Dia do Trabalho

A data é comemorada na maioria dos países do mundo no dia 1º de maio – e nos Estados Unidos e Canadá em setembro. Porém, é um dia com as mesmas intenções: valorizar as conquistas históricas dos trabalhadores e buscar novos direitos. O tradicional feriado do Dia do Trabalho, também conhecido como Dia Internacional dos Trabalhadores – que é celebrado no dia 1º de maio em praticamente todos os demais países – e somente nos Estados Unidos e no Canadá na primeira segunda-feira de setembro – nasceu de movimentos trabalhistas ocorridos no final do século 19.  Originalmente comemorado por meio de desfiles, discursos políticos e atividades sindicais, o Dia do Trabalho nasceu em meio à crescente inquietação dos trabalhadores com relação às condições de trabalho opressivas e a uma greve maciça que ameaçava se tornar violenta. Conheça as origens do Dia do Trabalho No final do século 19, a Revolução Industrial havia tornado a vida profissional miserável para as pessoas em todo o mundo. Em muitos lugares, os trabalhadores trabalhavam pelo menos 12 horas por dia, seis dias por semana, em minas, fábricas, ferrovias e usinas. As crianças eram exploradas especialmente como trabalhadores baratos e menos propensos a fazer greve. As fábricas trancavam os trabalhadores em espaços pequenos e lotados e os puniam por falar ou cantar enquanto trabalhavam. A indignação com essas condições alavancou o crescente movimento trabalhista, que organizou greves e manifestações nas décadas de 1860 e 1870. Além de jornadas de trabalho mais curtas e condições mais seguras, os trabalhadores lutaram pelo reconhecimento de suas contribuições. Na esteira de uma grande greve em abril de 1872 – que viu 10 mil pessoas marcharem pelas ruas de Toronto, no Canadá, para pedir uma semana de trabalho mais curta – as cidades canadenses começaram a realizar desfiles anuais em homenagem aos trabalhadores. Dez anos depois, os Estados Unidos seguiram o exemplo. Em 5 de setembro de 1882, os líderes sindicais da cidade de Nova York organizaram o que hoje é considerado o primeiro desfile do Dia do Trabalho do país.  Dez mil trabalhadores marcharam pelas ruas da cidade em um evento que culminou com um piquenique, discursos, fogos de artifício e dança. Os organizadores proclamaram o dia como “um feriado geral para os trabalhadores desta cidade”. Eles continuaram a realizar o desfile nos anos seguintes e, em 1884, o evento foi fixado na primeira segunda-feira de setembro nos Estados Unidos. Dia do Trabalho no Brasil ​O Dia do Trabalho no Brasil, celebrado em 1º de maio, foi oficializado como feriado nacional em 1924, durante o governo do presidente Arthur Bernardes. A lei, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada por Bernardes, tinha como objetivo declarado celebrar a “confraternidade universal das classes operárias” e os “mártires do trabalho”.​ No entanto, documentos históricos do Arquivo do Senado revelam que a oficialização da data também visava conter os protestos e manifestações organizados por sindicatos e movimentos operários. Naquela época, o Brasil carecia de direitos trabalhistas básicos, e o 1º de maio era frequentemente marcado por comícios e greves que denunciavam a exploração no trabalho. O governo buscava transformar a data em uma celebração ordeira, substituindo as reivindicações por festas e homenagens ao trabalho.​ A situação dos trabalhadores urbanos no início do século XX era precária. Não existiam leis que garantissem registro em carteira, jornada máxima de trabalho, pagamento de horas extras, descanso semanal, férias remuneradas ou aposentadoria. O trabalho infantil era comum, e as mulheres recebiam salários inferiores aos dos homens. As demissões ocorriam sem justificativa, especialmente quando os funcionários participavam de greves ou reclamavam das condições de trabalho.​ A grande greve de 1917, em São Paulo, destacou-se como um marco na luta operária, envolvendo cerca de 50 mil trabalhadores e resultando em confrontos violentos com a polícia. Esse contexto de mobilização e repressão influenciou a decisão do governo de oficializar o Dia do Trabalhador, buscando canalizar as energias dos trabalhadores para celebrações controladas pelo Estado. Confira o vídeo aqui Fontes: National Geographic e Senado Nacional

