encontrar um desenvolvimento rigoroso e mais sustentável”. Referência internacional em Planejamento Urbano, Relações Internacionais e Infraestrutura, Yang  considerou que não existe hoje projeto de infraestrutura que não se torne obsoleto “se ele não tiver Inteligência Artificial embarcada desde a sua concepção”.  Considerando que os maiores polos de desenvolvimento da área estão nos Estados Unidos e na China, ele afirmou que o Brasil “é um grande difusor, mas não gerador primário dessas novas ferramentas de tecnologias e de IA, o que pode ser decisivo para o futuro do país”.  Parâmetros de escolha Ao afirmar que a capacidade industrial chinesa em relação à Europa e aos Estados Unidos mostra uma “ascensão vertiginosa”, inclusive em relação ao consumo, Yang considerou que isso está relacionado ao ingresso da China na Organização Mundial do Comércio, o deslocamento das cadeias produtivas do país asiático e ainda a desindustrialização norte-americana. “A China se tornou a maior potência industrial em meados dos anos 2000 e desde então essa diferença se ampliou em escala física, sofisticação e agregação de valor industrial”.  O volume de investimentos  dos Estados Unidos e da China no Brasil também foi abordado pelo pesquisador. “A presença americana é muito superior à da China”, disse. “Mas nos últimos 10 anos o aumento real de investimento chinês atingiu uma taxa de 324%, enquanto a curva de crescimento americana é basicamente estável”.  A natureza do investimento americano é basicamente orientada ao mercado interno brasileiro, em varejo, serviços, telecomunicações e agronegócio industrial. “O investimento chinês é em infraestrutura física e energética, petróleo e mineração. Nitidamente, a China investe muito mais em infraestrutura do que os Estados Unidos”, disse, destacando também os investimentos em economia verde feitos pelo gigante asiático. “O compromisso chinês com a transição energética é muito mais forte”. Outra referência (ou parâmetro de escolha) apresentada por Philip Yang se refere à prioridade do que os dois países vêm adotando em relação ao desenvolvimento da inteligência artificial. “Os Estados Unidos têm dado máxima prioridade ao desenvolvimento da Inteligência Artificial Geral (AGI). Ela presume que seja a capacidade de superar a inteligência da humanidade. A China tem uma perspectiva diferente. Ela está razoavelmente satisfeita com o nível de desenvolvimento que a IA atingiu agora e está se voltando para um uso mais universal, cotidiano, em bens de consumo e em projetos de infraestrutura”. Com informações da Comunicação do Confea

Começa a 80ª SOEA, em Vitória, com participação expressiva da Mútua

A 80ª Semana Oficial da Engenharia e Agronomia (SOEA), que acontece no Pavilhão de Carapina, em Vitória (ES), de hoje (06/10) até a próxima quinta-feira (9/10), promete ser um marco para o Sistema Confea/Crea e Mútua, com forte participação da Mútua, parceira estratégica do Confea e do Crea-ES. Com a presença de mais de 6 mil pessoas, o palco principal do evento recebeu a solenidade de abertura oficial, na noite desta terça-feira. Milhares de profissionais, lideranças do Sistema, autoridades, estudantes e convidados assistiram atentos aos discursos de boas-vindas dos representantes das instituições do Sistema Confea/Crea e Mútua, dos fóruns consultivos e de órgãos do governo capixaba. Para o presidente da Mútua, eng. civ. Joel Krüger, a SOEA é um momento para mostrar a força e a grandiosidade do Sistema. “A Mútua sempre está onde o Confea e os Creas estão. Agora estamos com esse belíssimo evento, que reúne mais de 6 mil semanistas, para que possamos discutir e debater os temas da engenharia, da agronomia e das geociências. Trabalhamos muito para estar presente, juntos com vocês, e a Mútua investiu bastante nos CEPs, nesta SOEA e no CNP, que acontecerá após a Semana Oficial. Esse é o grande objetivo da Mútua: empregabilidade, atuar na capacitação profissional e contribuir para a geração