Brasil lança versão final do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial com investimento de R$ 23 bilhões até 2028

Foi publicada a versão final do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com apoio técnico do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). O documento estabelece diretrizes para o desenvolvimento ético, seguro e sustentável da IA no país e prevê investimentos de até R$ 23 bilhões em quatro anos. O plano, entregue ao presidente Lula durante a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, orienta ações do governo federal voltadas ao uso da IA como instrumento estratégico de desenvolvimento. Entre as metas está a aquisição de um dos cinco supercomputadores mais potentes do mundo, ampliando a capacidade nacional de processamento e pesquisa em IA. Elaborado com participação de governo, academia e setor produtivo, o PBIA busca soluções desenvolvidas no Brasil, adaptadas às realidades sociais, culturais e econômicas do país. O plano também promove a formação de talentos, o estímulo à pesquisa e a criação de marcos regulatórios que garantam segurança, transparência e proteção de dados. A aplicação da IA no setor público é incentivada para melhorar serviços e fortalecer políticas públicas baseadas em evidências. Acesse aqui a versão final do PBIA. Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Maricá sedia o próximo Encontro Microrregional do 12º Congresso Estadual de Profissionais

O CREA-RJ dá sequência aos Encontros Microrregionais (EMRs) preparatórios para o 12º Congresso Estadual de Profissionais (CEP), que mobilizam profissionais de todo o estado em torno do tema: “Engenharia, Agronomia e Geociências no desenvolvimento das cidades”. A próxima reunião acontece em Maricá, no dia 17 de julho (quinta-feira), a partir das 18h.  O debate está alinhado aos eixos temáticos: Acessibilidade e Mobilidade Urbana; Saneamento Básico; Engenharia Pública; Qualidade Ambiental e Desenvolvimento Sustentável Energético para os municípios. Podem participar dos encontros com direito a voz e voto profissionais registrados no Crea-RJ com anuidade de 2025 em dia. Estudantes da área tecnológica e convidados podem participar com direito a voz, mas não a voto. Com participação gratuita, os EMRs são espaços para o debate e elaboração de propostas que serão consolidadas no 12º CEP, marcado para 2 de agosto, no Hotel Windsor Guanabara, no Centro do Rio. Os profissionais registrados no CREA-RJ com anuidade em dia também podem concorrer a delegados que irão representar suas regiões no 12º CEP, podendo, se eleitos, participarem do Congresso Nacional de Profissionais, que acontecerá em outubro no Espírito Santo. As inscrições podem ser feitas antecipadamente pelo site www.crea-rj.org.br/12cep ou presencialmente no local. Data: 17/07 (quinta-feira)Horário: 18h às 21hLocal: Banco Mumbuca (Rua Eugênia Modesto da Silva, 293 – Eldorado) Na sequência, o próximo encontro microrregional acontecerá na sede do CREA-RJ, no Rio de Janeiro, no dia 23 de julho.

