Em homenagem aos 90 anos do Crea-RJ, na Alerj, presidente destaca protagonismo das engenharias no Rio

Cinco minutos após iniciar a sessão solene em homenagem aos 90 anos do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), no plenário do Palácio Tiradentes, a sede histórica da Alerj, nesta segunda-feira, dia 5 de agosto, o deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha pediu desculpas por quebrar o protocolo para anunciar mais uma medalha de ouro do Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris. “Rebeca Andrade acabou de faturar o ouro”, disse Luiz Paulo, que também é engenheiro. O plenário lotado explodiu em gritos de alegria, como se o aniversário do Crea-RJ fosse presenteado com a conquista da ginasta brasileira. Na sessão solene, da qual participaram presidentes de Crea e representantes de diversas entidades da Engenharia, foram lançados o selo e carimbo comemorativos dos Correios com a logomarca dos 90 anos do Crea-RJ, que apresenta ícones da Engenharia no Rio, como a Ponte Rio-Niterói, o bondinho do Pão de Açúcar e o Cristo Redentor.  Acompanhado do coordenador de operações dos Correios, José Oliveira dos Santos, o presidente do Crea-RJ, engenheiro Miguel Fernández, entregou uma folha do selo a cinco pessoas, representando os ex-presidentes do Crea-RJ (Arciley Alves Pinheiro), os inspetores do Crea (o engenheiro Elcio da Silva Lyrio), os conselheiros (José Schipper), os funcionários do Crea (a advogada Ana Maria Sanches) e a Mútua-RJ (Jamerson Freitas). Eles participaram da obliteração de lançamento do selo. O presidente do Crea-RJ homenageou também, com placas comemorativas, os engenheiros civis César Drucker, de 92 anos, e Paulo José Poggi da Silva Pereira, de 91 anos, representando as entidades de classe dos profissionais do Sistema Confea/Crea/Mútua, no Rio de Janeiro. Drucker é do Clube de Engenharia e Poggi, da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio (Seaerj). “Temos orgulho de ser mais velhos do que o Crea e ainda estarmos atuando em nossas entidades em meio às mudanças demográficas que acontecem no mundo”, afirmou Drucker. O presidente do Crea-RJ, engenheiro Miguel Fernández, o mais jovem eleito para o Conselho, destacou o protagonismo das engenharias no Rio de Janeiro para o desenvolvimento socioeconômico do estado do Rio e do país. Em apresentação bem ilustrada, ele lembrou que a cidade do Rio de Janeiro é o berço da Engenharia, com a Escola Politécnica da UFRJ (1792) e o Clube de Engenharia (1880), e sede de grandes empresas como a Petrobras, cuja presidente atual, Magda Chambriard, é engenheira e registrada no Crea. O diretor da Petrobras, Paulo Gustavo Luz, participou da solenidade, representando a empresa. “Em 90 anos, os profissionais do Crea-RJ participaram da construção de grandes obras que alteraram a paisagem urbana do Rio, como a Floresta da Tijuca, o Edifício A Noite, o Sistema Guandu, o Maracanã, a Ponte Rio-Niterói, o interceptor oceânico, o Sambódromo, o Porto do Açu e as usinas nucleares”, afirmou o presidente do Crea-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, em seu discurso na sessão solene. Ele agradeceu a presença de todos, sobretudo a de seu pai, o engenheiro Miguel Fernández, que o inspirou a se tornar engenheiro. Ao agradecer a participação da Banda da Polícia Militar na sessão, Fernández lembrou que uma das músicas executadas foi “Cidade Maravilhosa”, marchinha de autoria de André Filho, composta em 1934, mesmo ano da fundação do Crea-RJ. A sessão solene foi presidida pelo deputado Luiz Paulo, que idealizou a homenagem. Fizeram parte da mesa as seguintes autoridades: o presidente do Confea, Vinicius Marchese; a deputada Elika Takimoto, presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Alerj; o presidente do Crea-RJ, Miguel Fernández; o deputado Samuel Malafaia; a conselheira federal Carmem Petraglia; e o professor Walter Suemitsu, decano do Centro de Tecnologia da UFRJ. A conselheira federal Carmem Petraglia lembrou que o Crea-RJ sempre foi inovador, na indução de melhorias do Sistema Confea/Crea/Mútua. “As mulheres são mão-de-obra importante nas engenharias e hoje representam 20% dos cerca de 1 milhão e 400 mil profissionais registrados”, destacou. O plenário do Palácio Tiradentes, no Centro do Rio, foi tomado por líderes de entidades de classe, como o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio (CAU/RJ), Sydnei Meneses, o presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj), Walter Palis; o presidente licenciado do Conselho Regional de Técnicos do Rio, Gilberto Palmares; autoridades, como o vice-prefeito do Rio, Nilton Caldeira, e o subsecretário de Agricultura do Estado do Rio, Felipe Brasil; e ex-presidentes do Crea-RJ, como Reynaldo Barros; diretores da Mútua-RJ; e integrantes da diretoria do Crea-RJ, como o vice-presidente Alberto Balassiano e as diretoras Catarina Luíza de Araújo e Denise Baptista Alves.  Também participaram da solenidade, entre outros, o vice-presidente do Crea de São Paulo, Luis Chorilli Neto; o presidente do Clube de Engenharia, Márcio Girão; a presidente da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio (Seaerj), Maria isabel de Vasconcelos Porto Tostes; a presidente da Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas (Abea), Iara Nagle, conselheira do Crea-RJ; o presidente da Associação de Engenheiros Ferroviários (Aenfer), Marcelo Freire da Costa; o presidente da concessionária Rio + Saneamento, Leonardo Righetto; a vice-diretora do Cefet, Gisele Maria Ribeiro Vieira; e o presidente do Sindicato da Indústria de Refrigeração do Estado do Rio, Leonardo Salles. O presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e presidentes de Creas manifestaram felicitações à atual gestão do Crea-RJ pelas comemorações dos 90 anos. Presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Vinicius Marchese: “Como instituição, chegar aos 90 anos, uma entidade jovem, e poder comemorar isso num momento de mudanças, em que o Miguel está trazendo o Crea para um nova relação com os profissionais, tem uma importância significativa para os profissionais que veem o Sistema Confea/Crea/Mútua como ferramentas presentes no dia a dia deles, que possam ser usadas para que o profissional desempenhe melhor sua função. O Crea chega aos 90 anos num momento bastante interessante, em que as atenções estão voltadas para a engenharia, para projetos de infraestrutura e políticas públicas que vão depender das engenharias. Desejamos que o Crea, durante o mandato do Miguel, que é um amigo de longa data, possa entregar muito

