Crea-RJ realiza workshop online sobre desafios logísticos e financeiros

O Crea-RJ, por meio dos programas Progredir e CreaJr-RJ, promoverá o workshop “Superando Desafios Logísticos e Financeiros com o Planejamento Líquido”, ministrado pelo engenheiro eletricista Marcus Possi. O evento ocorrerá de 11 a 25 de novembro, no formato online, sempre das 19h às 21h. Esse workshop é uma oportunidade para aprimorar habilidades de planejamento e gestão em logística e finanças, abordando estratégias que facilitam a adaptação aos desafios do mercado. Voltado para profissionais e estudantes interessados no desenvolvimento contínuo. Inscrições e informações! 

Voluntariado de Geólogos em Desastres em debate no Crea-RJ

O Crea-RJ vai realizar o evento “Voluntariado de Geólogos em Desastres”, uma resposta à crescente importância da atuação de geólogos voluntários em desastres, como o ocorrido por ocasião das enchentes no Rio Grande do Sul, em abril de 2024. Essa participação tem se tornado frequente e apresenta desafios profissionais, éticos e sociais, carecendo de debates, diretrizes e direcionamentos.  Assim, a Câmara Especializada de Geologia e Engenharia de Minas do Crea-RJ, em parceria com entidades de classe de representação da Geologia (SBG/RJ-ES, ABGE-NRRJ, ABMGeo e APG-RJ), vai reunir profissionais e especialistas da área para discutir e apontar caminhos sobre o assunto, ampliando o entendimento sobre suas responsabilidades e desafios. O encontro, que tem vagas limitadas, vai acontecer na sede do Crea-RJ, no dia 14 de novembro, das 14h às 18h. Confira a programação e inscreva-se

Dia do(a) Servidor(a) Público(a)

