Tendências para a construção civil em 2025: novas tecnologias e materiais

Após 2024 ter sido um ano de superação no setor de construção no Brasil, as previsões para 2025 apontam cenários que podem ser ainda melhores. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a construção civil teve crescimento de 3,5% no segundo trimestre de 2024, destacando-se em comparação ao avanço geral de 1,4% da economia brasileira no mesmo período. Depois do reaquecimento do mercado, iniciado em 2023, após o período da pandemia de Covid-19, delineia-se o aumento de empreendimentos e a retomada de grandes obras e reformas em 2025. A tecnologia tem desempenhado um papel muito importante em aprimorar diversos setores, e a construção civil não é exceção. Diante dos importantes avanços tecnológicos que se fazem presentes em todos os setores produtivos, grandes inovações devem começar a fazer parte da rotina das grandes obras no Brasil. Algumas tendências prometem revolucionar o setor, trazendo mais produtividade com menos impacto ambiental. A impressão 3D segue como uma das grandes promessas, permitindo a criação de estruturas rápidas e com menos desperdício de materiais. Diversas iniciativas já estão utilizando essa abordagem para construir casas e edifícios de maneira mais econômica e acessível. Além disso, novos tipos de concreto estão sendo desenvolvidos para aumentar a durabilidade e a eficiência das construções. Um exemplo é o concreto auto-regenerativo, que contém bactérias capazes de reparar rachaduras automaticamente, prolongando a vida útil das estruturas. A construção modular e pré-fabricada também tem ganhado cada vez mais espaço, permitindo a montagem de edifícios de forma mais rápida e com menos impacto ambiental. A produção fora do canteiro reduz desperdícios e melhora a qualidade da obra, uma vez que os módulos são fabricados em ambientes controlados. Uma grande preocupação relacionada aos assunto envolvido com a construção civil é a questão da sustentabilidade: materiais como concreto reciclado, madeira engenheirada (processo industrial para excluir nós, trincas e rachaduras, a fim de alinhar as fibras e transformar em tábuas, lâminas ou até mesmo micropartículas), bioplásticos e tijolos ecológicos estão cada vez mais em evidência, contribuindo para a redução da pegada de carbono e a preservação do meio ambiente. A digitalização do setor está crescendo com o uso de Inteligência Artificial e automação para otimizar processos construtivos. Robôs de alvenaria, drones para monitoramento de obras e softwares de gestão baseados em IA estão ajudando a aumentar a eficiência e reduzir custos. Outro aspecto relevante é a busca por construções sustentáveis e neutras em carbono, o que tem levado à adoção de edifícios com sistemas de captação de água da chuva, energia solar e design bioclimático. A certificação de construções verdes está se tornando um diferencial competitivo no mercado. Outro avanço que vem sendo adotado é o uso da realidade aumentada e virtual na engenharia, permitindo melhor planejamento e visualização das obras antes mesmo de sua execução. Essa tecnologia facilita a identificação de falhas, melhora a comunicação entre as equipes e reduz retrabalhos. Ferramentas como drones, robôs e softwares avançados estão transformando completamente os processos de planejamento e de execução de projetos, proporcionando maior precisão, eficiência e economia. Contudo, muitos negócios, especialmente os menores, ainda mostram resistência em adotar essas soluções tão eficazes. Mesmo frente às inúmeras vantagens que a modernização oferece, a construção civil ainda conta com muitos métodos tradicionais, e isso tem gerado atrasos, desperdícios e aumento de custos. Muitos gestores enxergam a adoção de novas tecnologias como algo caro ou complexo, sem perceber que essas ferramentas foram criadas justamente para simplificar o trabalho. Apesar dos desafios a serem enfrentados em 2025, como elevação da taxa de juros no país, a escassez de mão de obra qualificada, a reforma tributária, o acesso ao crédito e as mudanças climáticas, o ano promete transformações significativas na construção civil, com a incorporação de tecnologias que aumentam a eficiência e reduzem os impactos ambientais. Investir em atualização tecnológica é estar preparado para os desafios do futuro e contribuir para um setor com mais qualidade e inovador e sustentável.
