Reativação do Teleférico do Complexo do Alemão deve ocorrer em 2026

O Teleférico do Complexo do Alemão, inaugurado em 2011 como o primeiro sistema de transporte de massa por cabo do Brasil, encontra-se inoperante desde outubro de 2016. Em 2021, o Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou planos para reativar o teleférico, firmando um acordo com a empresa francesa Poma, responsável pela implementação original do sistema. As obras de revitalização começaram em setembro de 2021, com previsão inicial de retorno das operações para julho de 2023. No entanto, devido a atrasos, a reabertura foi adiada para abril de 2024, o que também não ocorreu. O contrato assinado, no valor de 17 milhões de euros (cerca de 105 milhões de reais, na cotação atual), para a compra e o transporte das peças necessárias, tem nova previsão para que o serviço esteja ativo novamente ao longo de 2026. A paralisação ocorreu devido a questões financeiras e problemas estruturais, incluindo o desgaste de um dos cabos de tração. Desde então, a estrutura sofreu com abandono e vandalismo, resultando em estações deterioradas e equipamentos danificados. O teleférico, que possui uma linha de 3,5 km de extensão e seis estações — Bonsucesso, Adeus, Baiana, Alemão, Itararé e Palmeiras —, atendia diariamente cerca de 10 mil passageiros em 2012. Cada uma das 152 gôndolas tem capacidade para dez passageiros, sendo oito sentados e dois em pé, e a viagem completa entre a primeira e a última estação durava aproximadamente dezesseis minutos. A reativação do teleférico é vista como um passo significativo para melhorar a mobilidade dos moradores das comunidades atendidas, como Adeus, Alemão, Baiana e Palmeiras. Inaugurado em 7 de julho de 2011, o Teleférico do Complexo do Alemão foi concebido como parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com um investimento de R$ 253 milhões. Inspirado no Metrocable de Medellín, na Colômbia, o sistema contava com 152 gôndolas, cada uma com capacidade para transportar até dez passageiros, percorrendo um trajeto de 3,5 km em aproximadamente 16 minutos. A estação inicial, Bonsucesso, oferecia integração com os trens da SuperVia, facilitando o deslocamento dos moradores para outras áreas da cidade.
Parabéns ao município de Trajano de Moraes, por seus 135 anos!
O desbravamento do atual município de Trajano de Moraes iniciou-se na primeira metade do século XIX, com o núcleo formado em torno de uma capela destinada ao culto de São Francisco de Paula, onde se estabeleceram os primeiros colonizadores do sertão da Ventania, dedicados ao cultivo de café. Em 1846, em decorrência do desenvolvimento alcançado pela região por meio da cultura cafeeira e por influência de José Antônio de Moraes, proprietário da fazenda Aurora, o núcleo foi elevado à categoria de freguesia, sob a denominação de São Francisco de Paula, então pertencente ao município de Cantagalo. Em virtude da emancipação de Santa Maria Madalena no ano de 1861, a freguesia foi incorporada ao território desse novo município fluminense. Com a abolição da escravatura e o esgotamento dos solos, toda a economia da região ficou abalada. No intuito de atenuar a crise econômica, o governo decretou a criação do município de São Francisco de Paula, por meio do Decreto nº 178, de 12 de março de 1891, instalado em 25 de abril do mesmo ano, tendo a freguesia sido elevada à categoria de vila e sede do novo município. Algum tempo depois, como o desenvolvimento da vila permanecesse estacionário, a população começou a se concentrar em torno da estação ferroviária denominada Trajano de Moraes. Essa localidade desenvolveu-se com tal rapidez que, em 1915, o governo transferiu para lá a sede municipal. Entre 1919 e 1923, a sede do município foi temporariamente alterada para a localidade onde ficava a estação de Aurora, atual Visconde de Imbé. Finalmente, por força uniformizadora da Lei nº 2.335, de 17 de dezembro de 1929, que passa a considerar como cidade a sede do município, independentemente do número de seus habitantes, alcança Trajano de Moraes esse status. Da antiga São Francisco de Paula, nada mais resta que duas ou três casas e duas capelas. O Crea-RJ parabeniza Trajano de Moraes por seus 135 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Fonte: TCE/RJ – Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro
Crea-RJ abre Edital de Chamamento Público para Patrocínio 2025
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) lançou o Edital de Chamamento Público nº 01/2025 com o objetivo de selecionar propostas de patrocínio para projetos e eventos que promovam a valorização das áreas da engenharia, agronomia, geologia, geografia, meteorologia e dos cursos tecnológicos. Destinado a pessoas jurídicas com sede ou filial no Estado do Rio de Janeiro, o edital contempla ações presenciais, híbridas ou on-line, como congressos, seminários, workshops, publicações técnicas e científicas, entre outras iniciativas que estimulem a inovação, a atualização profissional e a difusão de conhecimento. Com previsão orçamentária de até R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais), os recursos serão distribuídos conforme critérios técnicos de relevância, impacto e alinhamento institucional, observando os limites de valor por tipo de projeto. O apoio oferecido pelo Crea-RJ será concedido exclusivamente na condição de patrocinador, com a exigência de contrapartidas de imagem, institucionais e de divulgação. As propostas devem ser enviadas com pelo menos 60 dias de antecedência da data de realização da ação, conforme instruções disponíveis na página oficial de patrocínio do Crea-RJ. Acesse aqui o edital completo.
Brasil tem potencial para liderar a produção mundial de hidrogênio verde

O Brasil reúne uma combinação única de recursos naturais, capacidade técnica e oportunidades econômicas que o posicionam de forma privilegiada no cenário global da transição energética, especialmente na produção de hidrogênio verde. Esse vetor energético, considerado peça-chave para a descarbonização da economia mundial, tem no país um terreno fértil para se desenvolver, graças à matriz elétrica limpa e renovável – uma das mais sustentáveis do planeta. A eletrólise da água, processo utilizado para obter o hidrogênio verde, demanda grandes quantidades de energia elétrica. No Brasil, essa energia pode ser fornecida majoritariamente por fontes como a hidráulica, a solar e a eólica, o que confere um diferencial competitivo em termos de custo e sustentabilidade. Além disso, o país possui regiões com excelente potencial para instalação de plantas de produção, inclusive em áreas menos povoadas, o que ajuda a descentralizar o desenvolvimento econômico. Diversos projetos já estão sendo desenhados em estados como Ceará, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Essas iniciativas envolvem parcerias entre entes públicos, universidades e empresas privadas, tanto nacionais quanto internacionais, o que demonstra o alto nível de interesse e confiança no potencial brasileiro para liderar esse mercado nascente. Apesar do cenário promissor, o desenvolvimento do hidrogênio verde no Brasil ainda enfrenta desafios como a necessidade de um marco regulatório específico, infraestrutura de transporte e armazenamento, bem como políticas públicas que estimulem investimentos e parcerias. Ainda assim, especialistas apostam que, com planejamento estratégico e investimentos coordenados, o país pode se tornar um dos maiores exportadores mundiais dessa fonte energética. O Instituto de Energia e Ambiente da USP destaca que a construção desse novo setor energético pode gerar empregos qualificados, impulsionar a inovação tecnológica e contribuir significativamente para o cumprimento das metas climáticas assumidas pelo Brasil no Acordo de Paris. Ao mesmo tempo, pode ampliar o protagonismo internacional do país em pautas relacionadas à sustentabilidade e à economia verde. O hidrogênio verde também tem destacada importância estratégica do para diversos setores industriais, como siderurgia, fertilizantes e transportes pesados, onde a eletrificação direta é mais difícil. O Brasil pode usar o hidrogênio não apenas para exportação, mas também como insumo para agregar valor à produção nacional. Além disso, iniciativas como a criação de hubs de hidrogênio e zonas industriais dedicadas já estão em curso, fortalecendo a infraestrutura e atraindo investimentos estrangeiros. Vantagens e desvantagens do Hidrogênio Verde Vantagens: Sustentabilidade: o hidrogênio verde, produzido a partir de fontes de energia renováveis, como a energia solar e a eólica, não liberta gases com