CREA-RJ promove capacitação e integração no 1º Seminário de Inspetores 2025

O CREA-RJ realizou, de 5 a 7 de dezembro, o 1º Seminário de Inspetores 2025, em Itaipava, Região Serrana do Rio de Janeiro. Com o tema “Conectando Regiões: Atuação Local, Impacto Estadual”, o evento proporcionou três dias de imersão profissional com o objetivo de promover capacitação, troca de experiências, alinhamento de ações e o fortalecimento da atuação conjunta entre as Regionais e as diversas áreas do Conselho.  O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, abriu o evento.  “Este é um trabalho honorífico, voluntário, que a gente faz em nome do desenvolvimento e da valorização do nosso setor profissional. Cada um de nós fez esta escolha em prol da coletividade. Existe um projeto de modernização do nosso Conselho que está sendo implantado neste momento. A gente iniciou um processo gigantesco de mudança, uma mudança radical de qualidade para a valorização da nossa área.”, disse Fernández aos inspetores, em sua fala de abertura. Miguel apresentou o novo sistema e mostrou o passo a passo de preenchimento da nova ART. Ele também mencionou o Projeto de Lei 4013/2025 que ele assina em coautoria com o presidente do Confea, engenheiro de telecomunicações Vinicius Marchese, e com o deputado federal e engenheiro Marcelo Queiróz, que  busca corrigir uma distorção histórica ao estabelecer uma remuneração técnica proporcional ao nível de responsabilidade assumida pelo profissional que assina a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).  Por fim, o presidente convocou todos os inspetores a comparecerem ao CREA AQUI 2026, que será dia 19 de março, no Armazém 3, no Pier Mauá, no Centro do Rio. “É um belíssimo evento de fortalecimento do nosso setor, uma pauta positiva, um momento de celebração. A gente, que vem apanhando demais nos últimos 10 anos, vamos mostrar que os profissionais da Engenharia, da Agronomia e das Geociências têm valor e são fundamentais para a sociedade.”, afirmou. Primeiro dia Na programação do seminário, o primeiro dia foi basicamente de palestras: com o superintendente técnico Leonardo Dutra, que falou sobre as bases para a atuação dos inspetores; o procurador jurídico Rodrigo Bayer, que apresentou aspectos regimentais e responsabilidades da função de inspetor regional; o superintendente estratégico Pedro Coelho, que falou sobre a importância do foco na comunicação; a gerente de programas estratégicos, Landijara Duarte, que apresentou os programas e convidou os presentes a participarem e contribuírem com sugestões; o gerente de Comunicação e Eventos, Felipe Fox, que mostrou como os inspetores podem ser uma espécie de repórteres correspondentes em suas regiões, colaborando com sugestões de pautas e notícias e finalizando com o ouvidor Lucio Bandeira, que explicou o papel da Ouvidoria do CREA-RJ. Leonardo Dutra falou após a apresentação do presidente Miguel Fernández. “A Superintendência Técnica envolve a Fiscalização, o Atendimento, o Cadastro, a CAT, a ART, toda essa parte que envolve o profissional e muitas vezes eles precisam de orientações. Por isso é importante que os inspetores estejam prontos para ajudar a sanar as dúvidas dos profissionais, representando o CREA e o presidente em suas regiões.”, afirmou o superintendente técnico do CREA-RJ, engenheiro Leonardo Dutra. Ao fim do dia, o presidente Miguel Fernández deu posse a 27 novos inspetores de diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro. Segundo dia No dia seguinte, a programação começou com a engenheira mecânica e CEO da Althea Engenharia de Emoções, Priscilla Carvalhinha, ministrando a palestra “Cultura Colaborativa e Visão Sistêmica: Novos Caminhos de Atuação e Geração de Alto Impacto”. A seguir, os inspetores participaram de uma dinâmica corporativa em que dividiram-se em grupos, com a missão que montar uma roda gigante de 2,5 metros de altura, composta por 3.202 peças e fazê-la dar pelo menos 4 voltas completas. Tudo isso em 90 minutos. O jogo exige planejamento, coordenação, comunicação e outras habilidades entre os membros do grupo.  Na parte da tarde, participaram de uma dinâmica de integração, o Circuito de Aventura e Desenvolvimento Humano comandado por uma equipe especializada, em que experimentaram situações adversas, as quais só foram possíveis superá-las com a ajuda de todos do grupo.  Terceiro dia No terceiro dia, foi a hora das considerações finais, começando com a fala do Superintendente Administrativo Édipo Ázaro e de depoimentos dos inspetores.  O encontro representou um momento de fortalecimento do diálogo e de integração entre os profissionais que exercem um papel fundamental para a presença institucional do Conselho em todo o estado, já que os inspetores são a linha de frente da atuação do CREA-RJ, levando às regiões a visão, os valores e o compromisso do Conselho com a ética, a valorização profissional e a defesa da Engenharia, da Agronomia e das Geociências como instrumentos de desenvolvimento. Foram dias de muita troca de experiências e aprendizado. Com a palavra, os Inspetores Alessandra Carvalho Eng. Florestal e Inspetora do CREA-RJ na Zona Norte RJ “Quando eu decidi entrar ativamente para o Conselho, foi justamente acreditando que a Engenharia deve sempre estar servindo a sociedade. Acredito que o meu papel como inspetora é ser a ponte com os profissionais, trazendo as suas necessidades e de suas regiões para dentro do Conselho. A gente tem que unir e conectar todas as pontas regionais para que o nosso impacto seja grandioso e a gente consiga atuar contribuindo para o desenvolvimento do nosso estado. E este seminário foi aquela pontinha que nos deu a direção para entender melhor para onde seguir e qual é a nossa função” Claudio Dutra Eng. Civil, presidente da ABENC-RJ e Inspetor do CREA-RJ na Barra da Tijuca “Estou no Sistema há 20 anos e vejo que hoje estamos passando por uma grande transformação. Hoje eu vejo o CREA-RJ muito mais participativo, próximo do profissional e principalmente trabalhando com a tecnologia em prol do nosso trabalho e da nossa profissão. Este seminário foi muito importante porque a gente pode aprender uns com os outros, aprendendo a ser a liderança, a escutar e, principalmente, a trabalhar em equipe.” Marco Antonio Pereira Eng. Eletricista, presidente da Asaerla e Inspetor do CREA-RJ em Cabo Frio “Esse seminário conseguiu agregar os inspetores com os executivos do CREA-RJ. Foi muito importante

