Faculdade de Engenharia da Uerj realiza o mapeamento 3D do Santuário da Penha

Em outubro de 2024, a Basílica Santuário da Penha recebeu seu mapeamento 3D com o objetivo de preservar a memória da igreja para futura divulgação turística, restauro e gestão de edificação. Os dados coletados serão apresentados no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da aluna Heloísa Macieira, da graduação em Engenharia Cartográfica, sob orientação dos professores Samir de Souza Oliveira Alves e Luiz Carlos Teixeira Coelho Filho, com previsão para defender em dezembro deste ano.  De acordo com Alves, a ideia central foi aplicar diferentes métodos de levantamento 3D para obter informações tridimensionais de toda a estrutura da Basílica, popularmente conhecida como Igreja da Penha.  O mapeamento 3D Os mapeamentos possuem a finalidade de reconstruir digitalmente a realidade. No projeto da Basílica, há a edificação da Igreja da Penha com todos os detalhes arquitetônicos, além dos objetos que compõem o espaço como o altar, imagens, entre outros elementos. A partir de diferentes métodos de levantamento é possível obter dados sobre esses elementos, como medidas, cores e texturas. Assim, o trabalho de campo incluiu quatro levantamentos simultâneos:  Esse último levantamento foi fundamental para que, futuramente, seja possível unir os dados dos quatro levantamentos realizados, formando um modelo 3D completo da edificação.  Legado digital do patrimônio histórico  Para otimizar o mapeamento, Heloisa Macieira mobilizou o trabalho em equipe com 11 colegas do curso para ajudar a carregar equipamentos e realizar as medições. A escolha da igreja também foi um desafio para Macieira, já que sua ideia era alinhar o propósito técnico e simbólico em seu projeto, representando sua fé e relevância histórica e cultural para a cidade do Rio.  Heloisa percebeu que a tecnologia de laser scanner tem ganhado cada vez mais espaço no mercado, especialmente após tragédias como o incêndio no Museu Nacional, em 2018. Ela observou que essa técnica poderia ter viabilizado a reconstrução completa do patrimônio, preservando a realidade do espaço. Esse episódio motivou a criação do mapeamento 3D da Igreja da Penha. História de devoção  Ponto turístico e religioso, a Igreja da Penha fica no alto de um penhasco no bairro de mesmo nome, na Zona Norte do Rio. Famosa pelos 382 degraus que atraem peregrinos e pagadores de promessas, a igreja tem grande importância cultural para a cidade. Sua construção data do século XVII e um milagre teria originado a primeira capela ali erguida. Ao ser atacado por uma serpente, o proprietário das terras, Baltazar de Abreu Cardoso, rogou à Nossa Senhora que o salvasse. Grato pelo milagre, ergueu no local uma pequena capela dedicada à santa.  A obra da escadaria foi iniciada no início do século XIX. Em narrativa popularmente difundida, a esposa de um casal com dificuldade para ter filhos, Maria Barbosa, prometeu a construção do acesso ao templo após conseguir engravidar. As escadas só foram concluídas no ano de 1819, tornando tão conhecido o local e popularizando a prática de subir, muitas vezes, de joelhos, o penhasco como pagamento de promessas. Ao longo do século XX, o espaço recebeu diversas reformas e ampliações, tendo sido elevado à categoria de Basílica Santuário da Penha pelo Papa Francisco em 2016. Fonte: Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)

