Passeio ciclístico encerra programação da Campanha Maio Amarelo da CET Rio

Para fechar com chave de ouro as ações do Maio Amarelo na cidade do Rio de Janeiro, a CET-Rio promove, neste sábado (31), a partir das 10h, um grande passeio ciclístico no Parque Madureira. A iniciativa marca o encerramento da campanha de conscientização sobre segurança no trânsito, que mobilizou milhares de pessoas ao longo do mês com atividades educativas, culturais e interativas. Durante o mês de maio, a campanha Maio Amarelo reuniu esforços de diversas instituições parceiras, como o Detran-RJ, INTO, Operação Lei Seca (SEGOV), Secretaria Municipal de Educação (SME), Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e Rio Ônibus. A programação contou com palestras, oficinas, simulações, exposições e intervenções urbanas em pontos estratégicos da cidade, promovendo reflexões sobre comportamentos seguros no trânsito e o respeito à vida. Entre as ações realizadas, destacaram-se as atividades do programa Bike Educa, que ensina a convivência segura entre pedestres, ciclistas e motoristas; dinâmicas sobre pontos cegos e uso de simuladores que demonstram os efeitos do álcool e das drogas na direção; além de distribuição de materiais informativos e mudas de plantas, incentivando também a preservação ambiental. Última parada: Parque MadureiraNeste sábado, o Parque Madureira será o ponto de encontro de ciclistas, famílias e cidadãos engajados na causa da segurança viária. A concentração acontece em frente ao palco Samba, próximo ao portão 1. Além da pedalada, o evento oferece atividades para todas as idades, incluindo distribuição gratuita de água e mudas de plantas. A participação é gratuita e aberta ao público. A ação reforça o lema do Maio Amarelo 2025: “Paz no trânsito começa por você”. Passeio Ciclístico do Maio AmareloLocal: Parque Madureira – Palco Samba (próximo ao portão 1)Data: Sábado, 31 de maioHorário: A partir das 10hParticipação gratuitaAtividades educativas, distribuição de mudas e água

Ranking do Saneamento 2024 evidencia desigualdades estruturais no Brasil e lentidão nos avanços