efeito de estufa quando é produzido ou utilizado, ajudando a abrandar o aquecimento global. Versatilidade: pode substituir os combustíveis fósseis em uma variedade de usos em diversos setores, incluindo transporte, manufatura e produção de energia. Armazenamento de energia: este recurso equilibra a natureza errática das fontes de energia renováveis, como solar e eólica, permitindo armazenar energia renovável de forma eficaz para uso posterior. Diminuição da poluição local: por não liberar poluentes nocivos quando utilizado, melhora a qualidade do ar, principalmente nas cidades. Isto contrasta com os combustíveis fósseis. Segurança: embora o hidrogênio seja extremamente combustível, os perigos podem ser reduzidos com tecnologia moderna e as precauções de segurança adequadas. Desvantagens: Alto custo de produção: o hidrogênio verde é mais caro do que os combustíveis fósseis devido à melhoria contínua das tecnologias de produção, necessitando de gastos para reduzir custos. Eficiência: podem ocorrer perdas consideráveis associadas à conversão de energia em hidrogênio e vice-versa, o que pode afetar a eficiência geral do processo. Armazenamento e transporte: o armazenamento e transporte em grande escala de hidrogênio exige o desenvolvimento de tecnologias adequadas e infraestrutura especializada. Vazamentos de hidrogênio: os riscos de explosão e incêndio decorrentes do vazamento de hidrogênio exigem procedimentos de segurança rigorosos e observação contínua. Impacto social e ambiental: deve-se ter cuidado para regular os efeitos sociais e ambientais que a produção de hidrogênio verde, que é obtido principalmente por eletrólise, pode ter. Esses efeitos incluem o uso da água e o uso da terra. Sobre “as cores” do Hidrogênio O mundo busca soluções a hidrogênio que tenham pegadas baixas, nulas ou mesmo negativas de carbono. O hidrogênio “verde” ganha essa nomenclatura por sua origem renovável, derivada da eletrólise da água com eletricidade produzida de fontes renováveis. Existem outras formas de se produzir hidrogênio de baixo carbono, que também ganham uma caracterização via “cores”, e estão atreladas à origem de seu insumo, do processo produtivo adotado e da tecnologia utilizada para mitigar eventuais fontes de CO2. O hidrogênio azul, por exemplo, tem origem na reforma de gás natural, com captura de carbono (CCS). O hidrogênio laranja será produzido a partir de resíduos, o hidrogênio musgo, produzido com biomassa e biocombustíveis. O hidrogênio rosa é a partir de fonte nuclear de eletricidade. Fonte: IEE – Instituto de Energia e Ambiente USP
Dia Mundial do Livro
No dia 23 de abril é celebrado o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais. Em 1995, a data foi estabelecida na Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) com o objetivo de incentivar a leitura, celebrar o livro, a sua importância na transmissão de conhecimento acerca do mundo ao possibilitar o acesso a diferentes culturas e promover a educação, este último como principal ferramenta a para a transformação social. Além de destacar o impacto da leitura na vida das pessoas com a construção de novos imaginários, perspectivas, caminhos para a solução de problemas e no desenvolvimento humano, também é uma forma de homenagear e preservar a memória de autores clássicos que morreram em 23 de abril, como William Shakespeare, Miguel de Cervantes e Inca Garcilaso. E ao promover os livros e os direitos autorais, a Unesco defende a criatividade, a diversidade e o acesso igualitário ao conhecimento, com o trabalho em todos os setores – desde a rede de Cidades Criativas da Literatura até a promoção da alfabetização e da aprendizagem móvel, assim como o avanço do acesso aberto ao conhecimento científico e aos recursos educacionais. Rio de Janeiro: Capital Mundial do Livro 2025 Todos os anos, no dia 23 de abril acontecem comemorações em todo o mundo para reconhecer o alcance dos livros – um elo entre o passado e o futuro, uma ponte entre gerações e culturas. Assim, a Unesco e as organizações internacionais que representam os três grandes setores da indústria do livro (editoras, livreiros e bibliotecas), elegem por um ano uma cidade como a Capital Mundial do Livro, para manter o entusiasmo das comemorações do Dia por meio de suas próprias iniciativas locais. Neste ano de 