Cidade do Rio de Janeiro atinge Nível 4 de calor extremo

O Rio de Janeiro já sente os impactos da crise climática que atinge o mundo. Pela primeira vez desde que foi criado pela Prefeitura, o Protocolo de Enfrentamento ao Calor Extremo do município atingiu nesta segunda-feira, dia 17, o penúltimo Nível da escala, o NC4, em que os termômetros ultrapassaram a marca de 40 graus em vários pontos. O NC4 é atingido quando a cidade registra temperaturas entre 40 graus e 44 graus por, ao menos, três dias consecutivos. Entre as ações previstas nessa situação está a possibilidade de “cancelamento ou reagendamento de eventos de médio e grande porte” e de “megaeventos em áreas externas”. Nesta terceira onda de calor extremo no país, todo cuidado com a saúde é pouco. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o Rio de Janeiro tem registrado as temperaturas mais altas do país, depois apenas de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul. Pela previsão do sistema Alerta Rio, a máxima na cidade poderia chegar a 42 graus na tarde de hoje. No Brasil, o INMET administra mais de 700 estações meteorológicas distribuídas em todo o território nacional. “O bloqueio atmosférico está impedindo a chegada de massas de ar mais amenas (frentes frias), tornando as temperaturas altas, assim como a sensação térmica; a umidade muito baixa (ou seja, baixa quantidade de vapor d’água) e a consequente formação de nuvens e então, a precipitação”, explica a Meteorologista e Professora de Meteorologia da UFRJ Ana Cristina Pinto de Almeida Palmeira, que é conselheira do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), no qual integra a Câmara Especializada de Agronomia e a Comissão de Educação. Graduada em Meteorologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1999, com mestrado e doutorado, a professora Ana Cristina Palmeira concorda que a onda de calor extremo no Rio pode estar relacionada às mudanças climáticas globais. O aumento da temperatura média da Terra, causado principalmente pela emissão de gases de efeito estufa, intensifica fenômenos como ondas de calor, tempestades mais severas e mudanças nos padrões climáticos. “Vivemos mudanças na atmosfera, em que o aquecimento do planeta está maior a cada dia, causando muitas implicações. E essa onda de calor no Rio de Janeiro está relacionada ao bloqueio atmosférico persistente, que é um dos possíveis desdobramentos das mudanças climáticas.”, observa Ana Cristina Palmeira. A conselheira do CREA-RJ parabenizou a Prefeitura do Rio pela implantação do Protocolo de Enfrentamento do Calor Extremo porque é uma ferramenta técnica que pode ajudar as pessoas, sobretudo idosos, a cuidar da saúde. “A atmosfera é uma grande massa que cobre o planeta e devemos estar cada vez mais atentos a ela”, observa a professora, lembrando que as pessoas de modo geral tornaram-se maiores observadoras das mudanças climáticas que estão em andamento no mundo. Ela elogia também “o grau de precisão dos colegas Meteorologistas” em suas previsões do tempo. Ana Cristina Palmeira afirmou que a onda de calor no Rio deve durar mais alguns dias, mas a volta das chuvas mais regulares, só na semana que vem, às vésperas do carnaval. Recomendações da Prefeitura do rio para o Nível 4 de calor: + Beba muita água e coma frutas, legumes e verduras + Use protetor solar e lembre-se de reaplicar ao longo do dia + Enrole gelo em um pano e aplique atrás do pescoço, axilas e virilha para abaixar a temperatura corporal + Não deixe de tomar medicamentos de rotina + Cuidado redobrado com grupos mais vulneráveis ao calor, como crianças, idosos, gestantes, trabalhadores ao ar livre e atletas + Use roupas frescas e proteja-se com bonés, chapéus e óculos de sol + Evite praticar atividades físicas em horários de pico do calor + Se possível, permaneça em locais ventilados. Fique atento a choques térmicos causados pelo calor da rua e o ar-condicionado + Evite ingerir bebidas alcóolicas, pois podem provocar a desidratação + Disponibilize água fresca a animais de estimação e evite passeios em períodos mais quentes do dia

Crea Júnior leva estudantes de engenharia a uma viagem aos bastidores do Sambódromo

A 15 dias do Carnaval, um grupo de estudantes de engenharia de diversas faculdades teve direito a uma aula prática numa das maiores obras de engenharia do país, que é também o palco do maior desfile de carnaval do mundo – o Sambódromo, na região central do Rio de Janeiro. A visita técnica que levou fiscais do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ) a apresentarem aos estudantes os bastidores da Sapucaí foi organizada pelo Crea Júnior, o programa do CREA voltado para os estudantes com o objetivo de promover a interlocução e a integração entre o Conselho, os estudantes e os gestores das instituições de ensino superior que ministram cursos nas áreas das Engenharias, da Agronomia e das Geociências (Geografia, Geologia e Meteorologia). O coordenador do Crea Júnior, Eduardo Santos, considerou a atividade muito importante para o desenvolvimento do programa. “A visita técnica ao Sambódromo foi uma oportunidade valiosa para os estudantes compreenderem a importância da fiscalização, da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e do papel do CREA-RJ no mercado de engenharia”, afirmou Santos, agradecendo o apoio recebido pela presidência e pela gerência de fiscalização do CREA: “O apoio irrestrito da fiscalização foi essencial para a realização da visita, demonstrando o compromisso do CREA-RJ com a qualidade e segurança das atividades no Sambódromo. Além disso, a sinergia entre a Superintendência Técnica e Estratégica se mostrou fundamental para garantir que eventos dessa magnitude possam continuar acontecendo de forma organizada e dentro das normas técnicas do Conselho”, destacou Santos. O gerente de fiscalização do CREA-RJ, Cosme Chiniara, conduziu a visita técnica ao Sambódromo, que contou com a participação de fiscais, que forneceram aos estudantes informações fundamentais para a boa execução da fiscalização que está empenhada principalmente no combate ao exercício ilegal da profissão. Cosme ressaltou que a visita contribuiu bastante para dar visibilidade ao trabalho da fiscalização. Depois de serem recebidos pelo presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, e pela assessora da presidência, Mickaela Midon, os estudantes partiram para o Sambódromo, onde foram recebidos pelos fiscais. Na sede do CREA, o presidente parabenizou os estudantes pelo engajamento no Crea Júnior e deu uma breve explicação sobre a estrutura do Conselho.  Na visita técnica que durou cerca de duas horas, os estudantes tiveram a oportunidade de receber informações sobre as responsabilidades dos engenheiros envolvidos nos serviços em andamento no Camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro. Todos usavam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), conforme exigido pela fiscalização do CREA. Bastante empolgados e cheios de curiosidade, os estudantes visitaram a Dispersão e Apoteose, onde as escolas de samba terminam o desfile; verificaram a infraestrutura das arquibancadas; e percorreram vários pontos da Passarela do Samba. Na pista, posaram para fotos com os fiscais. Os fiscais abordaram temas essenciais para o exercício da profissão, como obrigatoriedade e emissão da ART para a realização de serviços e obras de engenharia; processos de fiscalização e autuação; e orientação sobre boas práticas na engenharia. O gerente da fiscalização, Cosme Chiniara, ressaltou a importância do trabalho pedagógico da fiscalização. “O CREA está mais empenhado em orientar do que multar”, observou Chiniara. Sem parar de fotografar e filmar tudo o que viam, os estudantes pareciam sedentos de informação prática para complementar suas atividades acadêmicas. Um deles era o estudante de engenharia civil da Universidade de Vassouras, do campus Maricá, Wellington Luiz Rocha, no 10º período: “O Crea Júnior se tornou uma ferramenta muito importante para quem está estudando engenharia no Rio de Janeiro. Com esse projeto você adquire conhecimento prático, já que estamos quase sempre muito presos à teoria. Aqui você vê na prática o que aprende na faculdade, você vê na sua frente como se comporta uma estrutura que você estuda no papel”, contou Wellington, que ficou muito impressionado com tudo o que viu no Sambódromo. “Até então não havia feito uma visita técnica com essa dimensão. O conhecimento é algo que ninguém tira de você; eu recomendo a todo estudante que venha participar do Crea Júnior”, afirmou Wellington, pretende estudar também engenharia elétrica. Ana Beatriz de Figueiredo Pereira, estudante de engenharia mecânica, na Universidade Veiga de Almeida, também ficou impressionada com a quantidade de gente trabalhando no Sambódromo para produzir o maior espetáculo da terra.  “A visita serviu para confirmar pra mim como a engenharia é importante e como os engenheiros devem ser responsáveis para que dê tudo certo numa festa como essa”, observou Ana Beatriz.  Formada como tecnóloga em rede de computadores e telecomunicações desde 2005, Walessa Pedrosa, de 42 anos, está no 7º período de engenharia civil na Unig, de Nova Iguaçu, e a cada dia se convence mais da importância de participar do Crea Júnior. “Estou no Crea-RJ desde 2022 e só vejo vantagem no aprimoramento da minha formação acadêmica e profissional”, afirmou Walessa, após a visita técnica ao Sambódromo. Sob a coordenação do engenheiro José Carlos Sussekind, a Passarela do Samba foi construída em um período de apenas quatro meses, com a participação de 2.690 operários que trabalhavam 24 horas por dia. Sua estrutura, em peças pré-moldadas de concreto, mede 700 metros de extensão e 13 metros de largura e apresenta capacidade para cerca de 60 mil pessoas. Além de mudar permanentemente a paisagem urbana da região onde ele foi instalado, o Sambódromo mudava também a forma de organização dos desfiles, tornando-os mais grandiosos e profissionais e divididos em dois dias, o que não acontecia nos anos anteriores. Este ano será realizado em três dias. A estrutura do Sambódromo foi planejada para acomodar a complexa logística do Carnaval, incluindo as necessidades das escolas de samba, dos artistas, dos membros da organização e do público em geral. As arquibancadas são divididas em setores, cada um com sua própria estrutura de apoio, incluindo banheiros, áreas de alimentação e espaços para serviços de emergência. Além disso, o Sambódromo é equipado com sistemas de iluminação e som de última geração, garantindo que os desfiles ocorram com o máximo de visibilidade e qualidade sonora. Como participar do CREA JR-RJ Para participar do programa Crea Júnior, o

Crea-RJ realiza a primeira reunião do GT de Mobilidade Urbana de 2025

O Crea-RJ realizou, no dia 12 de fevereiro, na sede do Conselho, no Centro do Rio, a primeira reunião ordinária do Grupo de Trabalho de Mobilidade Urbana em 2025. O relatório da Agetransp voltou a ser pauta no debate, dessa vez com novos dados da operação na SuperVia. Rafael Poubel, gerente da Câmara Técnica de Transporte da Agetransp, apresentou os tipos de ocorrências registradas e sua relação com a evasão de passageiros. “A gente trouxe a questão desse aumento de ocorrências desde o ano de 2021. Verificamos que pelo menos 70% dessas ocorrências estão relacionadas às questões de segurança pública, como delitos contra concessionária, vandalismos e acesso indevido às áreas da concessionária. Então, verificando essa questão, a agência tem tentado buscar o diálogo com as Secretaria de Segurança, com os órgãos responsáveis pela segurança, com o Estado, tentando trazer uma melhoria nesse sentido para a concessionária, porque melhorando a segurança você melhora automaticamente a qualidade da concessão, diminuindo esses vandalismos e esses furtos você tem uma operação com menos problemas, uma operação mais regular, que sofre menos interferências externas e isso pode recuperar o tempo de viagem em intervalos menores e, principalmente, a segurança para o passageiro. A segurança e o conforto desse passageiro é necessário para que se traga esse passageiro de volta a um sistema de transporte tão importante para o Rio de Janeiro, como é o sistema de transporte ferroviário”, afirma Poubel.  Além do relatório, também foram discutidos temas como a mudança da concessão do sistema ferroviário; o projeto da estrada de ferro entre Rio de Janeiro e o Espírito Santo (EF 118); e a possibilidade de convidar novas lideranças para os próximos encontros. Alexandre Almeida, coordenador do Grupo de Trabalho de Mobilidade Urbana, reforçou o papel do GT na luta pela melhora do serviço ferroviário. “Nesse processo de transição da operadora Supervia, ficou decidido na reunião que iremos chamar os representantes da Secretaria de Transporte da Central Logística para nos explicar como é que está esse processo, e se podemos fornecer algum tipo de contribuição. Sem dúvida, o sistema de transporte ferroviário do Rio de Janeiro vem se degradando muito nos últimos anos. É fundamental que o sistema volte a prestar um serviço de qualidade para a população, e o nosso GT está aqui para ajudar nesse sentido”, alerta Alexandre Almeida. Além de Alexandre Almeida e Rafael Poubel, compareceram à reunião os conselheiros Antonio Batista, Licinio Machado Rogério e Vera Bacelar, além da convidada externa Eunice Horácio, da Semove, e ainda os funcionários do Crea-RJ Haroldo Enes, José Lazaroni e Lacimar Marques.  A próxima reunião do GT de Mobilidade Urbana ficou agendada para a última semana de março. Confira as fotos!

Clube de Engenharia realiza a palestra “A industrialização e o desenvolvimento: a experiência da China”

O Clube de Engenharia realiza, no dia 19 de fevereiro, das 17h às 20h, a palestra “A industrialização e o desenvolvimento: a experiência da China”, ministrada pelo presidente do Instituto Pereira Passos (IPP), Elias Jabbour. A China, com seu gigantismo populacional e territorial, se tornou também uma potência econômica. Superou seu atraso apostando num modelo de industrialização exitoso, o que também está impactando a geopolítica mundial. Elias Jabbour vai contar como se deu esse processo nas últimas décadas e que lições ele pode trazer para o Brasil.   Jabbour é professor associado licenciado dos Programas de Pós-Graduação em Ciências Econômicas e em Relações Internacionais da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). Ele é  autor de livros e artigos sobre o modelo econômico chinês. Sua principal obra, “China: o socialismo do século 21”, escrito em parceria com Alberto Gabriele, recebeu o Special Book Award of China 2022, prêmio dado por Pequim aos melhores livros estrangeiros sobre o país. Foi consultor sênior do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o banco dos BRICS, e atualmente preside o Instituto Pereira Passos (IPP), da Prefeitura do Rio. A realização do evento é do presidente do Clube de Engenharia, engenheiro Francis Bogossian, com o apoio do Crea-RJ, Senge-RJ, Fisenge, Firjan e ACRJ. O evento será realizado na sede do Clube de Engenharia, na Avenida Rio Branco, 124, 20º andar, Centro, Rio de Janeiro, em formato híbrido, com transmissão pelo Sympla Zoom. As inscrições podem ser feitas pelo link:  https://www.sympla.com.br/evento-online/a-industrializacao-e-o-desenvolvimento-a-experiencia-da-china/2825779?referrer=www.google.com Data: 19/02 Horário: Das 17h às 20h Evento híbrido Transmissão: Sympla Zoom Local: Av. Rio Branco, 124 – 20º andar – Centro – Rio de Janeiro

Dia Mundial do Rádio

13 de fevereiro é o Dia Mundial do Rádio. A data foi criada oficialmente em 2011 pela Organização das Nações Unidas para Educação Ciência e Cultura (Unesco), em homenagem à primeira emissão de um programa da Rádio das Nações Unidas (United Nations Radio), em 13 de fevereiro de 1946, e tem como objetivo conscientizar o acesso à informação e à expressão por meio do rádio, sejam eles grandes grupos radiofônicos ou sejam as rádios comunitárias, e valorizar os comunicadores e seus ouvintes.  Apesar da criação e avanço tecnológico de outros veículos, o rádio ainda é um meio de comunicação que se faz presente em diversos lugares devido a sua facilidade em ser acessado. A proximidade das emissoras e comunicadores na transmissão da informação de forma instantânea cria um vínculo direto com o ouvinte. O rádio faz parte do cotidiano das pessoas, especialmente em um país continental como o Brasil, tornando-se um companheiro de todas as horas e um importante meio de informação, entretenimento e uma ferramenta de combate às notícias falsas.  Ele também é um espaço para diversas vozes se manifestarem, serem representadas e ouvidas de modo democrático. As estações de rádios oferecem uma ampla variedade de programas, de conteúdo e pontos de vista, refletindo a diversidade de seu público. O rádio tem acompanhado a evolução tecnológica, permanecendo inclusivo e representativo, considerando sua capilaridade e a natureza dos serviços de comunicação de caráter local que prestam ao bairro ou comunidade atendida. As rádios comunitárias e educativas são instrumentos importantes que respondem facilmente ao apelo do público por diversidade na redação e no conteúdo editorial.  O rádio dá a todos, independentemente do nível de instrução, a chance de participar. Além disso, o rádio também é essencial em situações de emergência para o acesso a informações confiáveis, mesmo nos dias de hoje, já que os desastres podem atingir a infraestrutura ou a eletricidade e, assim, interromper outros sistemas de comunicação, como o fornecimento de Internet.  Um público informado, com competências de Alfabetização Mediática e Informacional – AMI, também é necessário, para que os ouvintes descubram, consumam e respondam criticamente ao conteúdo que ouvem. Cada vez mais, as emissoras de rádio estão incluindo programas de alfabetização midiática e informacional em sua programação, de modo que seus ouvintes possam apreciar as informações e as notícias de qualidade que as rádios oferecem a essas pessoas. O Dia Mundial da Rádio é o resultado de um extenso processo de consulta que envolve todas as partes interessadas: associações de radiodifusão; rádios públicas, comerciais, comunitárias e internacionais; instituições, agências, programas e fundos das Nações Unidas; ONGs; universidades; fundações e agências bilaterais de desenvolvimento, bem como Comissões Nacionais da UNESCO e Delegações Permanentes que representam os seus Estados-membros – relativamente a uma proposta apresentada pela Academia Espanhola de Rádio. Breve história do rádio No contexto da Revolução Industrial, século XVIII, com as mudanças na configuração das cidades com o crescimento urbano, uma comunicação direta e abrangente era necessária, e foi nesse cenário que as pesquisas sobre o som começaram a ser desenhadas, levando a sua condução sem que fosse preciso o olho humano acompanhar sua trajetória. Assim, vários nomes contribuíram para a sua descoberta, de ser transmitido de um receptor para outro. Quem recebeu todos os créditos foi o italiano Guglielmo Marconi, mas em 1864, o físico escocês James Clerk Maxwell, lançou a teoria que uma perturbação eletromagnética se propagava no espaço vazio atraída pelo éter.  Em 1887, o alemão, Heinrich Rudolf Hertz, inspirado na teoria de Maxwell criou um aparelho com duas varinhas metálicas de 8 cm a uma distância de 2 cm uma da outra. As varinhas geraram ondas entre elas que viajavam a 300 mil Km por segundo e foram chamadas de ondas hertzianas.  Já Marconi em 1895 repetiu a experiência de Hertz, transmitindo os sinais através do éter. Marconi conseguiu descobrir o princípio do funcionamento da antena guiando as ondas através do espaço. Em 1896, ele enviou mensagens de Dover (Inglaterra) para Vimeux (França) em código Morse, numa distância de 32 milhas numa velocidade de 20 palavras por minuto. Logo depois ele conseguiu enviar uma mensagem de S.O.S. a uma distância de mais de 140 Km e transmitiu sinais de telégrafo sem fio.  Em 1908, foram construídas as primeiras válvulas e as válvulas ampliadoras. No início da década de 20 um jovem empregado da Westinghouse,  Frank Conrad construiu um transmissor, sempre o testando nas suas horas de folga e tocando discos em uma garagem em  Pittsburgh, na cidade da Pensilvânia. Aos poucos, as pessoas que possuíam rádios amadores foram se tornando um público fiel ao passatempo de Conrad e começaram a escrever para ele pedindo suas músicas favoritas.  Depois disso, algumas lojas de Pittsburgh começaram a vender aparelhos receptores de rádio “especialmente adaptados” para ouvir a Westinghouse Station. Em 2 de novembro a Westinghouse implantou a KDK-A que transmitiu as eleições presidenciais americanas daquele ano. Os resultados das urnas eram imediatamente passados à emissora, que os narrava. O rádio já se transformava em um fenômeno relevante na formação da opinião pública americana, com um rápido crescimento no território estadunidense.  De quatro emissoras no começo de 1921, os Estados Unidos já em 1922 contava com mais de 300 estações de rádio. Com a mesma rapidez que a influência norte-americana crescia no mundo, o rádio igualmente se espalhou. Na Europa, a maioria dos países decidiu que o rádio era de utilidade pública e deveria ficar nas mãos do estado como sociedade independente de direito público, que é o caso da BBC de Londres. No continente americano, as concessões foram cedidas pelo governo a iniciativas particulares. Durante toda a década de 20 o rádio ia se expandindo e se consolidando em vários países do mundo.  O rádio no Brasil No Brasil, quem é considerado o inventor do rádio é o padre Landell de Moura. Por arquivos, como consta no livro Histórias que o rádio não contou, de Reynaldo Tavares, a descoberta foi anterior à de Marconi, mas não recebeu seus créditos por ter sido considerado louco para a sua época

Entenda melhor o que são Mudanças Climáticas

As mudanças climáticas são transformações que ocorrem gradualmente no meio ambiente, principalmente nos aspectos do clima e da temperatura. Elas podem ter causas naturais como alterações na radiação solar e dos movimentos orbitais da terra, ou podem ser as consequências das ações humanas como desmatamento, poluição e emissão de gases de efeito estufa.  A partir da Revolução Industrial, passou-se a emitir quantidades significativas de gases de efeito estufa (GEE), em especial o dióxido de carbono. Neste período, a concentração original de 280 ppm4 deste gás cresceu até os atuais 400 ppm5, intensificando significativamente o efeito estufa. Assim, as atividades humanas passaram a ter influência importante nas mudanças climáticas. Com o aumento do efeito estufa, causado pela queima de combustíveis fósseis por parte da humanidade, a temperatura do planeta está subindo e a intensidade das mudanças climáticas tem acelerado de maneira não natural. De acordo com o serviço de mudanças climáticas Copernicus, as concentrações atmosféricas de CO2 em 2024 foram as maiores dos últimos dois milhões de anos.  Em 2024, a mudança climática intensificou 26 dos 29 eventos de temperatura analisados pela Atribuição do Clima Mundial (WWA – World Weather Attribution), como secas intensas, escassez de água, incêndios severos, aumento do nível do mar, inundações, derretimento do gelo polar, tempestades catastróficas e declínio da biodiversidade. Esses eventos levaram a mais de 3 mil mortes e deixaram milhões de pessoas desabrigadas.  O efeito estufa O efeito estufa corresponde a uma camada de gases que cobre a superfície da Terra. Essa camada composta principalmente por gás carbônico (CO²), metano (CH4), N²O (óxido nitroso) e vapor d’água, é um fenômeno natural fundamental para manutenção da vida na Terra, pois sem ela o planeta poderia se tornar muito frio, inviabilizando a sobrevivência de diversas espécies. Parte da radiação solar que chega ao planeta é refletida e retorna diretamente para o espaço, outra parte é absorvida pelos oceanos e pela superfície terrestre e uma parte é retida por esta camada de gases que causa o chamado efeito estufa. Porém, muitas atividades humanas emitem uma grande quantidade de gases formadores do efeito estufa (GEEs),e essa camada tem ficado cada vez mais espessa, retendo mais calor na Terra, aumentando a temperatura da atmosfera terrestre e dos oceanos e ocasionando o aquecimento global. Segundo a OMM – Organização Meteorológica Mundial, o ano de 2024 foi o mais quente da história. Neste período, a temperatura média da Terra registrou um aumento de 1,55°C em relação à média entre 1850 e 1900. Apesar de parecer uma mudança pequena, esse índice acarreta uma maior frequência de fenômenos naturais extremos, além de torná-los cada vez mais destrutivos. Enchentes Uma atmosfera mais quente pode reter mais vapor de água, levando a chuvas mais fortes. A relação Clausius Clapeyron indica que a 1,3°C de temperatura global, a atmosfera pode reter cerca de 9% mais umidade. Além disso, o aquecimento dos oceanos também contribui para chuvas fortes, pois a água mais quente leva ao aumento da evaporação. De acordo com estudos da Atribuição do Clima Mundial (WWA), de 16 eventos de inundação, 15 foram relacionados aos efeitos das mudanças climáticas. No Afeganistão, no Paquistão e nas enchentes do Irã, esses estudos foram inconclusivos devido ao mau clima e ao desempenho do modelo. Esses resultados são o reflexo das mudanças esperadas associadas ao contínuo aquecimento global. Manter e atualizar as defesas contra inundações é essencial à medida que o clima esquenta. Em 2023, o rompimento de barragens na Líbia, após fortes chuvas, resultou em inundações que mataram mais de 12.000 pessoas. Em 2024, uma barragem colapsou no Sudão e levou a inundações que mataram dezenas de pessoas e no Brasil a precipitação extrema levou as defesas contra inundações ficarem sobrecarregadas, o que amplificou os impactos. O desafio do envelhecimento das defesas contra inundações não é apenas enfrentado pelos países em desenvolvimento. Nos EUA, mais de 20% das barragens, com idade média superior a 60 anos, são classificados em más condições.  Impacto nos oceanos  Os oceanos também têm sofrido com o calor. A Copernicus indica que a temperatura do mar no segundo semestre de 2024, foi a segunda mais quente já registrada. Um dos grandes problemas gerados pelo calor nos oceanos é o derretimento das geleiras. Em pesquisa realizada pela Universidade do Colorado Boulder, em 2024, foi observado que a extensão do gelo marinho antártico atingiu uma redução histórica de 200 mil km².  O oceano absorve cerca de um quarto das emissões anuais de CO2. A interação do dióxido de carbono com a água do mar altera a química do carbonato resultando na redução do pH. Esse processo é conhecido como acidificação. De acordo com o Sexto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), o pH da superfície do oceano aberto é o mais baixo dos últimos 26 mil anos. O aumento do nível do mar por registros de satélites atingiu o máximo histórico e, nos últimos dez anos, é mais que o dobro comparado ao início dos registros em 1993. O aquecimento contínuo e o derretimento de glaciares e camadas de gelo estão entre os fatores que contribuíram. A Unesco relata que, devido ao degelo acelerado, o nível do mar subiu 9 centímetros nos últimos 30 anos, duplicando o ritmo médio de elevação dos anos anteriores. As consequências desses dados à biodiversidade marinha são catastróficas. De acordo com artigo publicado na revista Science, caso o cenário não melhore até o ano 2300, a vida nos oceanos enfrentará uma extinção em massa. A acidificação coloca em risco os recifes de coral, já que abala a fixação de carbonato de cálcio em conchas, ouriços do mar, entre outras espécies. E também com a redução de oxigênio nos mares leva a um crescimento da produção de óxido nitroso, o que agrava ainda mais o efeito estufa.  O impacto do aquecimento dos oceanos também pôde ser visto na tragédia ocorrida no Rio Grande do Sul, em 2024. Cientistas integrantes da WWA, concluíram que as condições das águas do Pacífico multiplicaram em três vezes as chances de chuva na região,

Fórum Sudeste da Engenharia Nacional vai debater temas estratégicos para o setor

O Fórum Sudeste da Engenharia Nacional será realizado nos dias 19 e 20 de fevereiro, em formato online, e promoverá uma série de debates sobre temas estratégicos para o setor.  Coordenada pela diretora do Crea-RJ, engenheira Cládice Nobile Diniz, a mesa do Rio de Janeiro será apresentada pelo engenheiro Francis Bogossian, presidente do Clube de Engenharia e o debatedor será o engenheiro Wagner Victer, gerente executivo de programas estruturantes da Petrobras. Serão apresentadas as palestras “Política de Inovação Industrial e o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do Sudeste”, pelo Professor Dr. Mauro Osório (UFRJ), e “NIB – Nova indústria brasileira “, pelo Professor Dr. Fernando Peregrino (FINEP). “O Fórum se destaca não apenas como um novo palco para apresentar grandes questões relacionadas à engenharia e à tecnologia brasileira, como também por seu processo de organização, onde se delegou às comissões organizativas dos quatro estados, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, a organização da sua mesa de debates” afirma a engenheira Cládice Nobile Diniz. Ela completa: “E a organização da mesa fluminense inovou em uma formidável ação participativa articulando as atividades com 28 entidades, destas 15 instituições de ensino, e inúmeros profissionais, que propuseram e debateram temas candentes, para enfim selecionarem por consenso os temas que serão objetos de duas palestras e debate, com discussão de questões que os inscritos enviarem previamente.”  O engenheiro Wagner Victer destaca a relevância do evento não apenas para os profissionais experientes, como também para os jovens. “Termos eventos como o Fórum Sudeste é uma oportunidade de pegarmos profissionais com elevada experiência e que estejam em posições decisivas no processo de desenvolvimento para o Brasil e trazer não só para outros profissionais, mas especialmente para os jovens, para buscarmos construir uma nova sociedade brasileira. Sem a Engenharia não é possível reconstruirmos a sociedade brasileira e retomarmos o processo de desenvolvimento nacional”, analisa. Diversos professores,  conselheiros do Crea-RJ, estão participando da organização do Fórum, tais como Carlos Eduardo Soares Canejo Pinheiro da Cunha; Claudia do Rosário Vaz Morgado; Débora Candeias Marques; Alberto Balassiano e Julio Artur Villas Boas, entre outros. Confira a programação:  No primeiro dia, após a abertura oficial, o Bloco Paulista dará início às palestras com os temas: Na sequência, o Bloco Mineiro apresentará os seguintes assuntos: Encerrando a programação do primeiro dia, um vídeo do Prof. Ênio Padilha abordará as modificações em discussão na Lei 5.194/66, que regulamenta as profissões da engenharia. No dia 20, a abertura contará com a exibição de um vídeo explicativo sobre o Fórum da Engenharia Nacional, cuja primeira reunião anual está prevista para os dias 2 e 3 de junho, no Clube de Engenharia. As palestras seguirão com o Bloco Fluminense: Finalizando o evento, o Bloco Capixaba apresentará: Certificado A organização do evento informa aos estudantes que haverá certificado de horas de extensão. Inscrições As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo formulário online: https://forms.gle/GuEDk9XHfxnUKdt96. O Fórum Sudeste da Engenharia Nacional é uma oportunidade para profissionais e estudantes debaterem questões fundamentais para o futuro da engenharia no Brasil.  Entidades do Rio de Janeiro que estão apoiando o Fórum Sudeste da Engenharia Nacional Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas (ABEA NACIONAL) Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas do Rio de Janeiro (ABEA-RJ) Associação de Engenheiros de Volta Redonda (AEVR) Associação Fluminense de Engenheiros e Arquitetos (AFEA) Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET-RJ) Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM) Centro Universitário de Volta Redonda (UNIFOA) Centro Universitário Redentor-AFYA (UNIREDENTOR-AFYA) Centro Universitário Geraldo Di Biase (UGB de Volta Redonda) Clube de Engenharia Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU-RJ) Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA-RJ) Engenharia pela Democracia (EngD) Faculdade Souza Marques (FSM) Fórum Estadual de Meio Ambiente e Agricultura do RJ (FEMAARJ) Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos (IBEC) Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC- Rio) Sindicato dos Engenheiros de Volta Redonda (SENGE-VR) Sindicato dos Engenheiros do Estado do Rio de Janeiro (SENGE-RJ) Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro (SEAERJ) UNIVASSOURAS – Campus Universitário de Saquarema Centro Universitário de Barra Mansa (UBM) Universidade de Vassouras (UNIVASSOURAS) Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Universidade Federal Fluminense (UFF) Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO-NT) Universidade Veiga de Almeida (UVA)

Dia Internacional das Mulheres na Ciência

Em 11 de fevereiro, é comemorado o Dia Internacional das Mulheres na Ciência. A data foi definida em 22 de dezembro de 2015, na Assembleia Geral das Organizações Unidas (ONU), com o objetivo de conscientizar a sociedade e destacar a importância da igualdade de gênero no conhecimento científico.  A ideia da celebração é também contribuir para dar visibilidade ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 (ODS-5) da Agenda 2030 da ONU, que busca alcançar a igualdade de gênero e dar poder às mulheres e meninas para realizarem seu potencial criativo. A igualdade de gênero é uma prioridade global da UNESCO. O apoio a jovens meninas, sua formação e suas habilidades plenas para fazer com que suas ideias sejam ouvidas, impulsionam o desenvolvimento e a paz. Segundo a UNESCO, a porcentagem média global de pesquisadoras é de 33,3%, e apenas 35% de todos os estudantes das áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, na sigla em inglês) são mulheres. Os números demonstram como ainda persistem barreiras e baixa representatividade para as mulheres e meninas, sobretudo em áreas consideradas predominantemente masculinas. No Brasil, os dados divulgados pela terceira edição do estudo Estatística de Gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil, em 2023, do Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a desigualdade de rendimentos do trabalho era maior entre os profissionais das ciências e intelectuais. Neste grupo, elas receberam 63,3% do rendimento dos homens, em razão do rendimento habitual, ou seja, enquanto a média salarial desses homens é de R$7.268,00, a das mulheres chega apenas a R$4.600,00.  Segundo o mesmo estudo,  embora sejam maioria no acesso ao nível superior de ensino – sendo de 21,3% contra 16,8% dos homens – as mulheres ainda enfrentam barreiras nos cursos das áreas de CTEM (Ciências, Tecnologias, Engenharias, Matemática), evidenciando o estigma social do gênero, como o pensamento de que as mulheres não são racionais, mas dotadas de emoções e que não correspondem às áreas exatas. Mulheres para se inspirar  Apesar das dificuldades e barreiras impostas socialmente, algumas mulheres foram pioneiras em conquistar seu espaço nas ciências, abrindo portas e mostrando como a diversidade contribui para o avanço e desenvolvimento de ferramentas que compõem o nosso cenário atual, tornando-se indispensável.  O Crea-RJ comemora o Dia Internacional das Mulheres na Ciência e reconhece a data como um marco importante e, apesar das conquistas e avanços ao longo dos anos,  mais espaços ainda precisam ser implementados com maior diversidade  e com igualdade de gênero. Assim, a ciência avança com todos e para todos no progresso da sociedade, ampliando as perspectivas de desenvolvimento.  Fonte: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e Fiocruz

Curso Online Gratuito | BIM – Bulding Information Modeling

O Building Information Modeling (BIM) ou Modelagem de Informações da Construção é uma metodologia inovadora que transforma o setor da construção civil ao integrar tecnologia e gestão. Por meio de modelos digitais tridimensionais, o BIM permite simular, planejar e monitorar todas as etapas de um projeto, otimizando custos e prazos. Além disso, facilita a colaboração entre profissionais, reduz erros e aumenta a eficiência.  Este curso online e gratuito tem como objetivo principal demonstrar os aspectos essenciais da tecnologia BIM para sua implementação em empresas de projetos, de construção e de operação de edificações. Tem como público-alvo engenheiros, arquitetos e alunos de cursos de graduação e pós-graduação em Engenharia Mecânica, Civil e Arquitetura, bem como profissionais que executam projetos. As inscrições estão abertas até 28 de fevereiro e o curso tem início imediato.  A carga horária é de 10 horas e o tempo de acesso é de 90 dias.  Inscreva-se no link: https://webstore.grupohct.com.br/home/agenda-engenharia/soft-0040-acao

Mercado Municipal de Niterói é reconhecido como patrimônio histórico imaterial do estado do Rio de Janeiro

O Mercado Municipal de Niterói foi oficialmente reconhecido como patrimônio histórico, cultural, turístico, gastronômico e imaterial do estado do Rio de Janeiro. O evento aconteceu no dia 7 de fevereiro, no próprio saguão do prédio histórico, localizado na Avenida Feliciano Sodré, número 488, no Centro de Niterói, reunindo diversas autoridades. Como patrimônio, o Mercado Municipal entra no roteiro turístico nacional, ampliando o potencial econômico da cidade. Em dezembro de 2023 o Mercado Municipal se tornou Patrimônio Histórico e Cultural do estado do Rio de Janeiro, mas desde sua abertura o local vem fomentando os segmentos de turismo de eventos, cervejeiro e cultural (arquitetura e história do prédio), mas principalmente o turismo gastronômico e de experiência. Trajetória histórica do Mercado Municipal de Niterói Em julho de 1934, a Prefeitura Municipal, na gestão Gustavo Lira, assumiu a responsabilidade pela construção da obra, que teve seu edital de concorrência publicado nos jornais do Rio de Janeiro em julho de 1934. A obra viria ser iniciada no final de 1934 pela empresa E.Kemnitz & Cia., sendo o principal responsável pela obra da administração municipal o engenheiro Adalberto Alvares de Castro.   A obra levou quatro anos para ser concluída, com diversas mudanças no projeto e dificuldades de financiamento da mesma por parte do poder público. O projeto inicialmente elaborado pelo engenheiro do governo do estado, Antonio Alves Meira Júnior, foi modificado quando Brandão Júnior assumiu a Prefeitura pela primeira vez, em 1935. O Prefeito à época acreditava que o projeto deveria ter mais destaque, e para isso contratou o arquiteto alemão Ricardo Wriedt, um dos expoentes do Art Déco no Brasil, que adaptou a obra já em andamento para o estilo. O Mercado Municipal Feliciano Sodré é um antigo edifício na Avenida Feliciano Sodré, entre a Rua Presidente Castelo Branco e a Avenida Washington Luiz, no Centro de Niterói. Inaugurado em 1938 por Getúlio Vargas, o Mercado Municipal inscreveu na cidade uma arquitetura sintonizada com as tendências internacionais do Art Déco e traços neoclássicos.  O imóvel compõe o conjunto arquitetônico da região portuária de Niterói, erguida durante o período histórico chamado de renascença fluminense.  O imóvel tem uma área de cerca de 9.700 metros quadrados. O prédio abrigou o referido Mercado, até ser desativado em 1976 e a partir da década de 1980 passou a abrigar o Depósito Público Estadual.  O local também serviu de base para a Ceasa – Centrais de Abastecimento – e um centro de assistência social.  Em 2013, a Prefeitura incluiu o Mercado Feliciano Sodré dentro do Plano Estratégico Niterói Que Queremos (NQQ) 2013-2033, como uma das estratégias para dinamização da economia local, como pólo de turismo e de geração de emprego, trabalho e renda no município, além de contribuir para a renovação da área urbana no seu entorno. O prédio foi municipalizado pela Prefeitura de Niterói, que lançou uma Parceria Público Privada (PPP) para a reforma e gestão do espaço por 25 anos. O consórcio Novo Mercado, vencedor da licitação, investiu cerca de R$69 milhões em três anos, sendo R$30 milhões no prédio histórico. Reabertura No dia 27 de julho de 2023, o Mercado Municipal de Niterói foi reaberto após sua restauração em retrofit, ou seja, termo comumente utilizado na Engenharia para designar o processo de modernização de edifícios antigos, preservando suas características históricas enquanto atualiza a infraestrutura e sistemas para atender às normas e necessidades da contemporaneidade.  O Mercado tem 9.700 metros quadrados e 172 lojas divididas entre: gastronomia, decoração, cervejaria, charcutaria, peixaria, artesanato, queijaria e hortifruti. A revitalização incluiu intervenção urbanística e paisagística no entorno do mercado e envolveu a reestruturação viária do local, a criação de um novo pólo turístico e entretenimento, geração de empregos e renda para o município.  Outros patrimônios imateriais do Rio de Janeiro Os bens culturais de natureza imaterial dizem respeito àquelas práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares (como mercados, feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas). A Constituição Federal de 1988, em seus artigos 215 e 216, ampliou a noção de patrimônio cultural ao reconhecer a existência de bens culturais de natureza material e imaterial.   O patrimônio imaterial é transmitido de geração a geração, constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana. Confira Escolas de Samba: Um decreto de 2008 tornou as escolas de samba do Rio patrimônio imaterial da cidade, com a justificativa de que os desfiles refletem a alegria e irreverência da população carioca. Cordão do Bola Preta: Fundado em 1918, o tradicional bloco de carnaval carioca que arrasta milhões de foliões pelas ruas do Centro durante o carnaval foi considerado patrimônio da cidade em 2007. Obra literária de Machado de Assis: Composta por livros como “Dom Casmurro”, “Quincas Borba”, “Memórias póstumas de Brás Cubas” e “A mão e a luva”, a obra literária do escritor carioca Machado de Assis (1839-1908) entrou na lista de bens culturais do Rio por decreto de 2008. Beco das Garrafas: Berço da Bossa Nova, o local, que fica em Copacabana, recebeu shows de artistas como Elis Regina, Alaíde Costa e Wilson Simonal entre as décadas de 1950 e 1960, se tornando um point de boêmios na época. Ficou conhecido como Beco das Garrafas pelo hábito de moradores dos prédios atirarem garrafas nos frequentadores que viravam a noite nos bares dali, na travessa sem saída.  Feira de São Cristóvão: A prefeitura do Rio declarou o Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas patrimônio cultural dos habitantes da cidade do Rio de Janeiro, preservando o espaço e as características nordestinas que o local representa e conserva. O pavilhão abriga cerca de 700 barracas com comida típica, ingredientes e temperos da culinária regional, artesanato e objetos do folclore nordestino. O comércio é animado por trios e bandas, grupos de dança, cantores e poetas populares.  Fontes: O Globo;