Apesar de políticas públicas mais ambiciosas e de um marco legal atualizado, a universalização do saneamento básico no Brasil ainda está distante. É o que mostra o Ranking do Saneamento 2024, elaborado pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, com base nos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS 2022). A pesquisa analisa os 100 municípios mais populosos do país e revela uma realidade marcada por lentidão nos avanços, desigualdades regionais persistentes e uma disparidade gritante entre os melhores e os piores colocados. Pela primeira vez desde o início da série histórica do ranking, três municípios alcançaram a nota máxima (10,0), atendendo plenamente aos critérios de universalização de saneamento definidos pelo Novo Marco Legal do Saneamento (Lei 14.026/2020): Maringá (PR), São José do Rio Preto (SP) e Campinas (SP).Essas cidades atingiram praticamente 100% de cobertura de água potável e mais de 90% de coleta e tratamento de esgoto — as metas para a universalização até 2033. Além disso, apresentam baixíssimas perdas de água na distribuição e investimentos consistentes e planejados, o que evidencia que a meta é viável, desde que haja planejamento, gestão eficiente e comprometimento político. Universalização ainda é exceção No entanto, apenas 24 dos 100 maiores municípios têm mais de 90% da população com acesso à coleta de esgoto — número que revela o quão distante o país está das metas nacionais. Entre 2021 e 2022, os dados mostram avanços marginais: Ou seja, quase 90 milhões de brasileiros ainda vivem sem acesso à coleta de esgoto e cerca de 32 milhões não têm água tratada em casa. O crescimento quase inexpressivo compromete seriamente o cumprimento das metas do marco legal, previsto para 2033. Além disso, as perdas de água permanecem alarmantes. Em média, mais de 36% da água tratada é perdida antes de chegar às torneiras, por vazamentos, furtos ou falhas operacionais — um indicador de ineficiência e desperdício de recursos públicos. Desigualdades regionais escancaradas O ranking evidencia a disparidade entre regiões do país. Os 20 municípios com pior desempenho se concentram majoritariamente nas regiões Norte e Nordeste, com destaque para as capitais Porto Velho (RO), Macapá (AP), Belém (PA), Santarém (PA) e Rio Branco (AC).Essas cidades apresentam índices inferiores a 35% de coleta e tratamento de esgoto. Em alguns casos, como em Macapá, menos de 10% da população têm acesso à rede de esgotamento sanitário. Mesmo em estados mais desenvolvidos, há exemplos críticos: Belford Roxo, Duque de Caxias e São Gonçalo (RJ) estão entre os dez piores colocados, com índices muito baixos de coleta e tratamento e altas perdas de água — um reflexo da fragilidade da gestão e da precariedade da infraestrutura mesmo em áreas metropolitanas. Investimentos muito aquém do necessário O estudo calcula que o Brasil precisaria investir cerca de R$ 47 bilhões por ano para atingir as metas de universalização até 2033. Entretanto, em 2022 foram investidos apenas R$ 22 bilhões — menos da metade do necessário. Além da escassez, há também o problema da má alocação dos recursos. Os municípios com melhor desempenho investem, em média, R$ 132 por habitante ao ano, enquanto os piores investem R$ 42 por habitante — menos de um terço. Essa disparidade sugere não só falta de recursos, mas também deficiência na capacidade técnica e institucional de planejar e executar obras. Exemplos de superação e lições para o país O ranking mostra que é possível melhorar. Um caso emblemático é Aparecida de Goiânia (GO), que subiu 34 posições desde 2015, hoje ocupando a 18ª posição. A cidade investiu fortemente na ampliação da rede e firmou parcerias público-privadas (PPPs) bem-sucedidas, demonstrando como a combinação entre planejamento, regulação eficaz e cooperação com o setor privado pode acelerar os avanços. O Ranking do Saneamento 2024 reforça que a universalização do saneamento é viável — mas está longe de ser realidade para a maioria dos brasileiros. Em um país com enormes desigualdades e desafios estruturais, o acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário deveria ser um direito básico, não um privilégio regional. O saneamento básico está diretamente relacionado à saúde pública, à dignidade humana e ao desenvolvimento econômico. 

CREA-RJ celebra o Dia do Geólogo com homenagem a profissionais e debate sobre a nova legislação

No dia 6 de junho, o CREA-RJ promoverá em sua sede um encontro especial em comemoração ao Dia do Geólogo, celebrado anualmente no dia 30 de maio. A atividade será realizada na sede do Conselho, reunindo profissionais da área, estudantes e representantes de entidades da Geologia. Como parte da programação, haverá uma homenagem aos geólogos Francisco Baptista Duarte, Maria Antonieta da Conceição Rodrigues e Hernani Aquini Fernandes Chaves, reconhecendo suas importantes contribuições para o desenvolvimento da Geologia no Brasil. O evento também contará com o debate Lei nº 15.026 / 2024: Equiparação entre Profissional Geólogo e Engenheiro Geólogo só tem aspectos positivos. A nova legislação tem sido recebida com entusiasmo pela comunidade técnica e o encontro será uma oportunidade para discutir seus aspectos positivos e os avanços que ela representa para a valorização da categoria. Entretanto, outros pontos de vista podem enriquecer a discussão. A iniciativa reforça o compromisso do CREA-RJ em valorizar os profissionais da Geologia e promover o diálogo sobre temas relevantes para o exercício ético e qualificado da profissão. Serviço: 6 de junho de 2025, às 15h30 Sede do Crea-RJ: Rua Buenos Aires, 40 – Centro, Rio de Janeiro

Dia do(a) Geógrafo(a)

