Abertas as inscrições para o 53º Curso de Perícia Judicial e Ambiental
Estão abertas as inscrições para o 53º Curso de Perícia Judicial e Ambiental, uma realização da Associação Profissional dos Engenheiros Florestais do Estado do Rio de Janeiro (Apeferj), sob coordenação da engenheira florestal Denise Baptista Alves, com apoio do Sistema Confea/Crea e Mútua e dos programas Progredir e Crea JR-RJ. O curso acontece de 4 a 11 de fevereiro, das 18h às 22h, com aulas teóricas virtuais e ao vivo, totalizando uma carga horária de 24 horas. O objetivo é apresentar noções de legislação e requisitos conexos à atuação do perito judicial e ambiental. O curso se destina a todos os profissionais de nível superior e está de acordo com a Resolução CM n° 02/2018, no que diz respeito aos procedimentos para o cadastro de profissionais para atuação como peritos judiciais e extrajudiciais de órgãos técnicos ou científicos, para indicação da parte junto ao Poder Judiciário. O corpo docente é formado por: • Denise Baptista Alves, Engenheira Florestal – MBE-COPPE-UFRJ. Consultora e Perito. • Marcelo Souza, Eng. Civil, Prof. MSc. Instrutor e piloto de Drones, MBA Finanças, Consultor e Perito. • Luciana Vieira- Advogada – OAB/ Niterói • Priscila Pezzotti, Advogada, Consultora e Perito. Inscrições pelo e-mail [email protected]
Supercomputador Jaci do Inpe entra em operação e fortalece enfrentamento aos desafios climáticos no Brasil
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) inauguraram o supercomputador Jaci, novo sistema de alto desempenho que amplia de forma significativa a capacidade brasileira de previsão do tempo, modelagem climática e monitoramento ambiental. Batizado por meio de votação popular, o Jaci marca o início de um novo ciclo da supercomputação científica no País. O equipamento substitui o supercomputador Tupã e permitirá previsões meteorológicas mais rápidas e precisas, além de reforçar o suporte a alertas de desastres naturais, contribuindo diretamente para a proteção de vidas, o planejamento territorial e a tomada de decisões estratégicas. Com investimento de R$ 30 milhões, viabilizado pelo MCTI por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Jaci é considerado o sistema de previsão de tempo e clima mais avançado já instalado no Brasil. Segundo a ministra Luciana Santos, o novo supercomputador é um marco para a soberania científica e tecnológica nacional. “É ciência de ponta colocada a serviço da sociedade, com capacidade real de salvar vidas e apoiar políticas públicas em áreas estratégicas”, destaca. O equipamento é o primeiro grande resultado do Projeto Risc (Renovação da Infraestrutura de Supercomputação), que prevê a modernização completa do Centro de Dados Científicos do Inpe até 2028. A iniciativa inclui a instalação de novos supercomputadores, ampliação da infraestrutura elétrica, sistemas de refrigeração mais eficientes e a implantação de uma usina fotovoltaica, garantindo maior sustentabilidade energética ao parque computacional. O diretor do Inpe, o tecnologista sênior Antônio Miguel Vieira Monteiro, ressalta que o Jaci representa um avanço institucional construído de forma coletiva ao longo dos anos. “O supercomputador simboliza a consolidação do Inpe como instituição estratégica do Estado brasileiro, alinhada à nova Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação”, afirmou Monteiro. Com maior poder de processamento, o Jaci permitirá a operação plena do Monan, novo modelo brasileiro de previsão climática e oceânica, desenvolvido para representar com maior precisão as condições ambientais da América do Sul. O avanço terá impacto direto em áreas como Engenharia, Agricultura, Defesa Civil, Estudos Ambientais e Planejamento Urbano e Regional. Com informações da Comunicação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Confea realiza o 15º Encontro de Líderes de 28 a 30 de janeiro em Brasília
