Confea e Sociedade Americana de Agronomia firmam parceria para certificação profissional

O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) celebrou, no último 10 de junho, um importante acordo com a Sociedade Americana de Agronomia (ASA), visando a implementar um sistema de certificação profissional entre os países. A parceria busca reconhecer a regularidade técnica e a experiência dos profissionais brasileiros que atuam no setor agronômico. Segundo o Confea, o convênio permitirá a transferência de tecnologia associada ao modelo de certificação da ASA, bem como a promoção de conteúdos técnicos e a realização de cursos voltados ao desenvolvimento profissional. A iniciativa marca um avanço significativo na mobilidade profissional internacional de engenheiros agrônomos e de áreas afins. No anúncio oficial, destacou-se que o Confea será responsável pela validação da idoneidade ética, da formação acadêmica, da experiência comprovada e da regularidade dos profissionais interessados. Já a ASA contribuirá com o know-how metodológico que fundamenta o processo de certificação adotado nos Estados Unidos. Essa parceria com a ASA reforça uma estratégia do Confea de estreitamento de relações com entidades internacionais, em paralelo a acordos semelhantes já firmados com outras organizações dos EUA, como a ASCE (American Society of Civil Engineers) e a ASME (American Society of Mechanical Engineers). O movimento integra o Plano de Inserção Internacional do Confea, implementado desde 2019 para ampliar o intercâmbio técnico e profissional no exterior. A expectativa é de que a nova certificação traga benefícios como a ampliação da mobilidade internacional dos profissionais registrados no Sistema Confea/Crea, o estímulo à formação continuada por meio de cursos, debates e conteúdos técnicos, e o fortalecimento institucional do Conselho ao garantir que os profissionais brasileiros sejam reconhecidos com base em padrões globais de excelência. Ainda não há data definida para o início dos processos de certificação. O Confea informou que os detalhes operacionais deverão ser ajustados em breve, com a abertura de programas específicos, editais e instruções normativas. A expectativa é que, nos próximos meses, profissionais do Sistema tenham acesso ao novo modelo.  Fonte: Confea

Dia Nacional da Ciência e do(a) Pesquisador(a)

No dia 8 de julho, é celebrado o Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador. Esta data tem como objetivo destacar a importância da produção científica no país e divulgar suas práticas e estudos para toda sociedade, inclusive despertar o interesse dos jovens pelas ciências. Também é uma homenagem à criação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 8 de julho de 1948.  A SBPC é uma organização voltada para o conhecimento científico, tecnológico, educacional e cultural do Brasil, sem fins lucrativos ou posição político-partidária, sediada em São Paulo. Ela exerce um papel significativo na expansão e aperfeiçoamento do sistema nacional de ciência e tecnologia, assim como na difusão e popularização da ciência, e representa 161 sociedades científicas afiliadas e sócios ativos, entre pesquisadores, docentes, estudantes e cidadãos no geral.  A entidade também contribui para o debate permanente das questões relacionadas à área por meio de diversas publicações, como o Jornal da Ciência, a revista Ciência e Cultura, o portal na internet, e a edição de livros sobre temas diversos relacionados à ciência brasileira.  Desde janeiro de 2023, foram contratados mais de R$26,3 bilhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para fortalecer a ciência brasileira. A verba supera os valores contratados entre 2020 e 2022, quando, juntando os três anos, os recursos não chegaram a R$10,5 bilhões. Os programas que recebem esse investimento vão desde o combate à fome, transição energética, transformação digital ao Pró-Amazônia (iniciativas locais e gerar conhecimento sobre a sociobiodiversidade amazônica) e a recuperação de acervos científicos.  E apesar de maiores oportunidades e acesso à educação, as mulheres ainda representam um número menor na ciência: a porcentagem média global de pesquisadoras é de 33,3%, e apenas 35% de todos os estudantes das áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, na sigla em inglês) são mulheres, segundo a Unesco. Os números demonstram como ainda persistem barreiras e baixa representatividade para as mulheres e meninas, sobretudo em áreas consideradas predominantemente masculinas. Assim, o edital Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação, que vai investir R$100 milhões ao longo de três anos em 126 projetos aprovados para incentivar a permanência e a ascensão de meninas e mulheres em carreiras dessas áreas. A previsão é de que sejam concedidas entre 4.500 e 5.400 bolsas a meninas e mulheres da educação básica ao doutorado. Contribuições realizadas por cientistas brasileiros:  Fontes: Academia Brasileira de Ciências (ABC); Agência Gov; ONU; Fapesp; SBPC; Unesco.