Dia do(a) Engenheiro(a) Militar e Quadro de Engenheiros Militares

No dia 3 de Agosto é comemorado o Dia do(a) Engenheiro(a) Militar e do Quadro de Engenheiros Militares. O Quadro de Engenheiros Militares é constituído por oficiais de carreira formados pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), uma instituição de ensino superior, na área de Engenharia, do Exército Brasileiro.  O Quadro faz alusão ao Coronel Ricardo Franco de Almeida Serra, patrono da Engenharia Militar no Brasil, um dos expoentes do desbravamento e da defesa do território brasileiro nas regiões Norte e Centro-Oeste, tendo usado suas habilidades como engenheiro, cartógrafo, geógrafo e outros, para fazer o mapeamento dessas regiões, assim como obras de grande importância ao país.  Sobre o IME O Instituto Militar de Engenharia – IME é herdeiro da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, Escola de Ensino Superior Militar e de Engenharia, situada no Rio de Janeiro, criada pela rainha D. Maria I de Portugal, em 1792. É considerada a primeira escola de Engenharia das Américas e a sétima do mundo.  Pertencente ao Exército Militar, o IME oferece cursos de graduação e pós-graduação em diversos ramos da Engenharia, sendo considerado um centro de excelência e referência nacional e internacional na indústria, além de ser um dos concursos mais exigentes do país.  O engenheiro militar tem como principal função apoiar as Forças Armadas no desenvolvimento de novos equipamentos militares, desde o armamento até produtos de alta tecnologia, como aeronaves e satélites. Eles fazem a avaliação de materiais bélicos produzidos pela indústria nacional, fazem o levantamento de dados digitais para informações cartográficas e a execução de projetos e Programas Estratégicos do Exército, como o desenvolvimento da viatura blindada média de transporte de pessoal Guarani.  Esses profissionais também realizam trabalhos técnicos de Engenharia não combatente, em diversos órgãos e instituições, como no Centro de Desenvolvimento de Sistemas, onde concebem, desenvolvem e sustentam softwares corporativos, como estruturas de dados de sistemas de interesse do Exército, além de gerenciar a propriedade intelectual e promover a cultura da inovação tecnológica para a Agência de Gestão e Inovação Tecnológica e entre outros.  Para ingressar no Quadro Para ingressar no Quadro de Engenheiros Militares é necessário prestar concurso para o Instituto Militar de Engenharia, que ocorre anualmente, com vagas tanto para o sexo feminino quanto para o masculino. A formação tem duração prevista de 5 anos, onde o aluno pode optar pelos seguintes ramos da Engenharia: Quem foi Ricardo Franco Natural de Portugal, Ricardo Franco iniciou sua trajetória militar aos 14 anos, ingressando na Academia Militar de Portugal. Aos 18 anos de idade, Ricardo foi declarado Oficial ao concluir com sucesso os cursos de Infantaria e Engenharia. Em 1780, aos 32 anos, ele foi selecionado pela Rainha Maria I para realizar uma expedição em território brasileiro, onde ficou responsável por demarcar as fronteiras brasileiras.  Durante sua longa estadia, Coronel Ricardo Franco foi fundamental na construção de diversas obras reconhecidas hoje no país, como: o Quartel dos Dragões de Vila Bela, no Mato Grosso, o Forte Coimbra, no Mato Grosso do Sul e o Real Forte Príncipe da Beira, em Rondônia.  Acometido por uma doença, que resultou em seu falecimento em janeiro de 1809, seu legado o levou a ser homenageado com o título de Patrono do Quadro de Engenharia do Exército Brasileiro, e a data de seu nascimento escolhida como o Dia do Quadro de Engenheiros Militares.  O Crea-RJ parabeniza todos os(as) Engenheiros(as) Militares e do Quadro de Engenheiros Militares, que com seus conhecimentos e competências técnicas, transformam de forma positiva e inovadora o desenvolvimento da sociedade, sempre assegurando a segurança e bem-estar de todos. 