Conheça o ‘chão da fábrica’ de sonhos para o megashow de Lady Gaga

A segurança que você sente num show está na Engenharia que você não vê. Mais uma vez a fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ) atua num megaevento da cidade maravilhosa, sempre em defesa da sociedade. A presença dos fiscais hoje em Copacabana contribuiu para que haja mais segurança na realização do show de Lady Gaga, a popstar, mother monster, o que seja, que deve levar 1,6 milhão de corpos à praia no próximo sábado, dia 3 de maio. O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, destacou a importância da fiscalização do Conselho na realização de um espetáculo com todas as condições de segurança para os trabalhadores e para o público. “O CREA continua ativo através da sua comissão de fiscalização de megaeventos neste grande show que vai ser realizado na praia de Copacabana, da artista Lady Gaga, e que pretende envolver milhões de pessoas. Haverá uma estrutura gigantesca necessária para poder dar condições de segurança para esse grande evento. E o CREA está participando ativamente da fiscalização da montagem de toda a parte prévia ao show, da infraestrutura necessária, fazendo a fiscalização para que tenhamos profissionais devidamente registrados e habilitados fazendo toda essa infraestrutura”, afirmou Fernández. O presidente do CREA-RJ lembra que é importante a atuação dos fiscais antes, durante e depois do evento: “Durante o evento estaremos presentes, também garantindo a participação desses profissionais na operação e depois do evento, no descomissionamento, na questão dos resíduos, no devido encaminhamento desses resíduos para os locais corretos, garantindo também toda a questão ambiental e sustentável de um show dessa proporção. O Rio de Janeiro tem essa vocação, merece ter a atuação da fiscalização do CREA, ajuda na segurança e faz também a garantia de que profissionais devidamente qualificados e habilitados do setor das engenharias estejam trabalhando, levando esse espetáculo para cada um de nós”, enfatizou Miguel Fernández.  Com o principal objetivo de coibir o exercício ilegal da profissão de engenheiro, o CREA enviou dois fiscais e o gerente da fiscalização, Cosme Chiniara, que constataram que está tudo correndo dentro do previsto para a realização do show. “Mais uma vez a fiscalização do CREA-RJ está presente em um grande evento na cidade do Rio de Janeiro. Dessa vez, estamos aplicando o resultado do trabalho sobre megaeventos, com novos parâmetros e uma padronização da fiscalização de grandes eventos em todo o Estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de dar toda a segurança ao espetáculo”, observou Chiniara, acompanhado do coordenador da fiscalização, Leonardo Canário, e do fiscal Rodrigo Del Guerso Soares.  Os fiscais do CREA já registraram a presença de dez empresas de engenharia, 18 profissionais das mais diversas especialidades e 29 Anotações de Responsabilidade Técnica (ART), documento que permite a rastreabilidade dos responsáveis por obras e serviços e desse modo facilitar a apuração, no caso de episódios que ofereçam qualquer risco às pessoas. Durante cerca de duas horas, os fiscais percorreram as instalações do palco e dos equipamentos, numa área de 1 mil 300 metros quadrados. No início da tarde desta quarta-feira, dia 30, enquanto fervia o clima entre os fãs paralisados em frente ao Copacabana Palace – à espera que Lady Gaga chegue na janela, para um simples aceno – do outro lado da Avenida Atlântica, era grande o corre-corre no “chão da fábrica” de sonhos da plataforma Todo Mundo no Rio, criada pela empresa Bonus Track para realizar megaeventos na cidade. A plataforma tem o compromisso de reverter em legado e impacto positivo todas as intervenções da indústria criativa carioca. Só esse show da Lady Gaga deve gerar um impacto econômico de cerca de R$ 600 milhões para a cidade.  No “canteiro de obras” de Gaga, estava todo mundo vestido a caráter com EPI (Equipamentos de Proteção Individual), capacetes de várias cores, botas e botinas de todos os tipos, os 3.800 trabalhadores suam para montar uma das maiores estruturas vistas em shows na Praia de Copacabana: cerca de cem toneladas de equipamentos para um palco de 1 mil 260 metros quadrados e 24 metros de altura (o equivalente a um prédio de seis andares), um mega painel de led de última geração (todos juntos formam área total de 806 metros quadrados). Ao longo da praia, até a Avenida Princesa Isabel, estarão 16 torres de delay, cada uma com um telão de nove metros de altura por cinco metros de largura para transmissão de som e imagem. Cerca de cem quilômetros de cabos vão levar a energia para oferecer um som de quase 4 mil KVA de potência. Vai abalar a princesinha do mar.