Fiscalização do CREA-RJ marca presença no Seminário Turismo RJ: Segurança e Tecnologia em Grandes Eventos

A Fiscalização do CREA-RJ marca presença no Seminário “Turismo RJ: Segurança e Tecnologia em Grandes Eventos”. Cerca de 30 agentes de fiscalização do CREA-RJ, de todas as regiões do estado, compareceram ao evento. O objetivo foi a atualização a respeito da atuação de diversos órgãos e instituições públicas em grandes eventos no Rio de Janeiro. Para o Gerente de Fiscalização do CREA-RJ, Cosme Chiniara, esses eventos de capacitação são extremamente importantes para a fiscalização. “Os fiscais precisam estar atualizados sobre as tendências, a magnitude dos eventos e, principalmente, o tipo de evento, uma vez que quanto mais pessoas estão reunidas, maior a possibilidade de ter um sinistro de uma escala maior. Hoje, com a equipe de grandes eventos do CREA-RJ, a fiscalização está mais focada e se especializando cada vez mais em fiscalizar eventos pelo Rio de Janeiro inteiro”. O Supervisor de Fiscalização da Regional Metropolitana do CREA-RJ, Alex José, também esteve presente. “É uma oportunidade de aprendizado, onde vamos junto aos outros órgãos saber da responsabilidade de cada um na fiscalização dos eventos na cidade de Rio de Janeiro. É um nicho muito importante da engenharia, como foi mostrado nos eventos do final do ano: Natal e Réveillon”, afirmou. O seminário contou com a presença de diversas autoridades do setor, como o presidente de Fecomércio, Antonio Florencio de Queiroz Junior; o subsecretário de operações integradas da Secretaria de Estado de Segurança Pública, Coronel Maurílio Nunes; e o subsecretário de estado de turismo do Rio de Janeiro, Nilo Sérgio Félix. “A Secretaria de Estado de Turismo vem desenvolvendo um papel fundamental. Tivemos um crescimento de 26,8% no turismo internacional. Abraçamos todo o interior do Estado. As cinco principais regiões turísticas: Costa do Sol, Costa Verde, Região Serrana, Vale do Café, Região Metropolitana, mostrando as riquezas do nosso interior e, mais do que isso, hoje também fomentando e captando grandes eventos. O Rio de Janeiro é um destino importantíssimo nesse mercado de grandes eventos”, analisou. E completou: “Eu quero aqui também registrar a participação do CREA-RJ nessa fiscalização, de mostrar mais uma preocupação em estar nos grandes eventos, bem arrumado, para que possamos trazer a segurança para a população, para os que vem nos visitar, para os que frequentam e participam desses grandes eventos no Rio de Janeiro, que é o cenário mais importante do Brasil”. O Seminário foi dividido em dois painéis. O primeiro tema foi “Segurança e turismo: o papel da segurança para alavancar o turismo em um estado com vocação para receber viajantes do mundo todo”. E o segundo foi “Segurança e tecnologia: estratégias, recursos tecnológicos e desafios das polícias do estado do Rio para a realização de grandes eventos como o Réveillon. O evento foi realizado pela Editora Globo com o apoio da Secretaria de Turismo do Estado do Rio de Janeiro, no Hotel Hilton, em Copacabana. Foi uma manhã de muito aprendizado, troca de informações e confraternização entre os agentes de fiscalização do CREA-RJ.
Dia do(a) Engenheiro(a) Ambiental
A Engenharia Ambiental é a área responsável por desenvolver técnicas e soluções voltadas à preservação do meio ambiente e à saúde pública, ao acompanhar a exploração dos recursos naturais, diminuindo seu impacto na natureza, tal como desmatamento, contaminação de bacias hidrográficas, erosão do solo e poluição da água e do ar, incluindo a poluição sonora. Os profissionais da Engenharia Ambiental são importantes para lidar com os impactos no contexto das mudanças climáticas, por promoverem medidas para reduzir o efeito do ser humano na natureza, com sustentabilidade e uso racional dos recursos disponíveis. Também administram sistemas de tratamento de esgoto, distribuição de água para o consumo, descarte correto do lixo, otimização de técnicas para a preservação do meio ambiente, avaliação de projetos e suas implicações ao ambiente que ele se encontra, laudos técnicos e planejamento energético. O curso de Engenharia Ambiental foi regulamentado pelo Ministério da Educação – MEC e as atividades desempenhadas pelos profissionais na área foram normatizadas pela Resolução Nº 447, de 22 de setembro de 2000, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). No dia 31 de janeiro é comemorado o Dia do(a) Engenheiro(a) Ambiental. A data foi escolhida devido ao Projeto de Lei n°615, de 2007, e em homenagem à primeira turma de graduação na Universidade Federal de Tocantins (UFT), em 1997. Graduação O curso