BIM revoluciona projetos e fortalece a colaboração entre as áreas envolvidas

A forma de projetar, planejar e executar obras vem passando por uma transformação profunda nas últimas décadas. No centro dessa mudança está o Building Information Modeling (BIM) ou Modelagem de Informações da Construção, uma metodologia que vai muito além do desenho técnico e que tem redefinido a colaboração entre profissionais de diferentes disciplinas. Ao permitir a criação de um modelo virtual completo da edificação, o BIM integra, em um único ambiente digital, informações gráficas, técnicas, quantitativas e temporais da obra. Na prática, isso significa que engenheiros, projetistas e gestores passam a trabalhar de forma conectada, compartilhando dados atualizados em tempo real e reduzindo significativamente falhas de comunicação. A base dessa integração está na modelagem tridimensional. O modelo 3D não serve apenas para visualizar volumes e formas, mas funciona como um repositório inteligente de informações. Cada elemento do projeto carrega dados sobre materiais, custos, prazos e desempenho, permitindo que decisões sejam tomadas de forma mais precisa desde as etapas iniciais. Esse nível de detalhamento favorece a compatibilização entre disciplinas. Projetos estrutural, elétrico, hidráulico e arquitetônico, por exemplo, podem ser analisados de forma conjunta, o que facilita a identificação de interferências e inconsistências antes do início da obra. Problemas que, em métodos tradicionais, só seriam percebidos durante a execução passam a ser antecipados, evitando atrasos, desperdícios e retrabalho. Outro impacto relevante do BIM está no planejamento. A metodologia trabalha com múltiplas dimensões que ampliam a compreensão do projeto ao longo do tempo. Além do 3D, que representa o volume, o BIM incorpora o planejamento da obra (4D), os custos e orçamentos (5D), aspectos relacionados à sustentabilidade e à redução de desperdícios (6D) e, por fim, a manutenção ao longo da vida útil da edificação (7D). Com isso, o projeto deixa de ser um conjunto de pranchas estáticas e passa a acompanhar todo o ciclo de vida da construção. A colaboração também é favorecida pela interoperabilidade entre softwares. O BIM utiliza padrões abertos, permitindo que diferentes plataformas “conversem” entre si. Dessa forma, escritórios localizados em cidades ou até países diferentes conseguem desenvolver partes de um mesmo projeto de forma integrada, compartilhando informações sem conflitos e com maior segurança técnica. Embora o conceito tenha surgido ainda nos anos 1970, em pesquisa realizada na Universidade Carnegie-Mellon, em Pittsburgh, foi apenas a partir dos anos 1990 que o avanço da tecnologia permitiu sua aplicação prática em larga escala. Hoje, o BIM é reconhecido como uma ferramenta que promove maior previsibilidade, eficiência e qualidade nos projetos de construção.

Comunicado: Pesquisa Telefônica e WhatsApp

O CREA-RJ está realizando uma pesquisa oficial de relacionamento, com o objetivo de ouvir você e aprimorar nossos serviços. Os contatos estão sendo feitos por telefone e WhatsApp, exclusivamente pelos números (21) 2179-2000 e (21) 98104-0501.Se você receber uma ligação ou mensagem desses contatos, pode confiar: é o nosso time falando diretamente com você. Essa pesquisa faz parte das ações institucionais do Conselho para melhorar a comunicação e a experiência dos profissionais registrados.Reforçamos que o CREA-RJ não solicita senhas, pagamentos, códigos de verificação ou dados bancários.Em caso de dúvida, nossos canais oficiais estão sempre à disposição para confirmação.

CREA-RJ vai entrar na Justiça para exigir recuperação de ponte de madeira em Niterói

O presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, anunciou que o Conselho vai entrar com uma ação civil pública exigindo que a prefeitura de Niterói tome providências para reparos urgentes da ponte de madeira que liga a Ilha da Conceição à Ilha do Caju e está sob ameaça de colapso. A informação foi dada durante a audiência pública realizada pelo CREA, hoje pela manhã, na Inspetoria do Conselho em Niterói. A audiência pública lotou o auditório da Inspetoria e durou cerca de uma hora e meia. Além de conselheiros e inspetores do CREA-RJ, a audiência reuniu representantes da sociedade civil, de parlamentares e de empresários que atuam na indústria naval e que dependem da ponte para sua atividade econômica. Segundo Marcelo Vinagre, sócio-diretor da Codepe (Companhia de Desenvolvimento da Pesca), cerca de 2.500 pessoas usam diariamente a ponte de madeira. O péssimo estado de conservação da ponte – que está interditada desde 11 de dezembro – impacta diretamente as atividades de cerca de 20 empresas. O presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, lembrou que a audiência pública foi convocada diante da negligência da Prefeitura de Niterói com a necessidade de reparos urgentes da ponte de madeira. – A omissão da prefeitura, que vem ignorando nossos ofícios, infelizmente nos levará a entrar com uma ação civil pública exigindo que o poder público tome providências urgentes para evitar uma tragédia – afirmou o presidente do CREA. Fernández fez um histórico das ações da fiscalização do CREA sobre o problema da ponte, que tiveram início em 2024, com base em denúncias feitas ao Conselho. A fiscalização do CREA já retornou outras duas vezes à ponte no ano passado e nunca recebeu nenhuma resposta satisfatória por parte da prefeitura a pelo menos quatro ofícios enviados pelo CREA. Até o momento, o CREA não foi informado sobre supostos projetos de recuperação da ponte e muito menos os nomes dos responsáveis técnicos. – Se a ponte colapsar, por exemplo, durante a passagem de caminhão com combustível pode ocorrer uma tragédia ambiental de repercussão internacional. O problema coloca em risco toda uma população, a economia local e o meio ambiente – afirmou Fernández. A audiência teve início às 10h30m e a mesa foi formada pelo presidente e vice-presidente do CREA-RJ, respectivamente Miguel Fernández e Luiz Carneiro de Oliveira; pelo superintendente técnico, Leonardo Dutra, e pelo gerente de fiscalização, Cosme Chiniara. Todos são engenheiros civis habituados a lidar com estruturas e obras robustas. Os trabalhos foram coordenados pelo gerente de Comunicação e Eventos do CREA-RJ, Felipe Fox, que apresentou as regras para participação na audiência. O evento foi considerado um sucesso. Durante a audiência, o presidente do CREA-RJ anunciou a implantação da Equipe de Fiscalização especializada em Pontes, Viadutos, Passarelas é Túneis, que vai atuar em todo o estado. Fernández lembrou que o CREA-RJ tem recebido “várias denúncias” sobre o mau estado de conservação de estruturas de engenharia e isso motivou a criação de uma equipe especializada na fiscalização dessas construções. O presidente informou que a medida faz parte de uma segunda fase da especialização da fiscalização do CREA-RJ. A primeira compreendeu o Grupo de Fiscalização de Grandes Eventos, que durante dois anos realizou mais de 500 ações em grandes eventos realizados no estado. Na audiência, o superintendente técnico do CREA-RJ, Leonardo Dutra, lembrou que a função principal do Conselho é fiscalizar o exercício legal da profissão. Entretanto, o CREA tem um papel importante na defesa de toda sociedade. Por isso, a importância da Equipe de Fiscalização de Pontes, Viadutos, Passarelas e Túneis, do CREA. O gerente de fiscalização do CREA-RJ, Cosme Chiniara fez um breve histórico das ações de fiscalização na ponte de madeira. Ele lembrou que a situação da estrutura piora a cada dia. Além da prefeitura de Niterói, o CREA-RJ comunicou o Ministério Público estadual e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea). A audiência pública teve a participação de representantes de parlamentares e de empresas que são impactadas pela situação da ponte. Marcos Damásio, secretário parlamentar do deputado federal Carlos Jordy, informou que vai comunicar o abandono da ponte à Capitania dos Portos. Ele afirmou que a Prefeitura de Niterói tem um orçamento de R$ 7 bilhões e que, mesmo assim, nada foi feito para recuperar a ponte. Assim como empresários que atuam na área, Damásio defendeu que a Prefeitura reconstrua uma ponte levadiça, que vai permitir a passagem de embarcações maiores e, com isso, gerar ainda mais empregos pela indústria naval. A participação direta da construção naval e manufatura de equipamentos marítimos é estimada em cerca de 0,5% a 1% do PIB total do estado. Cecília da Silva Couto, representando o vereador Alan Lira, de Niterói, criticou o total abandono da ponte pela Prefeitura de Niterói e defendeu a união dos políticos para cobrarem um posicionamento e providências da prefeitura para resolver o problema. Marcelo Vinagre, sócio-diretor da Codepe, afirmou que a Companhia está parada em consequência da interdição da ponte pela Defesa Civil de Niterói. Ele criticou a forma como a interdição foi feita, de uma hora para outra, sem qualquer planejamento. Marcelo disse que a reforma mais recente da ponte foi feita em 2014 pela iniciativa privada. O dono da Tarmon Engenharia, Walter Tardin, aplaudiu o CREA-RJ pela iniciativa de convocação da audiência pública e lamentou profundamente a situação precária da ponte de madeira. – Nossa empresa está ali desde 1966, há quase 60 anos. Sou da época em que a ponte era levadiça e abria sob demanda. A manutenção da estrutura foi relegada e chegamos a esse ponto lamentável – observou Tardin. Confira o vídeo da audiência na íntegra.