Uma noite de glória para a Engenharia Nacional

Na noite de 29 de abril, no auditório do Instituto Militar de Engenharia (IME), uma plateia formada por civis e militares assistiu a mais um capítulo da história da Academia Nacional de Engenharia (ANE): a posse de três novos membros, na Praia Vermelha, na Urca. Com menos de 35 anos – fundada em 1991 – a entidade foi criada para contribuir com o desenvolvimento do país, da Engenharia e da preservação da memória da Engenharia Nacional. Os novos membros são o engenheiro eletricista e general de divisão Juraci Ferreira Gonçalves, comandante e reitor do IME; o engenheiro civil Lourenço Justiniano Naotake Baba, especialista na construção de barragens; e o engenheiro metalúrgico José Martins Godoy, presidente do Conselho Curador da FDG – Fundação de Desenvolvimento Gerencial, que foi representado pelo filho Rodrigo Coelho de Godoy. Ao participar da solenidade de posse dos novos membros da ANE, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, anunciou que vai promover a cooperação com a entidade: “A Academia Nacional de Engenharia é uma entidade que exerce um papel importantíssimo na defesa e na valorização da nossa profissão. Ela representa a excelência de nossa engenharia, construiu e constroi a história da nossa profissão. A ANE pode contar com o CREA para avançar nas discussões temáticas e também no patrocínio de suas atividades”, afirmou Fernández, que foi saudado pelo presidente da ANE, engenheiro Mário Menel.  Em seu discurso, Menel afirmou que a ANE tem sido bem-sucedida na defesa de posicionamentos como a proposta de um plano nacional do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) para que não se repitam tragédias como a da queda da ponte Juscelino Kubitschek – que resultou em 13 mortes e quatro desaparecidos, em janeiro – e a redução da  tarifa de repasse da Usina Hidrelétrica de Itaipu. “O país tem hoje pelo menos 150 pontes em estado crítico e defendemos um plano nacional para que não se repita a tragédia da ponte Juscelino, na divisa de Tocantins com Maranhão. Temos conseguido chamar a atenção para nossos alertas”, afirmou Menel, presidente da entidade que tem conseguido inclusive mobilizar parlamentares na luta pela redução da tarifa de energia elétrica adquirida pelo país da usina de Itaipu. O presidente da ANE destacou que tem sido grande a preocupação da entidade com a crise enfrentada pelo ensino da engenharia no país. O Comitê de Ensino da academia estuda a viabilidade de fazer um grande diagnóstico da situação. Enquanto isso, a ANE tem investido em eventos como o “Desafio” para alunos de mais de cem escolas de engenharia de todo o país, que terá entrega de prêmios em setembro.  A solenidade de posse foi aberta pelo chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, general Achilles Furlan Neto. Além do presidente do CREA-RJ, compuseram a mesa o general da reserva Enzo Martins Peri, ex-comandante do Exército; o presidente e o vice-presidente da ANE, Mário Menel e Nelson Martins; Edson Watanabe, professor titular do programa de engenharia elétrica da Coppe/UFRJ e representando a Academia Brasileira de Ciências; e o presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian, que é membro da ANE. O engenheiro Miguel Fernández y Fernández, pai do presidente do CREA-RJ, é um dos 200 membros da ANE e também participou da solenidade. Eleitos no dia 3 de abril, os novos membros receberam diplomas e o tradicional colar de honra das mãos do presidente Mário Menel. Em seu discurso de posse, o general Juraci Galdino – criado em casa de pau a pique em Malta, no interior do Paraíba e formado em Engenharia Elétrica pela UFPB, em 1990 –, destacou a importância de um ensino público de qualidade para se ampliar o acesso das classes populares à educação.

UFRJ contribui para sustentabilidade ao desenvolver projeto de tratamento de esgoto alternativo

O projeto de uma estação experimental de tratamento ecológico de esgotos baseada em wetlands (zonas úmidas) construídos (WC) está sendo implementada no campus da UFRJ em Macaé. Pântanos, brejos, planícies de alagamento e manguezais são wetlands naturais e a tecnologia se espelha na natureza, para filtragem, retenção da contaminação e purificação de água. Desenvolvido pelo professor de Hidráulica, Hidrologia e Engenharia Portuária e Costeira, Rafael Malheiro da Silva do Amaral Ferreira, do curso de Engenharia Civil, com recursos próprios e participação voluntária dos estudantes para arrecadar recursos e montar o laboratório a céu aberto. Com apoio financeiro, o sistema pode ajudar a cumprir legislação sobre universalização do saneamento até 2033. Um levantamento do Instituto Trata Brasil revelou a falta de infraestrutura que levou em 2024 à internação de mais de 300 mil brasileiros, vítimas de doenças como diarreia, verminoses, infecções de pele e enfermidades transmitidas por mosquitos. A evolução do saneamento básico no país tem sido lenta. O tratamento de esgoto aumentou só 14% em 16 anos, entre 2006 e 2022.  Assim, a partir do monitoramento de dois sanitários instalados no campus, os estudantes e pesquisadores vão analisar o volume das águas residuais geradas, fazer uma avaliação qualitativa do efluente tratado e verificar a eficiência da remoção de poluentes, a qualidade da água tratada e parâmetros quantitativos, como o HRT (tempo de retenção hidráulica) de cada estágio de tratamento. De acordo com Rafael Ferreira, os resultados do estudo, além de contribuírem para o avanço do conhecimento científico em engenharia ecológica, também têm significância prática para comunidades que lutam com desafios de tratamento de esgoto. “A experiência pode ter replicação em outras localidades, distritos, municípios, especialmente no interior do estado do Rio, que ainda não tem atendimento à questão do saneamento”, afirmou. O sistema permite diversas configurações à estação experimental, e a flexibilização abre portas para pesquisas futuras, como sobre a separação de águas negras de águas cinzas; a redundância das duas fossas sépticas e dos dois wetlands, permitindo diferentes combinações entre seus volumes; a possibilidade de alteração do meio de suporte e das espécies vegetais, entre tantas outras alternativas. O experimento visa também demonstrar que existem formas descentralizadas e ecológicas de tratar de águas residuais, que podem ser bastante úteis para implementação em favelas, subúrbios e locais rurais, especialmente com baixa densidade populacional e baixa expectativa de retorno econômico. Fonte: UFRJ

Dia do(a) Ferroviário(a) e dos 171 anos de ferrovias no Brasil

A engenharia ferroviária está relacionada à área de transportes com foco em linhas férreas e de metrô. Os profissionais da área atuam principalmente nos processos de projeto mecânico/elétrico, operação e manutenção de sistemas ferroviários e metroviários, mas podem atuar também em atividades relacionadas à dinâmica ferroviária e metroviária, preparo de materiais para sistemas de transporte veiculares ferroviários e metroviários, adequação da sinalização e operação viária, e a legislação e gestão de empreendimentos metroferroviários.  O mercado de trabalho para esses profissionais ainda permite que exerçam tarefas nas áreas interdisciplinares da Engenharia, como elétrica, logística e infraestrutura, materiais, mecânica e mecatrônica, metalúrgica, produção e transporte. O setor ferroviário e metroviário vem recebendo investimentos para a expansão de sua malha – fato que tem contribuído para a ascensão da profissão. As demandas pelo crescimento de vias ferroviárias e metroferroviárias sustentáveis, desenvolvimento da indústria ferroviária e a criação de uma mobilidade urbana mais eficaz são os principais fatores que têm fomentado a área. Nos últimos anos, muitas empresas desse ramo estão se instalando no Brasil, com o objetivo de instaurar no país modernos projetos, que incluem a implantação de novas tecnologias e soluções que o setor necessita. Grandes empresas que atuam na área de ferrovias e uma série de empresas e operadoras metroviárias que operam transporte de passageiros estão constantemente em busca de profissionais qualificados. Além das gigantes empresas do setor, existem várias outras com longa atuação na área que tem o papel de fabricantes e prestadores de serviço. 171 anos de Ferrovias no Brasil O Dia do(a) Ferroviário(a) é comemorado em 30 de abril. A escolha da data está ligada a um importante momento histórico brasileiro. Na mesma data, em 1854, a locomotiva “Baroneza” inaugurou a primeira ferrovia brasileira, ligando Guia de Pacobaíba, em Porto Mauá, a Fragoso, em Magé, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. A viagem inaugural, que teve um percurso de 14,5 km e contou com a presença do Imperador Dom Pedro II, representou o início de uma jornada que ajudaria a moldar o Brasil.  Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá, idealizou uma linha férrea que, inicialmente, transportaria a Família Imperial ao clima ameno de Petrópolis. A malha ferroviária rapidamente se expandiu, principalmente no Sudeste, para facilitar o escoamento da produção cafeeira da Região Serrana fluminense para o Porto do Rio, impulsionando a urbanização e a integração das regiões produtoras. A construção da Estrada de Ferro Mauá enfrentou diversos desafios, desde a importação de materiais e locomotivas da Inglaterra até a necessidade de escavação de túneis e construção de pontes em terrenos acidentados da Serra dos Órgãos. Para financiar a obra, Mauá utilizou recursos próprios e contraiu empréstimos com bancos ingleses. A mão de obra era composta por cerca de 2 mil trabalhadores, divididos entre escravos, libertos e imigrantes europeus, principalmente alemães e italianos. As condições de trabalho eram precárias, com longas jornadas e altos índices de acidentes. A ferrovia foi construída com tecnologia de ponta para a época, utilizando trilhos de bitola larga (1,676m) e locomotivas a vapor importadas inglesas. A linha férrea contava com 14,5 km de extensão, incluindo 4 túneis e 17 pontes, algumas com estruturas metálicas inovadoras para a época. Na celebração dos 171 anos, o Crea-RJ parabeniza todos os(as) Ferroviários(as) que, ao longo da história, contribuíram para o desenvolvimento das ferrovias no Brasil. Que esse possa ser um momento de reflexão sobre a importância de valorizar e incentivar investimentos nesse significativo meio de transporte para o progresso e a unificação do país. Confira o vídeo!

Comunicado de Funcionamento

Em virtude do feriado do Dia do Trabalho, em 1º/05 (quinta-feira) e de ponto facultativo no dia 02/05 (sexta-feira), nestes dias não haverá expediente na Sede, Inspetorias e Postos de Relacionamento do CREA-RJ. O Conselho volta às atividades normais no dia 05/05 (segunda-feira).

Telescópio Euclides desafia teorias sobre o universo com mapeamento inédito de galáxias

O Telescópio Espacial Euclides, lançado pela Agência Espacial Europeia (ESA) com apoio da NASA, deu início a uma das mais ousadas missões astronômicas da atualidade: a criação do maior atlas cósmico já produzido pela humanidade. O projeto tem como objetivo principal mapear em três dimensões mais de um bilhão de galáxias, revelando a estrutura do universo ao longo de 10 bilhões de anos-luz. Em sua primeira grande liberação de dados, o Euclides já observou impressionantes 26 milhões de galáxias, das quais cerca de 380 mil foram classificadas. Os números, além de grandiosos, apontam para descobertas que podem desafiar as teorias atuais sobre a formação e evolução das galáxias — e, potencialmente, reescrever parte do conhecimento astronômico construído ao longo do último século. A principal meta da missão é investigar os componentes mais misteriosos do cosmos: a matéria escura e a energia escura, que, juntas, compõem cerca de 95% do universo conhecido, mas ainda são pouco compreendidas. Ao mapear com precisão a distribuição das galáxias e suas formas ao longo do tempo, os cientistas esperam obter pistas importantes sobre como essas forças invisíveis moldam a expansão e a estrutura do universo. Um dos marcos mais recentes da missão foi a divulgação de um gigantesco mosaico cósmico com 208 gigapixels — uma resolução impressionante que cobre uma área do céu 500 vezes maior do que a da Lua cheia. Essa imagem, que representa apenas 1% do que se espera obter ao final da missão, já revelou cerca de 14 milhões de galáxias e dezenas de milhares de estrelas da Via Láctea. A riqueza dos dados coletados e a qualidade das imagens produzidas fazem do Euclides uma peça-chave para uma nova era da astronomia observacional. Os pesquisadores acreditam que, ao longo dos próximos anos, a missão não apenas trará respostas sobre a origem e o destino do universo, mas também abrirá caminho para novas perguntas e possibilidades científicas. Fonte: Super Interessante

Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho

O Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho é celebrado anualmente em 28 de abril, uma iniciativa estabelecida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2003. Essa data tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre a importância de prevenir acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, promovendo uma cultura de segurança que proteja a vida e o bem-estar dos trabalhadores.  De acordo com a OIT, aproximadamente dois milhões de homens e mulheres morrem anualmente devido a acidentes e doenças ocupacionais. Além disso, são registrados cerca de 270 milhões de acidentes de trabalho e 160 milhões de casos de doenças relacionadas ao trabalho a cada ano. Esses números alarmantes evidenciam a necessidade de implementar medidas eficazes de segurança e saúde no ambiente laboral. A promoção de uma cultura de segurança sólida beneficia não apenas os trabalhadores, mas também empregadores e governos. A experiência demonstra que técnicas de prevenção adequadas não só evitam acidentes e doenças ocupacionais, mas também melhoram o desempenho das empresas. Países que adotaram políticas de segurança robustas, apoiadas pelo diálogo social e pela negociação coletiva entre sindicatos e empregadores, observaram avanços significativos na criação de ambientes de trabalho mais seguros. ​ Sobre a OIT A Organização Internacional do Trabalho (OIT) é uma agência especializada das Nações Unidas fundada em 1919. Sua missão é promover oportunidades de trabalho decente e produtivo para todos, em condições de liberdade, equidade, segurança e dignidade.  Uma das formas de disseminar esses valores e a adoção de práticas que concretizam essas ideias no mundo é por meio de normas internacionais, que são denominadas convenções.  As convenções são tratados internacionais sobre um tema determinado, que estabelecem princípios e diretrizes a serem observados pelos países que as assinam. Segundo Sérgio Paixão Pardo, especialista em Normas Internacionais do Trabalho do Escritório da OIT para o Cone Sul, nesses 105 anos de atuação, isso tem aberto a possibilidade de melhorar as condições de trabalho de milhões de pessoas no mundo inteiro.  O Brasil é um dos membros fundadores da OIT e participa das conferências anuais desde sua criação, em 1919. Em mais de um século, o País ratificou 82 Convenções que ainda estão em vigor. Algumas, contudo, ainda não foram formalmente incorporadas à legislação interna.  A OIT é a única agência das Nações Unidas com estrutura tripartite. Nela, trabalhadores, empregadores e governos estão em condições de igualdade. Essa estrutura visa garantir o diálogo social e que as opiniões dos diferentes atores componham normas, políticas e programas de trabalho. Para atingir consenso sobre a adoção de boas práticas internacionais no mundo do trabalho, as delegações dos 187 Estados-membros da OIT se reúnem todos os anos em Genebra, na Suíça, na Conferência Internacional do Trabalho.  Todas as delegações também têm estrutura tripartite, e cada representante, individualmente, tem liberdade para votar as deliberações como quiser, de acordo com o seu próprio convencimento.  Como os países aderem às convenções e às recomendações da OIT Durante a Conferência Internacional, um país manifesta sua intenção de aderir a uma convenção específica. Com a adesão, formalmente chamada de ratificação, o Estado assume a obrigação legal de aplicar os princípios.  Também pode optar por adotar uma recomendação. Embora a recomendação não seja de observância obrigatória, tem um papel crucial na orientação de políticas públicas eficazes. Esse instrumento também serve como fonte de inspiração para a criação de normas coletivas – aquelas negociadas entre empregados e empregadores – que têm um impacto direto nas condições de trabalho. O Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho também reforça o papel fundamental de instituições como o Crea-RJ na promoção de ambientes laborais seguros e saudáveis. Por meio da atuação de seus profissionais registrados — como engenheiros de segurança do trabalho, técnicos e tecnólogos — o Conselho atua como agente de difusão do conhecimento técnico e da aplicação das normas de segurança, contribuindo diretamente para a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Ao fiscalizar o exercício profissional e incentivar a qualificação constante, o Crea-RJ fortalece a cultura de prevenção e reafirma seu compromisso com a proteção da vida dos trabalhadores e com o desenvolvimento sustentável da sociedade. Fontes: Tribunal Superior do Trabalho e International Labour Organization Confira o vídeo!

Reativação do Teleférico do Complexo do Alemão deve ocorrer em 2026

O Teleférico do Complexo do Alemão, inaugurado em 2011 como o primeiro sistema de transporte de massa por cabo do Brasil, encontra-se inoperante desde outubro de 2016. Em 2021, o Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou planos para reativar o teleférico, firmando um acordo com a empresa francesa Poma, responsável pela implementação original do sistema. As obras de revitalização começaram em setembro de 2021, com previsão inicial de retorno das operações para julho de 2023. No entanto, devido a atrasos, a reabertura foi adiada para abril de 2024, o que também não ocorreu.​ O contrato assinado, no valor de 17 milhões de euros (cerca de 105 milhões de reais, na cotação atual), para a compra e o transporte das peças necessárias, tem nova previsão para que o serviço esteja ativo novamente ao longo de 2026.  A paralisação ocorreu devido a questões financeiras e problemas estruturais, incluindo o desgaste de um dos cabos de tração. Desde então, a estrutura sofreu com abandono e vandalismo, resultando em estações deterioradas e equipamentos danificados.​ O teleférico, que possui uma linha de 3,5 km de extensão e seis estações — Bonsucesso, Adeus, Baiana, Alemão, Itararé e Palmeiras —, atendia diariamente cerca de 10 mil passageiros em 2012. Cada uma das 152 gôndolas tem capacidade para dez passageiros, sendo oito sentados e dois em pé, e a viagem completa entre a primeira e a última estação durava aproximadamente dezesseis minutos.​ A reativação do teleférico é vista como um passo significativo para melhorar a mobilidade dos moradores das comunidades atendidas, como Adeus, Alemão, Baiana e Palmeiras.  Inaugurado em 7 de julho de 2011, o Teleférico do Complexo do Alemão foi concebido como parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com um investimento de R$ 253 milhões. Inspirado no Metrocable de Medellín, na Colômbia, o sistema contava com 152 gôndolas, cada uma com capacidade para transportar até dez passageiros, percorrendo um trajeto de 3,5 km em aproximadamente 16 minutos. A estação inicial, Bonsucesso, oferecia integração com os trens da SuperVia, facilitando o deslocamento dos moradores para outras áreas da cidade.

Parabéns ao município de Trajano de Moraes, por seus 135 anos!

O desbravamento do atual município de Trajano de Moraes iniciou-se na primeira metade do século XIX, com o núcleo formado em torno de uma capela destinada ao culto de São Francisco de Paula, onde se estabeleceram os primeiros colonizadores do sertão da Ventania, dedicados ao cultivo de café.  Em 1846, em decorrência do desenvolvimento alcançado pela região por meio da cultura cafeeira e por influência de José Antônio de Moraes, proprietário da fazenda Aurora, o núcleo foi elevado à categoria de freguesia, sob a denominação de São Francisco de Paula, então pertencente ao município de Cantagalo. Em virtude da emancipação de Santa Maria Madalena no ano de 1861, a freguesia foi incorporada ao território desse novo município fluminense.  Com a abolição da escravatura e o esgotamento dos solos, toda a economia da região ficou abalada. No intuito de atenuar a crise econômica, o governo decretou a criação do município de São Francisco de Paula, por meio do Decreto nº 178, de 12 de março de 1891, instalado em 25 de abril do mesmo ano, tendo a freguesia sido elevada à categoria de vila e sede do novo município.  Algum tempo depois, como o desenvolvimento da vila permanecesse estacionário, a população começou a se concentrar em torno da estação ferroviária denominada Trajano de Moraes. Essa localidade desenvolveu-se com tal rapidez que, em 1915, o governo transferiu para lá a sede municipal. Entre 1919 e 1923, a sede do município foi temporariamente alterada para a localidade onde ficava a estação de Aurora, atual Visconde de Imbé.  Finalmente, por força uniformizadora da Lei nº 2.335, de 17 de dezembro de 1929, que passa a considerar como cidade a sede do município, independentemente do número de seus habitantes, alcança Trajano de Moraes esse status. Da antiga São Francisco de Paula, nada mais resta que duas ou três casas e duas capelas.  O Crea-RJ parabeniza Trajano de Moraes por seus 135 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região!  Fonte: TCE/RJ – Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro