Crea Aqui: está chegando o maior encontro da Engenharia, Agronomia e Geociências do Rio de Janeiro
No dia 5 de junho de 2025, o CREA-RJ comemora um marco histórico: 91 anos de contribuição para o desenvolvimento da Engenharia, Agronomia e Geociências e proteção à sociedade do Rio de Janeiro. Para celebrar essa data de inovação, progresso e impacto na sociedade será realizado, na Marina da Glória, o CREA AQUI – Tem Tecnologia, Tem CREA, maior encontro da Engenharia, Agronomia e Geociências do Rio de Janeiro. Será um evento inovador, com espaço para debates estratégicos, área para exposição de estandes e apresentação de cases. Será o ponto de encontro de profissionais, estudantes, especialistas, entidades, instituições públicas, privadas e empresas, reunindo cerca de 3 mil participantes. Uma oportunidade para a troca de conhecimento, com networking qualificado, que reunirá grandes nomes do setor em painéis inspiradores e experiências imersivas. A proposta do CREA AQUI é se tornar uma referência para o futuro das profissões do Sistema Confea/Crea! A inscrição do evento é gratuita para profissionais em dia com a anuidade 2025 do CREA-RJ e estudantes do programa Crea JR-RJ. Serão disponibilizados ingressos solidários, com arrecadação de alimentos não perecíveis, que serão destinados à Ação da Cidadania, uma iniciativa que atende 22 mil beneficiários por mês. Uma oportunidade para os participantes contribuírem com quem mais precisa e fazerem parte de uma rede de impacto social. Na área de exposição, empresas e instituições terão estandes montados, onde poderão apresentar projetos, protótipos, maquetes e materiais audiovisuais. Além da exposição, os participantes terão acesso direto a debates, conexão com especialistas e ampla divulgação em mídias digitais e impressas, fortalecendo suas marcas no setor. Prepare-se para um evento que celebra o passado, vive o presente e constroi o amanhã! Tudo começa aqui. Participe! 5 de junho de 2025 |das 8h às 22h Marina da Glória – Rio de Janeiro Av. Infante Dom Henrique s/n – Glória – RJ
Símbolo da Engenharia Nacional, Ponte Rio-Niterói ganha memorial
Ao participar da inauguração do Memorial Ponte Rio-Niterói, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, parabenizou toda a equipe da Ecovias Ponte pelo museu da Ponte, inaugurado no dia 30 de abril, em Niterói. “Estamos aqui na inauguração do memorial da ponte Rio-Niterói, um dos grandes símbolos da Engenharia nacional, um marco da Engenharia do Estado do Rio de Janeiro, um símbolo muito forte porque unificou o estado da Guanabara com o estado do Rio de Janeiro. Essa ponte que celebrou 50 anos no ano passado ganha esse memorial lindíssimo, um dos grandes marcos históricos. Nós do CREA não poderíamos deixar de estar aqui presentes porque essa foi inclusive utilizada como referência para o logo dos 90 anos do CREA, comemorados no ano passado. Parabéns à ponte e a toda equipe da Ecovias Ponte por registrar a história dessa, que é uma das principais obras de Engenharia nacional. Pontes que unificam estados, e que passam a fazer parte da vida de todos. Por mais pontes e menos muros”, afirmou Fernández, cumprimentando o diretor superintendente da Ecovias, Júlio Amorim. Símbolo da conexão entre os municípios do Rio de Janeiro e de Niterói, a Ponte Rio-Niterói agora também é celebrada em um espaço dedicado à sua memória e importância histórica. O novo Memorial Ponte Rio-Niterói nasce com a proposta de valorizar um dos principais marcos da Engenharia nacional, resgatando histórias, registros e curiosidades que marcaram