Selo e carimbo dos Correios comemoram 90 anos do Crea-RJ

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ) será homenageado em sessão solene na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, na próxima segunda, dia 5 de agosto, quando serão lançados o selo e o carimbo dos Correios em comemoração aos 90 anos de fundação do Conselho. O selo apresenta a logo dos 90 anos que exibe imagens do Bondinho do Pão de Açúcar, do Cristo Redentor e da Ponte Rio-Niterói, ícones da Engenharia no Rio, com o slogan “Construindo pontes para o futuro”. Outros sete Creas estão comemorando 90 anos de fundação em 2024 – São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pará, Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Sul. A sessão solene foi pedida e será presidida pelo deputado Luiz Paulo, que é engenheiro formado pela UFRJ e exerceu a função à frente da Direção-Geral de Obras do governo do estado entre 1988 e 1989. Ele manifestou sua alegria pelo aniversário do Crea-RJ, ocorrido em 5 de junho passado. “É com imensa alegria e profundo respeito que me uno a vocês para celebrar um marco histórico: os 90 anos do Crea-RJ. Esta data não apenas nos convida a refletir sobre as realizações do passado, mas também nos inspira a vislumbrar um futuro promissor e desafiador para a instituição e para as áreas que representamos”, afirmou o deputado Luiz Paulo, enviando felicitações ao Crea-RJ. “Que os próximos anos sejam marcados por ainda mais realizações, inovações e colaborações frutíferas. Que o Crea possa continuar a edificar com engenheiros, agrônomos e geólogos, a história do desenvolvimento econômico-social e sustentável do nosso estado do Rio de Janeiro e do Brasil”, assinalou o deputado. Com apoio da Mútua, a caixa de assistência dos profissionais do Sistema Confea/Crea, a sessão solene será realizada a partir das 10h, no plenário do Palácio Tiradentes, na Rua Primeira de Março, no Centro do Rio. O Hino Nacional será executado pela Banda da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Durante a solenidade, o presidente do Crea-RJ, Miguel Fernández, vai fazer uma apresentação sobre o passado, o presente e o futuro da entidade. Fernández vai lembrar que o Rio é o berço da Engenharia Nacional, com a Escola Politécnica da UFRJ (a primeira instituição de ensino superior do Brasil), de 1792, e o Clube de Engenharia, de 1880, a mais antiga associação civil de engenheiros do país.  Em 90 anos, os profissionais do Crea-RJ participaram da construção de grandes obras que alteraram a paisagem urbana do Rio, como a Floresta da Tijuca, o Edifício A Noite, o Sistema Guandu, o Maracanã, o Aterro do Flamengo, a Ponte Rio-Niterói (a segunda maior do mundo), o interceptor oceânico, o Sambódromo, o Porto do Açu e as usinas nucleares. Atuaram também na construção do Metrô e na implementação de alternativas para a mobilidade urbana, como o VLT, que procuram reduzir a circulação de automóveis. Para o presidente Miguel Fernández, as comemorações dos 90 anos requerem ações compatíveis com a importância do Crea do Rio de Janeiro.  “Hoje, o Crea-RJ está presente em 33 municípios e conta com o registro de mais de 110 mil profissionais e 20 mil empresas, com a previsão de ampliar ainda mais neste ano de 2024. Vamos nos empenhar e nos esforçar para fazer um ano de celebração proporcional à envergadura da história do nosso Conselho. Queremos mostrar, resgatar e comunicar todos os nossos ganhos, todo o nosso ativo”, enfatiza. “Neste momento de celebração, o Crea-RJ reafirma seu compromisso de continuar a servir a sociedade, de promover a ética, a responsabilidade e a excelência profissional e de contribuir para um Rio de Janeiro e um Brasil cada vez melhores. Temos a convicção de que junto a nossos profissionais, empresas e inúmeros estudantes que logo ingressarão formados no mercado de trabalho, uma nova realidade pode ser moldada, elevando os padrões da atividade produtiva e pavimentando um caminho seguro para o crescimento e para o desenvolvimento nacional”, afirma Fernández. O site do Crea-RJ repercutiu com personalidades e profissionais do setor os 90 anos da entidade. Deputado Luiz Paulo, engenheiro e autor da sessão solene em homenagem ao aniversário do Crea-RJ: “É com imensa alegria e profundo respeito que me uno a vocês para celebrar um marco histórico: os 90 anos do Crea-RJ. Esta data não apenas nos convida a refletir sobre as realizações do passado, mas também nos inspira a vislumbrar um futuro promissor e desafiador para a instituição e para as áreas que representamos. Que os próximos anos sejam marcados por ainda mais realizações, inovações e colaborações frutíferas. Que o Crea possa continuar a edificar com engenheiros, agrônomos e geólogos, a história do desenvolvimento econômico-social e sustentável do nosso estado do Rio de Janeiro e do Brasil” Presidente do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, engenheiro civil Márcio Girão: “Quero parabenizar o Crea-RJ pelos seus 90 anos bem vividos. O Sistema Confea/Crea é muito importante para a defesa da Engenharia Brasileira. O Clube de Engenharia estará sempre alinhado ao Crea, especialmente do Rio de Janeiro”. Reynaldo Barros, engenheiro eletricista, ouvidor da Mútua e presidente do Crea-RJ por três mandatos (2003 a 2005/ 2006 a 2008/ 2015 a 2017): “Ficarão marcadas para sempre as comemorações do Crea-RJ na gestão do presidente Miguel Fernández, um jovem engenheiro que surgiu das bases do programa Crea Júnior, de formação das novas lideranças. Fico envaidecido por ter dado minha contribuição há mais de 20 anos e ver o Crea-RJ rejuvenescido a cada dia, valorizando nossas profissões, defendendo a Engenharia em nosso estado, cuidando do dia a dia de nossas cidades e atuando com vigor em todos os momentos da Engenharia nacional. Parabéns a todos os colegas e ao Crea-RJ por esta data tão simbólica”. Arciley Alves Pinheiro, 84 anos, engenheiro agrônomo, conselheiro federal desde 2012 e primeiro presidente do Crea-RJ eleito por voto direto por dois mandatos (1985 a 1987 e 1994 a 1996): “O Crea-RJ tem uma função social muito importante. Só pode fazer determinado tipo de trabalho, o profissional que tenha o preparo adequado para isso. É preciso que