Próximos Encontros Microrregionais acontecem em São Pedro D’Aldeia e Nova Friburgo

O CREA-RJ segue promovendo os Encontros Microrregionais (EMRs) preparatórios para o 12º Congresso Estadual de Profissionais (CEP), que mobilizam profissionais de todo o estado em torno do tema: “Engenharia, Agronomia e Geociências no desenvolvimento das cidades”. O debate está alinhado aos eixos temáticos: Acessibilidade e Mobilidade Urbana; Saneamento Básico; Engenharia Pública; Qualidade Ambiental e Desenvolvimento Sustentável Energético para os municípios. As próximas reuniões acontecem em São Pedro D’Aldeia (10/07) e Nova Friburgo (11/07). Podem participar dos encontros com direito a voz e voto profissionais registrados no Crea-RJ com anuidade de 2025 em dia. Estudantes da área tecnológica e convidados podem participar com direito a voz, mas não a voto. O encontro microrregional de Nova Friburgo contará com a participação especial do geólogo Guilherme Estrella, da Petrobras, um dos responsáveis pela descoberta do Pré-Sal. Após o evento, a AEANF (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Nova Friburgo) realizará uma confraternização por adesão e com vagas limitadas. Para mais detalhes e reserva de vaga, acesse: https://forms.gle/sFEPkhkoQMqmxQ9X8.  Com participação gratuita, os EMRs são espaços para o debate e elaboração de propostas que serão consolidadas no 12º CEP, marcado para 2 de agosto, no Hotel Windsor Guanabara, no Centro do Rio. Os profissionais registrados no CREA-RJ com anuidade em dia também podem concorrer a delegados que irão representar suas regiões no 12º CEP, podendo, se eleitos, participarem do Congresso Nacional de Profissionais, que acontecerá em outubro no Espírito Santo. As inscrições podem ser feitas antecipadamente pelo site www.crea-rj.org.br/12cep ou presencialmente no local. Confira as próximas datas e locais: 09/07 (quarta-feira): São Pedro D’AldeiaHorário: 18h às 21hLocal: Firjan (RJ-140 – Vila São Pedro) 10/07 (quinta-feira): Nova FriburgoHorário: 14h às 18hLocal: Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Nova Friburgo (Av. Alberto Braune,111 – Centro) Na sequência, os próximos encontros microrregionais acontecem em Maricá (17/7) e Rio de Janeiro (23/7).