gerações. Inaugurada em 1974, a Ponte Rio-Niterói tem 13 quilômetros de extensão e, 50 anos depois da inauguração, ainda detém alguns recordes importantes: é a maior ponte do Hemisfério Sul; tem o maior vão em viga reta contínua do mundo, o Vão Central de 300 metros de comprimento e 72 metros de altura; e é a mais importante estrutura protendida das Américas, com mais de 2.150 quilômetros de cabos no interior de sua estrutura. A inauguração do Memorial aconteceu no dia 30 de abril, na sede da Ecovias Ponte, em Niterói. Uma mesma versão da mostra pode também ser vista no Centro Cultural Correios, no Centro do Rio. A exposição apresenta a história da Ponte, destacando o território da Baía de Guanabara, a ocupação humana na região, a relação entre Rio e Niterói, além dos aspectos técnicos da construção e os profissionais envolvidos na obra. O projeto foi realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A mostra em Niterói reúne documentos, fotografias históricas como a do veículo usado na inauguração pelo então ministro Mário Andreazza, no dia 4 de março de 1974, e informações sobre os impactos econômicos gerados após a construção da Ponte. Recursos lúdicos e interativos contribuem para a experiência, incluindo óculos de realidade virtual, que proporcionam uma visão aérea e interna da estrutura. A exposição conta ainda com objetos do acervo do DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. No site do Memorial (www.memorialponterioniteroi.com.br), o público terá acesso a documentos digitalizados e pesquisas acadêmicas sobre a Ponte Rio-Niterói, facilitando o acesso à história da gigante da Engenharia. Durante o percurso em Niterói, os visitantes poderão ouvir músicas que citam a Ponte, como “A Ponte Rio-Niterói”, de Marcus Pitter, “Rio Babilônia”, de Jorge Ben Jor, e “Amor do Rio”, de Tom Zé. Obras de artes plásticas, como reproduções da Baía de Guanabara e a pintura “Vista da esquadra inglesa”, de Leandro Joaquim (1790), também fazem parte da exposição. Serviço Em Niterói, o Memorial funcionará de terça a sábado, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Já no Rio de Janeiro, no Centro Cultural dos Correios, os visitantes podem ter acesso à exposição de terça a sábado, das 12h às 19h. Para facilitar o acesso às duas exposições, aos sábados, os visitantes poderão contar com transporte gratuito entre as duas cidades. Escolas e grupos podem agendar visitas guiadas com arte-educadores e atendimento em libras no e-mail [email protected]. Às quintas-feiras, o roteiro inclui ainda uma visita ao Centro de Controle Operacional (CCO) da Ecovias Ponte, sujeito a alterações conforme as condições de tráfego. Niterói Exposição Ponte Rio-Niterói: uma Ponte entre HistóriasMemorial Ponte Rio-NiteróiHorário: terça a sábado: das 9h às 12 e das 14h às 17hEndereço: Rua Mario Neves 1, na Ilha da Conceição, em Niterói (RJ)www.memorialponterioniteroi.com.br Rio de Janeiro No Centro do Rio, o edifício histórico do Centro Cultural dos Correios abriga uma exposição temporária que ajudará o visitante a conhecer um pouco da história da Ponte. Além de uma linha do tempo recheada de fotos e curiosidades, totens dispostos pelo espaço exibirão vídeos com depoimentos de pessoas que, de uma maneira ou de outra, têm suas vidas entrelaçadas com a história da Ponte. Haverá ainda um setor interativo com óculos de realidade virtual e quiz para que os visitantes testem seus conhecimentos sobre a obra. Centro Cultural dos Correios (Rua Visconde de Itaboraí 20, atrás do CCBB), de terça a sábado, das 12h às 19h, até o dia 7 de junho.