Concurso para o Crea-RJ preencheu as vagas necessárias de acordo com as demandas de cada área; os outros aprovados integram cadastro reserva

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) vem informar que o concurso previsto pelo edital nº 001/2023 já teve preenchidas todas as vagas previstas e as convocações foram feitas entre setembro e dezembro do ano passado, conforme os dados de nosso site. Os candidatos aprovados e classificados agora fazem parte de um cadastro reserva do Crea-RJ, que será utilizado apenas no caso de necessidade.  Realizado em setembro do ano passado, com a finalidade de complementar o quadro funcional em diversas especialidades técnicas, o concurso registrou a participação de 6.174 candidatos. Conforme determinado pelo edital, o concurso previa o preenchimento apenas de 38 vagas para cargos de níveis médio e superior. Embora a autarquia pública não tenha a intenção, no momento, de convocar mais aprovados, o cadastro reserva é válido por dois anos, a partir da homologação do resultado do concurso, podendo ser prorrogado por mais dois anos, a critério do Crea-RJ. A nova gestão do Crea-RJ, desde que assumiu em janeiro de 2024, vem promovendo ampla reestruturação e colocando em prática um planejamento focado em renovação, eficiência e excelência dos serviços prestados. Portanto, o cadastro reserva pode vir a ser usado para a convocação de aprovados.  A direção do Crea-RJ agradece a compreensão de todos. Clique aqui para mais informações sobre o concurso.

Parabéns ao município de Macaé, 211 anos!

As primeiras tentativas de colonização da área ocorreram por volta da segunda metade do século XVI, como forma de controlar o contrabando do pau-brasil. Ao incorporar a região ao seu projeto de colonização, a Coroa Portuguesa dava início à distribuição de sesmarias para as ordens religiosas e para particulares.  Nos primórdios de sua história, Macaé integrou a Capitania de São Tomé, mais tarde denominada de Capitania da Paraíba do Sul. O processo de constituição das freguesias em Macaé teve início com a criação da Freguesia de Nossa Senhora das Neves e Santa Rita do Sertão do Rio do Macaé, em 1765. Esta freguesia servia de marco divisório entre as terras macaenses pertencentes à Vila de São Salvador dos Campos dos Goitacazes e às que possuíam termo na cidade de Cabo Frio e era “a última Freguesia da Comarca (Cabeça) da Vila de São Salvador por ficar” ao norte do rio Macaé onde terminava a mesma Comarca. No final do século XVIII, a região despontava como área de atração populacional devido às convenientes condições à expansão das lavouras de alimentos, fazendo parte do circuito de produção para o abastecimento do mercado interno. Através do porto de Imbetiba ou de Macaé, eram escoadas as produções de açúcar e demais alimentos de Campos dos Goitacazes e do território macaense.  Durante um longo período, a região que em 1813 passou a constituir o Município de Macaé esteve ligada à vila de Campos dos Goitacazes e à cidade de Cabo Frio. Neste ano, através do Alvará de 29 de julho, passou da condição de arraial para a de vila de São João de Macaé. A expansão do café na vila de Macaé e arredores se verificou em fins da década de 1820, antecipando a maior proporção que a cultura cafeeira teria entre o final do século XIX e o início do século seguinte. A partir da segunda metade do século XIX, se deu um processo de expansão urbana da Vila de São João de Macaé, planejado e projetado pelo engenheiro Henrique Luiz Niemeyer Bellegarde. Segundo Paulo Knauss, o projeto urbano de Bellegarde apresentava. A agricultura cafeeira foi extremamente importante para a economia macaense durante todo o século XIX. O Crea-RJ parabeniza Macaé por seus 211 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Fonte: Prefeitura Municipal de Macaé