Dia Internacional dos Direitos Humanos

Em 10 de dezembro, comemora-se o Dia Internacional dos Direitos Humanos. A data marca a adoção histórica da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), pela Assembleia Geral das Nações Unidas – AGNU, no ano de 1948. Na ocasião, foram consagrados os direitos inalienáveis ​​que todos possuem como seres humanos, independente da raça, cor, religião, sexo, idioma, pensamento político, ou de outra natureza. A DUDH define, por meio de 30 artigos, fatores fundamentais para uma vida digna, como a liberdade, a segurança e a igualdade de todos perante a lei. O documento também é um modelo global para leis e políticas internacionais, nacionais e locais, exercendo o papel de alicerce da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. A Declaração Universal dos Direitos Humanos ganhou versões adaptadas para 577 idiomas, tornando-se o registro mais traduzido do mundo. Processo histórico Até a implementação da DUDH, a humanidade passou por processos evolutivos que exerceram um papel importante na conquista de direitos nas diversas esferas da sociedade. Levou-se séculos para que se pudesse garantir a promoção das leis que contemplassem valores básicos de liberdade e proteção. A Carta Magna, de 1215, foi um dos acontecimentos com mais relevância quando se diz respeito aos direitos humanos. O documento foi assinado pelo Rei João da Inglaterra, forçado pelos seus súbditos após ter violado um número de leis antigas do país, e marcou  um ponto de virada crucial na luta para estabelecer a liberdade e moldar a base da democracia que se conhece atualmente. As escrituras enumeraram normas como o direito da igreja de estar livre da interferência do governo, e a liberdade para todos os cidadãos livres possuírem e herdarem propriedades, sendo também blindados de impostos excessivos. Muitos séculos depois, após o fim da Segunda Guerra Mundial, em resposta às atrocidades causadas por esse enorme conflito – e também as consequências que persistiram desde a Primeira Guerra – o comitê de redação da DUDH, liderado por Eleanor Roosevelt, atuou em conjunto para promover um cenário de paz entre as nações, determinando limites e traçando metas. Foi nesse contexto que, por meio da  participação de 58 delegações, e aprovada por 48, incluíndo o Brasil, que a Declaração 217 A (III) foi emitida na 3ª Sessão da Assembleia Geral da ONU. Cenário atual Apesar da humanidade ter evoluído na aplicação dos direitos humanos em várias esferas da sociedade, ainda há inúmeras mudanças a serem realizadas. Destaca-se nesse panorama a desigualdade social e econômica, a discriminação contra minorias, a violência sofrida pelas mulheres e os impactos gerados por conflitos armados.  As crises humanitárias se agravaram nos últimos anos, graças à evolução em larga escala de guerras entre Rússia e Ucrânia no leste europeu, e Israel e Palestina, na Faixa de Gaza. Segundo a  Universidade de Uppsala, esses são os dois conflitos armados mais letais da atualidade, e que atingem diretamente a situação dos refugiados, junto ao crescimento da pobreza e da fome nas regiões. De acordo com um estudo da Acnur – agência da ONU voltada para os refugiados – uma em cada 67 pessoas em todo o mundo foi ou estava sendo obrigada a se deslocar devido a perseguições, conflitos ou violência até o final de 2024, o que representa cerca de 123,2 milhões de pessoas. O mesmo levantamento também mostra que, nos últimos 10 anos, o número de pessoas forçadas a sair de suas casas praticamente dobrou, com o Sudão destacando-se entre eles como o país com 14,3 milhões de refugiados e deslocados internos, sendo o maior número entre todos. No Brasil, em dados divulgados pelo painel interativo da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, mostra que os principais crimes contra os direitos humanos relatados no país foram de violação contra a mulher, violência doméstica e familiar contra a mulher e violência contra a criança ou o adolescente. Em relação ao perfil das vítimas, a pesquisa aponta que 118.534 foram contra o sexo feminino, e 1.129 contra pessoas LGBT. No mais variados casos de infração contra os direitos fundamentais das pessoas, o  Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) monitoram políticas públicas, fiscalizam violações e emitem recomendações. O papel da organização, ao lado de outras entidades públicas e privadas, é fundamental para promover um espaço mais seguro e democrático para qualquer indivíduo, contemplando sempre o progresso nas medidas adotadas. Fonte: Un.org, Brasil Escola, IFSC, UCDP