Funasa e CREA-RJ alinhados por compromissos para a expansão dos investimentos em saneamento e saúde ambiental

Com o objetivo de reforçar o empenho em ações de saneamento no estado, reforçando o diálogo de parcerias e a orientação aos desafios enfrentados pelos municípios, foi realizado na sede do CREA-RJ, no dia 21 de janeiro, o evento “Pacto pela Retomada de Parcerias da Fundação Nacional de Saúde – Funasa”. Promovido pela Fundação, com o apoio do Conselho, o encontro reuniu autoridades e profissionais do setor de saneamento do Rio, para debater a respeito dos problemas locais.  Na mesa de abertura, o presidente do CREA-RJ, engenheiro civil e sanitarista Miguel Fernández – ao lado do presidente da Funasa, Alexandre Motta, e do superintendente estadual da Funasa, Robson Maia Lima – destacou o papel do saneamento básico. “Saneamento é saúde pública, dignidade e possibilidade de desenvolvimento social. Eu sempre disse que índices como IDH ou PIN estão diretamente relacionados com a qualidade do saneamento básico. Com isso, por mais que existam tomadas de decisões nacionais que busquem diminuir as diferenças sociais e ofereçam oportunidade de crescimento, você não consegue ser eficaz nesses objetivos, caso não tenha uma infraestrutura básica. É o saneamento é pré-requisito para isso”, afirmou Miguel.  O presidente da Funasa, Alexandre Motta, falou sobre a importância do evento. “Este evento é mais uma etapa de reaproximação da Funasa com os municípios e parceiros, não apenas para dizer que continuamos firmes e fortes, mas também para comunicar que queremos estar mais próximos de todo o setor”, disse.  O primeiro painel da programação foi referente aos convidados institucionais. Para compor a mesa, foram chamados o diretor de segurança hídrica e qualidade ambiental do INEA, Cauê Bielschowsky; a representante da Secretaria Estadual da Ambiente e Sustentabilidade, Mona Rotolo; o presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES, Renato Lima do Espírito Santo; o vice-presidente da Associação Estadual dos Municípios do Rio de Janeiro – AEMERJ, Leonardo Orato Rangel, e o coordenador geral do Fórum Fluminense de Comitês de Bacias Hidrográficas,  Elton Luis da Silva Abel. Logo em seguida, fechando a manhã, a mesa composta por agentes das prefeituras abordou casos de sucesso em municípios como Mendes, Tanguá e Bom Jesus de Itabapoana.  Durante a tarde, a programação foi completada por mais dois painéis. A Diretoria Executiva (Direx) detalhou a Carteira de Instrumentos de Parcerias, enquanto os departamentos de Engenharia de Saúde Pública (Densp) e de Saúde Ambiental (Desam) da Funasa apresentaram as ações de saneamento e saúde ambiental. Por fim, o Painel Painel Técnico Setorial destacou as “Expectativas dos Municípios para 2026”.

Ponte de madeira em Niterói é interditada após alertas de risco feitos pelo CREA-RJ