UTFPR oferece mais de 2 mil vagas gratuitas em Engenharia sem vestibular

A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) anunciou a abertura de mais de 4.200 vagas gratuitas para cursos de graduação, sendo mais de 2 mil delas destinadas exclusivamente à área de Engenharia. O processo seletivo, intitulado Mais ENEM 2025/2, não exige prova e está disponível para estudantes que participaram de qualquer edição do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) entre 2012 e 2024. O processo seletivo Mais ENEM 2025/2 da UTFPR permite que candidatos utilizem suas notas do ENEM de edições anteriores, desde 2012, para concorrer às vagas disponíveis. As inscrições estão abertas até o dia 21 de maio de 2025 e devem ser realizadas online, por meio do Portal do Candidato da UTFPR. A UTFPR é reconhecida nacionalmente por sua qualidade de ensino e forte conexão com o setor produtivo. A universidade aposta em metodologias modernas, laboratórios bem equipados e projetos integradores que aproximam teoria e prática, garantindo que os egressos estejam bem preparados para os desafios do mercado, especialmente em áreas que demandam profissionais especializados em tecnologia e sustentabilidade. O processo seletivo Mais ENEM 2025/2 da UTFPR é uma iniciativa que visa ampliar o acesso ao ensino superior público e gratuito, oferecendo oportunidades para candidatos de diferentes perfis e realidades sociais. A seleção é feita exclusivamente com base na nota obtida em uma das edições anteriores do ENEM, o que torna a entrada no ensino superior mais acessível e democrática. Os interessados devem se inscrever até o dia 21 de maio de 2025, por meio do Portal do Candidato da UTFPR. O resultado da seleção será divulgado em junho de 2025, com início das aulas previsto para o segundo semestre. A UTFPR recomenda que os candidatos acompanhem atentamente o cronograma e leiam o edital completo disponível no site da instituição para garantir o cumprimento dos requisitos. Para mais informações e para acessar o edital completo, visite o Portal do Candidato da UTFPR.
Conheça as áreas onde atuam os engenheiros cartógrafos e de agrimensura
A Engenharia Cartográfica e de Agrimensura desempenha um papel fundamental no desenvolvimento socioeconômico do Brasil, um país com mais de 200 milhões de habitantes e um dos maiores territórios do mundo. Profissionais dessa área são essenciais para o planejamento e a execução de projetos que atendem às necessidades da população e impulsionam a economia nacional. As oportunidades para engenheiros da área estão distribuídas conforme a dinâmica econômica das regiões brasileiras, com maior concentração no Sudeste, seguida pelas regiões Sul, Nordeste, Centro-Oeste e Norte. As capitais oferecem as maiores chances de emprego, mas a interiorização da tecnologia tem ampliado as oportunidades em cidades de diversos portes. Esses profissionais encontram espaço no setor público, onde atuam em administrações municipais, estaduais e federais, autarquias, empresas públicas, institutos de pesquisa, Forças Armadas, órgãos de inteligência e empresas estatais. No setor privado, podem trabalhar em empresas de prestação de serviços técnicos especializados, comércio de produtos tecnológicos ou como profissionais liberais. Já no terceiro setor, têm oportunidades em fundações, organizações não governamentais e associações civis sem fins lucrativos. No dia a dia, os engenheiros cartógrafos e agrimensores desempenham funções variadas. Aproximadamente 45% deles ocupam cargos administrativos, coordenando projetos, liderando equipes e gerenciando organizações. Outros 35% se dedicam a atividades técnicas e de produção, executando diretamente as tarefas relacionadas à engenharia. Os 20% restantes atuam em consultoria, assessoria, vendas técnicas, marketing, ensino e pesquisa. As áreas de atuação desses profissionais são amplas e incluem abastecimento de água e saneamento ambiental, aerofotogrametria, agrimensura legal, prospecção geofísica, aquisição e análise de dados geográficos, cadastro ambiental rural e técnico municipal, geoprocessamento e sistemas de informações geográficas, além de mapeamento e sensoriamento remoto. A remuneração varia conforme a experiência e o tempo de atuação. Recém-formados recebem entre três a cinco salários mínimos mensais. Com dois a cinco anos de experiência, os rendimentos permanecem na mesma faixa. Já profissionais com cerca de dez anos de atuação podem alcançar entre dez e quinze salários mínimos, enquanto aqueles com mais de vinte anos de carreira podem ultrapassar os vinte salários mínimos, dependendo do desempenho da economia nacional e de negociações individuais. Estima-se que existam aproximadamente 10 mil agrimensores e 2 mil cartógrafos atuando no Brasil. O mercado de trabalho para esses profissionais tende a crescer, acompanhando o avanço das geotecnologias e a demanda por serviços especializados em mapeamento e gestão territorial.
