49º Curso de Perícia Judicial e Ambiental
Estão abertas as inscrições para o 49º Curso de Perícia Judicial e Ambiental, uma realização da Associação Profissional dos Engenheiros Florestais do Estado do Rio de Janeiro (Apeferj), da engenheira florestal Denise Baptista Alves, com apoio do Sistema Confea/Crea e Mútua e dos programas Progredir e Crea JR-RJ. O curso acontece nos dias 21, 22, 24, 25, 28 e 29 de julho, das 17h30 às 21h30, com aulas teóricas virtuais e ao vivo, totalizando uma carga horária de 24 horas. O objetivo é apresentar noções de legislação e requisitos conexos à atuação do perito judicial e ambiental. O curso se destina a todos os profissionais de nível superior e está de acordo com a Resolução CM n° 02/2018, no que diz respeito aos procedimentos para o cadastro de profissionais para atuação como peritos judiciais e extrajudiciais de órgãos técnicos ou científicos, para indicação da parte junto ao Poder Judiciário. Inscrições pelo e-mail: [email protected]
Expansão da atividade humana ameaça sítios arqueológicos no Brasil

A ocupação humana avança de forma preocupante no entorno de sítios arqueológicos brasileiros, colocando em risco a preservação de parte significativa do patrimônio histórico e cultural do país. Um levantamento inédito realizado pelo Projeto MapBiomas — em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) — analisou 27.974 sítios registrados entre 1985 e 2023, revelando que as áreas ao redor desses locais, antes majoritariamente cobertas por vegetação nativa, passaram a ser ocupadas por pastagens, lavouras e estruturas urbanas. Em 1985, mais da metade (53,5%) do entorno dos sítios arqueológicos ainda era formado por cobertura vegetal preservada. Quase quatro décadas depois, esse cenário se inverteu: em 2023, apenas 41% mantinham vegetação nativa, enquanto 49,6% dessas áreas passaram a ser dominadas por atividades humanas, com destaque para a agropecuária, que sozinha ocupa 43,1% desse espaço. O estudo permite observar com clareza como a expansão econômica — principalmente a agropecuária, mas também setores como o de energia renovável — tem pressionado cada vez mais esses espaços de memória. A situação é especialmente crítica nos estados do Acre, Rio de Janeiro e Espírito Santo, que lideram o ranking de impacto humano no entorno dos sítios arqueológicos, com até 89,2% das áreas alteradas. Em contrapartida, estados como Roraima, Piauí e Amapá ainda mantêm maior preservação da vegetação ao redor dos sítios, chegando a até 87,6% de cobertura nativa. A análise por biomas mostra que a Mata Atlântica é a mais pressionada, com 63% dos sítios em áreas antropizadas. A Amazônia, embora ainda preserve grande parte da cobertura vegetal, registrou um crescimento alarmante: em 1985, apenas 19% dos sítios estavam em zonas impactadas, número que saltou para 47,5% em 2023. Outros biomas, como a Caatinga, o Cerrado e o Pantanal, também vêm sofrendo transformações similares. Entre 2019 e 2024, 122 sítios arqueológicos em todo o país receberam alertas de desmatamento. Desses, 79 foram convertidos em áreas para agricultura e 13, localizados no Rio Grande do Norte, em áreas destinadas à implantação de usinas solares ou eólicas, segundo dados cruzados com o sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Embora fontes de energia renovável sejam consideradas ambientalmente vantajosas, o avanço desses empreendimentos sem o devido licenciamento arqueológico tem provocado destruições irreversíveis em áreas ainda não estudadas. Especialistas alertam para o fato de que muitos dos sítios atualmente cadastrados só foram descobertos por causa da interferência humana, durante obras ou desmatamentos. A coordenadora científica do MapBiomas, Julia Shimbo, ressalta que embora a degradação ambiental seja um gatilho para a descoberta, ela também representa uma ameaça para esses bens culturais. Para Marina Hirota, professora da Universidade Federal de Santa Catarina e pesquisadora associada ao BrazilLab da Universidade de Princeton, preservar os entornos dos sítios é essencial não apenas para a conservação dos registros materiais, mas também das interações sociais e ecológicas das populações tradicionais que habitam essas áreas. Já o arqueólogo Thiago Berlanga Trindade, do Iphan, destaca que o cruzamento de dados georreferenciados pode ajudar o poder público a identificar áreas prioritárias para a conservação e implementar políticas mais eficazes. Os sítios arqueológicos, definidos pela Lei nº 3.924/1961 como patrimônio cultural da União, não precisam ser previamente estudados para serem protegidos. Isso significa que obras ou intervenções em áreas de possível interesse arqueológico devem ser precedidas de estudo de impacto e autorização do Iphan. Apesar disso, a fiscalização é insuficiente para conter a totalidade das ameaças. Alguns dos exemplos mais emblemáticos da importância desses sítios incluem os geoglifos do