Depois de quatro ofícios e várias visitas técnicas da fiscalização do CREA-RJ, entre 2024 e o ano passado, a Defesa Civil de Niterói finalmente interditou a ponte de madeira que liga a Ilha do Caju à Ilha da Conceição, em Niterói, e está em péssimo estado de conservação. Apesar da interdição feita com gelo baiano, motociclistas estão desrespeitando o bloqueio e passando pela ponte. Pedestres também continuam passando pela estrutura, apesar da degradação da ponte. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) vai realizar nesta sexta-feira, dia 23 de janeiro, às 10h, uma Audiência Pública com a finalidade de informar à população e ao poder público sobre o estado de conservação da ponte que tem risco de colapso. A Audiência Pública será realizada de forma presencial na Inspetoria do CREA-RJ em Niterói, localizada na Avenida Roberto Silveira 245, em Icaraí, naquele município. A fiscalização do CREA-RJ fez uma visita técnica ao local nesta quinta-feira, dia 22 de janeiro. A visita foi coordenada pelo superintendente técnico do CREA-RJ, Leonardo Dutra, e pelo gerente da fiscalização, Cosme Chiniara. A estrutura da ponte apresenta comprometimento visível: partes do piso deterioradas, ferragens expostas e ausência de condições adequadas de segurança. Segundo técnicos do Conselho, o problema se agrava por estar localizada em área portuária e sobre a Baía de Guanabara, o que amplia o potencial de danos ao meio ambiente em uma eventual queda.

Gustavo Tannure, CEO da EZVolt, fala sobre a carência de eletropostos públicos no Brasil e esclarece dúvidas sobre carregamento

CEO e fundador da EZVolt, empresa líder do mercado de eletromobilidade no Brasil, o engenheiro e empreendedor Gustavo Tannure faz uma análise do mercado no país. Fundada em 2019, a EZVolt hoje já está em 20 estados do Brasil, possui 1800 carregadores conectados; já realizou mais de 720 mil recargas; tem cerca de 121 mil clientes cadastrados nos aplicativos e a energia transacionada nas plataformas já ultrapassa 45 Gwh. Tannure inaugurou o primeiro eletroposto público do Brasil em fevereiro de 2025, na Barra da Tijuca, na Avenida das Américas (altura do nº 6501), como parte do projeto “Eletroposto Carioca” da Prefeitura, focando em mobilidade sustentável e recarga rápida para carros elétricos.  De acordo com dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico – ABVE, o Brasil conta atualmente com cerca de 16.880 pontos públicos e semipúblicos de recarga para veículos elétricos. Desse total, 3.855 são eletropostos de recarga rápida (DC), fundamentais para viagens rodoviárias e para o uso dinâmico no dia a dia, enquanto 13.025 correspondem a pontos de recarga lenta. No estado do Rio de Janeiro, há 1.606 eletropostos em operação, sendo 1.330 de recarga lenta e 276 de recarga rápida. Já no município do Rio de Janeiro, o total chega a 963 eletropostos, dos quais 836 são de recarga lenta e 127 de recarga rápida.  Sabendo que, somente em 2025 foram vendidos 223.912 veículos eletrificados no país, somados à frota já existente, o número de eletropostos está muito aquém da demanda. Entrevista / Gustavo Tannure Como foi a criação da EZVolt? A EZVolt é uma empresa carioca nascida em 2019 e que tem por objeto a recarga de veículos elétricos. A gente trabalha fazendo a recarga em nossa rede de eletropostos, que guarda uma similaridade com postos de combustível. O que a gente faz hoje é construir a infraestrutura de postos, levar os carregadores no ambiente de recarga, que pode ser tanto um ambiente público quanto um ambiente semi-público ou privado, como condomínios residenciais, comerciais. E dentro desses locais, através dos nossos carregadores, carregamos os veículos elétricos. Como você analisa o mercado da eletromobilidade hoje? Desde 2019 a gente foi acompanhando o crescimento do mercado. Sempre existiu uma grande dúvida se o mais adequado seria construir uma infraestrutura de recarga para possibilitar a chegada dos carros ou se o melhor era aguardar uma demanda de veículos elétricos para depois ir implantando a infraestrutura de recarga. Hoje eu já vejo que a história mudou por conta da chegada das fabricantes chinesas, que têm inundado o mercado com carros elétricos. Existe uma carência de eletropostos públicos no Brasil? Sim!  Hoje o que a gente já acompanha no Brasil é realmente uma carência enorme para pontos de recarga públicos. Já existem mais carros do que a rede de carregadores pode suprir. Então, esse crescimento é bom porque possibilita investimentos privados nessa rede de transporte.  Essa carência impacta de alguma forma a venda de carros elétricos no país? A gente sabe que hoje a questão de recarga e carregadores é a maior impedimento para a transição energética dos veículos. Ou seja, o cliente, ao comprar um carro elétrico, a primeira coisa que ele pensa é onde vai carregar o carro. E realmente isso é complexo. Ainda é um tema que está sendo equacionado através dos investimentos de empresas como as nossas, que levam os carregadores para onde os motoristas mais precisam carregar. E ainda tem a questão da potência dos carregadores. Os eletropostos com carregadores mais potentes são em muito menor número. Hoje existem muitas dúvidas quanto aos carregadores, aos tipos de carregadores, aos modelos de recarga, mas basicamente a gente tem o modelo de recarga em si, a corrente alternada ou a DC, corrente contínua, e a diferença deles é a velocidade e a potência. Tem os carregadores de corrente alternada e os carregadores DC de corrente contínua em carregadores. O AC chega à potência de até 22 quilowatts e nos carregadores DC a gente alcança corrente com  potência de até 180 quilowatts hoje. Mas isso tem aumentado. E quanto maior a potência do carregador, menor o tempo de recarga. Mas existem também impactos. Para você ter um carregador com uma potência grande, você precisa de uma infraestrutura elétrica muito maior do que para um carregador de 22 quilowatts, por exemplo. Como o cliente sabe qual é o melhor carregador para ele? Tudo é uma questão de achar a melhor solução de recarga para aquele cenário. Ou seja, se você tem um carro que vai carregar durante a noite enquanto a pessoa está em casa dormindo, ou se você vai carregar aquele carro durante o dia, enquanto a pessoa está no trabalho. Vai ficar lá oito, dez horas no trabalho ou dez horas em casa dormindo. Você tem uma flexibilidade, consegue carregar o carro num período muito maior. Você não precisa carregar em duas, três, quatro horas. Você pode carregar o carro em 6 horas ao mesmo tempo. Se você tem um veículo de frota ou um motorista de aplicativo de táxi que está carregando o carro dele durante o expediente durante o horário de trabalho dele, o interessante é que ele carregue muito rápido, então, a gente tem essas soluções que atendem aos dois tipos de público. E você sabendo qual a solução você tem que dar, você vai buscar atender o cliente com uma menor potência, o maior tempo de recarga ou com uma maior potência, um menor tempo de recarga. Que tipos de eletropostos existem? Além da potência dos carregadores, a gente divide a recarga com uma recarga pública e a outra semi pública ou privada, que é uma recarga chamada pública e onde está em locais de livre acesso para qualquer um. A gente pode botar eletropostos que são abertos ou em estacionamento de algum shopping ou algum ponto comercial aberto. Restaurante.  Aquela seria uma recarga pública na qual todos têm acesso e a outra recarga em ponto semi públicos seriam, por exemplo, um condomínio residencial ou um condomínio comercial onde somente pessoas autorizadas, o morador, a