O Encontro de Líderes Representantes do Sistema Confea/Crea e Mútua chega à sua 15ª edição, de 28 a 30 de janeiro, em Brasília, reafirmando seu papel estratégico na organização, alinhamento e fortalecimento das atividades do Sistema em todo o Brasil ao longo de 2026. O encontro reúne lideranças do Sistema, profissionais, especialistas e representantes institucionais para debater temas centrais para o desenvolvimento do país, com foco em inovação, sustentabilidade, políticas públicas e valorização profissional. Na programação constam palestras e painéis com lideranças e especialistas; discussões estratégicas sobre desenvolvimento sustentável e atuação institucional; espaços dedicados à inovação, equidade de gênero e fortalecimento do Sistema. O evento também foca na valorização e formação de novas lideranças, com protagonismo do CREA-Jr Este ano, o Encontro conta com uma programação paralela voltada especialmente aos profissionais que não integram os fóruns deliberativos, ampliando o acesso a conteúdos técnicos e de desenvolvimento profissional. Nos dias 29 e 30 de janeiro, os palcos Confea Capacita e Conexões reunirão especialistas para debater temas atuais e relevantes, como cidades inteligentes, acessibilidade, tecnologia, inovação e mercado de trabalho. A iniciativa visa a aproximar ainda mais o Sistema Confea/Crea e Mútua dos profissionais registrados, promovendo troca de conhecimento e atualização diante dos desafios contemporâneos das Engenharias, da Agronomia e das Geociências. Anualmente, o Encontro reúne os líderes dos fóruns consultivos do Sistema, como o Colégio de Presidentes, o Colégio de Entidades Nacionais e as Coordenadorias de Câmaras Especializadas, responsáveis por definir calendários, planos de trabalho e coordenações para o ano. A realização do evento atende ao disposto na Lei nº 5.194/1966 e é regulamentada por resoluções específicas do Confea, que garantem seu caráter institucional e deliberativo. Com informações da Equipe de Comunicação do Confea.
CREA-RJ elege nova Diretoria para o exercício de 2026

No dia 12 de janeiro, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), realizou a primeira plenária do ano, em sua sede, no Centro do Rio, quando foi eleita a nova Diretoria e os coordenadores e membros das comissões para este ano. Como órgão executivo da estrutura básica do Conselho, a Diretoria tem o objetivo de auxiliar a Presidência no desempenho de suas funções e decidir sobre questões administrativas. Após as votações, em 2026 a Diretoria será composta pelos(as) seguintes profissionais: 1° vice-presidente Luiz Carneiro de Oliveira; 2° vice-presidente Luiz Alexandre Mosca Cunha; 1º diretor-administrativo Alberto Balassiano; 2ª diretora-administrativa Cládice Nobile Diniz; 3° diretor-administrativo Jonatha Gomes Tavares de Mello; 1º diretor-financeiro Julio Artur Villas Boas; 2º diretor-financeiro Ícaro Moreno Júnior; 3º diretor-financeiro Osvaldo Henrique de Sousa Neves; 1ª diretor das regionais Luciano da Silveira Pereira; 2º diretora das regionais Gisele Teixeira Saleiro; além do presidente Miguel Fernández. Na abertura da sessão plenária, Miguel Fernández projetou as metas do Conselho para 2026. “Gostaria de desejar as boas-vindas aos