AEANF lança livro comemorativo de seus 56 anos com evento alusivo ao Dia do Engenheiro e ao Dia do Arquiteto e Urbanista

A Associação de Engenheiros e Arquitetos de Nova Friburgo – AEANF realiza, com patrocínio do CREA-RJ, evento do Dia do Engenheiro e do Arquiteto e Urbanista juntamente com o lançamento do livro comemorativo dos 56 anos da AEANF, no dia 11 de dezembro de 2025, a partir das 18h30, na Galeria do Espaço Cultural (Espaço ARP). A programação inclui: O evento celebra a trajetória de 56 anos da AEANF marcada pela dedicação à Engenharia, Arquitetura e Agronomia em Nova Friburgo, por importantes realizações e pelo compromisso em fortalecer nossa classe profissional.

Presidente do CREA-RJ valoriza a formação de engenheiros na Semana Acadêmica e Cultural da COPPE/UFRJ

Promovida pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ) e pela Fundação COPPETEC, com patrocínio do CREA-RJ, a Semana Acadêmica e Cultural da COPPE teve início no dia 8 de dezembro, às 14h, no campus da Ilha do Fundão. A programação do evento vai até o dia 10, e tem como objetivo aproximar a produção científica da sociedade, destacando o impacto da Engenharia e da Ciência no desenvolvimento econômico, social e ambiental. O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, participou da mesa de abertura institucional, onde destacou a necessidade de retomada da Engenharia no mercado. “A gente precisa voltar a resgatar as grandes empresas do setor de Engenharia para que elas possam gerar emprego, riqueza e principalmente visando construir um Estado. Hoje são 100 mil profissionais e cerca de 20 mil empresas registradas no Rio de Janeiro, e sabemos que do total de engenheiros formados, aproximadamente 2/3 estão fora, e isso também vale para as entidades.” Fernández também incentivou a inserção de novos profissionais do setor no mercado de trabalho. “O Conselho precisa ser uma máquina pública federal para ajudar a defender os interesses do nosso setor, que é essencial para o país. Então, dentro desse objetivo, a gente vem traçando diversas estratégias, e têm sido dois anos dedicados na minha vida a ajudar nessa direção, e vim aqui hoje falar para não desistirem do trajeto da Engenharia. É uma profissão que para se formar requer um grau de resiliência muito alto.” Também estiveram presentes na mesa de abertura a diretora da COPPE, engenheira mecânica Suzana Kahn Ribeiro; o diretor de Assuntos Acadêmicos da COPPE, professor Jean-David Caprace; o diretor de Saneamento e Grandes Operações da CEDAE, José Ricardo Brito; o diretor de Tecnologia da OceanPact Tach do Rio de Janeiro, engenheiro oceânico Leonardo Barreira; e o representante do Conselho Regional de Química da 3° Região do Rio de Janeiro, engenheiro químico Gandhi Giordano. 