Dia de São Sebastião

Em 20 de janeiro é comemorado o Dia de São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro e protetor da humanidade contra a fome, a peste e a guerra.  A data, ligada ao dia de sua morte no ano de 288, é marcada por celebrações religiosas como missas e a tradicional procissão arquidiocesana da Tijuca à Catedral, bem como eventos esportivos e culturais. Quem foi São Sebastião? Capitão do exército romano, São Sebastião viveu por volta do século III, na cidade de Milão. Ele utilizava a amizade que possuía com o imperador Diocleciano, um perseguidor de cristãos, para espalhar, em segredo, a fé da religião entre soldados e moradores da cidade. A sua iniciativa converteu uma parcela significativa da população e diversos militares, até mesmo o governador de Roma, Cromácio, e seu filho Tibúrcio. A proteção concedida ao povo cristão foi descoberta por Diocleciano, que se sentiu traído ao ouvir Sebastião confirmar a sua fé perante ele. Sentindo-se traído, o imperador ordenou que ele fosse morto. São Sebastião foi amarrado junto a uma árvore, em local público, sendo atingido por várias flechas que, para a surpresa de todos no local, não foram o suficiente para finalizá-lo. Após se recuperar dos danos, confrontou novamente Diocleciano a respeito da violência imposta aos cristãos. Irritado, o imperador ordenou seu espancamento até a morte. Significado da data São Sebastião recebe honras como santo e é lembrado pela coragem em defender sua fé, mesmo sofrendo perseguições e injustiças. Em 1565, Estácio de Sá, ao fundar a cidade do Rio de Janeiro, a nomeou São Sebastião do Rio de Janeiro, em homenagem ao rei de Portugal, D. Sebastião, que era devoto do santo.  Igrejas, capelas e lugares emblemáticos do Rio de Janeiro carregam a imagem do santo, sendo a mais conhecida a estátua de São Sebastião, localizada no alto do Morro do Corcovado, ao lado da famosa estátua do Cristo Redentor. A devoção a São Sebastião tornou-se parte da identidade cultural da Cidade Maravilhosa, transcendendo a religião e movimentando procissões, missas e festividades. Por tudo isso, São Sebastião é o padroeiro da cidade do Rio de Janeiro. Fonte: Visit Rio