de empregos. Temos que nos preocupar com os futuros profissionais e com aqueles que estão desempregados. Nesse sentido, nossa Caixa de Assistência está desenvolvendo um grande programa de empregabilidade junto ao Pnud para trazer dignidade a esses profissionais e valorizar nossas profissões. É isso que esperamos nos debates desta Semana Oficial de Engenharia e Agronomia e no nosso Congresso Nacional de Profissionais.” Na plateia, os diretores executivos que compõem a Diretoria Nacional da Caixa de Assistência junto a Krüger — eng. eletric. Evânio Nicoleit (diretor de Benefícios); eng. civ. Edson Kuwahara (diretor Financeiro); eng. ftla. Carlos Xavier (diretor Administrativo); e eng. civ. Emanuel Mota (diretor de Tecnologia) — também reforçam a presença da instituição na Semana Oficial, assim como os 81 diretores regionais das 27 caixas do país. O anfitrião e presidente do Crea-ES, eng. agr. Jorge Silva, demonstrou grande entusiasmo em seu discurso e agradeceu a todos que, de alguma forma, contribuíram para a organização do evento. “Um agradecimento especial ao presidente do Confea, Vinicius Marchese, e ao governador do estado, Renato Casagrande, que nos apoiaram desde o primeiro momento. Também à vice-prefeita do município da Serra, Delegada Gracimeri, que representou o prefeito Weverson Meireles e esteve conosco nos preparativos para a realização deste evento”, destacou. Jorge ressaltou ainda as novidades desta edição, como a 1ª Corrida da SOEA e a 1ª Feira da Engenharia, ambas realizadas em conjunto com a SOEA. “Essas iniciativas também contaram com o apoio da Mútua, por isso agradeço ao presidente Joel Krüger”, acrescentou. O governador do estado do Espírito Santo e engenheiro florestal Renato Casagrande, que também preside o consórcio Governadores pelo Clima, marcou presença na solenidade: “Olhem a potência do nosso agronegócio, olhem a necessidade de investimento em inovação. Como faremos isso sem um Conselho de Engenharia e Agronomia?” A vice-prefeita do município da Serra (ES), Gracimeri Gaviorno, por sua vez, falou sobre a importância e a satisfação em sediar um evento da dimensão da SOEA: “Como o evento está bonito! Vocês estão no maior município do Espírito Santo, com quase 600 mil habitantes, uma economia pujante, a locomotiva do estado. Espero que façam muitas conexões nesses dias de evento. Aproveitem para conhecer o nosso estado”, convidou Gracimeri. Durante a cerimônia de abertura, o presidente do Confea, eng. telecom. Vinicius Marchese, saudou os participantes e destacou o prestígio de reunir, em um mesmo espaço, tantos profissionais comprometidos com a Engenharia, a Agronomia e as Geociências: “O Sistema precisa se transformar em uma ferramenta de gestão pública. O papel do Confea é simplificar o trabalho dos profissionais”, afirmou Marchese. A programação técnica da 80ª SOEA começa amanhã, com grande participação da Mútua. Confira tudo o que a Caixa de Assistência dos Profissionais dos Creas preparou para tornar o evento ainda mais especial e acolhedor para mutualistas e profissionais durante os próximos três dias de programação. O estande mais procurado do evento A Mútua dispõe de um espaço amplo e dinâmico para atender mutualistas e profissionais nas mais diversas áreas: anuidades, negociações, benefícios, planos de saúde, seguros, TecnoPrev, novas inscrições e muito mais. Para garantir conforto e evitar longas filas, a Mútua disponibiliza um atendimento digital prévio, agilizando o acesso ao estande. Além disso, mutualistas em situação regular recebem um kit exclusivo com materiais de divulgação e têm a chance de participar de sorteios com prêmios oferecidos por parceiros, um motivo a mais para visitar o estande e ficar por dentro de tudo que a Mútua oferece. Fica a dica: atualize seu cadastro na Mútua antecipadamente e confira se está em dia com suas anuidades e benefícios para garantir sua participação em todas as atividades da Mútua na 80ª SOEA. Segurança e proteção em