COPPE/UFRJ realiza o III Congresso de Tecnologia e Inovação no Setor Nuclear – TINS 2025

A Coppe/UFRJ realizará, nos dias 1º e 2 de dezembro, com patrocínio do CREA-RJ, o III Congresso de Tecnologia e Inovação no Setor Nuclear (TINS 2025). Considerado o maior evento do setor no Brasil, o seminário acontecerá na COPPETEC, na Cidade Universitária, na Ilha do Fundão, Rio de Janeiro. Com o tema “Ciência, Juventude e Futuro no Setor Nuclear Brasileiro”, o evento destaca o papel estratégico das novas gerações para a inovação tecnológica na área, reunindo pesquisadores, estudantes, representantes da indústria e especialistas para discutir os avanços científicos e os desafios atuais do setor nuclear no Brasil. O congresso promove a conexão entre Indústria e Academia, fomentando a geração e a difusão do conhecimento no setor nuclear, incentivando a produção técnico-científica e a qualificação de profissionais, além de promover a transferência de tecnologia para o setor produtivo. A programação inclui palestras, mesas-redondas, videocasts, sessões técnicas e apresentações científicas — com premiação para o “Melhor Trabalho Jovem Inovador”. O TINS é uma iniciativa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, organizado pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (COPPE) em conjunto com os Laboratórios de Análise Ambiental e Simulação Computacional (LAASC) e o Laboratório de Simulação e Métodos em Engenharia (LASME). Confira a programação: https://3tins.tins.org.br/index.php/pt/ Inscreva-se: https://www.even3.com.br/tins2025-632950/ Congresso de Tecnologia e Inovação no Setor Nuclear (TINS 2025) Data: 1º e 2 de dezembro de 2025 Hora: 8h às 17h Local: Auditório COPPETEC – CT2 – UFRJ R. Muniz de Aragão, 360 – Bloco 1 – Ilha do Fundão – Cidade Universitária – Rio de Janeiro

CREA-RJ toma medidas para enfrentar dificuldades técnicas com nova plataforma

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) reconhece e lamenta profundamente os transtornos e a frustração causados pelas turbulências na implantação da nossa nova plataforma digital, iniciada na última segunda-feira, dia 24. Uma força-tarefa foi criada para solucionar o problema. O CREA-RJ reafirma sua parceria com todos os profissionais e empresas, reconhecendo o desconforto dessa situação. Entendemos que a principal dificuldade reside na emissão da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), um documento essencial para a legalidade, rastreabilidade e prosseguimento dos serviços e empreendimentos. O Porquê das Falhas Nosso sistema é robusto e complexo, e permaneceu sem as atualizações digitais necessárias por pelo menos 15 anos. Esta migração tecnológica, embora desafiadora, é um passo fundamental para garantir um enorme avanço na qualidade, segurança e eficiência dos serviços prestados pelo Conselho. Estamos inovando ao criar o alicerce digital do CREA-RJ a fim de deixar um legado para os profissionais.  Ações Imediatas da Presidência Nosso Setor de Tecnologia da Informação está atuando 24 horas por dia para estabilizar a plataforma. Paralelamente, montamos uma força-tarefa para aplicar as seguintes medidas para proteger o exercício profissional: A Sua Colaboração é Essencial Solicitamos aos profissionais que continuem reportando suas dificuldades de forma detalhada, indicando o problema específico, o horário da ocorrência e seus dados pessoais pelo e-mail [email protected] Essas informações contribuem para que as equipes de TI consigam diagnosticar e estabilizar o sistema o mais brevemente possível. Estamos trabalhando incansavelmente para que esta fase de transição seja concluída e os profissionais possam usufruir de uma plataforma que reflita a excelência e a modernidade dignas do CREA-RJ. Agradecemos a compreensão e a paciência de todos. Confira o vídeo com a explicação do Gerente da TI, Alex Lobo

