Dia Mundial da Engenharia para o Desenvolvimento Sustentável

Instituído em novembro de 2019 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o Dia Mundial da Engenharia para o Desenvolvimento Sustentável é celebrado no dia 4 de março. O objetivo da data é reforçar o papel fundamental dos(as) engenheiros(as) na construção de um futuro sustentável, enfrentando os desafios causados pelos impactos ambientais por meio de técnicas e inovações efetivas. Em 2026, a data aborda o tema “Engenharia Inteligente para um Futuro Sustentável através da Inovação e da Digitalização”. A ideia é destacar o papel de novas tecnologias como BIM, Inteligência Artificial e Big Data na promoção de práticas sustentáveis, com a meta de atingir os parâmetros dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). A Engenharia vai além das construções civis e procura sempre medidas para enfrentar os desafios complexos do nosso tempo. Para isso, os(as) engenheiro(as) concebem tecnologias e meios otimizadores para melhorar a qualidade de vida e proteger o ambiente, colocando o desenvolvimento sustentável do planeta em prioridade. Estruturas sustentáveis, no geral, passam por processos de transição para fontes de energias mais limpas, gestão resiliente de água e instalações de tratamento de resíduos. Essas ações realizadas por meio de práticas de Engenharia fornecem serviços acessíveis e de confiança às comunidades e também propiciam a melhora do bem-estar social e a minimização de consequências das mudanças climáticas.  Engenharia dos ODS Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, formalizados por meio da ONU, compõem uma agenda de metas globais, abordando os desafios sociais, econômicos e ambientais enfrentados pelo mundo. Contemplando temas importantes a serem resolvidos, como erradicação da pobreza, segurança alimentar, igualdade de gênero, redução das desigualdades e saneamento, o relatório destaca a importância da Engenharia na conquista de cada objetivo. Os ODS fazem parte da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que foi adotada por 193 Estados-Membros da ONU, em setembro de 2015, durante uma cúpula em Nova Iorque. São aplicadas para todos os países, agindo com um esforço coletivo e adotando uma abordagem integrada. Valoriza-se no Dia Mundial da Engenharia para o Desenvolvimento Sustentável a necessidade de um ambiente adequado e de uma infraestrutura para que engenheiros e engenheiras possam executar seu papel com eficácia, bem como o entendimento da melhor capacitação para os profissionais da área em todo o mundo. A data também é uma janela importante para incentivar mulheres jovens a ingressar na Engenharia, apresentando o desempenho da profissão na modernidade e a extensa área de atuação que ela abrange. Celebrar o dia de hoje é reafirmar o compromisso de transformar o conhecimento técnico em soluções que respeitam os limites da natureza e potencializam a vida. Fonte: Unesco e PrimeIT

Confea lança Regulamento Eleitoral 2026

O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia lançou a edição 2026 do Regulamento Eleitoral do Sistema CONFEA/CREA e Mútua, consolidado pela Resolução nº 1.150/2025, documento que estabelece as regras e diretrizes para a realização das próximas eleições gerais da estrutura profissional. A publicação, agora apresentada em versão anotada e comentada, busca orientar eleitores, candidatos e comissões eleitorais, garantindo maior clareza na aplicação das normas. A iniciativa reforça a importância da democracia e da transparência como pilares fundamentais do Sistema. Segundo o CONFEA, o regulamento vai além de um conjunto de regras técnicas: trata-se de um instrumento essencial para assegurar a lisura, a igualdade de oportunidades entre os candidatos e a credibilidade dos resultados. O documento detalha todas as etapas do processo eleitoral, desde o registro de candidaturas até a proclamação e homologação dos resultados pelo plenário do Confea. Entre os pontos centrais estão a definição de princípios como legitimidade, moralidade, publicidade, transparência e isonomia, que devem nortear todas as decisões ao longo do pleito. Outro destaque é a estrutura organizacional do processo eleitoral, que envolve instâncias como a Comissão Eleitoral Federal (CEF), as Comissões Eleitorais Regionais (CERs) e os plenários dos Conselhos. Essas instâncias são responsáveis por garantir a condução adequada das eleições, com funções que vão desde a análise de candidaturas até o julgamento de eventuais infrações. O regulamento também estabelece critérios claros de elegibilidade, regras para campanhas eleitorais, incluindo propaganda na internet, além de disciplinar o uso do sistema eletrônico de votação e apuração, reforçando a modernização do processo. A publicação tem como objetivo ampliar o entendimento sobre as normas e fortalecer a participação dos profissionais na escolha de seus representantes. O material foi desenvolvido para dirimir dúvidas, prevenir conflitos e promover um processo eleitoral cada vez mais íntegro e acessível. Confira  o regulamento eleitoral aqui  Informe-se sobre o processo eleitoral em nosso portal: www.crea-rj.org.br/eleicoes

