Dia Mundial do Solo

No dia 5 de dezembro é celebrado o Dia Mundial do Solo. Implementada em 2013 pela Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), com recomendação da União Internacional de Ciências do Solo e apoio da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), a data nasceu visando a conscientizar a importância dos solos saudáveis, bem como sua gestão de forma sustentável. Além do 5 de dezembro, ainda existem outras duas datas para celebrar o solo: 15 de abril (Dia Nacional da Conservação do Solo) e 22 de abril (Dia Internacional da Mãe Terra). Um solo em bom estado é responsável pela manutenção da biodiversidade, atuando como um regulador ambiental na filtragem e armazenamento de água, decomposição de resíduos e reciclagem de nutrientes, habitat para seres vivos e contenção de grande quantidade de carbono. Atividades humanas essenciais também dependem de sua eficiência, tanto para práticas de cultivação quanto para atividades profissionais e culturais. No Brasil, a qualidade do solo vem sendo comprometida por diversos fatores, sejam eles naturais ou atrelados à infraestrutura. De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA), 140 milhões de hectares de terras se encontram degradadas, o que corresponde a 16,5% do território nacional. Em escala global, 33% do solo sofre degradação de moderada à alta, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). O estudo de novas tecnologias que potencializam o tratamento e a manutenção do solo tem avançado através de pesquisas recentes, fundamentais para diagnosticarem a saúde de terrenos e prever problemas antes que se tornem visíveis. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, por exemplo, desenvolveu um laser chamado LIBS (Espectroscopia de Emissão Óptica com Plasma Induzido por Laser), que permite analisar a composição elementar do solo sem a utilização de elementos químicos. O manuseio de drones, satélites e inteligências artificiais também já é uma realidade na agricultura de precisão, otimizando recursos e amplificando a eficiência do monitoramento. O solo, de maneira mais ampla, é uma das bases primordiais do planeta. Sua valorização é, como um todo,  parte de um dever da sociedade em prol da manutenção dos recursos naturais e do funcionamento adequado de suas propriedades, evitando danos a médio e longo prazo. Fonte: Embrapa.br

IV Workshop Por Elas debate na sede do CREA-RJ a atuação das geocientistas no cenário das mudanças climáticas