Dia do(a) Engenheiro(a) e do(a) Técnico(a) de Segurança do Trabalho

No dia 27 de novembro comemora-se o Dia do(a) Engenheiro(a) e do(a) Técnico(a) de Segurança do Trabalho. A escolha da data está ligada à regulamentação da profissão de Engenheiro e Técnico de Segurança do Trabalho, feita em 1985, pelo Decreto nº 92.530, que tornou obrigatória a presença desses especialistas em empresas públicas e privadas, conforme o grau de risco e o número de empregados. Engenharia de Segurança do Trabalho O(a) Engenheiro(a) de Segurança do Trabalho tem como principais funções a análise e o controle de possíveis riscos no ambiente de trabalho, envolvendo o nível de perigo e de insalubridade que ele possa vir apresentar. Além disso, ele emite laudos técnicos como base para que decisões importantes sejam tomadas, a fim de solucionar os problemas encontrados. Planejar estratégias de segurança é outra etapa imprescindível do papel desse profissional. Nela, o(a) engenheiro(a) trabalha na projeção de novos sistemas para a melhoria das instalações e equipamentos, prezando sempre pela saúde ocupacional.  Para a formação superior na área, é necessário cursar uma pós-graduação para engenheiros e arquitetos que buscam se especializar depois do término da faculdade. As atividades duram até dois anos, com as atribuições realizadas por esses profissionais sendo normatizadas pela Resolução N° 359, Art. 4°, de 31 de julho de 1991 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).  Estabelecido no mercado, o(a) engenheiro(a) de Segurança do Trabalho ganha em média R$10.946,00 em uma jornada de aproximadamente 41 horas semanais. Em 2025, a variação salarial pode ir de R$10.647,05 (piso) a R$18.950,19 (teto). Técnica de Segurança do Trabalho O(a) Técnico(a) tem o papel de colocar na prática todas as medidas propostas pelo(a) engenheiro(a) em campo, inspecionando as aplicações e os cumprimentos, assim como todas as normas de manutenção.  Para ingressar nesse curso, não é necessário ensino superior, requisitando apenas do ensino fundamental completo e do ensino médio em andamento ou já concluído. A duração varia entre um ano e meio e dois anos.  A jornada de trabalho é de 43 a 44 horas por semana e o salário varia entre R$3.000 e R$3.800, em 2025. A remuneração pode ser maior ou menor, a depender da região, empresa, experiência ou setor de desempenho. Atuação em conjunto Na proteção de todos os funcionários, independentemente dos níveis de cargo que exercem, a cooperação do(a) engenheiro(a) e do(a) técnico(a) são fundamentais para produzir um ambiente saudável e estabilizado. Juntando seus conhecimentos e habilidades, conseguem criar métodos de segurança eficazes e conscientizar a todos sobre a importância de segui-los. Acidentes de trabalho no Brasil Em 2024, o Brasil registrou 724.228 acidentes de trabalho, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), consolidados a partir do eSocial e do sistema da Previdência. Desse total, 74,3% corresponderam a acidentes típicos, 24,6% a acidentes de trajeto e apenas 1% a doenças ocupacionais, indicador que evidencia as dificuldades no reconhecimento desse tipo de ocorrência. A maioria dos registros resultou em afastamentos de até 15 dias, representando 61,07% do total, enquanto 27,01% não geraram afastamento e 11,91% provocaram ausências superiores a duas semanas. O cenário recente mostra um crescimento contínuo dos acidentes de trabalho no país. Apenas em 2023, foram notificados 499.955 acidentes por meio do eSocial, dos quais 2.888 resultaram em morte. Entre 2021 e 2024, observou-se um aumento anual superior a 11% nos registros, consolidando uma tendência de elevação preocupante. A construção civil, o transporte rodoviário de cargas e passageiros e a área da saúde estão entre os setores mais impactados, concentrando parte significativa dos acidentes graves e fatais. Esse panorama reforça a relevância do trabalho dos engenheiros e técnicos de segurança, cuja atuação é essencial para a avaliação e o controle de riscos, a capacitação contínua dos trabalhadores, o fortalecimento da cultura de prevenção e o cumprimento das Normas Regulamentadoras. Para o CREA-RJ, os números evidenciam a necessidade de ampliar o estímulo a programas de prevenção, incentivar práticas de fiscalização preventiva e promover a disseminação de boas práticas que contribuam para ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e sustentáveis. Fonte: CPET (Centro de Personalização e Educação Técnica), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Portal Salário