Acre — estruturas circulares e quadradas descobertas após o desmatamento de áreas de floresta — e o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, onde foram identificadas pinturas rupestres e evidências de ocupações humanas com até 59 mil anos. No rio São Francisco, o Projeto Arqueológico de Xingó, realizado entre 1988 e 1994, permitiu o resgate de mais de 56 sítios antes da formação do lago da hidrelétrica. Frente a esse cenário, organizações de pesquisa, universidades e órgãos públicos como o Iphan defendem o fortalecimento da fiscalização, o uso contínuo de ferramentas de mapeamento remoto e a valorização da arqueologia preventiva, que antecipa possíveis impactos em grandes obras de infraestrutura. O estudo do MapBiomas atua como um importante alerta: sem ação coordenada e planejamento territorial que considere o valor histórico e cultural dessas áreas, o Brasil corre o risco de perder, de forma definitiva, registros insubstituíveis de sua própria história. Niède Guidon, uma visionária A arqueóloga Niède Guidon, que faleceu em junho de 2025 aos 92 anos, foi uma das figuras mais importantes da arqueologia brasileira e mundial. Seu trabalho foi decisivo para o reconhecimento e a preservação dos sítios arqueológicos da Serra da Capivara, no Piauí — região onde coordenou, a partir dos anos 1970, escavações que revelaram ocupações humanas com datas muito anteriores às teorias então aceitas sobre o povoamento das Américas. Guidon liderou a criação do Parque Nacional da Serra da Capivara, tombado pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade em 1991, e fundou a FUMDHAM (Fundação Museu do Homem Americano), entidade dedicada à conservação do patrimônio arqueológico, à educação patrimonial e ao desenvolvimento sustentável da região. Graças a essas iniciativas, mais de 800 sítios arqueológicos com pinturas rupestres e vestígios de presença humana pré-histórica foram preservados. Além de sua atuação científica, Guidon foi uma incansável defensora da proteção efetiva do entorno dos sítios arqueológicos, alertando para os riscos do desmatamento, da expansão urbana e da ausência de políticas públicas contínuas. Ela sempre afirmou que a ciência precisava caminhar junto com a conservação do território e com o envolvimento das comunidades locais.
Dia do(a) Engenheiro(a) de Petróleo

No dia 29 de junho, é celebrado o Dia do(a) Engenheiro(a) de Petróleo. Ao combinar conhecimentos da Engenharia com Geologia e Mineração, atuam no processo de produção de petróleo, gás natural e biocombustíveis, participando não só das etapas de exploração de poços e jazidas, mas também da comercialização do produto. A data é uma referência à Resolução nº 218 de de 29 de junho de 1973, do Confea, que discrimina atividades das diferentes modalidades profissionais da engenharia e agronomia. A Engenharia de Petróleo também é responsável pelo planejamento e administração da produção destes recursos, assim como na recuperação avançada de petróleo, análise de dados de reservatórios, simulação numérica e tecnologias de perfuração offshore (poço perfurado abaixo do fundo do mar). Na etapa inicial da pesquisa de petróleo, o profissional emprega a Geologia e a Geofísica para prospectar possíveis áreas onde possam ser encontradas jazidas de petróleo. Na fase de desenvolvimento, iniciada após a identificação de um novo reservatório de petróleo ou gás, o profissional precisa avaliar o volume e a viabilidade técnica e econômica para a exploração desses compostos, além de realizar perfurações de poços para delimitar a área do reservatório e prepará-lo para a produção. Já na fase de produção, deve selecionar o sistema de elevação do petróleo e do gás mais adequado, bem como dimensionar o complexo de plataformas que será instalado. Logo, são fundamentais para a economia global e para a segurança energética do país, garantindo um fornecimento eficiente e sustentável de petróleo e gás. Assim, muitos dos produtos que são consumidos diariamente pela população foram produzidos através do petróleo, como a gasolina automotiva, óleo diesel, lubrificantes, gás natural veicular (GNV), gás liquefeito de petróleo (GLP), plástico, cosméticos e alguns alimentos industrializados. Mercado de trabalho O mercado de trabalho para Engenheiros(as) de Petróleo é diversificado, podendo este profissional atuar em empresas petrolíferas, refinarias, distribuidoras de combustíveis, empresas de logística, consultorias ambientais e órgãos reguladores. A descoberta de reservatórios de pré-sal e as principais reservas de petróleo e gás do país se encontrem nas regiões Sul e Sudeste, principalmente na costa marítima dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, nesses dois estados é onde se encontra a maior parte da indústria de petróleo e gás e a maior quantidade de vagas. O salário médio da profissão no Brasil pode chegar a R$13.586,61. Áreas de especialização: Confira o vídeo!