2025, o Rio de Janeiro foi concedido com o título de Capital Mundial do Livro. A Unesco e o Comitê Consultivo reconheceram o fato de o Rio demonstrar a importância de seu patrimônio literário, juntamente com uma visão definida e um plano de ação para promover a literatura, a sustentabilidade do mercado editorial e a leitura entre os jovens, aproveitando as tecnologias digitais. Esta é a primeira vez que uma cidade de língua portuguesa é nomeada Capital Mundial do Livro. Alinhado com as prioridades expressas na Carta da Capital Mundial do Livro, o Rio de Janeiro concebe seu projeto como tendo a capacidade de promover mudanças sociais – por exemplo, por meio da alfabetização, da educação e da erradicação da pobreza – e produzir benefícios econômicos sustentáveis relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Audrey Azoulay, diretora geral da Unesco, reforça a importância dessa iniciativa: “Os livros são veículos essenciais para acessar, transmitir e promover a educação, a ciência, a cultura e a informação em todo o mundo. Graças aos livros, nós nos mantemos informados, nos divertimos e somos capazes de entender melhor o nosso mundo. É por isso que, todos os anos, a UNESCO designa uma Capital Mundial do Livro. Depois de Acra, em 2023, e Estrasburgo, em 2024, eu tenho o prazer de anunciar a nomeação do Rio de Janeiro como Capital Mundial do Livro para 2025”, diz Azoulay A cidade terá uma extensa agenda de eventos e ações voltadas para a formulação de novas políticas públicas de livro e leitura, com apoio das principais entidades do mercado editorial brasileiro. Também faz parte da agenda do Rio Capital Mundial do Livro uma série de eventos e ações voltados para o desenvolvimento econômico do setor e para a formulação de novas políticas públicas de livro e leitura. Fontes: Unesco e Prefeitura do Rio de Janeiro
Dia Internacional do Planeta Terra
No dia 22 de abril é comemorado o Dia Internacional do Planeta Terra. A data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 21 de dezembro de 2009 e, desde então, tem como objetivo conscientizar a necessidade de equilibrar as práticas dos seres humanos em seu convívio com a natureza, preservando o meio ambiente e, consequentemente, a diversidade de fauna e flora. A Terra é o terceiro planeta a partir do Sol, sendo o quinto maior planeta do Sistema Solar e o único com água líquida na superfície, impulsionando o ciclo de vida. Porém, com a aceleração das mudanças climáticas, impulsionadas pela ação da humanidade, essa forma de viver poderá mudar. Os oceanos, por exemplo, absorvem cerca de um quarto das emissões anuais de CO₂. A interação do dióxido de carbono com a água do mar altera a química do carbonato resultando na redução do pH. Esse processo é conhecido como acidificação. Segundo o Sexto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), o pH da superfície do oceano aberto é o mais baixo dos últimos 26 mil anos. E de acordo com artigo publicado na revista Science, caso o cenário não melhore até o ano 2300, a vida nos oceanos enfrentará uma extinção em massa. A acidificação coloca em risco os recifes de coral, já que abala a fixação de carbonato de cálcio em conchas, ouriços do mar, entre outras espécies. E também com a redução de oxigênio nos mares leva a um crescimento da produção de óxido nitroso, o que agrava ainda mais o efeito estufa. Assim, combater o aumento da temperatura global é fundamental para frear a ocorrência de desastres naturais. Este é o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 13 – Ação contra a Mudança Global do Clima – da Agenda 2030 da ONU. No mesmo sentido, 195 países aprovaram o Acordo de Paris, um compromisso com o objetivo de reunir esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. Na prática, a meta é reduzir em 43% as emissões de gases de efeito estufa até 2030. Contexto histórico Em 22 de abril de 1970, manifestações e protestos tomaram conta das cidades de Washington, Nova York e Portland. Lideradas pelo senador Gaylord Nelson, conhecido pela sua defesa ambiental e ativismo pelo planeta durante os anos de 1960, foi o principal promotor da resolução 64/196 da ONU. Esses movimentos populares representaram um marco na história dos movimentos ambientalistas, impactando a cultura para a preservação ambiental mais consistente. No livro Beyond Earth Day, os autores Susan Campbell e Paul Wozniak descreveram Nelson como o fundador do movimento ambiental moderno e criador das campanhas de conscientização pública empreendidas em nome da administração global: o Dia da Terra. 