​Países do BRICS reforçam importância de avançar com ações climáticas urgentes

Na 11ª reunião dos ministros do Meio Ambiente do BRICS, realizada esse mês, em Brasília, os 11 países-membros do bloco reafirmaram o compromisso de intensificar ações urgentes para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas, perda de biodiversidade, desertificação, degradação da terra, seca e poluição. ​

O encontro, presidido pelo Brasil e sediado no Palácio do Itamaraty, contou com a participação de representantes de Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. Na declaração conjunta divulgada ao término da reunião, os países enfatizaram que a erradicação da pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a pobreza extrema, é o maior desafio global e um requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva, destacou a necessidade de triplicar o uso de fontes de energia renovável, duplicar a eficiência energética e realizar uma transição energética justa e planejada para o fim dos combustíveis fósseis. Ela ressaltou que essa transição deve ser justa para todos, garantindo que nenhum país ou população seja deixado para trás. ​

Durante a reunião, os ministros debateram quatro temas principais: poluição por plástico e gestão de resíduos; desertificação, degradação da terra e seca; preservação, restauração e valoração dos serviços ecossistêmicos; e liderança coletiva para o clima, com sinergias com a Agenda 2030 da ONU. A declaração final também enfatizou a importância do multilateralismo e da colaboração em ações de proteção ambiental e promoção do desenvolvimento sustentável.

Com a presidência brasileira à frente do BRICS em 2025, o país tem buscado integrar esforços internacionais para enfrentar os desafios ambientais e climáticos, promovendo uma agenda que alia desenvolvimento econômico, justiça social e sustentabilidade.​

O que é o Brics?

O BRICS é um agrupamento intergovernamental que reúne algumas das principais economias emergentes do mundo, com o objetivo de promover a cooperação política, econômica e diplomática entre os países do Sul Global. Originalmente formado por Brasil, Rússia, Índia e China (BRIC), o grupo foi concebido em 2001 pelo economista Jim O’Neill, da Goldman Sachs, como uma categoria analítica para destacar o potencial de crescimento dessas economias. Em 2011, a África do Sul foi incorporada, transformando o acrônimo em BRICS.​

Atualmente, o BRICS conta com 11 membros: África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Índia, Irã e Rússia. Esses países participam de todas as reuniões do bloco, cujas decisões são tomadas por consenso. ​

Diferentemente de organizações como a União Europeia, o BRICS não possui uma estrutura institucional formal, como secretariado permanente ou tratado constitutivo. Sua atuação é baseada na vontade política dos membros e na realização de cúpulas anuais, nas quais são discutidas questões de interesse comum, como desenvolvimento sustentável, reforma da governança global e cooperação econômica.

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