Com o objetivo de colocar em evidência o papel das geocientistas frente às mudanças climáticas e os impactos que elas causam na sociedade, bem como fortalecer a presença dessas profissionais no futuro sustentável do planeta, o Núcleo Rio da Associação Brasileira de Mulheres nas Geociências (ABMGeo-RJ), com apoio do CREA-RJ por meio do Programa Mulher, promoveu o IV Workshop Por Elas. O evento foi realizado no dia 14 de novembro de 2025, das 8h30 às 18h30, na sede do Conselho, no Centro do Rio, e trouxe como tema a “Atuação das Geocientistas no Cenário das Mudanças Climáticas”, buscando também ampliar o diálogo entre profissionais, estudantes e instituições. A mesa de abertura foi composta pela a diretora da ABMGeo -RJ, geóloga Jéssica Tiné; a integrante da diretoria da ABMGeo – RJ, geóloga Aline Pimentel; a pesquisadora e professora de Geofísica da UFRRJ/ON Suze Guimarães; e a inspetora especial do CREA-RJ e integrante do comitê gestor do Programa CREA Mulher, geóloga Ariadne Senna. Durante a introdução do encontro, Jéssica Tiné reforçou o papel da ABMGeo-RJ. “O que engrandece o evento são as associações colocando mulheres para falarem como é ser mulher no meio acadêmico e técnico. E eu acho que um dos objetivos da ABMGeo é mostrar que nós temos pesquisa, trabalho e não precisamos ser chamadas apenas para apresentações sobre ser mulher, que ignoram todas as capacitações e desempenhos profissionais.” Na primeira palestra do dia, a pesquisadora da SisBaHia/UFRJ, oceanógrafa Lidiane Lima, apresentou o tema “Geociência e Gestão Integrada na Adaptação a Eventos Extremos”, onde explicou o papel das geocientistas na atualidade. “Nós estamos sendo cada vez mais postos à prova diante dos eventos de mudanças climáticas. E com isso, a gente começa a ver uma maior vulnerabilidade das cidades e territórios afetados, e não apenas a suscetibilidade, já conhecida por profissionais de nossa área. E onde entra a geociência nesses casos? Seja como oceanógrafa, meteorologista ou geólogo, temos ferramentas fundamentais para colaborar com a adaptação às variações que as mudanças climáticas estão trazendo para nosso dia a dia.” A coordenadora de cidades resilientes da Subsecretaria de Mudanças do Clima e Conservação da Biodiversidade (SEAS-RJ), geóloga Aline Freitas, abordou as “Estratégias de Adaptação e Resiliência para o Enfrentamento às Mudanças Climáticas”, alertando sobre os impactos dos relevos no cenário atual. “A gente tem que lembrar que as construções das cidades foram feitas em cima dos diferentes tipos de relevo. Com isso, é preciso compreender como funciona a interação planeta e sociedade. E muitas das vezes o que a gente enxerga justamente nas grandes cidades é que essa ocupação ocorre de forma desordenada, criando os riscos que acabam culminando nos desastres.” O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, esteve presente no IV Workshop Por Elas e destacou a importância do evento. “Atualmente, a disparidade da presença masculina em relação à feminina no nosso setor já é bem menor do que 50 anos atrás, graças ao trabalho de mulheres que desbravaram as profissões durante as décadas e transformaram essa realidade. O indicativo hoje, com menos de cinco anos de formado, é de um total de 36% de mulheres presentes no Conselho, aproximadamente 1/3. O número ainda está abaixo do censo populacional, mas ações como essa ajudam a promover o crescimento da atuação feminina nesse cenário. Pela manhã, também houve a realização das palestras “Memórias do Oceano: O que o Passado Geológico nos Diz sobre o Futuro do Clima” e “Meteorologia Operacional no Cenário das Mudanças Climáticas”. Os temas foram apresentados, respectivamente, pela professora titular do Departamento de Geologia e Geofísica da UFF Ana Albuquerque, e pela meteorologista chefe do Alerta Rio, Raquel Franco. Na parte da tarde, a especialista em clima e mudanças climáticas do Climatempo, meteorologista Marcely Sondermann, falou sobre as “Mudanças Climáticas e a Transição Energética: Riscos e Oportunidades”, pontuando o papel do planejamento energético.  “O planejamento energético facilita não apenas a previsão do tempo, mas também a previsão climática. Por isso é preciso sempre considerar se vamos ter verões mais chuvosos ou secos e como ficará a distribuição de chuva, por exemplo. Então é muito importante que a gente entenda como vai ficar essa previsão para os próximos meses e a tendência nas décadas seguintes, para que se tenha um melhor planejamento energético.” Na última apresentação do evento, o tema “Geociências em Movimento: Pluralidade, Liderança, e Perspectivas Globais Frente às Mudanças Climáticas” foi debatido em uma mesa redonda, que contou com a presença da meteorologista da Defesa CIvil de Maricá, Christiane Nascimento; a coordenadora de Geologia e monitoramento da GEO-RIO, Raquel Batista Medeiros; a bióloga e doutorando da UFF, Maria Júlia de Castro; e a engenheira da Defesa Civil de Petrópolis, Raquel de Mesquita Favaro.  A programação também contou com a entrega de kits de participação no evento às palestrantes, e o sorteio de brindes para a plateia presente no auditório.

Contagem Regressiva para o XIII Prêmio CREA-RJ de Trabalhos Científicos e Tecnológicos

O XIII Prêmio CREA-RJ de Trabalhos Científicos e Tecnológicos está chegando. A premiação será daqui a uma semana, dia 10 de dezembro, no Teatro João Caetano, no Centro do Rio. O objetivo do Prêmio é valorizar o esforço e a dedicação de profissionais, professores e estudantes no desenvolvimento de criações tecnológicas e inovadoras de produtos e processos em prol da sociedade brasileira no geral, aproximando o Conselho da comunidade acadêmica do Rio de Janeiro. Os projetos que concorrem às premiações são referentes ao ano anterior da edição, englobando trabalhos de conclusão de curso (TCC) e monografias, relacionados ao ensino superior, e dissertações ou teses de mestrado e doutorado. Realizado desde 2013, sempre em anos consecutivos, cerca de 1.508 autores e 120 instituições de ensino, como COPPE/UFRJ, Cefet/RJ, UERJ e PUC-Rio,  já foram laureados durante todas as edições, nos níveis de doutorado, mestrado, superior e médio.