Presidente do CREA-RJ reforça a necessidade de comunicar o papel das engenharias para a sociedade

Ao falar na abertura do 1º Congresso da Associação Brasileira de Engenheiros Civis (Abenc-RJ), o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, reforçou a importância de a sociedade entender a mensagem que está sendo divulgada em campanha publicitária do CREA, de que a engenharia não é um custo, mas sim o alicerce e a garantia de segurança de todos. “É fundamental conscientizarmos a população da importância dos serviços que prestamos. Daí a relevância de eventos como este, da Abenc, para a valorização da nossa profissão e do nosso sistema”, afirmou o presidente do CREA-RJ, lembrando que atualmente todos os profissionais precisam estar alinhados com a bandeira do resgate do protagonismo das engenharias no país. “Na última década, fomos vilanizados e temos que resgatar nosso protagonismo”, disse Fernández, bastante aplaudido. O presidente do CREA-RJ lembrou que o Conselho lançou uma campanha publicitária que exibe filmes com o cantor Evandro Mesquita como garoto-propaganda das engenharias. Bem-humorada, a campanha mostra que, na tentativa de resolver problemas de engenharia, as pessoas contam com um gênio. A opção acaba dando ruim. “Não banque o gênio da obra: chame um engenheiro”, diz o slogan da campanha divulgada no rádio e na TV. Miguel Fernández afirmou também que a defesa da obra da Linha 3 do Metrô – levando o transporte a Niterói e São Gonçalo – será apresentada aos candidatos ao governo do estado nas próximas eleições do ano que vem. “Essa obra de infraestrutura é essencial para ampliar a oferta de transporte de massa dentro das necessidades atuais de busca de maior sustentabilidade”, observa Fernández. O presidente da Abenc-RJ, o engenheiro Cláudio Dutra, ressaltou a importância da realização do primeiro congresso da entidade, num momento em que a associação está sendo renovada. “Fico muito feliz e emocionado porque nós aceitamos esse desafio de reavivar a Abenc, de trazer em pauta a engenharia civil e, principalmente, retomar o protagonismo da engenharia civil no nosso estado”, afirmou Dutra, que agradeceu aos mais de 250 inscritos e aos patrocinadores do evento, entre os quais estão o CREA-RJ e a Mútua RJ, a caixa de assistência do Sistema Confea/Crea. Fundada em 1979, a Abenc tem representações por todo o país. Seu objetivo principal é o aperfeiçoamento técnico, científico e cultural dos engenheiros civis. No Rio de Janeiro, o engenheiro Cláudio Dutra assumiu a presidência no ano passado com apenas cerca de 150 associados e o número já está em 1.500.  Com uma programação ampla e diversificada, a Conabenc Rio consolida-se como um espaço estratégico para a discussão de desafios, avanços e perspectivas da engenharia civil no estado, oferecendo aos participantes oportunidade de atualização profissional e ampliação de sua rede de contatos (networking).  A palestra magna foi dada pelo engenheiro Carlos Henrique Siqueira, de 77 anos, que integrou a construção, vistoria e manutenção da Ponte Rio-Niterói, referência nacional em estruturas especiais. Siqueira, que é consultor da Ecoponte, falou de sua experiência e dos desafios para a manutenção deste marco da engenharia brasileira. O engenheiro disse que o Brasil tem cerca de 120 mil pontes, enquanto que a China cerca de 300 mil e os Estados Unidos, 650 mil. Ele lembrou que a manutenção dessas obras é o que faz diferença. Também participaram da abertura do evento a diretora da Mútua RJ, Ana Paula Masiero, uma das coordenadoras do Programa Mulher, do CREA-RJ; o diretor-geral da Mútua-RJ, Jamerson Freitas; o coordenador de programas estratégicos do CREA, Wallace Ronda; e a subprefeita de Grandes Complexos, Marli Peçanha. O engenheiro Wallace Ronda falou da importância dos programas estratégicos do CREA: Progredir, CREA Júnior, CREA Jovem e CREA Sustável. A diretora da Mútua-RJ, Ana Paula, reforçou a importância do Programa Mulher para o empoderamento das engenheiras. O CREA-RJ tem registradas 20 mil profissionais do sexo feminino.

CREA-RJ lança nova plataforma digital em live do presidente

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, lançou oficialmente nesta segunda-feira, 24 de novembro, à noite, a nova plataforma digital, que promete revolucionar a prestação de serviços do Conselho para os 100 mil profissionais e mais de 20 mil empresas registradas. O lançamento foi feito numa live transmitida pelo canal do CREA-RJ no YouTube (webtvcrearj), com duração de uma hora. A live já teve 2.500 visualizações, o equivalente a 20% do número de inscritos no canal. “Bem-vindos ao século 21. Com essa transformação, o CREA torna-se digital assim como os bancos e outros serviços. Temos muito a percorrer, mas estamos dando um primeiro passo para essa grande mudança na qualidade do atendimento dos profissionais, por meio da integração digital de todos os serviços do CREA”, afirmou Fernández, que é professor licenciado do Cefet e falou sem qualquer roteiro.  Apesar da novidade, o presidente do CREA pediu a paciência de todos se algo ainda não der certo como se deseja porque o sistema é robusto, bastante complexo e ficou anos sem atualização digital.  “O CREA está passando por modificação significativa da qualidade dos seus serviços. Esta é a grande entrega da nossa gestão. Precisamos que todos usem o sistema, mas tenham um pouco de paciência com os ajustes que serão feitos. Como sabemos, não existe obra sem barulho nem poeira. A Disneylândia ao ser inaugurada nos Estados Unidos oferecia 18 atrações, mas 11 não funcionaram”, disse o presidente do CREA-RJ, que encarou com tranquilidade as primeiras críticas feitas pelos internautas.  “Contamos com a ajuda de todos para trazer as indicações do que precisa ser ajustado”, disse Fernández, observando que o novo sistema foi inspirado na plataforma do CREA de Santa Catarina, um dos mais bem-sucedidos do país. O presidente do CREA ressaltou a importância da implantação da nova plataforma digital para a produção de dados que vão permitir a convergência de informações para aprimoramento da oferta de serviços, fiscalização do exercício profissional e um mapeamento bem preciso de toda a produção das engenharias no Estado do Rio. Com o aprimoramento do sistema, todos os arquivos em papel serão digitalizados. Assim como na live de lançamento do aplicativo CREA-RJ on-line, em 26 de agosto, o presidente do CREA lançou mão de um recurso didático: a simulação de uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) do engenheiro André Gustavo Paulo de Frontin (1860-1933), considerado o patrono nacional da engenharia. Frontin foi contratado em 1889 pelo imperador Dom Pedro II para fazer a obra que ampliou significativamente o abastecimento de água na cidade do Rio de Janeiro,  de Janeiro, no evento que ficou conhecido como “milagre dos seis dias”, tempo de duração da obra. Ao custo de 170 contos de réis, o equivalente hoje a R$ 35 milhões, a obra durou apenas seis dias. Com a exibição de uma tela do sistema, o presidente do CREA-RJ mostrou o passo a passo para preenchimento online da ART de Paulo de Frontin. A nova ferramenta tem novidades como a demarcação da área de intervenção da obra ou serviço por meio da criação de um polígono que será georreferenciado.  “Isso muda completamente a dinâmica como se faz uma ART”, comentou Fernández, lembrando que atualmente são preenchidas por ano um total de 360 mil ARTs no Estado do Rio. Ao preencher a ART, o profissional terá a adesão automática à Tabela de Obras e Serviços (TOS), com itens pré-estabelecidos pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, de acordo com a habilitação de cada profissional. Fernández lembrou que sugestões de mudanças na tabela podem ser encaminhadas ao CREA que poderá propor a atualização junto ao Confea. A nova ART prevê também a adição de até dez itens sobre a obra. Já o item “observações gerais” permite se fazer a descrição de um complemento da obra ou serviço para melhor precisão das informações. O novo sistema permite que sejam feitas novas edições até dez dias depois de produzida a ART. Depois de concluída a ART, o pagamento poderá ser feito inicialmente por boleto bancário, mas depois por Pix, cartão de crédito e débito. Ao pagar com cartão, o usuário poderá acumular créditos de cashback que poderão resultar em descontos. Por enquanto, o preenchimento de ART só poderá ser feito no portal do CREA-RJ. O aplicativo CREA-RJ online permitirá apenas a consulta das informações.  VEJA A ÍNTEGRA DA LIVE