Comissão de Ética Profissional do CREA-RJ elege a nova coordenadora-adjunta

Na sexta-feira, 27 de fevereiro, na primeira reunião do ano, em formato híbrido, a Comissão de Ética Profissional (CEP) do CREA-RJ elegeu a sua nova coordenadora-adjunta: a engenheira agrônoma Fernanda Monteiro Villarinho, que cumprirá um mandato até 31 de dezembro de 2026, ao lado da coordenadora, a engenheira de operação-construção civil, Teneuza Maria Cavalcanti Ferreira.  “Acredito que a Fernanda irá colaborar muito ao longo deste ano com as pautas da CEP. Como coordenadora da Comissão de Ética Profissional, uma das comissões mais importantes do Conselho, a minha prioridade em 2026 é dar andamento aos processos que ficaram parados desde o final do ano passado.”, afirma Teneuza. Fernanda completa: “Assumo o desafio como coordenadora-adjunta da Comissão de Ética Profissional, com a clareza de que a ética não é apenas um conjunto de normas. Meu compromisso este ano, com esta importante comissão permanente do nosso Conselho, será apoiar a coordenação na eficiência da instrução processual, na sua celeridade e no fortalecimento do rigor técnico, garantindo que o CREA-RJ seja um exemplo de integridade para a sociedade e um porto seguro para os bons profissionais.” Sobre Teneuza Maria Cavalcanti Ferreira Ingressou, em 1966,  no Curso Técnico em Edificações na Escola Técnica Celso Suckow da Fonseca (atual Cefet/RJ), formando-se em 1969. Graduou-se em 1975 como Engenheira de Operação-Construção Civil, na Associação Universitária Santa Úrsula.  Em 2008, concluiu a pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho, na Universidade Estácio de Sá, sendo, também, Perita em Avaliações Judiciais pela UFF.  Ingressou no Crea-RJ em 2003, a convite do então presidente, engenheiro eletricista José Chacon de Assis. Na ocasião, era diretora da ADAE – Associação Duquecaxiense de Arquitetos e Engenheiros. Participou de diversas câmaras, comissões, e da Diretoria, tendo sido, ainda, inspetora do CREA-RJ.  Merece destaque a sua participação na comissão que desenvolveu o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça do CREA-RJ, em 2012 e 2013, ambas como coordenadora. Por conta do programa, o CREA-RJ recebeu três premiações da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres da Presidência da República.   Empresária, Teneuza já foi dona de empreiteira, quando fez vários trabalhos para a Reduc – Refinaria Duque de Caxias da Petrobras. Em 2008, fundou a Teneuza Cavalcanti Construções Ltda, que atua principalmente na área de consultoria junto aos órgãos públicos de Duque de Caxias.  