5º Encontro Microrregional acontecerá na Câmara de Dirigentes Lojistas de Nova Iguaçu dia 2 de julho
Depois de passar por Volta Redonda, Itaperuna, Campos dos Goytacazes e Macaé, no dia 2 de julho, o CREA-RJ chega a Nova Iguaçu com o quinto Encontro Microrregional preparatório para o 12º Congresso Estadual de Profissionais (CEP). Esses encontros visam a debater e consolidar propostas que serão levadas ao CEP, que acontece dia 2 de agosto no Hotel Windsor Guanabara, no Centro do Rio de Janeiro, e, posteriormente, ao Congresso Nacional de Profissionais (CNP), que acontece em outubro, em Vitória (ES), promovendo a participação ativa dos profissionais das áreas tecnológicas no desenvolvimento de políticas públicas e estratégias para o setor. Nesta edição do CEP, o tema é “Engenharia, Agronomia e Geociências no desenvolvimento das cidades”. E os eixos temáticos são: Durante o encontro, serão debatidas propostas e serão eleitos delegados que representarão a região no 12º Congresso Estadual de Profissionais. Para apresentar propostas e se inscrever para concorrer a delegado(a), o(a) profissional deve estar em dia com a anuidade 2025 do CREA-RJ. Os Encontros Microrregionais são fundamentais para identificar as demandas dos profissionais, permitindo que as propostas apresentadas sejam debatidas a nível estadual e, se aprovadas no CEP, podem ser levadas ao CNP – Congresso Nacional de Profissionais. Além disso, esses encontros fortalecem o Sistema Confea/Crea, promovendo a integração entre os profissionais e o Conselho. Os próximos encontros microrregionais acontecerão em São Pedro D’Aldeia, Nova Friburgo, Maricá e Rio de Janeiro. Serviço: Evento: 5º Encontro Microrregional do 12º Congresso Estadual de Profissionais (CEP) Data: 2 de julho de 2025 (quarta-feira) Horário: 18h30 Local: Câmara de Dirigentes Lojistas de Nova Iguaçu (Rua Gov. Portela 966 – Centro) Inscrições: Gratuitas, podem ser feitas antecipadamente pelo site: www.crea-rj.org.br/12cep Informações: [email protected]
CONTECC 2025: inscrições abertas até 31 de julho

Engenheiros, agrônomos, geocientistas, estudantes e docentes já podem inscrever seus trabalhos para o maior Congresso Técnico-Científico da Engenharia e Agronomia do Brasil, o CONTECC 2025. Realizado pelo Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), o CONTECC acontece durante a 80ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (SOEA), que será realizada de 6 a 9 de outubro de 2025, no Espírito Santo, reunindo profissionais de todo o país. O evento, que está em sua 11ª edição, tem a proposta de divulgar trabalhos técnicos e científicos desenvolvidos nas mais diversas instituições. Cada trabalho deverá ter, no máximo, cinco autores. O primeiro autor deverá ser profissional registrado no Sistema Confea/Crea ou estudante de curso de graduação das áreas da Engenharia, da Agronomia e das Geociências (tecnológica ou bacharelado). Outros autores poderão ser estudantes de cursos de graduação e/ou pós-graduação das áreas da Engenharia, da Agronomia e das Geociências. O prazo para submissão de trabalhos técnicos e científicos ao CONTECC 2025 está aberto até o dia 31 de julho. Os artigos devem ser enviados pelo site contecc.confea.org.br e em caso de dúvidas envie e-mail para [email protected] Temas dos trabalhos Os trabalhos inscritos devem abordar as modalidades reconhecidas pelo Sistema Confea/Crea, conforme a Resolução nº 473/2002 do Confea: Além dessas, também serão aceitos artigos voltados para: Esses trabalhos comporão o grupo “Experiência Profissional”, podendo ser selecionados para apresentação oral durante a Soea, bem como para publicação em revistas técnicas do Confea, Creas, Mútua e entidades de classe vinculadas ao Sistema. Por que participar? Participar do CONTECC é uma excelente oportunidade de: O Crea-RJ apoia e incentiva a participação dos profissionais fluminenses em iniciativas que promovem a valorização da produção técnico-científica e o avanço das Engenharias, da Agronomia e das Geociências em todo o país.
