Diretora do CREA-RJ participa da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres em Brasília

A diretora do CREA-RJ, engenheira naval Cládice Nobile Diniz participa da 5a Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, como convidada do Ministério das Mulheres (CNPM). O evento acontece entre os dias 29 de setembro e 1 de outubro, em Brasília. O Ministério das Mulheres aprovou o nome de Cládice por ter sido eleita na 1ª Conferência Livre de Políticas para as Mulheres da Engenharia, Agronomia, Arquitetura e Tecnológicas, que aconteceu dia 5 de agosto no formato virtual.  Cládice Diniz, do Rio de Janeiro, juntamente com a engenheira ambiental Maria Alessandra Azevedo Pereira, do Maranhão, representaram diversas entidades que se uniram para realizar a 1a Conferência Livre de Políticas para as Mulheres da Engenharia, Agronomia, Arquitetura e Tecnológicas, como a Engenharia pela Democracia, a ABEA, o Clube de Engenharia do Brasil, a FNA, a FNE, a FISENGE, o SENGE-BA e o SAASP, entre outras, com o apoio do CREA-RJ. O primeiro dia da 5a Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres reuniu 4 mil mulheres em Brasília para debater políticas de igualdade de gênero e democracia participativa. A mesa de abertura contou com a presença do presidente Lula, da primeira dama Janja, e de diversas ministras, como a ministra da Mulher, Márcia Lopes.    “Esse é um evento fundamental para os próximos anos e ditará as diretrizes que o governo federal e os governos estaduais e municipais seguirão quanto aos direitos das mulheres. Espero que tenhamos um trabalho muito bom e que possamos trazer novos avanços para as mulheres”, afirma a diretora Cládice Nobile Diniz. 

35ª Corrida e Caminhada dos Engenheiros e Arquitetos está com inscrições abertas

A tradicional Corrida e Caminhada dos Engenheiros e Arquitetos chega à sua 35ª edição no dia 7 de dezembro, às 8h, no Parque Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, Rio de Janeiro. O evento, que já faz parte do calendário do setor, e tem patrocínio do CREA-RJ, promete reunir profissionais, estudantes e a sociedade em geral para uma manhã de integração, saúde e celebração. As inscrições estão abertas no site corridaseaerj.com.br, com o primeiro lote disponível até o dia 3 de outubro. Sócios da SEAERJ, profissionais do CREA/CAU e associados da Mútua contam com valores diferenciados. Também há descontos garantidos por lei para studantes, pessoas com deficiência (PCD) e participantes com mais de 60 anos. Neste ano, a corrida ganha um significado especial ao celebrar os 90 anos da Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro (SEAERJ).  Mais uma vez, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) apoia e patrocina a iniciativa, reforçando seu compromisso com a valorização dos profissionais e com ações que incentivam a qualidade de vida. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site oficial da corrida: corridaseaerj.com.br

Evento Progredir AgroTech – A Engenharia que Sustenta o Brasil reúne autoridades do setor na sede do CREA-RJ

Na última sexta-feira, dia 26 de setembro, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro, por meio da Câmara Especializada de Agronomia e do Programa Progredir, realizou o evento Progredir AgroTech – A Engenharia que Sustenta o Brasil. O encontro aconteceu na sede do Crea-RJ, no Centro do Rio, das 9h às 19h, reunindo autoridades e especialistas do setor para apresentar e discutir inovações e tecnologias aplicadas na agricultura, pesca, florestas e agronegócio. O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, abriu o evento ao lado de lideranças da Engenharia Agronômica do estado. A mesa contou com a coordenadora da Câmara Especializada de Agronomia (CEAgro), engenheira agrônoma Débora Candeias; o subsecretário de Agricultura do estado do Rio de Janeiro, engenheiro agrônomo Felipe Brasil; e com os engenheiros agrônomos Guilherme Strauch, da Emater-RJ, Leonardo Lopes, presidente da Aearj, e Carlos Favoreto, presidente do Rio+Agro e CEO da ECP Environmental Solutions. Fernández começou destacando a presença e a importância da Agronomia no estado, pontuando o quão imprescindível é valorizar a área, que acaba abrangendo diversas profissões. “No estado do Rio de Janeiro, muitas vezes a gente não enxerga com tanta clareza a presença e a força da Agronomia. Mas quando você sai da centralidade e começa a rodar um pouco mais o estado, ou seja, 92 municípios dessas diferentes regiões, a gente começa a ver a relevância e a força que isso representa. E o estado do Rio é plural, é grande, a gente tem que enxergar isso, tem que trabalhar. É um setor que emprega, que desenvolve economicamente, socialmente e ambientalmente. Uma Agronomia feita sem profissionais devidamente registrados, habilitados e qualificados, muitas vezes é uma Agronomia que representa graves impactos ambientais.” A coordenadora da CEAgro, Débora Candeias, reforçou os avanços tecnológicos da área, os efeitos causados pela pandemia e a necessidade de adaptação dos profissionais a um novo contexto. “A gente vem falando de uma Agronomia tech, uma Agronomia tecnológica muito forte, e que já vinha acontecendo isso há muitos anos. Entretanto, a gente teve um evento no mundo que nos impactou de forma significativa, que foi a pandemia. E mais do que nunca a gente teve que se reinventar e nos adaptar de forma muito rápida às tecnologias e às coisas que já vinham acontecendo. E isso só fez com que acelerasse, foi um acelerador de tudo que nós hoje estamos vivendo. A gente já fala do engenheiro agrônomo 5.0 e Agronomia 4.0, e que nós hoje estamos vivendo e respirando a tecnologia. Então, no meu entendimento, os profissionais têm que se adaptar a essa nova realidade.” Ao final do primeiro encontro, todos os presentes na mesa e os demais palestrantes do dia receberam um certificado de participação no evento. Às 14h, iniciando a programação da parte da tarde, o engenheiro ambiental e de segurança do trabalho Vinícius Barão apresentou a palestra “Agricultura de Precisão e Sustentabilidade: como os drones aeroagrícolas estão transformando a economia rural”. Trazendo consigo o drone R2S, o profissional demonstrou, por meio de filmagens aéreas, as funcionalidades do equipamento e da tecnologia em si, além de pontuar a eficiência de todo o processo. “É o que tem de mais tecnológico no campo hoje em dia, se chama drone aeroagrícola. Aqui nós temos agricultura de precisão real. A gente sai de uma taxa de 80, 100, 120 litros por hectare no trator, por exemplo, para 15 litros por hectare. São pequenas gotas depositadas no alvo. Não importa a gota que sai do drone, importa as gotas que chegam no alvo. Toda aplicação nasce de uma necessidade, então nosso trabalho começa indo lá no produtor, ajudando-o a identificar as espécies, por exemplo de erva daninha, para poder fazer o mapeamento com ele.” O tema gerou curiosidade e perguntas por parte do auditório, especialmente sobre as condições em que o drone é operado e na especificação das suas funções. Na última palestra do dia, o engenheiro agrônomo Fabiano de Carvalho Balieiro, da Embrapa Solos, trouxe como tema “O papel da Integração Lavoura Pecuária Floresta para o desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro”. Apresentando um gráfico do IBGE ilustrando a agricultura do estado, Balieiro demonstrou o impacto que o campo e que os produtores rurais acabam tendo nas vidas urbanas. “Existem pelo menos quase 200.000 pessoas que estão no campo produzindo alimentos para gente, porque a gente produz pouco e isso gera renda. Então se a gente tem uma ligação muito forte desses produtores, porque eles não estão produzindo só alimentos. A água que a gente consome nas cidades vem exatamente de quais mananciais, de quais microbacias? São todas essas que estão ocupadas.” Finalizando a programação, Débora Candeias retornou para agradecer o engajamento de todos e exaltar o dia de aprendizados e troca de experiências entre autoridades, profissionais, conselheiros e estudantes sobre o universo do agro tech.