No dia 29 de maio, é celebrado o Dia do Geógrafo, profissional responsável por estudar a interação entre a sociedade e o espaço natural. O Bacharel possui habilitação para trabalhar com estudos ambientais, planejamento regional, mapeamento e diversas outras funções. Este profissional possui suas atribuições definidas pela Lei Federal n° 6.664 de 1979 e o órgão que fiscaliza a atuação profissional no Brasil é o Confea e os CREAs de cada região. Os geógrafos são historicamente conhecidos como cientistas que elaboram mapas, sendo esta a área de especialização chamada de cartografia, um dos temas da Geografia, assim como a climatologia e a geomorfologia. Os estudos de um geógrafo não são apenas os detalhes físicos do ambiente, mas também seus impactos sobre as pessoas e sobre a natureza, percorrendo a ecologia, o clima e os padrões naturais de cada localização, sem contar a economia e também a cultura, assim como a dinâmica populacional e os processos de globalização.  Os geógrafos identificam, analisam e interpretam a distribuição e disposição das formas e de outras características da superfície terrestre. Os mais modernos geógrafos estão frequentemente envolvidos na resolução de problemas ambientais, como o aquecimento global e as mudanças climáticas no geral. Com suas capacidades técnicas, são fundamentais para diversos setores, que incluem planejamento urbano e regional, gestão de recursos, análise de desastres naturais e geopolítica, analisando diferentes aspectos, como clima, relevo, solo, recursos naturais, tecnologia, infraestrutura, entre outros.  A data foi estabelecida no Brasil pela Lei nº 6664/79, com o objetivo de definir os requisitos para sua execução e áreas de atuação direta, em 29 de maio de 1936, paralelamente à criação do Instituto Nacional de Estatística, atual Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Mercado de Trabalho O mercado de trabalho na área de Geografia tem crescido, estimulado pela conscientização sobre questões ambientais e a necessidade de planejamento territorial, principalmente nos grandes centros urbanos. O exercício da profissão exige, assim, uma formação ampla e pretende desenvolver habilidades analíticas e boa capacidade de interpretação de dados e informações variadas que formam esses sistemas espaciais sejam eles socioeconômicos, demográficos, biogeográficos, geoecológicos ou outros. Os geógrafos assim formados adquirem competências específicas que os qualificam para emitir avaliações, pareceres e laudos ambientais; a contribuir no planejamento territorial (urbano e rural) em diferentes escalas; a orientar e refletir sobre as dinâmicas demográficas e suas diferenças espaciais; sobre os sistemas logísticos de circulação de pessoas e de bens; na elaboração e estruturação e manejo de sistemas de informação geográfica; em suma, em todas as atividades que tenham relação com o ordenamento territorial. O geógrafo é chamado para atuar como profissional em investigações de natureza puramente científica, como também na aplicação direta de seus conhecimentos adquiridos nos projetos associados ao diagnóstico, ao planejamento e à implantação de políticas e ações sociais, econômicas e administrativas em órgãos públicos ou junto à iniciativa privada. Em muitas dessas carreiras se impõem a especialização e aprofundamento da qualificação, sobretudo daqueles que pretendem fazer pesquisa. Nesses casos, os cursos e formações de pós-graduação são o percurso recomendado e o grande desenvolvimento recente desses cursos são uma demonstração do progresso e da ampliação dessa área de conhecimento. O salário de um geógrafo pode variar com base em vários fatores, incluindo a localização geográfica, o nível de experiência, a especialização e a demanda regional. Em geral, ele pode receber mais em áreas de alta demanda, como planejamento urbano, geotecnologia e questões ambientais. Os geógrafos trabalham em agências públicas e privadas, planejamento e gestão ambiental e territorial. Pode-se destacar a atuação dos geógrafos em instituições como o IBGE, Ministério do Planejamento, Agência Nacional de Águas e diversos órgãos estaduais e municipais no setor público e também em empresas de engenharia, consultoria ambiental, gestão ambiental, geomarketing entre outras no setor privado. Hoje um geógrafo ganha em média R$6.583,70 para uma jornada de trabalho de 41 horas semanais de acordo com pesquisa do Portal Salário junto a dados de 327 profissionais admitidos e desligados em regime CLT nos últimos 12 meses divulgados pelo Novo CAGED. Neste ano, a remuneração para geógrafo pode variar entre o piso salarial mínimo de R$6.403,89 e o teto salarial de R$12.957,75, dependendo do segmento da empresa, localidade, formação, experiência na função e política de cargos e salários da empresa. O CREA-RJ parabeniza todos os geógrafos pelos seus estudos que impulsionam o desenvolvimento humano em equilíbrio com a natureza, essencial para as novas tecnologias, promovendo a conscientização frente às mudanças climáticas.  Confira o vídeo aqui Fonte: UFRJ e UFSM