Cidades Sustentáveis – Seminário Nacional

O “Seminário Nacional Cidades Sustentáveis” reunirá líderes e pensadores para discutir o futuro das cidades no Brasil e no mundo, com um enfoque especial no Rio de Janeiro. No dia 31 de julho, na sede do Clube de Engenharia, no coração do Rio, cerca de 400 participantes presenciais contarão com programação de palestras e networking . Além disso, o evento contará de uma experiência por meio de um ambiente metaverso, onde os participantes serão estimulados a viver algo inovador que simula de forma realista o espaço físico. No dia 1º de agosto, será realizada uma visita técnica, com conteúdo exclusivo disponibilizado para os inscritos. Os cinco primeiros participantes que chegarem ao evento serão convidados a participar de uma visita guiada à unidade com práticas sustentáveis. O seminário apresentará palestrantes renomados, líderes na pesquisa e implementação de soluções sustentáveis para nossas cidades. Empresários, gestores públicos, acadêmicos e todos interessados em um futuro urbano mais sustentável encontrarão neste evento uma plataforma para aprender, debater e contribuir com novas ideias e práticas. Com o Rio se preparando para o futuro por meio de iniciativas como a Rio 2030, outro evento que acontecerá na cidade, este seminário se destaca como uma oportunidade para explorar como moldar cidades mais resilientes e sustentáveis. Prometendo ser um marco na discussão e implementação de soluções urbanas inteligentes e responsáveis, prepare-se para se conectar com ideias transformadoras e colaborar com outros que compartilham a visão de um futuro urbano mais sustentável e inclusivo. Não perca esta chance de fazer parte dessa jornada inspiradora rumo a um Rio de Janeiro e cidades ao redor do mundo mais preparadas para os desafios do século XXI. Inscreva-se agora e garanta seu lugar neste evento imperdível! Inscreva-se! Programação: 31 DE JULHO 08h às 08h30 – Credenciamento 09h – ABERTURA 10h  – Palestra magna A IMPORTÂNCIA DA TRANSIÇÃO DAS CIDADES PARA A SUSTENTABILIDADE E RESILIÊNCIA EM UM CONTEXTO DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS Com Fernando Gabeira e Miriam Duailibi 12h às 13h – Intervalo para almoço 13h  – Palestra seguida de debate A RELEVÂNCIA DAS FLORESTAS URBANAS NO ÂMBITO DAS CIDADES SUSTENTÁVEISCom Beto Mesquita e Sônia Peixoto 14h – Palestra seguida de debate CIDADES INTELIGENTES E SUSTENTÁVEIS – CASE DE SUCESSO“VIVEIRO CERRADO”Com Gustavo Mendanha, Francisco de Almeida e Marcela de Almeida 15h05 – Palestra seguida de debate POLÍTICAS PÚBLICAS: ENERGIA – IMPACTOS AMBIENTAIS E SOCIOECONÔMICOS NA SUSTENTABILIDADE Com Wagner Victer e Heloisa Borges Esteves 16h  – Palestra seguida de debate DESENVOLVIMENTO URBANO NO CONTEXTO DAS CIDADES SUSTENTÁVEISCom Tomaz Amaral Lotufo e Ricardo Cardim 16h55   – Palestra seguida de debate SOLUÇÕES SANITÁRIAS PARA CIDADES SUSTENTÁVEISCom Juliana Carolina Alencar e Marília Melo 17h50 – Palestra seguida de debate POLÍTICAS PÚBLICAS: TRANSPORTE – IMPACTOS NA SUSTENTABILIDADECom Nazareno Affonso e Eduardo Bernhardt 18h40 – ENCERRAMENTO 01 DE AGOSTOVisita técnica a empreendimento sustentável 11h às 15h Sobre os Participantes:Fernando Gabeira é jornalista, escritor e político brasileiro, destacando-se por sua militância em defesa do meio ambiente e dos direitos humanos, além de sua contribuição significativa como deputado federal.Miriam Duailibi é jornalista, escritora e educadora ambiental, conhecida por seu trabalho no Instituto ECOAR para Cidadania e em diversas organizações dedicadas à sustentabilidade e educação ambiental.Beto Mesquita é engenheiro florestal e diretor de Florestas e Políticas Públicas da BVRio, com extensa experiência em projetos de conservação ambiental e gestão de áreas protegidas.Sônia Lúcia Peixoto é bióloga e especialista em gestão de unidades de conservação, com ampla atuação na Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro e no Ministério do Meio Ambiente.Wagner Victer é engenheiro com vasta experiência. Ingressou na Petrobras há 37 anos. Victer esteve a frente da Secretaria Estado de Indústria Naval, Energia e Petróleo, foi presidente da Cedae e também é ex-secretário Estadual de Educação . Ao longo de sua carreira, tem contribuído significativamente em diversos setores, como energia, infraestrutura, e saneamento.Heloísa Borges Esteves é diretora de Estudos do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis da EPE, advogada especializada em direito ambiental, diretora  consultora jurídica para organizações e empresas de sustentabilidade, com expertise na legislação brasileira. Juliana Alencar é engenheira ambiental e bióloga, com expertise em manejo sustentável de bacias hidrográficas e projetos de infraestrutura urbana. Marília Melo é engenheira civil e especialista em recursos hídricos, atualmente Secretária Estadual de Meio Ambiente, com destacada atuação na gestão ambiental e políticas públicas em Minas Gerais. Gustavo Mendanha é prefeito de Aparecida de Goiânia e lidera projetos inovadores em cidades inteligentes e sustentáveis. Francisco Almeida é engenheiro e presidente da Mútua Nacional, com vasta experiência em políticas públicas e desenvolvimento urbano. Marcella de Almeida Castro Abrantes Linguitte é engenheira ambiental e advogada, com expertise em gestão ambiental e sustentabilidade urbana. Tomaz Lotufo é arquiteto urbanista e permacultor, especialista em arquitetura de baixo impacto ambiental e sustentabilidade.Ricardo Cardim é paisagista e botânico, reconhecido por seus projetos de restauração ambiental e contribuições para a conservação da biodiversidade urbana. Nazareno Affonso é biólogo e mestre em ecologia, com experiência em conservação da biodiversidade na região Amazônica, coordenando projetos de preservação ambiental. Eduardo Bernhardt é educador ambiental e diretor da Transporte Ativo. É especialista em coleta seletiva na ONG Ecomarapendi, e ministra Ecologia. Em 2019, coordenou a delegação brasileira na Conferência Velo-City em Dublin, promovendo a mobilidade sustentável.