Dia do(a) Tecnólogo(a)

Instituído no ano de 1976 pelo Conselho Federal de Educação (CFE), o Dia do(a) Tecnólogo(a) é celebrado em 24 de novembro, com o objetivo de homenagear os profissionais que possuem cursos superiores e unem conhecimentos técnicos e científicos na análise e aperfeiçoamento de processos.  A profissão foi regulamentada pela Lei n° 2.245, de 2007, impulsionada pelo Projeto de Lei (PL) que visava a formalizar a profissão, definir suas competências e prever a criação de conselhos de fiscalização. A ação ocorreu nas modalidades relacionadas no Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia (CNCST) do Ministério da Educação. Técnico x Tecnólogo Apesar dos cursos terem nomes similares e oferecerem uma formação prática para o mercado de trabalho, há diferenças determinantes que podem influenciar na decisão individual baseada nos objetivos almejados.   Dependendo da área e da carga horária, o curso técnico tem a duração de um a dois anos, e pode ser realizado concomitantemente ao ensino médio, ou seja, o estudante pode concluir os dois ao mesmo tempo, ganhando um diploma ao fim da formação. A exigência do diploma para o curso técnico é apenas do ensino fundamental. Já no de tecnólogo, tem a menor duração do que um bacharelado tradicional e é apenas de curso superior. Mas, assim como o de técnico, visa a preparar o estudante com prática e aplicação voltada ao meio profissional. Cursos e pós-graduação As particularidades do curso de tecnólogo(a), bacharelado e licenciatura, se diferem principalmente em dois fatores: duração e foco. Direcionado nas aplicações prática para o mercado, o tecnólogo(a) se estende de dois a três anos; oferecendo um período mais longo, de quatro a cinco anos, o bacharelado abrange a teoria em diversas áreas; e por fim, a licenciatura prevê uma duração de três a quatro anos, tendo como finalidade formar professores para a educação nos mais diversos níveis de ensino. O tecnólogo(a), por ser um curso superior, abre a possibilidade de realizar a pós-graduação por especialização profissional (lato sensu) ou através do foco em pesquisas de desenvolvimento científico (stricto sensu), como mestrado e doutorado. Na lato sensu, a duração mínima é de 360 horas, com o aluno recebendo um certificado ao concluir o processo. Se tratando da stricto sensu, o mestrado se prolonga por dois anos, já o doutorado oferece quatro anos de duração, incluindo a entrega do diploma ao final do curso. Áreas e atuações no Sistema Confea/Crea Há diversos cursos de tecnólogo no Sistema Confea/Crea, incluindo áreas como Civil, Elétrica, Química, Mecânica e Metalúrgica, entre outras. Acesse o CATÁLOGO DE TÍTULOS PROFISSIONAIS e conheça todas as modalidades. Fonte: Unit, Estácio e Grau Técnico