No dia 28 de outubro, celebra-se o Dia do Servidor Público, data instituída por Getúlio Vargas por meio do Decreto-Lei nº5.936, de 28 de outubro de 1943. A data não é um feriado nacional mas é caracterizada por ser um ponto facultativo, ou seja, quando  a decisão de suspender ou não o período de trabalho é feita pelo empregador ou é por cada órgão público, podendo ser este federal, estadual e municipal.  O servidor  Profissionais responsáveis por servir à população, ao prestar serviços e promover ações políticas, fortalecendo a democracia, os servidores públicos atuam em órgãos e entidades governamentais, como em prefeitura, tribunais e assembleias. Também podem trabalhar, por exemplo, nas áreas seguintes áreas:  – Saúde: médicos, enfermeiros e agentes;  – Judiciária: escreventes, oficiais de justiça e analista judiciários; – Educação: professores e assistentes; – Fiscal: auditores e fiscais.  Os cargos podem ser comissionados, efetivos, vitalícios e isolados.  O comissionado, chamado também como “cargo de confiança”, é temporário, não precisa passar por concurso e pode ser ocupado por indivíduos sem vínculo com os órgãos públicos, sendo uma estrutura independente e são comumente executados por alguma autoridade pública. São atribuídas posições de chefia, administração, gestão ou assessoramento. O cargo comissionado pode ser criado ou extinto de acordo com as necessidades da administração. O cargo efetivo oferece estabilidade financeira a esses indivíduos ao serem aprovados por meio de concurso público, sendo oficializada com a publicação de portaria no Diário da União. O vitalício é um cargo especial, no qual a pessoa permanece até a aposentadoria e são concedidos a servidores públicos que ocupam cargos de alta responsabilidade como magistrados e ministros dos Tribunais de Conta.  Cargos isolados não correspondem a nenhuma classe específica, sendo uma exceção na administração pública, já que é necessário que as funções sejam ordenadas. Um exemplo de cargo isolado é o de técnico de apoio administrativo, responsável por organizar arquivos, coordenar o trâmite de documentos e processos dentro do órgão e elaborar documentos.  Origem da data Antes da data de 1943, Getúlio Vargas já havia criado o dia do  Conselho Federal do Serviço Público pela Lei 284, de 28 de outubro de 1936, também no Governo de Vargas.  Já em 30 de julho de 1938, ele criou o Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP), através do Decreto-Lei nº579. Este setor era encarregado de estudar, reorganizar e inspecionar a administração pública, já previsto na Constituição de 1937, durante o Estado Novo, subordinado à Presidência da República. Os direitos e deveres dos servidores públicos vieram em 28 de outubro de 1939, com Decreto-Lei nº1713 para, finalmente, tornar-se o Dia do Servidor Público.  O serviço público brasileiro foi criado a partir da chegada da Família Real Portuguesa, em 1808. ao ver a necessidade de desenvolvimento do país. Após a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, a importância e valorização desses profissionais começaram a ganhar destaque, porém só no século XX, já no governo Vargas, que são efetivamente elaboradas leis, garantias e deveres para os servidores. Na atual Constituição de 1988, pela Lei 8.112 de 1990, houve estabilidade na continuidade da prestação de serviço público, baseadas nos princípios constitucionais.  Primeira mulher servidora pública do Brasil A primeira mulher a ser servidora pública no país foi Joana França Stockmeyer, que trabalhou na Imprensa Nacional como monotipista, durante o período de 1892 a 1940. Outro nome que também merece destaque é o de Maria José de Castro Rebello. Baiana de 27 anos, em 1918, foi aprovada em primeiro lugar na área diplomática, apesar de ter seu pedido de inscrição rejeitado pelo Ministério das Relações Exteriores, sendo revogado posteriormente por Ruy Barbosa. Ela levou a criação do primeiro banheiro feminino no Palácio do Itamaraty. Atualmente, existe um prêmio do Ministério das Relações Exteriores em sua homenagem, com o objetivo de estimular mulheres estudantes e pesquisadoras a escreverem sobre política externa e relações internacionais.  Crea-RJ e a prestação de serviços O Crea-RJ é uma autarquia pública federal que atua na fiscalização, controle e orientação das atividades profissionais de Engenharia, Agronomia e das Geociências, valorizando a ética e o melhor desenvolvimento e segurança dos serviços relacionados a essas áreas, que estruturam e inovam a sociedade.  Assim, o Crea-RJ, como prestador de serviços para a sociedade, parabeniza seus servidores e todos os outros, profissionais que garantem aos cidadãos os mais diversos atendimentos necessários para o funcionamento da vida em sociedade. 

Parabéns ao município de Itaocara, por seus 134 anos!

A Aldeia da Pedra, antigo nome de Itaocara, foi fundada pelo capuchinho italiano frei Tomaz e era habitada pelos índios Puris e Coroados, que viviam em constantes conflitos. Com o intuito de controlar a situação, seguiram para a localidade o frei Ângelo Maria de Luca e frei Vitório Cambiasca, iniciando o processo de colonização. O povoado foi instalado em 1809, com a denominação de São José de São Marcos, em homenagem ao Vice-Rei, mas os habitantes acabaram optando pelo nome de Aldeia da Pedra, em virtude de um penhasco que ficava defronte, do outro lado do rio Paraíba. O aldeamento, criado para separar os índios Puris dos Coroados, veio a se tornar justamente o ponto de aldeamento das duas tribos unidas pelo batismo. A aldeia já se chamava então São José de Lenissa da Aldeia de Pedra quando, em 19 de abril de 1850, em virtude de autonomia concedida à Vila de São Fidélis, desmembrada de Campos, passou a fazer parte da referida vila, juntamente com freguesia de Santo Antônio de Pádua. O topônimo Itaocara, é um vocábulo tupi formado dos termos: ita, que quer dizer “pedra” e ocara, “praça, terreiro”. No século XIX e início do século XX, como ocorrido em todo o interior do estado, recebeu significativa mão de obra de imigrantes, sobretudo de origem síria e libanesa. O Crea-RJ parabeniza Itaocara por seus 134 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Fonte: Câmara Municipal de Itaocara

