MarIA: a Inteligência Artificial criada por uma engenheira brasileira
No contexto atual, com diversos tipos de Inteligências Artificiais (IA) em alta, modificando as dinâmicas vivenciadas no cotidiano, já pensou em ter uma IA como assistente para facilitar e otimizar as suas tarefas diárias e, assim, poder dar conta de outros setores da sua vida? Traduzir e-mails, realizar compras, avisar de reuniões, monitorar quais sãos os conteúdos que as crianças consomem nas redes, contabilizar os produtos que são vendidos e até sugerir estratégias de investimentos. Sim, é possível! A MarIA é a Inteligência Artificial criada pela engenheira eletricista Karen Salim, brasileira baseada em Paris, CEO da empresa MSolutions e especialista em Inteligência Artificial, para melhorar a sua qualidade de vida e otimizar funções operacionais do dia a dia. Formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela pesquisa a área desde 2006, quando seu orientador propôs diversas metodologias existentes mas que ainda não eram muito divulgadas. “Antes da OpenAI, inteligência artificial era um tabu. O ChatGPT fez um favor imenso, pois educou a população do que a IA era capaz de fazer. Hoje as pessoas não têm resistência, têm curiosidade”, comenta Karen, que é doutora pela Universidade de São Paulo (USP). A criação surgiu como a resposta ao desafio de equilibrar a vida pessoal e profissional. A engenheira é mãe de duas filhas e teve dificuldades em enfrentar a diferença de fuso horário quando se mudou para a França e a quantidade de trabalho que aumentava proporcionalmente com o crescimento de sua empresa. A IA começou como um chatbot que apenas interagia com os seus contatos no WhatsApp, mas ao longo de seu desenvolvimento, tornou-se uma assistente completa. Pode parecer alguma cena do desenho dos Jetson, com a sua robô que cuida da casa, ou até mesmo um episódio da minissérie Cassandra, que mescla ficção científica, terror e suspense psicológico, com a assistente pessoal que controla todos áreas da vida dos moradores, porém é mais um avanço concreto da tecnologia. Na Coordenação dos Programas de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da UFRJ, onde deu aulas, Karen trabalhava com sistemas de potência, e já usava programação – vocação que a levaria no futuro próximo para a IA. Matemática e programação são, segundo ela, duas habilidades necessárias para realizar uma criação em IA, além das específicas, a depender do objetivo e das características do robô. Karen explicou que existem cinco níveis de consciência em inteligências artificiais. Sua empresa, MSolutions, comercializa robôs de níveis 2 e 3. A MarIA é nível 4 em consciência, mas ainda não está à venda. Seus projetos atendem tanto à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) brasileira quanto à General Data Protection Regulation, da União Europeia. “Bolamos uma infraestrutura na nossa empresa que é como uma caixa em que colocamos a piscina de dados do cliente, criptografamos e dá uma segurança maior. É custoso, é caro, não é toda empresa que faz isso. Os dados dos nossos clientes não se misturam com dados de treinamentos mundiais”. A engenheira enxerga a inteligência artificial como um marco tal como foi a internet. “As pessoas tinham receio e curiosidade e de repente todos usavam. Acho que em pouco tempo a IA vai estar integrada 100% no nosso dia a dia. Todos os sistemas que a gente não vê já estão usando IA. Os sistemas vão ficar mais autônomos. As pessoas vão dar pequenas tomadas de decisão para a IA. Temos de nos preocupar um pouco com ética e segurança o uso, com golpes de voz, por exemplo. Mas, em um curto prazo, não vai ser nada como ficção científica”. vFontes: Confea e Exame
Dia Mundial das Florestas