Dia Mundial dos Rios

Celebrado no último domingo de setembro, o Dia Mundial dos Rios é uma data dedicada  a conscientizar a população sobre a importância da preservação dos rios, necessários para o abastecimento das cidades, o desenvolvimento sustentável e a sobrevivência de milhares de espécies. A iniciativa busca promover o uso responsável da água doce, a preservação das bacias hidrográficas e a proteção dos ecossistemas fluviais, que estão entre os mais ameaçados do mundo. Todos os anos, mais de 60 países se unem para celebrar os rios e sua importância para a vida no planeta.  Os rios desempenham um papel essencial no ciclo da água, no abastecimento das populações, na irrigação agrícola, na geração de energia e na manutenção da fauna e da flora. No entanto, vêm sendo constantemente impactados por ações humanas, como o despejo de resíduos, a poluição por agrotóxicos, o desmatamento de matas ciliares, o assoreamento e a construção de grandes empreendimentos que alteram seus cursos naturais. Governança participativa da água A governança participativa da água é um modelo de gestão que reconhece que as decisões sobre o uso, a proteção e o acesso aos recursos hídricos não devem ser tomadas apenas por autoridades ou setores técnicos, mas com a participação ativa da sociedade, especialmente das populações diretamente afetadas, como comunidades ribeirinhas, povos tradicionais, agricultores e usuários urbanos. Esse modelo propõe que os rios não sejam tratados apenas como recursos econômicos, mas como bens comuns que exigem transparência, controle social e corresponsabilidade na sua administração. A ideia central é que, quanto mais diversos forem os atores envolvidos nas decisões – incluindo instituições públicas, universidades, movimentos sociais, ONGs e setor privado – maior será a legitimidade e a eficácia das políticas adotadas. No Brasil, instrumentos como os Comitês de Bacia Hidrográfica são exemplos práticos de governança participativa. Os comitês são fóruns colegiados em que representantes do poder público, da sociedade civil e dos usuários da água debatem e deliberam sobre ações para o planejamento e a gestão integrada dos recursos hídricos de uma bacia. Conselho atuante O CREA-RJ tem se envolvido ativamente em questões relacionadas à gestão hídrica no estado do Rio de Janeiro. Recentemente, o presidente Miguel Fernández, especialista em recursos hídricos, identificou a crise hídrica no Sistema Imunana-Laranjal, que abastece cerca de 2 milhões de pessoas na região metropolitana do Rio de Janeiro. Ele alertou para o risco de escassez de água e destacou que o problema já havia sido identificado anteriormente no plano de segurança hídrica do estado.  Além disso, Fernández anunciou que o CREA-RJ conquistou um assento no Conselho Estadual de Recursos Hídricos, o que permitirá a contribuição direta do CREA-RJ na discussão e implementação de soluções para a crise hídrica na região. Essa participação do CREA-RJ no Conselho Estadual de Recursos Hídricos representa um avanço significativo na atuação do Conselho em questões ambientais e de gestão de recursos hídricos. Essa posição pode influenciar decisões importantes relacionadas à gestão da água no estado, contribuindo para o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes e sustentáveis.