Dia do(a) Engenheiro(a) de Aquicultura

No dia 14 de julho, é celebrado o Dia do(a) Engenheiro(a) de Aquicultura, área da Engenharia responsável pelo cultivo de organismos aquáticos, como peixes, crustáceos, moluscos, algas e outros recursos naturais aquáticos com objetivo de produção de alimentos e utilização da riqueza biológica dos mares, ambientes estuarinos, lagos e cursos d’água, visando à mitigação de impactos ambientais e preservação dos estoques pesqueiros, assim como da própria fauna aquática.  As atividades desempenhadas pelos profissionais formados na área foram normatizadas pela Resolução Nº 218, publicada em 29 de junho de 1973 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). Assim, esse(a) engenheiro(a) desempenha um papel econômico e social, já que gera impactos na produção de alimentos de qualidade nutricional, além de fomentar a indústria gerando emprego, renda e potencial promoção de equiparação social em atividades de baixo impacto ambiental.  No Brasil, a produção de peixes de cultivo foi de 968.745 toneladas, em 2024, de acordo com o levantamento realizado pela Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR). Logo, aumentar a produção de alimentos respeitando os limites de sustentabilidade se tornou um dos maiores desafios da aquicultura, pois demanda profissionais que possuam conhecimento tecnológico e biológico específico para proporcionar um melhor desempenho produtivo nas atividades de produção de organismos aquáticos.  Mercado de trabalho Com uma ampla área de atuação, Engenheiros(as) de Aquicultura encontram um mercado em crescimento e com boas oportunidades de trabalho. O Brasil é um país com grande extensão litorânea, uma malha hidrográfica igualmente importante e, portanto, oferece potencial para o cultivo de animais aquáticos. Especialistas afirmam que faltam profissionais com qualificação para a construção e administração de fazendas aquícolas, capazes de minimizar os custos de produção e reduzir os impactos ambientais. O crescimento do setor pesqueiro faz parte dos planos do governo para aumentar a produção de alimentos para os mercados interno e externo, atrair ofertas e recursos por parte das agências de financiamento. Desse modo, têm sido observadas uma demanda cada vez maior por esses(as) profissionais em órgãos públicos destinados à regulamentação do setor (Secretarias de Governo, IBAMA e ICMBio) e pesquisa (EMBRAPA, EPAGRI etc). A profissão é regulamentada pela Lei 5194, de 24.12/1966. O piso salarial da categoria é de seis salários mínimos, segundo informação do Conselho Regional de Engenharia (CREA). Assim, o salário médio dos(as) engenheiros(as) de Aquicultura no Brasil é de R$4.700, segundo dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do governo federal e profissionais de nível sênior (mais de 6 anos de experiência) em grandes e médias empresas são os mais bem remunerados, com salários normalmente acima de R$ 10.000. Áreas de atuação  Fontes: Instituto Federal do Paraná; Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) Confira o vídeo!

CREA‑RJ realiza Encontro Defesa Civil e Meteorologia com auditório lotado durante todo o dia

Na sexta‑feira, 11 de julho de 2025, a sede do CREA‑RJ, no  Centro do Rio de Janeiro, foi palco do Encontro Defesa Civil e Meteorologia, promovido pela Câmara Especializada de Agronomia (CEAGRO). O evento aconteceu das 8h30 às 18h e reuniu um público expressivo, lotando o auditório do Conselho. O evento contou com a presença de agentes da Defesa Civil municipal e estadual, meteorologistas, autoridades municipais, profissionais técnicos registrados no CREA‑RJ, estudantes, membros de entidades de classe e representantes de instituições de ensino. Na parte da manhã foi ministrado o minicurso “Hidrologia Aplicada à Defesa Civil” pelo engenheiro Eduardo Cochrane Novo. E na parte da tarde foram realizadas oito apresentações. O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, abriu o evento na parte da tarde. Na mesa de abertura também estavam: o presidente do NRRJ-SBMET, meteorologista Ivan Pereira de Abreu; o coordenador adjunto da CEAGRO, meteorologista Anselmo de Souza Pontes; e a conselheira titular, meteorologista Ana Cristina Pinto de Almeida Palmeira.  O objetivo foi promover a articulação entre as áreas para debater os bastidores de eventos extremos, medidas de prevenção, protocolos integrados e desafios futuros. Durante o evento, foram discutidos aspectos fundamentais, como: Representantes da Defesa Civil de diversos municípios estiveram presentes. Destacam-se os agentes Ronaldo Pereira Figueiredo, Welton Braga Cortes e o engenheiro civil Clayton Marlei Figueiredo, que compartilharam experiências práticas do litoral fluminense em situações de risco. Coordenador adjunto da CEAGRO, o meteorologista Anselmo Pontes ressaltou a importância da aproximação entre a Meteorologia e a Defesa Civil. “Esses eventos são fundamentais para debater ações entre Defesa Civil e Meteorologia, garantindo respostas mais rápidas, coordenadas e eficazes frente a eventos extremos”.  Também foram apresentados cases regionais, com exemplos de cidades que enfrentam desafios intensificados por eventos climáticos extremos, destacando a necessidade urgente de integração entre planejamento urbano, tecnologia e protocolos de emergência. A iniciativa reforça o compromisso do CREA‑RJ com a proteção da sociedade e a promoção do exercício profissional seguro e sustentável nas áreas da Engenharia, Agronomia e Geociências.  O evento foi uma realização do CREA-RJ, por meio da CEAGRO, do núcleo do Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira de Meteorologia, do Departamento de Meteorologia da UFRJ e da Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro. E contou com o apoio da Mútua, Romiotto e Acoem. Assista à gravação do evento na íntegra em nosso canal WebTV CREA-RJ no YouTube.