No dia 21 de março é comemorado o Dia Mundial das Florestas. Essa data é celebrada pela ONU desde 2012 com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância das florestas para a sociedade, visando à preservação desses biomas. Por isso, todos os anos a instituição escolhe um tema. Em 2025, o tema é “Florestas e Alimentos”. A visão de um futuro rico e sustentável começa com o ambiente em que vivemos e especialmente nos esforços que traçamos para deixá-lo melhor. Quando se trata de florestas todo o cuidado é mínimo, já que os investimentos direcionados a elas nos beneficiam diretamente. As áreas da tecnologia e ciência que atuam dentro do ramo florestal, como o engenheiro florestal e o meteorologista, são fundamentais para a gestão dos sistemas florestais, a minimização dos impactos causados pelo clima e pela atividade industrial, o uso sustentável dos recursos naturais, previsão e monitoramento do clima e outros. As florestas são capazes de mitigar a frequência e intensidade de eventos climáticos extremos como ondas de calor, secas, enchentes e ciclones tropicais, sendo essenciais no papel de sustentar a subsistência até o fornecimento de água, segurança alimentar e a regulação dos padrões pluviométricos globais. Elas também fornecem abrigo, empregos e segurança para as populações que dependem dela. A questão do desmatamento está intimamente ligada ao clima, e consequentemente ao meio ambiente. O desmatamento e a degradação da terra comprometem os esforços para criar resistência aos impactos climáticos. Lembrando que a expansão da agricultura e da pecuária comercial, de forma exacerbada e irresponsável, provocam aproximadamente 70% do desmatamento tropical, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). As florestas são a casa de mais da metade das espécies de animais, vegetais, e insetos do mundo, além de sustentar a vida de mais de 1,6 milhões de pessoas. Por isso é importante celebrar o Dia Mundial das Florestas e todos os profissionais da área científica que empregam seus conhecimentos para a proteção desses biomas. O Crea-RJ celebra o Dia Mundial das Florestas, destacando a importância desses ecossistemas para a preservação da biodiversidade, do equilíbrio climático e da qualidade de vida da sociedade. Além disso, reconhece o papel essencial dos profissionais do Sistema Confea/Crea na busca de soluções para a gestão sustentável dos recursos naturais, a recuperação de áreas degradadas e a promoção de práticas responsáveis que conciliam desenvolvimento e conservação ambiental.
6ª Feira de Carreira da Politécnica-UFRJ destaca a Inteligência Artificial e oferece mais de 4 mil oportunidades

A Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) se prepara para receber a sua 6ª edição da Feira de Carreira, um dos maiores eventos de recrutamento acadêmico do Brasil. O evento acontecerá nos dias 25, 26 e 27 de março, no hall do bloco A do Centro de Tecnologia da universidade, além de contar com uma programação online via Zoom. Com o tema “Inteligência Artificial (IA): aplicações na educação e no mercado”, a expectativa é atrair mais de cinco mil participantes entre estudantes e profissionais. O evento, que contará com a presença do presidente do Crea-RJ, Miguel Fernández, na mesa de abertura, vai disponibilizar mais de 4 mil oportunidades entre vagas de estágio, trainee e emprego em empresas como Transpetro, Globo, EY, Embraer, Sebrae e Ambev. Além disso, os participantes terão acesso a palestras, workshops, mentorias e bate-papos com profissionais do mercado, proporcionando networking e qualificação profissional. IA como destaque na Feira A utilização Inteligência Artificial como realidade tem revolucionado todos os setores da sociedade e a Feira abordará suas aplicações em áreas como gestão de recursos humanos, atendimento ao cliente, diagnósticos médicos, transporte e assistentes virtuais. “Os participantes poderão entender como a IA está sendo utilizada para otimizar processos e melhorar resultados em diferentes áreas”, explica Alice Ferruccio, diretora-adjunta de Carreira e Empreendedorismo da Politécnica-UFRJ e coordenadora do evento. Oportunidade para networking e interação com grandes empresas A Feira de Carreira da Politécnica-UFRJ é uma oportunidade única para os estudantes interagirem com grandes empresas, gerarem networking e conhecerem melhor o mercado de trabalho. Lá, os estudantes poderão obter informações sobre processos seletivos, tirar dúvidas e interagir diretamente com representantes de empresas como Iconic, Banco Bocom BBM, Kongsberg Maritime, Grupo Visagio, Halliburton, entre outras. O evento é aberto para alunos da UFRJ e demais interessados. Clique aqui para mais informações e inscrições.