Domo de Araguainha, uma cicatriz de 250 milhões de anos, no coração do Brasil

Na divisa entre os estados de Goiás e Mato Grosso, entre as pequenas vilas de Araguainha e Ponte Branca, encontra-se um verdadeiro monumento natural que poucos brasileiros conhecem: o Domo de Araguainha. Trata-se da maior cratera de impacto meteórico já registrada no Brasil — e também em toda a América do Sul. Com impressionantes 40 quilômetros de diâmetro, a estrutura é resultado do choque de um asteroide contra a crosta terrestre, há cerca de 250 milhões de anos. A colisão ocorreu no fim do período Permiano, quando a região fazia parte de um mar raso que recobria grande parte do supercontinente Gondwana. Estimativas baseadas em datações isotópicas (U–Pb) indicam que o impacto se deu por volta de 254,7 ± 2,5 milhões de anos atrás, coincidindo, em termos geológicos, com o evento de extinção em massa que dizimou cerca de 90% das espécies do planeta — o maior da história da Terra. À primeira vista, a cratera não se parece com uma típica cavidade circular. Com o passar do tempo, o impacto foi sendo disfarçado por processos erosivos e deposições sedimentares. Mas o que ainda impressiona é o domo central elevado, com cerca de cinco quilômetros de diâmetro, formado por rochas como granito alcalino (datado em aproximadamente 512 milhões de anos) e sedimentos mais antigos, como filitos e meta-arenitos neoproterozoicos — materiais que antes se encontravam a quilômetros de profundidade. Essa elevação no centro da cratera foi causada por um fenômeno conhecido como “rebound” elástico: após o impacto, as camadas da crosta se comportaram como um líquido sendo atingido por uma gota, criando uma elevação central devido à força do choque. Ao redor desse núcleo, há uma faixa anelar de arenitos deformados, brechas e suevitos — rochas fragmentadas e parcialmente fundidas durante o impacto, características típicas de crateras de origem extraterrestre. Reconhecida como geossítio de importância internacional e incluída na lista dos 100 patrimônios geológicos mundiais da IUGS, a cratera de Araguainha tem sido objeto de estudo de geólogos desde a década de 1970. A estrutura guarda pistas valiosas sobre processos geológicos extremos e fornece dados essenciais para áreas como estratigrafia, petrologia, geoquímica e geologia estrutural. Hoje, Araguainha é considerada uma espécie de “livro aberto” para a história da Terra, e vem sendo cada vez mais visitada por pesquisadores, estudantes e entusiastas. O local também possui potencial turístico, com trilhas geológicas, mirantes e afloramentos expostos — e poderia ser transformado em um parque geológico de interesse nacional, ajudando a promover o turismo sustentável e a educação científica. Apesar de seu valor natural e científico, a cratera enfrenta desafios. A construção da rodovia MT-100, por exemplo, que corta parte da borda norte da estrutura, pode gerar impactos ambientais caso não haja fiscalização e preservação adequadas. Para especialistas, o ideal seria integrar a região a políticas de conservação e incentivo à ciência, valorizando esse verdadeiro tesouro geológico. Descoberta por acaso em 1969 e identificada como cratera de impacto apenas anos depois, Araguainha ainda guarda muitos segredos sob seus solos vermelhos. Ela é, ao mesmo tempo, uma cicatriz e um testemunho do passado planetário — e segue esperando que mais brasileiros a descubram. Fonte: artigo da Coluna Deriva Continental (Superinteressante), dos geólogos Álvaro Penteado Crósta, Natalia Hauser, Wolf Uwe Reimold e Joana Paula Sánchez. https://super.abril.com.br/coluna/deriva-continental/conheca-o-domo-de-araguainha-a-maior-cratera-de-impacto-meteoritico-do-brasil

Sugarcrete: cientistas criam concreto a partir dos resíduos da cana-de-açúcar

Pesquisadores da University of East London (UEL), em parceria com os arquitetos da Grimshaw e a fabricante de açúcar Tate & Lyle Sugar, desenvolveram um concreto a partir do bagaço da cana-de-açúcar, chamado de Sugarcrete. A invenção tem como objetivo investigar soluções sustentáveis na área da construção por meio da reciclagem de biomateriais e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.  O Sugarcrete, além de ser tão resistente quanto o concreto tradicional, tem tempo de cura reduzido, levando apenas uma semana, enquanto o tradicional leva quatro; é mais leve, custa muito mais barato e tem pegada de carbono de apenas 15% a 20%. De acordo com os pesquisadores, se o Sugarcrete substituísse completamente a indústria tradicional de tijolos, geraria uma economia de 1,08 bilhão de toneladas de CO², o que corresponde a 3% da produção global de gás carbônico. “O projeto começou como parte de uma pesquisa dentro do Mestrado em Arquitetura da Universidade de East London (UEL), que se preocupa com o uso de soluções inovadoras de construção que abordam questões locais. Enquanto trabalhava em propostas de reconstrução em Silvertown, nas docas, nos envolvemos com o tecido industrial existente da área e começamos a olhar para os subprodutos como alternativas de construção, incluindo sobras de produção de açúcar da Tate & Lyle. As explorações iniciais foram ainda mais testadas e otimizadas usando nossas instalações de ponta no Instituto de Pesquisa de Sustentabilidade (SRI) e, posteriormente, implantadas como Sugarcrete Slab em parceria criativa com arquitetos em Grimshaw e engenheiros da AKT II. ” afirma Armor Gutierrez Rivas, professor sênior em Arquitetura.  O material também é mais barato, principalmente em regiões onde a cana de açúcar é cultivada, como no Brasil, que na safra de 2023/2024, a produção registrou 713,2 milhões de toneladas e estabelece novo recorde na série histórica acompanhada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As condições climáticas e os investimentos do setor proporcionaram esse resultado, com destaque para a recuperação da produtividade no centro-sul do país. O Sugarcrete também foi prototipado usando modelagem digital avançada e fabricação robótica. Apresenta, assim, propriedades mecânicas, acústicas, e térmicas de alta qualidade, testado de acordo com os padrões da indústria para a resistência ao fogo, resistência à compressão, condutividade térmica e durabilidade, podendo ser empregado como painéis de isolamento, blocos de suporte de carga, pisos estruturais e lajes de telhado.  O método de produção é parecido com o tijolo comum, envolvendo mistura, fundição e secagem de materiais. Porém, utiliza até 90% de aço, resultando em estruturas mais leves e com menores riscos à rachaduras, diminuindo também a quantidade de recursos naturais no processo de construção. Além desses benefícios, até a sua estrutura foi pensada para ser utilizada sem a necessidade de argamassa: os pesquisadores integraram o conceito de geometrias entrelaçadas para facilitar a sua aplicação, técnica criada e patenteada em 1699 pelo engenheiro francês Joseph Abeille, sendo revisada por Amédée François Frézier em 1739, e Truchet em seu Traité de Stéréotomie en 1737.  “A ética da inovação material para lidar com a crise climática deve projetar a cadeia de suprimentos, bem como a especificação de desempenho. O carbono está no topo da lista; Também devemos mencionar a toxicidade em relação à saúde e a segurança nos processos de construção. Usando bagaço e outros produtos biológicos de crescimento rápido em combinação com ligantes minerais inertes não apenas para camadas de isolamento, mas também para estruturas, elimina as linhas de produtos quimicamente malignas e baseadas em combustíveis das obras. Isso responde diretamente às prioridades de segurança da Lei de Segurança de Construção durante as sequências de fabricação, construção, demolição, reutilização e descarte”, conta a arquiteta da Grimshaw.  Em 2023, o Sugarcrete foi o vencedor na categoria de economia circular, com foco nos projetos que diminuem resíduos que seriam descartados, do Climate Positive Award pelo grupo de ambientalistas Green Cross UK, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.  Fontes: Agência Gov; ArchDaily; União Nacional da Bioenergia (Udop) e Visão Agro.