Dia do(a) Engenheiro(a) Florestal

No dia 12 de julho, é celebrado o Dia do(a) Engenheiro(a) Florestal, profissão responsável pela exploração sustentável dos recursos florestais para a produção de bens e serviços, além de avaliar e monitorar os ecossistemas, o manejo florestal, assim como o desenvolvimento de pesquisas que envolvem sementes e produtos florestais. As atividades desempenhadas pelos profissionais formados na área foram normatizadas pela Resolução nº 2018/73 de 29 de junho de 1974 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). O(a) Engenheiro(a) Florestal utiliza os conhecimentos das ciências exatas, biológicas e sociais, trabalhando também com gestão ambiental, análise de impacto ambiental, tratamento de resíduos, controle de poluição e legislação ambiental, como o recursos hídricos e tecnologias limpas. A data é uma homenagem a São João Gualberto, santo que morreu em 12 de julho de 1073. Ao longo de sua vida, dedicou-se ao cultivo de bosques florestais durante o século X, sendo assim consagrado pelo Papa Pio XII como Protetor das Florestas.  Mercado de Trabalho Após a graduação, que possui uma duração média de quatro a cinco anos e que prepara os alunos para a compreensão dos processos naturais e das tecnologias associadas à área como avaliação e perícias rurais, cartografia e geoprocessamento, dendrometria e inventário, por exemplo, o profissional encontra oportunidades desde ONGs a empresas de base florestal.  O(a) engenheiro(a) florestal é um profissional que estará cada vez mais em evidência tendo em vista a importância de suas atribuições no contexto ambiental e climático em que vivemos, tal como: a retenção de CO2 da atmosfera na biomassa das árvores remanescentes dos planos de manejo conduzidos pelo(a) engenheiro(a) florestal, bem como nos diversos produtos madeireiros gerados de indústrias que são abastecidas por madeira de plantios florestais conduzidos com o conhecimento técnico deste profissional. Segundo o Vagas, a média salarial de um(a) engenheiro(a) florestal no Brasil é de R$4.512,00 e inicialmente, o profissional pode começar ganhando R$3.094,00 e, depois ter um salário que pode chegar a  R$6.453,00.  Áreas de Atuação Gestão Ambiental: aplica princípios de gestão ambiental e sustentabilidade em projetos florestais e na indústria madeireira, visando a minimizar os impactos ambientais e garantir práticas sustentáveis, aprendendo mais a fundo temas como direito ambiental e manejo de áreas contaminadas;  Manejo Florestal: nesta área, os(as) engenheiros(as) florestais desenvolvem projetos e ações em parques, reservas e hortos florestais. Podem atuar na administração desses locais ou em atividades de exploração sustentável e recuperação de áreas degradadas; Silvicultura: sendo uma área mais ampla, a silvicultura é o conjunto de práticas e conhecimentos que visam o cultivo, manejo e conservação de florestas, com objetivo de produzir madeira, celulose e outros produtos florestais sustentáveis. Assim, com a Engenharia Florestal, envolve o manejo sustentável de florestas para a produção de madeira, conservação da biodiversidade, e outros produtos florestais, visando a eficiência dos processos produtivos em projetos de implantação e gestão de ferramentas; Tecnologia de produtos florestais: voltada para a promoção sustentável dos produtos florestais, esse profissional pode trabalhar diretamente no desenvolvimento de novas tecnologias com essa finalidade. Assim, as pesquisas e testes de novas tecnologias buscam um melhor aproveitamento, extração e industrialização dos produtos florestais; Setor público: podem atuar em prefeituras, agências de defesa agropecuária, fundações ambientais, por exemplo, sendo que as atividades desenvolvidas variam de acordo com a função e o órgão. Na parte de fiscalização, os(as) engenheiros(as) florestais supervisionam empresas que utilizam produtos de origem florestal, como as termelétricas, siderúrgicas e indústrias de cosméticos; Setor corporativo: neste setor, o(a) engenheiro(a) florestal também executa e fiscaliza os serviços técnicos, assim como mensurar, padronizar e ter um controle de qualidade das atividades desenvolvidas.