Dia do(a) Engenheiro(a) Eletricista

No dia 23 de novembro, é celebrado o Dia do(a) Engenheiro(a) Eletricista, profissional responsável pelo desenvolvimento e manutenção dos sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica e que atua em áreas como automação, eletrônica, telecomunicações e sistemas de potência. Seu trabalho garante o funcionamento de instalações elétricas em residências, indústrias, hospitais, centros de dados, entre outras. Ao longo do tempo, a Engenharia Elétrica passou por profundas transformações tecnológicas. Das linhas de transmissão convencionais ao uso de fontes renováveis, como solar e eólica, o(a) engenheiro(a) eletricista passou a lidar com sistemas cada vez mais complexos e integrados. Hoje, é responsável por soluções que vão da integração energética nacional à automação de processos industriais e ao desenvolvimento de cidades inteligentes, com redes elétricas modernas e sustentáveis. Este profissional domina conhecimentos em circuitos elétricos, eletromagnetismo, eletrônica, instrumentação, controle e sistemas computacionais. Sua atuação é determinante no enfrentamento dos desafios contemporâneos relacionados à eficiência energética, à digitalização das redes e à expansão da infraestrutura elétrica com sustentabilidade. A Engenharia Elétrica é regulamentada no Brasil pela Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, que define as atribuições dos engenheiros, arquitetos e agrônomos, sendo a Resolução nº 218/73 do Confea responsável por detalhar as competências específicas do engenheiro eletricista, que incluem desde a elaboração de projetos até a execução e fiscalização de obras e serviços técnicos. Mercado de Trabalho A demanda por engenheiros(as) eletricistas acompanha o crescimento dos setores industrial, energético e tecnológico. Há cerca de 180 mil engenheiros(as) eletricistas registrados no Sistema Confea/Crea, em todo Brasil, com presença significativa tanto no setor público quanto privado. Esses profissionais atuam em concessionárias de energia elétrica, indústrias, construtoras, empresas de tecnologia, telecomunicações, consultorias, além de instituições de pesquisa e ensino. O avanço da transição energética, o incentivo às fontes limpas e o crescimento da eletromobilidade são fatores que ampliam ainda mais o campo de atuação. Segundo levantamento do Portal Salário, a média de remuneração para Engenheiros Eletricistas é de R$9.543,00 para uma jornada de 42 horas semanais. A faixa salarial pode variar de R$8.500,00 a R$18.000,00, conforme a experiência, região e o porte da empresa.