CREA-RJ manifesta solidariedade à OAB-RJ e repúdio à ameaça de atentado a bomba na sede da OAB-RJ

A presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ) vem manifestar total repúdio à ameaça de atentado à bomba, que resultou no fechamento da sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), na manhã desta quinta-feira, dia 3.  Pela defesa inegociável dos valores da democracia, a OAB-RJ foi alvo de atentado à bomba que resultou na morte da secretária dona Lyda Monteiro, em 27 de agosto de 1980. O CREA-RJ vê com preocupação a tentativa de intimidação da OAB e considera que nada pode impedir a Ordem na propagação dos valores republicanos e na preservação das prerrogativas dos advogados e advogadas. Segundo comunicado divulgado pela Ordem, a presidente da OAB-RJ, Ana Tereza Basílio, decidiu fechar a sede até o meio-dia após mensagem recebida na quarta-feira, com ameaça de atentado por parte de grupos extremistas. A OAB seguiu as orientações de autoridades da segurança pública. O CREA-RJ reforça os laços de parceria com a OAB, manifestando também toda solidariedade à entidade e aos profissionais a ela associados.  As atividades na OAB foram retomadas normalmente na tarde desta quinta-feira, após vistoria realizada pelas forças de segurança nos 12 andares do prédio. 

CREA-RJ promove evento sobre Defesa Civil e Meteorologia com foco em eventos extremos

Diante do aumento das catástrofes ambientais no estado do Rio de Janeiro, o CREA-RJ realizará, por iniciativa de sua Câmara Especializada de Agronomia (CEAGRO), o Encontro Defesa Civil e Meteorologia CREA-RJ: bastidores de eventos extremos e ações conjuntas sobre o presente, passado e futuro. O evento, que ocorrerá presencialmente no dia 11 de julho, na sede do Conselho, será gratuito e visa à articulação entre profissionais da Meteorologia e da Defesa Civil para debater experiências, desafios e caminhos para fortalecer a atuação integrada dessas áreas. Com foco na importância do trabalho conjunto entre meteorologistas, órgãos especializados e prefeituras, o encontro pretende contribuir para a melhoria dos protocolos de resposta e prevenção a desastres, além de buscar alternativas para viabilizar o exercício profissional de forma qualificada e em conformidade com as leis. O público-alvo inclui representantes das Defesas Civis Municipais do estado do Rio de Janeiro, profissionais da Meteorologia, estudantes, empresas, instituições de ensino, entidades de classe e membros da sociedade que atuam ou se interessam pelo tema. Clique para mais informações e inscrições!