primeiro lugar Pensando no bem-estar dos participantes, a Mútua providenciou um seguro coletivo de pessoas para todos os inscritos previamente na Semana Oficial — até 72 horas antes do início do evento. Essa cobertura oferece proteção em caso de morte ou invalidez por acidente, além de despesas médico-hospitalares e odontológicas. Além disso, os associados adimplentes com a contribuição anual da Caixa de Assistência contam com seguro-viagem especial durante o evento. Com ele, é possível acessar coberturas que incluem seguro bagagem, despesas com medicamentos, traslados e até assistência legal em viagens, garantindo tranquilidade completa para os participantes. Investimentos e sustentabilidade que fazem a diferença A Mútua é patrocinadora oficial da 80ª SOEA, com um aporte de cerca de R$ 2 milhões, além de investir mais R$ 500 mil em outras contratações essenciais para o sucesso da programação. Todo esse apoio está alinhado à agenda global dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, com destaque para o ODS 05: Igualdade de Gênero. Seguindo essa linha, a Mútua levou novamente para a SOEA a empresa Conta Comigo, que atua

Presidente do CREA-RJ vê a SOEA como um rumo para o desenvolvimento do país

O presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, assiste à solenidade de abertura da 80ª SOEA Em sua segunda participação consecutiva na Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (SOEA), como presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), o engenheiro civil Miguel Fernández, afirmou que o encontro se tornou fundamental para traçar estratégias de desenvolvimento tecnológico, ambiental e socioeconômico do Brasil. “A SOEA transcende a questão de ser um grande encontro. Ela passa a ser um eixo de direcionamento para o desenvolvimento do nosso país. Parabéns aos organizadores, ao presidente do  do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Vinícius Marchese, e do CREA do Espírito Santo, Jorge Silva, por estarem recebendo este belíssimo e grande evento. A expectativa é sempre positiva de fazer uma SOEA cada vez mais inserida no cenário das engenharias do nosso país”, afirmou Fernández. O presidente do CREA-RJ ressaltou também que a 80a. SOEA, realizada em Vitória (ES) entre hoje e quinta-feira próxima, deverá reunir o maior número de profissionais da história do Sistema Confea/CREA, algo em torno de dez mil participantes. “Temos expectativa de que se realize o mais amplo debate das engenharias. O Rio de Janeiro está presente com uma grande delegação, com participações em painéis de grande relevância para a infraestrutura”, disse Miguel Fernández, que será o mediador do debate sobre Engenharia Pública, que vai reunir no estande do Confea o prefeito de Nova Friburgo (RJ), o engenheiro mecânico Johnny Maicon Cordeiro Ribeiro, e o engenheiro eletricista Luciano Antonio Diniz Caldas, vice-presidente da Câmara Municipal de Macaé (RJ). O presidente do CREA-RJ, Miguel Fernandez, vai ser também moderador do debate “Brasil sobre Trilhos: Caminhos para a Modernização Ferroviária com Regulação e Parcerias”, que terá a participação da secretária estadual de Transportes, Priscila Sakalem, na quinta-feira, dia 9, às 14h, no Auditório Socol 2.  O estande do CREA-RJ está divulgando a próxima edição do evento CREA AQUI, que será realizado em março de 2026. No estande, com uso de um óculos 3D, o visitante  poderá visualizar como foi a primeira edição,que reuniu mais de quatro mil pessoas no dia 5 de junho de 2025. Diariamente, os profissionais poderão se inscrever em um sorteio para participar de um desafio em dupla, para concorrer a um passaporte para o próximo CREA AQUI. Com o tema “Engenharia, Agronomia, Geociências, Sustentabilidade e Transformação Digital: Projetando caminhos para o Futuro do Brasil” a 80ª Semana Oficial da Engenharia e Agronomia (SOEA) acontece de 6 a 10 de outubro, no Pavilhão Carapina, onde são esperados cerca de dez mil pessoas. Considerado maior evento