Sobre Fernanda Monteiro Villarinho Engenheira agrônoma e engenheira de segurança do trabalho, conselheira titular na Câmara Especializada de Agronomia – CEAgro do CREA-RJ pela AEARJ, Fernanda é sócia e responsável técnica de empresa especializada na gestão de áreas verdes com mais de 15 anos de atuação no mercado público e privado. Graduou-se em 2001, em Engenharia Agronômica pela UFRRJ. Fez especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho pela UFRJ em  2009 e pós-graduação “lato-sensu” em gestão e manejo de sistemas florestais pela UFLA em 2006. É membro associada da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU) desde 1999. Entrou no CREA-RJ em 2021 como conselheira suplente na CEAGRO – Câmara Especializada de Agronomia pela AEARJ com mandato até 2023. Em 2024 tornou-se conselheira titular na CEAGRO com mandato até 2026. No ano passado, foi membro da Comissão do Mérito do CREA RJ; da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes e do Comitê gestor do programa Mulher CREA-RJ. Este ano foi eleita como coordenadora adjunta da Comissão de Ética Profissional. A Comissão de Ética Profissional As comissões do CREA-RJ são órgãos deliberativos da estrutura de suporte que têm por finalidade auxiliar o Plenário do CREA-RJ no desenvolvimento de atividades contínuas, relacionadas a um tema específico de caráter legal, técnico ou administrativo. No caso específico da Comissão de Ética Profissional (CEP), ela tem como objetivo analisar e apreciar infrações ao Código de Ética das profissões abrangidas pelo Sistema CONFEA/CREA. O colegiado conta com assessoramento jurídico prestado por servidor da estrutura auxiliar e tem sua composição definida com prioridade na primeira sessão plenária de cada ano. Entre suas atribuições estão a instrução de processos relativos a infrações éticas, com a oitiva de partes e testemunhas e a realização das diligências necessárias para a adequada apuração dos fatos.  Compete ainda à Comissão elaborar relatório fundamentado a ser encaminhado à câmara especializada competente para apreciação, integrando formalmente o respectivo processo. Além disso, cabe à CEP sugerir ao Plenário alterações nos dispositivos do Código de Ética Profissional, quando entender pertinente, para posterior encaminhamento ao Confea. Composição da Comissão de Ética Profissional 2026 TITULARES Coordenadora  Teneuza Maria Cavalcanti Ferreira – Eng. Operação – Modalidade Civil  Obs: (mandato de 12.01.2026 até 31.12.2026)  Coordenadora-Adjunta Fernanda Marinho Villarinho –  Engª Agrônoma Obs: (mandato até 31.12.2026)  Membros titulares Uiara Martins De Carvalho – Geógrafa Fernanda Monteiro Villarinho – Engª Agrônoma Bruna Rocha Curvello Maggessi – Engª de Minas Lucyane Almeida Ferreira – Engª. de Produção  Bianca Carneiro Ferraz Lamim – Engª Eletricista Lourival Arruda Junior – Engº Químico  Vera Bacelar Cantanhede De Sa – Engª de Seg. do Trabalho e Civil Davidson Ferreira Dos Santos – Eng. Sanitarista e Ambiental SUPLENTES Iara Maria Linhares Nagle – Engª Civil Luiz Antonio Cosenza – Eng. Eletricista-Eletrotécnico  Daniela Galdino Santos – Engª Civil Catia Maria Cavalcanti Pereira – Engª Eletricista Nelson Meirim Coutinho – Geólogo   Rivamar Da Costa Muniz -Eng. Civil Alan Duarte Marqui – Eng. Civil Romulo Rodrigues Coelho Delfino Souza – Engº Civil

CREA-RJ prestigia o protagonismo profissional feminino em evento no Clube Empreendedor Brasil