CREA-RJ discute o desenvolvimento urbano no 5º Encontro Microrregional em Nova Iguaçu

No dia 2 de julho de 2025, o CREA-RJ realizou o 5º Encontro Microrregional na Câmara de Dirigentes Lojistas de Nova Iguaçu. O evento já passou pelas cidades de Volta Redonda, Itaperuna, Campos dos Goytacazes e Macaé. Localizada na Baixada Fluminense, Nova Iguaçu é a maior cidade da região em extensão territorial, e destaca-se pelo comércio, serviços, indústria, logística e um potencial crescente em tecnologia e inovação. O comércio e os serviços lideram a economia local, sendo responsáveis por mais da metade do PIB municipal. A cidade conta também com forte presença de instituições de ensino, saúde, cultura e lazer. Nesta edição, foi abordado o tema “Engenharia, Agronomia e Geociências no desenvolvimento das cidades”, visando se aprofundar em tópicos como mobilidade urbana, saneamento básico, qualidade ambiental e desenvolvimento sustentável energético para os municípios.  Dos 13 delegados eleitos para representarem o CREA-RJ no 12º Congresso Estadual de Profissionais – CEP, sete são com mandato e seis sem mandato. Além disso, foram apresentadas oito propostas no total durante todo o encontro.  Composição da mesa A mesa de abertura do evento foi composta pelo presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández; o vice-presidente do CREA-RJ, engenheiro de produção Alberto Balassiano; o diretor de benefícios da MÚTUA – Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA, engenheiro eletricista Evânio Nicoleit; o presidente da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos de Nova Iguaçu – SEANI, engenheiro sanitarista e ambiental Davidson Ferreira dos Santos; e o inspetor representante de Nova Iguaçu, engenheiro mecânico Fernando da Silva Santos. Próximos encontros Os próximos encontros microrregionais estão marcados para as cidades de São Pedro D’Aldeia, Nova Friburgo, Maricá e Rio de Janeiro, nos dias 10, 11, 17 e 23 de julho, respectivamente. Depoimentos O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, falou sobre a importância do evento, destacando a região escolhida para a 5º edição. “Esses vários encontros fazem parte do objetivo de descentralizar o CREA e ampliar a participação dos nossos profissionais na pluralidade do estado, trazendo as mais diversas propostas e necessidades dos setores envolvidos. A Baixada é a região com maior adensamento populacional do Rio de Janeiro, e ao mesmo tempo a que possui mais demandas estruturais.” O engenheiro eletricista Evânio Nicoleit pontuou a participação da MÚTUA no encontro de Nova Iguaçu. “É um evento que acontece de três em três anos, para que possamos discutir e aprimorar a legislação, produtos, serviços e processos a Engenharia, Agronomia e Geociências no nosso país. A MÚTUA, por meio de sua composição, benefícios e diretrizes, também deve entrar na discussão de aprimoramento daquilo que ela venha oferecer como caixa de assistência aos profissionais.” O presidente da SEANI, engenheiro sanitarista e ambiental Davidson Ferreira dos Santos, chamou a atenção para o papel dos profissionais nos encontros. “Nossa participação é fundamental, pois as propostas que vem do Congresso possuem prioridade de apreciação pelo colegiado do CONFEA. É um momento em que o profissional pode diretamente interferir nos rumos do nosso Conselho.” A vice-prefeita de Nova Iguaçu, Dra. Roberta, falou sobre a importância da Prefeitura de Nova Iguaçu receber o evento. “Para a gente é um prazer receber esse Encontro Microrregional, porque é um momento de fortalecimento da classe, em que a gente tem a oportunidade de trazer engenheiros que atuam na região e vivem o cotidiano da cidade. Eles podem elaborar soluções que vão contribuir para o nosso município.” A inspetora do CREA-RJ em Belford Roxo, engenheira civil e de segurança do trabalho Sabrina Lins, falou sobre as impressões do encontro. “Esse evento é um benefício para a Baixada Fluminense e também é de grande importância para nossa classe profissional. Gostaria de convidar os profissionais para que participassem dos outros Encontros Microrregionais que estão acontecendo e eu quero que vocês saibam que a participação dos profissionais é muito importante para o nosso conselho.” A inspetora do CREA-RJ, engenheira civil Tatiane Jansen, também deu seu balanço sobre o Encontro Microrregional. “A participação e a representatividade dos engenheiros nesses eventos traz uma confiança e um certo conforto aos profissionais, sabendo que nós estamos os representando também de forma eficaz.” 