Clube de Engenharia do Brasil realiza o evento “Clima em Foco: Engenharia e Soluções”

O Clube de Engenharia do Brasil já está com tudo pronto para receber um dos debates mais urgentes do nosso tempo: os impactos das mudanças climáticas e o papel estratégico da Engenharia na construção de soluções. O evento “Clima em Foco: Engenharia e Soluções” vai reunir, ao longo de cinco dias, especialistas, autoridades, pesquisadores e profissionais do Sistema Confea/Crea em uma programação intensa de palestras e painéis, que irão abordar desde a mitigação de riscos até a adaptação de cidades, tecnologias limpas, planejamento urbano e sustentabilidade. Diante de um cenário global cada vez mais desafiador, o enfrentamento das crises climáticas passa, necessariamente, pelo envolvimento das diversas especialidades da área tecnológica. Por isso, essa troca de experiências e conhecimento é essencial. O evento é aberto a profissionais, estudantes e demais interessados no tema e acontecerá na sede da entidade, no Centro do Rio de Janeiro, com transmissão online, nos dias 4, 5, 12, 18 e 19 de agosto. Em breve, mais informações sobre inscrições e programação.  Não perca essa oportunidade de contribuir com soluções para o futuro do planeta!

7° Encontro Microrregional é realizado na cidade de Nova Friburgo

No dia 10 de julho de 2025, a Região Serrana do Rio de Janeiro recebeu o 7° Encontro Microrregional, na cidade de Nova Friburgo. O evento aconteceu na sede da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Nova Friburgo – ACIANF. Nova Friburgo é um importante pólo serrano do Rio de Janeiro. A Suíça brasileira, como é conhecida popularmente, possui tradição nas áreas de indústria metal‑mecânica, produção têxtil, agronegócio de montanha e também no mercado audiovisual, proporcionando um ambiente de desenvolvimento dinâmico. A cidade também é notória por abrigar a maior produção de cadeados e fechaduras da América Latina. Dos 13 delegados eleitos para representarem o CREA-RJ no 12º Congresso Estadual de Profissionais – CEP, dez são com mandato e três sem mandato. Além disso, foram apresentadas 14 propostas no total durante todo o encontro.   Composição da mesa A mesa de abertura do evento foi composta pelo presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández; o diretor-geral da MÚTUA-RJ – Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA, engenheiro civil Jamerson Freitas; o 2º diretor de Regionais, engenheiro sanitarista e ambiental Milton Neves; o presidente da ACIANF, Roosevelt Concy; o subsecretário de Desenvolvimento Econômico de Nova Friburgo e presidente do Conselho Fiscal da ACIANF, Sergio Tadeu Miranda; o diretor financeiro da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Nova Friburgo – AEANF, engenheiro mecânico Daniel Cardoso; a secretária de Obras, Infraestrutura e Saneamento de Areal, engenheira civil Isabela Bernardes; e o inspetor do CREA-RJ em Nova Friburgo, engenheiro agrônomo Antônio Consentino.  