conselheiros, e que a gente possa, durante todo esse ano, ter um trabalho muito produtivo e harmonioso, sempre defendendo a sociedade e a valorização profissional.” Além da Diretoria, foram eleitos também os(as) coordenadores(as) das comissões. O tempo de mandato tanto para os membros da diretoria quanto para os coordenadores e demais integrantes das comissões é de um ano. Comissões CAN – Comissão de Atos Administrativos Normativos Coordenador: Antônio Carlos Soares Pereira CEAP – Comissão de Educação e Atribuição Profissional Coordenadora: Cláudia do Rosário Vaz Morgado CEP – Comissão de Ética Profissional Coordenadora: Teneuza Maria Cavalcanti Ferreira CMA – Comissão de Meio Ambiente Coordenador: Diego Luiz Fonseca COTC – Comissão de Orçamento e Tomada de Contas Coordenador: Tercio Cezar de Queiroz Filho CAPA – Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes Coordenadora: Iara Maria Linhares Nagle CRT – Comissão de Renovação do Terço Coordenador: Agenor Cesar Junqueira Leite CM – Comissão do Mérito Coordenador: Giovani Moreira CE – Comissão Editorial Coordenador: João Carlos Martins CER – Comissão Eleitoral Regional Coordenador: Jonatha Gomes Tavares de Mello
Câmaras Especializadas do CREA-RJ elegem novos Coordenadores para o ano de 2026

No dia 12 de janeiro, as nove câmaras especializadas do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-RJ), se reuniram para eleger os novos coordenadores e coordenadores adjuntos. As câmaras são formadas por no mínimo três conselheiros regionais da mesma modalidade profissional, sendo o órgão decisório da estrutura básica do CREA-RJ, que têm por finalidade apreciar e decidir os assuntos relacionados à fiscalização do exercício profissional, bem como sugerir medidas para o aperfeiçoamento das atividades do Conselho. A votação é realizada entre os membros de cada câmara. O mandato dos coordenadores e dos coordenadores adjuntos é válido por um ano, iniciando-se na reunião de instalação da câmara especializada e encerrando-se na reunião de instalação da câmara do ano seguinte, com ressalva em caso de conclusão de mandato de conselheiro regional neste período. Conselheiros(as) eleitos(as) para os cargos Na Câmara Especializada de Engenharia Civil – CEEC, Marlise Matosinho foi eleita como coordenadora e Tércio Queiroz como coordenador adjunto. Na Câmara Especializada de Engenharia Mecânica e Metalurgia – CEEM, Jorge Saraiva foi eleito como coordenador e Agenor César como coordenador adjunto. Na Câmara Especializada de Engenharia Elétrica – CEEE, Jorge Olmar foi eleito como novo coordenador e Antônio Carlos Soares como coordenador adjunto. Na Câmara Especializada de Engenharia de Segurança do Trabalho – CEEST, Mathusalécio Padilha foi eleito como novo coordenador e Vera Bacelar como coordenadora adjunta. Na Câmara Especializada de Engenharia Química – CEEQ, Lourival Arruda Junior foi eleito como coordenador e Alcestes Guanabarino como coordenador adjunto. Na Câmara Especializada de Engenharia Florestal – CEEF, Denise Baptista foi eleita como coordenadora e Elton Abel como coordenador adjunto. Na Câmara Especializada de Agronomia – CEAgro, José Leonel foi eleito como coordenador e Ana Cristina Pinto Palmeira como coordenadora adjunta. Na Câmara Especializada de Agrimensura – CEAGRI, Rafael Silva de Barros foi eleito como coordenador e Simone Ferreira Garcia como coordenadora adjunta. Na Câmara Especializada de Geologia e Engenharia de Minas – CEGM, Nelson Meirim Coutinho foi eleito como coordenador e Suze Nei Pereira Guimarães como coordenadora adjunta.
