Fiscalização do CREA-RJ pede ao Shopping Tijuca informações sobre Segurança do Trabalho; presidente propõe projeto de lei para inspeção elétrica de edificações

A presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ) lamenta publicamente o incêndio que resultou em dois mortos e três feridos no Shopping Tijuca, um dos maiores do Rio, na Zona Norte da Cidade. A fiscalização do CREA já esteve no shopping a quem enviou ofício, solicitando informações sobre medidas de engenharia de segurança do trabalho, que precisam cumprir normas brasileiras de evacuação de edificações. Toda instalação de segurança contra incêndio e pânico (instalação de portas corta-fogo, extintores, sprinklers, alarmes) exige uma ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) emitida por um engenheiro Civil, mecânico ou de segurança do Trabalho. O presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, afirmou que o episódio comprova a necessidade urgente de um projeto de lei que determine a obrigatoriedade de inspeção elétrica das edificações para que se evite incêndios provocados por problemas na manutenção das redes elétricas. “O CREA-RJ tem uma fiscalização ativa no Shopping Tijuca, em virtude das grandes obras que acontecem lá no local, mas, acima disso, nós temos que pensar nesse problema dos incêndios recorrentes derivados dos sistemas elétricos das edificações. Então, estamos elaborando uma minuta de proposta de projeto de lei a ser encaminhada ao deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha, engenheiro,  que já colocou o gabinete à disposição, para a gente apresentar um projeto de lei que fale sobre inspeção elétrica nas edificações, para garantir que os sistemas também estejam conforme as normas e segurança, mitigando ou evitando acidentes recorrentes que, infelizmente, nesse caso, registraram até mortes”, disse Fernández. O incêndio, ocorrido na tarde do dia 2 resultou na morte de duas pessoas e três feridos. As vítimas eram funcionárias do shopping. Segundo informações, o fogo teria começado num ar-condicionado de uma loja de decoração, localizada no subsolo do shopping. Isso pode indicar um problema comum no verão que é a sobrecarga de aparelhos de ar-condicionado com instalações precárias. Com o aumento do calor, nos últimos dias, o uso do ar-condicionado é cada vez maior.

Confea lança nota técnica provisória sobre pontos de Recarga de Veículos Elétricos em Edificações

O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – Confea, em parceria com o CREA-SP, elaborou uma Nota Técnica Provisória sobre Pontos de Recarga de Veículos Elétricos em Edificações. A iniciativa do Sistema Confea/CREA tem como objetivo fornecer orientações essenciais aos profissionais a respeito de obras e execução de serviços relacionados ao tema. As diretrizes também buscam agir como uma ferramenta estratégica para assegurar que a expansão da eletromobilidade ocorra com o rigor técnico necessário e em conformidade com as melhores práticas de Engenharia. O documento possui caráter temporário até que entrem em vigor publicações oficiais de normas técnicas específicas por parte dos órgãos competentes, podendo ser atualizado com inclusão de novos requisitos, complementada ou revogada, caso as novas normas substituam integralmente as diretrizes aqui estabelecidas.

Presidente do CREA-RJ reforça a importância da Engenharia para prevenir desastres causados pelas fortes chuvas

