Abertas as inscrições para o 56° Curso de Perícia Judicial e Ambiental

Estão abertas as inscrições para o 56° Curso de Perícia Judicial e Ambiental, realizado pela Associação Profissional dos Engenheiros Florestais do Estado do Rio de Janeiro – APEFERJ, sob coordenação da engenheira florestal Denise Baptista Alves, com apoio do Sistema CONFEA/CREA e MÚTUA e dos programas Progredir e CREA JR-RJ.  O curso acontece de 1 a 8 de julho de 2026, das 18h às 22h, com aulas teóricas virtuais e ao vivo, totalizando uma carga horária de 24 horas.   O objetivo é apresentar noções de legislação e requisitos conexos à atuação do perito judicial e ambiental. O curso se destina a engenheiros, geógrafos, agrônomos, meteorologistas, advogados e demais profissionais. O corpo docente é formado por: – Denise Baptista Alves, Engenheira Florestal – MBE-COPPE-UFRJ. Consultora e Perito. – Marcelo Souza, Eng. Civil, Prof. MSc. Instrutor e piloto de Drones, MBA Finanças, Consultor e Perito. – Luciana Vianna Pereira – Advogada, Consultora e Prof. MSc. Direiro Ambiental e ESG. –  Priscila Pezzotti, Advogada, Consultora e Perito.   Inscrições e mais informações pelo e-mail: [email protected] 

Profissionais em dia com o CREA-RJ até 3 de junho garantem participação nas eleições do Sistema CONFEA/CREA e MÚTUA

Para participar do processo eleitoral, é fundamental estar em situação regular junto ao Conselho. Podem votar os profissionais registrados e em dia com suas obrigações perante o Sistema até 30 dias antes da data da eleição, ou seja, até 3 de junho. A adimplência é condição obrigatória para garantir o direito ao voto. O que significa estar “em dia” com o CREA-RJ? São considerados débitos perante o Conselho todas as obrigações exigíveis e vencidas, de natureza tributária ou não tributária, estejam elas inscritas ou não em dívida ativa. Isso inclui anuidades, taxas, emolumentos e multas por infração. Também entram nessa condição os parcelamentos que possuam parcelas vencidas e não pagas. Mesmo profissionais que tenham aderido a parcelamentos precisam manter todas as parcelas rigorosamente quitadas para permanecerem aptos a votar. A regularidade profissional fortalece o Sistema e contribui para que as decisões que impactam diretamente a Engenharia, a Agronomia e as Geociências sejam tomadas com ampla participação da categoria. O CREA-RJ reforça a importância dos profissionais consultarem sua situação cadastral e financeira com antecedência, evitando imprevistos e garantindo o pleno exercício do direito ao voto.  Participar das eleições é contribuir ativamente para o futuro das profissões tecnológicas e para o fortalecimento do Sistema CONFEA/CREA e MÚTUA. Confira o passo a passo de como se regularizar junto ao CREA-RJ

A conexão invisível entre o Saara e a Amazônia. Como mega usinas solares no deserto africano poderiam influenciar a Floresta Amazônica

A ideia de transformar o deserto do Saara em uma gigantesca usina solar aparece com frequência em debates sobre transição energética e descarbonização da economia. O raciocínio parece simples. Com quase dez milhões de quilômetros quadrados e alguns dos maiores índices de incidência solar do planeta, o deserto africano teria potencial teórico para gerar volumes massivos de eletricidade a partir da energia fotovoltaica. Estimativas frequentemente citadas por pesquisadores indicam que a quantidade de radiação solar recebida pelo Saara em poucas horas supera o consumo energético anual da humanidade. A hipótese levou cientistas a investigar não apenas a viabilidade técnica de instalações dessa magnitude, mas também seus possíveis efeitos climáticos globais. Os resultados dessas pesquisas revelaram um cenário mais complexo do que a ideia inicial sugere. Estudos publicados em revistas científicas de referência apontam que mega usinas solares em escala continental poderiam alterar padrões atmosféricos, modificar regimes de chuva e afetar mecanismos naturais que conectam o Saara à Amazônia. Embora parte da divulgação sobre o tema tenha simplificado essas conclusões ao afirmar que “cobrir o Saara com painéis solares acabaria com a Amazônia”, os artigos científicos trabalham com hipóteses mais específicas e cautelosas. O debate envolve modelagem climática de larga escala e a interdependência entre diferentes sistemas ambientais do planeta. O elo atmosférico entre África e Amazônia A principal conexão entre o Saara e a Amazônia ocorre por meio do transporte atmosférico de poeira mineral. Todos os anos, os ventos transportam partículas do deserto africano através do Oceano Atlântico até a América do Sul. Parte desse material alcança a bacia amazônica carregando minerais importantes para o funcionamento ecológico da floresta, especialmente fósforo. O fenômeno foi estudado em profundidade por pesquisadores da NASA e da Universidade de Maryland em um trabalho publicado em 2015 na revista científica Geophysical Research Letters. Utilizando dados do satélite CALIPSO entre 2007 e 2013, os cientistas estimaram que cerca de 27,7 milhões de toneladas de poeira saariana chegam anualmente à Amazônia. Desse total, aproximadamente 22 mil toneladas correspondem a fósforo. Os pesquisadores observaram que a quantidade é comparável ao volume do nutriente perdido naturalmente pela floresta em razão das chuvas intensas e do processo de lixiviação dos solos. A principal origem dessa poeira é a Depressão de Bodélé, no Chade, considerada uma das regiões mais importantes do planeta na emissão de partículas minerais para a atmosfera. Os ventos alísios transportam esse material por mais de cinco mil quilômetros sobre o Atlântico até sua deposição parcial na América do Sul. Por que o fósforo é importante para a Floresta Amazônica? Apesar da exuberância vegetal, grande parte dos solos amazônicos possui baixa disponibilidade natural de nutrientes. A floresta mantém seu equilíbrio principalmente por meio da rápida ciclagem biológica da matéria orgânica. Nesse sistema, nutrientes são continuamente reutilizados entre solo, vegetação e decomposição vegetal. O fósforo proveniente do Saara não é o único mecanismo de sustentação da floresta, mas desempenha papel relevante na reposição parcial de nutrientes removidos pelas chuvas ao longo do tempo. Pesquisadores consideram que esse aporte mineral contribui para o equilíbrio ecológico amazônico, especialmente em áreas com solos altamente intemperizados. O que aconteceria se o Saara fosse coberto por painéis solares A hipótese analisada pelos estudos científicos não se refere a usinas convencionais atualmente existentes no Norte da África, mas a instalações continentais cobrindo parcelas gigantescas do deserto. O principal mecanismo físico envolvido é a alteração do albedo terrestre. O albedo representa a capacidade de uma superfície refletir radiação solar. A areia clara do Saara possui elevado poder de reflexão. Já os painéis solares, por serem escuros, absorvem mais calor. Em grande escala, essa substituição alteraria o balanço energético regional. Um dos estudos mais relevantes sobre o tema foi publicado em 2018 na revista científica Science por pesquisadores liderados por Yan Li, da Universidade de Maryland. Utilizando modelos climáticos, os cientistas concluíram que mega usinas solares e eólicas no Saara poderiam aumentar a temperatura regional, alterar padrões de circulação atmosférica, intensificar correntes de ar ascendentes, ampliar índices de precipitação em partes do deserto e favorecer crescimento parcial de vegetação em algumas áreas. Posteriormente, um segundo estudo, publicado em 2021 na revista Geophysical Research Letters por Zhengyao Lu e colaboradores, aprofundou a análise ao utilizar um modelo climático acoplado envolvendo atmosfera, oceano, gelo marinho e ecossistemas terrestres. As simulações indicaram que uma cobertura solar correspondente a 20% da área do Saara elevaria a temperatura regional em cerca de 1,5°C, enquanto um cenário de cobertura de 50% poderia elevar esse aumento para aproximadamente 2,5°C. Os pesquisadores também estimaram impactos climáticos remotos em outras regiões do planeta e um aquecimento médio global adicional variando entre 0,16°C e 0,39°C nos cenários simulados. Como os efeitos poderiam atingir a Amazônia Segundo os modelos climáticos, o aquecimento provocado pelas megausinas alteraria diferenças térmicas entre o continente africano e os oceanos adjacentes. Essa mudança afetaria a circulação atmosférica tropical e poderia deslocar a Zona de Convergência Intertropical, faixa climática responsável por grande parte das chuvas nas regiões equatoriais. Os modelos sugerem que esse deslocamento poderia modificar padrões de precipitação em áreas tropicais, incluindo partes da Amazônia. Em alguns cenários simulados por Lu et al. (2021), houve redução significativa de chuvas sobre setores da América Central e da Amazônia. Os percentuais variam conforme o cenário modelado, a extensão da cobertura solar e a região analisada. Os pesquisadores ressaltam, porém, que esses resultados derivam de modelos teóricos extremos e não representam previsões diretas sobre projetos reais atualmente existentes. O possível impacto sobre a poeira saariana Outro ponto discutido pelos estudos envolve a própria emissão de poeira do Saara. As simulações indicam que o aumento de chuvas no deserto poderia favorecer a expansão parcial de vegetação em determinadas áreas. Com mais cobertura vegetal e umidade, haveria potencial redução da quantidade de poeira lançada na atmosfera. Em tese, isso poderia alterar o transporte transatlântico de minerais que hoje alcançam a Amazônia. Os artigos científicos, entretanto, não afirmam que esse mecanismo levaria ao colapso da Floresta Amazônica. A hipótese discutida pelos pesquisadores é a de possíveis impactos sistêmicos

Tecnologia brasileira participou da missão lunar Artemis II

Uma tecnologia desenvolvida no Brasil foi utilizada pela NASA para monitorar o bem-estar de astronautas em missões espaciais de longa duração. O equipamento, criado pela empresa brasileira Condor Instruments, integrou a missão Artemis II, responsável pelo primeiro voo tripulado ao redor da Lua em cerca de 50 anos. O dispositivo, conhecido como actígrafo, possui formato semelhante ao de um relógio de pulso e reúne sensores capazes de monitorar padrões de sono, vigília, atividade física e comportamento circadiano dos astronautas durante a missão. O equipamento foi embarcado na cápsula Orion e utilizado para coleta de dados em tempo real. A tecnologia integrou o estudo Archer (Artemis Research for Crew Health and Readiness), desenvolvido pela NASA para avaliar os impactos biológicos e psicológicos de missões espaciais prolongadas, especialmente em condições de confinamento, isolamento e exposição à radiação. O funcionamento baseia-se em um sensor de atividade que monitora a frequência e a intensidade dos movimentos do braço. A partir da análise desses dados, é possível inferir os períodos de repouso (ausência de movimento) e os de prontidão (presença de movimentos), registrando com exatidão o comportamento circadiano do indivíduo. Esse “relógio biológico” de aproximadamente 24 horas, que regula as funções físicas e comportamentais da maioria dos seres vivos, é influenciado primordialmente pela luminosidade.  Entre os diferenciais do equipamento brasileiro estão a medição integrada de atividade motora, exposição luminosa e temperatura corporal, além da capacidade de detectar luz melanópica, relacionada à regulação da melatonina e dos ciclos biológicos do sono. O desenvolvimento da tecnologia contou com a participação de pesquisadores da Universidade de São Paulo e apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Para viabilizar o estudo, engenheiros da Nasa buscaram no mercado global opções de actígrafos capazes de monitorar a tripulação em tempo real. O dispositivo da Condor Instruments chamou a atenção da agência após a participação de representantes da startup em congressos científicos internacionais de cronobiologia, sono e luz.  Atualmente, a Condor Instruments exporta a maior parte de sua produção para dezenas de países e fornece equipamentos para universidades e centros de pesquisa internacionais, ampliando a presença da tecnologia brasileira no cenário científico global.

CREA-RJ prestigia o desenvolvimento regional no evento CONECTA em Valença

O município de Valença, na região do Vale do Café, recebe no dia 2 de junho de 2026, de 13h às 20h, o evento CONECTA. A iniciativa é uma realização do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE e da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Rio de Janeiro – FACERJ, com patrocínio do CREA-RJ. O evento vai reunir empreendedores, líderes empresariais, investidores e estudantes, com o objetivo de promover negócios, inovação e oportunidades para a região. A programação vai contar com painéis temáticos, rodada de negócios, exposições de microempresas e entrevistas com a imprensa. Serviço: Evento: CONECTA  Data: 2 de junho de 2026 Hora: de 13h às 20h Local: Fundação Educacional Dom André Arcoverde – FAA – R. Srg. Vitor Hugo, 161 – Fátima, Valença – RJ, 27600-000 Inscrições e programação completa: clique aqui

Governo federal lança consulta pública do Plano Nacional de Transição Energética 

O Ministério de Minas e Energia lançou a consulta pública do Plano Nacional de Transição Energética (Plante), instrumento estratégico da Política Nacional de Transição Energética voltado ao planejamento de longo prazo do setor energético brasileiro. A iniciativa busca orientar, pelos próximos 30 anos, a transformação da produção e do consumo de energia no país, com foco na segurança energética, na descarbonização da economia e na ampliação do acesso à energia limpa. Coordenado pelo MME, o plano foi elaborado em processo participativo com a colaboração de órgãos do governo federal, sociedade civil e setor produtivo, por meio do Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte). Segundo o ministério, mais de 40 instituições participaram da construção do documento, que foi estruturado a partir de evidências técnicas e alinhado aos instrumentos nacionais de planejamento energético. O Plante está organizado em três pilares temáticos: Segurança e Resiliência Energética; Justiça Energética, Climática e Ambiental; e Energia Competitiva para uma Economia de Baixo Carbono. A proposta reúne 15 blocos de ação e cerca de 200 iniciativas, distribuídas em ciclos de implementação de quatro anos, permitindo acompanhamento contínuo e revisão periódica das metas e ações. O documento foi apresentado em dois volumes. O primeiro reúne diretrizes estratégicas, objetivos e bases técnicas do plano. Já o segundo, denominado “Caderno de Ações”, detalha as medidas previstas para o primeiro ciclo de implementação, entre 2026 e 2029. De acordo com o MME, o plano está integrado aos principais instrumentos de planejamento energético nacional, como o Plano Nacional de Energia (PNE) 2055, o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) e o Balanço Energético Nacional (BEN). A proposta busca conectar os cenários de longo prazo às ações concretas de curto e médio prazo, permitindo monitoramento, ajustes e atualização das estratégias conforme mudanças tecnológicas, econômicas e geopolíticas. A consulta pública ficará aberta até o dia 12 de junho, nos portais do Ministério de Minas e Energia e da plataforma Participa + Brasil, permitindo contribuições de especialistas, instituições e da sociedade.

Naturgy debate cenário de gás natural e oportunidades com o biometano no RJ

Encontro reuniu especialistas do setor no Clube de Engenharia do Brasil e destacou potencial do GNV e da fonte renovável Responsável por 75% da produção nacional de gás natural, com volume diário de 137 milhões de m³, o Rio de Janeiro foi palco do evento “Gás natural e biometano no RJ: Oportunidades e perspectivas do setor”. Realizado em 14/5 no Clube de Engenharia do Brasil, o encontro reuniu especialistas para debater o cenário do gás natural, as fontes disponíveis no estado para a produção de biometano, as oportunidades econômicas e industriais com a transição energética e os aspectos regulatórios, ambientais e institucionais do setor. Leonardo Augusto Ribeiro, engenheiro mecânico e coordenador de GNV da Naturgy, destacou o projeto Corredores Sustentáveis, criado pela Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar do Rio de Janeiro, com o apoio da distribuidora. O objetivo é aumentar a oferta do produto nos postos de combustíveis das rodovias que ligam o Rio aos demais estados do Sudeste. Participaram ainda Fábio Viana, engenheiro civil e de segurança do trabalho com atuação nos setores de gás e biometano, e Gabriel Kropsch, empreendedor com longa trajetória em petróleo, gás natural e biometano. “Mais de 1.000 caminhões movidos a GNV já circulam diariamente nas estradas da região Sudeste. Ampliar o uso do GNV nesse segmento contribui para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e a poluição sonora. Hoje já são 13 postos adaptados para abastecer um caminhão em até 15 minutos nos primeiros corredores implantados na Dutra e na Rodovia Washington Luís” afirmou Leonardo. A Naturgy está investindo, até 2027, R$ 300 milhões na infraestrutura necessária para criar 16 novos corredores. A companhia atua na expansão da utilização do combustível, apoiando ações como a redução do ICMS do GNV e isenção para caminhões de IPVA e de pedágios, além de parcerias com montadoras para ampliar a fabricação de caminhões a GNV. Acordo entre Naturgy e Petrobras beneficia 1,5 milhão de motoristas Com o acordo anunciado em 14/5, a redução média estimada para o preço do gás natural veicular (GNV) será de 6,5%, considerando a região metropolitana e o interior do estado. Mais de 1,5 milhão de motoristas serão beneficiados. O Rio de Janeiro concentra 39% dos postos de GNV do país. Leonardo Augusto informou que a Naturgy tem capacidade para atender rapidamente todas as 37 garagens de ônibus existentes na cidade do Rio de Janeiro.”Em termos de infraestrutura, todas as garagens de ônibus da cidade estão mapeadas e possuem capacidade de atendimento, o que possibilita a instalação de pontos de abastecimento”, ressaltou. Potencial do Biometano e Desafios de Infraestrutura Durante o debate, foi apontado que o biometano no Rio de Janeiro tem como principal fonte os resíduos sólidos urbanos e esgoto. O Brasil possui 19 plantas em operação, duas delas localizadas no RJ com grande capacidade de produção. O mercado está em crescimento acelerado, com um aumento projetado de praticamente 100% ao ano. As metas de descarbonização podem ampliar a demanda pelo combustível em até 15 vezes até 2035. Os debatedores reforçaram a importância da certificação do biometano para garantir a rastreabilidade e os atributos ambientais do combustível, o que pode influenciar preços, contratos e investimentos. Leonardo complementou afirmando que Naturgy acredita no potencial do biometano e está estudando cidades com potencial para sua integração à rede de gás. A empresa lançou este ano chamadas públicas para compra do produto nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Transformações no setor elétrico ampliam necessidade de inovação e Engenharia 

A expansão da transição energética e a crescente complexidade dos sistemas de geração e distribuição de energia têm colocado a Engenharia no centro das discussões estratégicas sobre infraestrutura, desenvolvimento tecnológico e segurança energética. Em artigo publicado recentemente na CNN Brasil, o engenheiro Rogério Pereira de Camargo afirma que “a Engenharia voltou ao centro da corrida energética global”, em um cenário marcado pela necessidade de descarbonização, pelo aumento da demanda elétrica e pelas transformações tecnológicas que vêm redefinindo o setor energético mundial. Segundo ele, a atual conjuntura internacional exige soluções técnicas cada vez mais sofisticadas, capazes de integrar diferentes fontes de geração, ampliar a confiabilidade dos sistemas e responder aos desafios associados à segurança energética. “A transição energética é inevitável”, afirma ao destacar que o processo depende de planejamento estruturado, capacidade tecnológica e investimentos contínuos em inovação. O avanço das fontes renováveis, como solar e eólica, também amplia os desafios relacionados à transmissão, armazenamento e estabilidade do sistema elétrico, exigindo novos modelos operacionais e infraestrutura mais robusta. Nesse contexto, ganham importância áreas da Engenharia ligadas ao planejamento energético, sistemas elétricos, automação, infraestrutura, armazenamento de energia e integração tecnológica. O artigo chama atenção para a necessidade de valorização da formação técnica e do fortalecimento das universidades e centros de pesquisa. “Não há transição energética sem Engenharia”, ressalta Rogério Pereira de Camargo ao defender maior investimento em capacitação profissional, pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico. No Brasil, o crescimento dos debates sobre expansão da matriz elétrica, segurança do abastecimento e modernização da infraestrutura energética acompanha uma tendência observada internacionalmente. Dados da Agência Internacional de Energia (IEA) indicam que a demanda global por eletricidade deverá crescer de forma acelerada nos próximos anos, impulsionada pela eletrificação da indústria, dos transportes e dos sistemas urbanos. O texto também alerta para a importância da capacidade tecnológica nacional no desenvolvimento do setor energético. Segundo o autor, a dependência excessiva de soluções externas pode comprometer a competitividade e a autonomia tecnológica do país em áreas consideradas estratégicas. Para especialistas do setor, a transição energética tende a ampliar ainda mais a demanda por profissionais qualificados e por soluções de Engenharia capazes de combinar eficiência, inovação, sustentabilidade e segurança operacional. Nesse cenário, empresas de Engenharia, universidades, centros tecnológicos e instituições de pesquisa passam a desempenhar papel cada vez mais relevante na construção das soluções necessárias para atender às demandas energéticas das próximas décadas. Fonte: CNN Brasil

Brasil é destaque na maior feira internacional de Ciências e Engenharia

Estudantes brasileiros conquistaram oito premiações na Regeneron International Science and Engineering Fair 2026 (ISEF), considerada a principal competição internacional de pesquisa científica para alunos do ensino básico. A edição deste ano foi realizada em maio (Phoenix, no estado do Arizona), nos Estados Unidos, reunindo cerca de 1.700 finalistas de dezenas de países. De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, os projetos premiados abordaram áreas como saúde, agricultura, meio ambiente, tecnologia e inteligência artificial, evidenciando a diversidade temática e o potencial da produção científica desenvolvida por estudantes brasileiros. A Regeneron ISEF é organizada pela Society for Science e é reconhecida como a maior competição global de ciência, tecnologia, engenharia e matemática para estudantes do ensino médio. A feira distribui mais de US$ 7 milhões em prêmios, bolsas de estudo e outras oportunidades acadêmicas, reunindo jovens pesquisadores selecionados em competições regionais e nacionais realizadas em diferentes países. Segundo informações divulgadas pelo governo federal, 21 estudantes brasileiros participaram da edição de 2026. Entre os trabalhos reconhecidos estão pesquisas voltadas ao desenvolvimento de soluções para a saúde, tecnologias baseadas em inteligência artificial, estudos relacionados à agricultura sustentável e iniciativas voltadas à preservação ambiental. A lista oficial de premiações divulgada pela Society for Science registra os vencedores das categorias Grand Awards e Special Awards, que reconhecem tanto a excelência científica quanto o potencial de aplicação prática dos projetos apresentados. Os estudantes premiados conquistaram reconhecimento em diferentes áreas do conhecimento, concorrendo com representantes de aproximadamente 60 países e territórios.  O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação destacou que o desempenho brasileiro reforça a importância dos investimentos em educação científica e em programas de incentivo à pesquisa desde a educação básica. O resultado também evidencia a capacidade de estudantes brasileiros de desenvolver projetos com relevância científica e impacto social em temas contemporâneos de alcance global.  Considerada uma das principais vitrines mundiais para jovens pesquisadores, a Regeneron ISEF funciona como porta de entrada para oportunidades acadêmicas, intercâmbios científicos e programas internacionais de formação em ciência e tecnologia. A competição reúne anualmente projetos avaliados por especialistas de universidades, centros de pesquisa e empresas de base tecnológica. Fontes: MCTI e Regeneron ISEF 

MMA avança na regulamentação das Áreas de Proteção Ambiental com apoio internacional

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) avança na construção da regulamentação das Áreas de Proteção Ambiental (APAs), categoria de unidade de conservação considerada estratégica para conciliar preservação ambiental, ocupação humana e atividades econômicas. A iniciativa conta com apoio do Projeto GEF Áreas Privadas e envolve representantes do poder público, instituições ambientais e sociedade civil. As APAs integram o grupo de unidades de conservação de uso sustentável previsto no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). Diferentemente das unidades de proteção integral, elas podem abranger áreas públicas e privadas, permitindo a permanência de comunidades e o desenvolvimento de atividades produtivas compatíveis com a conservação ambiental. Segundo o MMA, o Brasil possui atualmente 530 APAs cadastradas no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC), abrangendo mais de 131,5 milhões de hectares. Essas áreas representam aproximadamente metade da extensão total das unidades de conservação do país e alcançam territórios onde vivem cerca de 5% da população brasileira. O processo de regulamentação vem sendo conduzido pelo Departamento de Áreas Protegidas do MMA há mais de um ano e inclui entrevistas, oficinas técnicas, reuniões temáticas e consultas com gestores ambientais das diferentes esferas de governo. Entre os dias 10 e 12 de dezembro de 2025, foi realizada uma oficina presencial na sede do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em Brasília, para discussão da minuta do decreto de regulamentação das APAs e de um caderno nacional de diretrizes de gestão. De acordo com o ministério, a proposta busca estabelecer parâmetros mínimos de gestão para as APAs em todo o país, garantindo maior segurança jurídica e administrativa, além de fortalecer a integração entre conservação ambiental, planejamento territorial e desenvolvimento socioeconômico. Nesse contexto, a atuação de profissionais das Engenharias, da Agronomia e das Geociências possui papel relevante na elaboração e implementação de instrumentos de gestão ambiental voltados às APAs. Entre as atividades técnicas relacionadas estão o planejamento territorial, o geoprocessamento, os estudos ambientais, a gestão de recursos hídricos, o monitoramento ambiental, a recuperação de áreas degradadas e o desenvolvimento de soluções sustentáveis para uso e ocupação do solo. O Projeto GEF Áreas Privadas, que apoia a iniciativa, atua na promoção da conservação da biodiversidade em propriedades privadas e na ampliação da conectividade ecológica entre áreas protegidas. O projeto conta com financiamento do Global Environment Facility (GEF), implementação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e gestão financeira do Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS). O MMA destaca ainda que mais da metade da vegetação nativa remanescente do Brasil está localizada em áreas privadas, o que reforça a importância de políticas públicas voltadas à conservação ambiental integrada ao desenvolvimento sustentável.