Suze Guimarães é a primeira conselheira geofísica do CREA-RJ
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) celebra a primeira geofísica conselheira na regional fluminense: a professora e pesquisadora Suze Nei Pereira Guimarães. Ela é docente da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e seu registro consolida uma luta de décadas pela regulamentação e reconhecimento da profissão. Suze Guimarães representa a UFRRJ no plenário do CREA-RJ. Perfil Profissional: Uma Trajetória de Excelência Desde pequena, Suze é fascinada pelo céu e pela terra. Lá em seu sítio, em Goiânia, era comum a família acender a fogueira e todos ficarem observando aquele céu cheio de estrelas que pareciam tão perto a ponto de poder tocá-las. Suze Guimarães seguiu seu destino na área que mais gosta. Ela possui uma trajetória sólida e respeitada no meio acadêmico e técnico. Graduada em Física pela Universidade Federal de Goiás (UFG), direcionou sua carreira para as profundezas da Terra. Logo que se formou em Goiânia, foi para o Rio de Janeiro fazer mestrado e doutorado, obtendo os títulos de Mestra e Doutora em Geofísica pelo Observatório Nacional (ON/MCTI). Trabalhou por 15 anos na área de aquisição de dados geofísicos aéreos. “Trabalhei com aquisição de dados no Brasil, América do Sul e África. Fiquei num projeto na Colômbia durante cinco anos. Estudava as propriedades físicas das rochas, buscando recursos minerais e hidrocarbonetos, que é o petróleo. É uma maneira de prospectar. Hoje sou especialista em energia sustentável, em geoenergia, que é a energia do interior da terra, a energia geotérmica. Em 2018 eu retornei para o Brasil de forma definitiva. Voltei para o Observatório Nacional e retornei para fazer um pós-doc e em 2022 entrei para a Academia, para a Rural”. Atualmente, Suze é professora associada no Departamento de Geociências da UFRRJ, onde leciona e coordena pesquisas estratégicas. Suas principais áreas de atuação incluem: Geotermia e Fluxo de Calor Terrestre: Estudo da energia térmica do interior do planeta. Termomagnetismo: Investigação das propriedades magnéticas das rochas sob diferentes condições de temperatura. Geociências e Mudanças Climáticas: Recentemente, tem se destacado em debates sobre o papel das geocientistas no enfrentamento da crise climática global. Além de sua atuação na UFRRJ, Suze é membro ativo da Sociedade Brasileira de Geofísica (SBGf) e da International Heat Flow Commission (IHFC), reforçando sua relevância nacional e internacional. A Conquista da Regulamentação A entrada de Suze Guimarães no Crea-RJ só foi possível graças à sanção da Lei nº 15.074, em 2024, que regulamentou o exercício da profissão de geofísico no Brasil. Historicamente, embora a geofísica já fosse citada em legislações correlatas desde a década de 60, os profissionais da área enfrentavam um vácuo administrativo para registro e emissão de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). O processo de integração definitiva ao Sistema Confea/Crea ocorreu em etapas decisivas em 2025: Junho de 2025: O Plenário do Confea aprovou a Decisão Normativa nº 1.141, autorizando oficialmente os Creas a procederem com o registro de geofísicos. Julho de 2025: Foram emitidas as primeiras carteiras profissionais da categoria no país. Representatividade Feminina O registro de Suze Guimarães simboliza também o fortalecimento das mulheres nas geociências. Como participante ativa da Associação Brasileira de Mulheres nas Geociências (ABMGeo), sua presença no Conselho inspira novas gerações de pesquisadoras a ocuparem espaços de liderança e decisão técnica. Geofísicos que desejam realizar seu registro profissional já podem consultar o portal de serviços do Crea-RJ para verificar a documentação necessária conforme a nova legislação. “Fui muito bem recebida no CREA-RJ. Eu já tenho um pioneirismo nessa parte de divulgação primeiro da geociências em si e segundo da presença feminina nesta área, um grupo massacrado, que a gente vem tentando mostrar as atividades, fortalecer e dar visibilidade ao trabalho feminino nas geociências”, finalizou Suze Guimarães.