Encontros Microrregionais mobilizam os profissionais do interior do estado do Rio de Janeiro

Os municípios de Itaperuna, Campos dos Goytacazes e Macaé acenderam o entusiasmo dos profissionais do CREA-RJ durante os Encontros Microrregionais preparatórios para o 12º Congresso Estadual de Profissionais (CEP), que aconteceram, respectivamente, nos dias 23, 24 e 25 de junho. Somando as três cidades, se inscreveram 112 profissionais; foram apresentadas 27 propostas e foram eleitos 45 delegados. Estes eventos reuniram profissionais, estudantes, autoridades locais, representantes de entidades de classe e instituições de ensino para debater o tema central “Engenharia, Agronomia e Geociências no desenvolvimento das cidades”, alinhado aos eixos temáticos: Acessibilidade e Mobilidade Urbana; Saneamento Básico; Engenharia Pública; Qualidade Ambiental e Desenvolvimento Sustentável Energético para os municípios. Balanço O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, faz um balanço dos três encontros. “Foram dezenas de profissionais em cada uma dessas cidades que discutiram temas relevantes do nosso setor, apresentando propostas, moções, críticas, sugestões e elogios. Então, foi muito rico o debate. Aproveito para mandar um recado. Você, profissional, que seja da nossa classe, da Baixada Fluminense, da Região Serrana, da nossa capital, do Leste, da Baía de Guanabara e do Metropolitano. Não deixe de participar dos próximos encontros, podendo ser candidato a delegado, e venha participar do nosso Congresso Estadual de Profissionais, ajudando a fortalecer cada vez mais o nosso Conselho e a nossa profissão”. Quem pode participar O regimento do 12º CEP determina que profissionais com a anuidade 2025 do CREA-RJ em dia têm direito a voz e voto, podem apresentar propostas e têm direito a se candidatar a delegados(as). Estudantes das áreas abrangidas pelo CREA-RJ têm direito a voz, mas não têm direito a voto. Os três encontros atestaram o fortalecimento da participação regional e o engajamento dos profissionais do interior. O próximo encontro microrregional está marcado para dia 2 de julho, em Nova Iguaçu, na Câmara de Dirigentes Lojistas (Rua Gov. Portela 966, Centro). Próximos passos Os delegados eleitos deverão comparecer ao 12º CEP no dia 2 de agosto, no Hotel Windsor Guanabara, no Centro do Rio de Janeiro. Os mais votados representarão o CREA-RJ no Congresso Nacional de Profissionais. Serão debatidas, consolidadas e votadas as propostas regionais, que seguirão posteriormente ao Congresso Nacional de Profissionais (CNP), em outubro, no Espírito Santo. Esses encontros mostram que, no interior do estado, a participação dos profissionais segue firme, garantindo que o desenvolvimento urbano, técnico e sustentável seja construído de forma coletiva e representativa. Mais informações em nosso site: www.crea-rj.org.br/12cep ITAPERUNA – 2º Encontro Microrregional Em Itaperuna, o encontro aconteceu no dia 23 de junho, na Uni Redentor, e reuniu engenheiros(as) e demais profissionais do Sistema, que deliberaram sobre os desafios locais, apresentaram propostas e elegeram delegados que representarão a região no 12º CEP, garantindo que as demandas do Noroeste Fluminense cheguem à instância estadual. Números Profissionais inscritos com anuidade 2025 em dia: 37 Eleitos: 15 delegados (11 sem mandato e 4 com mandato) Propostas apresentadas: 9 Opinião dos participantes Pietro Valdo Rostagno (Diretor Financeiro da Mútua/RJ) “O Noroeste Fluminense, onde localiza-se Itaperuna, é a região mais pobre do estado do Rio de Janeiro. Nós não temos empresas, nós não temos indústrias, nós não temos praticamente nada. Nós temos uma agricultura baseada no tomate, no pepino, que são fortes. Também temos uma pecuária baseada no leite e no gado de leite, que é forte na região. Mas no restante da Engenharia nós somos muito pobres. Então, o engenheiro aqui no Noroeste Fluminense sobrevive na raça. Ele é guerreiro. Por isso a importância dele estar aqui hoje no nosso evento microrregional, para justamente melhorar ainda mais o que nós já temos de bom. Nós não temos muito, nós temos até pouco, mas queremos mais. E por isso esse evento é tão importante para nós, para