10 ações para preservar a Mãe Terra Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), todos podem ajudar a limitar as mudanças climáticas. Desde a escolha de como se locomover de um lugar para outro nos centros urbanos, até do tipo de fonte energética que é utilizado no dia-a-dia, esses atos já são uma diferença que pode ajudar a gerar menos impactos para o futuro. E as 10 ações para fazer a diferença são: Economize energia em casa: a maior parte da energia elétrica e do aquecimento são produzidos do carvão, petróleo e gás. Pode-se usar menos energia ao diminuir o aquecedor e ar-condicionado, trocar para as lâmpadas de LED e para aparelhos elétricos com consumo eficiente de energia, lave a roupa com água fria e pendure as roupas no varal em vez de usar secadora. Caminhe, use bicicleta ou transporte público: em todo o mundo as estradas estão congestionadas com veículos, a maioria movida a diesel ou gasolina. Caminhar ou andar de bicicleta ao invés de dirigir reduz a emissão de gases de efeito estufa, além de contribuir com a sua saúde e bem-estar. Para longas distâncias, considere os transportes públicos ou carona, sempre que possível. Coma mais vegetais: comer mais vegetais, legumes, frutas, grãos integrais, sementes e nozes e menos carne e laticínios pode diminuir significativamente seu impacto ambiental. A produção de alimentos derivados de plantas geralmente emite menos gases de efeito estufa e requer menos energia, terra e água. Repense o seu transporte: aviões queimam uma grande quantidade de combustíveis fósseis, emitindo significativos gases de efeito estufa. Por isso, ao andar menos de avião, você reduz rapidamente o seu impacto no meio ambiente. Quando puder, faça encontros virtuais, vá de trem e evite viagens de longa distância. Jogue menos comida fora: quando você joga comida fora, você também está desperdiçando recursos e energia usados no cultivo, produção, embalagem e transporte do alimento. E, quando a comida apodrece em aterros sanitários, ela produz metano, um potente gás de efeito estufa. Então, use aquilo que você compra e faça a compostagem das sobras. Reduza, reuse, repare e recicle: eletrônicos, roupas e outros itens que compramos causam emissão de carbono em todos os momentos da produção, desde a extração do material bruto até a fabricação e o transporte dos bens até o mercado. Para proteger o clima, compre menos coisas, compre de segunda mão, conserte o que puder e recicle. Mude a fonte de energia da sua casa: pergunte ao fornecedor se a energia que chega na sua casa vem do petróleo, do carvão ou do gás. Se possível, veja se pode trocar para fontes renováveis, como eólica ou solar. Ou instale painéis solares no telhado para gerar energia para sua casa. Carro elétrico para o futuro: se você planeja comprar um carro, considere os elétricos, há mais modelos baratos chegando ao mercado. Mesmo que eles funcionem a partir de eletricidade produzida com combustíveis fósseis, carros elétricos ajudam a reduzir a poluição do ar e emitem menos gases de efeito estufa do que veículos movidos a gasolina ou diesel. Escolha produtos ecologicamente corretos: tudo que compramos afeta o planeta. Você tem o poder de escolher qual produto ou serviço apoia. Para reduzir seu impacto ambiental, compre em mercados locais e alimentos da estação, e escolha produtos que venham de empresas que usam recursos responsavelmente e comprometidas com a
Países do BRICS reforçam importância de avançar com ações climáticas urgentes

Na 11ª reunião dos ministros do Meio Ambiente do BRICS, realizada esse mês, em Brasília, os 11 países-membros do bloco reafirmaram o compromisso de intensificar ações urgentes para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas, perda de biodiversidade, desertificação, degradação da terra, seca e poluição. O encontro, presidido pelo Brasil e sediado no Palácio do Itamaraty, contou com a participação de representantes de Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. Na declaração conjunta divulgada ao término da reunião, os países enfatizaram que a erradicação da pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a pobreza extrema, é o maior desafio global e um requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva, destacou a necessidade de triplicar o uso de fontes de energia renovável, duplicar a eficiência energética e realizar uma transição energética justa e planejada para o fim dos combustíveis fósseis. Ela ressaltou que essa transição deve ser justa para todos, garantindo que nenhum país ou população seja deixado para trás. Durante a reunião, os ministros debateram quatro temas principais: poluição por plástico e gestão de resíduos; desertificação, degradação da terra e seca; preservação, restauração e valoração dos serviços ecossistêmicos; e liderança coletiva para o clima, com sinergias com a Agenda 2030 da ONU. A declaração final também enfatizou a importância do multilateralismo e da colaboração em ações de proteção ambiental e promoção do desenvolvimento sustentável. Com a presidência brasileira à frente do BRICS em 2025, o país tem buscado integrar esforços internacionais para enfrentar os desafios ambientais e climáticos, promovendo uma agenda que alia desenvolvimento econômico, justiça social e sustentabilidade. O que é o Brics? O BRICS é um agrupamento intergovernamental que reúne algumas das principais economias emergentes do mundo, com o objetivo de promover a cooperação política, econômica e diplomática entre os países do Sul Global. Originalmente formado por Brasil, Rússia, Índia e China (BRIC), o grupo foi concebido em 2001 pelo economista Jim O’Neill, da Goldman Sachs, como uma categoria analítica para destacar o potencial de crescimento dessas economias. Em 2011, a África do Sul foi incorporada, transformando o acrônimo em BRICS. Atualmente, o BRICS conta com 11 membros: África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Índia, Irã e Rússia. Esses países participam de todas as reuniões do bloco, cujas decisões são tomadas por consenso. Diferentemente de organizações como a União Europeia, o BRICS não possui uma estrutura institucional formal, como secretariado permanente ou tratado constitutivo. Sua atuação é baseada na vontade política dos membros e na realização de cúpulas anuais, nas quais são discutidas questões de interesse comum, como desenvolvimento sustentável, reforma da governança global e cooperação econômica.
21 de abril celebra Tiradentes e sua marca na História do Brasil
O feriado de 21 de abril homenageia uma das figuras mais importantes da história do Brasil: Tiradentes. Joaquim José da Silva Xavier recebeu esse apelido devido a uma de suas diversas ocupações, entre as quais também tenha atuado como minerador, comerciante e alferes da cavalaria dos Dragões Reais de Minas, força militar subordinada à Coroa Portuguesa na Capitania de Minas Gerais. No entanto, foi seu papel na Inconfidência Mineira que o consagrou como heroi nacional. Esse movimento, ocorrido entre 1789 e 1792, foi uma resposta à excessiva cobrança de impostos imposta por Portugal ao Brasil. O contexto da Inconfidência Mineira Nascido em 12 de novembro de 1746, na Capitania de Minas Gerais, Tiradentes, apesar de sua formação limitada, era um fervoroso republicano e defensor dos ideais iluministas. A Inconfidência Mineira surgiu como reflexo da insatisfação das elites locais com a política fiscal de Portugal, agravada pela disseminação das ideias do Iluminismo, que também influenciaram a independência dos Estados Unidos. Esse pensamento se expandiu no Brasil principalmente por meio de jovens da elite colonial que estudavam na Universidade de Coimbra. Durante o período colonial, a extração de ouro no Brasil gerava imensos lucros para a Coroa Portuguesa, que impunha tributos pesados sobre os mineradores. Um dos mais conhecidos era o quinto, que exigia a entrega de 20% de todo o ouro extraído. Com a redução progressiva das jazidas, a arrecadação caiu, e Portugal intensificou as cobranças. Em 1788, o Visconde de Barbacena foi nomeado governador da capitania com a missão de executar a derrama, mecanismo que permitia a cobrança forçada dos impostos atrasados, inclusive com a apreensão de bens dos devedores. A conspiração e a execução de Tiradentes A repressão fiscal gerou revolta entre os colonos, que planejaram um levante contra o domínio português. Os inconfidentes pretendiam assassinar o governador e proclamar uma república em Minas Gerais. Tiradentes, que já havia sido prejudicado pelo Visconde de Barbacena ao perder seu posto de comando na cavalaria, se envolveu ativamente na conspiração. Entretanto, antes que o movimento pudesse se concretizar, Joaquim Silvério dos Reis denunciou os planos às autoridades em troca do perdão de suas dívidas com a Coroa. Em resposta, Barbacena suspendeu a derrama e ordenou a prisão dos envolvidos. O julgamento dos inconfidentes se arrastou por três anos. Durante esse período, muitos negaram sua participação, mas Tiradentes assumiu publicamente seu envolvimento. Em 1792, a sentença condenou dez conspiradores à pena de morte, mas apenas Tiradentes teve sua execução mantida, enquanto os demais foram exilados. Duas razões principais explicam por que ele foi o único a ser executado: sua falta de influência entre as elites mineradoras e sua postura desafiadora durante os interrogatórios, o que o tornou um alvo para a Coroa. No dia 21 de abril de 1792, foi enforcado no Rio de Janeiro, e seu corpo foi esquartejado e exposto em locais estratégicos como advertência contra novas revoltas. Tiradentes, símbolo da República Durante o período colonial e imperial, a figura de Tiradentes permaneceu praticamente esquecida. Somente com a Proclamação da República, em 1889, sua imagem foi resgatada como um símbolo dos ideais republicanos. Ele passou a ser representado como um mártir da liberdade, muitas vezes comparado a Cristo, reforçando sua identidade como heroi nacional. Por essa razão, o dia de sua execução foi instituído como feriado, celebrando seu legado de resistência e luta pela independência. Assim como Tiradentes defendeu os ideais de liberdade e justiça, o Crea-RJ atua diariamente na promoção da ética e da excelência no exercício das profissões por ele regulamentadas. Nesta data, o Conselho reafirma seu compromisso com a integridade e o desenvolvimento, inspirando profissionais a seguir os princípios de inovação e progresso.
Parabéns ao município de São Fidélis, por seus 175 anos!
Pertencente à capitania de São Tomé (1534), as primeiras notícias sobre o início da colonização do atual município de São Fidélis datam da segunda metade do século XVIII. Habitadas por índios coroados e puris, suas terras começaram a ser desbravadas em 1780. Para promover a interação dessas tribos indígenas, o vice-rei dom Luiz de Vasconcelos ordenou a instalação da primeira aldeia das redondezas, incumbindo os frades capuchinhos de fazê-lo, cabendo aos freis Ângelo Maria de Luca e Vitório Cambiasca a missão evangelizadora. Os nativos começaram a erguer suas habitações em torno da recém-construída capela de São Fidélis de Sigmaringa, iniciando-se uma povoação que seria o núcleo da atual cidade. Para substituir a capela, construiu-se a matriz de São Fidélis, inaugurada em 1808. A economia da região desenvolvia-se baseada na agricultura, realizada em fazendas por colonos brancos ou em roças por indígenas orientados pelos religiosos. Também era explorada a madeira de lei. Em 1812, foi estabelecido o curato no núcleo urbano, que passou a freguesia em 1840, alcançando a emancipação pelo Decreto nº 503, de 19 de abril de 1850. O novo município foi constituído de terras desmembradas de Campos dos Goytacazes e instalado em 5 de março de 1855. A vila de São Fidélis de Sigmaringa atingiu o seu maior desenvolvimento no período de 1864 a 1870, quando recebeu foros de cidade. Era o mais importante município da região por possuir grande comércio, um porto fluvial, hospedarias, armazéns e representações de firmas comerciais do Rio de Janeiro, denominadas casas comissárias, que financiavam e compravam a produção regional. A estrada de ferro Santo Antônio de Pádua tinha o seu ponto final em Ipuca, localidade em frente à sede municipal, na outra margem do rio Paraíba do Sul. Os passageiros chegavam a São Fidélis vindos desde Paraoquena, na divisa com Minas Gerais, passando por Pádua, Funil e Três Irmãos. Seguiam, então, em vapores que faziam o transporte de passageiros e cargas até Campos e São João da Barra. O progresso era tão intenso que, nas freguesias fidelenses de Santo Antônio de Pádua, São José de Leonissa da Aldeia da Pedra (atual Itaocara) e São Bom Jesus do Monte Verde (hoje Cambuci), vários movimentos se intensificaram objetivando a emancipação de São Fidélis, o que ocorreu, respectivamente, em 1882, 1890 e 1891. Seu território abrangia, ainda, os atuais municípios de Aperibé, São José de Ubá, Miracema e Laje do Muriaé, desmembrados mais recentemente. A base da economia de São Fidélis é a agricultura, destacando-se a lavoura da cana-de-açúcar e a pecuária. O Crea-RJ parabeniza São Fidélis por seus 175 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Fonte: TCE/RJ – Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro
Startups amazônicas inovam e se preparam para a COP30 com foco em sustentabilidade

A aproximação da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá em novembro deste ano, em Belém, capital paraense, tem impulsionado startups da Amazônia a desenvolver soluções inovadoras para o mercado global. A expectativa é que o evento fortaleça o papel da região na bioeconomia, atraindo investimentos e incentivando modelos de negócios sustentáveis. Uma dessas startups está sediada em Igarapé-Miri (PA), um empreendimento que se destaca na produção de polpa e pó de frutos nativos, como açaí, cacau e cupuaçu, agregando valor a esses produtos. A empresa atua em parceria com duas cooperativas locais, beneficiando diretamente 340 famílias, e aposta no uso de tecnologia para otimizar a gestão e a previsão de colheitas. Essa iniciativa reforça o conceito de comércio justo e a sustentabilidade na cadeia produtiva. Outra iniciativa inovadora vem de Belém, onde uma startup está voltada à capacitação de pequenos empreendedores na adoção de tecnologias digitais. A empresa oferece cursos online que ensinam a implementar ferramentas como inteligência artificial e análise de mercado, ajudando pequenos negócios a se tornarem mais competitivos e sustentáveis no cenário econômico atual. As startups citadas foram destaque na 11ª edição do Startup Day, promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em Belém. O evento reuniu mais de 300 startups e teve como objetivo fortalecer o ecossistema de inovação da região, alinhando as empresas locais às demandas globais de sustentabilidade e economia verde. Com a aproximação da COP30, a visibilidade dessas iniciativas tende a crescer, e a expectativa é que a conferência impulsione novos investimentos e parcerias para soluções sustentáveis na Amazônia. A presença da conferência em Belém reforça a importância da região como um polo estratégico na discussão sobre o futuro do planeta e o papel da bioeconomia na preservação da floresta amazônica. A conferência climática que reunirá o mundo em Belém A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, conhecida como COP30 é um evento que representa um dos mais importantes fóruns globais de discussão e tomada de decisão sobre o futuro do clima no planeta, reunindo chefes de Estado, especialistas, ativistas e representantes do setor privado para debater soluções sustentáveis e compromissos ambientais. A COP (Conference of the Parties) é organizada anualmente pela ONU, desde 1995, sob a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). O evento tem como objetivo principal avaliar o progresso dos acordos climáticos internacionais, como o Acordo de Paris, e estabelecer novas metas para a redução das emissões de gases de efeito estufa. A escolha de Belém como sede da COP30 tem um significado estratégico. Localizada na Amazônia, região essencial para a regeneração do clima global devido à sua biodiversidade e papel na absorção de carbono, a cidade será palco de debates fundamentais sobre desmatamento, bioeconomia, energias renováveis e desenvolvimento sustentável. A realização da conferência no Brasil também reforça a importância do país no cenário ambiental mundial, demonstrando um compromisso renovado com a agenda climática e oferecendo uma oportunidade para a promoção de políticas públicas e investimentos voltados para a sustentabilidade. A COP30 deve contar com a participação de milhares de pessoas, incluindo representantes de governos, ONGs, instituições acadêmicas e empresas comprometidas com a transição para uma economia de baixo carbono. A expectativa é que o evento traga avanços significativos na luta contra as mudanças climáticas e fortaleça o protagonismo da Amazônia como uma das chaves para o equilíbrio ambiental global.