Dia Mundial da Televisão

Em 21 de novembro, comemora-se o Dia Mundial da Televisão. Proclamado pela Assembleia Geral das Nações (AGNU), em 1996, o dia foi escolhido como celebração ao primeiro Fórum Mundial da Televisão, realizado no mesmo ano. A data nasceu com o objetivo de promover o intercâmbio e a difusão de programas no mundo inteiro, especialmente os que tratavam de temas como paz, segurança, cultura, desenvolvimento econômico e questões sociais. Os passos até a popularização Para chegar ao estágio atual, a televisão precisou passar por um longo processo de descobertas e desenvolvimentos tecnológicos. Tudo começou em 1884, com o técnico e inventor Paul Nipkow, pioneiro na utilização do elemento químico selênio, onde, através dele, criou um disco com pequenos furos que possibilitava a passagem de luz, transmitindo imagens em deslocação. Entretanto, o grande desafio da humanidade ao decorrer das décadas foi encontrar uma maneira de transmitir imagens a longas distâncias, rompendo limites entre países e continentes. Nomes como o cientista russo Boris Rosing, o engenheiro russo Vladimir Zworykin, e o inventor estadunidense Philo Farnsworth, foram importantes nessa bateria de experimentos. Entre eles, estava o engenheiro escocês John Logie Baird, responsável pela primeira transmissão de televisão transatlântica da história, ao transmitir imagens da Inglaterra aos Estados Unidos, revolucionando a tecnologia da época e concluindo uma importante etapa para a globalização. As primeiras transmissões televisivas começaram a ser realizadas a partir dos anos 1930, com o acesso popular ainda muito limitado devido ao alto custo dos aparelhos domésticos. Esse cenário mudou após o fim da Segunda Guerra Mundial, graças à ascensão da economia norte-americana, possibilitando que a televisão se consolidasse como um produto comum nos lares das famílias de classe média. Essa transformação gerou um forte impacto cultural nos Estados Unidos, com o eletrônico já sendo utilizado como uma ampla ferramenta de comunicação em massa, principalmente na transmissão de valores e mensagens do mundo capitalista, mantendo-se assim até a contemporaneidade. No Brasil, a chegada da televisão se deu apenas na década de 1950, por meio do jornalista e empresário Assis Chateaubriand, que também foi o responsável por fundar a Rede Tupi de Televisão, conhecida como TV Tupi, em 18 de setembro de 1950. Nos anos 1970, as primeiras imagens coloridas começaram a aparecer no país, marcando a época de maior popularização do aparelho nas casas brasileiras. O evento pioneiro a ser televisionado com a nova tecnologia de satélite foi a Festa da Uva, em Caxias do Sul (RS), em 1972. Mercado atual No avanço de novos meios de consumo, o streaming estabeleceu seu espaço e força na disputa contra as TVs abertas e por assinaturas, oferecendo múltiplas opções de conteúdo ao usuário de maneira fácil e rápida. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), a presença da mídia digital nos lares brasileiros vem crescendo consideravelmente nos últimos anos, estando presentes em 4 a cada 10 residências brasileiras que possuem aparelhos televisivos.  A Pnad, por meio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos 75,2 milhões de lares do país com aparelho de televisão, 43,4% deles têm streaming, ou seja, 32,7 milhões. Por outro lado, o número de casas com TV por assinatura ficou em 18,3 milhões, o que representa 24,3% das residências com ao menos um eletrônico, levando em consideração que 51,7 milhões de pessoas moram nesses endereços. O levantamento foi feito no último semestre de 2024, e constatou o menor número de domicílios com TV paga desde que a pesquisa começou a ser feita, em 2016. Há de se considerar também o aumento da porcentagem de pessoas que sequer utilizam a TV aberta e fechada, ficando apenas com o streaming. A mesma pesquisa indicou que os 4,7% do número de pessoas que davam exclusividade ao serviço em 2022, cresceu para 8,2% no final do ano passado, consumindo tanto em notebooks quanto em aparelhos celulares. Fonte: Wikipédia, Brasil Escola/UOL, Agência Brasil