termos algo a mais dentro da Engenharia do Noroeste Fluminense”. Sebastião Petrucci (Coordenador da Regional Norte do CREA-RJ) “A Coordenação Regional Norte abrange os municípios do Norte e Noroeste do estado. A importância desse evento é grande demais, porque é uma oportunidade que os profissionais têm de apresentarem as suas propostas, de mostrarem a voz e a vez de que com essas propostas, elas cheguem ao Congresso Estadual de Profissionais no Rio de Janeiro e, possivelmente, no Congresso Nacional de Profissionais. E essas propostas, sendo aprovadas, elas podem chegar a virar propostas de políticas públicas e até mesmo de resoluções do Conselho Federal”. Daniela Galdino (Presidente da APENF – Associação de Profissionais de Engenharia do Noroeste Fluminense) “Eu queria agradecer ao CREA Rio de Janeiro por estar proporcionando hoje o segundo encontro microrregional na cidade de Itaperuna. Estamos na luta há muito tempo, estamos tendo esta oportunidade e queremos apresentar nossas propostas. Ter a representatividade feminina em Itaperuna é muito importante, porque hoje conseguimos agregar muito mais mulheres no Sistema e no interior do Noroeste Fluminense”. Antonio Floriano Peixoto (Assessor da Presidência nas regiões Norte e Noroeste) “Este é um grande evento para os profissionais da Região Noroeste, onde se concentra o pessoal da área de Engenharia Civil, da Agronomia e das Geociências e tendo em vista o desenvolvimento dessa região. Aqui nós temos as indústrias básicas e um pólo grande de papel aqui, temos também atividades relacionadas à área de Mecânica, que funciona bem. Nós estamos aqui hoje com vários colegas de vários municípios prestigiando esse evento, que para nós é de grande importância, onde estamos formulando as propostas para serem encaminhadas ao Congresso Estadual de Profissionais no Rio de Janeiro. E estamos aqui trabalhando muito, que é uma determinação dessa gestão do presidente Miguel Fernández, para que a gente possa atender os colegas e diminuir esse vácuo entre o interior e a sede. Estamos aqui à disposição. Esse é o nosso propósito”. Mônica Alceno (Secretária de Obras do Município de Itaperuna) “É uma honra tanto como profissional quanto gestora pública participar deste evento, que vem agregar e muito no município. Nós estamos neste diálogo contínuo e constante, tanto CREA quanto gestão pública para promover aqui no município várias melhorias. Nós temos várias ideias, nós temos vários sonhos para colocar em execução aqui no nosso
GT de Mobilidade Urbana do CREA-RJ recebe o professor Antônio Gusmão para falar sobre o seu livro “Diretrizes e Logística Urbana para Cidades Brasileiras”
O Grupo de Trabalho de Mobilidade Urbana do CREA-RJ realizou a quarta reunião, no dia 25 de junho, na sede do Conselho, no Centro do Rio, e contou com a participação especial do engenheiro eletricista, professor e escritor Antônio Carlos Sá de Gusmão. Professor Associado da Universidade Federal Fluminense na Escola de Engenharia em Niterói, há 22 anos, Antônio Gusmão atua nas áreas de Ensino, Pesquisa e Extensão, na área de Engenharia de Produção, Engenharia de Recursos Hídricos e do Meio Ambiente e Engenharia Agrícola e Ambiental com ênfase nos seguintes temas: Planejamento, Projeto e Controle de Sistemas de Produção, Logística e Transporte, e Engenharia e Meio Ambiente. Também é Mestre em Engenharia de Produção pela UFF e Doutor pela Coppe/UFRJ na área de Engenharia de Transporte. O início dos trabalhos começou com a apresentação do livro “Diretrizes e Logística Urbana para Cidades Brasileiras” do Prof. Dr. Gusmão, fruto de sua tese de doutorado e finalista do Prêmio Jabuti Acadêmico 2024 na categoria Engenharias. Ao abordar os conjuntos de princípios e práticas para otimizar o fluxo de bens e serviços dentro do ambiente urbano, assim como soluções para a movimentação de cargas e pessoas, o livro tem como objetivo fazer uma movimentação adequada da carga e da descarga nas cidades e trazer um desenvolvimento sustentável e, assim, melhorar a qualidade de vida. “A gente fala muito no Brasil e no exterior de transporte de pessoas, transporte de passageiros, mas as cidades não vivem sem as cargas. As cargas são