Presidente do CREA-RJ destaca a importância da especialização de engenheiros nos data centers

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, ressaltou a relevância da Engenharia para o desenvolvimento dos data centers, destacando a necessidade de especialização dos profissionais que atuam no setor, além da importância do debate contínuo sobre o tema. Fernández falou na abertura do DC Summit Latam 2025, que começou nesta terça-feira no Rio, com debates sobre os desafios e oportunidades para o setor de data centers no Brasil. O evento, que acontece até quinta-feira, dia 20, no Hotel Windsor Barra, na Barra da Tijuca, conta com a presença de representantes do governo e especialistas de renome internacional. “Este é o maior evento discutindo algo que talvez esteja invisível para o cidadão leigo, mas que para nós profissionais do Sistema Confea/CREA, profissionais da engenharia, sabemos que não há como hoje viver sem a confecção desses dados bem qualificados, bem organizados e principalmente com segurança de informação. Estão de parabéns todas as grandes empresas participando, assim como os profissionais aqui presentes. É um setor de altíssima tecnologia, com muitas oportunidades e nesses dias estaremos debatendo, treinando, capacitando, aperfeiçoando os profissionais interessados. O CREA-RJ está apoiando o evento, são profissionais do conselho, profissionais que foram sorteados também para poder estar aqui participando de todo o evento. Então não perca a oportunidade e acompanhe os canais de comunicação do CREA. Porque outras oportunidades como essa irão surgir”, afirmou o presidente do CREA-RJ. A Secretária de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços do Governo do Rio de Janeiro, Fernanda Curdi, afirmou que o governo do estado está preparado para receber novos investimentos no setor. “Temos uma legislação robusta e específica para data centers, garantindo segurança jurídica aos investidores, especialmente os estrangeiros. O estado vive um momento econômico positivo, com crescimento de 2,3% em fevereiro e um recorde histórico na abertura de empresas, totalizando quase 7.500 novos negócios”, destacou Fernanda Curdi. A secretária ressaltou que eventos como o DC Summit Latam 2025 são fundamentais para discutir inovação, diagnosticar desafios do setor e formular políticas públicas mais assertivas. Dentre as principais iniciativas abordadas no evento, destacam-se os incentivos fiscais para empresas que investem na construção e operação de data centers, além da priorização da eficiência energética e do uso de fontes renováveis para minimizar o impacto ambiental. Outro ponto relevante é o fortalecimento da segurança da informação, com regulamentações que garantem conformidade com padrões internacionais para a proteção de dados. O incentivo à pesquisa e à inovação também é considerado estratégico para tornar o Brasil um pólo competitivo no mercado global de data centers. A norte-americana Tracy Jumper, diretora da Microsoft e representante da ASHRAE (Sociedade Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar Condicionado), afirmou que é fundamental a troca de experiências proporcionada pelo evento. “Reunimos profissionais de diversas partes do mundo para compartilhar conhecimento e explorar soluções inovadoras. O DC Summit Latam 2025 demonstra a relevância do setor”, disse Jumper, destacando também a importância do processo de comissionamento na garantia da qualidade e confiabilidade dos data centers. “Esse é o principal mecanismo de controle de qualidade no setor. Para acelerar cronogramas e garantir a segurança operacional, é fundamental seguir o processo de comissionamento do início ao fim”, explicou a diretora da Microsoft. Com essas iniciativas, o Brasil busca consolidar-se como um destino atrativo para investimentos no setor de data centers, promovendo um ambiente digital mais moderno, seguro e eficiente.