Em entrevista ao vivo ao SBT Rio 2ª Edição, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), engenheiro civil Miguel Fernández, falou sobre o cenário dos temporais enfrentados durante o verão na cidade. “A gente sabe da recorrência dos eventos climáticos intensos, com as chuvas intensas em destaque, e do risco que isso representa para as nossas infraestruturas urbanas. Infelizmente é algo que se repete ano após ano, e é fundamental que tenhamos estratégias que envolvem o Poder Público aliadas aos cuidados tomados pela sociedade.” O presidente do CREA-RJ destacou medidas para se adotar a fim de diminuir o impacto das chuvas e desastres causados por ela na vida das pessoas. “Uma das vertentes mais preocupantes é o risco das moradias irregulares em encostas. O Poder Público precisa levar soluções de Engenharia para resolver o problema, e também criar projetos de habitação popular para que a população não fique nesses locais mais afetados. Infelizmente essa é uma estratégia que muitas vezes não vemos acontecer dentro de toda a discussão.” No mês de dezembro, a cidade de Petrópolis foi atingida por fortes chuvas, causando estragos durante as enchentes. Uma das vítimas foi Mauro de Oliveira França, servidor público de 68 anos que teve seu corpo encontrado após cinco dias desaparecido no meio do temporal.  Miguel Fernández lamentou o ocorrido, e trouxe o panorama recente das chuvas e seus estragos, principalmente na Região Serrana do Rio.  “É uma tragédia recorrente, e sabemos do histórico, ainda mais se pegarmos a última década. Há vários exemplos de situações como essa levando a óbitos, além de todo o estrago estrutural na cidade. Mas não existe um prejuízo maior do que a perda de vidas. Anos atrás, em 2022, tivemos também na cidade de Petrópolis um deslizamento que vitimou 300 pessoas. E, em 2011, ocorreu uma tragédia ainda maior, que pegou outras regiões como Friburgo e Teresópolis.” Ao falar sobre as possíveis soluções, Miguel reforçou a necessidade de obras e a atuação da Engenharia no combate às chuvas. “Existem projetos de infraestrutura para resolver esses problemas. Petrópolis é uma cidade que teve muita canalização dos rios, modificando seus leitos. Com isso, é necessário que a Engenharia entre em ação. Eu dou o exemplo, aqui no Rio de Janeiro, dos piscinões da Praça da Bandeira, uma grande obra de Engenharia que resolveu um grande problema de alagamento que era recorrente. Hoje já são dez anos sem qualquer impacto significativo na região pelas chuvas. Então precisamos entender que esse tipo de investimento, que salva vidas, é o mais importante”.

Tendências para a Engenharia e Construção Civil em 2026

A Engenharia e a Construção Civil brasileiras chegam a 2026 vivendo uma mudança estrutural profunda. O setor consolida a transição da simples digitalização de processos para um modelo de automação integrada, no qual tecnologia, sustentabilidade, inteligência de dados e responsabilidade técnica passam a orientar decisões estratégicas, investimentos e políticas públicas. Impulsionado pela necessidade urgente de aumento de produtividade, pela escassez de mão de obra qualificada e pelos efeitos cada vez mais concretos das mudanças climáticas, o setor deixa de tratar inovação como tendência futura e passa a incorporá-la como requisito básico para garantir segurança, eficiência e desenvolvimento sustentável. Descarbonização e novos materiais sustentáveis A agenda ambiental ocupa papel central em 2026. A pressão por metas de emissão zero de gás carbônico, transforma a forma de projetar e construir. O Brasil avança no uso de materiais de baixo carbono, com destaque para o concreto verde, que incorpora resíduos industriais ou agregados reciclados, reduzindo significativamente a emissão de CO₂, e para o aço verde, produzido com menor impacto ambiental. Outros materiais ecológicos ganham espaço nos canteiros de obras, como: A sustentabilidade deixa de ser discurso e passa a ser critério para financiamentos, licitações e certificações ambientais, influenciando diretamente a viabilidade econômica e a valorização dos empreendimentos. Construção modular ganha maturidade A construção off-site, com sistemas modulares e pré-fabricados, consolida-se em 2026 como resposta à alta dos custos, à falta de mão de obra e à necessidade de maior previsibilidade. Elementos estruturais, fachadas, banheiros e módulos completos passam a ser produzidos em ambiente industrial e montados no canteiro. Esse modelo reduz desperdícios, encurta prazos — com obras entregues até 40% mais rápido — e melhora o controle de qualidade, sendo amplamente aplicado em habitação, hospitais, edifícios corporativos, galpões logísticos e empreendimentos industriais. Tecnologia, automação e gestão inteligente das obras A tecnologia deixa os escritórios e passa a atuar diretamente no canteiro. Em 2026, o uso de Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT), drones e sensores torna-se padrão em obras de média e grande complexidade. Soluções como: permitem antecipar falhas, reduzir acidentes, evitar retrabalhos e garantir maior segurança para trabalhadores e usuários. BIM e gêmeos digitais ao longo de toda a vida útil O BIM (Building Information Modeling) evolui para os gêmeos digitais operacionais, que acompanham o empreendimento desde o projeto até a operação. Em 2026, o modelo digital passa a fornecer dados em tempo real para manutenção preditiva, gestão de ativos e tomada de decisões, aumentando a eficiência e reduzindo custos ao longo da vida útil das edificações e infraestruturas. Infraestrutura inteligente e adaptação climática A Engenharia também assume papel estratégico na resiliência urbana e adaptação climática. Sistemas inteligentes de drenagem, redes elétricas automatizadas e monitoramento de estruturas críticas permitem respostas mais rápidas a eventos extremos, como chuvas intensas e ondas de calor. Rodovias passam a utilizar asfalto sustentável, com polímeros reciclados e misturas mornas, enquanto cidades avançam em projetos de infraestrutura conectada, integrando dados para melhorar mobilidade, saneamento e segurança. O engenheiro de 2026 e a valorização do exercício profissional Nesse cenário, o perfil do profissional de Engenharia também evolui. Além da sólida formação técnica, cresce a demanda por competências em análise de dados, gestão de sistemas, automação e visão multidisciplinar. A atuação do profissional legalmente habilitado torna-se ainda mais essencial em obras cada vez mais complexas e tecnológicas. A valorização do exercício profissional, da responsabilidade técnica e do cumprimento das normas é fundamental para garantir segurança, qualidade e proteção à sociedade. Em 2026, a Engenharia brasileira aponta para um futuro mais automatizado, sustentável, inteligente e humano, reafirmando seu papel estratégico no desenvolvimento do país e na melhoria da qualidade de vida da população.