de Engenharia Ambiental confere o título de bacharelado e possui duração média de cinco anos. Os alunos que escolherem seguir essa carreira terão a oportunidade de estudar disciplinas que envolvem Biologia, Química, Física, Hidrologia, Geomorfologia, Hidrologia, Ecologia, Legislação e Planejamento Ambiental, como: Auditoria e Perícia Ambiental; Bioclimatologia; Cálculos; Eletricidade Aplicada; Geoprocessamento Ambiental; Gestão de Recursos Hídricos; Hidráulica; Microbiologia e outras que podem variar dependendo da instituição de ensino. Os estudantes também estarão preparados para atuar em indústrias, empresas de consultoria ambiental, assim como de energias e de saneamento, instituições de pesquisa para aprimoramento da profissão e a busca de novas soluções para reequilibrar os processos da natureza. Pós-graduação A pós-graduação em Engenharia Ambiental, assim como o mestrado e o doutorado, oferece diversas oportunidades, tanto na área de pesquisa quanto na atuação no mercado de trabalho, inovando em tecnologia, ensino e sustentabilidade, capacitando profissionais para atuar nas mais diversas frentes, como: – Auditoria, Perícia e Licenciamento Ambiental: nesta especialização, os(as) engenheiros(as) se voltam para as questões legais, de licenciamento ambiental e perícia, estudando conceitos de Sustentabilidade Ambiental, Inovações Tecnológicas, Análise de Risco e Recuperação de Áreas Degradadas e Estudos de Conflitos Ambientais. – Educação Ambiental: área do desenvolvimento da educação e das ciências da natureza, seu foco é no desenvolvimento de políticas e ações educativas para a conservação ambiental. O(A) profissional vai aprender a avaliar políticas públicas em educação ambiental, como aplicar conceitos de sustentabilidade no cotidiano e analisar os impactos de intervenções humanas, tanto no que ele degrada quanto que é conservado. – Gestão Ambiental: esses profissionais avaliam os impactos de projetos e atividades, realizando editorias com estratégias de conservação e proteção. E a partir de seu conhecimento, tomam decisões nos projetos considerando os aspectos políticos, econômicos e sociais. Com a legislação ambiental, podem desenvolver estratégias direcionadas a causas específicas, contribuindo ainda mais na redução de riscos ao meio ambiente e no controle desses impactos. – Saneamento básico: necessário para a saúde da população e do desenvolvimento sustentável das cidades, esta área realiza o uso adequado dos recursos hídricos, buscando reduzir o consumo de água que não seja necessário; tratamento adequado dos efluentes, como esgotos, com objetivo de remover poluentes e sua localização no meio ambiente; a gestão integrada dos resíduos sólidos, potencializando a reciclagem e compostagem e prevenção da poluição do ar, água e solo, provenientes das atividades de saneamento. O Crea-RJ parabeniza todos(as) os(as) Engenheiros(as) Ambientais pelo trabalho desenvolvido, ao pensar tanto no bem-estar da sociedade em suas inovações e planejamentos de novos meios de viver – que impulsionam o seu conforto e seu desenvolvimento, quanto ao agir para minimizar o impacto no meio ambiente e respeitar os seus ciclos para a manutenção de todo ecossistema. Confira o vídeo!
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Dia Mundial da Educação Ambiental
O Dia Mundial da Educação Ambiental é comemorado em 26 de janeiro e tem como objetivo promover a conscientização sobre a importância do assunto para o desenvolvimento sustentável. É uma oportunidade para reforçar a importância de incluir a educação ambiental nas escolas e outros espaços educativos, a fim de preparar as gerações futuras para enfrentar os desafios ambientais e mundiais. A data é celebrada desde 1975, quando a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) realizou o Encontro Internacional de Educação Ambiental, em Belgrado, antiga Iugoslávia. Ao final do evento, a Carta de Belgrado foi elaborada, sendo o marco inicial para o desenvolvimento da educação ambiental. Para o cientista ambiental Adalberto Marcondes, diretor do Instituto Envolverde, Educação ambiental não é tema apenas para crianças, não é apenas aprender a fazer artesanato com recicláveis ou entender como os materiais devem ser separados no descarte do que ainda chamamos de lixo. “A educação ambiental do século 21 deve alcançar do ensino fundamental às universidades. Deve estar nas escolas de Engenharia que transformarão os produtos de baixo impacto e zero carbono em padrão para as indústria; nas faculdades de Medicina, que ensinarão como se alimentar e combater doenças a partir de vidas saudáveis; nas escolas de Jornalismo, que ensinarão