Dia do(a) Engenheiro(a) Agrícola

Dia do Engenheiro Agrícola A Engenharia Agrícola é uma área do conhecimento que se dedica ao estudo, projeto, desenvolvimento, implantação e gerenciamento de sistemas de produção agrícola. É uma profissão regulamentada no Brasil pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia. A profissão é uma das que mais tem crescido no mundo da Engenharia, juntamente com a agropecuária e a Agronomia. Os profissionais que trabalham nessa área são cada vez mais fundamentais para o aumento da quantidade e qualidade na produção de alimentos. Vale lembrar que o Brasil é um dos países que mais produz alimentos no mundo. O Dia do(a) Engenheiro(a) Agrícola é comemorado em 27 de outubro. Essa data foi escolhida porque, nesse mesmo dia, em 1972, o primeiro curso de Engenharia Agrícola foi aprovado na Universidade Federal de Pelotas. Graduação  A graduação em Engenharia Agrícola é um curso de nível superior que forma profissionais capazes de aplicar princípios da Engenharia no setor agrícola. O engenheiro agrícola trabalha com tecnologias e técnicas para otimizar a produção agropecuária, sempre buscando sustentabilidade e eficiência. O curso geralmente tem duração de cinco anos (ou 10 semestres), sendo oferecido em regime integral em muitas universidades. A graduação é composta por disciplinas teóricas e práticas, abrangendo áreas fundamentais da Engenharia e das Ciências Agrárias. Esse curso é voltado para a eficiência no uso dos recursos naturais, desenvolvimento de tecnologias e aumento da produtividade agrícola, sempre com uma preocupação ambiental. Pós-Graduação  A pós-graduação em Engenharia Agrícola oferece oportunidades para que os profissionais aprimorem suas habilidades, desenvolvam novas tecnologias e se tornem especialistas em diversas áreas ligadas à agricultura e à sustentabilidade, como: O mestrado e o doutorado são voltados para aqueles que desejam atuar em pesquisa ou se tornar professores universitários, enquanto a especialização atende profissionais que buscam uma aplicação prática no mercado de trabalho. O Crea-RJ parabeniza todos os profissionais ligados à Engenharia Agrícola por transformarem o campo com inovação, tecnologia e sustentabilidade, promovendo um futuro mais eficiente e produtivo para todos. Confira o vídeo!

Dia do(a) Engenheiro(a) Civil, da Construção Civil e do Patrono da Engenharia Civil, Frei Galvão

