
No dia 3 de outubro, sexta-feira, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro – CREA-RJ, por meio da Comissão de Ética Profissional, realizou o Seminário “Ética para Todos – Repercussões do Código de Ética na Vida Profissional”, no Hotel Windsor Flórida, no Flamengo, das 8h30 às 18h30.
O objetivo do encontro foi abordar o Código de Ética Profissional nos aspectos teóricos e práticos, dando exemplos de aplicação no mercado e na vida, além de reforçar valores, responsabilidades e compromissos com a sociedade. Na plateia, autoridades, conselheiros, profissionais, estudantes e demais interessados.
O evento contou com a participação de outros conselhos profissionais: Administração (CRA), Arquitetura e Urbanismo (CAU), Técnicos Industriais (CRT) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, reforçou a importância do tema para o entendimento da ética para todos os profissionais.
“Esse é um tema fundamental para os nossos profissionais, porque muitas vezes eles não entendem a relevância desse pacto que nós criamos dentro do nosso sistema da forma como entendemos que os nossos profissionais devem atuar dentro do mercado. O Código de Ética é pré-requisito básico para qualquer um que vai trabalhar nas áreas da Engenharia, Agronomia e Geociências. É a forma que a gente garante que nós, colegas profissionais, vamos respeitar o código daquilo que a gente entende como fundamental para garantir a segurança da sociedade.”

O coordenador da Comissão de Ética Profissional, engenheiro mecânico Jonatha Mello, falou sobre as pretensões do encontro e como a união profissional fortalece a comunidade e a troca de experiências.
“O nosso objetivo é, além de fazer uma interação com os profissionais, estudantes e interessados no tema, trazer as outras entidades e conselhos para a gente conseguir debater como está sendo tratada a ética no nosso estado, e outros colegas de outros estados do Brasil para que a gente consiga unificar as ações, e entregar para a sociedade uma comissão de ética, procedimentos éticos e formas de tratar a ética profissional de uma melhor maneira possível.”
A conselheira federal, engenheira civil Carmen Lúcia Petraglia, compareceu ao evento representando o presidente do Confea, engenheiro de telecomunicações Vinicius Marchese, e contextualizou o cenário atual, reforçando o papel da ética nesse meio.
“Hoje em dia nós temos as profissões em evolução, a sociedade também está evoluindo, a tecnologia avança rapidamente, e a ética vai ser cada vez mais importante na nossa sociedade e principalmente nos nossos sistemas. Os nossos profissionais cada vez mais vão ter que atuar com a ética e com a sua capacidade técnica profissional.”
Na mesa de abertura, ao lado de Miguel Fernández, Jonatha Mello e Carmen Lúcia Petraglia, estiveram presentes: o coordenador nacional das Comissões de Ética – CNCE, geólogo Danilo Costa Monteiro; e o diretor financeiro da Mútua-RJ, engenheiro civil Pietro Valdo Rostanho.
Na sequência, o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro – TJRJ, advogado Fernando Marques de Campos Cabral Filho, e a subprocuradora consultiva do CREA-RJ, advogada Karen Campello, apresentaram as palestras “Responsabilização Ética na Engenharia” e “Ética Profissional no Sistema Confea/CREA: Um Compromisso com a Sociedade e o Futuro”, respectivamente.

A programação da tarde foi iniciada com a mesa redonda “Ética nos Conselhos de Classe”, trazendo representantes de diferentes conselhos profissionais para abordar os procedimentos éticos dentro de cada sistema, destacando particularidades e o que aplicar de melhorias nos próximos anos. Participaram desse bloco o conselheiro do CREA-RJ Paulo Tadeu Costa; a coordenadora adjunta da Comissão de Ética Profissional do CREA-RJ, engenheira eletricista Regina Moniz Ribeiro; o procurador-chefe do CRT-RJ Marcelo Franco; e o membro da comissão de direito administrativo da OAB, advogado Bruno Miguel Drude.

Marcelo Franco chegou a destacar os principais desafios do Conselho, pontuando sobre sanções e regulamentações dos processos éticos.
“Eu vejo que a nossa grande preocupação é como conduzir o processo ético com seriedade, e que a gente entregue um processo justo para que a gente possa aplicar uma sanção a quem realmente deva ser sancionado.”
“Qual a razão de existir nos conselhos profissionais das profissões regulamentadas se não fiscalizar, se não separar os bons profissionais dos maus profissionais. Eu acho que é desse dilema que vem nossos maiores desafios.”

Na última mesa, os coordenadores das comissões de ética dos Creas de diferentes estados do Brasil se reuniram para discutir casos específicos e procedimentos do código nas mais diversas situações profissionais. Jonatha Mello e Danilo Costa Monteiro retornaram ao lado do engenheiro civil Francisco Sobrinho (CREA-RN); do engenheiro químico e de segurança do trabalho Marino Greco (CREA-RS); do engenheiro mecânico Reginaldo Ribeiro de Souza (CREA-MS); da engenheira ambiental Janeth Fernandes da Silva (CREA-AM); e a diretora do Coletivo de Mulheres do SENGE-SE, engenheira civil Cynthia Freitas (CREA-SE).
Ao longo de toda a programação, certificados de participação no evento foram entregues para os palestrantes e integrantes das mesas, além do congraçamento ocorrido no encerramento do dia.