Parabéns ao município de Santo Antônio de Pádua por seus 191 anos

A cidade de Santo Antônio de Pádua foi fundada por Frei Florido de Città di Castelli no dia 26 de julho de 1833 e consolidada por Frei Bento Giovanni Benedetta Libilla, Bento de Gênova. O documento mais antigo de que se tem notícia que consta na história de Santo Antônio de Pádua é a escritura, passada em cartório, da doação das terras a Frei Florido de Città di Castelli feita por João Francisco Pinheiro e sua mulher, Maria Luiza, ampliada por João Luíz Marinho. Essas terras foram doadas para Frei Florido aldear. João Francisco Pinheiro deu liberdade a Frei Florido de escolher o local que desejasse e ele escolheu as terras ao lado da Cachoeira, à margem esquerda do Rio da Pomba, como era, então, chamado o rio Pomba.  Naquela época, João Francisco Pinheiro pediu a Frei Florido que o lugar se chamasse Arraial da Cachoeira, e que ficasse sob invocação de São Félix, seu Santo de devoção. Assim foi feito e surgiu a localidade que passou, tempos depois a se chamar Arraial de São Félix. Mais tarde em 1841, graças à dedicação de outro capuchino que também era muito ativo, Frei Bento Ângelo de Gênova, surgiu a Capela de Santo Antônio e a localidade passou a ser chamada Arraial de Santo Antônio de Pádua.  Depois, passou a se chamar Freguesia de Santo Antônio de Pádua. Por último, Cidade de Santo Antônio de Pádua, graças ao Decreto Imperial nº 2.597, de 2 de janeiro de 1882. Durante esse período de tempo muitas pessoas imigrantes habitaram as terras, porque elas eram muito produtivas, e ali podiam plantar e criar gado. Esses imigrantes eram portugueses, espanhóis, árabes e libaneses e italianos. E esse é o início da construção da história de Santo Antônio de Pádua.  O Crea-RJ parabeniza Santo Antônio de Pádua por seus 191 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Fonte: Prefeitura Municipal de Santo Antônio de Pádua