Com o objetivo de reunir conteúdo estratégico, networking e reconhecimento institucional, focando no fortalecimento do empreendedorismo feminino, o Clube Empreendedor Brasil realizou no dia 27 de fevereiro, com patrocínio master do CREA-RJ, o evento “Destaque Delas”. O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, abriu a programação ao lado do presidente do Clube Empreendedor Brasil, Rafael Ponzi, e destacou o trabalho que vem sendo feito para a maior integração das mulheres nas Engenharias, Agronomia e Geociências. “Hoje, de todos os profissionais registrados no CREA-RJ, cerca de 23% são mulheres. É um número ainda muito longe da equidade, mas já se encontra bem mais avançado do que o panorama de décadas atrás. Em grande parte, esse crescimento se dá devido a ações como essa, e se pegarmos o recorte dos últimos cinco anos do total de formados registrados no Conselho, temos 1/3 composto por profissionais femininas.” Após a abertura do evento, o Programa Mulher do CREA-RJ promoveu uma palestra para os presentes no evento. A coordenadora do Programa, Ana Paula Masiero, destacou a campanha feita no ano de 2025 pela não-violência contra a mulher. “No Brasil, embora tenha a Lei Maria da Penha defendendo as mulheres, ainda é o quinto país que mais mata mulheres comparado ao resto do mundo. Pensando nisso, no passado fizemos uma campanha em que semanalmente as profissionais registradas no Conselho traziam essas estatísticas, com o intuito de sensibilizar de forma geral, principalmente os homens que trabalham junto conosco.” A coordenadora executiva do Programa Mulher, Mickaela Midon, fez uma introdução sobre o tema do novo edital do Programa para 2026. “Mudando o tema em relação a 2025, este ano buscamos focar na valorização de nossas profissionais. Com isso, surgiu o edital ‘Mulheres que Inspiram’, trazendo como principal objetivo prestigiar as profissionais que trabalham para mudar a sociedade. Infelizmente muitas das vezes não sabemos sobre a história delas, que são ricas em superação e podem acabar inspirando outras mulheres.” Após dar o panorama inicial, ela detalhou em seguida como o projeto irá funcionar. “O edital consiste em indicar profissionais do Rio de Janeiro para que possamos contar as histórias delas, envolvendo a atuação do mercado de trabalho e quais obstáculos foram superados durante a trajetória dela. No final, nosso Comitê Gestor vai escolher cinco histórias para serem contadas em um documentário que vai ser compartilhado por todos os perfis do CREA-RJ.” Ao final da palestra, Mickaela Midon foi homenageada pelo Clube Empreendedor Brasil, concedendo um certificado em reconhecimento à trajetória e liderança para a contribuição do cenário do empreendedorismo carioca.

Prefeitura do Rio anuncia novo Mercado Popular da Rua Uruguaiana com investimento de R$ 74 milhões

A Prefeitura do Rio de Janeiro apresentou, neste domingo, 1º de março, dia do aniversário da fundação da cidade, o projeto do Novo Mercado Popular da Uruguaiana, no Centro. A iniciativa prevê investimento de R$ 74,2 milhões para requalificar um dos principais polos de comércio popular da capital Será construído um novo edifício e será feita a reurbanização completa do entorno. A execução ficará a cargo da Empresa Municipal de Urbanização (Rio-Urbe), vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura. Novo edifício terá 15,6 mil m² e 1,5 mil boxes O projeto prevê a demolição da estrutura atual e a construção de um centro comercial com cerca de 15,6 mil metros quadrados e cerca de 1,5 mil boxes. As obras serão realizadas de forma modular, permitindo que os comerciantes mantenham suas atividades durante a execução. O novo prédio contará com estrutura metálica, térreo e três pavimentos em mezanino, além de supermercado, terraço e cobertura em alumínio com isolamento térmico. O empreendimento inclui soluções de ventilação natural, iluminação eficiente e sistema de prevenção e combate a incêndio. No térreo, os boxes serão organizados em fileiras identificadas, além de duas praças de alimentação, sanitários e áreas destinadas a carga e descarga. Os dois primeiros mezaninos abrigarão unidades comerciais, sendo que o segundo contará com varandas externas. O terceiro pavimento será destinado a órgãos municipais. Integração com a Avenida Presidente Vargas O entorno do mercado também passará por requalificação, abrangendo 8,4 mil metros quadrados. O projeto prevê a criação de um boulevard de aproximadamente 5 mil metros quadrados, conectando a Rua Uruguaiana à Avenida Presidente Vargas e ampliando a circulação de pedestres na região. Estão previstas ainda calçadas acessíveis, novo mobiliário urbano, implantação de canteiros e jardins em área de 1,8 mil metros quadrados, com o plantio de 60 árvores. Segundo a Prefeitura, o projeto respeita as diretrizes históricas de ordenamento urbano do Centro e busca integrar o equipamento à dinâmica urbana, promovendo organização do comércio e melhoria das condições de trabalho.