Concessão da SuperVia é pauta principal no 8° GT de Mobilidade Urbana do CREA-RJ

No dia 12 de novembro de 2025, foi realizada a 8º Reunião do Grupo de Trabalho (GT) de Mobilidade Urbana do CREA-RJ. O encontro ocorreu na sede do Conselho, no Centro do Rio, e teve como objetivo debater a transição da SuperVia, concessionária de trens urbanos do estado.  O contrato com a Gumi Brasil, atual controladora, será encerrado, e o Governo do Estado do Rio de Janeiro pretende lançar um edital de licitação para escolher um novo operador para o serviço de transportes ferroviários.  Convidado para participar do GT, o assessor alocado na Casa Civil do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Silmar Cavalieri, explicou o panorama atual. “Hoje estamos finalizando o trabalho e o edital está prestes a ser lançado. Após o lançamento, a gente espera que em até seis meses já seja possível trazer um novo operador ao sistema e realizar a transição da forma mais tranquila possível” O coordenador do GT de Mobilidade Urbana do CREA-RJ, engenheiro eletricista Alexandre Vacchiano de Almeida, destacou a participação de Silmar no encontro.  “Estamos na expectativa de que o edital possa ser publicado em breve, e com isso solucionar o grande problema que se tem nas ferrovias do Rio de Janeiro. A vinda do Silmar foi extremamente importante, pois ele traz uma memória muito recente da SuperVia, onde trabalhou até 2024. Então, além dele ser um engenheiro e um técnico muito capacitado, ele possui uma experiência atualizada de como está o sistema ferroviário operado pela SuperVia.” A gerente de mobilidade urbana da Federação das Empresas de Mobilidade do Estado do Rio de Janeiro – Semove e professora do CEFET/RJ, engenheira de transportes Eunice Horácio, detalhou os principais pontos da reunião. “Nos foi esclarecido na reunião que um diagnóstico foi realizado para que pudesse ser feita uma priorização a respeito das criticidades que o novo operador precisa estar ciente. E o que foi excluído, por muitas vezes, é por falta de detalhamento ou a falta de uma exatidão de custo, então, teoricamente, não poderia estar entrando em um Termo de Referência. No geral, a reunião foi bem esclarecedora, e tirou muitas dúvidas.” A próxima reunião está marcada para o dia 17 de dezembro, na sede do CREA-RJ.