tecnológico do Brasil e um dos maiores da América Latina, a SOEA é promovida pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), e reúne seis mil engenheiros, agrônomos, geólogos, geógrafos, meteorologistas e demais profissionais do Sistema Confea/Crea e Mútua. Para o presidente do Crea-ES, Jorge Silva, anfitrião da SOEA 2025, “é uma honra receber esse grande encontro da engenharia nacional em nosso estado. Estamos preparando tudo com dedicação, zelo e compromisso para oferecer uma experiência inesquecível para os participantes e deixar um legado para a sociedade capixaba”. Paralelamente à SOEA, serão realizados também em Vitória o Congresso Nacional de Profissionais (CNP), o Contecc (Congresso Técnico Científico da Engenharia e da Agronomia) e a Feira Nacional de Engenharia, com expectativa de movimentar cerca de 20 mil visitantes em alta rotatividade na região metropolitana de Vitória. O evento terá vários especialistas de renome nacional e internacional. Um dos destaques da programação será a presença da engenheira e atual presidente da Petrobras, Magda Chambriard, no dia 9 de outubro, para uma palestra especial durante a SOEA, na quinta-feira, dia 9. Com uma sólida trajetória nas áreas tecnológica e energética, Magda abordará os desafios e oportunidades da engenharia brasileira frente à transição energética e à inovação, tema de extrema relevância para o setor e para o país. Os preparativos para o evento que será aberto agora à noite mobiliza mais de 500 profissionais atuando diretamente na organização. A cerimônia de abertura oficial está marcada para a noite do dia 6 de outubro, no Pavilhão de Carapina, na divisa entre os municípios de Serra e Vitória. O Congresso Nacional de Profissionais (CNP) será realizado de 9 a 11 de outubro, reunindo lideranças de todo o Brasil para discutir políticas públicas, inovação e o futuro das profissões da engenharia, agronomia e geociências. Além da intensa programação técnica, o evento também contará com atrações culturais diárias, com artistas e bandas de renome regional e nacional, como Macucos, Casaca, Monobloco e Matheus & Kauan. A realização da SOEA na Grande Vitória conta com o apoio institucional do Governo do Estado do Espírito Santo, das prefeituras de Vitória (PMV), Vila Velha (PMVV), Serra (PMS), Cariacica (PMC), Guarapari (PMG), além de entidades como Aderes, Secti, Sindifer, Sinduscon, Sicoob, ArcelorMittal, Creci-ES e Sindiex.

Mútua celebra avanços e fortalece parcerias para apoiar profissionais em todo o Brasil

Em agosto de 2025, a Mútua comemorou o primeiro ano da atual Diretoria Executiva, um período de conquistas que traduzem compromisso, inovação e atendimento de excelência aos associados, colaboradores e parceiros espalhados pelo país. Sob a presidência e o olhar estratégico de Joel Krüger, a instituição não só ampliou seus benefícios, mas também avançou em transparência, tecnologia e infraestrutura, reafirmando seu papel de suporte fundamental para os profissionais registrados nos Creas. “Este primeiro ano provou que somente juntos poderemos construir uma Mútua cada vez mais forte e inclusiva. Cuidar de todos é a nossa missão e o que nos move a inovar e aprimorar nossos processos”, destaca Joel Krüger, presidente da Mútua. Gestão participativa e foco na diversidade Um dos pilares do avanço da Mútua foi o fortalecimento da interação com o Sistema, o que facilitou o diálogo com o plenário do Confea, os Creas e as entidades de classe. A criação de programas estruturantes, como o Mútua Diversidade, o Mútua Mulher e o Mútua Júnior, além da reformulação da Comissão Interna de Prevenção ao Assédio e à Discriminação, contribuiu para fortalecer um ambiente acolhedor e respeitoso para todos os profissionais. Na esfera das parcerias estratégicas, a instituição passou a integrar o Conselho Deliberativo da ABNT e consolidou a colaboração com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), estabelecendo bases sólidas para uma atuação