Depoimentos Prefeito de Nova Friburgo, Johnny Maycon “No 7° Encontro Microrregional do CREA-RJ tivemos a oportunidade ímpar de discutir acerca de diversos temas para melhorar o cotidiano dos cidadãos fluminenses. A gente sabe o papel fundamental do Conselho no estado do Rio de Janeiro, e hoje foi uma oportunidade para discutir várias diretrizes que podem e devem ser aplicadas no aprimoramento da administração pública, seja municipal, estadual ou federal.” Presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández “É fundamental realizar um projeto de Engenharia nos municípios para captar recursos externos. Essa é uma proposta a ser pensada em conjunto com os municípios, envolvendo uma lógica dentro das premissas que são exigidas para a busca desses recursos. Por meio dessa etapa, o CREA-RJ pode promover um fortalecimento urbano junto às prefeituras do estado.” Presidente da ACIANF, Roosevelt Concy “Nós estamos recebendo em Nova Friburgo um encontro onde o CREA-RJ, por meio de um processo de interiorização, vem escutar a sua base na Região Serrana. É um momento ímpar em que a gente pode promover um debate para definir diretrizes futuras que têm potencial para chegar até o Congresso.” Secretária de Obras, Infraestrutura e Saneamento de Areal, engenheira civil Isabela Bernardes “Parabenizo o CREA-RJ por estar nas cidades ouvindo os profissionais. Esses encontros são muito importantes para conhecer a realidade de outros municípios e compartilhar experiências. Falando um pouco sobre a Engenharia Civil, que é a minha área, é preciso de obras à frente da saúde, mobilidade urbana e saneamento.”  Diretor financeiro da AEANF, engenheiro mecânico Daniel Cardoso “O 7º Encontro Microrregional vem juntando todas as demandas de todos os municípios que fazem parte desse circuito do CREA-RJ. Nova Friburgo, em particular, é uma cidade que tem vocação industrial muito forte desde os primórdios. A indústria têxtil foi implementada com a vinda dos alemães, e logo depois veio a metal mecânica. Atualmente, um dos pontos altos da cidade são as cimenteiras, Cantagalo e Euclidelândia, e por lá passam cerca de 800 caminhões por dia.” Subsecretário de Desenvolvimento Econômico de Nova Friburgo e presidente do Conselho Fiscal da ACIANF, Sergio Tadeu Miranda “A gente entende que o CREA-RJ tem muito a contribuir para o desenvolvimento da nossa cidade, mas principalmente da nossa região, que precisa de investimento público. Estamos na expectativa das ideias e propostas que sairão desse evento e esperamos que elas façam parte do contexto das propostas estaduais que vão ser definidas no mês de agosto, no Rio de Janeiro.” 2º diretor de Regionais, engenheiro sanitarista e ambiental Milton Neves “Tive o grande prazer de coordenar o 7º Encontro Microrregional aqui em Nova Friburgo, uma cidade bem conhecida pela indústria têxtil. Para mim foi uma experiência nova, e agradeço a participação dos profissionais de Nova Friburgo, do prefeito e dos demais colegas.” Inspetor do CREA-RJ em Nova Friburgo, engenheiro agrônomo Antônio Consentino  “Estou representando Nova Friburgo para galgar a proposta que eu quero implementar em relação ao lixo da nossa cidade. Como delegado, pretendo levar essa proposta de melhoria para o 12º Congresso Estadual de Profissionais de Engenharia. Já me encontro praticamente aposentado pelo lado financeiro, mas pelo lado profissional eu gostaria de deixar para minha cidade, por meio do Conselho, um caminho para o tratamento dos dejetos de lixo.”

