Plaorc Tech Summit Sul Fluminense reúne profissionais de Engenharia e Gestão em Volta Redonda

O Plaorc Tech Summit Sul Fluminense foi realizado nos dias 27 e 28 de maio, na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas de Volta Redonda (CDL). Organizado pela Academia Plaorc, com patrocínio do CREA-RJ, o evento reuniu engenheiros, gestores e líderes operacionais do Sul Fluminense para dois dias de conteúdo técnico, integração profissional e intercâmbio de experiências. Durante o encontro, o Conselho disponibilizou um ponto de atendimento aos participantes. O chefe de gabinete do CREA-RJ, Rodrigo Machado, e o 1º diretor das Regionais do Conselho, engenheiro civil e de Segurança do Trabalho Luciano da Silveira Pereira, participaram da cerimônia de abertura, representando a instituição. Em sua fala, Luciano Pereira ressaltou que, embora a tecnologia seja fundamental para o avanço e para o desenvolvimento da sociedade, são os profissionais que fazem com que ela aconteça. “Quanto mais avançada a tecnologia, maior a necessidade de profissionais qualificados, éticos e tecnicamente capacitados para interpretar os dados, tomar decisões e assumir responsabilidades técnicas sobre esses resultados”, disse. Ao longo da programação, o Plaorc abordou temas relacionados à governança, produtividade e previsibilidade em projetos, com foco na aplicação prática das discussões à realidade industrial e empresarial da região. A proposta do evento foi promover a integração entre planejamento, Engenharia e execução, estimulando o intercâmbio entre profissionais, empresas e organizações do Sul Fluminense. Fundada em 2005 e sediada em Volta Redonda, a Plaorc atua nas áreas de planejamento, custos e gestão de projetos, com atividades voltadas ao desenvolvimento de soluções para empreendimentos industriais. O Tech Summit Sul Fluminense integra a agenda da Academia Plaorc de capacitação e desenvolvimento profissional direcionada ao setor de Engenharia.
IBGE celebra 90 anos de produção de informações estratégicas sobre o país

Em 29 de maio de 2026, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) completa 90 anos de instalação oficial, consolidando uma trajetória marcada pela produção de informações estratégicas para o conhecimento do território brasileiro e o planejamento nacional. Ao longo de nove décadas, o instituto tornou-se a principal referência do país na produção de dados estatísticos, geográficos, cartográficos e socioeconômicos, desempenhando papel fundamental na compreensão das transformações populacionais, urbanas, econômicas e ambientais do Brasil. A origem do IBGE remonta à criação do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 1934, durante o processo de modernização administrativa promovido pelo governo federal na década de 1930. A instalação oficial do órgão ocorreu em 29 de maio de 1936, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. Pouco depois, em 1937, foi incorporado ao instituto o Conselho Brasileiro de Geografia, iniciativa que consolidou a integração entre Estatística e Geografia como eixo estruturante da instituição. Em 1938, o órgão passou a adotar a denominação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mantendo até hoje a característica singular de reunir produção estatística e conhecimento territorial em uma mesma estrutura institucional. Desde então, o IBGE passou a desempenhar função estratégica para o Estado brasileiro, estruturando sistemas nacionais de informação capazes de retratar a realidade do país em diferentes dimensões. Os censos demográficos, realizados periodicamente, tornaram-se alguns dos principais instrumentos de conhecimento sobre a população brasileira, permitindo acompanhar o crescimento populacional, os movimentos migratórios, a urbanização e as mudanças nas condições de vida da sociedade ao longo das décadas. Além das pesquisas estatísticas, o instituto também consolidou ampla atuação na área das Geociências, desenvolvendo trabalhos de cartografia, geodésia, mapeamento territorial e produção de bases geoespaciais utilizadas em planejamento urbano, infraestrutura, gestão ambiental e desenvolvimento regional. A integração entre informações estatísticas e territoriais transformou o IBGE em uma referência técnica fundamental para órgãos públicos, universidades, centros de pesquisa e setores produtivos. Os levantamentos produzidos pelo instituto subsidiam políticas públicas em áreas como saúde, educação, mobilidade, saneamento, habitação e meio ambiente, além de orientarem investimentos públicos e privados. As informações produzidas pelo IBGE também são utilizadas na definição de indicadores econômicos e sociais, na distribuição de recursos federais e na elaboração de estudos sobre desigualdades regionais e dinâmicas territoriais. Ao longo de sua história, o instituto acompanhou as profundas transformações do território brasileiro, registrando o avanço da urbanização, a expansão das fronteiras agrícolas, o crescimento das cidades, as mudanças econômicas e a reorganização regional do país. Paralelamente, incorporou novas tecnologias e metodologias de coleta e processamento de dados, ampliando o acesso público à informação e fortalecendo a produção de conhecimento técnico sobre o Brasil. Nas comemorações dos 90 anos, o IBGE tem promovido uma série de ações institucionais e lançamentos comemorativos que ressaltam a importância da informação pública na formulação de políticas e no fortalecimento da cidadania. A campanha institucional “Meu Brasil, Nosso IBGE”, lançada neste ano, reforça o papel histórico da instituição na construção de um retrato amplo e permanente do país.
