Parabéns ao município de Campos dos Goytacazes, por seus 190 anos!

Com a mais vasta área do estado do Rio de Janeiro, os campos dos índios goitacases (termo que, trazido para o português, pode significar “corredores da mata” para uns ou “índios nadadores” para outros) faziam parte da capitania de Pero de Góis da Silveira, conforme consta da carta de doação de 28 de agosto de 1536. 

Com o objetivo de ocupar a área, foi implantado um núcleo populacional, à margem direita do rio Itabapoana, chamado vila da Rainha, que não prosperou devido aos constantes ataques dos índios. Mais tarde, o rei de Portugal determinou que o governador do Rio de Janeiro dividisse as terras da capitania e distribuísse sesmarias entre os colonos. Assim, divididos os quinhões, foram erguidos dois currais: um no Campo Limpo, à margem da lagoa Feia, e outro na ponta de São Tomé. 

Posteriormente, Salvador Corrêa de Sá e Benevides, governador do Rio de Janeiro, conseguiu a doação das terras da capitania de São Tomé para seus filhos, Martim Corrêa de Sá e Benevides e João Corrêa de Sá. Em poucos anos, a povoação prosperou, a área foi emancipada e instalada a vila de São Salvador. 

Grande parte do município foi ocupada, a princípio, por criadores de gado. Posteriormente, a região progrediu com a cultura da cana-de-açúcar, e o vilarejo foi elevado à categoria de cidade em 1835, com o nome Campos dos Goytacazes. O aparecimento da ferrovia, em 1837, facilitou a circulação, transformando o município em centro ferroviário da região. 

A grande riqueza de Campos no século XIX pode ser creditada à expansão da produção açucareira, inicialmente apoiada nos engenhos a vapor, mais tarde substituídos por usinas. Em 1875, a região contava com 245 engenhos de açúcar e, por volta do ano de 1879, foi construída a primeira usina, batizada como Usina Central do Limão. Entretanto, várias dessas antigas usinas fecharam ou foram absorvidas pelas maiores em anos recentes, concentrando-se a produção em menor número de estabelecimentos. 

A pecuária sempre manteve papel importante na economia da região e o café foi responsável pela prosperidade dos antigos distritos de Cardoso Moreira e Italva, atualmente desmembrados de Campos. No nordeste do município, hoje predomina o gado leiteiro. A descoberta de petróleo e gás natural na plataforma continental da bacia de Campos tem propiciado o aumento significativo da receita municipal, por meio do recebimento de royalties e participações especiais.

O Crea-RJ parabeniza Campos dos Goytacazes por seus 190 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! 

Fonte: TCE/RJ – Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro

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