Descoberta no Saara revela passado verdejante e pode mudar a visão sobre o clima

Arqueólogos da Universidade de Macquire, na Austrália, encontraram com cavernas que guardavam segredos escondidos no deserto:  as paredes dessas cavernas estavam repletas de artes rupestres que continham informações importantes sobre o estilo de vida dos povos da região, abrindo caminho para entendermos como era a dinâmica dessas pessoas antes de migrarem em busca de recursos, sobretudo água. Segundo os pesquisadores, as imagens indicam que em meio à áridez do deserto de Atbai, no Sudão, que faz parte do vasto Deserto do Saara, a região já foi um oásis de vida, habitado por pastores de gado e detentor de uma rica fauna africana. Ao todo, foram encontrados 16 novos locais de arte rupestre datados de aproximadamente 4 mil anos atrás. O que mais surpreendeu os pesquisadores foi a presença frequente de gado nas pinturas, mostrando que esse tipo de animal fazia parte da vida dos moradores da região. Tal descoberta pode parecer, num primeiro momento, estranha, pois é difícil imaginar a presença de gado num lugar inóspito, ainda mais para um animal que precisa de água e comida em abundância.  Contudo, conforme a análise dos pesquisadores indicou, o Deserto de Atbai foi uma savana pulsante, abundante em piscinas, rios e poços de água. Era um verdadeiro paraíso para os animais, incluindo o gado, que desempenhava um papel central no dia a dia das comunidades locais. Para compreender isso é preciso voltar um pouco no tempo, mais precisamente por volta de 15 mil anos atrás, quando a África estava passando por um período de chuvas intensas devido a variações na órbita da Terra. Esse momento é chamado pelos especialistas de “Saara verde” ou “período úmido africano”, e marca uma época em que o deserto se transformou em um paraíso verdejante. O achado reforça a hipótese do “esverdeamento” do Saara, um período que ocorreu entre 5 mil e 11 mil anos atrás, quando mudanças na órbita terrestre intensificaram as monções africanas e trouxeram um clima mais úmido à região, transformando o deserto em um ambiente favorável à vida. Segundo cientistas, essa fase de clima úmido estava diretamente ligada ao aumento da radiação solar durante o verão boreal, provocando o florescimento de florestas e lagos que sustentaram diversas espécies e comunidades humanas. Mais sobre o Saara: Fonte: Mega Curioso

São Pedro D’Aldeia recebe o 6° Encontro Microrregional realizado pelo CREA-RJ

Após passar pelas cidades de Volta Redonda, Itaperuna, Campos dos Goytacazes, Macaé e Nova Iguaçu, o CREA-RJ realizou no dia 09 de julho de 2025 o 6º Encontro Microrregional em São Pedro D’Aldeia. O objetivo do evento foi prosseguir com os debates acerca do desenvolvimento urbano por meio da Engenharia, Agronomia e Geociências.  Localizado na Região dos Lagos, o município possui uma forte tradição agrícola e um moderno parque para tratamento de resíduos, além de abrigar a primeira usina de produção de biometano em escala comercial do Brasil, gerando energia renovável. A cidade também tem ligação histórica com o pescado e o turismo, além de estar receptiva para atrair indústrias, especialmente para atender ao setor offshore. Dos nove delegados eleitos para representarem o CREA-RJ no 12º Congresso Estadual de Profissionais – CEP, todos são com mandato. Além disso, foram apresentadas quatro propostas no total durante o encontro.   Composição da mesa A mesa de abertura do encontro foi composta pelo presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández; a coordenadora-adjunta do Grupo de Trabalho do 12º CEP, engenheira florestal Denise Baptista; o presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos da Região dos Lagos – ASAERLA, engenheiro eletricista Marco Pereira; o diretor-geral da Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA-RJ – MÚTUA-RJ, engenheiro civil Jamerson Freitas; o gerente executivo regional do Sistema Firjan da Região dos Lagos, Anderson Carolo; e o conselheiro do CREA-RJ, engenheiro civil Luciano Silveira. Depoimentos Presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández “Na última vez que percorremos a região, estivemos com o prefeito de São Pedro D’Aldeia, em uma estratégia de defesa do setor, além de falar sobre várias agendas conjuntas que planejamos realizar. Falando das demandas dos espaços físicos, por exemplo, atualmente essa é uma realidade de todas as inspetorias.” Presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos da Região dos Lagos – ASAERLA, engenheiro eletricista Marco Pereira “A Região dos Lagos possui uma alta concentração do mercado de trabalho e da construção civil. A importância da presença do CREA-RJ no 6º Encontro Microrregional está atrelada à valorização dos nossos profissionais.” Gerente executivo regional do Sistema Firjan da Região dos Lagos, Anderson Carolo “A contribuição mútua entre a Firjan e o CREA-RJ é muito importante para a busca de melhores resultados tanto para o estado do Rio de Janeiro quanto para a Região dos Lagos. Por aqui, o que se vê é um franco crescimento e a transformação para um polo logístico, com aeroportos internacionais, portos, vias e uma agronomia forte.” Secretário de Obras de São Pedro D’Aldeia, Hildegardo Fontoura “São Pedro D’Aldeia não é banhado pelo oceano. Com isso, nós temos um royalty de petróleo menor do que os municípios que nos cercam. Em detrimento a esse contexto, nós exploramos muito hoje a situação geográfica do município de São Pedro D’Aldeia em termos de logística, para as empresas aqui se instalarem e gerarem empregos.” Coordenadora-adjunta do Grupo de Trabalho do 12º CEP, engenheira florestal Denise Baptista “É um prazer enorme trazer a Engenharia, a Agronomia e a Geociências para o desenvolvimento das cidades. As mulheres representam apenas 20% do Sistema CONFEA/CREA e é uma responsabilidade grande estar conduzindo a mesa para as propostas que envolvem todos esses setores.” Inspetora do CREA-RJ, técnica de segurança do trabalho Vera Lúcia “Hoje São Pedro D’Aldeia tem o fator profissional caminhando a pequenos passos, como o crescimento de cursos profissionalizantes para a procura de estagiários. A cidade precisa diversificar mais a qualificação e oferecer mais oportunidades para os jovens, que possuem pouca orientação ao término do segundo grau.” Conselheiro do CREA-RJ, engenheiro civil Luciano Silveira “É uma região que possui desenvolvimento em muitas áreas do nosso Sistema CONFEA/CREA e os profissionais podem contribuir com propostas para o meio ambiente, o saneamento e para a melhora do sistema de fiscalização.”

