Dia do Engenheiro de Custos: saiba mais sobre o mercado de trabalho
A Engenharia de Custos tem ganhado destaque no mercado de trabalho brasileiro, refletindo a crescente demanda por profissionais especializados na gestão financeira de projetos de engenharia. Esses profissionais são responsáveis por atividades como estimativa e previsão de custos, controle de gastos, avaliação de investimentos e análise de riscos, garantindo o equilíbrio ideal entre despesas, qualidade e prazos dos empreendimentos. O mercado de trabalho para engenheiros de custos é amplo, sendo requisitados em setores como construção civil, petróleo e gás, energia, infraestrutura e indústrias farmacêutica e química. Além disso, há oportunidades em empresas de serviços ligados à educação, finanças, saúde e transportes, bem como em órgãos públicos e instituições de ensino. A versatilidade do engenheiro de custos permite sua atuação em diversas engenharias, incluindo civil, elétrica, mecânica, ambiental e naval. A remuneração para engenheiros de custos é considerada atrativa. De acordo com dados do site vagas.com.br, a média salarial é de aproximadamente R$ 8.656,00, podendo variar conforme a experiência, localização e porte da empresa. Profissionais em início de carreira têm salários em torno de R$ 7.286,00, enquanto aqueles com maior experiência podem alcançar remunerações de até R$ 11.145,00. Formação e Capacitação Até recentemente, não havia cursos de graduação específicos em Engenharia de Custos no Brasil. Contudo, algumas instituições, como o Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos (IBEC), passaram a oferecer essa formação, visando suprir a carência de profissionais especializados na área. O curso de Engenharia de Custos tem carga horária de 3.680 horas/aula, podendo ser concluído em cinco anos, e prepara o aluno para atuar em diversas etapas de projetos de engenharia, desde a concepção até a execução e controle financeiro. Alguns dos setores que mais contratam são: – Construção Civil: responsável por grandes obras de infraestrutura, como edifícios, rodovias, pontes e aeroportos, esse setor exige profissionais para elaborar orçamentos e analisar a viabilidade econômica dos projetos. – Petróleo e Gás: empresas desse ramo lidam com investimentos milionários, tornando essencial o trabalho de um engenheiro de custos para mitigar riscos financeiros. – Energia: seja em usinas hidrelétricas, solares ou eólicas, o planejamento detalhado de custos é fundamental para o sucesso dos empreendimentos. – Indústrias: setores como automotivo, farmacêutico, químico e naval precisam de engenheiros de custos para otimizar processos e reduzir desperdícios. – Órgãos Públicos: governos e prefeituras necessitam desses profissionais para elaborar orçamentos de obras públicas, garantindo o uso eficiente do dinheiro público. – Consultorias e Auditorias: muitas empresas especializadas em engenharia oferecem serviços de consultoria em custos, auxiliando clientes na tomada de decisões estratégicas. Expansão e novas oportunidades O avanço da tecnologia também tem impulsionado novas oportunidades para engenheiros de custos. Ferramentas de inteligência artificial, modelagem BIM (Building Information Modeling) e softwares de gestão financeira têm aumentado a precisão na previsão de custos, tornando o setor ainda mais técnico e especializado. Além disso, com a crescente preocupação com sustentabilidade, a engenharia de custos tem um papel fundamental na busca por alternativas que reduzam desperdícios e tornem os projetos mais viáveis economicamente sem comprometer o meio ambiente. A demanda pelo profissional também é crescente em concursos públicos, onde engenheiros de custos são requisitados para atuar em departamentos de orçamento e fiscalização de obras públicas, garantindo transparência e eficiência nos gastos do governo. Confira o vídeo aqui
Dia Nacional da Mata Atlântica
A Mata Atlântica é um dos biomas mais ricos em biodiversidade, está presente em 17 estados brasileiro, abrangendo 15% de todo território nacional, e é responsável por executar funções ecológicas essenciais, como o abastecimento de água, a regulação do clima e abrigo de espécies endêmicas, ou seja, que só existem dentro de suas condições de equilíbrio. É classificada como floresta tropical e, além da grande variedade de fauna e flora, a vegetação densa, as altas temperaturas e a elevada taxa de precipitação ao longo também são característicos desse bioma. De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, a Mata Atlântica abriga cerca de 20 mil espécies de plantas, 849 espécies de aves, 370 de anfíbios, 200 de répteis, 270 de mamíferos e 350 de peixes. Além de sua riqueza natural, ela tem uma importância histórica e cultural significativa. O pau-brasil, que deu o nome ao país, é típico da Mata Atlântica. Foi altamente explorada pelos portugueses no século XVI devido a sua madeira produzir corantes para tingir tecidos, mas que quase levou à sua completa extinção. Porém, atualmente,restam apenas 24% da floresta que existia originalmente, sendo que apenas 12,4% são florestas maduras e preservadas, de acordo com dados do SOS Mata