CREA-RJ realiza o Seminário de Fiscalização 2025

A bucólica cidade de Bom Jardim, na Região Serrana do Rio de Janeiro, famosa pela produção de cafés especiais e de flores de corte, recebeu o CREA-RJ nos dias 17 e 18 de novembro para o Seminário de Fiscalização 2025.  Na programação, estudos de casos técnicos, palestras, debates e dinâmica corporativa, entre outras atividades. O balanço do ano identificou os erros e acertos, ponderando onde é possível melhorar em 2026.  “Este foi um ano de muito trabalho e muitas realizações. Tivemos números muito positivos, conseguimos fiscalizar grandes empresas, participar de grandes eventos e manter a fiscalização sempre presente, protegendo a sociedade. A Fiscalização 2026 vai ser ainda mais ativa, mais presente e, graças a Deus, a equipe está 100% focada. Neste seminário trocamos muitas experiências, onde os mais experientes apoiaram os mais novos, todos participando, todos dando um pouquinho para que a gente possa passar uma impressão ainda melhor para a sociedade e para todos”, resumiu o engenheiro Leonardo Dutra, Superintendente Técnico do CREA-RJ Para o gerente de Fiscalização, engenheiro Cosme Chiniara, é um momento de união.  “Esse foi um ano muito desafiador, pois avançamos em áreas que a gente não tinha entrado antes. Por exemplo, os portos e aeroportos, fizemos mais interações com colegas de outros Creas do Brasil, fomos a Campinas, integramos a Força-Tarefa da Fiscalização do Confea no Maranhão. E essas trocas foram muito importantes. A gente consegue ver as boas práticas de outros Creas e queremos trazer para o nosso. Para 2026, a gente vai tentar ainda mais equalizar as informações, lembrando que a Fiscalização Interna e Externa formam uma Fiscalização só.  Vamos nos fortalecer para melhorar ainda mais o nosso trabalho.” Na Fiscalização Interna, de janeiro a outubro,  foram trabalhados 6.028 contratos e emitidos 646 Autos de Infração, sendo 36,2% por falta de ART – Anotação de Responsabilidade Técnica; 22,2% por falta de registro PJ;  11,5%por falta de placa e 9,6% por exercício ilegal da profissão. “Diante das adversidades, 2025 foi um ano muito bom, muito importante e super expressivo para nós da fiscalização interna, com a emissão dos autos e as análises dos contratos julgados. É importante esse momento de confraternização, de conhecimento e aprendizado para gente poder cada vez mais aprimorar os nossos processos internos e trazer números cada vez melhores. O ano de 2026 vai ser um ano desafiador, mas que com certeza, diante da nossa capacidade interna da equipe, a gente vai conseguir entregar o melhor possível”, afirma a engenheira Ana Tavares, Coordenadora de Fiscalização Interna do CREA-RJ. Com 38 anos de casa, a profissional da área técnica Cristiane da Silveira Sampaio Veras, ficou feliz ao rever colegas antigos que não encontrava há muito tempo.  “Eu trabalho com a parte diretamente dos autos de infração, muitos prazos para recurso, defesa, para transpor os processos para arquivo. Neste seminário, foram dias de muito aprendizado, porque a gente vê pessoas com visões diferentes da nossa, que faz com que a gente faça uma revisão nos nossos próprios procedimentos. O evento foi muito bom, tanto do lado profissional, quanto do lado pessoal. Eu estou muito feliz de ter participado” Na Fiscalização Externa, no mesmo período, foram lavrados 1.975 Autos de Infração e realizados 23.108 Relatórios de Fiscalização,sendo as principais áreas: Engenharia Civil (12.845); Engenharia Elétrica (2.474); e Engenharia Mecânica (2.230). Para o Coordenador de Fiscalização Externa do CREA-RJ, Leonardo Canário, o seminário foi muito importante para toda equipe de Fiscalização. “Estamos com novos paradigmas da nossa Fiscalização. A participação de todos foi excelente. Muito importante também a integração da fiscalização externa e interna.  Com relação aos indicadores, apresentamos todos os relatórios, todas as quantitativo de relatórios de fiscalização. A visão da fiscalização este ano foi focada na regularização. Então o nosso objetivo é realmente diminuir os autos de infração e focar mais na regularização das pequenas infrações. É muito importante divulgar essa informação, que a fiscalização tem um caráter orientativo muito importante esse ano, realmente estamos focados nisso. E no ano que vem vai ser ainda melhor” O agente de fiscalização Carlos Henrique Durce da Cruz considerou o seminário positivo e contou sobre o seu trabalho em campo.  “Trabalhando na Região Serrana, que tem uma característica econômica mais voltada para a produção de verduras e hortaliças, fazendo esse diferencial, a gente procura fazer a ação de fiscalização voltada um pouco mais para a agronomia. Quando eu entrei no Conselho, foi justamente para fiscalização do exercício profissional da Engenharia Agronômica e as atividades correlatas. O seminário foi bom para trocarmos experiências sobre áreas diferentes de atuação no dia a dia.”  A recém-criada Coordenação de Planejamento Fiscalizatório emitiu 92 ofícios para empresas que estão realizando projetos de festas de fim de ano; contabilizou 49 empresas canceladas e iniciou a estruturação da fiscalização de meios de transporte ferroviário, marítimo e rodoviário. “Foi uma experiência enriquecedora, em que eu tive a oportunidade de conhecer todos os fiscais, conhecer as particularidades de cada região, saber o que os fiscais estão fazendo, querendo propor uma melhoria da fiscalização, porque o planejamento vem com essa ideia da reorganização das ações mais assertivas e mais eficiente para todos”, avalia a engenheira Maira Araujo de Mendonça Lima, Coordenadora de Planejamento Fiscalizatório. Na ocasião, o ex-agente de fiscalização Joaquim Reis Ramos, que trabalhou quase cinco décadas no Conselho, recebeu uma homenagem especial. “Trabalhei como agente de fiscalização do CREA-RJ durante 47 anos, entre 1968 e 2015. Formei a minha família, com minha esposa e meus quatro filhos. Aprendi muito dentro do Conselho. Sempre trabalhando dentro da ética profissional, com respeito, como agente de fiscalização e dentro dos princípios legais também. Fiquei muito feliz com esta homenagem de reconhecimento pelo meu trabalho. Espero que os novos agentes de fiscalização sigam esta trajetória de honestidade e ética profissional.”, avaliou Joaquim. A Fiscalização do CREA-RJ tem como premissa para 2026, realizar as metas do CONFEA. 1. Saneamento (até novembro/2026)  Realizar ações de fiscalização nos sistemas de captação, tratamento, distribuição de água e esgotamento sanitário em no mínimo 50% dos municípios. 2. Armazenagem de Grãos (até novembro/2027)

Presidente do CREA-RJ destaca a busca por aprimoramento da mobilidade urbana no 22° Congresso Rio de Transportes

Com o objetivo de debater  a pesquisa e o desenvolvimento na área de transporte no Brasil, o 22° Congresso Rio de Transportes aconteceu nos dias  4 e 5 de dezembro, no Museu do Amanhã, na Praça Mauá. O evento realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ com patrocínio do CREA-RJ, reuniu técnicos, pesquisadores, profissionais da área, gestores públicos e empresas privadas. Na mesa de abertura, o presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández destacou a importância do evento. “O 22° Congresso Rio de Transportes é um encontro fundamental no sentido da continuidade das discussões, do aprimoramento técnico e da implantação daquilo que é debatido para a melhoria da infraestrutura, conforto e mobilidade das pessoas. O Conselho de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro historicamente sempre teve uma posição muito cartorária e burocrática, e pouco se envolvia de fato nas questões dos setores. Após eu assumir, viabilizamos a participação do CREA em eventos como esse, de grande magnitude.”  A diretora da Mútua-RJ, engenheira civil Ana Paula Masiero, reforçou o comprometimento com a pauta dos transportes.  “O transporte tem uma influência direta na vida de toda a população. E nós sabemos que incentivando discussões como essa, estamos apoiando não só o desenvolvimento dos nossos profissionais da Agronomia, Engenharia e Geociências, mas também o desenvolvimento da sociedade e do estado de uma forma ampla.” Também estiveram presentes na mesa de abertura o coordenador geral do 22° Congresso Rio de Transportes, professor Glaydston Mattos Ribeiro; a secretária de Estado de Transporte do Rio de Janeiro, Priscila Haidar Sakalem; o presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Transportes – ANPET, Flávio Cunto; e o coordenador do Comitê Científico do 22° Congresso Rio de Transportes, Orivalde Soares da SIlva Júnior.

