Dia do(a) Engenheiro(a) de Energia

No dia 3 de outubro, é comemorado o Dia do(a) Engenheiro(a) de Energia, área voltada para a geração, distribuição e transmissão de energia. Esses profissionais também possuem conhecimentos sobre materiais e tecnologias que aumentam a eficiência dos processos de condução energética, contribuindo para a aplicação e promoção de energias renováveis no contexto das mudanças climáticas.

A formação do(a) engenheiro(a) de Energia combina conhecimentos de Engenharia Elétrica, Mecânica, Térmica e Ambiental, além de economia e gestão. Esses profissionais podem atuar em concessões de distribuição de energia e em empresas do setor. Além das atividades técnicas, lidam com questões regulatórias e de conformidade com normas ambientais e de segurança.

A relevância da Engenharia de Energia é cada vez mais evidente no cotidiano moderno, impactando diretamente sobre a disponibilidade de eletricidade, o funcionamento de transportes e sistemas logísticos, bem como a operação de infraestruturas como hospitais e serviços de comunicação. Essa área também tem papel fundamental na transição para uma economia de baixo carbono, promovendo inovações que reduzem as emissões de gases de efeito estufa e estimulam a sustentabilidade ambiental global.

Conforme a Resolução nº 1.076/2016 do Confea, que criou o título de Engenheiro(a) de Energia, as atribuições dispostas no artigo 2º incluem atividades “referentes à geração e conversão de energia, equipamentos, dispositivos e componentes para geração e conversão de energia, gestão em recursos energéticos, eficiência energética e desenvolvimento e aplicação de tecnologias relativas aos processos de transformação, de conversão e de armazenamento de energia”.

Mercado de Trabalho

O aumento da demanda e o desenvolvimento de novas tecnologias prometem movimentar o mercado de Engenharia de Energia. Alguns fatores representam um futuro promissor na área, caracterizados pela inovação, como é o caso da Indústria 4.0. A Quarta Revolução Industrial resulta no surgimento de novas tecnologias e, nesse cenário, a energia terá papel fundamental em um mundo cada vez mais conectado e tecnológico. Prover eletricidade para todos esses equipamentos e desenvolver novas formas de captação energética, utilizando até mesmo recursos alternativos, poderá abrir portas e ampliar as oportunidades de atuação. Tecnologias como o carro elétrico já movimentam de forma significativa o setor.

Outro destaque é a geração distribuída, que consiste na descentralização da produção de energia elétrica, historicamente concentrada em usinas de grande porte. Esse modelo permite adiar a construção dessas usinas, que demandam grandes investimentos e recursos naturais, ao passo que a energia passa a ser gerada em unidades de menor porte, geralmente instaladas em centros urbanos. O crescimento desse setor tem impulsionado empreendimentos que demandam profissionais qualificados.

O mercado de trabalho também exige que esses profissionais conheçam não apenas a parte técnica, mas que sejam capazes de orientar clientes e instituições sobre diversos aspectos, desde o custo-benefício e o funcionamento das energias limpas até tendências mais amplas de mercado e modelos de negócios essenciais.

Atualmente, um(a) Engenheiro(a) de Energia ganha em média R$ 11.442,63 para uma jornada de 42 horas semanais, segundo pesquisa do Portal Salário baseada em dados do CAGED, com informações de 129 profissionais admitidos e desligados em todo o Brasil nos últimos 12 meses. Esse valor pode variar de acordo com a função exercida e a experiência adquirida.

Área de Atuação

O(A) Engenheiro(a) de Energia pode atuar em instituições públicas, privadas e do terceiro setor, além de centros de pesquisa, empresas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica e empresas de engenharia em geral. Entre os principais setores, destacam-se concessionárias de energia elétrica, empresas de telecomunicações, indústrias de fabricação de equipamentos, empresas de serviços e consultoria, empresas de automação, setor de petróleo, usinas de energia e montadoras de veículos.

Com sua formação técnica e princípios éticos, esses profissionais estão aptos a elaborar, executar e coordenar projetos de geração de energia, visando ao desenvolvimento sustentável e à redução de impactos ambientais e sociais. Também podem aplicar métodos de engenharia para o dimensionamento e o projeto de equipamentos de conversão de energia, além de elaborar diagnósticos energéticos em instalações ou regiões.

Energia Renovável no Brasil

O Brasil consolidou sua posição como líder mundial no uso de fontes renováveis em sua matriz elétrica, com 89% da eletricidade gerada por empreendimentos que não utilizam combustíveis fósseis. Esse índice coloca o país 23 pontos percentuais à frente do segundo colocado, o Canadá, que registra 66% de fontes renováveis, segundo dados da organização Ember.

A principal fonte de energia elétrica no Brasil é a hidrelétrica, responsável por 61% da produção nacional, em 2024. Além disso, o país tem investido significativamente em outras fontes limpas, como a solar e a eólica, que juntas representaram 22% da geração elétrica em 2024. Esse crescimento reflete a diversificação da matriz energética brasileira, reduzindo a dependência das hidrelétricas e ampliando a participação de outras fontes renováveis.

O avanço das energias renováveis no Brasil também tem impulsionado a economia. A energia solar, por exemplo, tornou-se a segunda maior fonte elétrica do país, com 17,4% de participação na matriz em 2024, gerando mais de R$ 195 bilhões em investimentos e cerca de 1,2 milhão de empregos verdes.

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