Atlântica, colocando em risco a extinção de 11.811 espécies. É o bioma com o maior número de espécies extintas: eram 7 em 2014, passando para 8 em 2022. A atividade humana de extração ilegal de madeira, por exemplo, e o desmatamento contribuem para esses números. Além disso, grande parte da área remanescente é fragmentada e desconectada. Hoje existem apenas dois grandes contínuos de vegetação nativa que estão localizados na Serra do Mar (entre o Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro) e no Alto Paraná, na região de Foz do Iguaçu na fronteira com a Argentina e Paraguai. Essa fragmentação ameaça espécies importantes da biodiversidade brasileira como a onça-pintada. E a maior parte das espécies de animais brasileiros ameaçados de extinção são originários da Mata Atlântica, como os micos-leões, a lontra, a onça-pintada, o tatu-canastra e a arara-azul-pequena. Além dessa lista, também vivem na região gambás, tamanduás, preguiças, antas, veados, cotias, quatis, entre outros. Assim, no dia 27 de maio é comemorado o dia Nacional da Mata Atlântica. A data destaca a importância pela preservação e importância da Mata Atlântica para o funcionamento adequado do ecossistema e a manutenção da vida. Também é uma homenagem ao dia em que o Padre José de Anchieta assinou a Carta de São Vicente, em 1560, documento que descreveu pela primeira vez a biodiversidade das florestas brasileiras. A exploração continua ainda hoje, os dados mais recentes do Atlas da Mata Atlântica revelam que entre outubro de 2022 e outubro de 2023, 14.697 hectares do bioma foram desmatados, ainda que o número represente uma queda de 27% em relação ao ano anterior (2021-2022) ainda é um índice alto considerando que se trata do bioma mais degradado do país. Fontes: SOS Mata Atlântica, IBGE e WWF
Clube de Engenharia recebe reunião do Fórum da Engenharia Nacional

Em um momento de grandes desafios para o Brasil, líderes da Engenharia, Arquitetura e Agronomia se unem para um encontro estratégico no Rio de Janeiro. Nos dias 2 e 3 de junho, o Clube de Engenharia do Brasil será palco da 1ª Reunião Anual do Fórum da Engenharia Nacional, um evento precursor da tão aguardada 1ª Conferência Nacional da Engenharia (2025-2026). A engenheira civil Carmen Lúcia Petraglia, conselheira federal pelo CREA-RJ e presidente da Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas (ABEA Nacional), uma das entidades promotoras do evento, afirma: “Este é o maior evento em prol do desenvolvimento democrático e sustentável do Brasil e se torna permanente com a participação de mais de uma centena de entidades profissionais e de ensino de todo o país.” Carmen completa: “O Fórum irá propor ao Governo Federal a institucionalização, em 2026, da Conferência Nacional da Engenharia com o objetivo de definir propostas para o fortalecimento e a ampliação de políticas públicas para infraestrutura, inovação, sustentabilidade, desenvolvimento urbano e regional, desenvolvimento de indústria e tecnologia e a valorização profissional, com a perspectiva da interconexão, para promover a democracia e a igualdade, garantindo voz e representatividade a todos os segmentos, alcançando a evolução dos princípios estabelecidos pela sociedade”. A pauta é ambiciosa e essencial: rearticular um projeto de desenvolvimento sustentável e soberano para o país. Este movimento busca resgatar os princípios da Constituição de 1988 e, crucialmente, reverter os retrocessos econômicos e industriais que marcaram as últimas décadas, especialmente a partir das políticas neoliberais dos anos 90, que agravaram o baixo crescimento crônico e a queda da atividade industrial. Para as entidades organizadoras, é imperativo retomar um caminho que integre tecnologia, sustentabilidade e a redução das desigualdades. O pano de fundo é a construção de uma sociedade mais justa e solidária, onde a erradicação da pobreza seja uma meta primordial. Essa visão não é nova. Desde 2006, o setor tem articulado o programa “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, uma iniciativa liderada pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) que expressa o repúdio ao abandono de um projeto de nação. O compromisso com essa agenda foi reforçado no ano passado, quando mais de 250 lideranças assinaram um documento que selou a criação do Fórum da Engenharia Nacional e a realização da Conferência. O Fórum se estabelece como uma articulação permanente, reunindo as principais vozes do setor — entidades profissionais e empresariais, instituições e universidades — para que reassumam um protagonismo na formulação de políticas públicas. A proposta é clara: gerar um amplo diálogo social que leve a um pensamento avançado e a uma ação coordenada para moldar o futuro do Brasil nos próximos 25 anos. “A Engenharia brasileira sempre demonstrou capacidade para resolver desafios complexos. Este Fórum é um passo decisivo para reconectar o Brasil ao sonho de um desenvolvimento justo e democrático, como previsto em nossa Constituição”, destaca Allen Habert, do movimento Engenharia pela Democracia e do Fórum da Engenharia Nacional. Diretora do CREA-RJ, a engenheira naval Cládice Nobile