CREA-RJ marca presença na Formatura do Curso de Engenharia da Universo

Com o objetivo de se aproximar cada vez mais das instituições de ensino das áreas da Engenharia, Agronomia e Geociências, que formam os futuros profissionais do setor, o CREA-RJ marcou presença na colação de grau das Engenharias da Universidade Salgado de Oliveira (Universo), que aconteceu no Clube Português de Niterói, nesta quinta, 6 de fevereiro.  No evento, o Coordenador da Regional Metropolitana Leste, Otassano Panetto, representou o CREA-RJ na mesa solene da formatura das turmas de Engenharia. “Foi uma honra ter participado da colação de grau dos alunos com a entrega das carteiras provisórias do CREA-RJ. É uma aproximação do CREA-RJ com as universidades, e isso é muito importante para a nossa coordenação”, avalia.  Além de Otassano Panetto, prestigiaram a formatura, a gerente de relações institucionais do CREA-RJ, Landijara Duarte; o Gerente de Fiscalização, Cosme Chiniara; o Coordenador de Registros e Cadastros, Wallace Ronda, e o assessor da presidência, Rodrigo Motta, juntamente com o diretor geral da Mútua/RJ, Jamerson Freitas. “Foi gratificante participar desta cerimônia e estreitarmos a relação com os profissionais recém-formados. Nesta nova fase, eles poderão contar com os programas estratégicos: CREA-Jovem e Progredir para desenvolver suas habilidades e conhecimentos”, afirma Landijara Duarte, gerente de relações institucionais e programas estratégicos do CREA-RJ. Graduaram-se 32 alunos de Engenharia Civil; 14 de Engenharia de Produção; 11 de Engenharia Elétrica; e 6 de Engenharia Ambiental. O curso de Engenharia Civil foi criado em 2012 e formou ontem a sua 17ª turma, já o curso de Engenharia Mecânica é novo e deve formar a primeira turma no final de 2026. Para o gestor e coordenador do Curso de Engenharia da Universo, professor Alexandre Calheiros  “é  importante que a nossa ‘casa’ maior, o CREA-RJ, esteja próxima da universidade, tomando conhecimento do que fazemos e ao mesmo tempo amparando os nossos acadêmicos que serão os futuros profissionais de engenharia”.  Ele completa: “Assim como nós acolhemos os nossos alunos com amor e responsabilidade é fundamental que eles se sintam amparados pelo Conselho e saibam o que o Conselho significa para eles. Que eles vejam o Conselho não só como um órgão fiscalizador das suas atividades mas, principalmente, como um órgão orientador e dinamizador da sua profissão. Que eles, efetivamente, se sintam amparados e protegidos como profissionais. Precisamos fazer uma Engenharia sólida e bem fincada nas suas bases. Só assim teremos um CREA-RJ forte e respeitado por todos. O CREA-RJ presente na colação de grau é um bom começo. Uma demonstração de acolhimento. Os formandos se sentem muito seguros e felizes com isso”. Os formandos de Engenharia da Universidade Salgado de Oliveira fizeram questão de posar para as fotos segurando a carteira provisória do CREA-RJ, primeiro passo rumo ao futuro profissional. 

Aula de Defesa Pessoal Gratuita em comemoração ao Dia Internacional da Mulher: inscreva-se!

No contexto do Dia Internacional da Mulher, é essencial promover a valorização e o empoderamento das profissionais da Engenharia, Agronomia e Geociências, muitas vezes inseridas em ambientes predominantemente masculinos. Oferecer um momento de integração, aprendizado e bem-estar é fundamental.  Este evento será realizado por meio de uma parceria entre a Mútua-RJ e o CREA-RJ, no âmbito do Programa Mulher. Essa colaboração institucional reforça a importância de ações conjuntas para promover a igualdade de gênero e o protagonismo feminino em um setor tradicionalmente desafiador para as mulheres. A aula de defesa pessoal é um evento voltado à prática da autodefesa, não apenas como forma de garantir a segurança pessoal, mas também auxiliar as mulheres vítimas ou ameaçadas de violência física, além de servir como um instrumento de fortalecimento da confiança e autonomia feminina. “Vamos fechar o mês de celebração do Dia Internacional das Mulheres com uma aula de defesa pessoal. Pensando na prática da autodefesa não apenas como forma de garantir a segurança pessoal, mas também de auxiliar as mulheres vítimas ou ameaçadas de violência física, além de servir como um instrumento de fortalecimento da confiança e autonomia feminina”, afirma a diretora da Mútua-RJ e coordenadora do Programa Mulher Crea-RJ, Ana Paula Masiero. O objetivo do evento é promover o empoderamento feminino através de uma manhã de atividades que envolvam defesa pessoal, networking e reflexão sobre autonomia e segurança, alinhando bem-estar físico e emocional com o fortalecimento da comunidade feminina nas áreas tecnológicas e científicas. A aula acontecerá no dia 29 de março, das 8h30 às 11h30, na Quinta da Boavista. Inscreva-se!