que Meio Ambiente é tudo e não apenas páginas especiais em jornais dominicais”. Agenda 2030 da ONU A Agenda 2030 da ONU, um guia global para alcançarmos um Planeta mais sustentável até 2030, contém os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pelas Nações Unidas. Dentro dela, os ODSs 4, 11, 12, 13 e 15 estão relacionados com a educação ambiental e proteção do meio ambiente. O ODS 4 visa garantir o acesso à uma educação de qualidade e inclusiva para todos, incluindo a educação ambiental. O ODS 11 e 12 busca tornar as cidades e comunidades mais sustentáveis e os padrões de produção e consumo mais responsáveis. O ODS 13 visa tomar medidas para combater as mudanças climáticas e seus impactos. E por fim o ODS 15 tem foco em proteger e restaurar as florestas, a biodiversidade e os ecossistemas. Diante dos múltiplos desafios para promover a implementação da Agenda 2030, instituições e empresas privadas que investem na educação ambiental e em atitudes verdadeiramente sustentáveis, como a neutralização do carbono, destacam-se no mercado e contribuem para tornar tangíveis os recém mencionados Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Primavera Silenciosa A movimentação pelo Meio Ambiente, entretanto, foi impulsionada anos antes com o lançamento do livro “Primavera Silenciosa” (Silent Spring), em outubro de 1962, da norte-americana Rachel Louise Carson. Bióloga marinha, escritora, cientista e ecologista, ala foi a primeira cientista a pensar no Meio Ambiente como algo holístico. Na obra, considerada uma das mais importantes do século XX, Rachel alerta sobre o perigo dos pesticidas, especialmente o DDT, aos seres vivos, à saúde humana e à natureza de maneira geral. Mulher e cientista num mundo masculino, seus primeiros trabalhos foram assinados como R.L. Carson para não revelar sua condição feminina e, consequentemente, atrair descrédito às suas pesquisas. Rachel anteviu, já nos anos 50, questões relevantes que se fazem presentes até hoje. Ela foi a primeira cientista a constatar que o uso de pesticidas agrícolas atinge todo o ecossistema (solo, águas, fauna e flora), entra na cadeia alimentar e termina por chegar às nossas mesas. “Primavera Silenciosa” provocou grande repercussão, quer no campo científico, quer no campo da ética e da política. Na época, o DDT era visto como um avanço tecnológico, sendo amplamente utilizado em lavouras, hortas e jardins nos Estados Unidos. O pioneirismo da autora custou-lhe uma perseguição implacável e uma campanha difamatória por parte dos fabricantes e usuários de DDT nos EUA. No Brasil, o uso do DDT foi proibido apenas em 2009 (Lei Nº 11.936/2009). Apesar da proibição do DDT, o uso de outros pesticidas ainda é intensamente realizado. Carta de Belgrado Embora redigido há quase 50 anos, o documento sintetiza, com relevante atualidade, todo o marco conceitual das questões ambientais e mostra que todo cenário já estava delineado, bem como, a forma como deveriam ter sido tratados os problemas e quais soluções eram relevantes. Leia a íntegra! “Nossa geração tem testemunhado um crescimento econômico e um processo tecnológico sem precedentes, os quais, ao tempo em que trouxeram benefícios para muitas pessoas, produziram também sérias consequências ambientais e sociais. As desigualdades entre pobres e ricos nos países, e entre países, estão crescendo e há evidências de crescente deterioração do ambiente físico numa escala mundial. Essas condições, embora primariamente causadas por número pequeno de países, afetam toda a humanidade. A recente Declaração das Nações Unidas para uma Nova Ordem Econômica Internacional atenta para um novo conceito de desenvolvimento – o que leva em conta a satisfação das necessidades e desejos de todos os cidadãos da Terra, pluralismo de sociedades e do balanço e harmonia entre humanidade e meio ambiente. O que se busca é a erradicação das causas básicas da pobreza, da fome, do analfabetismo, da poluição, da exploração e dominação. Não é mais aceitável lidar com esses problemas cruciais de uma forma fragmentária. É absolutamente vital que os cidadãos de todo o mundo insistam a favor de medidas que darão suporte ao tipo de crescimento econômico que não traga repercussões prejudiciais às pessoas; que não diminuam de nenhuma maneira as condições de vida e de qualidade do meio ambiente. É necessário encontrar meios de assegurar que nenhuma nação cresça ou se desenvolva às custas de outra nação, e que nenhum indivíduo aumente o seu consumo às custas da diminuição do consumo dos outros. Os recursos do mundo deveriam ser utilizados de um modo que beneficiasse toda a humanidade e proporcionasse a todos a possibilidade de aumentar a qualidade de vida. Nós necessitamos de uma nova ética global – uma ética que promova atitudes e comportamentos para os indivíduos e sociedades, que sejam consonantes com o lugar da humanidade dentro da biosfera; que reconheça e responda com sensibilidade às complexas e dinâmicas relações entre a humanidade e a natureza, e entre