fundamentais para movimentar as atividades econômicas, sociais, culturais, o empreendedorismo e a própria vida, porque nós dependemos que elas cheguem nos supermercados para que a gente possa comprar os alimentos de forma apropriada”, afirmou Gusmão. Além disso, também foram abordadas as propostas de diretrizes para planejamento e regulação da mobilidade de cargas; integração com o Plano Diretor Urbano para estabelecer o equilíbrio no sistema de transporte; padronização e incentivo à pesquisa e formação de conhecimento sobre o tema e a importância das parcerias público-privadas na implantação de soluções logísticas com envolvimento das stakeholders (poder público, transportadores, comerciantes e usuários). E foi solicitado apoio institucional do CREA-RJ para que o professor representasse a instituição no Congresso Internacional de Engenharia, a ser realizado em setembro, com palestra plenária sobre logística urbana. Dessa forma, os membros do grupo apontaram para a ausência de planos de mobilidade nos municípios fluminenses, o desafio da integração metropolitana para soluções de transporte, a falta de infraestrutura adequada para carga e descarga urbana, os problemas de segurança e regulamentação para o transporte noturno, assim como o exemplo dos condomínios logísticos na Zona Oeste do Rio; e a experiência do Arco Metropolitano como obra de alto custo e pouca efetividade. “Nós achamos de extrema importância discutir a logística, pois não tem como se discutir a mobilidade urbana sem se pensar na logística, afinal, as cidades precisam que as cargas entrem e saiam da cidade e isso gera um impacto muito grande. Então, a contribuição dessa apresentação foi muito boa, importante para a gente. A partir dessa apresentação que aconteceu hoje aqui no GT, podemos pensar em várias outras pautas de desdobramento dela e vamos estar trabalhando nas próximas reuniões aqui para discutir a melhor forma da nossa mobilidade do Rio de Janeiro funcionar bem”, reforçou Alexandre Almeida, coordenador do GT. Além dos convidados, esta reunião contou com a presença dos membros Antônio Batista, Licinio Machado Rogério, Haroldo Santos, Vera Bacelar, além dos membros externos, a engenheira Eunice de Barros da SEMOVE e do Rafael Poubel da AGETRANSP, além do apoio administrativo da supervisora da Gerência de Programas (Grpro), Lacimar da Conceição. A próxima reunião foi marcada para o dia 16 de julho, às 15h, na sede do CREA-RJ.
CREA-RJ realiza evento em celebração ao Dia do(a) Engenheiro(a) Florestal
Em alusão ao Dia do(a) Engenheiro(a) Florestal, o CREA-RJ, por meio da Câmara Especializada de Engenharia Florestal, realiza, no dia 10 de julho, a partir das 15h, na sede do Conselho, no Centro do Rio, ciclo de debates com o objetivo de promover a valorização da profissão, discutir os desafios contemporâneos da Engenharia Florestal urbana e lançar oficialmente a Norma Técnica de Fiscalização da Atividade de Poda Urbana. A iniciativa visa a fomentar o diálogo entre profissionais, instituições e sociedade, abordando temas como o manejo adequado da arborização urbana, responsabilidades técnicas, boas práticas de poda e o papel da engenharia florestal na sustentabilidade das cidades. O evento tem como público-alvo profissionais, estudantes, empresas, entidades de classe, instituições de ensino e membros da sociedade que atuam na área de Engenharia Florestal. As inscrições devem ser feitas pelo Sympla: https://shre.ink/xCvX PROGRAMAÇÃO 14h30 | Credenciamento e Receptivo 15h00 | Mesa de Abertura: 15h30 | Ciclo de Debate: “Desafios e perspectivas na atuação florestal urbana”, com moderação do Eng. Florestal Luis Mauro Sampaio Magalhães 16h30 | Lançamento da Norma Técnica de Fiscalização da Atividade de Poda Urbana 17h00 | Encerramento
Pesquisadores da UFRJ desenvolvem projeto para diminuir o uso de agrotóxicos e auxiliar na saúde das plantas

