Conselhos de arquitetos e engenheiros vão apresentar a candidatos carta conjunta com propostas para urbanizaçao de favelas

Painel sobre habitação: Sydnei Meneses, Pablo Villarim, George Neder e Miguel Fernández Pela primeira vez, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ) e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio (CAU/RJ) realizam juntos um seminário sobre urbanismo que reuniu 25 palestrantes sobre os mais diversos temas, o FITS Urbanismo 2024. O seminário organizado pelo FITS (Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade), foi realizado na sede do CAU, na Avenida República do Chile, no Centro do Rio. O evento tem conexão com os ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis, da ONU. Um dos palestrantes do painel “Habitação e urbanismo como soluções para o RJ”, o presidente do Crea-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, anunciou que em parceria com o CAU vai produzir um documento com propostas para habitação popular, saneamento e urbanização de favelas, que será encaminhado aos candidatos à prefeitura do Rio de Janeiro. “Vamos fazer uma carta em conjunto com o CAU apresentando propostas que consideramos fundamentais para a gestão da nossa cidade a partir de 2025”, disse Fernández, observando considerar simbólico o local do seminário, o mesmo prédio que sediou o Banco Nacional da Habitação, fundado em 1964 e extinto em 1986. O diagnóstico dos problemas urbanos do Rio é praticamente o mesmo entre os especialistas e pesquisadores. A cidade tem nada menos que 22% de sua população vivendo em favelas; 33% dos cariocas vivem na informalidade, sem condições de declarar renda e, por isso, sem conseguir crédito até mesmo para comprar uma casa própria. A falta de financiamento também contribui para um déficit habitacional da cidade estimado em 312 mil moradias. A cidade tem atualmente cerca de mil favelas, sendo que cem delas surgiram nos últimos 20 anos. Com o crescimento das favelas, aumenta a dificuldade de o estado fornecer serviços básicos, como o de saneamento. Cinquenta e sete por cento da população carioca vivem em áreas dominadas pelo crime organizado (tráfico e/ou milícia). O moderador do painel sobre habitação, o engenheiro George Neder, que é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, destacou que a questão da habitação popular é vital para resolver diversos problemas urbanos. “O déficit habitacional da cidade do Rio hoje é de 312 mil moradias. A questão habitacional é um problema que se desdobra em inúmeros outros, como a inadequação das moradias, o crescimento das favelas, a falta de saneamento e até a questão da segurança pública”, afirmou Neder. O presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio (CAU/RJ), arquiteto e urbanista Sydnei Meneses, ressaltou que o que falta nas políticas públicas de habitação popular e urbanismo do Rio “é continuidade”. “As políticas do setor são implementadas e depois abandonadas; isso tem sido cíclico. Os governantes iniciam as obras, depois as abandonam. Essa é a principal causa da falência dessas políticas públicas habitacionais e de urbanização do Rio. Com isso, aumenta o déficit habitacional, o crescimento desordenado das favelas, assim como as doenças provenientes da falta de saneamento básico”, afirma Sydnei. Com uma experiência de 40 anos como arquiteto e urbanista do município, o presidente do CAU está convencido de que a falta de continuidade tem sido a principal causa dos problemas de habitação e urbanismo. “Foram gastos rios de dinheiro na urbanização de favelas. Tenho o exemplo concreto da Favela da Rocinha, que tinha um excelente projeto de urbanização no governo Rosinha, que jamais foi implementado. O teleférico que foi construído no Complexo do Alemão, no governo Cabral, consumiu recursos do PAC e está parado”, destaca Sydnei. Representando o governador Cláudio Castro, o subsecretário da Casa Civil, Pablo Villarim, anunciou que o governo do estado já investiu R$ 3,8 bi em projetos de infraestrutura de drenagem e de contenção de encostas, em mais de 60 municípios do estado. O presidente do Crea-RJ, Miguel Fernández, sugeriu que seja feita uma parceria entre os Conselhos, o governo do estado e as prefeituras para a criação de um banco digital de projetos de urbanização para que não sejam esquecidos pelo poder público. Fernández voltou a destacar o que considera um dos melhores “cases” de habitação popular do país: o conjunto habitacional da Cruzada São Sebastião, construído entre 1955 e 1957, no Leblon. Hoje, aquela região no entroncamento de áreas nobres da Zona Sul, como Leblon, Ipanema e Lagoa, tem o IPTU mais caro do Brasil. Miguel Fernández participou também como moderador do painel “Saneamento e desenvolvimento sustentável das cidades”, que reuniu o presidente da Cedae, Aguinaldo Ballon; Sinval Andrade, diretor institucional da concessionária Águas do Rio: e Marcos Ferraro, da Execut Engenharia. O presidente do CAU, Sydnei Meneses, participou também como moderador do painel “Visão Integrada de Urbanismo”, que teve a presença do presidente do Instituto Pereira Passos, Manoel Vieira; do presidente da Fundação Rio Águas, Wanderson dos Santos; de Vicente Loureiro, arquiteto e conselheiro da Agetransp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes); e do diretor financeiro do Crea-RJ, engenheiro Eduardo König, que resumiu bem a situação do déficit habitacional no país. “A gente não tem política de estado para a habitação. Quando o BNH existia, com todos os seus erros, havia uma política de financiamento para famílias com renda de um a três salários mínimos. Essas pessoas ficaram sem condições de comprar seu imóvel e, com isso, aumentou bastante a favelização”, lembrou König.