Inscrições abertas para o curso MBE Energia da PUC-Rio

O curso MBE Energia é um curso de pós-graduação Lato Sensu do Departamento de Engenharia Mecânica da PUC-Rio em parceria com a Universidade do Setor de Petróleo e Gás (UnIBP) e o Instituto de Energia da PUC-Rio (IEPUC), sendo este o responsável pela coordenação acadêmica. O M.B.E. se destina àqueles que se interessam pela área de energia.  Serão considerados elegíveis para inscrição os profissionais de engenharia, administração, economia, direito e áreas afins, formados em instituições de ensino devidamente reconhecidas pelo Ministério de Educação e portadores de diploma legalmente reconhecido para exercício de suas profissões no Brasil. O objetivo é contribuir para a capacitação técnica de profissionais de nível superior na área de engenharia, planejamento e regulação no setor de energia. Os alunos ao concluírem o curso estarão aptos a exercer diferentes atividades associadas à avaliação dos projetos, ao planejamento e à consistência regulatória, com conhecimentos gerais e específicos para entender, discutir, tomar decisões e colaborar em projetos e sistemas tratados no ambiente do curso. Esses assuntos englobam as fases de estudos preliminares de projetos, seus aspectos introdutórios a viabilidade técnico-econômico e regulatória. O início do curso será em março, com aulas às terças e quintas, das 17h às 20h. Profissionais do Crea-RJ em dia com a anuidade 2025 têm 5% de desconto no valor do curso.  Mais informações no portal do CCE PUC-Rio