sustentável e alinhada aos desafios contemporâneos. Benefícios ampliados, menos inadimplência e mais cuidado A Diretoria de Benefícios, sob a condução de Evânio Nicoleit, promoveu avanços que impactam diretamente a rotina dos associados. “Ampliar nossos benefícios é investir em quem confia na Mútua. O cuidado com as lideranças e associados tem sido central em nossas decisões, reforçado por seguros modernizados e programas inovadores, como o Equipa BIM”, ressalta Nicoleit. Entre as conquistas, destaca-se a ampliação do Seguro de Responsabilidade Civil Profissional, agora com cobertura de até R$ 1 milhão para contratações adicionais, e o credenciamento de 10 novas operadoras de planos de saúde, oferecendo opções variadas para diferentes perfis de profissionais. O Clube Mútua de Vantagens também cresceu, com mais de 500 convênios que beneficiam os associados em mais de 10 mil pontos de atendimento. Essa atenção operacional e estratégica refletiu-se na eficiência da concessão de benefícios: a inadimplência caiu 70,26% nos últimos cinco anos, atingindo apenas 1,96% no último ano. “Estamos aplicando um cuidado maior nos filtros e nas verificações para a concessão dos empréstimos. Considerando que o dinheiro é de todos, ele deve retornar para a Mútua. Este número reflete a melhoria da qualidade do empréstimo”, enfatiza Joel Krüger, reconhecendo também o empenho dos 81 diretores regionais. Solidez financeira e suporte às Regionais Edson Kuwahara, diretor financeiro, executou ações imprescindíveis para garantir o equilíbrio das contas da Mútua, incluindo a regularização de anuidades e benefícios em atraso, que ampliou para mais de 100 mil o número de associados em dia com as contribuições. Kuwahara enfatiza: “Garantir sustentabilidade financeira é fundamental para que possamos seguir cuidando de todos com responsabilidade e transparência.” Além disso, um programa de apoio financeiro foi implementado para ajudar 13 Regionais com recursos limitados, reforçando a presença e a capilaridade da Mútua em todo o território nacional. Modernização e valorização dos colaboradores A Diretoria Administrativa, liderada por Carlos Xavier, investiu na modernização das sedes regionais e ampliou programas de capacitação e integração dos colaboradores. “Investir na estrutura física e organizacional é investir na qualidade dos nossos serviços. O Encontro Técnico de Empregados foi essencial para uniformizar processos e fomentar a colaboração”, conta o diretor, referindo-se ao treinamento promovido no início de 2025. Em paralelo, projetos para o Plano de Cargos e Salários seguem em andamento, visando valorizar a equipe que sustenta a instituição. Inovação digital e futuro conectado Emanuel Mota, diretor de Tecnologia, liderou a transformação digital da Mútua com a criação de um novo site, o lançamento do aplicativo exclusivo e iniciativas de vanguarda, como o Mútua Inova+, o Mútuaverso e o Hub de Inteligência Artificial. “Estamos construindo novidades que colocam a Mútua na vanguarda da inovação, facilitando o acesso e a participação de todos. A tecnologia é a ponte para um relacionamento mais próximo, transparente e dinâmico”, afirma Mota. Um destaque especial vai para o “Mútua Celular”, que oferecerá planos com até 30% de desconto, contribuindo para a economia e conectividade dos profissionais em seus escritórios. Rumo ao futuro com confiança e colaboração Ao completar este primeiro ano, a atual Diretoria Executiva da Mútua deixa claro que a missão de “Cuidar de todos, construir juntos” está mais viva do que nunca. Com uma gestão transparente, eficaz e inovadora, a instituição está preparada para os novos desafios, sempre ao lado dos profissionais de engenharia, agronomia e geociências na busca por um Brasil mais justo, sustentável e conectado. Para os associados e para os Creas, a Mútua reafirma que está ao seu lado — com benefícios ampliados, atendimento humanizado e uma estrutura moderna que pensa no presente e no amanhã.