A Engenharia Sustentável dos Jogos Olímpicos de Paris 2024

A Olimpíada de Paris 2024, que começa hoje, 26 de julho, estabeleceu um novo padrão sustentável para eventos esportivos de grande escala. O comitê organizador comprometeu-se a reduzir pela metade a pegada de carbono do evento em comparação às edições anteriores, exigindo uma mudança radical na forma como os locais e instalações são concebidos, construídos e operados. Um grande desafio já que os números que envolvem o evento são impressionantes. 10.500 atletas206 países participantes20 mil jornalistas credenciados45 mil voluntários8,6 milhões de ingressos vendidos15,3 milhões de visitantes em Paris329 eventos32 esportes600 mil refeições servidas na Vila Olímpica Algumas medidas sustentáveis: E mais. No ano passado, Paris aboliu os estacionamentos públicos, transformando-os em áreas verdes. Novas ciclovias, linhas de metrôs e muros antirruído foram construídos, e edifícios foram reformados com técnicas mais sustentáveis. Uma das principais estratégias empregadas pela equipe Paris 2024 é o uso de locais já existentes e estruturas temporárias para realização dos jogos. Ao minimizar a necessidade de novas construções, os organizadores reduziram significativamente o impacto ambiental do evento.  Alguns exemplos. Champs-Élysées A famosa Champs-Élysées será transformada numa ampla arena desportiva, com arquibancadas e instalações temporárias que poderão ser facilmente desmontadas e recicladas após os jogos.  Torre Eiffel  O Estádio da Torre Eiffel, que receberá vôlei de praia e futebol para cegos, será uma estrutura temporária que se integra perfeitamente com o seu entorno histórico. Centro Aquático O Centro Aquático, uma das poucas instalações construídas especificamente para os Jogos Olímpicos de Paris 2024, foi projetado para ser um edifício de baixo carbono e alta eficiência energética.  O centro possui um telhado de 5.000 metros quadrados coberto com painéis fotovoltaicos, tornando-o um dos parques solares urbanos mais importantes da França.  A estrutura do edifício é feita com materiais ecológicos como CLT (madeira laminada cruzada) e concreto de baixo carbono, reduzindo significativamente o impacto ambiental. Adidas Arena Projetada para receber os eventos de badminton e ginástica rítmica seu projeto é predominantemente feito de concreto a alumínio (com alta pegada energética) e  bio-based, feitos com materiais biológicos ou biomassa. Após os jogos será a sede do Clube Paris Basketball, além de ser uma arena para shows. Vila Olímpica A Vila Olímpica, que abrigará atletas e dirigentes durante os jogos, foi construída utilizando uma combinação de estruturas permanentes e temporárias, enfatizando a eficiência energética e fontes de energia renováveis.  Os edifícios, com menos de 20 metros de altura, foram projetados para maximizar a luz e ventilação naturais, reduzindo a necessidade de iluminação artificial e o uso de ar condicionado e instalação de painéis solares no topo. A vila também contará com telhados e paredes verdes, que proporcionam isolamento e ajudam a reduzir o efeito de ilha de calor urbano. As camas são de papelão e os colchões feitos com redes de pesca recicladas.  A vila deixará como herança habitações ecologicamente inteligentes para a população da cidade. Até 2025, as instalações terão sido convertidas em moradias e escritórios que vão acolher seis mil residentes e outras seis mil pessoas que terão lá o seu local de trabalho.  O complexo terá apartamentos, academias, espaços verdes e até lojas e serviços à disposição da comunidade local. Inteligência Artificial Com aplicações que vão desde a proteção dos atletas até experiências de transmissão melhoradas e gestão eficiente de energia, a Inteligência Artificial (IA) e as inovações tecnológicas deverão impactar fortemente os Jogos Olímpicos de Paris 2024.  Um aspecto muito importante é a proteção contra o abuso cibernético, uma vez que se espera cerca de meio bilhão de publicações nas redes sociais durante esta Olimpíada. Medalhas com elementos da Torre A sustentabilidade também está presente nas medalhas de ouro, prata e bronze. Elas foram concebidas em torno de três fontes de inspiração: o hexágono, que representa a forma geométrica da França; o brilho, do país-sede e dos atletas olímpicos; e a cravação, já que cada medalha olímpica e paralímpica está incrustada com um pedaço de ferro original da Torre Eiffel.  Construída entre 1887 e 1889, a Torre passou por inúmeras reformas. Certos elementos metálicos foram removidos e conservados neste processo e agora utilizados na criação das medalhas olímpicas.  O ferro original da Torre Eiffel é formado por um hexágono cravado no centro de cada medalha e impresso com o emblema dos Jogos de Paris 2024. Mobilidade Urbana Os Jogos Olímpicos de Paris 2024 estão investindo fortemente em infraestrutura e mobilidade urbana sustentável. A cidade expandiu a sua rede de transportes públicos, com novas linhas de metrô e investiu 65 milhões de euros em ciclovias, amplas áreas de estacionamento e renovação da frota de bicicletas compartilháveis. Os organizadores também incentivam o uso de veículos elétricos e híbridos, com uma frota de ônibus e carros de baixa emissão transportando atletas e dirigentes. Energia 100% renovável Talvez o mais impressionante seja o fato de Paris 2024 pretender ser a primeira edição dos Jogos Olímpicos totalmente alimentados por energias renováveis. O comitê organizador fez parceria com empresas de energia para garantir que toda a eletricidade utilizada durante o evento venha de fontes renováveis, como solar, eólica e hidrelétrica.  Legado Ao combinar tecnologia de ponta com princípios de design sustentável, engenheiros e profissionais da área tecnológica trabalharam em estreita colaboração com o comitê organizador para desenvolver soluções inovadoras que integrassem perfeitamente as instalações olímpicas, mostrando os talentos dos atletas e deixando um legado sustentável para Paris. Fontes:https://olympics.com/pt/paris-2024https://pt.wikipedia.org/wiki/Jogos_Ol%C3%ADmpicos_de_Ver%C3%A3o_de_2024