Fiscalização do Crea-RJ presente no Réveillon de Copacabana

Na contagem regressiva para o famoso Réveillon da Praia de Copacabana, considerado o maior do planeta, a Fiscalização do CREA-RJ está presente para garantir que as obras e serviços sejam feitos por profissionais habilitados.  Nesta segunda-feira, 29 de dezembro, os agentes de fiscalização Pedro Paulo Ghenov e Andrea Rabello, e supervisor de fiscalização Leonardo Bride, acompanhados da inspetora Sabrina Lins, fizeram uma ação de fiscalização nas obras das estruturas dos shows na Praia de Copacabana.  “Mais uma vez o CREA-RJ presente nesta que é uma das maiores festas de Réveillon do planeta, aqui para fiscalizar o exercicio profissional e garantir que tenham profissionais habilitados como responsáveis técnicos pelas obras”, afirma o agente de fiscalização Pedro Paulo Ghenov. Por trás da grandiosa festa, há muita Engenharia. Para se ter uma ideia, o  Palco Rio, localizado em frente ao Hotel Copacabana Palace, tem uma estrutura de 25 metros de altura e ocupa uma área de 1.700 metros quadrados, sustentada por 50 mil metros de ferro tubular.  “Aqui neste grande evento é onde todos os ramos da Engenheria se encontram. Estão presentes a Engenharia Civil, a Elétrica, a Mecânica, entre outras. Todas presentes com muita responsabilidade e capacidade técnica”, analisa a agente de fiscalização Andrea Rabello. Com 700 metros quadrados de painéis de LED, o palco receberá shows de Gilberto Gil, tendo Ney Matogrosso como convidado especial;  João Gomes com participação de Iza;  Alcione e Belo; e Alok, entre outras atrações.  A cenografia é inspirada nas cores e formas do pintor holandês Mondrian, criada por Abel Gomes, vice-presidente de criação da SRCOM, empresa responsável pelo Réveillon no Rio. Ao todo, nos três palcos juntos, serão colocados 1200 refletores, 500 caixas de som e oito pares de torres de luz.  Serão usados 32 geradores e 114 contêineres para dar suporte logístico à operação.  O impacto econômico do Réveillon estimado para a cidade é de R$3,3 bilhões, com a geração de 50 mil empregos diretos e indiretos.  Espetáculo Pirotécnico e Show de Luzes Dezenove balsas ao longo do mar de Copacabana abrigam cerca de 14 toneladas de fogos, que vão proporcionar 12 minutos do maior espetáculo pirotécnico já realizado no Rio. O público verá novas dimensões visuais, com mais tecnologia, desenhos inéditos e um show de luzes com 1200 drones que simboliza a chegada do futuro. “Do ponto de vista institucional é muito importante a presença do CREA-RJ neste grande evento, mostrando que ele está ao lado do profissional, e em prol da sociedade”, concluiu a inspetora do CREA-RJ, Sabrina Lins. Réveillon de Copacabana em números Programação PALCO RIO (Copacabana Palace): 18h às 3h – DJ Cady 20h – Gilberto Gil + Ney Matogrosso (convidado especial) 22h30 – Belo + Alcione 00h12 – João Gomes + Iza (convidada especial) 01h40 – Alok 03h30 – G.R.E.S. Beija Flor ⁠PALCO SAMBA (Posto 6): 18h às 3h – DJ Tamy 20h – Roberta Sá 22h – Mart’nália 00h12 – Diogo Nogueira 01h40 – Feyjão convida Bloco da Preta 03h30 – G.R.E.S. Grande Rio PALCO GOSPEL – LEME: 19h às 01h30 – DJ Marcelo Araújo 19h20 – Midian Lima 20h45 – Samuel Messias 22h15 – Thalles Roberto 00h12 – Grupo Marcados