Dia da Natureza

O Dia da Natureza é celebrado anualmente em 4 de outubro, data escolhida com referência ao Dia de São Francisco de Assis, reconhecido como o padroeiro da ecologia, dos animais e um dos maiores símbolos do respeito à vida em todas as suas formas. A escolha da data tem forte ligação com o legado do santo, conhecido por sua postura de humildade, fraternidade e amor incondicional à natureza. A data tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da preservação ambiental, do uso sustentável dos recursos naturais e da convivência equilibrada entre o ser humano e os demais elementos do planeta. Em tempos de mudanças climáticas, degradação ambiental, perda de biodiversidade e poluição desenfreada, o Dia da Natureza surge como uma oportunidade de reflexão e mobilização. Embora não seja um feriado nacional, o 4 de outubro costuma ser lembrado em ações educativas, campanhas de sensibilização, atividades em escolas e projetos de reflorestamento. Muitas instituições aproveitam a semana para promover eventos ligados à educação ambiental, incluindo visitas a parques, palestras e ações voluntárias de limpeza de espaços públicos e áreas verdes. A importância da data se conecta também com políticas públicas e internacionais voltadas à conservação ambiental, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU (especialmente o ODS 15), que visa a proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres. O Dia da Natureza é um convite para a sociedade repensar hábitos de consumo, valorizar a biodiversidade e assumir um papel ativo na construção de um futuro mais sustentável. Dia Mundial dos Animais A celebração de 4 de outubro também contempla o Dia Mundial dos Animais, ampliando o olhar da data para além dos ecossistemas e destacando a importância de todas as formas de vida que compartilham o planeta com os seres humanos. A homenagem foi instituída em 1931 durante um congresso de ecologistas em Florença, com o propósito de chamar a atenção para a situação das espécies ameaçadas. Desde então, passou a representar um marco internacional pela defesa dos direitos dos animais e pelo combate aos maus-tratos. Enquanto o Dia da Natureza tem o foco na preservação dos ambientes naturais, o Dia Mundial dos Animais direciona-se para o bem-estar, a dignidade e a proteção dos seres sencientes, reconhecendo seu valor e a necessidade de políticas e atitudes que garantam condições adequadas de vida — seja na fauna silvestre, nos animais de produção ou nos que vivem junto às famílias humanas. A data mobiliza campanhas de conscientização sobre guarda responsável, adoção, vacinação, combate ao abandono, além de discussões sobre o avanço das legislações protetivas e o papel das organizações da sociedade civil na construção de uma cultura de respeito aos animais. Também reforça a urgência de preservar os habitats naturais, já que a destruição ambiental está diretamente ligada ao sofrimento e à extinção de espécies.

Presidente do CREA-RJ defende expansão do metrô para Niterói e São Gonçalo

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro, engenheiro Miguel Fernández, voltou a defender a expansão do metrô para Niterói e São Gonçalo, ao participar de audiência pública promovida pela Frente Parlamentar Pró-Ferrovias, na Assembleia Legislativa do Rio, nesta sexta-feira, dia 3 de outubro. “Enquanto São Paulo hoje opera com seis frentes de obras para ampliação de seu metrô, o Rio de Janeiro não tem um projeto.Por isso, queremos convidar a Frente Parlamentar Pró-Ferrovias para encampar a defesa do projeto da Linha Três do Metrô, que poderá integrar o Centro do Rio de Janeiro à Região de Niterói e São Gonçalo. Esta é uma obra fundamental para que a gente possa ter a conexão entre os dois maiores centros urbanos do estado e com baixo consumo de carbono”, afirmou Fernández, lembrando que 50 anos depois da Ponte Rio-Niterói se discute a importância de uma grande obra de infraestrutura, como o metrô para o outro lado da Baía de Guanabara, para melhorar a mobilidade urbana. Inaugurado em 1979, o metrô do Rio conta hoje com 41 estações e cerca de 57 quilômetros de extensão, distribuídos em 3 linhas (1, 2 e 4), e com movimento médio de cerca de 660 mil passageiros em dias úteis. O sistema é o quarto maior em extensão e o terceiro maior em movimento entre os sistemas metro-ferroviários em operação no Brasil, atrás apenas dos sistemas de trem metropolitano e metrô da Região Metropolitana de São Paulo. O presidente do CREA-RJ manifestou também apoio para que recursos do Fundo Estadual de Controle Ambiental (Fecam) sejam usados na expansão do sistema ferroviário, já que é um modal de baixíssima emissão de carbono. O presidente da Frente Parlamentar Pró-Ferrovias, deputado Luiz Paulo, defendeu que as discussões sobre a ampliação do metrô sejam retomadas a partir do trecho Estácio-Cruz Vermelha-Carioca-Praça Quinze, cujo planejamento original data dos anos 1970. O diretor do CREA-RJ, engenheiro Luiz Carneiro, lembra que o projeto da Linha 3 está parado e beneficiaria cerca de dois milhões de pessoas. O trecho ligando o Centro a Guaxindiba seria todo subterrâneo por meio de um túnel de cinco quilômetros e meio de extensão na rocha.  