A Engenharia Civil é a área da Engenharia dedicada ao planejamento, projeto, construção e manutenção de infraestruturas essenciais, como edifícios, estradas, pontes e sistemas de água e esgoto. Os engenheiros civis desempenham um papel crucial na segurança, funcionalidade e sustentabilidade das obras, impactando diretamente a qualidade de vida da população e o desenvolvimento econômico do país. Os profissionais utilizam conhecimentos de matemática, física e ciências dos materiais para garantir que as obras sejam seguras, funcionais e sustentáveis. Além disso, fatores como meio ambiente e impacto social são avaliados durante o desenvolvimento dos projetos. A atuação desses profissionais é fundamental para o crescimento urbano e rural, assegurando que toda população tenha acesso a serviços básicos de infraestrutura de forma adequada. O curso de Engenharia Civil foi regulamentado pelo Ministério da Educação – MEC, e as atividades desempenhadas pelos profissionais formados na área foram normatizadas pela Resolução No 218, publicada em 29 de junho de 1973 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). Em 25 de setembro, comemora-se o Dia do(a) Engenheiro(a) Civil. A data foi oficialmente estabelecida pela Lei no 13.359/2016 como o Dia Nacional do Patrono da Construção Civil e dos Profissionais da Engenharia Civil. Esse dia foi escolhido em homenagem à beatificação de Frei Antônio de Sant’Ana Galvão, que é o padroeiro da construção civil no Brasil. Quem foi Frei Galvão?  Membro da Ordem Franciscana Menor, São Frei Galvão nasceu em Guaratinguetá (SP), em 1739. Foi assistente de pedreiro e mestre-de-obras, erigindo edificações de real valor arquitetônico e em sólidas bases estruturais, sendo reconhecido como Patrono da Construção Civil e como o primeiro santo do país. Por 28 anos, trabalhou na edificação do Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência (1774 a 1788), atual Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz (de que foi também fundador) e da Igreja de Nossa Senhora da Luz (1788 a 1802), da qual foi também autor do desenho de sua fachada.  O complexo do Mosteiro da Luz, que compreende a igreja, o convento das Irmãs Concepcionistas (claustro), o túmulo e o memorial de Frei Galvão, entre outras edificações, foi declarado pela Unesco Patrimônio Cultural da Humanidade e considerado, pela prefeitura de São Paulo, a mais importante construção arquitetônica colonial paulistana do século XVIII. São Frei Galvão faleceu em 23 de dezembro de 1822.  Graduação em Engenharia Civil O curso de Engenharia Civil, confere o título de bacharelado e possui duração média de cinco anos. Trata-se de uma jornada que prepara os estudantes para se tornarem especialistas no planejamento, projeto, construção, operação e manutenção de edificações e de infraestruturas. No período da graduação, os alunos têm aulas de Cálculo, Física Experimental, Mecânica, Resistência de Materiais, Química e Desenho Técnico. Os estudantes também têm a chance de fazer estágios em empresas do setor, onde podem aplicar seus conhecimentos em situações práticas, desenvolvendo habilidades essenciais e adquirindo uma compreensão detalhada das operações cotidianas da indústria de Engenharia Civil. Pós-graduação em Engenharia Civil A pós-graduação em Engenharia Civil, assim como os programas de mestrado e doutorado, oferece diversas oportunidades para o profissional se desenvolver, aplicando habilidades e competências essenciais dentro de empresas do ramo. Esses cursos aprofundam a compreensão dos princípios fundamentais da Engenharia, abordando temas como estruturas, geotecnia, saneamento, transporte e gestão de projetos. O Brasil, com seu crescente mercado de construção civil, demanda profissionais qualificados em diversas regiões, especialmente nas áreas urbanas em expansão. Engenheiros civis formados têm oportunidades de trabalho em empresas de construção, consultorias, órgãos públicos, universidades e institutos de pesquisa. Além disso, podem atuar em projetos de infraestrutura sustentável e conservação ambiental, contribuindo para o desenvolvimento de cidades mais resilientes e eficientes. A Engenharia Civil possui uma gama de especializações que podem ser focadas em diferentes áreas e o profissional pode se especializar nas seguintes áreas: – Gestão em Construção Civil: o gestor atua como coordenador da obra. Em um município, por exemplo, um engenheiro pode ser contratado para apoiar a administração urbana, abrangendo áreas como o planejamento de tráfego e saneamento. Ele é responsável por liderar e motivar as equipes, garantir a segurança e monitorar a produtividade, assegurando que tudo siga conforme o planejado. – Geotecnia: em um curso de Geotecnia, o profissional se especializa principalmente no estudo do solo e seu comportamento. Sua função é assegurar que as intervenções realizadas sejam feitas de forma adequada, para que as construções mantenham a segurança necessária. – Perícia na Construção Civil: esse especialista pode trabalhar na Justiça Federal e Estadual, ajudar bancos na avaliação de imóveis para financiamentos, e analisar questões relacionadas a construções. Ao concluir o curso, o aluno estará preparado para elaborar laudos técnicos que avaliam bens móveis e imóveis de acordo com a legislação e normas da ABNT, além de identificar e relatar seus problemas. O Crea-RJ parabeniza todos os profissionais ligados à Engenharia Civil, que com seus conhecimentos e competências técnicas, trabalham em busca de um futuro mais seguro e sustentável para todos. Confira o vídeo

Parabéns ao município de Miguel Pereira, por seus 69 anos!