Dia Nacional da Consciência Negra

No ano de 2003, o Dia da Consciência Negra foi incorporado ao calendário escolar, por meio da Lei 10.639, à época sancionada pelo presidente Lula. Com isso, o aprendizado da história e da cultura afro-brasileira e africana passou a ser obrigatório nas escolas de Ensino Fundamental e Médio em todo o Brasil. Quase uma década depois, em 2011, o 20 de novembro foi oficializado pela ex-presidenta Dilma Rousseff como Dia Nacional de Zumbi dos Palmares e da Consciência Negra. Entretanto, para a data de fato virar um feriado nacional, demorariam mais 12 anos, em 21 de dezembro de 2023, quando a Lei 14.759 foi instituída pelo governo brasileiro em parceria com o parlamento e os movimentos sociais, sendo posta em prática pela primeira vez em 2024. Anteriormente, a celebração só era realizada em cerca de seis estados e 1.200 municípios. Para chegar a esse ponto, uma longa estrada precisou ser percorrida até o reconhecimento da causa. Tudo começou em 1971, quando universitários negros se reuniram em Porto Alegre, capital gaúcha, com os objetivos de debater a situação do povo afrodescendente no Brasil e decidir uma data para celebrar a cultura africana. Pensaram em 13 de maio, Dia da Abolição da Escravatura, mas alguns deles não se sentiram representados, devido a autora do gesto ser uma pessoa branca, a Princesa Isabel. Após ouvirem e estudarem a história de Zumbi, líder do Quilombo de Palmares, acabaram escolhendo a data de sua morte, no dia 20 de novembro, como o maior marco para a resistência e exaltação da cultura negra. Segundo o levantamento feito pelo Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais (Cedra), entre 2012 e 2023, a renda do trabalho principal de pessoas negras correspondia, em média, a 58,3% da renda das pessoas brancas. Isso também se reflete nos serviços prestados por mulheres negras, em que, de acordo com a mesma pesquisa, de 2012 a 2022, houve um aumento de 4,8% na desigualdade salarial em relação às mulheres brancas, com os dois grupos atuando nas mesmas áreas no mercado. Sobre o espaço no ambiente de trabalho, por exemplo, a ocupação de cargos de gerência mostrou-se ser de apenas 33,7% em 2023. É preciso ter em vista que a população afro-brasileira é a maioria em território nacional, com percentuais passando para 56,5% no mesmo ano. Apesar de ter tido uma crescente em comparação com a década passada, a proporção se encontra longe do que se idealiza para o aceitável. As constantes ações conscientizadoras realizadas nas escolas, instituições, empresas, eventos e em demais locais públicos e privados se mostram de suma importância para o reconhecimento e valorização da cultura negra. O respeito pela causa defendida por gerações e o apoio à luta em prol dos direitos dos afrodescendentes são passos importantes dados em direção ao progresso social. Todos esses fatores contribuem para que haja um combate às injustiças e que os direitos de todas as minorias sejam garantidos no futuro. Fonte: gov.br, Toda Matéria e Agência Brasil

Presidente do CREA-RJ manifesta apoio a projeto de lei aprovado na Câmara com programa de inserção de mulheres na construção civil

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) manifesta seu mais veemente apoio e reconhecimento à Câmara dos Deputados pela aprovação do Projeto de Lei que cria o Programa para a Inserção Profissional de Mulheres na Construção Civil, aprovado nesta terça-feira. “Esta medida não é apenas uma política social; é um ato de inteligência econômica e técnica, fundamental para a busca da equidade de gênero no nosso setor. As engenharias, historicamente dominadas por homens, ganham em criatividade, rigor e inovação com a inclusão de mais talentos femininos; parabenizamos os parlamentares e reafirmamos nosso papel de fiscalizar e garantir que essas profissionais atuem em condições de dignidade e segurança”, afirmou o presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández. “O CREA-RJ entende que a engenharia e a agronomia são áreas vocacionais, e não de gênero. Garantir oportunidades no canteiro de obras e nos escritórios de projeto é pavimentar um futuro onde a competência é o único critério de sucesso”, destacou Fernández. A Câmara aprovou, nesta terça-feira (18/11), o projeto de lei que cria o Programa para a Inserção Profissional de Mulheres na Construção Civil. Indicada na Agenda Legislativa da Engenharia, Agronomia e Geociências como uma das propostas prioritárias do Sistema Confea/Crea, ela segue agora para o Senado. O texto tem autoria da deputada Rogéria Santos (Republicanos -BA) e relatoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ). O PL recebeu todo apoio do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea)  O presidente do Confea, engenheiro de telecomunicações Vinicius Marchese, destacou a importância do projeto de lei para a atuação do Programa Mulher, do Sistema Confea/Crea. “O Confea trabalhou com lideranças partidárias e com a relatora pela aprovação do PL 2315/2023 em todas as comissões. É uma importante medida de valorização da profissional nessa área em cidades acima de 50 mil habitantes, por meio de convênios entre o governo federal, os estados e municípios. O programa também prevê que empresas da construção civil participantes de licitações públicas reservem vagas de, no mínimo, cinco a dez por cento para mulheres ocuparem postos de níveis operacionais ou gerenciais. Entre outros incentivos, também prevê a realização de cursos de qualificação profissional em nível operacional. É uma ação que se agrega à atuação do Comitê do Programa Mulher em busca da equidade de gênero no Sistema”, observa o presidente do Confea.