Dia Mundial da Energia

No dia 29 de maio, é celebrado o Dia Mundial da Energia. Esta data, criada em 1981 pela Direção Geral de Energia de Portugal, tem como objetivo demonstrar a importância da energia elétrica para geração de vida e de criação de novos meios de tecnologia que otimizem a  vida em sociedade, como a iluminação, refrigeração, uso de equipamentos eletrônicos, funcionamento hospitais, escolas e outros serviços essenciais.  A energia é uma propriedade que se manifesta de diferentes formas e pode ser definida de várias maneiras, dependendo do contexto. De modo geral, a energia é compreendida como a capacidade de um corpo ou sistema de realizar um trabalho ou produzir uma mudança em si mesmo ou em outros. Essas mudanças podem ser tanto físicas quanto químicas, como, por exemplo, um deslocamento ou movimento, calor, luz ou reações químicas. Já a energia elétrica consiste no movimento de elétrons (cargas negativas) entre dois pontos quando há uma diferença de potencial elétrico entre eles, que entram em contato por meio de um transmissor ou condutor, como um cabo metálico. Como resultado, gera-se uma corrente elétrica que é usada para alimentar uma grande variedade de dispositivos e sistemas elétricos.  Energia sustentável O sétimo objetivo da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), plano de ação global que reúne 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas com foco na erradicação da pobreza e na promoção de uma vida digna a todos, é sobre a utilização de Energia Limpa e Sustentável, garantindo o acesso a uma energia acessível, segura e moderna, que vem de fontes não poluentes e não emitem gases nocivos ao meio ambiente.  Em seus tópicos, são abordados: – Assegurar o acesso universal, confiável, moderno e a preços acessíveis a serviços de energia; – Aumentar substancialmente a participação de energias renováveis na matriz energética global; – Dobrar a taxa global de melhoria da eficiência energética; – Reforçar a cooperação internacional para facilitar o acesso a pesquisa e tecnologias de energia limpa, incluindo energias renováveis, eficiência energética e tecnologias de combustíveis fósseis avançadas e mais limpas, e promover o investimento em infraestrutura de energia e em tecnologias de energia limpa; – Expandir a infraestrutura e modernizar a tecnologia para o fornecimento de serviços de energia modernos e sustentáveis para todos nos países em desenvolvimento, particularmente nos países menos desenvolvidos, nos pequenos Estados insulares em desenvolvimento e nos países em desenvolvimento sem litoral, de acordo com seus respectivos programas de apoio.  Os combustíveis fósseis (como carvão, petróleo e gás) são os principais culpados por essa variação do clima, sendo responsáveis por mais de 75 % do total das emissões globais de gases de efeito estufa e por cerca de 90 % de todas as emissões de dióxido de carbono, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). E eles ainda são responsáveis por mais de 70 % do fornecimento global (contra 82 % em 2022), de acordo com o último relatório da Agência Internacional de Energia. As energias renováveis, principalmente a solar e a eólica, continuam crescendo e espera-se que se tornem a principal fonte de geração de eletricidade até 2025.  O Brasil é referência em energia limpa e renovável. Ao atingir a marca de 200 gigawatts (GW) de potência centralizada, o país confirma seu protagonismo: desses 200 GW alcançados, 84,25% são de fontes renováveis e 15,75% de fontes não renováveis. E as três maiores fontes de energia são a hídrica (55%), a eólica (14,8%) e a biomassa (8,4%), segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), em 2024. Fonte: Agência Nacional de Energia Elétrica; Iberdrola e ONU  