Rio, 461 anos: a força da Engenharia, Agronomia e Geociências na construção da Cidade Maravilhosa

Neste 1º de março, o Rio de Janeiro celebra 461 anos de uma trajetória que une beleza natural exuberante, geografia singular e superação técnica. Fundada em 1565 por Estácio de Sá, a cidade se transformou de um entreposto colonial em uma metrópole global, um processo onde a Engenharia, a Agronomia e as Geociências foram, e continuam sendo, os pilares fundamentais. Das fortificações à capital do país Nos primeiros séculos, a ocupação do território exigiu conhecimento técnico para construção de fortificações, abertura de caminhos, drenagem de áreas alagadiças e organização urbana. Já no período imperial e, posteriormente, como capital da República, o Rio passou por profundas transformações estruturais. No início do século XX, as reformas urbanas modernizaram a cidade, exigindo planejamento, obras viárias, sistemas de saneamento e intervenções estruturais que redefiniram seu traçado. O avanço da Engenharia Sanitária foi decisivo para enfrentar epidemias e melhorar as condições de vida da população. Berço da Engenharia O ensino formal de Engenharia no país teve início no Rio de Janeiro, em 1792, com a criação da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, por ordem da Rainha de Portugal, D. Maria I, e com a aprovação do vice-rei D. Luiz de Castro, 2º Conde de Rezende. A instituição sucedeu a Aula de Fortificação (1699) e já possuía estrutura comparável às escolas superiores da época — algo raro fora da França naquele período. Em 1810, o Príncipe Regente D. João criou a Academia Real Militar, que deu origem, em linha direta, à tradicional Escola Politécnica da UFRJ. A Engenharia brasileira nasceu em berço militar, com foco na construção de fortificações e na formação técnica de oficiais, marcando o início da organização científica e profissional da área no país. Geografia singular Construir no Rio sempre significou dialogar com uma geografia singular. Entre maciços rochosos, encostas íngremes, áreas costeiras e lagoas, a cidade exigiu soluções técnicas ousadas. Grandes obras de infraestrutura viária, túneis, sistemas de contenção de encostas, portos, aeroportos e complexos esportivos são exemplos de como a engenharia civil, a geotecnia e a geologia se tornaram protagonistas no enfrentamento de desafios naturais. O conhecimento das geociências é essencial até hoje para o monitoramento de riscos geológicos, prevenção de deslizamentos e planejamento urbano sustentável — temas cada vez mais estratégicos diante das mudanças climáticas. Grandes obras Grandes obras de Engenharia mudaram a cidade. O desmonte do Morro do Castelo e do Morro do Senado permitiu a criação de áreas como a Esplanada do Castelo e o Aterro do Flamengo, exigindo estudos geológicos precisos para garantir a estabilidade do novo solo. Com a cidade cercada por maciços graníticos, o papel das Geociências é vital no monitoramento de encostas e na prevenção de desastres, garantindo que o desenvolvimento urbano conviva em harmonia com a natureza. Infraestrutura e Mobilidade A Engenharia Civil e de transportes moldou o cotidiano carioca. O Rio foi pioneiro no Brasil com a implementação de bondes, ferrovias e, mais tarde, com obras monumentais como o Metrô Rio e a Ponte Rio-Niterói, marcos da capacidade técnica dos nossos profissionais. Além disso, o saneamento básico e o fornecimento de água — desde os tempos do Aqueduto da Carioca (Arcos da Lapa) até os modernos sistemas de tratamento — mostram a evolução constante da Engenharia em busca da saúde pública. Agronomia e Geociências A contribuição da Agronomia também faz parte da história da cidade. Desde o período colonial, com o cultivo de gêneros agrícolas que abasteciam a população, até os dias atuais, com práticas de agricultura urbana, paisagismo, recuperação ambiental e manejo sustentável de áreas verdes, os profissionais da área ajudam a equilibrar crescimento urbano e preservação ambiental. Hoje, a Agronomia se faz presente no cinturão verde e na logística de abastecimento que alimenta milhões de cariocas diariamente. O Rio abriga áreas de proteção ambiental, parques naturais e reservas que exigem planejamento técnico constante para conciliar conservação e desenvolvimento. Em uma cidade que tem a maior floresta urbana do mundo replantada pelo homem (a Floresta da Tijuca), a Agronomia, as Engenharias Florestal e Ambiental e as Geociências desempenham um papel estratégico. Inovação permanente Ao longo de mais de quatro séculos e meio, o Rio de Janeiro se consolidou como laboratório vivo de soluções técnicas: expansão urbana, mobilidade, requalificação portuária, grandes eventos internacionais, obras olímpicas, sistemas de transporte de massa e infraestrutura energética. Cada avanço foi possível graças ao trabalho de profissionais habilitados e registrados, que atuam com responsabilidade técnica e compromisso com a sociedade. O Compromisso do CREA-RJ com o Futuro Ao celebrar mais um ano da nossa capital, o CREA-RJ reafirma seu compromisso com a valorização dos profissionais que dedicam seu conhecimento para tornar o Rio uma cidade mais segura, tecnológica e sustentável. Parabéns, Cidade Maravilhosa, por mais um ano de história construída com o talento dos nossos engenheiros, agrônomos e geocientistas!

Força-Tarefa Nacional de Fiscalização será retomada em março

A Força-Tarefa Nacional de Fiscalização (FTNF) será retomada em março, fortalecendo a atuação integrada entre os 27 Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia (CREAS) e consolidando a fiscalização como instrumento estruturante do mercado profissional brasileiro. A primeira operação de 2026 ocorrerá no Rio Grande do Sul, entre os dias 16 e 20 de março. Desde sua criação, a iniciativa já realizou oito operações integradas em diferentes regiões do país, resultando na contratação de mais de 1.200 profissionais, na emissão de mais de 2.700 Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs) e no cadastramento de mais de 500 empresas.  Coordenada pelo Confea, a força-tarefa evidencia que a fiscalização vai além do caráter punitivo: ao identificar irregularidades e exigir responsável técnico habilitado, promove o exercício legal das profissões, amplia a formalização do mercado e reforça a proteção à sociedade. Entre os profissionais impactados está a engenheira Hérica Miranda, do Amazonas, que conseguiu inserção no mercado após uma força-tarefa realizada no estado. A necessidade de regularização técnica resultou em sua contratação formal, evidenciando como a fiscalização pode gerar oportunidades e ampliar a segurança para a sociedade. “Graças a essas ações, conquistei meu primeiro trabalho logo após me formar em engenharia civil e concluir a pós-graduação em engenharia de segurança do trabalho. Isso aconteceu durante o Festival de Parintins, após uma fiscalização do Crea que constatou a necessidade de mais um profissional habilitado”, relata a engenheira.  Para o presidente do Confea, engenheiro de telecomunicações Vinicius Marchese, a fiscalização estruturada fortalece o mercado formal e valoriza quem atua de forma regular. “Quando exigimos responsável técnico, estamos defendendo a sociedade e valorizando quem está regularmente habilitado. A Força-Tarefa Nacional demonstra que a fiscalização estruturada fortalece o mercado formal e amplia oportunidades profissionais em todo o país”, afirma o presidente do Confea, eng. telecom. Vinicius Marchese. As operações são realizadas de forma integrada pelos 27 Creas, reforçando a articulação nacional do Sistema e a padronização dos procedimentos de fiscalização.  Para 2026, novas ações já estão previstas, ampliando o alcance territorial da iniciativa e consolidando a força-tarefa como política permanente. Confira o calendário: 10ª FTNF – Crea-PE: 20 a 24 de julho 11ª FTNF – Crea-CE: 17 a 21 de agosto 12ª FTNF – Crea-SE: 13 a 16 de outubro 13ª FTNF – Crea-MT: 9 a 13 de novembro Matéria da Comunicação do Confea

Abertas as inscrições para o CREA AQUI, maior encontro da Engenharia, Agronomia e Geociências do estado do Rio de Janeiro

O maior encontro da Engenharia, Agronomia e Geociências do estado do Rio de Janeiro acontecerá no dia 19 de março, a partir das 8h, no Armazém 3 do Píer Mauá. Inovação, conhecimento, colaboração, construção de soluções e muita tecnologia aos profissionais, estudantes, representantes de empresas, instituições de ensino e entidades de classe do setor. Tudo isso no CREA AQUI 2026.  Principal evento do calendário tecnológico fluminense, este ano o encontro tem um significado especial: a celebração dos 92 anos de história do CREA-RJ, projetando o futuro das profissões que movem o desenvolvimento do estado. O CREA AQUI oferecerá uma imersão completa em tecnologia e mercado, incluindo: Inscrições Abertas Se em 2025 já foi incrível, este ano será ainda melhor.  O evento é gratuito para profissionais do Sistema e estudantes do programa CREA JR-RJ. Também será disponibilizado o ingresso solidário, com arrecadação de alimentos não perecíveis para a Ação da Cidadania. As vagas são limitadas. Garanta sua participação: creaaqui.crea-rj.org.br Importante: cadastre-se online e a seguir salve no celular ou imprima o QRCode; no dia do evento dirija-se aos totens de atendimento na área de credenciamento para imprimir a etiqueta e retirar sua credencial. Serviço:

Sérgio Lima Netto assume a direção da Escola Politécnica da UFRJ para o quadriênio 2026–2029

A Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) inicia um novo capítulo em sua centenária história. O professor Sérgio Lima Netto assumiu a diretoria da instituição para o mandato de 2026–2029. Ao seu lado, como vice-diretor, assume o professor Marcelo Gomes Miguez. A nomeação foi ratificada via publicação no Diário Oficial da União, no dia 9 de fevereiro, consolidando uma gestão formada por profissionais com profundo vínculo com a Politécnica. Novo Diretor: Inovação e Eletrônica Aos 57 anos, Sérgio Lima Netto traz na bagagem quatro décadas de dedicação à UFRJ. Egresso da própria instituição, onde ingressou em 1985, Lima Netto trilhou um caminho de destaque na Engenharia Eletrônica, com mestrado na Coppe e doutorado no Canadá. Professor titular desde 2014, o novo diretor possui um perfil voltado à pesquisa de ponta. Atualmente, é Cientista do Nosso Estado (FAPERJ) e Pesquisador B do CNPq. Também já atuou como coordenador acadêmico do Programa de Engenharia Elétrica da Coppe e integrou o Comitê Assessor de Engenharias IV do CNPq no triênio 2021–2023, desempenhando a coordenação do grupo nos dois últimos anos.  Vice-Diretoria: Foco em Sustentabilidade e Infraestrutura O vice-diretor Marcelo Gomes Miguez, de 58 anos, complementa a gestão com uma expertise consolidada em Engenharia Civil e Recursos Hídricos. Com passagens pelo setor privado (Vale) antes de se dedicar integralmente à academia, Miguez atua em projetos de pesquisa, desenvolvimento, inovação e consultoria, por meio das fundações universitárias, envolvendo parcerias nacionais e internacionais em temas como drenagem urbana sustentável, planos de saneamento e recursos hídricos. A sua atuação na universidade é multifacetada, tendo coordenado cursos de graduação e programas de pós-graduação em Engenharia Urbana e Ambiental. Participa há mais de 10 anos do Grupo de Águas Urbanas do Programa Hidrológico Intergovernamental da UNESCO para a América Latina e o Caribe, sendo um dos coordenadores da Cátedra UNESCO para Drenagem Urbana em Regiões da Baixada Costeira, estabelecida na UFRJ em 2020.  Desafios e Expectativas A Escola Politécnica da UFRJ é uma das mais respeitadas e tradicionais instituições de ensino da Engenharia Nacional, formando profissionais de excelência que têm se destacado no mercado nacional e internacional.  O CREA-RJ parabeniza a nova Diretoria, reafirmando seu compromisso de aproximação entre o Conselho e a Academia. 