Crea-RJ homenageia personalidades e entidades ligadas à Agronomia com o Prêmio Johanna Döbereiner

O Prêmio Johanna Döbereiner está se aproximando e vai homenagear ​​personalidades, instituições e entidades que se destacaram por suas contribuições na área da Agronomia. A premiação, que ocorre anualmente, é promovida pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado (Crea-RJ), com o objetivo de reconhecer e celebrar aqueles que demonstraram excelência em suas posições, ações, trabalhos, estudos e projetos, promovendo o avanço e o desenvolvimento do campo da Agronomia. As inscrições para concorrer ao prêmio podem ser feitas por qualquer pessoa ou entidade, preenchendo a ficha de indicação disponível no site do Crea-RJ.  As fichas devem ser enviadas à Comissão Executiva do “Prêmio Johanna Döbereiner” exclusivamente por esse link eletrônico, de 19 agosto a 16 de setembro de 2024. Indicações enviadas por outros meios não serão consideradas. Realizado desde 2001, o Prêmio Johanna Döbereiner é uma oportunidade importante para destacar personalidades, avanços e realizações ​​no campo da Agronomia, reconhecendo os esforços para aprimorar a produção agrícola, garantir a segurança alimentar e promover a sustentabilidade no setor. O objetivo do Crea-RJ é incentivar a continuação das pesquisas, estudos e projetos que beneficiam a agricultura, o meio ambiente e a sociedade como um todo.  Sobre Johanna Döbereiner:  Johanna Döbereiner foi uma proeminente cientista agrícola brasileira, nascida na Alemanha em 1924, que dedicou sua vida ao estudo e avanço da microbiologia do solo e da fixação biológica de nitrogênio. Suas contribuições inestimáveis ​​à ciência agrícola trouxeram benefícios significativos para a agricultura brasileira e foram reconhecidas nacional e internacionalmente.  Deste modo, o Prêmio Johanna Döbereiner, concedido há mais de vinte anos pelo Crea-RJ, homenageia também à memória e o legado desta notável pesquisadora, cujo trabalho revolucionou a compreensão da química do solo e o papel das bactérias na agricultura.

Urbanismo no Rio é tema de debate organizado pelo Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade

O diagnóstico dos problemas urbanos do Rio é praticamente o mesmo entre os especialistas e pesquisadores. A cidade tem nada menos que 22% de sua população vivendo em favelas; 33% dos cariocas vivem na informalidade, sem condições de declarar renda e, por isso, sem conseguir crédito até mesmo para comprar uma casa própria. A falta de financiamento também contribui para um déficit habitacional da cidade estimado em 312 mil moradias. A cidade tem atualmente cerca de mil favelas, sendo que cem delas surgiram nos últimos 20 anos. Com o crescimento das favelas, aumenta a dificuldade de o estado fornecer serviços básicos, como o de saneamento. Cinquenta e sete por cento da população carioca vivem em áreas dominadas pelo crime organizado (tráfico e/ou milícia).  Essas e outras questões serão debatidas em painéis do FITS Urbanismo 2024, o seminário organizado pelo FITS (Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade), em parceria com o Crea-RJ (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do RJ) e o CAU/RJ (Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Estado do RJ). O evento será na terça-feira, dia 20 de agosto, a partir das 9h, na sede do CAU, no Centro (Av. República do Chile, 230 – 2º andar), o evento tem conexão com os ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis, da ONU. Patrocinado pela Cedae, o Fórum visa ser um ambiente de fomento à inovação e à tecnologia, com atenção ao processo produtivo, à competitividade e ao desenvolvimento sustentável dos espaços urbanos em suas três dimensões: ambiental, econômica e social.  “O FITS Urbanismo trará abordagens distintas, mas integradas, do urbanismo no Rio de Janeiro, com debates sobre saneamento, energia, habitação e mobilidade. Experiências e conhecimentos locais alinhados aos ODS Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Situações vivenciadas em nosso dia a dia que reverberam para todo o país e para o mundo. Serão 25 palestrantes que pensam e fazem urbanismo no RJ compartilhando suas vivências e trazendo a visão do desenvolvimento do espaço urbano de forma sustentável ambiental, econômica e socialmente, com inovação e tecnologia”, explica Lúcia Martins, diretora-executiva do FITS. Presidente do Crea-RJ: “Nos últimos 20 anos, a Rocinha dobrou de tamanho” O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ), o engenheiro civil Miguel Fernández, ressalta que é a primeira vez que é realizado no Rio um evento em conjunto com o CAU/RJ, fruto de um termo de cooperação firmado entre os dois conselhos profissionais em 17 de janeiro, logo depois que Fernández assumiu a presidência do Crea. “Só por isso, já é um marco. Os temas que estão sendo discutidos sobre a questão urbana, ainda mais num momento eleitoral como o de agora, são fundamentais para o desenvolvimento da cidade. Vou dar destaque para a questão da habitação e das favelas. Mas há outros temas relevantes, como a questão do saneamento. Queremos que esses temas sejam incluídos nos programas dos candidatos à prefeitura do Rio”, assinala o presidente do Crea-RJ. Fernández defende que se repense as políticas públicas sobre urbanização de favelas no Rio, que já têm 40 anos e não conseguem organizar o crescimento das favelas na cidade.  “Precisamos fazer uma autocrítica. São 40 anos de políticas públicas sobre urbanização de favelas com propostas de forma que nesses 40 anos as favelas só crescem, gerando problemas sociais, urbanos e de saúde pública”, afirma Miguel Fernández, observando que “a questão do problema habitacional nos grandes centros urbanos é histórica”. “O Rio de Janeiro tem a primeira favela do Brasil, a do Morro da Providência, que fica numa área bastante visada pelo poder público, que é a região do Porto”, lembra Fernández. “Há 40 anos os projetos que vêm sendo abordados em relação às favelas é o mesmo. Qual o resultado alcançado até agora? É uma expansão cada vez maior dessas áreas. Nos últimos 20 anos, a Rocinha dobrou de área ocupada, o que pode ser verificado por meio de fotografias feitas por satélites, unindo-se à Favela do Vidigal. Então temos que discutir se de fato esse é o modelo habitacional que nós desejamos para a nossa cidade”, destaca o presidente do Crea-RJ, para quem um case de solução habitacional é o conjunto da Cruzada São Sebastião, no Leblon, onde o IPTU mais caro do Brasil está em torno daquela solução habitacional que foi dada naquela área, entre Leblon, Ipanema e Lagoa.  “A gente não defende remoção, mas requalificação do espaço que entenda a lógica de viver em comunidade, como acontece na favela, mas que pode avançar e mudar a história do Brasil”, observa Fernández. Presidente do CAU/RJ: “Há uma descontinuidade nas políticas públicas de habitação e urbanismo no Rio” O presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio (CAU/RJ), arquiteto e urbanista Sydnei Meneses, ressalta que o que falta nas políticas públicas de habitação popular e urbanismo do Rio “é continuidade”. “As políticas do setor são implementadas e depois abandonadas; isso tem sido cíclico. Os governantes iniciam as obras, depois as abandonam. Essa é a principal causa da falência dessas políticas públicas habitacionais e de urbanização do Rio. Com isso, aumenta o déficit habitacional, o crescimento desordenado das favelas, assim como as doenças provenientes da falta de saneamento básico”, afirma Sydnei. Com uma experiência de 40 anos como arquiteto e urbanista do município, o presidente do CAU está convencido de que a falta de continuidade tem sido a principal causa dos problemas de habitação e urbanismo.  “Foram gastos rios de dinheiro na urbanização de favelas. Tenho o exemplo concreto da Favela da Rocinha, que tinha um excelente projeto de urbanização no governo Rosinha, que jamais foi implementado. O teleférico que foi construído no Complexo do Alemão, no governo Cabral, consumiu recursos do PAC e está parado”, destaca Sydnei. Presidente do IPP: debate sobre urbanismo segue a Agenda 2030 Para o presidente do Instituto  Municipal de Urbanismo Pereira Passos, o arquiteto Manoel Vieira Gomes, “discutir o urbanismo é algo muito importante para arquitetos, urbanistas e engenheiros” porque esse debate possibilita maior otimização dos recursos públicos disponíveis para a