Protagonismo negro na área tecnológica: CREA-RJ fortalece a diversidade e a inclusão em fórum no Clube de Engenharia

Em comemoração ao mês da Consciência Negra, com o objetivo de valorizar trajetórias e fortalecer a presença de profissionais negros na Engenharia, Agronomia e Geociências, bem como debater sobre a representatividade e inspirar futuras gerações de profissionais, foi realizado no dia 3 de dezembro o Fórum de Debates “O Protagonismo Negro na Área Tecnológica – Passado, Presente e Futuro”. Promovido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), pelo Clube de Engenharia e pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ), o evento ocorreu de 18h às 22h, no Clube de Engenharia, no Centro do Rio. O evento foi apresentado pelo diretor do CREA-RJ, engenheiro sanitarista e ambiental Milton Neves e pela inspetora do CREA-RJ em Barra do Pìraí, a engenheira eletricista Gabriela Rosa.  A mesa de abertura foi formada pelo presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández; o diretor do Clube de Engenharia, engenheiro civil Júlio Vilas Boas; o secretário de comunicação do Senge-RJ, engenheiro eletricista Olímpio Alves dos Santos; a conselheira do CREA-RJ, engenheira eletricista Regina Moniz; e o deputado estadual; professor e geógrafo Josemar Carvalho. Miguel Fernández destacou a importância do tema para Engenharia. “Estamos sempre realizando discussões das pautas afirmativas e que transcendem os aspectos técnicos, pois sabemos que a vida possui toda uma pluralidade. A trajetória da Engenharia brasileira e do Rio de Janeiro é muito marcada pela presença de dois irmãos negros: os irmãos Rebouças, que são referências históricas do setor.” Josemar Carvalho pontuou os principais objetivos para a valorização profissional dos negros. “A nossa capacidade intelectual e tecnológica já está posta e comprovada. O que nós precisamos agora é que outros negros e negras tenham a capacidade de serem engenheiros, agrônomos, geógrafos, e que possam ter uma formação adequada. Por isso é importante ter cotas na seleção do vestibular, que é o primeiro passo, mas também ter no serviço público e demais espaços da sociedade.” Após a mesa de abertura, o primeiro painel do Fórum trouxe o tema “Protagonismo Negro: Diversidade que Transforma e Valoriza o Talento Negro na Tecnologia”. Para o debate, subiram ao palco o presidente da Sindágua-RJ, Ary Gabriel de Souza; o assessor de Inclusão Socioambiental do Programa Replantando Vidas na Companhia Estadual de Águas e Esgotos – CEDAE, engenheiro civil Almir Moura Silva; o integrante da Coalizão Negra por Direitos, gestor público Wesley Teixeira; e o deputado estadual, geógrafo e professor Magno Santos. Wesley Teixeira reforçou o potencial de desenvolvimento das periferias. “A periferia é uma potência tecnológica. A gente sempre vê a tecnologia como uma coisa quase digital, mas ela não é apenas isso. Temos discutido as tecnologias sociais: como as pessoas desenvolvem e a utilizam para solucionar problemas locais. Então hoje as periferias são produtoras de tecnologias sociais, de ramos econômicos, aplicativos, mas também de tecnologias sustentáveis, e de como você produz tetos verdes e biodigestores.” No segundo painel, a discussão acerca do tema “Engenharia com Igualdade – Inspirando Líderes Negros do Presente e do Futuro” foi tratada pelo diretor geral do CBH Guandu (RH-II) e coordenador geral do Fórum Fluminense de Comitês de Bacias Hidrográficas – CEDAE, engenheiro florestal Elton Abel; a gerente de ativo de produção responsável pela operação de quatro plataformas de petróleo, engenheira de produção do trabalho Nathalia de Abreu Campos; o engenheiro de produção Rodrigo Gonçalves; e o professor da FAETEC e ex-docente da UVA e Celso Lisboa, engenheiro civil Luiz Fábio Cruz. Luiz Fábio Cruz alertou sobre formas de lidar com o racismo. “Nossa autoestima é minada a todo momento, e não podemos contar com a mudança imediata das pessoas. Claro que existe uma conscientização gradual, mas lenta. Então o que a gente tem que tentar fazer é se preparar psicologicamente para lidar com essas questões, e isso nem sempre é fácil.” O fórum foi finalizado com a discussão acerca do painel “Potências Negras: Experiências, Desafios e Vitórias”, realizado pela geóloga Glória da Silva Cezar e a engenheira de produção química Adriana Vicente Rodrigues.  Durante a programação, foi oficialmente criada a Sociedade de Engenheiros Negros e Indígenas do Estado do Rio de Janeiro (SENI-RJ), entidade que nasce com o propósito de fortalecer a representatividade, promover a equidade e ampliar o protagonismo de profissionais negros e indígenas nas áreas tecnológicas. A SENI tem como primeiro presidente o engenheiro sanitarista e ambiental Milton Neves. A sociedade coloca em evidência o compromisso do CREA-RJ com a equidade racial no setor.