A história do atual município de Miguel Pereira está vinculada à de toda a região de Vassouras, da qual ele fazia parte. Naquela região, no ‘Caminho Novo do Tinguá’, nas proximidades da margem direita do rio Paraíba do Sul, se erigiu a vila, mais tarde cidade de Vassouras e, em bifurcação, se atingia a roça do Alferes, onde se desmembraria a do Pati, que seria a primitiva sede municipal Pati do Alferes. Esse roteiro, que partia do Rio de Janeiro, ganhava, depois de transposta a serra, a roça de Marcos da Costa, Roça do Alferes, confirmando, assim, a penetração através do território do atual Município, pois a sesmaria de Marcos da Costa se localizava nas proximidades das cabeceiras do rio Sant’Ana. Essa região alcançou grande prosperidade, graças à mão de obra escravizada, e sentiu os efeitos da abolição, assim como quase todos os municípios fluminenses, provocados pela falta de braços para os trabalhos do campo. Por volta de 1878, já se cogitava da construção de uma estrada de ferro, que partindo de Belém (atual Japeri), fosse terminar em Pati do Alferes. Em 15 de março de 1882 o Governo Federal assinou contrato, determinando a passagem ferroviária pelos vales do rio Sant’Ana e ribeirão de Ubá. O primitivo nome da localidade era Barreiros. Por ali passavam, na época, tropas de burros, que ficavam atolados, em virtude da grande quantidade de barro existente no local. Depois que se construiu a Estrada de Ferro Melhoramentos do Brasil, por volta de 1898, vencida já a serra, a localidade passou a chamar-se Fazenda da Estiva. Em 1918, seu topônimo foi mudado para Professor Miguel Pereira, ilustre figura da medicina brasileira que, com a saúde abalada, ali residiu durante vários anos. O Crea-RJ parabeniza Miguel Pereira por seus 69 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Fonte: Câmara Municipal de Miguel Pereira

Crea-RJ comemora o Dia do(a) Meteorologista com palestra sobre o papel da profissão no setor elétrico

Para celebrar o Dia do Meteorologista, o Crea-RJ promoverá, no dia 25 de outubro, a palestra “O papel do Meteorologista no Operador Nacional do Sistema Elétrico”, ministrada pela meteorologista Christiane Osório, do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O encontro ocorrerá no auditório do DER-RJ (Avenida Presidente Vargas, 1100, 14º andar) , das 14h às 17h, e abordará a importância da atuação dos meteorologistas na gestão eficiente e segura do sistema elétrico brasileiro. O evento, que é voltado para profissionais, estudantes, empresas, entidades de classe e instituições de ensino, tem o objetivo de apresentar, sob uma visão técnica e estratégica, como a Meteorologia influencia diretamente a área energética e como é essencial para o seu planejamento e prevenção de interrupções.  Confira a programação e inscreva-se!

Presidente do Crea-RJ empossa mais nove inspetores que vão atuar na região de Niterói

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ), engenheiro Miguel Fernández, empossou nesta sexta-feira, dia 18 de outubro, mais nove inspetores, desta vez da Região Metropolitana do Rio ao leste da Baía de Guanabara, onde vivem cerca de dois milhões de pessoas. A posse foi realizada na sede da Associação Fluminense de Engenheiros e Arquitetos (AFEA), na Rua das Rosas, em Itacoatiara, Região Oceânica de Niterói.  Com essa posse, chega a 107 o número de inspetores nomeados pela atual gestão. Os inspetores do Crea-RJ atuam como representantes do Conselho junto a entidades públicas e privadas de suas regiões, colaborando também com a fiscalização do exercício legal das profissões do Conselho. A nomeação é publicada em Portaria do Crea, mas os inspetores atuam como voluntários, sem remuneração. Em seu discurso, o presidente do Crea-RJ destacou a importância de a entidade atuar cada vez mais como protagonista na defesa dos interesses dos profissionais, das empresas e das entidades de classe do setor. “Não podemos ser um espaço cartorário que funciona mal. Estamos trabalhando arduamente para mudar essa realidade. Estamos implantando um processo de informatização pesado. O Crea-RJ tem que ser protagonista na defesa dos interesses do nosso setor, das empresas, dos profissionais e das entidades. Um inspetor é um cargo honorífico, um trabalho voluntário pela causa das engenharias. O papel do inspetor é importante para dar capilaridade ao Crea e encaminhar as demandas de cada região”, afirmou Miguel Fernández, que agradeceu a presença de todos e elogiou um dos inspetores nomeados, Piero de Matos Cabral, por ter sido um dos vereadores mais votados na eleição de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Ele é o atual presidente da Câmara de Vereadores de São Gonçalo e foi reeleito pelo Republicanos. Além do presidente do Crea-RJ, participaram da solenidade de posse o presidente da Associação Fluminense de Engenheiros de Arquitetos, Ronaldo Tarcsay; o superintendente técnico do Crea-RJ, o engenheiro Leonardo Dutra; o diretor-geral da Mútua RJ, Jamerson Freitas; o gerente regional de atendimento, Ronaldo Kampel; os professores da Escola de Engenharia da UFF, James Hall e Antônio Carlos Sá de Gusmão; o secretário municipal de defesa civil e geotecnia de Niterói, Eric Almeida de Oliveira; e o chefe de gabinete da presidência, Rodrigo Machado, que atuou como mestre de cerimônias. Foram empossados os seguintes profissionais: Lincoln Thomaz da Silveira e Paulo Roberto Sad da Silva (Niterói); Carlos Mike Monteiro, Francisco de Assis Silva Argolo e Piero de Matos Cabral (São Gonçalo); Raone Miranda Soares e Romulo Gonçalves Luzio (Magé); e Elielson Teixeira da Silva e Matheus de Souza Santos (Itaboraí).  Do grupo, um dos veteranos é o engenheiro civil Lincoln Thomaz da Silva, que é inspetor do Crea-RJ há cerca de 20 anos: “A expectativa é muito boa com a nova gestão. O presidente tem ideias novas e diferentes Infelizmente as decisões não são tomadas por engenheiros e nós temos que nos organizar para defender os interesses do setor. Estamos aqui para ajudar”, diz o inspetor Lincoln Thomaz da Silva, diretor de Obras especiais da Prefeitura de Niterói, desde 2013. Funcionário de carreira da Fundação Departamento de Estradas de Rodagem, Lincoln é cedido à prefeitura.  Formado em engenharia de controle de automação em 2021, Matheus de Souza de Santos, de 27 anos, é um representante da nova geração. “A função do inspetor é facilitar a comunicação entre as instituições, tanto educacionais e privadas, e o Crea-RJ, visando lidar com as novas tecnologias”, afirmou Matheus, de Itaboraí, pela primeira vez como inspetor do Crea-RJ.

Presidente do Crea-RJ defende parceria com a Aneel para evitar apagões na rede elétrica do Rio