Reconhecimento destaca trajetória de liderança e pioneirismo na Engenharia de Pesca, com o Prêmio Mulheres das Águas

A engenheira de pesca Alzira Miranda de Oliveira, presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM), foi agraciada com o Prêmio Mulheres das Águas, na categoria Gestão Pública e Privada. A premiação, concedida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), reconhece mulheres que se destacam no setor pesqueiro brasileiro. Filha de pescador e dona de casa, Alzira iniciou sua trajetória em Manaus, onde se formou em Engenharia de Pesca pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Com mestrado e doutorado em Biologia de Água Doce e Pesca Interior pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), ela tem uma carreira marcada por dedicação à pesquisa, ensino e gestão no setor aquícola. Ao receber a notícia do prêmio durante a abertura do Pré-COP 30, evento promovido pelo Confea em Manaus, Alzira expressou gratidão e destacou a importância do reconhecimento para a visibilidade da Engenharia de Pesca. “É uma vitória para a Engenharia de Pesca, que está presente no Nordeste há mais de 50 anos, e agora também no Norte. É uma vitória como primeira engenheira de pesca do Brasil para inspirar jovens e mulheres a atuar nessa atividade tão importante para um país como o Brasil”, afirmou. Além de sua atuação no Crea-AM, Alzira coordenou projetos comunitários voltados para o fortalecimento da piscicultura no Amazonas e liderou ações na Associação Feminina de Engenharia, Agronomia e Geociências do Amazonas (AFEAG-AM). Ela também foi homenageada anteriormente pela Câmara Municipal de Manaus e pela Assembleia Legislativa do Amazonas por suas contribuições ao setor. A cerimônia de entrega do Prêmio Mulheres das Águas foi realizada em Brasília e contou com a presença de autoridades do governo federal, lideranças do setor aquícola e representantes de organizações da sociedade civil. O evento celebrou as trajetórias inspiradoras de mulheres que atuam em diferentes áreas da pesca e da aquicultura, destacando a diversidade e a força feminina no setor.
Dia do(a) Calculista Estrutural
No dia 4 de maio, é comemorado o Dia do Calculista Estrutural. Esse profissional atuante nas áreas das Engenharias Civil, Mecânica, Naval e Aeronáutica é responsável por projetar, analisar e supervisionar a colocação de estruturas e suas dimensões. Ele também calcula o grau de deformação da estrutura para conservá-la intacta, apesar de fatores externos como abalos sísmicos, trepidações em geral, situações da maré e do vento, garantindo a segurança e estabilidade. O cálculo estrutural é a utilização da física e da matemática para calcular o comportamento de uma estrutura submetida a esforços verticais e horizontais, podendo ser de concreto armado, alvenaria estrutural ou estrutura metálica. Os elementos estruturais consistem em pilares, vigas, lajes e fundações. Estes elementos, devem suportar as cargas de peso próprio e as cargas de utilização do edifício, tais como, peso de revestimento, peso das pessoas, peso dos mobiliários. Em relação ao materiais metálicos, como o aço, é oferecido vantagens como alta resistência, durabilidade, facilidade de fabricação e montagem, e versatilidade arquitetônica, o tornando um componente importante para uma variedade de aplicações na construção civil, desde edifícios comerciais e industriais a pontes e torres de transmissão. Além do aço estrutural, o aço inoxidável e o alumínio são largamente utilizados em acabamentos, além do cobre nas instalações elétricas. A constante inovação tanto na área de cálculo estrutural tem permitido o desenvolvimento de soluções cada vez mais avançadas e sustentáveis para os desafios da construção civil moderna, também impulsionando a metalurgia. E na entrega de um projeto, os calculistas devem entregar um documento que conste projetos de armaduras, projetos das formas, projetos de estacas, projetos de blocos de fundação com suas linhas e a memória de cálculo. Faz-se o uso de softwares que auxiliam nos cálculos a serem realizados.
Aniversário do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro

Criado em 1948, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro é um dos mais importantes centros culturais do Brasil e desempenha um papel fundamental na promoção da arte no país. O MAM, como é conhecido, possui uma das mais relevantes coleções de arte moderna e contemporânea da América Latina, com mais de 16 mil obras. Sua atuação se dá sobre o tripé arte-educação-cultura. Reconhecido como um marco da arquitetura moderna mundial, o edifício sede do MAM foi projetado pelo arquiteto Affonso Eduardo Reidy e se localiza, desde 1958, em terreno doado pela prefeitura – espaço aterrado junto à Baía de Guanabara, que hoje compõe o Parque do Flamengo. Famoso pela integração harmoniosa com o entorno natural, o MAM teve seus jardins projetados pelo paisagista Roberto Burle Marx, que também integrou a equipe que realizou alguns anos depois o paisagismo do próprio parque. O início das obras se deu em dezembro de 1954, quando o bate-estaca foi acionado pelo então presidente Café Filho. Uma cápsula do tempo foi enterrada junto às fundações, contendo marcas do período, como moedas, notas e recortes de jornal. A inauguração do Bloco Escola se deu em janeiro de 1958, quando uma palmeira foi plantada pelo presidente Juscelino Kubitschek nos jardins do MAM. O Bloco Escola foi o primeiro a ficar pronto e serviu como espaço de exposições até 1967, quando o Bloco de Exposições foi finalizado. Reidy não chegou a ver sua obra acabada. Intelectualidade e o pós-guerra Fruto do colecionismo nacional de artistas modernos em um período de pós-guerra na Europa, a fundação de uma instituição que colecionaria e exibiria a arte do século XX, em especial as de vanguarda, faz com que o meio das artes visuais cariocas finalmente deslocasse a ênfase acadêmica da Escola e do Museu Nacional de Belas Artes em direção a um novo momento. Em diálogo com a criação de museus com o mesmo perfil em outras cidades (seu modelo foi a fundação do MoMA de Nova York em 1929), o MAM nasce como entidade civil, cujo grupo de intelectuais sediados no Rio – como o presidente Raimundo Castro Maya, além de Manuel Bandeira, Rodrigo Melo Franco de Andrade e Quirino Campofiorito – criam em 1948 sua ata inaugural. Em 1951, ano da primeira Bienal Internacional de Artes de São Paulo, o MAM já realiza exposições – inicialmente no prédio do Banco Boa Vista (um projeto de Oscar Niemeyer), localizado na Avenida Presidente Vargas, na altura da Candelária. Em 1952, ainda sem sede definitiva, se instala no Palácio Gustavo Capanema, prédio modernista do Ministério da Educação. No mesmo ano, obtém a doação da prefeitura e a licença da Câmara dos Vereadores para ocupar um terreno de quarenta mil metros quadrados, localizado no aterro da praia de Santa Luzia, nas bordas da Baía da Guanabara. Sua Diretora-executiva e nome forte da recém-criada instituição, Niomar Muniz Sodré, encomenda ao arquiteto Affonso Eduardo Reidy o projeto da nova e definitiva sede, realizado em 1953. Com o início das obras em 9 de dezembro de 1954, seu primeiro conjunto de prédios – o famoso Bloco-Escola – é inaugurado com a presença do Presidente Juscelino Kubitscheck em 27 de setembro de 1958. Até a conclusão do Bloco de Exposições, em 1967, todos os eventos do museu — mostras, cursos, seminários e cinemateca — ocorrem nesse espaço. Com a direção ativa de Niomar e a participação de diversos segmentos do meio cultural carioca, o MAM se torna, em pouco tempo, um epicentro de arte, cultura e saber, exibindo grandes exposições de nomes internacionais que atualizaram o meio artístico local. Seus espaços comuns, como café e cantina, além dos diversos cursos oferecidos e conferências, ampliaram as trocas geracionais e entre áreas – como o diálogo produtivo que se instalou entre as artes visuais, o design