Como o Porto de Chancay pode redefinir o comércio brasileiro

O Porto de Chancay, localizado a cerca de 70 km de Lima (Peru), representa uma mudança estratégica para o comércio da América do Sul. Até então, cargas brasileiras levavam cerca de 35 dias para chegar à China — tempo que pode ser reduzido para 10 a 12 dias utilizando o novo terminal e as chamadas Rotas de Integração Sul‑Americana, especialmente a Rota 2, que conecta a região Amazônica ao Pacífico. Operado majoritariamente pela chinesa COSCO Shipping Ports (60%), em parceria com a peruana Volcan (40%), Chancay é um dos primeiros portos “inteligentes” da região Sul‑Americana: conta com calado de quase 18–20 m, guindastes automatizados, conexão 5G e um túnel de 1,8 km ligando diretamente à Rodovia Pan‑Americana. Na fase inicial, a capacidade é de até 1 milhão de contêineres/ano, com expansão prevista para 1,5 milhão. Para o Brasil, a expectativa é grande. Estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Acre e Amazonas já estudam formas de escoar soja, milho, carne bovina, celulose e produtos manufaturados via Chancay. Especialmente produtos perecíveis se beneficiariam do tempo de viagem reduzido — de até 45 dias, via Santos, para cerca de 23–30 dias indo pelo Pacífico. No entanto, o impacto já mostra limitações. O Valor Econômico e o Centro da Indústria do Amazonas (Cieam) apontam que o principal gargalo está nos elevados custos logísticos antes da chegada ao porto peruano: fretes caros, procedimentos aduaneiros complexos e infraestrutura deficiente na travessia da Cordilheira dos Andes. Além disso, especialistas enfatizam que o Porto de Santos não deverá perder participação significativa, pois se beneficia da proximidade com os grandes centros de produção do Brasil. Por outro lado, o investimento chinês em Chancay não se limita à logística. Segundo reportagens internacionais, o porto de US$ 3,4–3,6 bilhões integra a iniciativa Belt & Road da China, com implicações geopolíticas, gerando preocupação nos EUA sobre influência estratégica chinesa na região. O porto já movimentou mais de US$ 290 milhões em mercadorias em seus primeiros seis meses, gerando cerca de 8 mil empregos e contribuindo com até 0,3 % do PIB peruano. Para que o Brasil usufrua efetivamente dessa rota, é fundamental avançar nas Rotas de Integração Sul‑Americana. A Rota 2, que passa pelo Solimões até Tabatinga (AM), e a Rota 3, cruzando o Acre via BR‑317 e BR‑264 até o Peru, estão em fase de implementação, com investimento previsto de US$ 10 bilhões pelo governo brasileiro. Embora o Porto de Chancay represente uma oportunidade logística e estratégica para o Brasil ampliar sua integração com a Ásia, fortalecer exportações, diversificar rotas, vencer os desafios logísticos (terrestres e aduaneiros) e a necessidade de infraestrutura de apoio seguem sendo as grandes barreiras. Enquanto isso, a pressão sobre países como o Peru e a crescente influência da China no Pacífico ressaltam a importância de políticas coordenadas entre Brasil e vizinhos para transformar essa rota em fato — e não apenas expectativa.

Comunicado I Feriado Municipal devido à Reunião de Cúpula do BRICS

Em virtude do feriado municipal devido à reunião de cúpula do BRICS na cidade do Rio de Janeiro,  no dia 7 de julho (segunda-feira) e de ponto facultativo no dia 4 de julho (sexta-feira), estabelecidos pela Prefeitura do Rio de Janeiro, informamos que nestes dias não haverá expediente na Sede e nas Inspetorias da Barra da Tijuca, Campo Grande e Ilha do Governador do CREA-RJ, retornando ao funcionamento normal no dia 8 de julho (terça-feira).  As demais inspetorias e postos de relacionamento funcionarão normalmente nestes dias.