O tema central da audiência pública foi a situação da SuperVia. Em defesa do futuro dos trens no estado, o presidente da Frente Parlamentar Pró-Ferrovias, deputado estadual Luíz Paulo, anunciou que irá enviar ofício à Procuradoria Geral do Estado para saber o prazo definido no acordo entre o governo e a concessionária SuperVia para a transição do serviço dos trens no Estado do Rio de Janeiro.   “Precisamos saber sobre a realização do certame, qual o prazo real de transição se vai ser mesmo 60 dias ou mais, se já  existe acordo celebrado com o BNDES, e se não há, qual a hipótese de demandas judiciais atrapalharem o processo de realização do certame e de transição”, afirma deputado Luiz Paulo.  O contrato entre a SuperVia com o Estado do Rio, assinado em 26 de novembro de 2024, tinha duração inicial de 180 dias, podendo ser prorrogado por mais 90 dias. O prazo máximo de 270 dias terminou em 23 de agosto, mas, até o momento, não houve alterações na gestão.  A prorrogação ainda não foi assinada oficialmente entre governo estadual e concessionária para evitar a interrupção do transporte. O representante da Secretaria de Transportes do estado, Vinícius Gama, disse que o prazo da SuperVia será até novembro deste ano e depois mais três meses para a transição para nova operação e o controle dos trens. O deputado Luiz Paulo (PSD) cobrou também explicações da Secretaria de Transportes sobre a situação dos 2500 funcionários. Ele disse que vai enviar ofício à PGE para saber como será a sucessão trabalhista entre a concessionária e a possível nova operadora. Ele também questionou sobre os aportes de R$ 300 milhões para garantir o funcionamento do serviço.  Também participaram da audiência o presidente da Associação dos Engenheiros Ferroviários, Marcelo Costa; Licínio Machado, coordenador do Fórum Permanente de Mobilidade Urbana da Região Metropolitana; Eduardo Duprat, representante da secretaria de Planejamento; Vinícius Gama, chefe de gabinete da Secretaria de Transportes; e Yubirajara Corrêa, assessor jurídico da Agetransp.

CREA-RJ celebra o Dia do Meteorologista com palestras técnicas no auditório do Conselho

Em celebração ao Dia do Meteorologista, comemorado em 14 de outubro, o CREA-RJ, por meio de sua Câmara Especializada de Agronomia, promove, no dia 17 de outubro de 2025, a partir das 14h, na sede do Conselho, no Centro do Rio, um encontro especial reunindo profissionais, estudantes e especialistas para discutir temas fundamentais da área. A data marca a sanção da Lei Federal nº 6.835/1980, que regulamenta a profissão de meteorologista no Brasil. O evento contará com a presença do presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, e de representantes das principais entidades da Meteorologia, como o Núcleo Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira de Meteorologia (NRRJ/SBMET) e o Centro Acadêmico de Meteorologia da UFRJ (CAMET/UFRJ). Além do presidente Miguel Fernández, vão compor a mesa de abertura, os meteorologistas Ivan Abreu, Anselmo Pontes, Ana Cristina Palmeira e o estudante Matheus Oliveira de Souza. Na sequência, serão realizadas palestras técnicas que abordarão temas de grande relevância para a sociedade e o setor, como “Meteorologia Operacional”, com a meteorologista Raquel Franco (AlertaRio); “Energia”, com Rafael Rangel (Neoenergia); e “Eventos Extremos”, com Wanderson Silva (DMET/UFRJ). O encerramento está previsto para às 17h25, com um momento de perguntas, sorteios e confraternização entre os participantes. Com esta iniciativa, o Crea-RJ reforça seu compromisso em valorizar os profissionais da Meteorologia, destacando a importância do trabalho técnico e científico na prevenção de desastres naturais, no planejamento urbano e na sustentabilidade ambiental. Programação:   14h00 | Credenciamento e Receptivo    14h15 | Mesa de Abertura:  14h45 | Palestras Técnicas:   17h05 | Perguntas, Sorteios e Encerramento   17h25 | Congraçamento INSCREVA-SE AQUI!