CREA-RJ vai realizar audiência pública para alertar sociedade sobre risco de queda de ponte de madeira em Niterói
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) vai realizar no próximo dia 23 de janeiro, sexta-feira, às 10h, uma Audiência Pública com a finalidade de informar à população e ao Poder Público sobre o péssimo estado de conservação da ponte que liga a Ilha do Caju à Ilha da Conceição, em Niterói, bem como promover a transparência e o diálogo com a sociedade acerca das condições estruturais e de segurança daquela ponte de madeira. A Audiência Pública será realizada de forma presencial na Inspetoria do CREA-RJ em Niterói, localizada na Avenida Roberto Silveira 245, em Icaraí, naquele município. A Audiência Pública tem como objeto apresentar informações do estado de conservação, manutenção e segurança estrutural da ponte que conecta a Ilha do Caju à Ilha da Conceição, abordando aspectos relevantes para a mobilidade urbana, proteção do meio ambiente, a segurança da população e o interesse público. Com a Audiência, o CREA-RJ pretende esclarecer a população sobre as condições atuais da ponte, reforçar o compromisso com a transparência e a atuação em defesa da sociedade, além de registrar eventuais manifestações dos cidadãos e do Poder Público sobre a questão. Desde novembro de 2024, a presidência do CREA-RJ vem denunciando os riscos de queda da ponte de madeira que liga a Ilha do Caju à Ilha da Conceição, junto à Baía de Guanabara. A Fiscalização do Conselho alertou, por meio de ofícios, a Prefeitura de Niterói sobre as péssimas condições estruturais da ponte instalada perto da Ponte Rio-Niterói. Com cerca de cem metros de extensão, a ponte de madeira ameaça cair e provocar um grave acidente ambiental no local por onde circulam caminhões pesados com transporte de combustível. Sob a ponte, circulam também pequenas embarcações. A denúncia repercutiu na imprensa do Estado do Rio. Na ocasião, a Prefeitura de Niterói se comprometeu a realizar obras no local, mas as promessas não foram adiante. Na época, o presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, defendeu que os órgãos públicos competentes determinassem a interrupção do tráfego no local e a recuperação da ponte por meio da contratação de empresas e profissionais devidamente registrados e habilitados junto ao Conselho. A Audiência Pública é aberta ao público em geral, sendo assegurado o direito de participação mediante: presença no local no dia e horário indicados; inscrição para manifestação oral, quando aplicável; registro das contribuições em ata oficial. As manifestações deverão respeitar a ordem dos trabalhos, o tempo de fala estabelecido e o caráter institucional do evento. Inscreva-se.
CREA-RJ realiza a primeira etapa do Seminário de Conselheiros 2026

O CREA-RJ realizou, no dia 8 de janeiro de 2026, a primeira etapa do Seminário de Conselheiros 2026, no Clube Costa Brava, na Barra da Tijuca, com o objetivo de capacitar e dar posse aos conselheiros regionais, representantes de um terço do plenário para o exercício de 2026. Na ocasião, tomaram posse 40 conselheiros titulares e suplentes, de um total de 55 indicados pelas entidades de classe e instituições de ensino. “O ano de 2026 se inicia com a renovação de um terço de nossos conselheiros no plenário do CREA-RJ. Este seminário tem o objetivo de integrar os conselheiros e também para que eles conheçam toda a legislação, o regulamento e todas as regras que regem o nosso Sistema Confea/CREA. A cada ano, um terço dos conselheiros que são indicados pelas entidades de classe e pelas instituições de ensino que compõem o nosso plenário são renovados para julgar os processos referentes ao nosso setor, trazendo, não só celeridade, mas, principalmente, conexão entre o mercado e o nosso Sistema. Eu desejo boas-vindas aos conselheiros e que a gente possa, através de todo esse ano, ter um trabalho muito profícuo, sempre em defesa da sociedade e valorização profissional”, afirmou o presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, que abriu o evento. Foram apresentadas três palestras para instruir os recém-chegados sobre a estrutura e as atividades