Diniz, faz uma convocação: “Convido a todos interessados em conhecer temas candentes do desenvolvimento nacional para participarem do Fórum da Engenharia Nacional, onde serão debatidas por destacados especialistas, soluções que a Engenharia Brasileira pode oferecer, como os da mesa ‘Bases para o Desenvolvimento Nacional e Soberano’, que se voltam ao crescimento econômico, à proteção do bem-estar social e ao fortalecimento da soberania nacional. Será um debate memorável, aguardamos a presença de todos, com perguntas aos debatedores”. O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández e o presidente do Confea, engenheiro de telecomunicações Vinicius Marchese, estarão na mesa de abertura do Fórum da Engenharia Nacional. O Fórum tem patrocínio da Mútua, Finep e Confea e apoio institucional do CREA-RJ e de mais de cem entidades profissionais e de ensino do Brasil. SERVIÇO 1ª Reunião Anual do Fórum da Engenharia Nacional Data: 2 e 3 de junho de 2024 Local: Clube de Engenharia do Brasil (Rio de Janeiro) O evento é gratuito e as inscrições podem ser feitas no site https://forumEngenharia.com.br/inscricao/
Presidente do CREA-RJ participa de live do IBEC em comemoração ao Dia do(a) Engenheiro(a) de Custos

No mesmo dia em que se comemora o Dia do(a) Engenheiro(a) de Custos, o IBEC – Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos está completando 47 anos e vai comemorar a data com o terceiro episódio da Websérie “Maratona da Engenharia de Custos”. A live será das 19h às 21h30, e contará com a presença do presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández. A apresentação é de Paulo Roberto Vilela Dias, mestre em Engenharia Civil e notório saber em Engenharia de Custos (CRK), presidente do IBEC e da FAATESP, diretor do International Cost Engineering Council. Fundado em 1978, o IBEC é a mais tradicional instituição do país na área de Engenharia de Custos. Trata-se de instituição filiada, desde sua criação, ao ICEC (International Cost Engineering Council), organismo mundial que congrega as associações nacionais do setor, e certificada pelo INPG (Instituto Nacional de Pós-Graduação), um dos mais conceituados centros de pesquisa e ensino do Brasil. Inscreva-se: https://materiais.ibecensino.org.br/mai_2025_webserie-maratona-da-enganharia-de-custos
Bioplásticos a partir de alimentos: pesquisadores da UFRJ inovam em alternativa para embalagens tradicionais

Com o objetivo de substituir embalagens plásticas descartáveis por biodegradáveis, feitas com base em alimentos como alho, pimenta, chia e linhaça, pesquisadores do Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano (IMA), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveram um projeto como caminho sustentável e possível em relação aos impactos econômicos para o mercado. O projeto “Desenvolvimento de sistemas poliméricos nanoestruturados aplicados a embalagens alimentícias ativas e de revestimento para nutracêuticos” é liderado por Maria Inês Bruno Tavares professora da IMA/UFRJ. O destaque e diferencial da pesquisa é o tempo de decomposição do bioplástico: enquanto o plástico convencional precisa de 400 anos para se decompor no ambiente, o bioplástico se desfaz em 180 dias. Segundo Maria Inês, eles podem decompor em até 90% de sua massa dentro desse período, mesmo em contexto de descarte inadequado, seja no solo ou seja na água, são rapidamente consumidos por microorganismos. O tempo rápido de decomposição faz com que não haja resíduos de microplásticos, contribuindo para um ciclo de vida mais sustentável e seguro para o meio ambiente. De acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o mundo produz 430 milhões de toneladas de plástico anualmente e apenas 9% são reciclados. No ritmo atual, a produção de plástico deve triplicar até 2060. E os custos social e ambiental causados pela poluição plástica são altos, chegando a US$1,3 trilhões por ano, causando danos não só à natureza, com riscos à saúde humana, mas também intensifica a crise climática e econômica. Estima-se que foram geradas 139 milhões de toneladas métricas de resíduos plásticos descartáveis em 2021, o que equivale a mais de 13,7 mil Torres Eiffel. Assim, a preocupação com o meio ambiente levou a pesquisa a buscar alternativas sustentáveis em relação à substituição de embalagens descartáveis, especialmente no setor alimentício, por polímeros biodegradáveis. A professora destaca que “a eficiência desses materiais pode ser aprimorada com a adição de bioativos antioxidantes, provenientes de alimentos específicos, como os temperos. Isso proporciona mais proteção ao alimento e prolonga a vida útil da embalagem”. Além disso, os bioplásticos produzidos a partir de alimentos geram uma retroalimentação na cadeia. Como exemplo, os que são construídos a partir da semente de chia. Na sua decomposição, o restante dos pedaços gerados se transforma em fontes de alimento para os microrganismos encontrados no solo e na água. O bioplástico torna-se água e gás carbônico, o que contribui ainda mais para a sustentabilidade. Atualmente, a maior implicação das empresas em aderir ao bioplástico é o baixo custo do plástico convencional. Mas, no projeto dos pesquisadores, os custos devem ser equivalentes ou até menores: “Além do impacto ambiental ser muito baixo, pois extraímos os bioativos diretamente, sem nenhum tipo de solvente, ou os extraímos com arraste de vapor d’água, o custo para obter o bioplástico é mínimo”, explica Maria Inês. A pesquisa ainda encontra-se em sigilo de patente, devido à natureza inovadora dos materiais e processos envolvidos, assegurando a proteção intelectual do desenvolvimento até a sua completa maturação e possível entrada no mercado. Fonte: ONU News e UFRJ