Dia do(a) Engenheiro(a) de Minas 

No dia 10 de julho, é comemorado o Dia do(a) Engenheiro(a) de Minas. A data é uma homenagem ao aniversário de Pedro Demóstenes Rache, em 10 de julho de 1879, engenheiro de minas conhecido por ser o idealizador e o primeiro presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). As atividades desempenhadas pelos profissionais formados na área foram normatizadas pela Resolução Nº 218, publicada em 29 de junho de 1973 Confea.  A Engenharia de Minas é uma das áreas mais antigas da Engenharia, voltada para o aproveitamento dos recursos da Terra, especialmente por meio da exploração de minas, utilizando conhecimentos da Geologia, da Química e da Física. Os(as) profissionais também trabalham com pesquisa, prospecção e extração dos recursos minerais (incluindo minérios, águas minerais e hidrocarbonetos), assim como mineralogia e metalurgia, no tratamento e refinação de recursos minerais, na gestão do subsolo, construção de túneis e outros aspectos da Engenharia Subterrânea, no âmbito da construção civil e na Engenharia de Combustíveis e Explosivos.  Esta Engenharia é essencial para a redução do impacto ambiental causado pela atividade de mineração, envolvendo todos os aspectos técnicos, ambientais, de saúde e de segurança relacionados com todas as etapas da produção de bens minerais. Ao fazer o uso de recursos tecnológicos avançados juntamente com seus conhecimentos técnicos e teóricos adquiridos durante a carreira, assegura-se o avanço e a promoção do desenvolvimento sustentável entre a engenharia de minas, o meio ambiente e a sociedade.  Mercado de Trabalho O mercado de trabalho para os engenheiros de minas é promissor, já que abrange empresas de mineração e petróleo, com oportunidades para exploração, beneficiamento e tratamento de minérios. Todas as mineradoras são obrigadas por lei a ter esse profissional nos seus quadros técnicos.  O salário de um(a) Engenheiro(a) de Minas pode variar de acordo com vários fatores como experiência (Engenheiro Júnior, Sênior ou Pleno), especialização, região onde se localiza o trabalho, empresa contratante e fluência em línguas. Hoje um(a) Engenheiro(a) de Minas ganha em média R$13.589,66 para uma jornada de trabalho de 41 horas semanais de acordo com pesquisa do Portal Salário junto a dados de 1.354 profissionais admitidos e desligados em regime CLT nos últimos 12 meses divulgados pelo Novo CAGED. Possíveis áreas de atuação Confira o vídeo!