Dia do Engenheiro e do Técnico de Segurança do Trabalho é comemorado em seminário na sede do CREA-RJ

Com o objetivo de celebrar o Dia do Engenheiro e do Técnico de Segurança do Trabalho, destacando a importância desses profissionais na construção de atitudes seguras que transformam ambientes e protegem vidas, o CREA-RJ, por meio da Câmara Especializada de Engenharia e Segurança do Trabalho, realizou no dia 27 de novembro o seminário “Cultura da Segurança: muito além da EPI”.  O evento ocorreu das 9h30 às 18h, na sede do Conselho, no Centro do Rio, contando com palestras de autoridades e peritos para um público-alvo formado por profissionais do Sistema Confea/CREA e a sociedade em geral. A mesa de abertura foi composta pelo coordenador da Câmara Especializada de Engenharia e Segurança do Trabalho, engenheiro de segurança do trabalho e eletricista Neilson Marino Ceia; a vice procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho – RJ, Isabela Maul de Castro Miranda; e o auditor fiscal do Ministério do Trabalho -RJ, Claudio Secchin. Na introdução do evento, Neilson Marino Ceia falou mais sobre o tema escolhido. “Denominamos o evento como Cultura de Segurança: muito além do EPI. O motivo disso é que na prática do nosso dia a dia, a impressão que temos é que as empresas entendem que ter o EPI significa segurança. E na verdade não é. Se for analisar a CLT, o texto diz que a gente deve eliminar o risco, em não sendo possível usar medidas coletivas e em não sendo suficiente usar as medidas individuais. Então não deveria ser como casos em que um acidente acontece e a primeira tentativa é de justificar que o acidentado estava usando EPI.” Na primeira palestra do dia, a coordenadora da Coordenadoria Nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho e da Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora – CODEMAT, procuradora do trabalho Luciene Vasconcelos, mostrou o panorama dos riscos das mudanças climáticas no ambiente de trabalho. “Às vezes não temos noção o quanto as mudanças climáticas realmente impactam na saúde dos trabalhadores. Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), 70% dos trabalhadores do mundo estão expostos a essas mudanças climáticas com graves riscos para a saúde. Há também o número de 18.000 vidas perdidas por ano, e isso contando cenários de morte, mas também tem os casos de adoecimento, em que você diminui a qualidade de vida do funcionário.” Claudio Secchin retornou para apresentar o tema “Aspectos Controvertidos na Contratação da Mão de Obra na Construção Civil”, destacando pontos em torno das contratações de trabalhadores.  “O aspecto mais controvertido que a gente pode ter dentro de uma contratação é a preocupação com a segurança pessoal, principalmente a questão acidentária. Você precisa evitar a todo custo o acidente de trabalho, pois acaba onerando a Previdência, o auxílio doença e o auxílio acidente, por exemplo. Por causa disso, existem uma série de irregularidades que podem acontecer que vão gerar dividendos ao Estado, e, caso você não tenha seguro, você também responde, ainda que subsidiariamente ou até solidariamente, por todas essas responsabilidades.” Na parte da tarde, o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 1° Região RJ (TRT1), José Luis Campos Xavier, apresentou a palestra “Acidente de Trabalho e Justiça: Perspectivas Contemporâneas”, e pontuou o papel das empresas em casos de acidente de trabalho.  “Quando o trabalhador sofre um acidente e fica afastado o tempo que for necessário para se recuperar, a empresa tem a obrigação, no seu retorno, de reintegrá-lo ao ambiente de trabalho. A reintegração pode ser feita por meio de uma mudança de setor e atividade, ou até mesmo uma mentoria para aquele trabalhador, onde o mesmo pode se tornar um replicador para os outros funcionários da empresa sobre essa cultura de preservação no ambiente.”  O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, compareceu ao evento, reforçando a importância do engenheiro de segurança do trabalho. “A Engenharia é uma profissão de grande risco, tanto para aqueles que vão usufruir do serviço quanto para os engenheiros e profissionais que trabalham na área. Por isso é fundamental ter estratégias de redução desse risco, e a Engenharia de Segurança do Trabalho se aprofunda nessa direção.”  Na última apresentação do dia, o ex-ministro do Trabalho, advogado Helton Yomura; o tecnologista em saúde pública da Fiocruz, engenheiro químico e de segurança do trabalho Alexandre Mosca; e a sócia-administradora do Instituto de Psicologia Ressignificar e Viver, psicóloga Simone Silva, palestraram sobre a atualização das Normas Regulamentadoras – NRs, em especial, a NR1, englobando também os problemas psicossociais no mercado de trabalho. A programação também contou com a entrega de certificados de participação no evento aos palestrantes, e o sorteio de brindes para a plateia presente no auditório