Dia da Indústria
Correspondente ao segundo setor da economia, no dia 25 de maio é comemorado o Dia da Indústria. Passando por áreas desde o setor alimentício até setor naval, a indústria é responsável pela transformação de matérias-primas em produtos para produzir outros ou já prontos para o consumo, sejam ele duráveis, como roupas, automóveis, aparelhos eletrônicos, ou não duráveis, como alimentos e produtos de limpeza e de higiene pessoal. A data foi criada em território nacional para homenagear Roberto Simonsen, considerado o patrono da indústria brasileira e falecido em 25 de maio de 1948. Simonsen foi engenheiro, industrial, administrador, professor, historiador e político. Ele também foi membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Desde então, o dia simboliza a importância de uma atividade que gera empregos, desenvolvimento e riqueza para todo o país. Tipos de indústria Considerando o tipo de produção industrial, esse setor pode ser classificado como: – Indústria de base: também chamada de indústria pesada ou de indústria de bens de produção, ela é responsável pela transformação da matéria-prima bruta, provenientes do setor primário da economia (extraídos diretamente da natureza), para produzir matérias-primas processadas ou intermediárias, que serão utilizadas em outras indústrias; – Indústria de bens intermediários: essas já produzem bens manufaturados. São as produtoras de ferramentas para outras fábricas, como máquinas e equipamentos em geral. Um exemplo seria as mecânicas dirigidas à produção de peças automotivas, pneus e outros componentes que são necessários na montagem de veículos. – Indústria de bens de consumo: essa área é destinada ao consumidor final, dividida em bens duráveis e não duráveis. Os bens duráveis possuem longa duração, não perdendo sua utilização de forma imediata, como móveis, roupas, eletrodomésticos, acessórios e outros. Já os bens não duráveis possuem uma data de validade limitada e devem ser consumidos dentro de um prazo de tempo estimado, como alimentos e remédios. História da indústria no Brasil A industrialização no Brasil começou de forma tardia, em relação aos outros países, como se deu no continente europeu no século XVIII, já que era proibido no período colonial pela metrópole portuguesa para não competir com seus produtos e nem se tornar independente. Apenas na segunda revolução industrial, em meados do século XX, o país instalou de fato o processo de industrialização, por meio do capital adquirido por meio da economia cafeeira, expandindo-se a partir da década de 1930, depois da crise do café causada pela quebra da bolsa de Nova York em 1929. No governo de Getúlio Vargas, o país passou a investir e abrir empresas públicas, com destaque para a indústria de base. Foi nesse período que surgiu a Companhia Siderúrgica Nacional (1941), a Vale do Rio Doce (1943), a Companhia Hidrelétrica de São Francisco (1945) e a Petrobrás (1953). O contexto histórico da Segunda Guerra Mundial também impulsionou o crescimento industrial interno, já que era difícil importar máquinas dos países que estavam envolvidos no conflito, como França, Alemanha e Estados Unidos. Já no início da década de 1960, com Juscelino Kubitschek, houve a abertura econômica às indústrias multinacionais e o crescimento da indústria de bens intermediários. Houve o privilégio para a indústria automobilística, deixando o transporte ferroviário em desvantagem. Também observou-se um aumento industrial automobilístico de São Paulo, no ABCD paulista (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema). No Golpe Militar de 1964, o Brasil passou a ser visto como um grande investidor e realizou obras de grande porte como a usina hidrelétrica de Itaipu, a rodovia Transamazônica e a ponte Rio-Niterói. Porém, os gastos com estes empreendimentos, no entanto, aumentam a dívida externa e provocam uma inflação descontrolada no país. E, após passado esse período, com a implementação do neoliberalismo, a atividade industrial no Brasil caiu, passando pela desconcentração industrial. Mas no Brasil, o setor industrial teve um avanço de 3,1%, em 2024, resultado que se consolida como o terceiro mais elevado da indústria nos últimos 15 anos, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre as atividades, as principais contribuições positivas no resultado da indústria foram registradas por veículos automotores, reboques e carrocerias (12,5%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (14,7%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (12,2%), produtos alimentícios (1,5%) e produtos químicos (3,3%).