Confira sete obras de Engenharia que mudaram o Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro não é chamado de Cidade Maravilhosa apenas pela sua beleza natural. Os avanços na área da Engenharia também contribuem para a melhor disposição do Estado e impactam positivamente a vida da população carioca, principalmente no âmbito da mobilidade urbana. Abaixo, o Crea-RJ destaca as sete principais obras de Engenharia que transformaram o Rio: Estrada de Ferro Mauá (1854) A Estrada de Ferro Mauá começou em 1852 com o lançamento da pedra fundamental nas terras da fazenda do Fragoso, que pertenceu ao comendador Albino José de Siqueira, fazendeiro, político e chefe da Guarda Nacional, e contou com a presença da Imperatriz D. Tereza Cristina e do Imperador D. Pedro II, no extinto município de Estrela, atualmente território de Magé. Foi inaugurada no dia 30 de abril de 1854 e contou com políticos, nobres e fazendeiros da época. A ferrovia foi um marco na história econômica do Brasil, sendo a primeira estrada de ferro do Brasil e a terc eira da América Latina. Além do transporte da família imperial para a freguesia de São Pedro de Alcântara de Petrópolis – que se tornaria cidade apenas em 1857, emancipando-se de Estrela – a estrada de ferro foi utilizada para facilitar o escoamento da produção cafeeira do Vale do Paraíba. Com o declínio do comércio do café e com a concorrência da Estrada de Ferro D. Pedro II, a E.F. Mauá sofreu prejuízos e foi progressivamente diminuindo o uso da locomotiva. Aterro do Flamengo (1965) Um marco no paisagismo carioca, o Aterro do Flamengo foi idealizado pela arquiteta autodidata Maria Carlota Costallat de Macedo Soares (1910 – 1967), que tinha como objetivo não só criar um parque convencional, mas impactar positivamente na qualidade de vida da população, fazendo com que os usuários utilizassem as áreas de lazer como fosse melhor para cada um. O projeto também deveria integrar os equipamentos urbanos já existentes, como o Aeroporto Santos Dumont, de 1944, e o Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra (mais conhecido como Monumento aos Pracinhas), inaugurado em 1960. Também contou com a participação de uma equipe composta por profissionais de áreas diversas, incluindo tráfego e infraestrutura, foi assinado pelos arquitetos Affonso Eduardo Reidy (1909-1964), Sérgio Wladimir Bernardes (1919-2002) e Jorge Machado Moreira (1904-1992). Também participaram dos trabalhos o paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994) e o botânico Luiz Emygdio de Mello Filho (1913-2002). O parque inaugurado em 1965, com a configuração que conhecemos e medindo 1,2 milhão de metros quadrados e utilizou-se o desmonte de morros, como o Morro de Santo Antônio, no Centro, cujo entulho foi despejado na Baía de Guanabara para criar a área aterrada, criando um dos maiores parques urbanos do mundo. O Parque do Flamengo é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e abriga atrações como o Museu de Arte Moderna (MAM), a Marina da Glória, o Monumento a Estácio de Sá e o Parque Brigadeiro Eduardo Gomes, que dá o nome oficial ao complexo. Túnel Rebouças (1967) Em homenagem aos irmãos engenheiros André e Antônio Rebouças, o túnel de 2,8 km de extensão, inaugurado em 3 de outubro de 1967, facilitou a ligação entre a Zona Norte e a Zona Sul, melhorando a mobilidade urbana da cidade. Os irmãos são considerados os primeiros afrodescendentes brasileiros a cursar uma universidade e os dois maiores engenheiros do Brasil no século XIX. A obra trouxe inovações ao colocar praticamente lado a lado geólogos e engenheiros, que empregaram técnicas apuradas, que economizaram recursos e trouxeram agilidade para concluir ao todo 5,6 quilômetros em perfurações. O projeto, iniciado em 1962 e concluído em 1967, também foi emblemático na modernidade de seu sistema anti-incêndio e contra a poluição do ar. As primeiras linhas de ônibus só começaram a usar o trajeto a partir de 1976. O Estado da Guanabara, que executou o projeto através da SURSAN (Superintendência de Urbanização e Planejamento), firmou convênio com a Escola Nacional de Geologia da antiga Universidade do Brasil (atual UFRJ) para o assessoramento com relação às condições geológicas do trecho. O trabalho começou com um levantamento de campo da área e uma