Confira a programação do Fórum de Debates “O Protagonismo Negro na Área Tecnológica”

Realizado pelo CREA-RJ, Clube de Engenharia e Senge-RJ, o Fórum de Debates “O Protagonismo Negro na Área Tecnológica – Passado, Presente e Futuro”, acontecerá no próximo dia 3 de dezembro, das 17h30 às 21h. Com o objetivo de  valorizar trajetórias, promover a diversidade e fortalecer a presença de profissionais negros na Engenharia, na Agronomia e nas Geociências, o evento acontecerá, de forma presencial e gratuita, no Clube de Engenharia (Av. Rio Branco, 124, 25º andar – Centro – RJ).  Inscreva-se: aqui Confira a programação completa. 

CREA-RJ participa de debate com representantes do Poder Público e profissionais de Duque de Caxias

O auditório do Consórcio Intermunicipal de Segurança Pública da Baixada Fluminense ficou pequeno para tanta gente interessada em conversar sobre assuntos da Engenharia, Agronomia e Geociências. A “Mesa Redonda – Construindo Conexões: CREA-RJ, Poder Público e Profissionais em Ação”, que aconteceu no dia 26 de novembro, em Duque de Caxias, fez tanto sucesso, que muitos profissionais assistiram ao debate de pé do início ao fim do evento. A mesa redonda  foi composta pelo secretário municipal de Obras e Agricultura de Duque de Caxias, engenheiro Valber Rodrigues Januário; pela secretária municipal de Urbanismo e Habitação de Duque de Caxias, engenheira Leieny Martins Ramos; pelo superintendente técnico do CREA-RJ, engenheiro Leonardo Dutra; pelo presidente da ADAE, Eng. Aluízio Baptista e pela conselheira do CREA-RJ, Eng. Teneuza Cavalcanti Ferreira. Organizadora do evento, Teneuza, que além de conselheira do CREA-RJ é diretora da ADAE – Associação Duquecaxiense de Engenheiros e Arquitetos, ficou satisfeita com o resultado. “Este encontro foi muito salutar. Todas as expectativas foram contempladas. Ver este auditório lotado de profissionais e o CREA-RJ aqui presente na nossa cidade, aberto ao diálogo, foi incrível. A ADAE completou 42 anos e o presidente Miguel Fernández nos prestigiou. Estamos buscando uma presença cada vez maior do CREA-RJ aqui em Duque de Caxias respondendo aos anseios dos profissionais”, disse Teneuza. O superintendente técnico, engenheiro Leonardo Dutra, que representou o CREA-RJ no evento, respondeu a todas as dúvidas dos profissionais presentes. “Esse encontro foi sensacional, onde tivemos a Prefeitura representada pelo secretário de obras e agricultura e pela secretaria de urbanismo e habitação, onde discutimos o novo sistema, falamos sobre ART e Certidão de Acervo Técnico. Trocamos bastante com os profissionais e este é o primeiro de muitos encontros que estão por vir. O CREA-RJ está sempre disposto a estar junto das associações, mais próximo dos profissionais e das empresas”, afirmou.  O objetivo foi promover o diálogo entre o CREA-RJ, o poder público e os profissionais das áreas de Engenharia, Agronomia e Geociências, visando fortalecer a colaboração mútua, discutir desafios e soluções para o desenvolvimento sustentável e a qualidade das obras e serviços no estado do Rio de Janeiro, além de destacar a importância da ética, da capacitação e da inovação no setor. O secretário de obras e agricultura, engenheiro Valber Rodrigues, elogiou a abertura do CREA-RJ ao diálogo. “Este evento foi muito importante para integrar o poder público e o privado e para que a gente consiga dialogar e construir. Estamos trabalhando muito no município de Caxias. Na parte de Engenharia principalmente. Construímos muito com muita infraestrutura e intervenções impactantes na área de resíduos. Na parte da Construção Civil, estamos com muitas reformas, construções e intervenções específicas nas áreas de limpeza urbana. A gente tem a construção de um grande centro de tratamento de resíduos no município, que vem gerando uma economia de mais de 30 milhões ano”, avaliou  O superintendente executivo de Obras da Secretaria Municipal de Obras de Duque de Caxias, engenheiro civil João Frauches, complementou: “Este encontro promoveu uma integração muito importante entre o CREA-RJ e os profissionais fundamentais na execução das obras dentro do município. O município hoje é um canteiro de obras, que é o que move Duque de Caxias atualmente. Foi muito positivo.” Para a secretária de Urbanismo e Habitação de Duque de Caxias, engenheira civil Leieny Martins Ramos, foi um encontro positivo. “O debate foi muito produtivo. Um espaço amplo para o diálogo e uma oportunidade de uma maior aproximação com o CREA-RJ”. O público foi composto por engenheiros, arquitetos e profissionais do Sistema Confea/CREA.