Constituído a partir de leveduras probióticas, que são microorganismos vivos benéficos à saúde humana quando consumidos em quantidades adequadas, o projeto YOB23, desenvolvido pela equipe Osiris Rio, tem como objetivo ajudar na saúde das plantas com aumento da produtividade vegetal, gerando maior resistência e tamanho da raiz em longo prazo. A equipe é composta por estudantes de graduação, pós-graduação e professores do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis (IBqM) da instituição. A pesquisa é liderada pela professora do Instituto, Mônica Montero-Lomelí. Com o projeto, a equipe conquistou a medalha de prata na última edição do International Genetically Engineered Machine (iGEM) Grand Jamboree, em outubro de 2024, em Paris. O produto que foi apresentado na competição internacional de biologia sintética é uma nova aplicação de um antigo projeto da equipe: o RevitaNad+. Segundo Ana Paula Goulart, uma das participantes e estudante de Biotecnologia, o produto consiste em um suplemento farmacológico de nicotinamida ribosídeo, suplemento alimentar que melhora o metabolismo, à base dessas leveduras probióticas. Ele também tem o intuito de aumentar a biodisponibilidade de NAD+ (enzima que auxilia na produção de energia e na saúde imunológica) em humanos e retardar doenças relacionadas ao envelhecimento. Assim, o processo de aplicação do produto na agricultura tem como base a ideia da junção da planta com a levedura modificada que irá gerar o aumento de NAD+, a tornando saudável e produtiva. O Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), com 720 mil toneladas de pesticidas, essa quantidade representa por volta de 60% a mais do que a empregada pelos Estados Unidos, este ocupando o segundo lugar do ranking mundial. E a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) chama atenção para a grande quantidade de agrotóxicos banidos em outros países que ainda são usados no Brasil. E 20 insumos utilizados no país são proibidos na União Europeia. Com isso, o produto desenvolvido pelos pesquisadores pretende diminuir o uso de agrotóxicos, químicos que controlam as pragas: “Nos testes foi vista a capacidade do produto de aumentar a taxa de germinação e a resistência tanto sobre o estresse salino quanto na seca”, destaca Ana Paula. Clarissa Chacon, estudante de Biomedicina e pesquisadora do projeto, completa ao dizer que as substâncias utilizadas estimulam os processos naturais do vegetal e não possuem elementos tóxicos para o ambiente, como os agrotóxicos. Além de o produto ser sustentável, é economicamente viável para as empresas. Segundo Lucas Santiago, estudante da pós-graduação em Química Biológica no IBqM e pesquisador do projeto, aderir ao produto seria benéfico também porque “as empresas que investem em produtos e pesquisas sustentáveis ganham alguns incentivos fiscais, como a redução da taxa de impostos”. A Lei n° 11.196/05, mais conhecida como Lei do Bem, oferece incentivos fiscais a empresas que investem em atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica (PD&I). Fonte: UFRJ
Clube de Engenharia homenageia CREA-RJ por seus 91 anos

Na última quinta-feira (26/6), a sede do Clube de Engenharia, no Centro do Rio de Janeiro, foi palco de uma homenagem pelos 91 anos do CREA-RJ. Durante a cerimônia, o presidente do Clube, engenheiro civil Francis Bogossian, proferiu um discurso enaltecendo a trajetória do Conselho e sua contribuição para as áreas da Engenharia, Agronomia e Geociências. Destacou também o compromisso do CREA-RJ com a excelência profissional e a promoção da ética em defesa da sociedade, além de parabenizar o presidente do Conselho pela gestão à frente da instituição. O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, recebeu uma placa comemorativa em homenagem ao aniversário da instituição. Em seu discurso de agradecimento, relembrou com emoção a primeira vez em que esteve no Clube, ainda como estudante e representante do programa CREA-JR. Miguel também ressaltou a importância da união entre as entidades e parabenizou o Clube de Engenharia por sua atuação. Ao final da solenidade, os convidados participaram de uma confraternização que proporcionou momentos de integração e troca entre os presentes. Em seguida, foi realizado o tradicional almoço mensal do Clube de Engenharia, reunindo autoridades, diretores, conselheiros das duas instituições e profissionais das áreas técnicas, fortalecendo os laços entre as entidades e celebrando a união em prol do desenvolvimento da Engenharia nacional.