Fiocruz é luz no túnel da ciência e tecnologia
A história da Fundação Oswaldo Cruz começou em 25 de maio de 1900, com a criação do Instituto Soroterápico Federal, na Fazenda de Manguinhos, Zona Norte do Rio de Janeiro. Inaugurada originalmente para fabricar soros e vacinas contra a peste bubônica, a instituição construiu sua trajetória, ao longo do próprio desenvolvimento da saúde pública no país. O Instituto, chefiado pelo jovem médico bacteriologista Oswaldo Cruz, foi responsável pela reforma sanitária que erradicou a epidemia de peste bubônica e a febre amarela da cidade. E logo ultrapassou os limites do Rio de Janeiro, com expedições científicas por todo o país. O Instituto também foi peça chave para a criação do Departamento Nacional de Saúde Pública, em 1920. A Fiocruz é constituída por 16 unidades técnico-científicas espalhadas em 10 estados brasileiros e está vinculada ao Ministério da Saúde, tendo sua atuação pautada em “Promover a saúde e o desenvolvimento social, gerar e difundir conhecimento científico e tecnológico, ser um agente da cidadania”. Em 1987, equipes da Fiocruz isolaram, pela primeira vez no Brasil, o vírus HIV, causador da Aids. Com isso, a Fundação foi capacitada a integrar a Rede Internacional de Laboratórios para o Isolamento e Caracterização do HIV-1, coordenada pelo Programa Mundial de Aids da Organização Mundial de Saúde (OMS). A Fiocruz e a pandemia de Covid-19 O ano de 2021 foi marcado na Fiocruz, sobretudo, pela urgência na disponibilização da vacina contra a Covid-19 para a população brasileira. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou ainda em janeiro o uso emergencial da vacina Covid-19 produzida na Fiocruz e até o final do ano foram mais de 150 milhões de doses da vacina Covid-19 Fiocruz entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. Também se destacou no monitoramento e combate à pandemia, com estudos que acompanharam os índices de hospitalizações relacionadas à Covid-19, desenvolveram novas metodologias de tratamento das amostras para identificação de variantes do vírus, identificaram fatores relacionados à gravidade da doença e efetividade das vacinas em diferentes públicos, avaliaram a qualidade das máscaras utilizadas no país e monitoraram os impactos sociais e econômicos do coronavírus. Integrou, ainda, iniciativas para avaliar as condições de saúde e trabalho dos profissionais na linha de frente e se dedicou a estudar a disseminação de fakenews e o negacionismo em relação à pandemia e à vacinação, além de seus impactos no combate à pandemia. A Fundação se tornou referência no combate à pandemia em territórios de favelas e comprometeu-se junto ao Ministério da Saúde com um protocolo de intenções para implementar o projeto Reconquista das Altas Coberturas Vacinais no país. O Castelo Mourisco O Castelo da Fiocruz, também conhecido como Pavilhão Mourisco ou Palácio de Manguinhos, é um símbolo da ciência e da saúde no Brasil. Sua construção começou em 1904 e foi finalizada em 1918 com a melhor tecnologia disponível na época. O projeto arquitetônico foi idealizado pelo arquiteto português Luís de Moraes Júnior, baseando-se nos desenhos do próprio Oswaldo Cruz, que faleceu em 1917. Localizado em meio a uma vasta área de vegetação, o Castelo da Fiocruz é um exemplo raro de arquitetura neomourisca no Brasil. Inspirado na cultura hispano-muçulmana, o edifício foi projetado para ressaltar a importância da medicina árabe no país. Antes mesmo de sua inauguração em 1910, já abrigava laboratórios. Hoje, o Castelo da Fiocruz é tombado pelo IPHAN e considerado um candidato a Patrimônio Cultural da Humanidade. Além de suas funções administrativas, o edifício está aberto à visitação pública e abriga salas de exposição e a Biblioteca de Obras Raras, integrando o circuito oferecido pelo Museu da Vida da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). Quem foi Oswaldo Cruz? Oswaldo Gonçalves Cruz nasceu em 1872 na cidade de São Luiz do Paraitinga (SP). Cursou medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e, devido ao seu interesse em microbiologia, foi estagiário do Instituto Pasteur, na França, a partir de 1896. Voltou ao Brasil em 1899 e foi designado para controlar o surto de peste bubônica no porto de Santos, que deu origem à instalação do Instituto Soroterápico Nacional, no Rio de Janeiro (RJ), em 1900. Também trabalhou no controle da varíola e da febre amarela no Rio de Janeiro e, em 1904, determinou a vacinação obrigatória em massa da população por agentes sanitários, gerando a chamada Revolta da Vacina. Embora suspensa a obrigatoriedade, dada a grande promoção dos benefícios, a população continuou procurando a vacinação. Em 1907, a febre amarela foi erradicada no RJ. Entre 1905 e 1906, partiu em expedição para estabelecer um código sanitário no Brasil, de acordo com as regras internacionais, realizando paradas em 30 portos de norte a sul. Sua rígida e determinada postura lhe rendeu o reconhecimento internacional, recebendo a medalha de ouro no 14° Congresso de Higiene e Demografia de Berlim, na Alemanha, em 1907. Quando retornou ao Brasil, foi recebido como herói nacional e devido à sua dedicação e ao seu trabalho, em 1908, o Instituto Soroterápico Nacional foi rebatizado como Instituto Oswaldo Cruz, hoje Fundação Oswaldo Cruz. Além disso, Oswaldo Cruz também combateu a malária durante a construção da famosa Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (conhecida como ferrovia do Diabo), em Rondônia, e a febre amarela, no Pará. Em 1909, deixou seu cargo de Diretor Geral de Saúde Pública para poder se dedicar ao seu trabalho no Instituto. Em 1913, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras e em 1916 ajudou a fundar a Academia Brasileira de Ciências. Devido aos seus problemas de saúde, deixou a instituição e se mudou para Petrópolis, onde faleceu em 11 de fevereiro de 1917 em decorrência de insuficiência renal. A Fiocruz tem sido um farol de excelência em pesquisa, educação e inovação em saúde pública, desempenhando um papel vital na melhoria da qualidade de vida dos brasileiros. Sua dedicação à ciência e ao bem-estar social reflete o espírito de progresso e comprometimento que inspira todos os profissionais e instituições dedicados ao avanço do nosso país. Por ser referência na produção de conhecimento e soluções para a ciência brasileira, o
GT de Mobilidade Urbana do CREA-RJ recebe o presidente e o diretor de Engenharia da Central

O Grupo de Trabalho de Mobilidade Urbana do CREA-RJ realizou a terceira reunião de 2025 e recebe como convidados o presidente da Central, Fabrício Abílio, e o diretor de Engenharia e Operações, Ary Arruda, nesta quinta-feira, 22 de maio, na sede do Conselho, no Centro do Rio. O presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, abriu a reunião, que contou com a presença do coordenador do GT Alexandre Almeida, dos membros Antonio Batista, Licinio Machado Rogério e Haroldo Santos, do representante externo Rafael Poubel, da Agenersa, do conselheiro Valter Cosme Azevedo e dos apoios técnicos Landijara Duarte e Rodrigo Machado. “Desde que eu assumi a presidência do CREA-RJ a mobilidade urbana tem sido um dos grandes pontos de pressão que recebo regularmente seja dos profissionais, dos conselheiros e da sociedade. A imprensa nos cobra muito. Questões que envolvem Supervia, Metrô, estação da Gávea, Linha 3. A gente sabe que a dinâmica não é simples e que transcende a Engenharia. Os problemas incluem questões políticas, questões jurídicas, questões sociais,questões de segurança pública, então, não é só Engenharia neste debate, mas é também a Engenharia. Da nossa parte, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro, a gente criou este GT para construir um diálogo que não fique intramuros, mas que consiga conversar com as instituições que estão na ponta. A nossa missão aqui é somar esforços para que os serviços de Engenharia sejam exercidos com excelência garantindo segurança para a sociedade”, afirmou o presidente Miguel Fernández. Na pauta da terceira reunião do GT de Mobilidade, a transição da concessão dos trens urbanos da capital e da região metropolitana do Rio, que deixarão de estar sob responsabilidade da Supervia e passaram para uma nova operadora, assim que o processo, iniciado no final do ano passado, chegar ao fim. Segundo o acordo entre a concessionária e o governo do estado, em um período de 6 a 9 meses, o serviço será transferido para a nova operadora. “Excelente a iniciativa do Crea-RJ a respeito desse grupo permanente para tratar da ferrovia, de pessoas com gabarito elevadíssimo de conhecimento, a Central Logística está sempre à disposição em nome do secretário Washington Reis , ele pediu para gente vir para prestar esclarecimentos, neste momento é muito importante que a sociedade saiba o que o Rio de Janeiro está fazendo. A Central Logística participa com dois membros no Grupo de Trabalho, os trabalhos técnicos foram todos finalizados preparatórios para licitação e agora eu tenho a informação que o Grupo de Trabalho já enviou para a Procuradoria Geral do Estado, que está fazendo a análise e em momento oportuno vai liberar com parecer favorável para tocar este futuro operador”, avaliou o presidente da Central, Fabrício Abílio. O coordenador do GT de Mobilidade, Alexandre Almeida, fez um balanço da reunião. “A presença do presidente da Central e do diretor de Engenharia enriqueceu muito o debate aqui no Grupo de Trabalho do CREA-RJ, eles estão sempre muito abertos a atualizar como é que está os andamentos da Central, da Secretaria, e esse processo de transição da Supervia, que tem nos preocupado muito. A gente também tem aventado nesta reunião um termo de cooperação técnica entre o CREA e a Central no sentido de melhorar a atuação da fiscalização profissional e em breve estaremos dando sequência a isso também. A reunião foi muito positiva, vamos seguir acompanhando como está esta transição da concessão da Supervia”.
Confea convida profissionais, estudantes e sociedade a participarem das consultas públicas sobre projetos e legislações

O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) está com quatro consultas públicas abertas em seu portal. A iniciativa tem como objetivo reunir contribuições de profissionais do Sistema Confea/Crea, estudantes das áreas tecnológicas e da sociedade em geral para o aprimoramento de projetos e normativos que impactam diretamente o exercício profissional e a segurança da população. As consultas públicas são ferramentas fundamentais para a construção coletiva de normas mais atualizadas e alinhadas com a realidade do mercado e da sociedade. Participar significa exercer cidadania e colaborar com o fortalecimento da Engenharia, Agronomia e Geociências no Brasil. Atualmente, estão abertas as seguintes consultas públicas: 1 – Anteprojeto de Resolução nº 002/2025 – Regulamentação das Atividades dos TecnólogosEste anteprojeto propõe regulamentar o exercício e discriminar as atividades profissionais dos tecnólogos em suas diversas modalidades, para efeito de fiscalização do exercício profissional. Além disso, revoga a Resolução nº 313, de 26 de setembro de 1986, e dá outras providências.Contribuições até 5/6/2025 2 – Anteprojeto de Resolução nº 003/2025 – Consolidação das Atividades dos Engenheiros EletricistasVisa a consolidar normativos acerca das atividades e competências profissionais dos engenheiros da modalidade eletricista, proporcionando maior clareza e uniformidade nas atribuições desses profissionais.Contribuições até 5/6/2025 3 – Anteprojeto de Resolução nº 004/2025 – Alterações na Resolução nº 1.137/2023 sobre ART e AcervosPropõe alterações na Resolução nº 1.137, de 31 de março de 2023, que dispõe sobre a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), o Acervo Técnico-Profissional e o Acervo Operacional, visando aprimorar os procedimentos e registros relacionados.Contribuições até 5/6/2025 4 – Anteprojeto de Resolução nº 005/2025 – Atividades dos Engenheiros Ambientais e SanitaristasEste anteprojeto discrimina as atividades e competências profissionais do engenheiro ambiental, do engenheiro ambiental e sanitarista, e do engenheiro sanitarista e ambiental, buscando estabelecer diretrizes claras para o exercício dessas profissões.Contribuições até 14/6/2025 A participação nas consultas públicas fortalece a democracia, contribui para a melhoria da regulamentação profissional, valoriza a atuação técnica e ética dos profissionais e colabora diretamente para a construção de normas que promovem a segurança e o bem-estar da sociedade. O Confea reforça que todas as sugestões são bem-vindas e serão analisadas pelas comissões responsáveis. A efetiva participação da comunidade contribui para a criação de diretrizes mais coerentes e representativas, consolidando um Sistema mais transparente e conectado com os anseios dos profissionais e da sociedade. Fique atento aos prazos e participe: sua opinião faz a diferença. Acesse agora!
Executivo da Cedae defende que saneamento básico é pilar estratégico para a agenda ESG

Em artigo, o superintendente executivo de ESG da Cedae, Allan Borges, defende que o saneamento básico é um pilar estratégico de qualquer agenda ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) – as práticas que mostram o comprometimento de uma empresa com a sustentabilidade e uma gestão responsável. Leia a íntegra do artigo: Saneamento é ESG Por Allan Borges* A universalização do saneamento básico no Brasil extrapola a mera prestação de serviço: ela se configura como um pilar estratégico de qualquer agenda ESG que busque conciliar eficiência econômica, equidade social e resiliência ambiental. Em pleno ano de 2025, 46,3% da população brasileira ainda vive sem acesso à coleta de esgoto, e 13,6% não têm sequer abastecimento de água potável regular (SNIS 2023). Além disso, cerca de 8 milhões de moradias ainda enfrentam déficit qualitativo por ausência de infraestrutura mínima de água e esgoto (IBGE/PNAD Contínua 2022). Esse cenário se agrava em áreas informais — favelas e loteamentos clandestinos — onde a ausência de rede não só expõe famílias a riscos de diarreia, hepatites e outras doenças (reduzíveis em até 60% com saneamento adequado, segundo OMS/UNICEF 2022), mas também perpetua a vulnerabilidade urbana, a exclusão, a desigualdade territorial e a estigmatização de comunidades inteiras, afetando não apenas a autoestima, mas também o orgulho e o pertencimento de tantas famílias aos seus territórios. No campo ambiental, o “E” de ESG encontra no saneamento um vetor poderoso de mitigação da crise climática: estações de tratamento de esgoto e resíduos com digestão anaeróbia convertem efluentes, outrora descartados diretamente nos corpos hídricos, em energia – biogás, que por meio da queima reduz emissões de metano (CH₄) e óxido nitroso (N₂O), gases agravantes do aquecimento global segundo as diretrizes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas – IPCC (AR6, 2021). Já o reúso de água não potável — em irrigação de parques, limpeza pública ou processos industriais — contribui para a segurança hídrica e diminui a pressão sobre mananciais cada vez mais ameaçados por secas e eventos extremos, elemento vital diante das secas recorrentes que assolam diversas regiões deste Brasil profundamente desigual. No pilar “S” de Social, a conexão de domicílios informais à rede de água e esgoto constitui medida de justiça urbana. Estudos do Banco Mundial apontam que o valor de um imóvel em áreas vulneráveis pode subir até 20% com a chegada de saneamento, enquanto indicadores de saúde pública melhoram drasticamente: menos internações, menos mortalidade infantil, mais tempo produtivo promovendo renda e coesão social. Do ponto de vista da governança – o “G” de ESG -, o Marco Legal do Saneamento (Lei 14.026/2020) consolida um salto regulatório: impõe metas de 99% de cobertura de água e 90% de esgotamento sanitário até 2033. Mas, para além das metas, o marco impôs a necessidade de transparência, metas contratuais, e indicadores de desempenho auditáveis, abrindo caminho para a emissão de títulos sustentáveis (“green bonds” e “social bonds”) com “pricing” mais atraente no mercado de capitais e nos bancos de fomento (BNDES, Caixa), ao vincular o retorno financeiro ao cumprimento de marcos socioambientais. Integrar saneamento e habitação em áreas informais demandará modelos híbridos: redes convencionais nas vias principais, sistemas descentralizados (fossas sépticas modernas, biofiltros) em locais de difícil acesso e infraestrutura verde — jardins de chuva e bio‑bacias de contenção — para reduzir enchentes e promover recarga hídrica, conforme a Estratégia Nacional de Adaptação à Mudança do Clima. Municípios, consórcios regionais e prestadores privados precisam alinhar suas metas a indicadores reconhecidos internacionalmente (CDP Water Security, GRESB Infrastructure) e capacitar agentes públicos em gestão de riscos climáticos, contratos ESG e tecnologia de monitoramento remoto. O desafio é monumental. O novo Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB 2024) estimou R$ 728 bilhões de investimento até 2033 para a universalização, com retorno estimado em R$ 1,4 trilhão em benefícios diretos e indiretos (Trata Brasil 2023). Entretanto não resta dúvida sobre a perspectiva transformadora do saneamento em ativo diretamente ligado ao desenvolvimento. Cada real investido em saneamento retorna até R$ 4,5 à sociedade. Isso sem considerar o valor inegociável da dignidade humana e da preservação ambiental. A voz dos tomadores de decisão públicos será decisiva para garantir que cada “favela-bairro” receba água tratada e esgoto coletado, aplicando um princípio básico de dignidade humana e de gestão sustentável. No Brasil, levar infraestrutura de saneamento às periferias não é apenas obra de engenharia, mas política pública de equidade, governança e combate às mudanças climáticas. Em um país onde o acesso à água e ao esgoto ainda define o CEP da dignidade, cabe aos líderes públicos e privados reafirmar: saneamento é ESG, é Saúde, é Justiça. E é agora! *Allan Borges é Superintendente Executivo de ESG da Cedae, doutorando em direito da cidade pela UERJ, mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais pela FGV e professor da Escola Superior de Defensoria Público do Estado do Rio de Janeiro