avaliação minuciosa das falhas existentes nas rochas, através da interpretação de fotografias aéreas. Ponte Rio-Niterói (1974) A ponte, que no ano passado completou seus 50 anos, reduziu significativamente o tempo de deslocamento entre as duas cidades, marcando a história não só do Rio e de Niterói, mas de todo o país. Inaugurada em 4 de março de 1974, a estrutura de 13,29 quilômetros de extensão é muito mais do que apenas uma ligação física entre as duas cidades – é um símbolo de progresso, integração e desenvolvimento. Construída em pouco menos de seis anos, foi considerada, na época, a segunda maior ponte do mundo, perdendo apenas para a Ponte do Lago Pontchartrain, nos Estados Unidos. Tem 8,83km de extensão sobre a água, 72m de altura em seu ponto mais alto e vão central de 300m. É considerada, atualmente, a sexta maior ponte do mundo, a segunda mais extensa da América Latina, a maior ponte de concreto protendido do hemisfério sul, além de possuir o maior vão livre em reta contínua no mundo e o maior conjunto de estruturas protendidas da América. A obra teve início simbólico, em 9 de novembro de 1968, com a presença da Rainha do Reino Unido, Elizabeth II, e de Sua Alteza Real, o Príncipe Filipe, Duque de Edimburgo, ao lado do ministro Mário Andreazza, mas as obras tiveram início realmente em janeiro de 1969. O canteiro principal se localizava na Ilha do Fundão, pertencente à Universidade Federal do Rio de Janeiro, havendo, também, canteiros secundários em Niterói. A estrutura de aço foi toda fabricada na Inglaterra em módulos, que chegaram ao Brasil por transporte marítimo. Sua fabricação final, com os elementos pré-soldados da Inglaterra, foi feita na Ilha do Caju, na Baía de Guanabara. Os engenheiros responsáveis pelo projeto da ponte de concreto foram Antônio Alves de Noronha Filho e Benjamin Ernani Diaz e o engenheiro responsável pela ponte de aço foi o americano James
Dia Internacional da Educação
“Se quisermos transformar o futuro, se quisermos mudar de direção, devemos repensar a educação. Isso significa elaborar um novo contrato social para a educação, como preconiza o Relatório da UNESCO sobre o Futuro da Educação, lançado em novembro passado. Necessitamos reparar as injustiças do passado e orientar a transformação digital acerca da inclusão e da equidade. E precisamos que a educação contribua de forma plena para o desenvolvimento sustentável – por exemplo, ao integrar a educação ambiental em todos os currículos e na formação de professores desta área”. Audrey Azoulay, diretora-geral da UNESCO A Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou o dia 24 de janeiro como o Dia Internacional da Educação, em comemoração ao papel da educação para a paz e o desenvolvimento. Sem educação de qualidade inclusiva e equitativa e oportunidades ao longo da vida para todos, os países não conseguirão alcançar a igualdade de gênero e quebrar o ciclo de pobreza que tem deixado para trás milhões de crianças, jovens e adultos. Atualmente, 258 milhões de crianças e jovens ainda não frequentam a escola; 617 milhões de crianças e adolescentes não sabem ler e fazer contas básicas; menos de 40% das meninas na África Subsaariana completam o ensino médio e cerca de quatro milhões de crianças e jovens refugiados estão fora da escola. Seu direito à educação está sendo violado e isso é inaceitável. Educação e professores desempenham papel essencial no combate ao discurso de ódio, um fenômeno que cresceu como uma bola de neve nos últimos anos com a utilização das redes sociais, prejudicando a malha estrutural das sociedades. O mundo assiste a uma onda de conflitos violentos, paralelamente a um aumento alarmante da discriminação, racismo, xenofobia e discurso de ódio. O impacto de tais violências transcende qualquer fronteira baseada em geografia, gênero, raça, religião, política, offline e online. Um compromisso ativo com a paz é hoje mais urgente do que nunca: a educação é fundamental para este esforço, como aponta a Recomendação da UNESCO sobre Educação para a Paz, os Direitos Humanos e o Desenvolvimento Sustentável. A aprendizagem para a paz deve ser transformadora; além disso, ela deve ajudar a capacitar os estudantes com conhecimentos, valores, atitudes, competências e comportamentos necessários para se tornarem agentes da paz em suas comunidades. O Crea-RJ celebra o Dia Internacional da Educação, entendendo que ela é o pilar fundamental para o desenvolvimento social, econômico e tecnológico da sociedade. Nesta data, reforça seu compromisso em promover iniciativas que valorizem o conhecimento e a capacitação, especialmente nas áreas de engenharia, agronomia e geociências.