Programa Mulher CREA-RJ abre inscrições para o concurso “Mulheres que Inspiram 2026”

Ao longo de 2025, o Programa Mulher CREA-RJ divulgou fortemente a campanha pela não-violência contra a mulher. Este ano, o programa dá um novo passo e o foco agora é a campanha  “Mulheres que Inspiram 2026”, que começa com a publicação do edital para o concurso que leva o mesmo nome da campanha e com inscrições abertas a partir de 21/01/2026.  A finalidade é reconhecer e divulgar histórias reais de mulheres que atuam ou contribuíram significativamente para as áreas da Engenharia, Agronomia e Geociências, promovendo inspiração, visibilidade e valorização da presença feminina nessas áreas. Poderão participar ou serem indicadas mulheres com mais de 18 anos, que fazem parte do Sistema Confea/CREA-RJ, que estejam com anuidade em dia e sejam moradoras do estado do Rio de Janeiro. Serão aceitas indicações de mulheres que atendam aos critérios de participação, de todos os profissionais que fazem parte do sistema Confea/CREA-RJ. As histórias serão avaliadas pelo Comitê Gestor do Programa Mulher CREA-RJ a partir dos seguintes critérios:  Serão selecionadas as cinco histórias com maior pontuação. A premiação será: a gravação em estúdio da história da participante, que será editada em formato breve e inspirador para publicação nas redes sociais do Programa Mulher CREA-RJ;  um certificado com o título oficial de “Mulher que Inspira 2026”; além de benefícios adicionais como convites para eventos, cursos ou lives, conforme a disponibilidade do Programa. Para ler o edital na íntegra acesse: https://www.crea-rj.org.br/mulheres-que-inspiram-2026/ Para se inscrever ou indicar alguém, é necessário preencher o formulário: https://forms.gle/quaKu4vE7i6evLzr7  O período de inscrições é de 21/01/2026 a 22/02/2026 (até às 23h59). 

Comunicado: Dia de São Sebastião

Em virtude do feriado de São Sebastião (20/01), nos dias 19/01 (dia ponte) e 20/01 (feriado), a Sede e as inspetorias localizadas no município do Rio de Janeiro (Barra da Tijuca, Campo Grande e Ilha do Governador), além da unidade de Itaguaí, não terão expediente. As demais inspetorias do estado manterão suas atividades normalmente.

Novo Canecão se transforma em espaço multicultural e obra está prevista para ser entregue até 2027

Depois de 16 anos fechado, um dos espaços mais emblemáticos da música brasileira, o Canecão, em Botafogo, passa por um projeto de requalificação que alia preservação cultural e modernização da infraestrutura. Serão oito espaços voltados à arte, música e entretenimento. Localizado no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o projeto ocupará uma área de 20 mil metros quadrados, com 15 mil metros quadrados de área construída.  O empreendimento está sob responsabilidade do consórcio Bonus Klefer, formado pela Bonus Track, do empresário Luiz Oscar Niemeyer, e pela Klefer, comandada pelo ex-radialista e empresário Kleber Leite.  O grupo venceu o leilão realizado em 2023 com um lance de R$ 4,35 milhões e prevê um investimento total de R$ 270 milhões na requalificação do espaço. A concessão tem prazo de 30 anos. O projeto prevê estudos de mobilidade, acessibilidade e fluxo de veículos e pedestres, respeitando as diretrizes urbanísticas e ambientais. A proposta contempla a adaptação do espaço às normas atuais de segurança, conforto e acessibilidade, além da atualização das instalações elétricas, estruturais e acústicas.  Segundo os responsáveis pelo empreendimento, a retomada do Canecão busca conciliar a vocação cultural do espaço com o planejamento urbano sustentável, evitando sobrecarga no sistema viário local. Estão previstas estratégias como gestão de horários, incentivo ao uso do transporte público e integração com a infraestrutura existente. A reabertura do Canecão representa não apenas o resgate de um patrimônio cultural do Rio de Janeiro, mas também um exemplo de como grandes equipamentos urbanos podem ser concebidos com responsabilidade técnica, planejamento e respeito à cidade.