O que é voçoroca?

Uma voçoroca, também conhecida como boçoroca ou buracão, é uma um fenômeno geológico que consiste na formação de grandes buracos de erosão, causados pela chuva e intempéries, em solos onde a vegetação é escassa e não mais protege o solo, que fica cascalhento e suscetível de carregamento por enxurradas. Essa forma de erosão avançada ocorre em áreas de declive acentuado, geralmente começando com o escoamento da água em áreas onde o solo está desprotegido, seja devido à remoção da vegetação natural ou à atividade humana, como a agricultura inadequada. A água da chuva flui pela superfície do solo, criando pequenos sulcos, que, com o tempo, se tornam cada vez mais profundos e largos, formando uma voçoroca. Elas representam um sério problema ambiental, pois podem causar a degradação do solo, a perda de terras agricultáveis, o assoreamento de rios e cursos d’água, além de representarem riscos à segurança de pessoas e infraestruturas próximas, já que a erosão pode levar ao desabamento de estradas e edificações.  Em alguns casos, as voçorocas podem até ameaçar cidades inteiras, como é o caso da cidade de Buriticupu, no interior do Maranhão, que convive com enormes crateras que ameaçam partir a cidade ao meio. Atualmente, são 26 buracos gigantes avançando sobre a cidade. Alguns desses abismos têm até 70 metros de profundidade e 500 metros de comprimento. As primeiras voçorocas se formaram a partir da rápida expansão urbana de Buriticupu, onde uma única voçoroca já chegou a “engolir” três ruas e mais de 50 casas nos últimos 10 anos, à medida que mais chuvas caíam e a cratera aumentava.  Controle e recuperação, o papel de agrônomos e geólogos No Brasil vem se observando, desde o início da colonização, a utilização de práticas agrícolas inadequadas – plantio contínuo, em linhas dirigidas a favor das águas, desmatamento, queimadas etc – ações, em sua maioria, responsáveis pela formação das voçorocas, que constituem a maior evidência da degradação das terra. Os profissionais da Agronomia e da Geologia acabam sendo acionados após a ocorrência dos problemas, na tentativa de uma uma solução ou controle.  O controle dos voçorocamentos consiste em realizar a sua estabilização ou evitar que cresça, tanto em largura como em profundidade. A primeira medida a ser adotada é o desvio do fluxo de água que está ocasionando a voçoroca, para impossibilitar o seu aumento. Se essa providência não for realizável, deverão ser adotados processos que controlam a velocidade e o volume da água que escorre sobre a garganta. Há situações em que é possível a construção de um terraço tipo murundu – canal com um camalhão ou dique bem alto. A finalidade desse terraço é desviar a água que escorre da área superior à parte inicial da voçoroca e é chamado terraço-dedispersão.  As estratégias de controle de erosão propostas para a recuperação de áreas com presença de voçorocas constituem-se normalmente de práticas mecânicas e vegetativas de baixo custo. Práticas mecânicas referem-se a operações mecanizadas e/ou manuais para transporte de material, movimentação de terra, alocação e/ou remoção de rejeitos e construção de pequenas obras de contenção e dispositivos de drenagem superficial. Estas possuem como objetivo estabelecer condições mínimas para que se possam estabelecer as práticas vegetativas, ou revegetação. Esta última que constitui no plantio de espécies adaptadas aos ambientes em questão, o que também é normalmente complementado com práticas edáficas, isto é, a incorporação de cobertura morta para a proteção superficial do solo e formação de serrapilheira.  O Crea-RJ é o Conselho Profissional que regulamenta o exercício tecnicamente habilitado dos profissionais da Agronomia e da Geologia e entende que essa competência técnica tem de ser levada em consideração antes do aparecimento de problemas, como o das voçorocas. A contratação de mão de obra especializada para o planejamento e execução de projetos de exploração do solo ajuda a prevenir e minimizar os impactos negativos sbre o meio ambiente e a sociedade.  Fonte: com informações da Embrapa