Museu Nacional de Belas Artes comemora 116 anos

Situado no centro histórico do Rio de Janeiro, o edifício de arquitetura eclética projetado em 1908 pelo arquiteto Adolfo Morales de los Rios para sediar a Escola Nacional de Belas Artes, herdeira da Academia Imperial de Belas Artes, foi construído durante as modernizações urbanísticas realizadas pelo prefeito Pereira Passos na então Capital Federal. Na fachada principal, há frontões, colunatas e relevos em terracota, além de medalhões pintados por Henrique Bernardelli. Nas fachadas laterais, mosaicos retratam personalidades como Leonardo Da Vinci e Giorgio Vasari, e são assinados pelo francês Félix Gaubin. Criado oficialmente em 1937 por Decreto do presidente Getúlio Vargas, o Museu Nacional de Belas Artes conjugou a ocupação do prédio com a Escola Nacional de Belas Artes até 1976, quando a EBA foi deslocada para a ilha do Fundão. Neste mesmo ano, com a criação da Fundação Nacional de Arte(Funarte) houve novo compartilhamento. Em 24 de maio de 1973, o edifício da Avenida Rio Branco, 199, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional(IPHAN) e, a partir de 2003, a imponente construção passou a abrigar na sua totalidade o MNBA. Avançando na linha do tempo, em 2009 o MNBA foi incorporado pelo Instituto Brasileiro de Museus(IBRAM), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura. Hoje é a instituição que possui a maior e mais importante coleção de arte brasileira do século XIX, concentrando um acervo de cem mil itens entre pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, objetos, documentos e livros. Restauração Ocupando uma área de 18 mil m2,  um quarteirão e integra o conjunto arquitetônico formado por mais duas instituições culturais, o Theatro Municipal e a Biblioteca Nacional, o Museu Nacional de Belas Artes/Ibram/MinC passa desde 2020 por um minucioso trabalho de restauração, com expectativa de que seja reaberto ao público, totalmente recuperado e modernizado, no fim de 2025.  A recuperação das quatro fachadas do edifício histórico e de seus ornamentos está concluída. A reforma de esquadrias e claraboias está em fase final. Entre outras intervenções na estrutura, o serviço contempla acabar com infiltrações e medidas de prevenção a incêndios. Os recursos somam R$ 27,8 milhões do Fundo de Direitos Difusos, do Ministério da Justiça. Mais frentes estão em fase de conclusão de projetos executivos. O BNDES aplicará quase R$ 4 milhões na modernização do sistema elétrico da edificação. Já a Shell, via Lei Rouanet (de incentivos fiscais para apoio à cultura), está investindo mais de R$ 5,8 milhões na climatização do prédio, na expansão da reserva técnica do museu e na implantação de uma nova exposição de longa duração. Outro patrocinador, com R$ 1,3 milhão, é o Itaú. Das intervenções na estrutura, as últimas a iniciarem foram nas três cúpulas. O serviço está adiantado nas laterais, com dez metros de pé direito e 64 metros quadrados de área. A proposta inicial de obra nas cúpulas previa a demolição de todo o invólucro de argamassa armada que envolve uma tela metálica (em formato de gaiola de passarinho). A estrutura