CREA-RJ apoia o Seminário “Novas Tecnologias e Profissões do Futuro” da ABEA

A Abea Nacional – Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas irá promover, nos dias 1º e 2 de dezembro de 2025, na sede da Seaerj , na Glória, Rio de Janeiro, o Seminário “Novas Tecnologias e Profissões do Futuro”. O evento visa a colaborar para a consolidação e ampliação de saberes dos profissionais, além de contribuir para o desenvolvimento da Engenharia e da Arquitetura.  Entre os resultados esperados, destacam-se a promoção de debate acerca do desenvolvimento tecnológico e os novos caminhos das profissões; o fortalecimento da interface e experiências entre profissionais; o incentivo à participação ativa e crescente de profissionais mulheres e uma abordagem prática e assertiva acerca do contexto de novos empregos, da formação necessária para seu exercício, da ética profissional e do desenvolvimento social.  O Seminário é construído em consonância aos ODS Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas:  ODS 4 – Educação de Qualidade; ODS 5 – Igualdade de Gênero; ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico; ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura; ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis; ODS 13 – Ação contra a mudança global do Clima; e  ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação.  O conhecimento gerado pelos debates do Seminário será compilado em documento inédito: a Carta do Futuro Profissional, apresentada ao final do evento.  O Seminário conta com o apoio institucional do CREA-RJ e patrocínio da MÚTUA Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA. Programação: 1º de Dezembro de 2025 9h – Credenciamento e Welcome Coffee 9h30 – Abertura 10h30 – Apresentação da Mútua – Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA 11h – Painel  Novas Tecnologias e a Evolução das Profissões 12h –  Brunch 14h –  Painel Formação Profissional para o Futuro e Geração de Novos Empregos 15h30 – Painel A Participação das Mulheres nas Profissões do Futuro 17:00 Encerramento do primeiro dia 2 de Dezembro de 2025 9h – Credenciamento e Welcome Coffee 9h30 – Painel Resiliência e Cuidados com a Sociedade 11h – Painel Ética, Responsabilidade Técnica e Fiscalização Profissional na Visão de Futuro 12h30 – Brunch 14h30 – Painel Mobilização da Consciência Profissional 16h – Sessão Carta do Futuro Profissional e Encerramento do Seminário Seminário “Novas Tecnologias e Profissões do Futuro” Data: 1º e 2 de dezembro de 2025 Hora: a partir das 9h Local: Seaerj – Rua do Russel, 1 – Glória – RJ Inscrições: www.abeatecnologias.com.br