CREA-RJ dá posse a conselheiros titulares e suplentes na renovação do terço do plenário

No dia 13 de janeiro, um pouco antes da primeira sessão plenária do ano, o CREA-RJ realizou a cerimônia de posse de 27 conselheiros titulares e 14 suplentes, representando as suas respectivas entidades de classe ou instituições de ensino. O plenário do CREA-RJ tem sua composição renovada em um terço anualmente, nos termos da Resolução nº 1.071, de 2015, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). A cerimônia de posse foi apresentada pelo Chefe de Gabinete do CREA-RJ, Rodrigo Machado, que chamou os conselheiros um a um para receber o Termo de Posse e tirar uma foto com o presidente do Conselho, Miguel Fernández. Ao final, o presidente do CREA-RJ deu as boas vindas aos conselheiros, que assumem um mandato para o período de 2025 a 2027. “Parabenizo a todos os conselheiros empossados. Desejo que a gente tenha um 2025 repleto de boas ações e boas definições aqui neste plenário”, disse Miguel. Conselheiros titulares empossados Alexandre Julio Lopes de Almeida Ana Cristina Pinto de Almeida Palmeira Ana Maria Evangelho Oestreich Antonio Carlos Soares Pereira Antonio Pereira Monteiro Catia Maria Cavalcanti Pereira Cládice Nóbile Diniz Claudia do Rosário Vaz Morgado Claudia Maria de Oliveira Campos Davidson Ferreira dos Santos Diego Luiz Fonseca Elio Ricardo Moraes Pacheco Evaldo Valadão Pereira Itálico Bombonato Janaina da Costa Pereira Torres de Oliveira José Brant de Campos José Eduardo Ribeiro de Carvalho Julio Artur Villas Boas Julio Cesar Sobral Pinto Dias Lígia Pessôa de Azevedo Livio Marco Assis de Almeida Luiz Antonio Cosenza Luiz Antonio Fonseca Punaro Baratta Luiz Carneiro de Oliveira Marcelo Fernandes da Silva Marlise de Matosinhos Vasconcellos Nelson Meirim Coutinho Osvaldo Henriques de Souza Neves Rodrigo de Souza Couto Suplentes de conselheiros empossados Rodrigo Hoerner Morais Marques Cesar Drucker Amanda Gomes de Souza James Hall Monica Maria Baggetti Machay de Oliveira Vidigueira Coutinho Ferreira José Silverio Barboza Claudia Maria Graça Araújo Aluizio Alberto Peixoto Soares Maria Alice Ibañez Duarte Francisco Jadson Miranda Viana Lilian Borges Scuett Valter Cosme Azevedo Luis Roberto Pereira Silva Confira todas as fotos da cerimônia de posse
Parabéns ao município de São Francisco de Itabapoana, por seus 30 anos!
O território dos municípios de São Francisco de Itabapoana e São João da Barra, quando da divisão do Brasil em capitanias hereditárias, passou a integrar a capitania de São Tomé, ou Paraíba do Sul, concedida em 1536 a Pero Góis da Silveira. Esse donatário se estabeleceu na área em 1539, escolhendo para implantação do núcleo original o lugar que considerou de solo fértil e abrigado do tempo e dos índios goitacases, que dominavam a região. Em 1630, foi fundado o povoado de São João Batista da Paraíba do Sul, atual sede do município de São João da Barra. O cultivo da cana-de-açúcar foi logo introduzido naquela área, mas o aldeamento não conseguiu progredir rapidamente devido aos ataques constantes dos indígenas. A região só voltou a ser efetivamente ocupada quando bandeirantes ergueram um pouso de tropas na capitania, em torno do qual a população começou a se aglomerar, edificando uma capela dedicada a São João Batista da Barra. O núcleo urbano foi elevado à condição de freguesia em 1644, ocasionando maior fluxo de colonizadores, o que permitiu o desenvolvimento da lavoura canavieira. Na década de 1670, a freguesia teve determinada sua autonomia, recebendo o nome de vila de São João da Praia do Paraíba do Sul. Porém, o município foi anexado à capitania do Espírito Santo em 1753, retornando à província fluminense somente em 1832. Com a Proclamação da República, o território passou a pertencer ao município de São João da Barra, sob denominação de sertão sanjoanense. Contudo, a elite local passou a ser cada vez mais atuante, tanto no campo político como no administrativo e no econômico. No ano de 1995, São Francisco de Itabapoana ganha sua autonomia, em face da edição da Lei nº 2.379, de 18 de janeiro. Desmembrado de São João da Barra, foi instalado em 1º de janeiro de 1997. O Crea-RJ parabeniza São Francisco de Itabapoana por seus 30 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Fonte: TCE/RJ – Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro
Dia da Universidade