Obras do Museu da Imagem e do Som entram na reta final em Copacabana

Após 14 anos de sucessivas paralisações, as obras do novo Museu da Imagem e do Som (MIS), em Copacabana, finalmente entram em sua fase decisiva, com previsão de entrega para o primeiro trimestre de 2026. Com oito andares e investimento de cerca de R$ 345 milhões, o prédio promete se tornar um novo polo cultural da cidade. Localizado no terreno da antiga boate Help, o projeto é assinado pelo renomado escritório nova-iorquino Diller Scofidio + Renfro com execução do escritório Índio da Costa e teve como inspiração os desenhos da tradicional calçada da orla. A fachada é composta por 22 mil tubos de alumínio, que controlam a entrada de luz natural e permitem a integração visual com o Forte de Copacabana. Um Histórico de Idas e Vindas A jornada começou em 2010, com a demolição da antiga estrutura. As obras de fundação e estrutura bruta começaram em 2011 e avançaram até 2016, quando o projeto foi paralisado por falta de repasses financeiros e impasses contratuais.  O esqueleto de concreto tornou-se parte da paisagem da Avenida Atlântica por quase seis anos, enfrentando uma severa corrosão marinha, até ser retomado com fôlego total em 2021 por meio de novas parcerias e investimentos do Governo do Estado. Engenharia e Arquitetura Complexas Do ponto de vista técnico, o MIS é um “boulevard vertical”. A estrutura de 9,8 mil metros quadrados de área construída distribui-se em oito pavimentos, mas o que impressiona é a geometria: Fachada de Tubos: Milhares de tubos cilíndricos de alumínio formam uma tela perfurada, controlando luz e sombra e criando vistas panorâmicas, inspirada no cobogó brasileiro. Mural de Carmen Miranda: A parte de trás do edifício apresenta um painel lenticular de azulejos que revela os olhos de Carmen Miranda de um lado e seus lábios do outro, uma homenagem icônica à cultura brasileira. Estrutura e Espaços: O edifício de múltiplos andares inclui subsolos, térreo com livraria e café, andares de exposições interativas, restaurante panorâmico no quinto pavimento e um cinema a céu aberto na cobertura, além de auditório e áreas de pesquisa A Reta Final e Previsão de Entrega Atualmente, as frentes de trabalho focam no acabamento fino e na instalação dos complexos sistemas de climatização e acústica, vitais para a preservação do acervo que inclui itens de Carmen Miranda e da Rádio Nacional.  A previsão atual do Governo do Estado e das empreiteiras responsáveis é que as obras civis sejam concluídas com a inauguração no primeiro trimestre de 2026 e abertura das exposições ocorrendo no segundo semestre.  Depois da entrega das obras, o museu ainda passará por um período de cerca de seis meses para finalização interna, com a instalação de mobiliário, equipamentos e a organização das exposições. Essa etapa ficará a cargo da Fundação Roberto Marinho.

Palestra apresenta curiosidades sobre a construção da ponte Rio-Niterói no Conabenc Rio

A palestra magna “Ponte Rio-Niterói após 50 anos”, de autoria do  diretor-superintendente da Ecovias Ponte, Júlio César Amorim, e do consultor da Ecovias Ponte, Carlos Henrique Siqueira, reuniu diversas curiosidades sobre a obra no Conabenc Rio, 1º Congresso Estadual da Abenc-RJ, que aconteceu no dia 25 de novembro de 2025, na Associação Comercial do Rio de Janeiro, no Centro do Rio. “Trabalhei na construção da ponte em 1972 e estou lá até hoje. Tenho 77 anos de idade e atuo na ponte Rio-Niterói há 53. Não resta a menor dúvida de que a Ponte Rio-Niterói é o maior símbolo da Engenharia brasileira. Passados 50 anos, a ponte continua  magistral, tudo nela é magnânimo. É uma obra icônica que representa o Brasil além-mar”, afirmou o palestrante Carlos Henrique Siqueira, engenheiro que participou da construção da ponte. De forma simpática e com a segurança de quem viveu de perto todas as etapas da obra, Carlos foi contando diversas curiosidades sobre a construção da ponte.  Confira:  Para assistir à palestra completa acesse o vídeo em nosso canal no YouTube.

Presidente do CREA-RJ propõe maior integração entre o estado e municípios para prevenção contra chuvas de verão

Em entrevista ao vivo na Rádio Tupi, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, defendeu que haja maior integração entre as esferas do Poder Público a fim de se criar estratégias conjuntas para prevenção contra as consequências das chuvas de verão no Estado do Rio.  “A gente já sabe da realidade das chuvas intensas que acontecem historicamente aqui no estado do Rio de Janeiro. A gente precisa ter estratégias que integrem inclusive os municípios e o governo do estado, pensando em obras de drenagem e de geotécnica. Eu tenho debatido e pontuado isso junto ao governo do estado, que ele precisa pensar num órgão que traga essa visão ampliada, entendendo as regiões hidrográficas como estratégias de combate às enchentes”, afirmou Fernández, ao participar do Jornal da Tupi, com Sidney Rezende, Marcelo Madureira e João Pedro Barrocas, na tarde de segunda-feira, dia 22 de dezembro.  O presidente do CREA-RJ destacou a importância vital de obras de infraestrutura todo ano, permitindo cada vez maior envolvimento da Engenharia Pública e seus agentes. “A gente vem dependendo desse ponto. O interessante aqui é que esse tema da drenagem hoje está em alta e é um dos grandes pontos apresentados com infraestrutura para saneamento. A nova etapa do PAC que está proposto tem que sair do papel, tem que se transformar em realidade, mas o principal é que você tenha um movimento de integração entre o que é realizado pelos diversos atores”, afirmou Fernández, destacando que “as estruturas são independentes, mas estão todas interligadas”. Indagado se o Poder Público está preparado para a possibilidade dos temporais, agravados pela crise climática, Fernández deu um exemplo simples que pode fazer diferença no planejamento dos governantes: “Quando você toma a decisão de urbanizar uma praça, você poderia pensar em fazer essa praça abaixo do nível da rua para que a praça contribua para a drenagem da água na via pública. Ao invés de ficar lavando a rua, a água pode ficar retida nessa praça durante o momento de chuva, quando ninguém vai usar a praça, mas ela poderá funcionar como uma espécie de piscinão”, observou o engenheiro civil. Perguntado sobre os riscos de deslizamentos nas encostas, Miguel Fernández lembrou que “infelizmente essa é uma tragédia anunciada do verão”.  “Eu odeio falar isso, mas nós sabemos da realidade, infelizmente, da omissão, muitas vezes, do Poder Público em garantir que não sejam ocupadas áreas de risco e na contrapartida em oferecer habitação a preço acessível em regiões que sejam adequadas. A gente vai ter que retirar as famílias de algumas localidades, mas a Engenharia tem que chegar primeiro com a construção de habitações em locais seguros”, disse Fernández, acrescentando que é preciso inverter a lógica habitacional hoje, em benefício das classes mais pobres. Durante a entrevista, o presidente do CREA-RJ fez um balanço de seu segundo ano de gestão à frente do Conselho. Entre as principais entregas, ele citou a atualização da plataforma digital do sistema que estava defasado há mais de 15 anos e a realização do CREA AQUI, o maior evento das Engenharias do estado, que reuniu 4.500 pessoas na Marina da Glória, em junho.  “Desde que assumi a presidência do CREA-RJ em 2024, meu maior objetivo tem sido o resgate de uma grande instituição, com 91 anos, que representa mais de 100 mil profissionais registrados e mais de 20 mil empresas registradas, de um setor responsável pela produção de riquezas do país. Então, é fundamental o resgate para o entendimento do valor desse setor profissional para a sociedade e para a economia”, explica Fernández. Outra boa notícia para o setor da Engenharia do estado do Rio é que o censo do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia constatou que 90% dos profissionais registrados no CREA-RJ estão empregados. “Então, você profissional de Engenharia que está com em dia com o CREA-RJ, a chance de você ficar desempregado é muito baixa”, observou Miguel Fernández. Depois de ter elogiado o presidente do CREA-RJ, a quem conheceu como líder estudantil na Escola Politécnica da UFRJ, onde também se formou, Marcelo Madureira perguntou a Miguel sobre o risco de redução dos postos de trabalho na Engenharia  pela Inteligência Artificial.  O presidente do CREA-RJ lembrou que a questão não é tão evidente assim e que em sua gestão tem estimulado o debate em torno da necessidade de usar a IA como mais uma ferramenta. “Aquele profissional que se imagina simplesmente fazendo um trabalho braçal, pouco intelectual, essa ferramenta talvez o substitua. Mas o profissional que é criativo, não. Nunca esteve tão em voga a frase atribuída a Einstein, de que a imaginação é mais importante do que o conhecimento. Então, vai ser fundamental que os engenheiros ampliem essa visão, entendam a IA como uma ferramenta e ganhe uma capacidade de eficiência, de entrega gigantesca”, afirmou o presidente do CREA-RJ.