Dia do Estatuto da Terra

No dia 30 de novembro, o Estatuto da Terra (Lei nº 4.504/1964), que institui as bases legais da Reforma Agrária no Brasil, completa 61 anos. A lei regula direitos e deveres relativos aos imóveis rurais e orienta a execução da política agrícola nacional, com o objetivo de promover uma distribuição mais equilibrada da terra. Seu propósito é modificar o regime de posse e uso das propriedades rurais, garantindo justiça social e o aumento da produtividade. Sancionado durante o período da ditadura militar, o Estatuto da Terra reflete a complexidade histórica que marcou sua criação. O texto foi construído a partir de intensos debates sobre a necessidade de redistribuição de terras, que já se desenhavam desde a década de 1950, com o surgimento das ligas camponesas e com as propostas de reformas de base do governo deposto de João Goulart. Entre as inovações mais relevantes da lei está a definição da função social da terra, entendida como o cumprimento simultâneo de quatro requisitos: assegurar o bem-estar das famílias que nela vivem e trabalham, manter produtividade satisfatória, conservar os recursos naturais e observar as normas legais nas relações de trabalho. Essa concepção seria posteriormente incorporada à Constituição Federal de 1988, no artigo 186, tornando-se o princípio que fundamenta as desapropriações voltadas à reforma agrária. Pelo Estatuto, cabe ao poder público criar condições para que os trabalhadores rurais tenham acesso à propriedade da terra e garantir o cumprimento da função social. Essas atribuições foram assumidas em âmbito federal pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), criado em 1970. A legislação também previu a formação de um fundo nacional e a elaboração de planos periódicos – nacionais e regionais – para a execução da reforma agrária. O texto legal ainda estabeleceu diretrizes para a colonização oficial e particular, servindo de base para políticas de ocupação de áreas do Norte do país, em sintonia com os projetos de modernização agrícola e integração territorial adotados durante a ditadura, que buscavam ocupar os chamados “grandes vazios” do território brasileiro. Diversos conceitos introduzidos pelo Estatuto seguem estruturando o ordenamento territorial brasileiro, como as definições de imóvel rural, propriedade familiar e módulo rural. Em seu artigo 46, a lei também determinou a criação de um cadastro nacional de imóveis rurais, o Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR), implantado em 1972 e mantido pelo Incra, com base em informações levantadas em todo o país. Falar do Estatuto da Terra é, portanto, remeter-se à própria missão do Incra. A data de sua promulgação não se limita a uma celebração histórica, mas convida à reflexão sobre o futuro da governança fundiária e sobre a permanência da reforma agrária como pauta essencial ao desenvolvimento nacional. Para o Crea-RJ, responsável pela regulamentação e fiscalização do exercício profissional da Agronomia, Engenharia Agrícola, Engenharia Florestal e áreas correlatas, o Estatuto da Terra continua representando um desafio permanente. São essas profissões que, com base no conhecimento técnico e no compromisso com o bem-estar coletivo e a preservação ambiental, transformam em ações concretas os princípios de conservação, sustentabilidade e desenvolvimento defendidos pelo Estado. Em um cenário em que a proteção dos recursos naturais, a segurança alimentar e o enfrentamento das mudanças climáticas se impõem como grandes desafios, o Crea-RJ reafirma seu compromisso de valorizar e apoiar os profissionais que se dedicam diariamente a essa missão. Acesse o Estatuto da Terra

CREA-RJ lamenta a morte do conselheiro Sérgio da Costa Velho

É com profundo pesar que comunicamos o falecimento, nesta sexta (28/11),  aos 76 anos, do geógrafo Sérgio da Costa Velho, uma figura de grande relevância para a Geografia Brasileira.  Era decano da CEAgri – Câmara de Engenharia de Agrimensura do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro – CREA-RJ, onde atualmente era conselheiro suplente, sendo também sócio vitalício do Clube de Engenharia.  No CREA-RJ, onde atuou por muitos anos, fez inúmeros amigos, ficando fora do plenário apenas no período de 2018 a 2023. Nas redes sociais e grupos de WhatsApp, os colegas lamentaram a sua morte, ressaltando a sua resiliência e sua solicitude com todos.  Como conselheiro do CREA-RJ  e sócio atuante do Clube de Engenharia, Sérgio da Costa Velho demonstrou um compromisso inabalável com a ética. Era um profundo estudioso do Sistema Confea/CREA, conhecendo toda a legislação e auxiliando os colegas de plenário sempre que solicitado. Após ser velado na Capela Nossa Senhora da Conceição, em Niterói, o corpo segue para mais um velório neste domingo (30/11),  das 10h às 13h na capela da EAF ao lado do Cemitério Municipal de Conceição de Macabu, onde será enterrado. A lacuna deixada por sua ausência será imensa. Que sua família encontre conforto e força para superar esta dor. As mais sinceras condolências do CREA-RJ e da CEAgri.

Museu do Amanhã sedia o 22º Congresso Rio de Transportes nos dia 4 e 5 de dezembro

Realizado pela UFRJ com patrocínio do CREA-RJ, o  22º Congresso Rio de Transportes, acontecerá nos dias 4 e 5 de dezembro, das 8h às 17h, no Museu do Amanhã e   promovendo a discussão de temas de grande interesse para profissionais que trabalham no setor, contribuindo para a formação de recursos humanos no país.  Reunindo técnicos, pesquisadores, profissionais da área, gestores públicos e empresas privadas para discutir pesquisa e desenvolvimento da área de transporte no Brasil, o Rio de Transportes tem como objetivo contribuir para a adoção de políticas públicas voltadas para a ideia-chave do transporte como fator de desenvolvimento e inclusão social. Os principais produtos do congresso são:  Confira a programação no site do evento: https://22rdt.riodetransportes.org.br/ 22º Rio de Transportes Data: 4 e 5 de dezembro de 2025 Hora: 8h às 17h Local: Museu do Amanhã – Praça Mauá, 1 – Centro – Rio de Janeiro Inscrições: https://www.even3.com.br/22rdt-572377/