Em 18 de janeiro celebra-se o Dia da Universidade, data que homenageia as instituições responsáveis por oferecer ensino superior, pesquisa e extensão. As universidades são destaque na democratização ao acesso do conhecimento, contribuindo com a sociedade para seu desenvolvimento e sua transformação. Segundo o Decreto Federal nº 5.773/06, as Instituições de Educação Superior (IES), seguindo com sua organização e respectivas prerrogativas acadêmicas, são credenciadas como: faculdades, centros universitários e universidades. A pesquisa realizada pelo Inep, com base em microdados do Censo da Educação Superior, mostra que o Brasil possui 2.595 instituições de ensino superior, compostas majoritariamente por faculdades, 75,8%; dentre as universidades, a maioria é pública, 56,1%. O Artigo 207 da Constituição Federal de 1988 diz que “as universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”. Ainda, segundo o Artigo 52 da Lei nº 9.394 de 20 de Dezembro de 1996 (LDB), as universidades são instituições pluridisciplinares de formação dos quadros profissionais de nível superior, de pesquisa, de extensão, que se caracterizam por: – Produção intelectual institucionalizada mediante o estudo sistemático dos temas e problemas mais relevantes, tanto do ponto de vista científico e cultural quanto regional e nacional; – Um terço do corpo docente, pelo menos, com titulação acadêmica de mestrado ou doutorado; – Um terço do corpo docente em regime de tempo integral. Descobertas feitas por universidades brasileiras A ciência feita em território nacional ganha destaque nas universidades brasileiras, que também lideram pesquisas para o desenvolvimento da sociedade, impactando na melhoria da saúde e nos seus aspectos econômicos e políticos. Algumas das descobertas: medicamento contra náuseas (USP); vacina contra a cocaína (UFMG); pele de tilápia para queimaduras (UFC); terapia com LED (UFBA); protetor solar de maracujá (UFBA); Inteligência Artificial no Judiciário (UFCG) corante sustentável (UFRJ); sorvete como complemento alimentar em quimioterapia (UFSC); sensor para diagnóstico da doença de Alzheimer (UFSCar); automóvel robótico autônomo inteligente (Iara) (UFES). Ensino, pesquisa e extensão Ensino diz respeito às atividades voltadas para o aprendizado dos estudantes, como as horas específicas às aulas, laboratórios e atividades de monitoria a fim de fomentar a produção científica. A Lei n° 9.594, de 1996, estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, onde o ensino superior possibilita “estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo”. Pesquisa diz respeito às atividades que são desenvolvidas por intermédio de investigação sistemática, promovido pelo levantamento de informações, hipóteses e dados acerca de temáticas, dentro das áreas do conhecimento, a fim de analisar, interpretar e compreender dados. As ações desenvolvidas com o objetivo de fomentar as atividades de pesquisa dentro das universidades geralmente acontecem por meio da Iniciação Científica, Monografia e Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Estes trabalhos são consequência de projetos realizados entre professores e alunos, visando a contribuir para a compreensão da realidade atual, a produção de novos conhecimentos e tecnologias, a promoção da ciência regional e inovação. Extensão é a parte que possibilita a união entre a comunidade acadêmica e as pessoas de fora da universidade, ou seja, a sociedade, promovendo o diálogo entre o conhecimento teórico e científico ao saber popular. O Plano Nacional de Extensão Universitária, elaborado pelo Fórum de Pró-Reitores das Universidades Públicas Brasileiras e pela Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação e do Desporto aponta que a “Extensão é uma via de mão-dupla, com trânsito assegurado à comunidade acadêmica, que encontrará, na sociedade, a oportunidade de elaboração da práxis de um conhecimento acadêmico. No retorno à Universidade, docentes e discentes trazem um aprendizado que, submetido à reflexão teórica, será acrescido àquele conhecimento”. O Crea-RJ comemora e reconhece a importância das Universidades para a democratização da educação e para a formação de indivíduos que estarão aptos não somente a executar determinada tarefa ou profissão, mas também a ver o mundo para além do óbvio, ajudando a construir um futuro onde todos possam estar incluídos e se desenvolvam no âmbito humano, social, político e econômico. Fonte: Universidade Estadual do Pará (UEPA) e Universidade Federal do Norte de Tocantins (UFNT)