IBGE lança 8ª edição da Pesquisa de Inovação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou, em 25 de maio de 2026, a 8ª edição da Pesquisa de Inovação (PINTEC), levantamento de periodicidade trienal que tem como objetivo construir indicadores das atividades de inovação em empresas com dez ou mais pessoas ocupadas nos setores industrial, de eletricidade e gás e em segmentos selecionados de serviços. O evento foi realizado na Casa Brasil IBGE, no Palácio da Fazenda, no Centro do Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo pelo IBGE Digital. A pesquisa, realizada pelo IBGE desde o início dos anos 2000, havia sido interrompida após a publicação relativa ao triênio encerrado em 2017, acumulando quase uma década sem atualização. A ausência de dados comprometia a formulação de políticas públicas nas áreas de ciência, tecnologia e inovação, além de dificultar a avaliação de instrumentos como a Lei do Bem, principal mecanismo de incentivo fiscal à inovação no setor privado. A nova edição cobrirá os anos de 2023, 2024 e 2025 e incorpora atualizações metodológicas alinhadas aos padrões internacionais da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e do Manual de Oslo 2018. O escopo temático foi ampliado para incluir dimensões como inovação verde, transformação digital, inteligência artificial, automação, propriedade intelectual e práticas ambientais. A coleta de dados conta com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), e com a participação de bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Fonte: Agência IBGE
Dia do(a) Geógrafo(a)
Com o objetivo de homenagear os(as) profissionais que estudam o espaço geográfico e a interação entre a sociedade e a natureza, em 29 de maio é comemorado o Dia do(a) Geógrafo(a). A data foi instituída em 1936, devido à criação do Instituto Nacional de Estatística, atual Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. No Brasil, as atividades desempenhadas pelos geógrafos(as) foram oficialmente estabelecidas pela Lei Federal n° 6.664 de 1979, visando definir os requisitos para sua execução e áreas de atuação direta, com as mesmas sendo fiscalizadas pelo Conselho Nacional de Engenharia e Agronomia (CONFEA) e os CREAs de cada região. De acordo com esta lei, além de lecionar, cabe ao(a) geógrafo(a): “reconhecimentos, levantamentos, estudos e pesquisas de caráter físico-geográfico, biogeográfico, antropogeográfico e geoeconômico e as realizadas nos campos gerais e especiais da Geografia, que se fizerem necessárias”. O(a) geógrafo(a) tem como papel fundamental analisar os detalhes físicos do ambiente e seus impactos sobre as pessoas e sobre a natureza, levando em conta o clima e os padrões apresentados por cada localização, além da economia, cultura, e os processos de globalização. A Geografia também está ligada a outras áreas do conhecimento, como Química, Geologia, Matemática, História, Física, Astronomia, Antropologia e Biologia. Além do trabalho com mapas – uma das ferramentas mais associadas ao profissional Graduação A graduação em Geografia divide-se em Licenciatura (para ser professor) e Bacharelado (para técnico/pesquisador), com uma duração de três a cinco anos. O curso combina disciplinas teóricas e práticas, abordando tanto a Geografia Física, onde se estuda o relevo, clima, hidrografia e biomas; quanto a Geografia Humana, que analisa