e o cinema. Nas décadas seguintes, o MAM seguiu como espaço fundamental para a produção estética e intelectual da cidade, fazendo de sua localização privilegiada entre prédios e jardins modernistas – ainda mais após a inauguração do conjunto do Parque do Flamengo (conhecido popularmente como Aterro) – um campo de experimentações públicas frequentado por toda a população. Força na cena da Cultura Nacional Ao longo de sua história, o MAM Rio realizou exposições que até hoje marcam as expressões e linguagens das artes e da cultura, tendo abrigado movimentos que transformaram o país. Sua Cinemateca, com audiovisuais em todos os formatos e sala de exibição, configura-se importante polo de documentação e fruição fílmica. O MAM Rio é uma instituição cultural constituída como sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos, apoiada por pessoas físicas e por empresas. O Museu brigou parte considerável dos movimentos artísticos brasileiros, como o Grupo Frente (1954), o Neoconcretismo (1959), a Nova Objetividade Brasileira (1967), o Cinema Novo (anos 1960), o Cinema Marginal (anos 1970), o curta-metragismo e o documentarismo independentes (anos 1970-1980) e o Cinema Experimental Contemporâneo (anos 2000). O Ateliê de Gravura (a partir de 1959), as exposições históricas “Opinião 65″ e ” Opinião 66″, os cursos na área externa em fins de semana abertos ao público como os Domingos da Criação (1971) e a Área Experimental (1975-1978) no espaço expositivo interno são marcos da história da arte brasileira. O acervo do museu é composto por mais de 7 mil obras de arte modernas e contemporâneas nacionais e internacionais. Outras cerca de 6.600 obras da Coleção Gilberto Chateaubriand e mais de 1.800 fotografias da Coleção Joaquim Paiva estão em comodato no museu. Entre os artistas estrangeiros, o acervo conta com obras de Constantin Brancusi, Keith Haring, Alberto Giacometti, Auguste Rodin, Marino Marini, Maria Helena Vieira da Silva, Jean Arp, Alexander Calder, Carlos Cruz-Diez, Anselm Adams, Diane Arbus, A. R. Penck,Gerhard Richter, Josef Albers, Victor Vasarely, César e Andy Warhol, entre muitos outros. Entre os brasileiros estão Anita Malfatti, Cícero Dias, Maria Martins, Candido Portinari, Ivan Serpa, Bruno Giorgi, Amilcar de Castro, Franz Weissmann, Helio Oiticica, Lygia Clark, Antonio Dias, Hercules Barsotti, Willys de Castro, Anna Bella Geiger, Rubens Gerchman, Artur Barrio, Cildo Meireles,
Brasil lidera uso de fontes renováveis na matriz elétrica global

O Brasil consolidou sua posição como líder mundial no uso de fontes renováveis na matriz elétrica, com impressionantes 89% da eletricidade gerada por empreendimentos que não utilizam combustíveis fósseis. Esse índice coloca o país 23 pontos percentuais à frente do segundo colocado, o Canadá, que registra 66% de uso de fontes renováveis em sua matriz elétrica, segundo dados do site especializado Ember Energy. A principal fonte de energia elétrica no Brasil é a hidrelétrica, responsável por 61% da produção nacional em 2024. Além disso, o país tem investido significativamente em outras fontes limpas, como a energia solar e eólica, que juntas representaram 22% da geração elétrica em 2023. Esse crescimento reflete a diversificação da matriz energética brasileira, reduzindo a dependência das hidrelétricas e ampliando a participação de outras fontes renováveis. O avanço das energias renováveis no Brasil também tem impulsionado a economia. A energia solar, por exemplo, tornou-se a segunda maior fonte de energia do país, com 17,4% de participação na matriz energética, gerando mais de R$ 195 bilhões em investimentos e cerca de 1,2 milhão de empregos verdes. Energia solar alcança 22% da matriz elétrica e se torna a segunda maior fonte do país A energia solar no Brasil ultrapassou a marca de 55 gigawatts (GW) de potência instalada, consolidando-se