Comunicado: recesso de final de ano

Informamos que o CREA-RJ estará em recesso de 24 de dezembro de 2025 a 2 de janeiro de 2026. Durante esse período, a sede e as inspetorias estarão fechadas, retornando ao funcionamento normal no dia5 de janeiro de 2026.

Conselho Regional de Engenharia e Agronomia lança a nova revista CREA Rio de Janeiro

É com orgulho que lançamos a Revista Digital do CREA Rio de Janeiro. Um canal totalmente renovado, pensado para conectar profissionais e sociedade com agilidade e inovação. Mais do que uma revista, este é o espaço onde a Engenharia, a Agronomia e as Geociências ganham voz, reafirmando seu papel como a força que move o país. A primeira edição da revista CREA Rio de Janeiro  tem o objetivo principal de comunicação da Engenharia para um resgate do setor. O conteúdo apresenta artigos técnicos, novidades do Conselho e as tendências que estão moldando o futuro do setor. Nesta edição alguns assuntos que merecem destaque. A duplicação da Serra das Araras na Rodovia Presidente Dutra é uma das mais importantes obras de infraestrutura do Estado do Rio. O retrofit do primeiro arranha-céu do Rio, o edifício A Noite, também é um sopro de vitalidade no patrimônio carioca. E a entrevista com o presidente do Confea, Vinicius Marchese, marca um ponto de virada no Sistema Confea/CREA.  “É hora de dar a voz que essa profissão merece. Desejamos imensamente que você aprecie a leitura e repasse o exemplar para outras pessoas, como se fazia antigamente, mostrando que o impresso continua sendo relevante, apesar do crescimento do mundo digital. Muitas vezes, no auge da nossa sensação de domínio do conhecimento, esquecemos que o óbvio precisa ser dito, como lembrava o dramaturgo Nelson Rodrigues. Em alto e bom som e em várias vias diferentes, sempre da melhor forma”, afirma o presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández.  Clique aqui e leia ou faça o download da revista: https://www.crea-rj.org.br/revista/