10 curiosidades sobre a Agricultura Brasileira

A agricultura é um dos setores que mais movimenta a economia no Brasil.Segundo a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o PIB da agropecuária cresceu 11,3% no primeiro trimestre de 2024, quando comparado ao trimestre anterior. No primeiro trimestre de 2023, ano em que o país registrou safra recorde de grãos, o crescimento do PIB do setor foi de 16,2%, na mesma base de comparação.  A alta da agropecuária influenciou o crescimento do PIB brasileiro, que cresceu 0,8% no primeiro trimestre de 2024. Com o resultado, a participação da agropecuária subiu de 6,7% para 7,4% do PIB total. E esse resultado ficou acima do esperado em relação à expectativa do mercado. A Bloomberg previa 0,7% de crescimento, a LCA tinha esperado alta de 0,5% e a Agência Estado, de 0,7%.  E em 2023, a agropecuária brasileira cresceu 15,1%, com um total de R$677,6 bilhões. O setor teve a maior alta entre as atividades e refletiu diretamente no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, que aumentou 2,9% em relação ao ano anterior, com R$10,9 trilhões, segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Brasil, o celeiro do mundo O Brasil é líder mundial em diversos produtos agrícolas. O país ocupa o 1º lugar na produção e exportação de soja, café, açúcar e suco de laranja; o segundo maior em carnes bovina e o terceiro de frango. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (United States of Agriculture – USDA), o país é responsável por aproximadamente 59% das exportações totais de soja, 31% de café, 48% de açúcar e 76% de suco de laranja.   O país também é o terceiro maior exportador mundial de produtos agropecuários, aproximadamente USD 150,1 bilhões, atrás apenas da União Europeia e Estados Unidos (TradeMap, ITC, 2023). Além disso, o volume das exportações de produtos agropecuários cresceu 21,2% e suas receitas em dólar 7,3% em 2023, quando comparado ao ano anterior. Só para a China, o crescimento foi de 57,2% em volume, e 19,3% em receita. O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE) revelou que várias culturas registraram crescimento de produção no ano de 2023, tendo como destaque a soja (27,1%) e o milho (19,0%), que alcançaram produções recordes na série histórica. Agricultura sustentável A agricultura brasileira se divide principalmente entre o agronegócio e a agricultura familiar, dois modelos produtivos com impactos distintos na economia e na sociedade. O agronegócio se caracteriza pela produção em larga escala, voltada principalmente para exportação, com alto nível de mecanização e aplicação de tecnologia de ponta. Ele é responsável por grande parte do PIB agrícola do país e pelo abastecimento dos mercados internacionais. Já a agricultura sustentável apresenta um carácter tridimensional – ambiental, econômico e social – aplicado a atividades agrícolas que atendam a promoção da satisfação contínua das necessidades básicas de alimento e abrigo da população. Cerca de 70% das propriedades agrícolas no Brasil são familiares. Muitas delas adotam práticas sustentáveis, como o plantio direto e a rotação de culturas.  É esse modelo o responsável pela quase totalidade da produção dos alimentos consumidos internamente, como feijão, mandioca, hortaliças, frutas e leite. Além disso, a agricultura familiar adota práticas sustentáveis, como o plantio direto, a rotação de culturas e o uso reduzido de agroquímicos, contribuindo para a preservação dos recursos naturais e a geração de empregos no campo. A importância das abelhas As abelhas são fundamentais para a segurança alimentar. Elas são responsáveis por 70% da polinização das plantas agrícolas no Brasil, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Através desse serviço ambiental, elas atuam na regeneração das florestas e da biodiversidade, tendo ainda importância fundamental na alimentação humana e proporcionando a existência de muitos alimentos presentes no cotidiano. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (Food and Agriculture Organization – FAO), 70% das culturas agrícolas dependem das abelhas. A polinização é fundamental para garantir a alta produtividade e a qualidade dos frutos em diversas culturas agrícolas. Um levantamento feito pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos indicou que 100% das espécies de amêndoas, 90% das maçãs e mirtilos, 48% dos pêssegos, 27% das laranjas, 16% do algodão e 5% da soja dependem das ações das abelhas para se desenvolverem.   O Brasil é o maior consumidor de arroz fora da Ásia Além de ser um dos principais produtores de arroz do mundo, o Brasil é o maior consumidor per capita deste alimento fora do continente asiático. Em 2024, foram produzidas 10,58 milhões de toneladas de arroz, de acordo com dados da Empresa Brasileira de Agropecuária (Embrapa). Apesar dos preços baixos do arroz no período de pré-pandemia e, com isso, a migração para outras culturas como soja e milho, além das enchentes no rio Grande do Sul em 2023, o setor ainda mostra sua capacidade de adaptação. O uso crescente de agricultura de precisão, sistemas de irrigação eficientes e ferramentas de monitoramento de solos permite otimizar a produção e reduzir desperdícios, tornando o processo menos dependente de recursos naturais. Esse manejo integrado, além de garantir uma gestão mais sustentável da lavoura, possibilita que os produtores tomem decisões mais rápidas e assertivas, minimizando riscos e maximizando o uso de insumos.  Biomas Diversificados A agricultura brasileira ocorre em diferentes biomas, como a Amazônia, o Cerrado e a Mata Atlântica, cada um com características únicas que influenciam as práticas agrícolas. O bioma Amazônia ocupa cerca de 49% do território brasileiro e a Amazônia possui a maior floresta tropical, contendo uma diversidade de espécies de flora e fauna. Também contém 20% da disponibilidade mundial de água e grandes reservas minerais.  A Mata Atlântica ocupa aproximadamente 13 % do território brasileiro. Por se localizar na região litorânea, ocupada por mais de 50% da população brasileira, é o Bioma mais ameaçado do Brasil. Apenas 27% de sua cobertura ­florestal original ainda está preservada. Já o Cerrado, ocupa cerca de 24% do território brasileiro. A partir da década de 1960, com a transferência da Capital Federal, do Rio de Janeiro para Brasília, e a abertura de uma nova rede rodoviária, a cobertura vegetal natural

Parabéns ao município de Araruama, por seus 166 anos!

As terras onde se encontra o município de Araruama eram ocupadas pelos índios tupinambás, que deixaram forte registro arqueológico. Os primeiros portugueses chegaram à região por volta de 1575, chefiados por Antônio de Salema, que liderou uma expedição cujo objetivo era expulsar os franceses do Brasil. Contudo, os primeiros registros escritos sobre o território de Araruama datam de 1615, em consequência da fundação da atual cidade de Cabo Frio, a qual veio promover reconhecimento do vale do rio São João e das lagoas de Araruama e Saquarema.  Em 1626, as terras de Araruama integravam a sesmaria doada a Manuel Riscado, permanecendo, porém, despovoadas por muito tempo. Em 1799, foi criada a freguesia de São Sebastião de Araruama, tendo como centro a primitiva matriz de São Sebastião, fundada pelos frades capuchinhos. Essa freguesia pertenceu ao município de Cabo Frio até 1852, quando passou a fazer parte do município de Saquarema.  O desenvolvimento do núcleo ligado à função portuária, servindo de escoadouro para produtos da economia local – pesca e sal –, determinou a emancipação do município, pelo Decreto-Lei nº 1.128, de 6 de fevereiro de 1859, sendo instalado em 25 de agosto do mesmo ano. Da mesma forma, motivou a elevação da vila à hierarquia de cidade, pelo Decreto nº 40, de 22 de janeiro de 1890, com a denominação de Araruama.  O declínio da agricultura cafeeira provocou alterações na economia. A cultura da cana-de açúcar, que já existia anteriormente, teve novo impulso. Outras culturas surgiram. A cidade de Araruama desenvolveu-se linearmente ao longo da rodovia RJ-106, ocupando áreas em ambos os lados da estrada. O núcleo urbano apresenta topografia plana nas áreas mais próximas à lagoa de Araruama e suavemente ondulada em trechos mais afastados.  Na estrutura urbana, pode-se identificar uma área mais antiga, correspondente aos bairros do centro e de São Sebastião, cuja ocupação ocorreu antes da consolidação da cidade como centro de veraneio. A partir de 1941, com a criação do atual bairro do Parque Hotel, o núcleo passa a assumir vocação turística mais expressiva. Este loteamento pode ser considerado como a primeira incorporação importante de cunho turístico do município. A partir de seu lançamento, ocorreu uma série de novos loteamentos voltados para uma clientela de veranistas. O principal sentido do crescimento urbano processa-se em direção a Iguaba Grande, com a qual tende a conurbar-se. O Crea-RJ parabeniza Araruama por seus 166 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região!  Fonte: TCE/RJ – Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro

Engenheiro abolicionista que modernizou o abastecimento de água no Rio ganha exposição na Biblioteca Nacional

O engenheiro André Rebouças (1838-1898) foi fundamental na modernização do abastecimento de água no Rio de Janeiro durante o Império. No século XIX, a cidade enfrentava sérios problemas de abastecimento, especialmente com o crescimento populacional e a precariedade dos antigos sistemas de distribuição. Até então, o abastecimento da cidade dependia do Aqueduto da Carioca, construído no período colonial, e de chafarizes públicos. No entanto, com a urbanização e o aumento da população, esse sistema tornou-se insuficiente, resultando em falta d’água e proliferação de doenças, como febre amarela e cólera. Como engenheiro militar e especialista em infraestrutura, André Rebouças propôs e coordenou a construção de um novo sistema de captação e distribuição de água para o Rio de Janeiro. Sua principal contribuição foi a Adução do Rio do Carioca, um projeto de engenharia avançado para a época, que melhorou a captação, transporte e distribuição da água potável. Além disso, Rebouças projetou e implementou um sistema de canalização subterrânea, garantindo que a água chegasse a diferentes bairros de forma mais eficiente. Ele também defendeu a proteção das nascentes e cursos d’água para evitar a contaminação. Graças ao seu trabalho, o abastecimento de água na capital imperial foi significativamente ampliado, reduzindo as crises hídricas e melhorando as condições sanitárias da cidade. André Rebouças não só deixou sua marca na infraestrutura urbana, mas também se destacou como abolicionista e defensor do progresso social. Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria Por tudo isso, André Rebouças foi incluído, em outubro do ano passado, no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília. A inclusão foi feita por projeto de lei sancionado pelo presidente Lula. Criado em 1992, o livro reúne protagonistas da liberdade e da democracia, que dedicaram suas vidas ao país em algum momento da história. A inclusão do nome do engenheiro no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria é também um reconhecimento da luta negra contra a escravidão. André Rebouças foi um dos primeiros engenheiros negros do país. Formado em engenharia militar em 1861, pela Escola Militar da Praia Vermelha, André foi um dos pioneiros da engenharia no país e contribuiu significativamente para projetos de modernização, como a construção de estradas de ferro, pontes e sistemas de abastecimento de água. Sua habilidade técnica e visão progressista o tornaram uma figura influente na corte imperial, onde foi consultor do imperador Dom Pedro II.  Carta assinada pelo engenheiro André Rebouças. Acervo Técnico da Biblioteca Nacional Exposição na Biblioteca Nacional O vulto histórico agora ganha uma exposição de documentos históricos sobre sua trajetória, aberta na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. A exposição pode ser visitada até o final de março, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, na Divisão de Manuscritos. A entrada é franca. Ana Lúcia Merege, bibliotecária da Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional e uma das curadoras da exposição, destaca o que é possível aprender sobre Rebouças visitando a mostra. “O que a gente aprende sobre André Rebouças é que ele foi, sim, um dos nossos maiores abolicionistas, mas ele também teve outras áreas de atuação nas quais ele obteve grande destaque, e isso é pouco conhecido do grande público”, afirma Ana Lúcia, acrescentando a importância do engenheiro para a história do Brasil. “É uma pessoa sobre a qual é muito interessante conhecer mais. Ele foi um visionário, além do seu tempo, com essas ideias. É uma pessoa que nós temos muito orgulho de ter um acervo do Rebouças e poder disponibilizar para o nosso público”, explica Ana Lúcia. Nascido na Bahia, em 1838, André Rebouças foi responsável por grandes projetos como a ferrovia Curitiba-Paranaguá e a construção original do Armazém Docas Dom Pedro II, onde foi instalado o antigo Cais do Valongo. Ao lado de José do Patrocínio e Joaquim Nabuco, Rebouças foi um dos fundadores da Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, criada em 1880. Também participou da Confederação Abolicionista e redigiu os estatutos da Associação Central Emancipadora.

CREA-RJ apoia o posicionamento do Clube de Engenharia a respeito da licitação do projeto da Ferrovia EF-118

O CREA-RJ apoia o posicionamento do Clube de Engenharia na defesa da licitação completa do projeto da Ferrovia EF-118, que liga Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, a Vitória, no Espírito Santo. A linha férrea é essencial para a integração do estado do Rio de Janeiro, uma vez que atravessa importantes cidades fluminenses, com grande potencial industrial, como o Gaslub, antigo Comperj, em Itaboraí.     O CREA-RJ reafirma seu compromisso com o desenvolvimento da infraestrutura e a valorização da engenharia nacional, apoiando um sistema de transporte mais sustentável e estratégico para o país. Leia o texto completo com o posicionamento do Clube de Engenharia sobre o assunto:  https://portalclubedeengenharia.org.br/clube-de-engenharia-defende-licitacao-completa-do-projeto-da-ferrovia-ef-118/

14° Encontro de Líderes: conectando lideranças que geram soluções

Equipe do Crea Rio presente no 14º Encontro de Líderes. Com o objetivo de incentivar reflexões sobre o papel da engenharia, agronomia e geociências no desenvolvimento do país, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) promove durante o 14º Encontro de Líderes, o Fórum de Políticas Públicas. Reunindo parlamentares e lideranças políticas de todo o país em uma tarde de debates e networking, o evento aconteceu nos dias 28 a 30 de janeiro, em Brasília (DF), no Estádio Mané Garrincha. Dividido em três paineis, teve como eixos temáticos: ‘Infraestrutura e o papel dos profissionais técnicos na construção do Brasil’, ‘Os desafios da realização da COP-30 na Amazônia’ e ‘O futuro da formação brasileira na área tecnológica’.  Sobre o Encontro de Líderes  Anualmente, líderes representantes dos fóruns consultivos do Sistema Confea/Crea se reúnem em Brasília para a realização de suas primeiras reuniões do ano. É durante este encontro que o Colégio de Entidades Nacionais, o Colégio de Presidentes e as Coordenadorias de Câmaras Especializadas definem calendários, planos de trabalho e os coordenadores do ano.  A realização do encontro obedece à Lei nº 5.194/1966, cujo artigo 53 estabelece que os Conselhos Federal e Regionais se reúnam pelo menos uma vez por ano para estudar e estabelecer providências para o aperfeiçoamento da aplicação da Lei. Dispositivos de regulamentação do Encontro de Líderes são encontrados nas Resoluções nº 1.012/2005, 1.056/2014, 1.088/2017 e 1.110/2018.  A abertura  A ministra do Planejamento, Simone Tebet, ofereceu aos profissionais presentes à abertura do 14º Encontro de Líderes Representantes do Sistema Confea/Crea e Mútua, nesta terça-feira (28/1), a oportunidade de conhecer o andamento das cinco Rotas de Integração Sul-Americana, planejadas pelo novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. Se o local escolhido para a palestra magna do evento, em uma obra de arte da recente engenharia brasiliense, o estádio Mané Garrincha, já representava o reencontro dos profissionais com suas criações, a temática da palestra magna do evento acabou possibilitando vislumbrar não apenas os novos projetos que tanto despertam o interesse de todos os profissionais do Sistema, mas possibilitou até mesmo despertar ou reencontrar um sentimento de integração com os nossos vizinhos sul-americanos.  A ministra buscou sistematizar um conjunto de atividades que envolvem nada menos do que 190 projetos, a grande parte já em andamento, e que proporcionarão a integração econômica de diversos estados do país com os principais corredores de produção e de exportação do país e do continente sul-americano. “Não é uma palestra magna, magno é o evento, a partir do título: conectando lideranças que geram soluções. Sou uma pessoa de diálogo. E tudo o que o Brasil precisa é de união. E o Brasil precisa de vocês. A solução dos problemas do Brasil não está só na classe política, mas na atuação de todos nós. Vocês são os construtores do Brasil, no campo ou na cidade. Vocês são o PIB do Brasil”, considerou Tebet, sob o aplauso dos espectadores. As Rotas de Integração Sul-Americana Rota 1 — Ilha das Guianas: exportação de alimentos e bens de consumo final para a Venezuela e a Guiana, além da Ásia e do Mercado Comum e Comunidade do Caribe;Rota 2 — Amazônica: exportação de produtos da bioeconomia, máquinas, equipamentos e bens de consumo de Manaus para Peru, Equador e Colômbia, além da Ásia e América Central;Rota 3 — Quadrante Rondon: exportação de alimentos, máquinas, equipamentos e bens de consumo final para a Peru, Bolívia e Chile, além do mercado asiático;Rota 4 — Bioceânica de Capricórnio: exportação de alimentos, máquinas e equipamentos e bens de consumo final para Paraguai, Argentina e Chile, além do mercado asiático; eRota 5 — Porto Alegre–Coquimbo: exportação e importação de insumos, alimentos, máquinas e equipamentos e bens de consumo final para Argentina, Uruguai e Chile, além do mercado asiático. Jovens lideranças na política e no Sistema Na quarta-feira (29), o segundo dia do 14º Encontro de Líderes teve início com o painel “Jovens lideranças no Sistema e na política: como incentivar?”. O objetivo do painel foi promover reflexões e debater ideias e projetos que incentivem os futuros profissionais a se engajarem com o Sistema e, eventualmente, com a política nacional. A formação de novas lideranças é essencial não apenas para o fortalecimento da engenharia, mas também para o desenvolvimento do país. O painel contou com a participação dos conselheiros federais Gutemberg Farias e Maycon Juan, da coordenadora nacional do Crea Jr., Thays Casais, e do coordenador do Crea Jovem-AP, Ângelo Rodrigues. Empreendedorismo e segurança para a sociedade Empreendedorismo foi o tema central da primeira palestra da quarta-feira (29), no Espaço Conexões do 14º Encontro de Líderes do Sistema Confea/Crea e Mútua. Com foco na prevenção de incêndio, o assunto foi ministrado pela engenheira de segurança do trabalho Elaine Figueiredo, colunista de referência nacional na maior revista do segmento no Brasil – Cipa&Incêndio e do Blog da Engenharia. Com base na experiência de atuação em todo o Brasil, Elaine sugeriu investir na profissionalização e buscar conhecimento técnico e normativo prático, identificar o nicho de mercado e onde há poucos profissionais atendendo, se posicionar com autoridade, saber usar ferramentas tecnológicas para acelerar os resultados e entregar a melhor solução para o cliente. Engenheiros na gestão pública  Também no segundo dia, quarta-feira (29), o debate sobre “A importância de profissionais técnicos na gestão pública” foi destaque no Espaço Conexões. A discussão, baseada nas experiências dos participantes na gestão pública, teve como objetivo promover uma reflexão sobre a relevância de se ocupar cargos técnicos com profissionais devidamente habilitados. O debate enfatizou como essa prática influencia diretamente o desenvolvimento das cidades e a qualidade de vida da população. O painel foi mediado pelo renomado engenheiro civil e professor Murilo Reis, autor do livro “Precisa-se de Engenheiro: Como construir sua carreira em bases sólidas!”. Lideranças femininas Como construir espaços para lideranças femininas em cargos de decisão” foi o tema da palestra ministrada pela advogada e influenciadora Fayda Belo, na quarta-feira (29). Criminalista especializada em crimes de gênero, direito antidiscriminatório e feminicídios, Fayda é pós-graduada em Direito Penal e Processo Penal e tem se destacado pela