população, economia, urbanização e relações espaciais. Mercado de trabalho A atuação do(a) geógrafo(a) não se limita apenas ao estudo físico da Geografia. O papel desses(as) profissionais se expande na realização de pesquisas voltadas ao impacto ambiental de empresas de engenharia e companhias dos setores de mineração e petróleo. Os(as) geógrafos(as) também são muito requisitados no setor público, por municípios e estados, para elaborar estudos ambientais e socioeconômicos, relatórios de estado do solo e planejamentos rural e urbano. No campo da geopolítica, os(as) profissionais estudam a organização social, a economia e a política de países e regiões. A função também envolve a análise de como a Geografia influencia as relações de poder entre nações, empresas e grupos sociais. Os(as) geógrafos(as) avaliam recursos, fronteiras e localização, mapeando influências de atores estatais e não estatais e orientando o planejamento territorial, econômico e ambiental. As outras áreas disponíveis no mercado de trabalho em que a Geografia se aplica inclui: Instituições de ensino: licenciatura para aulas no ensino fundamental, médio e superior, além da produção de materiais didáticos. Geomarketing: análise de dados espaciais para estratégias de negócios Geoprocessamento e Cartografia: uso de softwares (SIG), sensoriamento remoto e cartografia digital para mapeamento e análise espacial. Planejamento Urbano e Rural: zoneamento, planejamento agrícola, logística e transportes, analisando a organização do espaço. Fonte: Gov.br, Educa+Brasil, Indeed Confira o vídeo
Última chamada: bolsas de pesquisa e inovação com inscrições até 29 de maio

A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) encerra amanhã, 29 de maio (sexta-feira), as inscrições para o Programa de Bolsas de Incentivo à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) – Chamada Pública 01/2026. As candidaturas devem ser submetidas exclusivamente por formulário eletrônico até as 23h59. A chamada é destinada a estudantes de graduação, estudantes de pós-graduação, recém-egressos e pesquisadores brasileiros ou estrangeiros com residência regular no Brasil. Os candidatos devem ter currículo atualizado na Plataforma Lattes ou ORCID. As bolsas são voltadas à atuação em projetos estratégicos executados pela Diretoria de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da RNP, nas áreas de Cloud Native e Kubernetes, infraestrutura de testbeds, Gestão de Identidade e Acesso (IAM), autenticação federada, segurança e interoperabilidade, além de HPC e aplicações no contexto do Brasil 6G. As atividades serão realizadas de forma remota. Os valores variam conforme a modalidade e a titulação do candidato. Graduandos podem receber até R$ 1.600 mensais para carga horária de 20 horas semanais, ou até R$ 2.400 para 30 horas semanais. Nas modalidades Jovem Pesquisador 1 e Pós-graduando, o valor é de R$ 2.000 mensais, enquanto Jovem Pesquisador 2 e Atualização Tecnológica chegam a R$ 2.200 mensais. A RNP é uma organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e opera a infraestrutura de redes de alta velocidade que interliga universidades, institutos de pesquisa, hospitais universitários e outras instituições de ensino e pesquisa em todo o Brasil. As inscrições e o edital completo estão disponíveis no site da RNP (rnp.br). Dúvidas podem ser enviadas para [email protected].
CREA-RJ GREEN SUMMIT vai promover discussão sobre sustentabilidade e conscientização ambiental
No dia 3 de junho de 2026, o CREA-RJ, por meio do CREA Sustentável e com apoio da Comissão de Meio Ambiente – CMA e do Progredir, vai realizar o evento gratuito “CREA-RJ GREEN SUMMIT – Construindo um Amanhã Mais Inteligente e Sustentável”. O encontro será das 9h às 12h30, na sede do Conselho, no Centro do Rio. A iniciativa tem como objetivo promover o debate e a troca de experiências sobre práticas sustentáveis, inovação tecnológica e soluções inteligentes aplicadas às áreas da Engenharia, Agronomia, Geociências e Meio Ambiente. O evento também busca incentivar a conscientização ambiental, o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento de parcerias entre profissionais, instituições, empresas e sociedade, contribuindo para a construção de um futuro mais eficiente, sustentável e socialmente responsável. O público-alvo é formado por profissionais, estudantes, pesquisadores e empresas das áreas de Engenharia, Agronomia, Sustentabilidade, Meio Ambiente, Tecnologia e Inovação. O encontro é voltado ainda para representantes do setor público, instituições de ensino, startups, organizações ambientais e sociedade civil interessados no tema. Serviço: Evento: CREA-RJ GREEN SUMMIT – Construindo um Amanhã Mais Inteligente e Sustentável Data: 3 de junho de 2026 Hora: das 9h às 12h30 Local: Sede do CREA-RJ – Rua Buenos Aires, 40/4º andar – Centro, Rio de Janeiro Inscrições gratuitas e programação completa: clique aqui
IA aplicada à análise de imagens médicas avança na detecção precoce no câncer de pâncreas

Pesquisadores da Mayo Clinic desenvolveram um modelo de Inteligência Artificial capaz de identificar sinais de câncer de pâncreas em tomografias computadorizadas realizadas anos antes do diagnóstico clínico convencional. Os resultados foram publicados em abril de 2026 na revista científica Gut e apontam para um avanço relevante no uso de IA aplicada à análise de imagens médicas. O sistema, chamado REDMOD, sigla em inglês para Radiomics-based Early Detection Model, utiliza técnicas de radiômica e aprendizado de máquina para analisar padrões sutis em tomografias abdominais que não costumam ser perceptíveis na avaliação visual convencional. O modelo foi desenvolvido em parceria com o Centro de Câncer MD Anderson, da Universidade do Texas. O câncer de pâncreas é considerado um dos tumores mais agressivos da oncologia. Segundo o National Cancer Institute, mais de 85% dos casos são diagnosticados apenas após a disseminação da doença, o que reduz significativamente as possibilidades de tratamento curativo. As taxas de sobrevida em cinco anos permanecem abaixo de 15%. Para validar o REDMOD, os pesquisadores analisaram quase 2 mil tomografias computadorizadas, incluindo exames de pacientes que posteriormente receberam diagnóstico de câncer de pâncreas, embora os exames tivessem sido originalmente classificados como normais. O modelo identificou 73% dos casos em fase pré-diagnóstica, com antecedência mediana de aproximadamente 16 meses em relação ao diagnóstico clínico tradicional. Nos exames realizados mais de dois anos antes do diagnóstico, o desempenho da IA foi ainda superior. Segundo os pesquisadores, o sistema identificou quase três vezes mais casos precoces do que radiologistas que revisaram as mesmas imagens sem auxílio computacional. A tecnologia também demonstrou estabilidade em exames realizados em diferentes períodos e obtidos por equipamentos distintos, característica considerada importante para futura aplicação clínica em larga escala. O modelo opera a partir da extração automatizada de características quantitativas das imagens médicas, como padrões de textura, densidade e estrutura do tecido pancreático. Essas informações são processadas por algoritmos treinados para reconhecer alterações associadas ao desenvolvimento inicial da doença antes do surgimento de tumores visíveis. O estudo é mais um exemplo da expansão da Inteligência Artificial no campo da saúde, especialmente em aplicações voltadas ao processamento avançado de imagens médicas. Ferramentas desse tipo combinam modelagem computacional, aprendizado de máquina, análise de grandes volumes de dados clínicos e sistemas de apoio à decisão médica, em uma integração que envolve áreas como Engenharia Biomédica, Ciência de Dados e Engenharia da Computação. Apesar dos resultados considerados promissores, os pesquisadores destacam que a tecnologia ainda precisa passar por validação prospectiva em pacientes acompanhados em tempo real antes de eventual adoção ampla em hospitais e centros de diagnóstico. O estudo também registrou casos de falsos positivos, situação em que pacientes sem câncer foram classificados como suspeitos e precisariam de investigação complementar. A equipe da Mayo Clinic conduz atualmente o estudo AI-PACED, que avalia a integração do REDMOD ao acompanhamento de pacientes considerados de maior risco para câncer pancreático.
Dia do(a) Engenheiro(a) de Custos
Comemorado em 27 de maio, o Dia do(a) Engenheiro(a) de Custos foi instituído pela Lei nº 13.453/2017, sancionada em junho do mesmo ano. A data tem como objetivo valorizar esses(as) profissionais, responsáveis por realizar estimativas detalhadas, planejar a verba total, analisar a viabilidade financeira e acompanhar o andamento dos projetos. O trabalho desempenhado pelos(as) engenheiros(as) de custos é fundamental para o sucesso de qualquer projeto, garantindo que as obras sejam concluídas dentro do orçamento previsto, sem comprometer a qualidade e os prazos estabelecidos. Para isso ser possível, é utilizada uma combinação de conhecimentos técnicos, analíticos e de gestão para antecipar problemas e propor soluções eficazes, minimizando riscos e otimizando recursos. A atuação do(a) engenheiro(a) de custos é normatizada pelo CONFEA (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), e é uma profissão em constante crescimento, além de ser um mercado de trabalho amplo, que envolve setores como construção civil, petróleo e gás, energia, infraestrutura e indústrias farmacêutica e química. É uma área que é preciso estar sempre se atualizando sobre as tendências profissionais, novas tecnologias e metodologias de gestão de projetos. Isso também engloba o uso de softwares especializados e técnicas avançadas de modelagem e simulação. Formação O curso de Engenharia de Custos é recente no Brasil. Apenas algumas instituições de ensino oferecem a graduação, como o Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos (IBEC). O bacharelado possui um período de cinco anos, com uma carga horária de 3.680 horas. Já a pós-graduação é realizada em 12 meses, e a maioria é em formato EAD. A formação em Engenharia de Custos contempla conteúdos específicos como Avaliação Econômica e Financeira, Licitações, Planejamento de Obras, Gestão da Qualidade, e Informática Aplicada. O processo de capacitação combina aulas teóricas com técnicas de campo para otimizar lucros. Principais áreas de atuação Prestação de serviços: engloba muitas possibilidades, com os cargos podendo variar, como por exemplo consultores e empreendedores. As principais atividades exercidas são a regularização de projetos e o planejamento e controle financeiro. Execução de obra: um dos segmentos mais concorridos entre os(as) profissionais da Engenharia de Custos, a construção civil é um campo bastante amplo, onde desempenha-se tarefas como gerenciamento das contratações de funcionários e fornecedores, análise de riscos financeiros ou relacionados, previsão de demandas para os períodos e projetos, e desenvolvimento de estratégias para elevar a lucratividade. Incorporação imobiliária: atualmente em ascensão, trata-se de obras públicas e privadas, além das concessões de rodovias e demais projetos voltados para a infraestrutura. O(a) profissional da Engenharia de Custos deste segmento possui contato direto com entidades e organizações públicas, o que exige um controle e monitoramento preciso dos custos e finanças necessárias para executar projetos. Fonte: Sienge, IBEC Confira o vídeo.
Painel de Monitoramento de Agrotóxicos nos Recursos Hídricos

O monitoramento da presença de agrotóxicos em recursos hídricos brasileiros passou a contar com uma nova ferramenta federal de acompanhamento ambiental. Lançado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima em parceria com a Embrapa Meio Ambiente, o Painel de Monitoramento de Agrotóxicos nos Recursos Hídricos reúne dados sobre a detecção dessas substâncias em bacias hidrográficas de diferentes regiões do país. A iniciativa amplia a capacidade de acompanhamento técnico da qualidade da água e reforça a importância do monitoramento ambiental na gestão de recursos hídricos. O sistema organiza informações sobre pontos de coleta, substâncias monitoradas, frequência de detecção e resultados laboratoriais, permitindo integrar dados ambientais produzidos em diferentes estados brasileiros. Segundo o governo federal, a base inicial do painel reúne 63 pontos de monitoramento distribuídos em todos os estados, além de mais de 10,4 mil análises laboratoriais realizadas a partir de 213 amostras coletadas em bacias hidrográficas. O acompanhamento da presença de agrotóxicos em ambientes aquáticos envolve diferentes áreas técnicas, incluindo análise laboratorial, hidrologia, geoprocessamento e avaliação da qualidade da água. A utilização de plataformas digitais e sistemas georreferenciados também amplia a capacidade de observação sobre o comportamento dessas substâncias em diferentes territórios. Embora o tema esteja frequentemente associado ao debate sobre contaminação ambiental, os dados do painel exigem interpretação técnica criteriosa. A detecção de um agrotóxico em amostras de água ou organismos aquáticos não significa, automaticamente, que haja contaminação acima dos limites legais ou risco imediato à saúde humana. Em monitoramentos ambientais, a identificação de substâncias funciona como indicador técnico de presença no ambiente. A avaliação sobre possíveis impactos depende posteriormente da análise de fatores como concentração detectada, frequência de ocorrência, persistência ambiental e parâmetros definidos pela legislação. O avanço das tecnologias laboratoriais também ampliou a capacidade de identificar compostos químicos em concentrações cada vez menores, fortalecendo ações de monitoramento preventivo e geração de dados para políticas públicas relacionadas à qualidade da água e à gestão ambiental. A iniciativa se insere em um contexto mais amplo de fortalecimento de sistemas de vigilância ambiental e acompanhamento de contaminantes em recursos hídricos, tema que vem ganhando espaço em diferentes países diante da expansão das atividades agrícolas e da pressão sobre os ecossistemas aquáticos.
Pesquisa Ford/Datafolha aponta dificuldade de contratação de profissionais de tecnologia no Brasil

Levantamento realizado pela Ford em parceria com o Datafolha aponta que 98% das médias e grandes empresas brasileiras enfrentam dificuldades para contratar profissionais da área de tecnologia. A pesquisa “Mercado de Trabalho Tech: Raio-X e Tendências” ouviu lideranças de Recursos Humanos e Tecnologia da Informação de companhias de diferentes setores econômicos e regiões do país. Segundo os dados divulgados no estudo, a falta de conhecimento técnico aparece como principal entrave para preenchimento das vagas, apontada por 72% das empresas entrevistadas. A ausência de experiência profissional foi mencionada por 54% dos participantes. Entre as áreas com maior dificuldade de contratação estão as ligadas à Inteligência Artificial e à Engenharia de Software. De acordo com a pesquisa, 35% das empresas relataram obstáculos para encontrar especialistas em Inteligência Artificial, enquanto 31% apontaram dificuldade para contratar engenheiros de software. O levantamento também identifica carência de profissionais com conhecimentos em segurança da informação e machine learning, competências técnicas apontadas entre as mais escassas no atual cenário de recrutamento. A pesquisa mostra ainda que o tempo de contratação tem aumentado em função da dificuldade de encontrar profissionais compatíveis com as exigências das vagas. Apenas 14% das empresas conseguem concluir contratações em menos de um mês. Metade das organizações informou levar entre um e dois meses para preencher posições na área de tecnologia, enquanto parte dos processos seletivos pode chegar a até 90 dias. Além das competências técnicas, o estudo destaca a valorização de habilidades comportamentais nos processos de recrutamento. Inteligência emocional, pensamento crítico e capacidade de resolução de problemas aparecem entre os atributos mais buscados pelas empresas. Outro dado apresentado pela pesquisa diz respeito ao domínio do inglês. Segundo o levantamento, 78% das empresas afirmam desclassificar candidatos que não possuem conhecimento do idioma. O estudo também aponta que parte significativa das organizações enfrenta dificuldades para encontrar profissionais que conciliem preparo técnico e competências comportamentais. De acordo com os dados divulgados, 37% das empresas afirmam rejeitar com frequência candidatos tecnicamente qualificados por ausência de habilidades consideradas importantes para o ambiente corporativo. Segundo a pesquisa, o avanço da Inteligência Artificial e a ampliação do uso de tecnologias digitais nas empresas estão entre os fatores associados ao aumento da demanda por profissionais especializados. O levantamento indica que a expansão dessas ferramentas vem elevando as exigências do mercado e ampliando a busca por mão de obra qualificada em áreas tecnológicas. A pesquisa ouviu representantes de empresas dos setores de tecnologia, varejo, serviços, educação, finanças e saúde. O levantamento aborda percepções relacionadas às transformações do mercado de trabalho em tecnologia e às dificuldades de recrutamento enfrentadas pelas organizações brasileiras.