como a segunda principal fonte da matriz elétrica nacional, com 22,2% de participação. Os dados são da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Do total instalado, 37,6 GW provêm de sistemas de geração própria — como painéis solares em telhados e quintais — presentes em cerca de 5 milhões de imóveis. Os demais 17,6 GW são provenientes de grandes usinas solares conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Somente nos primeiros meses deste ano, foram adicionados 1,6 GW ao sistema. Nesse período, mais de 147 mil novos sistemas solares foram instalados, abastecendo aproximadamente 228,7 mil imóveis. Desde 2012, o setor fotovoltaico atraiu mais de R$ 251,1 bilhões em investimentos, gerou mais de 1,6 milhão de empregos verdes e contribuiu com R$ 78 bilhões em arrecadação para os cofres públicos. A geração própria de energia solar está presente em mais de 5,5 mil municípios brasileiros. As residências lideram o uso, representando 69,2% dos imóveis com sistemas solares, seguidas por comércios (18,4%) e propriedades rurais (9,9%). Minas Gerais destaca-se com mais de 900 mil imóveis com geração própria, seguido por São Paulo (756 mil) e Rio Grande do Sul (468 mil). Apesar do crescimento, a Absolar aponta desafios, como cancelamentos de projetos por distribuidoras e dificuldades na conexão de pequenos sistemas devido a alegações de sobrecarga na rede. A entidade defende a aprovação do Projeto de Lei que institui o Programa Renda Básica Energética (Rebe) e atualiza a Lei 14.300/2022, visando fortalecer a micro e minigeração distribuída. Fonte: Agência Brasil
Dia Nacional da Ética na Engenharia
No dia 2 de maio é comemorado o Dia Nacional da Ética na Engenharia. A data marca a importância do Sistema Confea/CREA e para a sociedade em geral, sendo uma forma de lembrar da responsabilidade social e profissional que todos os engenheiros carregam em suas atividades. Estabelecido em 1971, o Código de Ética Profissional acompanha o cotidiano dos profissionais da Engenharia, da Agronomia e das Geociências, atendendo o que preconiza a Lei nº 5.194/1966 quando define o caráter social das atividades abrangidas pelo Sistema Confea/Crea. A Engenharia é definida como a aplicação de métodos científicos e empíricos ao utilizar os recursos disponíveis na natureza para a otimização da vida e está presente em todos os aspectos do cotidiano, em sua utilização material e intelectual de objetos e serviços. Com isso desenvolvem soluções tecnológicas que impactam na vida das pessoas. Logo, a sua responsabilidade não é apenas na aplicação das técnicas, mas também na forma como eles atuam na profissão. O Código de Ética Profissional O Código de Ética Profissional recebeu sua última atualização em 2002, por meio da Resolução nº 1.002. A partir desse compilado de princípios éticos, o Confea propaga a ética profissional como caminho para alcançar a excelência das profissões da Engenharia, Agronomia, Geologia, Geografia e Meteorologia, bem como a valorização do Código como principal instrumento para orientar a conduta dos profissionais. A Lei n° 5.194, de 24 de dezembro de 1966, regula o exercício das profissões acima, prevendo sobre atividades, o uso do título profissional, exercício ilegal da profissão, atribuições, direitos de autoria de plano ou projeto, fiscalização do exercício profissional, mediante criação dos órgãos públicos fiscalizadores federal e regionais, bem como sobre registro dos profisssionais e de sociedades, piso salarial e das penalidades aplicáveis ao descumprimento da Lei. Entre 2014 e 2015, o Plenário do Confea instituiu um Grupo de Trabalho para incorporar ao Código de Ética as sugestões das Comissões de Ética dos Creas. O GT elaborou minuta de resolução (a de nº 1.090) que regulamentou o art. 75 da Lei n. 5195/66, definindo o termo “crime infamante” e suas penalidades. Curiosidades sobre o Código de Ética Profissional: – Desenvolvimento sustentável deve ser prioridade no exercício profissional de engenheiros, agrônomos, geólogos, geógrafos e meteorologistas; – O profissional que aceitar trabalho para o qual não tenha qualificação pode sofrer processo ético; – O salário mínimo profissional é uma garantia prevista no Código de Ética Profissional; – Todos os profissionais da Engenharia, Agronomia, Meteorologia, Geologia, Geografia e de áreas correlatas têm direito à proteção da propriedade intelectual sobre sua criação; – Cada Crea possui uma Comissão de Ética para julgar em primeira instância denúncias de infração do Código de Ética Profissional; – O Plenário do Confea funciona como última instância de julgamento de processos éticos. Denúncias devem ser feitas nos Creas, que julgarão os casos antes de o tramitarem para o Confea. O Código de Ética não é apenas um documento jurídico, mas sim um manifesto de nossa determinação coletiva em elevar os padrões éticos em nossas profissões. É um convite para que todos os engenheiros, agrônomos, geólogos, geógrafos e meteorologistas do Brasil se unam em um compromisso comum: o compromisso de serem guardiões da integridade, defensores da transparência e construtores de um futuro onde a ética não seja apenas uma opção, mas sim a única escolha. Confira o vídeo aqui Fonte: Confea
Maio Amarelo: movimento pela segurança no trânsito é campanha em todo o Brasil
O Movimento Maio Amarelo é uma iniciativa que busca chamar a atenção da sociedade para a segurança no trânsito. Criado pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), o movimento surgiu como resposta à necessidade de reduzir o alto número de acidentes e vítimas no trânsito. A escolha do mês de maio está ligada a uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), que definiu a década de 2011 a 2020 como um período de ação global pela segurança viária. O principal objetivo do Maio Amarelo é promover um trânsito mais seguro por meio da conscientização e do engajamento social. O movimento reúne o poder público, empresas, entidades de classe e a população para discutir a importância de atitudes responsáveis no trânsito. A cor amarela foi escolhida por estar associada à advertência e atenção, simbolizando a necessidade de prudência nas ruas e estradas. A cor amarela foi escolhida em alusão à cor de alerta utilizada na sinalização de trânsito, simbolizando a necessidade de atenção e prudência. Ao longo do mês, diversas atividades são realizadas em todo o país, incluindo palestras, workshops, blitz educativas, campanhas de mídia e intervenções urbanas. Ao longo de sua trajetória, o Maio Amarelo tem contribuído significativamente para aumentar a conscientização sobre os riscos no trânsito e promover mudanças de comportamento. A campanha tem sido fundamental para a disseminação de informações sobre leis de trânsito, direção defensiva, uso de equipamentos de segurança e os impactos do álcool e outras drogas na condução de veículos. A cada ano, o Maio Amarelo adota um tema diferente para direcionar suas campanhas e ações educativas, buscando sensibilizar motoristas, pedestres, ciclistas e motociclistas sobre seu papel na construção de um trânsito mais seguro. Em 2025, o tema é “Mobilidade Humana, Responsabilidade Humana”, destacando a importância das ações individuais na construção de um trânsito mais seguro. Para isso, diversas atividades são promovidas em todo o país, como palestras, campanhas publicitárias e mobilizações em escolas e empresas, incentivando a adoção de comportamentos preventivos. O Movimento Maio Amarelo reforça a importância de cada indivíduo na promoção da segurança viária e convida toda a sociedade a se engajar nessa causa. Para saber mais sobre o movimento e como participar, acesse o site oficial: Maio Amarelo – ONSV.