metálica seria recuperada e revestida por um material novo. Mas o Iphan ponderou quanto à necessidade de remoção completa de uma argamassa centenária. Após estudos, a opção foi pela substituição tão somente dos trechos degradados. Embora tenha recebido reforço estrutural, entre 1940 e 1960, a cúpula central — diferentemente das outras duas — nunca havia sido restaurada. A sua recuperação exigiu cuidados extras. Além do rapel do lado externo, internamente a solução foi construir uma plataforma suspensa, a fim de ter acesso às paredes. O peso do andaime tradicional poderia colocar em risco a laje, por isso, o engenheiro calculista projetou uma estrutura independente, quase flutuante. Preciosidades no acervo da instituição A bicentenária Coleção do Museu Nacional de Belas Artes se originou de três conjuntos de obras distintos: as pinturas trazidas por Joaquim Lebreton, chefe da Missão Artística Francesa, que chegou ao Rio de Janeiro, em 1816; os trabalhos pertencentes ou aqui produzidos pelos membros da Missão, entre os quais se destacam Nicolas-Antoine Taunay, Jean-Batiste Debret, Grandjean de Montigny, Charles Pradier e os irmãos Ferrez; e as peças da Coleção D. João VI, deixadas por este no Brasil, ao retornar a Portugal, em 1821. Percorrendo suas galerias, o visitante pode vislumbrar, como em poucos espaços culturais do país, a história das artes plásticas no Brasil desde os seus primórdios até a contemporaneidade.  Com mais de 60 metros quadrados, o quadro Batalha do Avaí, de Pedro Américo, é a maior pintura de cavalete da história da arte brasileira. Foi pintado nove anos após o confronto, um dos principais da Guerra do Paraguai, ocorrido em dezembro de 1868. Na gigantesca pintura a óleo sobre tela, de 1879, Vítor Meireles retrata a Batalha de Guararapes, um confronto militar ocorrido em dois momentos (em 1640 e 1649), entre as tropas do império português e o exército da Holanda, na então Capitania de Pernambuco. A Primeira Missa no Brasil, de Vítor Meireles, é um dos quadros mais famosos da história da arte brasileira. A tela foi pintada entre 1859 e 1861, quando o artista vivia em Paris. A Carta de Pero Vaz de Caminha foi a fonte fundamental de inspiração. MNBA foi palco da primeira sessão plenária do Crea-RJ O Museu Nacional de Belas Artes tem um papel especial na história do Crea-RJ. Em 5 de junho de 1934, o Engenheiro Civil Dulphe Pinheiro Machado presidiu a primeira sessão plenária do Conselho da 5ª Região, que viria a se tornar o atual Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do Rio de Janeiro. Naquele dia, quando deu posse aos primeiros diretores, onde hoje é o Museu Nacional de Belas Artes, ele afirmou que ali “tinha início uma nova era”. Desde então, o trabalho diário do Crea-RJ tem sido o de assegurar que as Engenharias, a Agronomia e as Geociências sejam praticadas dentro da legalidade, por profissionais tecnicamente habilitados, contribuindo, assim, para o bem-estar da população O Crea-RJ parabeniza o Museu Nacional de Belas Artes por seus 116 anos e por sua importância para a cultura brasileira e, principalmente, para a cidade do Rio de Janeiro. 

Crea-RJ abre inscrições para o Prêmio David de Azambuja do Mérito Florestal

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) está com inscrições abertas de 19 de agosto a 16 de setembro de 2024 para o Prêmio David de Azambuja do Mérito Florestal, nas categorias profissional, estudante e instituição de ensino. Os interessados devem preencher o formulário online disponível no site do Conselho.  A premiação, realizada anualmente pelo Crea-RJ, valoriza profissionais, instituições e entidades de classe que atuam na promoção da sustentabilidade e da conservação do meio ambiente no Brasil. Reconhece o trabalho de engenheiros florestais, instituições de ensino e entidades de classe que tenham se distinguido por suas ações, trabalhos, estudos e projetos que contribuem para a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros e das organizações, em prol do desenvolvimento florestal e da preservação do patrimônio natural brasileiro.   Os vencedores serão anunciados em solenidade que será realizada em dezembro, quando receberão premiações e certificados assinados pelo presidente e pelo Coordenador da Câmara Especializada de Engenharia Florestal do Crea-RJ.  Saiba mais sobre David de Azambuja   David de Azambuja é considerado um dos pais da Engenharia Florestal do Brasil. Nasceu no Rio de Janeiro, em 14 de setembro de 1917, graduou-se pela Escola Nacional de Agronomia em 1949, onde também obteve o título de “agrônomo silvicultor”, profissão precursora da Engenharia Florestal, em 1947. É autor de livros e inúmeros artigos científicos, além de patrono da Cadeira 5 da Academia Evangélica Brasileira de Letras. Como botânico e sistemata especialista na família Apocynaceae, foi responsável pela descrição de três novas espécies para a Ciência e dez espécies descobertas no Brasil.     David de Azambuja também criou a primeira escola de florestas do país, responsável pelos cursos de botânica sistemática, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, em 1944; e de dendrologia, anatomia da madeira e legislação florestal, no Instituto de Florestas, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, UFRRJ/IF, de 1967 até 1980, quando se aposentou. Faleceu em 01 de março de 2008, no Rio de Janeiro, após 90 anos de vida e 67 anos de dedicação às florestas brasileiras.

Prêmio Crea-RJ de Meio Ambiente 2024

O Prêmio Crea-RJ de Meio Ambiente é uma iniciativa do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), que há mais 25 anos reconhece e valoriza as ações que contribuem para a preservação, defesa e conservação do meio ambiente nas áreas da Engenharia, da Agronomia, da Geologia, da Geografia e da Meteorologia. O prêmio, que é concedido pelo Crea-RJ anualmente, desde 1998, destaca projetos e atitudes em prol do meio ambiente e da qualidade de vida e já homenageou diversas personalidades, instituições e entidades que se destacaram por seus projetos e atitudes em prol do meio ambiente e da qualidade de vida da população. A indicação dos nomes de personalidades, das instituições ou entidades à premiação poderá ser efetuada por qualquer pessoa ou organização vinculada ao Sistema Confea/Crea, por meio do preenchimento completo da Ficha de Indicação. Prevê-se, ainda, a premiação “Post Mortem”, sem qualquer número limite.

Catedral Metropolitana: ícone carioca completa 45 anos

A Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro, situada na Lapa, na capital fluminense, foi inaugurada no dia 15 de agosto de 1979. Um dos cinco monumentos mais visitados da cidade, a construção possui 75 metros de altura externa e 64 metros de altura interna, 106 metros de diâmetro externo e 96 metros de diâmetro interno, uma área total de oito mil metros quadrados e capacidade para abrigar 20 mil pessoas em pé ou cinco mil sentadas. Isso deve-se a influências do Concílio Vaticano II na arquitetura religiosa. A porta principal, de 18 metros, é decorada com 48 placas com baixo-relevo em bronze, tratando o tema fé. O monumento social, cultural e religioso, projetado pelo arquiteto Edgar de Oliveira da Fonseca, foi construído entre 1964 e 1979 e teve como inspiração a pirâmide Chichén Itzá – uma obra da civilização Maia localizada na Península de Yucatan, no México. Porém, ela possui forma circular e cônica, diferentemente da construção Maia, que tem a base quadrada.  Os quatro vitrais (64,50 x 17,80 x 9,60 metros cada\\), que parecem estar abraçados por fios de betão, simbolizam as quatro características da igreja: Una, Santa, Católica e Apostólica. A Una, em vitral verde, apresenta o bom pastor; a Santa, em vermelho, apresenta os santos; a Católica, em amarelo, apresenta as quatro raças e os quatro evangelistas; por fim a Apostólica, em vitral azul, apresenta o primeiro papa, São Pedro, e homenageia seus sucessores. No subsolo há o Museu de Arte Sacra, que conta com 5 mil peças, onde tem destaque a fonte usada para batizar os príncipes da Família Real, a estátua de N.S. do Rosário, o trono de D.Pedro II e a Rosa de Ouro concedida à Princesa Isabel pelo Papa Leão XIII celebrando sua assinatura do Ato de Abolição da Escravatura no Brasil.  Confira o vídeo Modernização Há alguns anos, a Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro investe em projetos de eficiência energética, com a finalidade de modernizar todas as instalações e equipamentos elétricos, para redução de energia. No bojo dessa ação, foi realizado o primeiro projeto luminotécnico em LED desenvolvido e instalado em um monumento da cidade, inaugurado em 1º de outubro de 2010. Realizado por equipes técnicas privadas e da Rioluz, seguindo as premissas de sustentabilidade, economia de energia e iluminação dinâmica propostas pela Catedral, o projeto consistiu em iluminar com 91 projetores de LED o corpo principal da igreja, o campanário, a estátua em homenagem ao Papa João Paulo II e a substituição da antiga iluminação do estacionamento. Detalhes do interior e exterior A catedral é dedicada ao padroeiro da arquidiocese, São Sebastião, mas também a Sant’Ana, padroeira secundária. Isso é visto através das esculturas de Humberto Cozzo, instaladas no fundo do presbitério. A sacristia fica atrás do presbitério e sobre ela foi construído um estrado com capacidade para coral, orquestra e órgão.  O seu interior é de mármore branco e nele estão representados painéis das Missões, desenhados pelo Irmão Paulo Lachenmayer. Entre a sacristia e o vitral dos fundos, fica a capela do Santíssimo Sacramento, com um grande sacrário e dois lampadários construídos por Nicolla Zanotto. Do lado de fora da sacristia, estão quatro quadros em alto-relevo feitos também por Cozzo, que construiu a cruz latina sobre o altar-mor, suspensa por dois cabos de aço. O mesmo escultor é o autor dos relevos do pórtico e da estátua de São Francisco de Assis, na entrada lateral direita da catedral. O pórtico principal, feito em cobre martelado, possui 48 alto-relevos em bronze. O campanário no exterior, construído cinco anos depois da catedral, é feito de concreto aparente, estruturado em quatro colunas inclinadas, que se encontram no topo, e forma a base de uma cruz. Os jardins são de Roberto Burle Marx. A construção da Catedral do Rio de Janeiro rompeu com a tipologia das igrejas coloniais. O Crea-RJ orgulha-se de ter sua sede no mesmo município que abriga essa obra, que traduz a grande ruptura entre o passado e o presente, mas sem deixar de integrá-los nos valores humanísticos que caracterizam a cidade.

Crea-RJ cria canal Exclusivo para atendimento a profissionais a partir de 65 anos

Com o objetivo de promover a sensação de valorização, pertencimento e um olhar mais aprofundado para as demandas dos profissionais mais experientes do Sistema Confea/Crea e Mútua, o Crea-RJ criou o canal Exclusivo, a fim de oferecer um atendimento diferenciado ao público a partir de  65 anos de idade.  Hoje existe um quantitativo de 20 mil profissionais ativos nesta faixa etária no Crea Rio de Janeiro. A criação do Exclusivo visa facilitar a vida deste público, que poderá fazer as suas solicitações por e-mail, WhatsApp ou telefone, evitando que se desloque até a sede do Conselho, no Centro do Rio, para solicitar serviços.   “Trata-se de um número expressivo de profissionais que têm uma vasta carreira dentro do mercado da Engenharia, da Agronomia e das Geociências. O Crea-RJ está prestando um reconhecimento a este público que já atingiu a idade de serem exclusivos para a gente”, afirma o Gerente das Regionais do Crea-RJ, Ronaldo Kampel.  De acordo com a  Coordenadora da Regional Metropolitana do Crea-RJ, Viviane Lustosa, o serviço é de extrema importância para facilitar o dia a dia dos profissionais que continuam exercendo suas atividades, porém não possuem familiaridade com as ferramentas disponibilizadas pelo Conselho.  “No estudo que realizamos, grande parte desse público trabalhou em grandes empresas, em que sempre existia uma pessoa que auxiliava com essas tarefas. Porém, ao se desligar dessa empresa, para trabalhar como autônomo ou em suas próprias empresas,  têm que se adaptar ao relacionamento com o Conselho. Desta forma, o Crea-RJ, através do atendimento exclusivo, facilita essa adaptação e fornece todo o apoio necessário, para que o profissional não tenha dificuldades para utilizar os nossos serviços”, completa Viviane Lustosa. Segundo Ronaldo Kampel, entre os serviços mais procurados por este grupo de profissionais que ainda está atuando fortemente no mercado de trabalho, destaque para o preenchimento de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e da solicitação da Certidão de Acervo Técnico (CAT).   Para usufruir do atendimento Exclusivo, o profissional a partir de 65 anos deve enviar e-mail para [email protected] e o telefone, que também funciona como WhatsApp, é o (21) 98491-7852.

CLAE/ENDEB 2024 – Congresso Latino-Americano das Engenharias e Encontro das Engenharias do Brasil – será realizado de forma inédita no Rio em formato podcast com apoio institucional do Crea-RJ

O 3° Congresso Latino-Americano das Engenharias (CLAE) e o 4° Encontro das Engenharias do Brasil (ENDEB) de 2024 serão realizados conjuntamente,  de forma inédita, em formato podcast no Rio de Janeiro. O evento acontecerá no dia 15 de agosto, das 8h às 18h, no estúdio do Centro de Negócios RJ+ da Associação Comercial do Rio de Janeiro, com transmissão online pelos canais da Play Produções e RJ+ Centro de Negócios da ACRJ. Com o apoio institucional do Crea-RJ, o evento terá como tema: “Engenharia para um Futuro Sustentável na Era Digital: Integração de Infraestrutura Inteligente, ESG, 5G e Cibersegurança em Resposta à Força-Tarefa da Mudança do Clima do G20”.  “Como representante da Engenharia, da Agronomia e das Geociências, o Crea-RJ tem de estar na vanguarda da inovação. Estamos acompanhando de perto a atualização da tecnologia e nos preparando para fiscalizar, por exemplo, a área de energias renováveis. Por isso a importância do Crea-RJ estar participando deste evento”, afirma o Superintendente Técnico do Crea-RJ, Leonardo Dutra. De acordo com Yago Porto, CEO e fundador da Play Produções, produtora que gere o evento, o objetivo é oferecer ao público conhecimento, integridade e capacitação profissional.  “Desde o ano passado, resolvemos unir os dois eventos (CLAE e ENDEB), que são voltados para profissionais, estudantes e simpatizantes das engenharias de todos os países que compõem a América Latina. Esperamos que alcance este ano o maior público de sua história. E estamos muito felizes com o apoio institucional do Crea-RJ, diz Yago. A diretora de Comunicação da Play Produções e embaixadora nuclear da Associação Brasileira de Energia Nuclear, Nathalie Gaiotti, completa: “O CLAE/ENDEB é um convite a uma jornada de descobertas, inovação e diálogo sobre como a Engenharia liderará  o caminho para um futuro sustentável e digital. Nesta edição inédita em forma de podcast, permitirá o intercâmbio entre as indústrias e o comércio, intensificando conexões”. O evento conta com alianças estratégicas que destacam a relevância da Engenharia no cenário global, incluindo a parceria com o RJ+ da ACRJ e o Rio Capital do G20, consolidando o congresso como um marco significativo na Engenharia latino-americana, promovendo a troca de conhecimentos e impulsionando a inovação.  As inscrições podem ser feitas no link a seguir: https://www.sympla.com.br/evento-online/clae-endeb-2024/2563947 Confira a programação.