Dia Internacional da Aviação Civil

Em 7 de dezembro comemora-se o Dia Internacional da Aviação Civil. Implementada pela Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), no ano de 1996, a data já é celebrada pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), desde 1994, em referência ao 50º aniversário da Convenção de Chicago, tratado internacional que estabelece as bases do Direito Aeronáutico Internacional válidas até os dias de hoje. Com o objetivo de reconhecer a aviação e, principalmente, a aviação internacional como uma prática de suma importância para o desenvolvimento socioeconômico mundial, a AGNU também reforça fatores como a conectividade global e a paz entre as nações do globo. A profissão é dinâmica e altamente regulamentada pela OACI, exigindo compromisso na eficiência e segurança operacional, com o foco direcionado para o transporte de passageiros e de cargas. Além dos pilotos privados e comerciais, a aviação civil engloba funções diversas, como comissários de bordo, controladores de tráfego aéreo e engenheiros(as) aeronáuticos. Em um setor que conta com uma demanda diária intensa, a atuação desses profissionais se torna cada vez mais exigida. No Brasil, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), no mês de abril de 2025 foram registrados cerca de 7,9 milhões de passageiros se locomovendo no mercado doméstico brasileiro. Esse número representa um aumento de 9,6% em relação ao mesmo mês do ano de 2024.  A atuação dos engenheiros no mercado da aviação civil A Engenharia tem papel fundamental no funcionamento e na segurança de toda a cadeia da aviação civil. Desde o projeto de aeronaves e sistemas até a manutenção e certificação de produtos aeronáuticos, a presença do engenheiro é indispensável para garantir que cada etapa das operações aéreas ocorra de acordo com padrões técnicos e regulatórios rigorosos. No Brasil, a atuação desses profissionais é regulamentada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e pelo Sistema Confea/Crea, que define as atribuições de cada modalidade da Engenharia. A legislação aplicável à área inclui principalmente o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) nº 21, que trata da certificação de produtos aeronáuticos, e o RBAC nº 145, que estabelece os requisitos para certificação e funcionamento das organizações de manutenção. Áreas de atuação Os(as) engenheiros(as) participam de todas as fases do ciclo de vida de um produto aeronáutico. Na fase de projeto e fabricação, realizam o desenvolvimento de aeronaves, motores e componentes, seguindo parâmetros técnicos e de segurança previstos no RBAC 21. Nessa etapa, podem atuar em empresas fabricantes, centros de pesquisa e instituições de ensaio e certificação, garantindo a conformidade com as normas nacionais e internacionais. No campo da manutenção aeronáutica, a atuação é igualmente relevante. Engenheiros(as) mecânicos(as), aeronáuticos(as), elétricos(as), de produção e de materiais, entre outros, trabalham em organizações de manutenção certificadas pela ANAC, responsáveis pela inspeção, reparo e revisão de aeronaves e seus sistemas. Essas organizações devem contar com um Responsável Técnico (RT) habilitado e registrado no Crea, conforme as atribuições de sua modalidade profissional, além de possuir estrutura de qualidade e pessoal técnico conforme previsto no RBAC 145 e suas Instruções Suplementares. Outra frente importante é a Engenharia de Segurança Operacional e Investigação Técnica, que envolve o estudo de falhas, a prevenção de incidentes e a análise de ocorrências aeronáuticas. Nessa área, engenheiros(as) especializados(as) colaboram com a Força Aérea Brasileira (FAB) e com autoridades civis na apuração de causas e na elaboração de recomendações de segurança, contribuindo diretamente para o aprimoramento dos padrões de confiabilidade do setor. Formação e atribuições Para exercer atividades na aviação civil, o(a) profissional deve possuir formação reconhecida e registro ativo no sistema Confea/Crea, que assegura o cumprimento das normas éticas e técnicas da profissão. As atribuições específicas dependem da modalidade de Engenharia, como a Aeronáutica, Mecânica, Elétrica, de Produção ou Materiais, que são delimitadas pelas resoluções do Confea. Em funções técnicas e gerenciais, os(as) engenheiros(as) podem assumir cargos como Responsável Técnico (RT), Gestor de Manutenção, Engenheiro de Projeto e Certificação, Engenheiro de Ensaios e Qualidade ou Perito Técnico em Investigação Aeronáutica. Além disso, a legislação permite o cadastramento de engenheiros junto à ANAC para o exercício de determinadas funções reguladas, com responsabilidades específicas relacionadas à segurança e conformidade operacional. Fonte: Anac, FAB, Confea, Indeed.com, Gov.br