do Conselho. A primeira foi “Governança do CREA-RJ: o papel estratégico do conselheiro”, ministrada pelo geólogo Adriano Sampaio, coordenador de Apoio às Câmaras e Comissões. “O conselheiro é peça-chave na governança do Crea-RJ, pois sua visão técnica e institucional fortalece a credibilidade e a efetividade das nossas ações.”, diz Adriano. A seguir, o advogado Rodrigo Bayer, Procurador-Geral do CREA-RJ, apresentou a palestra “O Conselheiro como Agente Público”. “A função de conselheiro regional é essencial para o desenvolvimento, pautado na ética e responsabilidade da Engenharia Fluminense. Essas oportunidades de treinamento dos novos conselheiros é fundamental para falar sobre as prerrogativas e, especialmente, as responsabilidades dessa nobre função, para que a atuação do Conselho seja sempre alicerçada na moralidade e supremacia do interesse público.”, analisou Bayer. E, por fim, foi a vez da engenheira agrônoma Juliana Elias falar sobre o “Funcionamento dos Colegiados: um olhar sobre o dia a dia da atuação dos conselheiros”. “A atuação do conselheiro vai muito além das reuniões ordinárias. Ela envolve estudo contínuo, análise técnica qualificada, responsabilidade institucional e compromisso com a boa governança do Crea-RJ.”, disse Juliana. Após as palestras, foi realizada uma dinâmica corporativa para incentivar o trabalho em equipe e demonstrar como o trabalho no CREA-RJ precisa da integração de todos. Os conselheiros foram divididos em dois grupos, que tiveram que construir, com 3202 peças de montar, uma roda gigante de 2 metros e meio de altura capaz de dar quatro voltas inteiras sem desmontar. Ao fim do evento, os novos conselheiros receberam os termos de posse das mãos do presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández.
Venda de veículos eletrificados cresceu 26% no Brasil em 2025

A transição para a eletromobilidade no Brasil continuou acelerada em 2025, abrindo caminho para um 2026 com potencial ainda maior de expansão. Especialmente à medida que cresce a oferta de modelos, a presença de fabricantes e a demanda por tecnologia sustentável. Vendas em 2025: um ano histórico Em 2025, a venda de veículos elétricos e híbridos cresceu 26% em relação ao número de emplacamentos registrados em 2024. Os dados foram divulgados na terça-feira, 6 de janeiro, pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Segundo a entidade, foram vendidos 223.912 veículos eletrificados em 2025, ante 177.358 em 2024. “Ultrapassamos o marco simbólico dos 200 mil veículos eletrificados vendidos num único ano. Em 2016, tínhamos ficado felizes quando atingimos 1.091 unidades e agora, em 2025, chegamos a 223.912. O mercado aumentou 20.423% em apenas 10 anos!”, apontou Ricardo Bastos, presidente da ABVE. Novas fábricas, novos modelos De acordo com a ABVE, outro ponto importante foi o início da produção de veículos 100% elétricos e elétricos plug-in no Brasil, com a inauguração das fábricas da GWM em Iracemápolis (SP), da BYD em Camaçari (BA) e da Comexport no novo polo multimarcas de Horizonte (CE), com produção iniciada de modelos da GM. Além disso, o presidente da ABVE destacou o aumento da oferta de eletrificados, com preços mais acessíveis ao consumidor brasileiro. Foram 400 modelos diferentes só em 2025, ou 26% acima dos 317 de 2024. Eletromobilidade por regiões O Sudeste segue como o principal polo da eletromobilidade no país, concentrando 46,4% das vendas de veículos eletrificados em 2025 (103.964). Na sequência, o Sul mantém a segunda colocação, com 18% do mercado (40.085). No balanço final de 2025, o Nordeste consolidou-se como a terceira maior região em participação, com 16% das vendas (36.596 unidades). Vendas de veículos leves eletrificados por regiões brasileiras em 2025: Os 5 estados que mais venderam veículos eletrificados leves em 2025: Os 5 municípios que mais venderam veículos eletrificados leves em 2025: Veículos mais vendidos em 2025 Infraestrutura de recarga: crescimento e desafios O avanço das vendas de carros elétricos depende diretamente de uma infraestrutura de recarga robusta e bem distribuída — ainda um dos principais desafios para a eletromobilidade