Relógios atômicos são a base da sincronização global de alta precisão

Os relógios atômicos representam o mais alto nível de precisão na medição do tempo, utilizando propriedades quânticas de transições eletrônicas em átomos para estabelecer uma frequência de oscilação extremamente estável. O modelo mais utilizado baseia-se no isótopo césio-133, cuja transição hiperfina no estado fundamental ocorre exatamente 9.192.631.770 vezes por segundo — número que define o segundo no Sistema Internacional de Unidades (SI). A estabilidade dessas transições permite desvios inferiores a um segundo em dezenas ou centenas de milhões de anos, superando largamente qualquer mecanismo eletromecânico ou eletrônico convencional. Essa precisão extrema é fundamental para o funcionamento de sistemas que exigem sincronização em nível de nanossegundos. No Sistema de Posicionamento Global (GPS), por exemplo, a triangulação depende da diferença de tempo entre sinais emitidos por satélites; um erro temporal de apenas um bilionésimo de segundo pode gerar uma imprecisão de vários metros na localização. Além disso, redes de telecomunicações utilizam relógios atômicos para manter a integridade na transmissão de dados em larga escala, enquanto mercados financeiros dependem dessa cronometria exata para registrar ordens e transações em tempo real com rastreabilidade e conformidade regulatória. No Brasil, o Observatório Nacional, no Rio de Janeiro, é a instituição responsável pela manutenção do horário oficial do país. Ele opera um conjunto de relógios atômicos, incluindo padrões de césio e de hidrogênio (masers), que integram o Sistema de Hora Legal Brasileira e contribuem para a escala de Tempo Universal Coordenado (UTC). Internacionalmente, instituições como o NIST (National Institute of Standards and Technology), nos Estados Unidos, e o Observatório de Paris, na França, mantêm alguns dos relógios mais avançados do planeta. O futuro da cronometria, contudo, está nos relógios atômicos ópticos, que utilizam transições em frequências ainda mais altas, como as de átomos de estrôncio e íons aprisionados, e prometem margens de erro de apenas um segundo a cada 30 bilhões de anos. Esses novos padrões poderão ser fundamentais em experimentos de física fundamental, testes de relatividade geral e até na detecção de variações no campo gravitacional terrestre. Participação internacional  O Brasil contribui para a formação do Tempo Atômico Internacional (TAI) por meio das medições realizadas pelo Observatório Nacional e pelo IFSC/USP. Essas instituições enviam dados de seus relógios atômicos ao BIPM, que calcula o TAI a partir das leituras de mais de 260 relógios atômicos localizados em institutos e observatórios de metrologia ao redor do mundo . Principais relógios atômicos em operação no Brasil Observatório Nacional (ON) – Rio de Janeiro O ON mantém sete relógios atômicos de césio-133 e dois padrões atômicos de maser de hidrogênio. Esses equipamentos são fundamentais para a geração da Hora Legal Brasileira e para a participação do país na escala de Tempo Atômico Internacional (TAI), coordenada pelo Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM).​ Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) – Brasília O ITI instalou dois relógios de césio em sua Entidade de Auditoria do Tempo (EAT), integrando a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil) à rede do Tempo Universal Coordenado (UTC). Esses relógios garantem maior precisão e segurança nas transações digitais e certificações eletrônicas no país.​ Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) – São Carlos (SP) O IFSC/USP desenvolveu um relógio atômico compacto, contribuindo para a pesquisa e desenvolvimento na área de metrologia do tempo. Desde dezembro de 2018, o laboratório faz parte da rede coordenada pelo BIPM, participando da geração do tempo internacional.​ Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) Embora o Inmetro não opere diretamente relógios atômicos, ele atua em parceria com o ON para garantir a metrologia científica e industrial na área de tempo e frequência, sendo o laboratório designado para essas atividades no Brasil.

