
Correspondente ao segundo setor da economia, no dia 25 de maio é comemorado o Dia da Indústria. Passando por áreas desde o setor alimentício até setor naval, a indústria é responsável pela transformação de matérias-primas em produtos para produzir outros ou já prontos para o consumo, sejam ele duráveis, como roupas, automóveis, aparelhos eletrônicos, ou não duráveis, como alimentos e produtos de limpeza e de higiene pessoal.
A data foi criada em território nacional para homenagear Roberto Simonsen, considerado o patrono da indústria brasileira e falecido em 25 de maio de 1948. Simonsen foi engenheiro, industrial, administrador, professor, historiador e político. Ele também foi membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Desde então, o dia simboliza a importância de uma atividade que gera empregos, desenvolvimento e riqueza para todo o país.
Tipos de indústria
Considerando o tipo de produção industrial, esse setor pode ser classificado como:
– Indústria de base: também chamada de indústria pesada ou de indústria de bens de produção, ela é responsável pela transformação da matéria-prima bruta, provenientes do setor primário da economia (extraídos diretamente da natureza), para produzir matérias-primas processadas ou intermediárias, que serão utilizadas em outras indústrias;
– Indústria de bens intermediários: essas já produzem bens manufaturados. São as produtoras de ferramentas para outras fábricas, como máquinas e equipamentos em geral. Um exemplo seria as mecânicas dirigidas à produção de peças automotivas, pneus e outros componentes que são necessários na montagem de veículos.
– Indústria de bens de consumo: essa área é destinada ao consumidor final, dividida em bens duráveis e não duráveis. Os bens duráveis possuem longa duração, não perdendo sua utilização de forma imediata, como móveis, roupas, eletrodomésticos, acessórios e outros. Já os bens não duráveis possuem uma data de validade limitada e devem ser consumidos dentro de um prazo de tempo estimado, como alimentos e remédios.
História da indústria no Brasil
A industrialização no Brasil começou de forma tardia, em relação aos outros países, como se deu no continente europeu no século XVIII, já que era proibido no período colonial pela metrópole portuguesa para não competir com seus produtos e nem se tornar independente. Apenas na segunda revolução industrial, em meados do século XX, o país instalou de fato o processo de industrialização, por meio do capital adquirido por meio da economia cafeeira, expandindo-se a partir da década de 1930, depois da crise do café causada pela quebra da bolsa de Nova York em 1929.
No governo de Getúlio Vargas, o país passou a investir e abrir empresas públicas, com destaque para a indústria de base. Foi nesse período que surgiu a Companhia Siderúrgica Nacional (1941), a Vale do Rio Doce (1943), a Companhia Hidrelétrica de São Francisco (1945) e a Petrobrás (1953). O contexto histórico da Segunda Guerra Mundial também impulsionou o crescimento industrial interno, já que era difícil importar máquinas dos países que estavam envolvidos no conflito, como França, Alemanha e Estados Unidos.
Já no início da década de 1960, com Juscelino Kubitschek, houve a abertura econômica às indústrias multinacionais e o crescimento da indústria de bens intermediários. Houve o privilégio para a indústria automobilística, deixando o transporte ferroviário em desvantagem. Também observou-se um aumento industrial automobilístico de São Paulo, no ABCD paulista (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema).
No Golpe Militar de 1964, o Brasil passou a ser visto como um grande investidor e realizou obras de grande porte como a usina hidrelétrica de Itaipu, a rodovia Transamazônica e a ponte Rio-Niterói. Porém, os gastos com estes empreendimentos, no entanto, aumentam a dívida externa e provocam uma inflação descontrolada no país.
E, após passado esse período, com a implementação do neoliberalismo, a atividade industrial no Brasil caiu, passando pela desconcentração industrial. Mas no Brasil, o setor industrial teve um avanço de 3,1%, em 2024, resultado que se consolida como o terceiro mais elevado da indústria nos últimos 15 anos, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre as atividades, as principais contribuições positivas no resultado da indústria foram registradas por veículos automotores, reboques e carrocerias (12,5%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (14,7%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (12,2%), produtos alimentícios (1,5%) e produtos químicos (3,3%).