no Brasil. Eletropostos Importância dos carregadores rápidos Os carregadores rápidos (DC) reduzem o tempo de recarga de várias horas para algo entre 30 minutos e 1 hora, dependendo da potência do ponto e da bateria do veículo. Esses eletropostos são cruciais para a popularização dos veículos elétricos e para transformar viagens interestaduais em experiências viáveis para os motoristas elétricos. Entretanto, a expansão desses pontos ainda é desigual: a maioria dos eletropostos rápidos está localizada em capitais e grandes rodovias, criando um desafio para quem planeja viagens entre estados. Produção local e perspectivas futuras Enquanto a oferta de modelos cresce com importações, há avanços importantes na produção local de veículos elétricos. A fábrica da BYD em Camaçari (BA), que enfrentou atrasos, deve estar em pleno funcionamento até o final de 2026, com potencial para produzir até 150 mil veículos por ano. O investimento de R$ 5,5 bilhões gerou 1,5 mil postos de trabalho imediatos, superando 2 mil funcionários em dezembro de 2025, e a expectativa é de milhares de novos postos diretos e indiretos quando a produção estiver em pleno vapor, podendo chegar a 20 mil empregos na cadeia. Essa produção nacional pode reduzir custos, incentivar fornecedores locais e estimular uma cadeia de valor brasileira para veículos elétricos, beneficiando setores como engenharia elétrica, eletrônica e infraestrutura energética.
Reforma estrutural no Palacete do Parque Lage tem previsão de término até julho deste ano

Focada na restauração completa, infraestrutura, modernização e melhorias de acessibilidade, a reforma no Palacete do Parque Lage, onde funciona a Escola de Artes Visuais, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro, iniciada em maio de 2025, está prevista para ser finalizada até julho deste ano. Com um investimento de R$ 21,4 milhões, as obras estão sendo realizadas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas (SEIOP). Durante o período, a estrutura está fechada para visitação, mantendo apenas os jardins externos abertos ao público. O Parque Lage é o segundo ponto turístico mais visitado do Rio de Janeiro, perdendo apenas para o Cristo Redentor. Recebe cerca de 1 milhão de pessoas por ano, sendo considerado patrimônio histórico e cultural da cidade. Um pouco de História Inicialmente, o terreno serviu como um engenho de açúcar, no século XVI, culminando na posse do empresário Henrique Lage, que adquiriu a propriedade nos anos 1920 para agradar sua esposa, a cantora lírica italiana Gabriela Besanzoni. Contratou o arquiteto italiano Mario Vodret, que projetou um palacete em estilo eclético, com pátio central, piscina e jardins geométricos. Por muito tempo, o local recebeu figuras importantes da sociedade, se tornando representativo também na parte política. Em 1957, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) reconhecendo seu valor como patrimônio paisagístico, ambiental e cultural. No ano de 1975, o artista plástico Rubens Gerchman fundou no palacete a Escola de Artes Visuais (EAV), passando a oferecer cursos, oficinas e exposições. Há 50 anos, a escola divide o espaço com o movimento de visitantes, e, devido ao cenário atual, ela foi transferida para as Cavalariças, instalações que também ficam no Parque Lage, onde permanecerá até as reformas serem finalizadas. A obra A obra no Palacete do Parque Lage é a maior intervenção dos últimos 100 anos, e já começou a apresentar recuperação do monumento no 2º semestre de 2025. Com um trabalho minucioso, realizado por profissionais especializados, o processo de restauração envolve a remoção de tinta para preservar a pintura original, a limpeza de pedras e estruturas de concreto, e a higienização sem danificar o ambiente atingido. Ao término das obras, além da restauração total e da implementação de um espaço mais inclusivo, a EAV retornará ao prédio principal, com o objetivo de que a construção fique mais agregada à escola. O acesso em dias úteis para visitantes ainda será discutido, com a possibilidade do palacete abrir para turismo apenas nos fins de semana e feriados, visando não comprometer as aulas.