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), engenheiro Miguel Fernández, está convencido de que é possível prevenir no Rio de Janeiro um apagão como o que aconteceu em São Paulo e durou mais de sete dias. Em entrevista a Sidney Rezende, do Jornal da Tupi, na Super Rádio Tupi (FM 96,5), na tarde desta quarta-feira, dia 16, Fernández afirmou que pretende criar uma plataforma para monitorar todas as operações de manutenção do sistema de fornecimento elétrico, por meio de um acordo de cooperação técnica com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “É fundamental termos um inventário, um acompanhamento do que está acontecendo, qual foi o ano de implantação de determinado equipamento, qual o serviço de manutenção que vem sendo feito periodicamente, qual o melhor período de troca de equipamentos. Informações como essas ajudam o tomador de decisão e para o próprio controle da manutenção. Essa tem sido nossa proposta junto à Aneel”, informou Miguel Fernández, observando que o acordo ainda não foi efetivado pelo fato de o Crea ser regional e a Aneel ser nacional.  Apesar disso, o presidente do Crea-RJ informou que a fiscalização do órgão já está acionando todas as fornecedoras de energia elétrica do estado do Rio. Indagado pelo jornalista e apresentador Sidney Rezende se o apagão ocorrido em São Paulo pode se repetir no Rio de Janeiro, o presidente do Crea-RJ reconheceu que há essa possibilidade. “A Enel – concessionária de energia de São Paulo – é responsável pela concessão no fornecimento de energia elétrica de praticamente dois terços dos municípios do Rio de Janeiro. Então, a gente fala de um problema que infelizmente está atrelado a uma questão de condição climática extrema, mas a Engenharia existe exatamente para mitigar e evitar essas consequências”, explicou Fernández. Participaram do programa o jornalista Maurício Bastos e o comediante Marcelo Madureira, que é formado em Engenharia de Produção pela UFRJ, em 1983. Para prevenir a incidência de apagões no estado do Rio, Miguel Fernández reforçou a importância de ser feito diariamente um monitoramento da manutenção do sistema elétrico. “É necessário ter um inventário. Nossa ideia é criar essa plataforma, onde a gente possa ter um inventário, onde cada serviço de manutenção seja apontado ali, georreferenciado, com a Anotação de Responsabilidade Técnica, quem é o profissional, para que a gente possa acompanhar o que está acontecendo e a fiscalização seja feita de forma mais inteligente “, explicou Fernández. Em visita aos estúdios da Super Rádio Tupi, o presidente do Crea-RJ destacou a importância da manutenção dos serviços de fornecimento de energia elétrica, pois “a falta de energia em grandes regiões dificilmente se dá por queda de árvore, mas, sim, por problemas que têm a ver com a Engenharia de Manutenção”. “A primeira coisa que a gente tem que entender é que um sistema elétrico precisa tanto de manutenção preventiva quanto de obras que garantam redundância também para o fornecimento de energia. Então, é esse controle de acompanhamento se a manutenção preventiva está sendo realizada de forma adequada, por empresas que são devidamente registradas e habilitadas, por profissionais com essa devida competência”, afirmou Miguel Fernández, lembrando que no Rio já foram registrados problemas com a Light, que resultaram na falta de energia na Ilha do Governador, bairro da Zona Norte da cidade.  Fernández acrescentou que o monitoramento da manutenção permite mitigar os problemas: “Existe um desafio muito grande para Engenharia, que muitas vezes não é debatido de forma adequada, sobre a vida útil de um material, de um equipamento, de uma obra até. A gente considera que aquilo é eterno e muitas vezes não entende que aquilo tem um tempo de durabilidade. Equipamentos eletroeletrônicos têm uma vida útil mais curta. Não só pela questão da atualização, mas pelo próprio desgaste natural. Então, você tem um momento em que fazer manutenção inclusive não adianta mais. Tem que comprar um equipamento novo. Esse debate é muito complexo e muitas vezes não está na equação das concessões”, observa o engenheiro Miguel Fernández. O comediante Marcelo Madureira, que participa como comentarista do Jornal da Tupi, perguntou ao presidente do Crea-RJ sobre a questão das redes de transmissão de energia subterrâneas que alcançam apenas 11% da cidade do Rio de Janeiro. O engenheiro Miguel Fernández explicou que “a rede subterrânea é indiscutivelmente melhor”, mas destacou que problemas de falta de energia em grandes cidades dificilmente ocorre por queda de árvores, mas, sim, por problemas de Engenharia de Manutenção.