A Engenharia por trás da sonorização do Sambódromo

Este ano, a Marquês de Sapucaí passou por uma grande inovação durante os desfiles das escolas de samba. Um novo sistema sonoro substituiu os tradicionais carros de som por uma infraestrutura digital, permitindo que intérpretes e equipes de harmonia passassem a receber o retorno do áudio por fones de ouvido e/ou as caixas de som. Por meio de uma Engenharia que atende as complexidades do Sambódromo, as implementações marcam uma nova era tecnológica no Carnaval do Rio de Janeiro, proporcionando melhorias significativas na experiência sonora e sensorial para os milhares de espectadores presentes durante as noites de desfiles.  Com isso, a aposentadoria dos carros de som foi vista como necessária. Utilizados desde a inauguração do Sambódromo, em 1984, eles serviam de guia para a bateria e cantores, assegurando a harmonia entre ritmistas e intérpretes. Além de abrir os caminhos para implementar os novos equipamentos, a retirada dos veículos serviu também para garantir mais espaço na avenida e um melhor visual do desfile. Como funciona? Do ponto de vista técnico, o Carnaval é um espetáculo que apresenta um grande desafio de sonorização. Isso se deve principalmente pelo comprimento da avenida, que se estende por mais de meio quilômetro, cerca de 700 metros, além do ambiente sonoro ocupado pelos shows simultâneos e as milhares de vozes dos espectadores.  Os aspectos inovadores que seguirão a partir deste ano se encontram na transição de sistemas de banda estreita (400 MHz) para tecnologia wireless de banda larga (1,4 GHz). Ou seja, foi adotada a transmissão de dados entre dispositivos por meio de ondas magnéticas, sem a necessidade de fiação. Esse modelo terá uma maior capacidade de armazenamento e menor suscetibilidade a interferências. A banda mais larga, operando com 32 canais bidirecionais (totalizando 64), é de suma importância para diminuir a poluição sonora, e por consequência, aprimorar a comunicação entre os intérpretes e a bateria. Descentralizar o som da Sapucaí também tornou possível a autonomia artística das escolas, permitindo que cada uma defina sua própria construção sonora por meio da tecnologia. No primeiro dia de desfiles, o novo sistema foi recebido pelos músicos das escolas de forma positiva, com destaque para os elogios às funcionalidades dos fones e o retorno do áudio. Apesar de existir um processo de adaptação à nova tecnologia, ela foi avaliada como um avanço na maneira de fazer Carnaval. Quem estava nas arquibancadas, frisas e camarotes, pôde ouvir um som mais limpo, sincronizado e potente, o que enriqueceu ainda mais a qualidade sensorial da experiência do público na Marquês de Sapucaí. Experiência do público A transformação do som no maior espetáculo da Terra não se restringiu apenas às escolas de samba. Com o objetivo de amplificar a sonoridade para milhares de espectadores durante os desfiles, foram instaladas caixas com maior pressão nos agudos, a fim de garantir a cobertura total nas arquibancadas, frisas e camarotes.  Para quem assiste aos desfiles de casa, foi pensado uma tecnologia de mixagem em áudio espacial, baseado em objetos. Com isso, a transmissão oficial via streaming permite que a audiência perceba o posicionamento real da bateria ao longo de toda a avenida.