Lançamento do livro Inteligência Artificial, Educação e Assistência Judicial na sede do CREA-RJ

Acontece nesta sexta (30/05), às 18h, na sede do CREA-RJ, no Centro do Rio, o lançamento do livro “Inteligência Artificial, Educação e Assistência Judicial”, de Marcus Possi, que  foi concebido como um guia estratégico para profissionais que desejam integrar lA de forma crítica e eficaz em seus contextos de atuação. O seu propósito é apoiar trilhas de aprendizado com tutoria por IA, organizando o conhecimento e promovendo autonomia no uso consciente da tecnologia. Com 480 páginas, a obra está estruturada em 8 capítulos modulares, abordando desde os fundamentos teóricos da IA Generativa até suas aplicações práticas em ambientes profissionais. O livro oferece suporte contínuo à formação, promovendo a autonomia do leitor no uso estratégico, seguro e ético da IA. Além de explorar arquitetura de agentes, modelos como RAG e MemGPT, e implicações éticas em contextos como a perícia judicial, a obra conecta teoria e prática com linguagem acessível e crítica reflexiva. INSCREVA-SE Confira o evento na íntegra CONTEÚDO PROGRAMÁTICO PÚBLICO-ALVO Engenheiros, educadores, profissionais do direito, estudantes e interessados em lA aplicada a contextos práticos CORPO DOCENTE O autor Marcus Possi, com mediação técnica de lA tutor (via plataforma). QUANDO 30 de maio (sexta), 18h30 Sede do CREA-RJ – Rua Buenos Aires 40 – Centro – Rio de Janeiro Evento Gratuito c/ Vagas limitadas Profissionais registrados no CREA-RJ têm prioridade de inscrição e 20% de desconto na aquisição do livro.

CREA-RJ vai quebrar burocracia com o lançamento de app de serviços

Prestes a completar 91 anos de fundação, o Conselho de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ) está com tudo pronto para lançar seu primeiro aplicativo de serviços para a comunidade de cem mil profissionais das engenharias e cerca de 20 mil empresas. O app será anunciado pelo presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, no evento CREA Aqui, que vai comemorar os 91 anos da entidade, na Marina da Glória, no dia 5 de junho. O app estará disponível em versões para sistemas operacionais iOS e Android. Casa de ferreiro, espeto de pau. Apesar de ter a tecnologia como um de seus principais ativos, o CREA já deveria ter lançado seu app há dez anos. Mas só agora o CREA está passando por uma grande transformação nos seus processos de informatização. Com isso, vai poder implantar o CREA-RJ Online, com o Sistema Integrado de Fiscalização e Auto Atendimento, o SIFA. Isso vai permitir que os usuários tenham na palma das mãos todo o acervo de documentos e serviços disponíveis 24 horas por dia para profissionais e empresas.  Com o autoatendimento, o usuário poderá gerar documentos sem qualquer interação com a burocracia do CREA. Isso representa um avanço e uma economia considerável para os registrados no conselho. Para se ter uma ideia, para obter hoje uma Certidão de Acervo Técnico (CAT), que certifica para efeitos legais as atividades registradas no CREA, é preciso pelo menos 30 dias. Com o autoatendimento, esse prazo poderá ser reduzido em até uma semana. Com o app, os engenheiros terão acesso a sua carteira digital, com o registro nacional profissional, a certidões diversas e à Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), documento que garante a legalidade das atividades profissionais. A ART é um instrumento que permite ao poder público a rastreabilidade dos responsáveis por obras e serviços. Com isso, há mais chances de investigação e eventual punição dos responsáveis, no caso de incidentes. Outra vantagem importante do app CREA-RJ on-line será o aumento da segurança dos documentos emitidos pelo CREA, já que é o Conselho quem vai certificar toda a documentação, sem intermediários. Isso evita a falsificação de documentos e dá maior segurança a obras e serviços oferecidos por engenheiros registrados no CREA. Os aplicativos, ou “apps” como são conhecidos, surgiram a partir do início da década de 2000, com o lançamento de smartphones e a popularização das lojas de aplicativos como a App Store e Google Play. No Brasil, o uso de aplicativos cresceu significativamente, impulsionado pela popularização de smartphones e pela disponibilidade de internet móvel. Atualmente, o Brasil tem um dos maiores mercados de aplicativos do mundo, com um número estimado de mais de 8,93 milhões de aplicativos móveis disponíveis globalmente, incluindo apps desenvolvidos no Brasil e por empresas internacionais. O mercado de aplicativos no Brasil é impulsionado por diversos fatores, incluindo a crescente adoção de smartphones, a popularidade de redes sociais e a busca por soluções digitais para o dia a dia.  A partir de 2020, a pandemia de COVID-19 acelerou a adoção de canais virtuais e plataformas de delivery, com mais de 250 aplicativos atuando como intermediários entre clientes e estabelecimentos. Os brasileiros, em média, possuem entre 70 e 80 aplicativos instalados em seus dispositivos, com um uso médio real de 30 apps, segundo estudos da empresa.