Workshop de Avaliações e Perícias de Engenharia
A ABENC/RJ (Associação Brasileira de Engenheiros Civis do Rio de Janeiro) convida os(as) engenheiros(as) civis para o Workshop de Avaliações e Perícias de Engenharia – Oportunidades no Mercado para 2025 nos Bancos e Tribunais, com o engenheiro civil Murilo Reis. Murilo Reis é Mestre em Engenharia Civil, formado há 20 anos e atua, há 16, como engenheiro concursado de um banco público, onde também é instrutor. Iniciou sua carreira liderando canteiros de obras de alta complexidade e, atualmente, é professor e coordenador de pós-graduação. Além de diretor da Federação Nacional dos Engenheiros e autor de livros na área. O workshop proporciona o aprendizado de realização de laudos de avaliação; o credenciamento nos bancos e tribunais; a entrada no mercado de avaliações periciais; e oportunidade de networking e troca de experiências. O evento vai acontecer no dia 26 de março, das 18h às 22h, na sede do CREA-RJ (Rua Buenos Aires, 40, auditório do 4º andar). Inscreva-se no link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSddfo_ADgI8ViFV9wWdkj_qMaT3zaTEvqJu0Q4_7rV3XAXdRg/viewform #crearj #abencrj #engenharia #agronomia #geociências
Crea-RJ participa da colação de grau das turmas de Engenharia da UNISUAM
O CREA-RJ participou da colação de grau das turmas de Engenharia da UNISUAM, Universidade Augusto Motta, no Garden Party, em Jacarepaguá, no dia 08 de março. Colaram grau: 37 formandos da Engenharia Civil; 30 de Engenharia de Produção; 49 de Engenharia Elétrica; e 51 de Engenharia Mecânica. O Presidente do CREA-RJ, engenheiro civil, Miguel Fernández, esteve na mesa solene da formatura e parabenizou os novos engenheiros e engenheiras. Ele colocou o Conselho à disposição de todos nessa nova etapa, dando destaque ao programa CREA Jovem, destinado aos profissionais recém-formados. “O CREA-RJ é a porta de entrada para os novos profissionais das Engenharias, da Agronomia e das Geociências. Nada mais importante do que acompanhar esse momento da transição, onde eles deixam de ser graduandos em Engenharia e passam a ser engenheiros. Então estou aqui hoje na formatura da UNISUAM, dos cursos de Engenharia, instituição de ensino que tem assento no nosso plenário, muito bem representada pela diretora da Escola de Engenharia, a professora Rachel Pires. Para mim é uma alegria poder estar aqui com centenas de novos profissionais. Sejam todos muito bem vindos! Nós criamos nesta gestão um programa específico para você recém formado, que está entrando no mercado de trabalho, que é o Crea Jovem. A ideia é exatamente acolher esse novo profissional para que ele possa fazer essa transição e potencializar cada vez mais a entrada dele no mercado, qualificando, capacitando, garantindo que ele entenda toda a nova legislação que está se submetendo, entendendo seus direitos e também, principalmente, suas responsabilidades. Então caminharemos juntos. E parabéns a todos os formandos”, afirmou Miguel Fernández. A conselheira do CREA-RJ e coordenadora dos cursos de Engenharia da UNISUAM, Rachel Pires, recepcionou os formandos e analisou a presença do Conselho no evento. “A participação do CREA-RJ na Cerimônia de Colação de Grau é fundamental para proporcionar aos alunos um primeiro contato com a equipe e o Presidente, permitindo que conheçam melhor o Conselho, sua importância na trajetória profissional do engenheiro e seu papel na valorização da categoria” Amanda Pisão, professora da graduação e da pós-graduação de Engenharia da UNISUAM, demonstrou alegria pelos formandos e pela relação de proximidade do Centro Universitário Augusto Motta com o Conselho. “Hoje o dia é muito gratificante, não só para o aluno que está aqui formando, mas para nós também, como os professores que estamos aqui. Tem uma alegria muito grande por ter acompanhado muitos deles nessa trajetória. É uma alegria imensa, você não tem noção de quanto é gratificante e mais gratificante ainda por nós termos o CREA-RJ presente aqui com a gente hoje, ter o presidente do CREA-RJ com a sua equipe aqui presente, prestigiando esse momento tão especial para fechar com chave de ouro o dia de hoje. Nós professores da UNISUAM levamos o