Dia Nacional da Acessibilidade

Celebrado em 5 de dezembro, o Dia Nacional da Acessibilidade é uma oportunidade para ampliar o debate sobre a inclusão e os direitos das pessoas com deficiência, reforçando a importância de eliminar barreiras que limitam o acesso pleno à vida em sociedade. Mais do que uma data simbólica, o momento convida à reflexão sobre a responsabilidade coletiva de tornar espaços, serviços e atitudes verdadeiramente acessíveis. A acessibilidade é um princípio essencial para a construção da sociedade democrática. Ela abrange dimensões físicas, comunicacionais, tecnológicas e atitudinais, garantindo que todas as pessoas, independentemente de suas condições, possam exercer plenamente seus direitos e participar da vida pública. Essa perspectiva envolve não apenas a adaptação de edificações e transportes, mas também a promoção de acessos iguais à informação, à cultura, ao lazer e ao trabalho. No Brasil, o tema ganhou força com a promulgação da Lei nº 10.098/2000, que estabeleceu normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Essa legislação marcou um avanço importante ao prever adaptações em espaços públicos e privados, priorizar a comunicação inclusiva e inspirar políticas de fiscalização e incentivo à inclusão. Com o passar dos anos, a acessibilidade passou a ser entendida não apenas como uma obrigação legal, mas como um valor social e ético, que diz respeito a todos. Governos, empresas e cidadãos têm papel fundamental nesse processo, seja planejando projetos urbanos mais inclusivos, adotando tecnologias assistivas ou combatendo barreiras e preconceitos. 25 anos de políticas públicas e inclusão Desde a promulgação da Lei nº 10.098, em dezembro de 2000, o Brasil tem consolidado um conjunto de políticas, normas e práticas voltadas à promoção da acessibilidade e da inclusão das pessoas com deficiência. Nas últimas duas décadas e meia, esse movimento contribuiu para fortalecer o conceito de acessibilidade como um direito e uma responsabilidade coletiva, ampliando o alcance de políticas públicas e aprimorando o diálogo entre governo e sociedade civil. O marco legal da acessibilidade evoluiu significativamente. A Lei nº 10.098/2000, regulamentada pelo Decreto nº 5.296/2004, estabeleceu critérios básicos para a eliminação de barreiras físicas, comunicacionais e comportamentais e definiu parâmetros técnicos e mecanismos de fiscalização. Anos depois, a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) consolidou e ampliou esse arcabouço, tornando a acessibilidade um eixo central nas políticas de direitos humanos, urbanismo, transporte e tecnologia. Essas normas estimularam uma série de avanços concretos. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por exemplo, passou a incorporar dados detalhados sobre pessoas com deficiência, permitindo diagnósticos mais precisos e políticas mais direcionadas. O Censo de 2022 revelou a existência de 14,4 milhões de pessoas com deficiência com dois anos ou mais de idade, o que representa uma base sólida para o planejamento de ações em saúde, educação, trabalho e infraestrutura urbana. No campo do trabalho formal, o fortalecimento da legislação e da fiscalização fez crescer o número de pessoas com deficiência registradas no mercado. Dados do eSocial e da RAIS indicam que, em 2023, mais de 545 mil trabalhadores com deficiência estavam empregados formalmente no país, resultado de políticas afirmativas, capacitação e monitoramento da cota legal. O avanço também se estendeu à infraestrutura e aos serviços públicos. Relatórios do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e de outros órgãos federais mostram que unidades de saúde, escolas e repartições públicas vêm incorporando progressivamente normas de acessibilidade arquitetônica e comunicacional. Além disso, o governo federal publicou manuais e guias técnicos sobre acessibilidade digital, organização de eventos inclusivos e atendimento adequado a pessoas com deficiência, ampliando o alcance prático das legislações. A acessibilidade digital tornou-se outro eixo fundamental, especialmente na oferta de serviços públicos online. Órgãos do Judiciário, do Executivo e do Legislativo passaram a adotar padrões de acessibilidade em sites, aplicativos e plataformas, com foco na eliminação de barreiras tecnológicas. Apesar dos progressos, os desafios permanecem. Dados oficiais ainda apontam desigualdades no acesso ao emprego, à educação e ao transporte, além da necessidade de ampliar a conscientização social e o cumprimento das normas em todas as esferas.