Dia do Engenheiro de Custos: saiba mais sobre o mercado de trabalho

A Engenharia de Custos tem ganhado destaque no mercado de trabalho brasileiro, refletindo a crescente demanda por profissionais especializados na gestão financeira de projetos de engenharia. Esses profissionais são responsáveis por atividades como estimativa e previsão de custos, controle de gastos, avaliação de investimentos e análise de riscos, garantindo o equilíbrio ideal entre despesas, qualidade e prazos dos empreendimentos. O mercado de trabalho para engenheiros de custos é amplo, sendo requisitados em setores como construção civil, petróleo e gás, energia, infraestrutura e indústrias farmacêutica e química. Além disso, há oportunidades em empresas de serviços ligados à educação, finanças, saúde e transportes, bem como em órgãos públicos e instituições de ensino. A versatilidade do engenheiro de custos permite sua atuação em diversas engenharias, incluindo civil, elétrica, mecânica, ambiental e naval. A remuneração para engenheiros de custos é considerada atrativa. De acordo com dados do site vagas.com.br, a média salarial é de aproximadamente R$ 8.656,00, podendo variar conforme a experiência, localização e porte da empresa. Profissionais em início de carreira têm salários em torno de R$ 7.286,00, enquanto aqueles com maior experiência podem alcançar remunerações de até R$ 11.145,00. Formação e Capacitação Até recentemente, não havia cursos de graduação específicos em Engenharia de Custos no Brasil. Contudo, algumas instituições, como o Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos (IBEC), passaram a oferecer essa formação, visando suprir a carência de profissionais especializados na área. O curso de Engenharia de Custos tem carga horária de 3.680 horas/aula, podendo ser concluído em cinco anos, e prepara o aluno para atuar em diversas etapas de projetos de engenharia, desde a concepção até a execução e controle financeiro. Alguns dos setores que mais contratam são: – Construção Civil: responsável por grandes obras de infraestrutura, como edifícios, rodovias, pontes e aeroportos, esse setor exige profissionais para elaborar orçamentos e analisar a viabilidade econômica dos projetos. – Petróleo e Gás: empresas desse ramo lidam com investimentos milionários, tornando essencial o trabalho de um engenheiro de custos para mitigar riscos financeiros. – Energia: seja em usinas hidrelétricas, solares ou eólicas, o planejamento detalhado de custos é fundamental para o sucesso dos empreendimentos. – Indústrias: setores como automotivo, farmacêutico, químico e naval precisam de engenheiros de custos para otimizar processos e reduzir desperdícios. – Órgãos Públicos: governos e prefeituras necessitam desses profissionais para elaborar orçamentos de obras públicas, garantindo o uso eficiente do dinheiro público. – Consultorias e Auditorias: muitas empresas especializadas em engenharia oferecem serviços de consultoria em custos, auxiliando clientes na tomada de decisões estratégicas. Expansão e novas oportunidades O avanço da tecnologia também tem impulsionado novas oportunidades para engenheiros de custos. Ferramentas de inteligência artificial, modelagem BIM (Building Information Modeling) e softwares de gestão financeira têm aumentado a precisão na previsão de custos, tornando o setor ainda mais técnico e especializado. Além disso, com a crescente preocupação com sustentabilidade, a engenharia de custos tem um papel fundamental na busca por alternativas que reduzam desperdícios e tornem os projetos mais viáveis economicamente sem comprometer o meio ambiente. A demanda pelo profissional também é crescente em concursos públicos, onde engenheiros de custos são requisitados para atuar em departamentos de orçamento e fiscalização de obras públicas, garantindo transparência e eficiência nos gastos do governo. Confira o vídeo aqui