máximo do aluno para nossa vida, apoiamos com tudo o que a gente pode, não só dentro da sala de aula, e a gente tem o CREA-RJ sempre do nosso lado”, disse Amanda Pisão. Os formandos Rudcelly Nunes e Aécio Marcos, destacaram a importância da presença do CREA-RJ nessa fase de transição entre aluno e profissional. “Hoje é um dia extremamente importante para nós e é de grande importância que o CREA-RJ esteja presente e participando conosco, já que a função do órgão não é somente fiscalizar, mas também nos dar direção nessa nova jornada de engenheiro. O CREA-RJ está aí para nos auxiliar, nos dar direção, então, é necessário que haja essa proximidade entre o formando e a pessoa que está trilhando sua carreira profissional. Eu tenho orgulho em participar do CREA-RJ”, avaliou Rudcelly Nunes, formanda em Engenharia Mecânica. “Estou muito feliz hoje com a minha família, todos aqui podendo me acompanhar nesse dia especial para mim. Infelizmente meu pai não pôde estar, né? Meu pai veio a falecer, estudava junto comigo também, era da minha turma, mas eu acredito que é uma satisfação pra ele me ver formado, onde ele estiver. Falando um pouco do CREA-RJ, é um privilégio a gente estar e poder fazer parte desse conselho poder estar amparado pelo conselho e estar firme junto nessa nova trajetória. Um conselho aos alunos é para que não desistam e vão até o final. Eu sou do CREA-RJ”, aconselhou Aécio Marcos, formando em Engenharia Civil É o CREA-RJ se aproximando cada vez mais das instituições de ensino das áreas da Engenharia, Agronomia e Geociências e apoiando os futuros profissionais do setor.
DC SUMMIT LATAM 2025: Rio de Janeiro recebe evento estratégico de data centers

Com uma taxa de crescimento anual de 11,05%, o setor de data centers (centro de processamento de dados) está em plena expansão no Brasil, impulsionado por investimentos que devem alcançar mais de US$ 3 bilhões até 2029. No entanto, apenas 40% da demanda interna é atendida pela infraestrutura existente, o que reforça a necessidade de novos projetos e aprimoramento técnico. A Engenharia especializada para data centers desempenha um papel essencial nesse avanço. Desde o projeto e construção até a operação, são exigidos conhecimentos avançados em eficiência energética, climatização, segurança de dados, automação e sustentabilidade. Esses fatores são fundamentais para garantir a confiabilidade e a resiliência das infraestruturas que suportam o crescimento exponencial da economia digital. Os engenheiros podem se atualizar sobre data centers no DC Summit Latam, que acontece pela primeira vez nos próximos dias 19 e 20 de março no Rio de Janeiro. O evento vai reunir líderes, especialistas e stakeholders da indústria para debater as tendências e inovações que impulsionam a transformação digital na região. A escolha do Rio de Janeiro para sediar o DC SUMMIT LATAM 2025 reforça o potencial do setor de data centers, tecnologia e infraestrutura. O ex-secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico, Chicão Bulhões, destacou as vantagens competitivas da cidade, como a proximidade com grandes centros econômicos, a oferta de energia renovável e o avanço da inovação tecnológica local. Esses fatores posicionam o Rio como um destino estratégico para investimentos no setor, consolidando sua relevância como um hub de tecnologia e dados na América Latina. Estarão presentes no evento Fernanda Curdi, secretária de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços do Estado do Rio de Janeiro, e Miguel Fernández, presidente do Conselho Regional de Engenharia (CREA-RJ), além de especialistas da ASHRAE (Sociedade Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar Condicionado), como Tracey Jumper, diretora da Microsoft; e Dustin Demetriou, Senior Tech Staff da IBM. COMO CONCORRER A VAGAS PARA O EVENTO Se você é profissional registrado no CREA-RJ e está com sua anuidade 2025 em dia, pode concorrer a vaga gratuita para o DC Summit Latam, que vai acontecer nos dias 19 e 20 de março, no Hotel Windsor Barra, na Avenida Lúcio Costa Costa 2630, na Barra da Tijuca. Envie um e-mail para [email protected] com seu nome completo e CPF que uma vaga para o evento pode ser sua!
UFRRJ inaugura primeiro museu geológico da Baixada Fluminense, promovendo ciência e educação na região

Na última quarta-feira (12/03), a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) inaugurou o Museu de Rochas e Minerais, o primeiro e único museu da Baixada Fluminense dedicado ao estudo de minerais e rochas. Vinculado ao Instituto de Geociências (IGeo), o novo espaço conta com um acervo de mais de 800 amostras e está localizado no campus Seropédica, próximo ao Setor de Avicultura. O museu tem como objetivo estimular a inclusão social e o contato dos estudantes com a ciência, despertando o interesse pela Geologia e suas aplicações. Segundo o reitor da UFRRJ, professor Roberto Rodrigues, a iniciativa é um passo essencial para tornar a universidade mais acessível à população da Baixada Fluminense. “O museu representa um novo ponto de referência para a difusão do conhecimento científico na região. Nosso compromisso é ampliar o acesso à cultura e à ciência para aqueles que estão distantes dos grandes centros”, afirmou o reitor. Expansão e parcerias acadêmicas O Museu de Rochas e Minerais também contribuirá significativamente para as atividades de ensino, pesquisa e extensão da UFRRJ. Seu acervo inclui amostras de diversas regiões do Brasil e do mundo, com parte do material proveniente de pesquisas desenvolvidas ao longo de mais de 30 anos por cientistas do Instituto de Geociências. A curadora e coordenadora do projeto, professora Soraya Almeida, explicou que a coleção deve crescer em breve, podendo ultrapassar 1.500 amostras catalogadas. “A meta é expandir o acervo e fortalecer parcerias com outras instituições, incentivando novas doações e colaborações acadêmicas”, afirmou. Recentemente, o museu recebeu uma doação de cristais da Bacia do Paraná de um professor aposentado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Uma das propostas futuras é criar um Museu a Céu Aberto, com um jardim geológico para exposições ao ar livre. Além disso, o museu busca integrar-se a outras unidades da universidade, como a Zootecnia e a Avicultura, explorando as conexões entre a mineralogia e diversas áreas do conhecimento. Integração com outros museus e visitação O Museu de Rochas e Minerais se junta a um conjunto de museus da UFRRJ dedicados às Ciências Naturais, como o Museu de Solos do Brasil, o Museu de Zoologia e o Museu de Química. A universidade pretende criar um programa de visitas integradas entre esses espaços, especialmente aos finais de semana, para ampliar o acesso da comunidade às atividades culturais e científicas. O Museu de Rochas e Minerais estará aberto ao público de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h. O agendamento de visitas pode ser feito pelo e-mail: [email protected]. Fonte e fotos: CCS/UFRRJ
Programa Mulher CREA-RJ realiza evento em celebração ao Dia Internacional da Mulher
Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, o Programa Mulher CREA-RJ realiza evento em sua sede, no Centro do Rio, com o tema “Da Luta à Liberdade: Celebrando a Evolução dos Direitos e a Autenticidade Feminina”. A coordenadora do programa e diretora administrativa da Mútua-RJ, engenheira Ana Paula Masiero, fala sobre os planos para este ano. “Começamos 2025 muito alegres, animadas e empolgadas com todos os projetos que vão ser realizados pelo Programa Mulher, afinal de contas nós queremos aumentar cada vez mais a representatividade das mulheres nas áreas da Engenharia, Agronomia e Geociências visando esse e tantos outros objetivos em 2025. Aguardem vários projetos maravilhosos desenhados para as mulheres, de modo que possam se sentir pertencentes e abraçadas pelo nosso programa, afinal de contas ele é de todas nós e por todas nós”, afirma. A coordenadora executiva do programa, engenheira Mickaela Midon, antecipa algumas atividades que acontecerão ao longo de 2025. “O evento de hoje é somente o primeiro de muitos que iremos organizar ao longo do ano. Além disso, teremos workshop de defesa pessoal, de dança, de yoga, além de muitas outras atividades, visando o empreendedorismo e a capacitação das mulheres. Então peço que fiquem de olho nas nossas redes sociais e acompanhem tudo que está vindo por aí”. A engenheira Teneuza Cavalcanti, coordenadora adjunta do Programa Mulher, tem vasta experiência no assunto, uma vez que participou, em 2004, do Programa de Equidade de Gênero e Raça do Crea-RJ, precursor do atual programa. Na época, o programa ganhou três selos de Equidade de Gênero e Raça, da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres. “Hoje vai se transformar num grande avanço das atitudes que esse conselho tem a tomar com relação ao tratamento às mulheres tanto aqui do nosso sistema interno como do externo levando esse programa a todos os municípios do Rio de Janeiro fazer um entrosamento entre todas esses instituições que tem esse programa para trazer aqui a experiência e nos tornar um participante de convênios que eles possam promover”, avalia Teneuza. O presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, participou da mesa de abertura. “É fundamental que a gente traga esse tema para dentro do setor das engenharias, que é uma profissão tradicionalmente com um número muito menor de mulheres participando, mas que vem ao longo dos últimos anos crescendo significativamente. Isso se dá pelos programas e projetos que buscam trazer essa igualdade. Hoje as mulheres dentro do setor já compõem 20% dos profissionais, mas para que haja igualdade tem que chegar à metade. Tem que ser meio a meio. Então, parabéns a vocês, mulheres profissionais das Engenharias, da Agronomia e das Geociências. Celebrem bastante e sirvam de referência para as novas profissionais cada vez mais para que a gente possa alcançar a igualdade no noso Sistema”, afirmou Miguel Fernández. A conselheira federal, engenheira Carmen Lúcia Petraglia, representou o presidente do Confea, engenheiro Vinicius Marchese no evento. “Nós tivemos um aumento grande na quantidade de profissionais mulheres nas nossas áreas. Em 2019 nós tínhamos 12 a 13% e agora já temos 20%. Agora estamos indo para uma fase mais importante ainda que é a conquista de um ambiente profissional mais favorável para as mulheres, mais palatável para a mulher. A ABNT lançou a norma para o combate à discriminação e ao assédio às mulheres. O nosso Sistema aderiu a essa norma e estamos divulgando e implantando não só dentro do Sistema mas também preconizando que as entidades profissionais e as empresas também adotem essa norma”, avalia. A gerente de relações institucionais e programas estratégicos do CREA-RJ Landijara Duarte prestigiou o evento. “Hoje nós somos 20% mas nós estamos trabalhando não só para ser um número, mas acima de tudo um número considerado e respeitado dentro das suas particularidades. Como gerente dos programas institucionais a gente esttá aqui para fazer com que esses programas, tanto o Crea Júnior, quanto o Progredir, o ESG e o Programa Mulher possam estar conversando entre si e trazendo para dentro do CREA a realidade unilateral. A gente conversando com a sociedade de forma que ela compreenda a importância de cada um desses programas trazendo de retorno para sociedade a importância de cada um”. Foram apresentadas duas palestras. A primeira foi “A Evolução dos Direitos das Mulheres”, ministrada pela advogada Alessandra Ulrich, vice-diretora da Diretoria das Mulheres da OAB-RJ. “O principal desafio hoje da luta feminina no Brasil é fazer com que a legislação, que é muito rica, muito detalhada, seja colocada em prática. Temos uma legislação avançada, reconhecida internacionalmente, mas que sempre busca evitar a violência. Quando ela já está quase consumada, ou quando está consumada, o que nós precisamos, o grande desafio é aplicar essa legislação. E todo esse entendimento que nós temos, porque temos estatísticas muito sólidas e importantes no país e sendo conhecidos pelo mundo inteiro como um país que defende mulheres, nós ainda somos o quinto país que mais mata mulheres”, lamenta Alessandra. A palestra “Bem-Estar Sem Moldes – O direito de Ser Quem Somos” foi apresentada pela engenheira Priscilla Carvalhinha, CEO da Ser Lótus. “Nós mulheres já temos muitas habilidades e basta a gente confiar naquilo que a gente já tem para que a gente possa ocupar os nossos lugares com mais autenticidade e sermos mais protagonistas e estarmos mais presentes no dia a dia e nos lugares de decisão”. Ao final do evento foi feito um sorteio com distribuição de brindes. Foi uma manhã de muita troca de informações e conhecimento.
Parabéns ao município de Rio das Flores, por seus 135 anos!
O desbravamento da região de Rio das Flores efetuou-se com as correntes de faiscadores que utilizavam o rio Paraíba como via de acesso às Minas Gerais. Registra-se, desse modo, o conhecimento de seu território desde a segunda metade do século XVII. A colonização efetiva, no entanto, realizou-se durante o século XIX, por conta da expansão agrícola, destacando-se o café como principal produto. A procura de terras férteis para o plantio de café levou os primeiros grupos de colonizadores a alcançarem a área do município. A atual sede nasceu em torno da fazenda Cachoeira do Bom Sucesso, depois denominada Santa Thereza. Esta fazenda era parada obrigatória para os viajantes que transitavam entre a vila de Valença e o porto das Flores, na divisa com Minas, e para quem vinha de Paty de Ubá (atual Andrade Pinto). O núcleo inicial constituiu-se em torno da pequena capela dedicada a Santa Tereza. Inicialmente subordinado a Valença, esse núcleo, em virtude do aumento demográfico, foi elevado à categoria de freguesia no ano de 1855. Apesar do declínio da economia cafeeira, a freguesia de Santa Tereza conseguiu autonomia em 1890, quando foi promovida à categoria de vila e sede do novo município de Santa Tereza, dada através do Decreto nº 62, de 17 de março daquele ano, com instalação em 22 de abril. Embora de pequeno porte, a localidade era suficientemente importante para justificar a extensão do ramal ferroviário de Valença até sua sede, que se constituiu em centro secundário articulado àquele município, funcionando como prestador de serviços às áreas rurais circundantes. A categoria de cidade só foi atribuída em 1929, com a edição da Lei Estadual nº 2.335, de 27 de dezembro. Em 1943, por meio do Decreto Estadual nº 1.056, o município passou a se denominar Rio das Flores. Ao longo do século XX, as lavouras de café foram substituídas por pastagens e a economia municipal passou por período de estagnação. Em um primeiro momento, a cidade refletiu a atrofia econômica afetada pelo êxodo rural. Embora a maioria daqueles que abandonaram a agricultura tenha se dirigido para centros próximos de economia mais dinâmica, como Valença e Três Rios, uma parcela procurou se fixar na sede municipal, ou mesmo nas sedes distritais. Assim, enquanto parte da população abandonou a cidade em busca de melhores oportunidades, os vazios foram sendo preenchidos pelos que provinham das zonas rurais. Atualmente, o município tem economia essencialmente voltada para atividades agrícolas e pecuárias. Por volta de 1995, começou a ser descoberto o turismo como nova vocação para sua sustentabilidade econômica, com o café e sua história embasando essa nova atividade, atraindo turistas para Rio das Flores. O Crea-RJ parabeniza Rio das Flores por seus 135 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Fonte: TCE/RJ – Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro